13.273 – Astronomia – As Luas de Saturno


luas de saturno,
Saturno tem mais de 60 luas misteriosas. Elas têm oceanos subterrâneos, vulcões de gelo e seriam boas para esquiar. Veja a seguir uma lista com algumas descobertas curiosas sobre algumas luas desse complexo planeta.
A Nasa, agência espacial americana, divulgou a notícia de que Encélado, uma das 60 luas de Saturno, pode conter vida microscópica. Esse oceano fica no polo sul de Encélado e pode abranger boa parte da lua, que tem 500 quilômetros de diâmetro. O mar tem 10 quilômetros de profundidade sob uma grossa espessura de 30 a 40 quilômetros de gelo. No seu fundo estão rochas que podem favorecer o desenvolvimento de pequenas formas de vida.
O oceano subterrâneo não é a única característica impressionante de Encélado. O Observatório espacial Herschel já fotografou vapor de água deixar a lua e formar um grande anel em torno de Saturno. Os cerca de 250 kilos de vapor são expelidos em direção ao planeta a cada segundo por meio de jatos na região do seