10.373 – Mega Almanaque – Telê Santana, o fio de esperança


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Telê Santana da Silva (Itabirito, 26 de julho de 1931 — Belo Horizonte, 21 de abril de 2006) foi um dos mais importantes treinadores e jogadores da história do futebol brasileiro.
Após perder duas edições da Copa do Mundo FIFA no comando da Seleção Brasileira, amargou por muito tempo a fama de “pé-frio”. Mesmo assim, em pesquisa realizada pela revista esportiva Placar, nos idos da década de 1990, foi eleito por jornalistas, jogadores e ex-atletas o maior treinador da história da Seleção Brasileira.
A partir de 1990 até o início de 1996, comandou o São Paulo, conquistando duas vezes a Taça Libertadores da América e a Copa Intercontinental. É considerado o maior treinador são-paulino em todos os tempos e um dos ídolos do clube, sendo apelidado pela torcida com a alcunha de “Mestre Telê”.
Como jogador, é ícone do Fluminense pela intensa dedicação que ofereceu ao seu clube do coração — que valeu-lhe o apelido “Fio de Esperança” —, onde também começou a sua carreira de treinador.
Até hoje, é o técnico que mais dirigiu o Atlético Mineiro em jogos oficiais, com 434 jogos.
Começou no Itabirense Esporte Clube, cuja sede situava-se próximo a sua casa, e depois jogou no América de São João del-Rei de onde saiu para jogar no Fluminense.
Pelo Fluminense iniciou sua carreira sendo campeão de juvenis em 1949 e 1950 e promovido para os profissionais em 1951. A partir daí despontou seu melhor futebol e conseguiu suas maiores conquistas como atleta. Foi um dos primeiros pontas no futebol brasileiro a voltar para marcar no meio.2
A sua contratação pelo Fluminense se deu após fazer um teste contra o Bonsucesso e fazer cinco gols, referendada então pelo Diretor de Futebol do Fluminense daquela época, nada menos que outro ícone histórico deste clube, primeiro capitão e em 1930 o autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, João Coelho Netto, o Preguinho.
Com a camisa do Fluminense, jogou 557 partidas e marcou 165 gols,2 sendo o terceiro jogador que mais atuou pelo clube tricolor e seu terceiro maior artilheiro.
Conquistou como jogador os seguintes títulos, entre os mais importantes: Campeonato Carioca de 1951 e 1959; Torneio Rio-São Paulo de 1957 e 1960; e a Copa Rio de 1952.

Um fio de esperança
Quando Telê era jogador, tinha o apelido de “Fio de Esperança”, que recebeu após um concurso entre os torcedores promovido pelo jornalista Mário Filho, então diretor do Jornal dos Sports.
O concurso tinha surgido como ideia do dirigente tricolor Benício Ferreira. Na época, Telê tinha os apelidos pejorativos de “Fiapo” e “Tarzan das Laranjeiras”, em função de seu corpo franzino. O dirigente achava que o jogador merecia algo mais honroso e deu a ideia ao amigo Mário Filho, que criou o concurso com o tema “Dê um slogan para Telê Santana e ganhe 5 mil cruzeiros”.
Ao seu final, mais de quatro mil sugestões tinham sido enviadas à redação do jornal. José Trajano conta que seu pai participou do concurso propondo o apelido “A Bola”.Três leitores acabaram empatados no primeiro lugar na votação final, com as alcunhas “El todas”, “Big Ben” e “Fio de Esperança”. Foi a última que caiu no gosto dos torcedores tricolores.
Telê se transferiu do Fluminense para o Guarani por conta do presidente histórico do Bugre, o carioca Jaime Silva, ser torcedor do clube carioca e ter influenciado os dirigentes cariocas a permitirem a sua transferência para Campinas.
Telê deu mais uma demonstração de amor ao Fluminense, quando já no final de sua carreira como jogador, atuando pelo Madureira, marcou o único gol de sua equipe na derrota por 5 a 1 para o Flu. Embora aquele gol não tenha influenciado no resultado, Telê chorou ao final da partida por ter feito um gol em seu clube do coração.
No Fluminense, Telê também brigou pelos direitos de seus jogadores, que eram obrigados a entrar e sair do clube pela porta dos fundos. Depois de uma reunião à noite com dirigentes, pediu que abrissem a porta dos fundos para ele. Responderam que ele não era jogador e podia sair pela entrada social, mas Telê recusou-se e pulou o muro, porque não achou ninguém para abrir a porta dos fundos. “Eu disse que também fui jogador e que o aviso servia para mim também”, contou, anos mais tarde.
O mesmo time do Fluminense disputou a final contra o Atlético-MG, na época dirigido por Telê, que seria campeão mineiro em 1970 e campeão brasileiro no ano seguinte.
Entre janeiro e julho de 1973, treinou pela primeira vez o São Paulo, mas foi afastado ao entrar em conflito com os ídolos Paraná e Toninho Guerreiro.
Retornou ao Atlético Mineiro em agosto, substituindo Paulo Benigno.6 Permaneceu no clube até setembro de 1975, sendo substituído pelo inexperiente Mussula.
No primeiro semestre de 1976 assumiu o comando técnico do Botafogo, sem obter os resultados esperados.
Em 9 de setembro de 1976, substituiu Paulo Lumumba no Grêmio7 , levando-o a recuperar a hegemonia do Campeonato Gaúcho após oito anos de domínio do Internacional. No Grêmio, permaneceu até o fim de 1978.
Em 1979, foi contratado pelo Palmeiras, substituindo Filpo Núñez. Treinou a equipe até fevereiro do ano seguinte, quando foi convidado a comandar a seleção brasileira.
Foi anunciado oficialmente como treinador da seleção brasileira em 12 de fevereiro de 1980 pelo então presidente da CBF, Giulite Coutinho

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Como treinador da Seleção na Copa do Mundo de 1982, implantou uma forma de jogo que encantou tanto os torcedores brasileiros como os do resto do mundo, com um futebol bonito e envolvente, aclamado como o melhor da época. Integrou jogadores técnicos como Zico, Sócrates e Falcão, entre outros. Mesmo assim, sua seleção foi uma unanimidade, pois muitos — inclusive o humorista Jô Soares, que criou o bordão “Bota ponta, Telê!” — cobravam a presença de um ponta direita no time. “Eu me aborrecia um pouco com isso”, contou Telê mais de vinte anos depois. “O time buscava ocupar o espaço ali na direita. Se eu tivesse um grande ponta, como o Garrincha, é lógico que ele iria jogar. Comigo sempre jogam os melhores.” Apesar de grande performance, foi derrotada pela Itália. Nesta primeira passagem, comandou a seleção em trinta e oito partidas.
Após a Seleção, foi contratado, em 1983, por altos valores, pelo Al-Ahli, da Arábia Saudita. Integraram sua comissão técnica Marinho Peres e Moraci Sant’anna. Em novembro de 1984, confirmou que foi convidado pela CBF para retornar à Seleção, porém o Al-Ahli não o liberou.
Ainda sob vínculo com o Al-Ahli, substituiu Evaristo de Macedo no comando da Seleção, em 23 de maio de 1985, mas apenas para os jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1986. Rescindiria o contrato com clube saudita em dezembro desse ano.
Foi anunciado em 17 de janeiro de 1986 por Nabi Abi Chedid, recém-eleito vice-presidente da CBF, como o treinador para a Copa do Mundo de 1986, contra o suposto favoritismo de Rubens Minelli.
Na Copa do Mundo de 1986, no México, buscou valorizar a experiência e montou uma equipe com jogadores remanescentes de 1982, alguns já em fim de carreira. Criticado anteriormente por não exigir muita disciplina dos jogadores, voltou mais vigilante, o que resultou no corte do ponta-direita gremista Renato Gaúcho, quando este chegou tarde à concentração. Como consequência, o melhor amigo do jogador, o lateral Leandro, pediu dispensa da equipe.
A Seleção foi eliminada da Copa de forma invicta, em uma disputa de pênaltis contra a França. Telê então foi marcado com a pecha de “pé-frio” por parte da imprensa brasileira.
Retomou a carreira somente em 7 de agosto de 1987, no Atlético Mineiro. Deixou o Galo em outubro de 1988 para assumir o Flamengo. Estreou pela equipe rubro-negra contra o Guarani, com vitória por 5 a 1, em 23 de outubro. Permaneceu até 19 de setembro de 1989, quando entregou o cargo, por discussão com Renato Gaúcho.15 Passou a treinar o Fluminense em 29 de outubro16 , ficando até o fim do ano.
Retornou ao Palmeiras em 14 de maio de 1990, substituindo Jair Pereira, porém comentou os jogos da Copa do Mundo de 1990 pelo SBT. Permaneceu apenas até 16 de setembro, quando entregou o cargo, após derrota no Parque Antártica para o Bahia. No mês seguinte, em 12 de outubro, assumiu o comando do São Paulo, a princípio até o fim daquele ano.

São Paulo “esquenta” o pé de Telê Santana
No São Paulo viveu os melhores anos da sua carreira como treinador, conquistando muitos títulos pelo clube.
Encontrou um time que três meses antes tinha tido um desempenho pífio no Campeonato Paulista, com seu principal jogador – Raí, no banco.
Apostou no talento de Raí e também em novatos como Antônio Carlos, Cafu, Leonardo e Elivelton. Levou o time, que ocupava uma posição intermediária no Campeonato Brasileiro, até a final, obtendo o vice-campeonato frente ao Corinthians.
Foi campeão continental pela primeira vez na Copa Libertadores da América de 1992 — ao vencer o time argentino Newell’s Old Boys, na disputa de pênaltis — realizada no Estádio do Morumbi. Telê armou o São Paulo em um esquema 4-2-2-2, com alta posse de bola, e que, comandado em campo por Raí, conquistaria o mundo.
Em dezembro venceu o Palmeiras no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, viajou para o Japão, onde conquistou o título mundial de clubes de 1992, ao vencer o time do Barcelona de virada por 2 a 1 — com Stoichkov abrindo o placar para o Barcelona e Raí empatando o jogo e também marcando o gol do título mundial. Voltou para o Brasil e venceu também o segundo jogo da final do Paulistão, conquistando o bicampeonato consecutivo do Campeonato Paulista. Antes de acabar o ano de 1992, Telê foi premiado como o “Melhor técnico da América do Sul de 1992”.
O ano de 1993 foi o mais vitorioso da carreira como técnico: ganhou quatro títulos internacionais oficiais, todos eles no mesmo ano e, assim, acabou conquistando uma quádrupla coroa internacional — sendo até hoje o único técnico do mundo a atingir tal feito.
O primeiro título de 1993 foi a Copa Libertadores da América – vencendo o Universidad Católica por 5 a 3 no resultado agregado – pois empataram em número de pontos (uma vitória para cada lado). A segunda conquista, foi a Recopa Sul-Americana — vencida na disputa de pênaltis contra o Cruzeiro, após empatarem os dois jogos. Faltando menos de um mês para o Mundial, ainda foi campeão da Supercopa Libertadores — conquistada na disputa de pênaltis contra o Flamengo – após empatarem os dois jogos por 2 a 2.
Em dezembro Telê conquistou novamente o título mundial pelo tricolor — vencendo o Milan por 3 a 2. A conquista do título mundial, foi o quarto título internacional conquistado pelo São Paulo e também pelo técnico Telê Santana em 1993 — completando, assim, a inédita quadrúpla coroa internacional — sendo conquistada por ser campeão de quatro competições internacionais oficiais, com todos os títulos sendo conquistados no mesmo ano.
Em janeiro de 1996, após sofrer uma isquemia cerebral, teve que abandonar o futebol e viu a sua saúde debilitar-se bastante, com problemas na fala e na locomoção, entre outros. Apesar de debilitado, acreditava que poderia voltar a trabalhar e, nos dias de mau humor, culpava a família por “impedi-lo”.
No começo de 1997, chegou a fechar contrato para ser o técnico do Palmeiras, mas seus problemas de saúde impediram que assumisse o cargo.
No dia 21 de abril de 2006, depois de ficar por cerca de um mês internado devido a uma infecção intestinal, que desencadeou uma série de outras complicações, Telê Santana faleceu em Belo Horizonte.
Após sua morte, recebeu diversas homenagens, entre as quais os nomes do Troféu Telê Santana, de Minas Gerais, do Estádio Mestre Telê Santana da Silva, em Duque de Caxias, do Hotel Concentração Telê Santana, no Centro de Treinamento Vale das Laranjeiras, do Fluminense, e de uma rua no bairro Cachoeira, em Curitiba, além de um busto no Mineirão, em 2008.

10.360 – Mega Massacre – Brasil é goleado pela Alemanha em pleno Mineirão


Irreconhecível e totalmente dominada, principalmente no primeiro tempo, a seleção brasileira foi massacrada pela Alemanha ao ser goleada por 7 a 1, nesta terça-feira (8), no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo.
Os gols alemães foram marcados por Müller, Klose, Kroos (2), Khedira e Schürrle (2). O gol anotado por Klose foi o seu 16º em Copas. Com isso, passou Ronaldo e se tornou o maior artilheiro em Mundiais. O único gol brasileiro foi feito por Oscar aos 45 minutos do segundo tempo.
Desiludida, a torcida brasileira começou a deixar o Mineirão ainda durante a etapa inicial, quando o Brasil saiu de campo perdendo por 5 a 0.
Foi a pior derrota sofrida pela seleção brasileira em sua história centenária. Antes, a maior goleada sofrida foi para o Uruguai por 6 a 0 na Copa América de 1920. O Brasil também foi a primeira seleção a sofrer cinco gols em 29 minutos de jogo em um Mundial.
A goleada sofrida foi também a primeira derrota de Felipão no comando da seleção brasileira em Mundiais. Ele venceu os sete jogos na conquista do penta em 2002 e tinha três triunfos e dois empates em 2014. Ele ainda acumulava cinco vitórias no título da Copa das Confederações-2013.
Foi também o segundo confronto entre as duas equipes em Copa. No primeiro, a seleção brasileira venceu por 2 a 0 na conquista do pentacampeonato.
Com a vitória, a Alemanha volta a disputar uma final após cair na semifinal de 2006 e 2010. O time chega a oitava final em Copas e se isola como recordista. Os alemães superaram justamente o Brasil que tem sete decisões.
Na final, o time de Joachim Löw encara o vencedor do confronto entre Argentina e Holanda, que se enfrentam na quarta-feira (9), no Itaquerão. O jogo decisivo está marcado para domingo (13), às 16h, no Maracanã.
A equipe alemã busca o tetracampeonato e tenta se igualar a Itália. Os alemães foram campeões em 1954, 1974 e 1990. Por outro lado, perderam na decisão em 1966, 1982, 1986 e 2002.
Já o Brasil vai decidir o terceiro lugar no sábado (12), às 17h, em Brasília.
No confronto contra os alemães, a seleção brasileira entrou em campo com um time que nunca jogou junto. Sem Neymar, que fraturou a terceira vértebra lombar do lado esquerdo, Felipão optou pelo atacante Bernard.
Ele ainda promoveu o retorno do volante Luiz Gustavo na vaga de Paulinho. O setor ainda teve Fernandinho e Oscar. Hulk e Fred também iniciaram a partida. A defesa teve Dante no lugar de Thiago Silva, suspenso, e Maicon no lugar de Daniel Alves.
Com essa formação, a seleção brasileira foi totalmente dominada pela Alemanha. O time brasileiro trocava passes no campo de defesa, mas não conseguia sair jogando em virtude da marcação da seleção rival. O time de Joachim Löw marcava na intermediária e esperava o melhor momento para dar o bote.
Para piorar, a equipe de Felipão tinha um buraco na frente da zaga. Com isso, os alemães chegavam com facilidade a área brasileira.
O primeiro gol alemão foi marcado aos 11 minutos em uma falha do sistema defensivo. Após cobrança de escanteio, Müller apareceu sozinho e completou de pé direito para a rede.
O gol abateu os jogadores e a Alemanha manteve sua estratégia. Aos 23 minutos, Fernandinho não conseguiu fazer o corte, a bola chegou em Klose, que chutou duas vezes para marcar o segundo alemão e o seu 16º em Copas.
No minuto seguinte, Lahm cruzou da direita, a bola passou por toda a defesa e sobrou para Kroos finalizar no canto e ampliar. Aos 26, Fernandinho perdeu a bola na intermediária, Khedira tocou para Kroos, que só completou para o gol.
Três minutos depois, Khedira roubou a bola no meio, tabelou com Özil e colocou no canto de Júlio César.
Depois de a seleção não ver a cor da bola na etapa inicial, Felipão fez duas alterações: Paulinho entrou no lugar de Fernandinho, enquanto Ramires substituiu Hulk.
Com os alemães mais relaxados, a seleção brasileira criou oportunidades e parou no goleiro Neuer. Aos 6 minutos, Oscar chutou forte e o goleiro alemão fez bela defesa. Três minutos depois, Paulinho tentou duas vezes e Neuer fez excelentes defesas.
Nos contra-ataques, os alemães eram perigosos e ampliaram o marcador. Aos 24min, após nova excelente troca de passes, Lahm cruzou rasteiro para Schürrle fazer o sexto. Dez minutos depois, Schürrle marcou o sétimo.
Felipão ainda colocou Willian no lugar de Fred, que saiu vaiado de campo. O atacante anotou apenas um gol –contra Camarões– durante os seis jogos.
Com a goleada, a torcida gritou olé e aplaudiu a seleção alemã a cada troca de passes.

10.226 – Mega Almanaque – Thiago Silva


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(Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1984), é um futebolista brasileiro, que atua como zagueiro. Atualmente, joga pelo Paris Saint-Germain.
Thiago Silva começou sua história numa escolinha de futebol da zona oeste do Rio de Janeiro, que era na verdade um núcleo do Fluminense e foi lá que o pequeno Thiago deu seus primeiros passes e chutes. O caminho até chegar de fato às divisões de base do Tricolor levou quase seis anos e aconteceu quando Thiago disputou amistoso contra o mirim do Fluminense, em Xerém, e chamou a atenção do técnico Maurinho, que o convidou para um teste. Incorporado ao time no Centro de Treinamento Vale das Laranjeiras, em Xerém, ele atuou como volante, mas teve poucas oportunidades e decidiu sair dali para um outro núcleo do clube em Campo Grande.
Em 1999, na condição de Infantil (Sub-15), Thiago decidiu buscar novamente uma chance numa equipe de competição, já que os núcleos geralmente trabalham apenas a formação dos atletas para entregá-los aos clubes. Fez testes no Madureira, Olaria e Flamengo, este último o mais traumático, pois o jovem foi reprovado com a certeza de que sequer foi observado pelos treinadores.
No ano seguinte, Thiago se destacou jogando pelo Barcelona-RJ. Foi assim que um amigo de Paulo César Carpegiani o viu e convidou o ainda volante para o RS Futebol, clube recém-fundado por Carpegiani na cidade gaúcha de Alvorada. Em 2001, antes mesmo de chegar aos 18 anos de idade, Thiago foi profissionalizado e disputou a Terceira Divisão do Gaúcho e outros torneios com a equipe principal. Uma experiência que valeu ouro e convocações para as divisões de base da Seleção Brasileira.
Após virar profissional, foi transferido para o Juventude, onde teve um grande desempenho no Brasileirão de 2004, o que o credenciou a uma transferência para o exterior, para o Porto, de Portugal, onde firmou contrato de cinco anos.
Após diversos problemas respiratórios devido ao frio e de contusão, teve poucas oportunidades, e foi então emprestado para o Dínamo Moscou, da Rússia, em janeiro de 2005. Porém em Moscou, devido ao frio intenso, os problemas de saúde se agravaram e Thiago Silva teve tuberculose, ficando quatro meses internado.
A volta para o Brasil aconteceu em 2006, por empréstimo, para o time de seu coração, o Fluminense. Mesmo com as dificuldades enfrentadas pelo time naquele ano, o zagueiro se destacou e virou ídolo da torcida.
Em 2007, consolidou seu bom momento e novamente se destacou por todo o ano, com o título da Copa do Brasil de 2007 e a boa colocação no Brasileirão, e foi nessa temporada que suas principais características começaram a aparecer: o chute fortíssimo de perna direita, seus dribles, os desarmes precisos e a velocidade pouco usual para zagueiros. Mostrando que a boa fase é realmente realidade na sua carreira, ajudou o Fluminense a chegar ao vice-campeonato da Copa Libertadores da América de 2008.
Em dezembro de 2008, Thiago Silva foi negociado com o Milan, da Itália, por €10 milhões. Sua estreia pelo clube Rossonero aconteceu em 21 de janeiro de 2009, em um amistoso contra o alemão Hannover 96, em que o Milan empatou por 2 a 2, com boa performance do zagueiro, que jogou os 90 minutos da partida.7
Porém, Thiago foi integrado ao elenco para partidas oficiais apenas em julho de 2009, sete meses após sua contratação, isso porque o clube milanês já havia atingido o limite de jogadores sem passaporte da União Europeia durante a temporada 2008-09. Desde que passou a atuar como titular, Thiago Silva tem sido muito eficaz em seus desarmes e vem sendo bastante elogiado também por suas ocasionais arrancadas até o ataque, devido à sua velocidade. Marcou seu primeiro gol pela Serie A em 8 de novembro de 2009, aos 21 minutos da vitória por 2 a 1 sobre a Lazio. Na primeira temporada, se destacou, e substituiu muito bem o ídolo do clube, Paolo Maldini.
Em 2011 consolidou-se, foi considerado na Itália como um dos melhores zagueiros do ano no mundo, considerado o melhor zagueiro rossoneri, desbancando outro ídolo, Alessandro Nesta.8
No dia 13 de setembro de 2011, na estreia do Milan na Liga dos Campeões da UEFA de 2011–12, contra o Barcelona, no Camp Nou, o zagueiro brasileiro marcou o gol de empate Rossonero na partida, aos 47 minutos do segundo tempo. O jogo acabou em 2 a 2, os outros gols foram marcados por Alexandre Pato, Pedro e David Villa.
Apesar de ter recusado a primeira investida dos franceses do PSG, Silvio Berlusconi confirmou, em 13 de julho de 2012, a venda do zagueiro, junto com o atacante Zlatan Ibrahimović, à equipe parisiense. Estreou no dia 18 de setembro, marcando um dos gols da vitória por 4 a 1 sobre o Dínamo de Kiev, em jogo realizado no Parc des Princes. Fez seu segundo gol pelo PSG contra o Porto, em vitória por 2 a 1 dentro de casa. Fez sua estreia no Campeonato Francês no fim de semana seguinte, jogando os 90 minutos em uma vitória sobre o CA Bastia por 4 a 0, em 22 de setembro.13 Marcou seu terceiro gol pelo PSG em um pênalti contra o Olympique de Marseille, em 31 de outubro. Thiago Silva ganhou o prêmio de melhor jogador do Campeonato Francês do mês de março, recebendo 71% dos votos. Foi expulso no jogo contra o Valenciennes, no empate por 1 a 1 em casa, perdendo a chance de ficar próximo do título francês. Conquistou o título do campeonato francês contra o Lyon em 12 de maio, na vitória por 1 a 0.
Em junho de 2008, foi convocado pelo treinador Dunga para dois jogos pelas Eliminatórias da Seleção Brasileira.
Dois meses depois, foi convocado para participar das Olimpíadas de 2008, como um dos atletas acima de vinte e três anos. O jogador se contundiu na preparação e acabou atuando em apenas dois jogos, sendo um como titular.
Pouco depois, passou a ser constantemente convocado para os amistosos da seleção ao longo de 2008, tendo chamado atenção internacional ao aplicar um chapéu sobre o português Cristiano Ronaldo.
Após alguns meses sem ter sido chamado, voltou a ser convocado por Dunga em novembro de 2009, para os amistosos contra a Inglaterra, em 14 de novembro, e contra Omã, em 17 de novembro. Thiago Silva foi chamado para o lugar de Luisão, cortado por lesão. No dia 9 de fevereiro de 2010, ele foi chamado novamente à seleção para o último amistoso antes da Copa do Mundo FIFA de 2010, em que o Brasil venceu por 2 a 0. No dia 11 de maio de 2010, Thiago Silva foi convocado pelo técnico Dunga para disputar a Copa do Mundo de 2010 pela Seleção Brasileira.
No dia 10 de agosto de 2010, foi chamado pelo técnico Mano Menezes para jogar o amistoso contra os Estados Unidos e, desde então, vem formando a zaga titular brasileira ao lado de David Luiz.
No primeiro ano da seleção de Mano Menezes, Thiago Silva foi convocado para todos os jogos, e foi também convocado para todos os jogos do ano de 2011.
No dia 30 de maio de 2012, marcou seu primeiro gol com a camisa da Seleção Brasileira na vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, em jogo realizado na capital norte-americana.
Em 14 de maio de 2013, foi convocado para a Copa das Confederações, no Brasil.
No dia 10 de setembro de 2013, fez um belo gol de cabeça contra Portugal em Boston, saltando mais de 2 metros para fazer o gol, que foi o primeiro na vitória brasileira por 3 a 1 sobre Portugal.

10.221 – Mega Almanaque – O Prof. Júlio Mazzei


O professor e o gênio
O professor e o gênio

O professor de educação física Júlio Herculano Pedroso Mazzei, morreu aos 78 anos numa noite de domingo, em 2009, por complicações do mal de Alzheimer. Mazzei tem familiares em Araçatuba. Ele morou dez anos na cidade, onde foi, inclusive, jogador de futebol: zagueiro, vestiu camisa do São Paulo, o time profissional local que teve atividades nas décadas de 1940 e 50.
Sobrinho por parte de pai do monsenhor Vítor Ribeiro Mazzei, o padre com a mais destacada atuação na comunidade à mesma época, Júlio Mazzei também foi treinador de equipes de basquete, inclusive em Araçatuba, e preparador físico de Palmeiras e Santos.
Na Vila Belmiro, ele conheceu Pelé, fazendo grande amizade com o Atleta do Século e sendo, inclusive, responsável principal pela transferência do Rei do Futebol do alvinegro santista para o Cosmos de Nova York, nos EUA (1976).
Júlio Mazzei morou em Araçatuba de 1940 a 50, ano em que se mudou para São Paulo, para fazer faculdade de educação física na USP. Já com a graduação, passou por outras cidades. “Seu primeiro emprego foi em Mirandópolis, onde ele deu aula por dois anos após se formar”.
“Naquela época, ninguém fazia preparação física de forma tão científica como ele fazia; Júlio era tecnicamente especializado e alcançou muito sucesso com seu trabalho”, conta Henrique. “Lembro-me de que, naquela fase áurea do Santos, que tinha um timaço, o Palmeiras derrotou o Peixe e, segundo os cronistas da época, a preparação física elaborada por ele foi um dos fatores fundamentais à vitória”, disse.
Júlio Mazzei foi, então, contratado pelo Santos, onde ficou 12 anos, junto com Edson Arantes do Nascimento e companhia. “Ele era o maior amigo do Pelé, e foi quem intermediou negociação com o Cosmos, indo para os EUA junto com o Rei”, revelou. “No time, ele foi treinador do Pelé, chegando a ser campeão americano; depois de três anos, voltaram ao Brasil”, relatou.
O esportista escolheu Santos para morar com a mulher, mas durante bom tempo quase não parava na cidade do litoral porque começou a dar grande quantidade de palestras sobre educação física por todo o País. A sua especialização também incluiu cursos nos EUA.
“A doença foi descoberta em 2001 e, de lá para cá, ele ficou aos cuidados da família”, revelou Henrique. “Seu desejo era ser cremado e que suas cinzas fosse jogadas sob um coqueiro, na praia, em Santos, para que descansasse em paz”.
Júlio Mazzei ficou bem mais conhecido no País no fim dos anos 1980 e início dos 90. Na ocasião, ele participou de projetos esportivos em parceria com o narrador Luciano do Valle, da TV Bandeirantes. Entre eles, o da seleção brasileira de futebol master, que lhe rendia aparições constantes na emissora.
Ele estava internado numa clinica de repouso para idosos em Santos (SP), na Rua Pasteur, no bairro do Gonzaga, e diariamente recebia a visita de sua fiel e querida esposa, dona Maria Helena Mazzei.
Júlio morreu no dia 10 de maio de 2009.
Só deixou Santos por sete anos, quando mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou no New York Cosmos e no escritório de marketing esportivo que o Rei Pelé mantinha na “capital do mundo”.
Júlio Mazzei estava mal de saúde, pois era portador do “Mal de Alzheimer?. Daí, sua internação, pela família, na referida clinica para idosos, bem parecida com aquela em que Leônidas da Silva viveu por 12 anos, antes de sua morte.
Júlio Mazzei, pai do músico e radialista (excelente) Julinho Mazzei, sucedeu ao professor Financial no Palmeiras, foi campeão paulista de 63 e 66, campeão do Rio-São Paulo pelo Verdão em 65, e, no Santos, ganhou os paulistas de 67, 68, 69 e 73, a Recopa de 68, o Robertão de 68 e já conheceu 62 paises do planeta. E é também o grande responsável pela ida de Pelé para os EUA. “Lá, ele conheceu o marketing esportivo e a força de seu nome. Nova Iorque foi o grande gol de Pelé?, sempre dizia o querido Júlio Mazzei.
Na foto abaixo, você vê os jogadores da Seleção Brasileira “B” no dia 21 de novembro de 1965. Essa foto é histórica porque naquele domingo foi a única vez na história do futebol brasileiro que nossa seleção jogou duas vezes no mesmo dia e contra duas seleções europeias.

Júlio na seleção
Júlio na seleção

Naquele 21 de novembro de 1965 a seleção “A” do Brasil, com Pelé, dirigida por Vicente Feola, empatou em 2 a 2 com a União Soviética, à tarde, no Maracanã. O Brasil “A” jogou com Manga(Botafogo-RJ), Djalma Santos(Palmeiras-SP), Bellini(São Paulo-SP) depois Mauro Ramos(Santos-SP), Orlando Peçanha(Santos-SP) e Rildo(Botafogo-RJ); Dudu(Palmeiras-SP) depois Roberto Dias(São Paulo-SP) e Gérson(Botafogo-RJ); Jairzinho(Botafogo-RJ), Flávio(Corinthians-SP) depois Ademar Pantera(Palmeiras-SP); Pelé(Santos-SP) e Paraná(São Paulo-SP). Os mais de 113 mil pagantes viram no estádio Mário Filho, o Maracanã, os gols de Gérson e Pelé para o Brasil, e os gols de Banichevski e Slava Metreveli para a União Soviética. O último gol foi o célebre episódio em que o goleiro Manga, em pleno Maracanã, bateu o tiro de meta na nuca do jogador soviético (Slava Metreveli). A bola voltou em direção à meta de Manga e só parou no fundo do gol.

10.193 – Mega memória Copa do Mundo – Lazaroni ou “lazarento”?


Lazaroni, apelidado pejorativamente de "lazarento", após o vexame
Lazaroni, apelidado pejorativamente de “lazarento”, após o vexame

O então técnico da seleção brasileira no vexame de 1990, fora o treinador da Seleção Brasileira na conquista da Copa América em 1989 e na na Itália, quando o país foi eliminado pela Argentina nas oitavas-de-final por 1 a 0.
Em 7 de agosto de 2011, assumiu a Seleção do Qatar. O período de permanência e os valores do acordo não foram divulgados.1
Em 19 de dezembro de 2011, após a eliminação da Seleção na primeira fase dos Jogos Pan-Arábicos de 2011 disputados no Qatar, foi demitido
A Copa de 1990, foi a décima quarta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 8 de junho até 8 de julho de 1990. O evento foi sediado na Itália, tendo partidas realizadas nas cidades de Milão, Roma, Nápoles, Turim, Bari, Verona, Florença, Cagliari, Bolonha, Údine, Palermo e Genoa. (Itália, Alemanha Ocidental, Bélgica, Inglaterra, Escócia, Áustria, Suécia, Iugoslávia, Espanha, Países Baixo africanas (Camarões e Egito) e 2 asiáticas (Emirados Árabes e Coreia do Sul).
A Copa de 1990 entrou para a história como uma Copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado. Apesar disso, também foi uma Copa de grandes goleadas, como EUA 1 x 5 Tchecoslováquia, e de grandes surpresas, como a vitória de Camarões sobre a Argentina logo na 1a rodada do Mundial.
A final da Copa do Mundo FIFA de 1990 foi disputada pela Argentina, que havia eliminado a Itália, a Iugoslávia e o Brasil; e a Alemanha Ocidental, que havia eliminado a Inglaterra, a Tchecoslováquia e os Países Baixos; a trajetória de 6 jogos dessas equipes teve 3 partidas resolvidas em disputas de pênalti e 3 em placares com um gol de diferença. A partida foi realizada em 8 de julho às 20h, no Estádio Olímpico de Roma, com um público de 73 603 pessoas. Sob o apito do árbitro mexicano Edgardo Codesal, Andreas Brehme converteu uma penalidade – até hoje muito contestada – aos 40 minutos do segundo tempo, trazendo o terceiro título da Alemanha Ocidental em Copas do Mundo, o primeiro no qual os alemães não vencem a equipe favorita.

Seleção de 1990
Seleção de 1990

O Brasil, campeão sul americano, comandado pelo técnico Sebastião Lazaroni, adotou o sistema com líbero, com dois alas, chamado 3-5-2, apontado por muitos analistas como contrário às características do futebol brasileiro.
A equipe, dividida por brigas internas, foi precocemente eliminada. Após passar com dificuldades pela primeira fase, apesar de 3 vitórias (2 a 1 na Suécia com dois gols de Careca, 1 a 0 na Costa Rica e 1 a 0 na Escócia, com um gol de Müller a 10 minutos do fim do jogo). o Brasil, em seu melhor jogo no torneio, caiu nas oitavas-de-final, frente à Argentina por 1 a 0 (o gol foi de Claudio Caniggia, em uma única jogada genial de Maradona, que foi muito marcado). O Brasil lutou (chegou a mandar uma bola na trave), mas perdeu várias chances de gol. Foi a pior campanha brasileira desde 1966.
Partida final
Chega o dia 8 de julho de 1990. No Estádio Olímpico de Roma, a Alemanha Ocidental de Lothar Matthäus e a Argentina de Maradona fariam a revanche da Copa de 1986. El Pibe de oro, que já era “odiado” pelos torcedores romanos por sua atuação em Nápoles, se vingou, chamando palavrões para a torcida, que vaiou o hino argentino. Ele se tornou um dos mais hostilizados pela torcida devido à eliminação italiana na semifinal. Os argentinos buscavam o tricampeonato mundial mas, depois de dois vice-campeonatos consecutivos, a Alemanha não deixaria o título escapar e domina amplamente a partida. Maradona e Jorge Burruchaga, a dupla que desmantelara a zaga alemã no jogo final da Copa de 1986 com jogadas rápidas, desta vez havia sido bem neutralizada por uma forte marcação e a tática argentina de atuar nos contra-ataques não resulta em perigo. Resta aos hermanos segurar o empate em busca de um lance isolado, como acontecera contra Brasil e Itália dias antes ou levar a decisão nos pênaltis, onde Goycochea sempre se destacou. A Alemanha, de tanto pressionar, trata de ganhar uma vantagem psicológica, e ela acontece aos 74 minutos quando Pedro Monzón faz uma falta feia em Jürgen Klinsmann (que chegou a erguer suas pernas para o ar), o que faz com que o argentino seja expulso. Com a vantagem, a Alemanha chega finalmente ao gol do título. Aos 84 minutos, Klinsmann bate falta próximo da área e na seqüência da jogada, Roberto Sensini, que havia entrado no 2º tempo, comete pênalti duvidoso em Rudi Völler. Maradona reclama e recebe cartão amarelo. Brehme bate rasteiro no canto e Goycochea, desta vez, não pega.

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8488 – Qual seria a seleção brasileira de todos os tempos?


A Dupla Imbatível
A Dupla Imbatível

Depois de ouvirmos a opinião de oito cronistas esportivos e dos craques Casagrande e Falcão, montamos nosso time dos sonhos. Deu uma equipe bem ofensiva: Gilmar, no gol, Carlos Alberto Torres e Nílton Santos nas laterais, os zagueiros Mauro Ramos de Oliveira e Luís Pereira. No meio de campo, Falcão, Didi e Rivelino. E no ataque, três goleadores: Pelé, Garrincha e Romário. Para comandar essas estrelas, escalamos o técnico Telê Santana. O curioso é que, na votação, nenhum jogador foi unanimidade. Nem mesmo Pelé, que recebeu oito votos. “O Pelé não pode entrar numa seleção dessas, tem de estar no time do universo”, afirma o comentarista Mauro Beting, que, como Casagrande, decidiu deixar o “rei” de fora do time dos sonhos. A disputa mais acirrada ocorreu no meio de campo e no ataque. Gérson, Rivelino, Tostão, Romário e Ronaldo “Fenômeno” receberam quatro votos. Corremos o risco da injustiça e optamos por Rivelino e Romário. Deixamos para sua imaginação a missão quase impossível de tentar achar adversários para esse supertime!

MAURO RAMOS DE OLIVEIRA (zagueiro)

COPAS – 1954, 1958 e 1962

Mauro foi o maior zagueiro do São Paulo, time que defendeu de 1948 a 1960, e do Santos, onde faturou o mundial interclubes em 1962 e 1963. Na Copa de 1958, foi reserva, mas, em 1962, brilhou como capitão e levantou a taça do bicampeonato

LUÍS PEREIRA (zagueiro)

COPA – 1974

Com 34 gols em 562 partidas, “Luisão” liderou o Palmeiras em sua fase mais vitoriosa, levando o caneco do Brasileirão em 1972e 1973. Desengonçado, tinha as pernas tortas e os pés virados para dentro, o que não diminuía em nada sua habilidade

CARLOS ALBERTO TORRES (lateral-direito)

COPA – 1970

Virando jogador contra a vontade do pai, o “capitão do tri” na Copa de 1970 cansou de ganhar títulos entre 1965 e 1970 e de 1972 a 1975, quando jogou pelo Santos. Em 2000, foi eleito pela Fifa como melhor lateral-direito da história

GILMAR DOS SANTOS NEVES (goleiro)

COPAS – 1958, 1962 e 1966

Único goleiro do país a ganhar duas Copas do Mundo, em 1958 e 1962, Gilmar também foi bi-mundial de clubes pelo Santos, em 1962 e 1963. Conhecido pela segurança e pela calma, jogou 18 anos e levantou 22 taças

NÍLTON SANTOS (lateral esquerdo)

COPAS – 1950, 1954, 1958 e 1962

Apelidado de “enciclopédia do futebol” pelo vasto repertório de jogadas, Nílton Santos inaugurou um novo papel para o lateral, fazendo lançamentos precisos, subindo ao ataque e marcando gols. Pela seleção, foi bicampeão em 1958 e 1962

TELÊ SANTANA (técnico)

COPAS – 1982 e 1986

Ganhou o rótulo de pé-frio por ter perdido as Copas de 1982 e 1986, mas encantou ao montar times que jogavam bonito “e sem violência. Como treinador de clubes, Telê ganhou mais de 15 títulos, incluindo o bi mundial com o São Paulo, em 1992 e 1993

RIVELINO (meio campo)

COPAS – 1970, 1974 e 1978

Grande ídolo de Diego Maradona, o “reizinho do parque” foi um dos melhores jogadores da história do Corinthians e mandou muito bem na Copa de 1970, marcando três gols. Seu chute potente foi apelidado de “patada atômica” pela torcida

PELÉ (atacante)

COPAS – 1958, 1962, 1966 e 1970

“Rei” do futebol, atleta do século, tricampeão pela seleção e bi pelo Santos. Recordista de gols (1 281) e de títulos (57). Em um rasgo de humildade, ele mesmo admitiria: “Pelé é coisa de Deus, é difícil explicar, não vai nascer mais”. Difícil discordar

FALCÃO (volante)

COPAS – 1982 e 1986

O maior jogador da história do Inter de Porto Alegre conduzia a bola sempre de cabeça erguida, procurando a melhor jogada. Arrebentou na Copa de 1982 e foi eleito o segundo melhor do mundo, atrás apenas do carrasco italiano Paolo Rossi

ROMÁRIO (atacante)

COPAS – 1990 e 1994

Herói do tetra na Copa de 1994, o “baixinho” fez mais de 800 gols na carreira e estufou as redes 70 vezes na seleção — com a amarelinha, ele só fica atrás de Pelé. “É o maior jogador que eu vi jogar dentro da área”, diz o comentarista Juca Kfouri

DIDI (meio-campo)

COPAS – 1954, 1958 e 1962

Apelidado de “príncipe etíope” pela elegância e classe no meio campo, Didi fez 21 gols com a camisa da seleção e foi considerado o melhor jogador da Copa de 1958. Na final, sua liderança foi fundamental na virada por 5 a 2 contra a Suécia

GARRINCHA (atacante)

COPAS – 1958, 1962 e 1966

Com seus dribles desconcertantes, Garrincha brilhou na Copa de 1962, quando anotou 4 gols e liderou o time ao título. Com Pelé, “Mané” construiu um dos grandes tabus da seleção: com ele e o “rei” em campo, o Brasil nunca perdeu um jogo

Juri: Alberto Helena Jr. (Diário de São Paulo), Casagrande (TV Globo), Falcão (TV Globo), Juca Kfouri (CBN e Rede Cultura), Mauro Beting (Rádio Bandeirantes e BandSports), Paulo César Vasconcellos (ESPN), Paulo Vinícius Coelho (ESPN), Roberto Avallone (Rede TV!), Ruy Carlos Ostermann (Zero Hora e Rádio Gaúcha) e Sérgio Xavier (Placar)

☻ Mega Opinião
Grande ausente desta seleção: Artur Friedheich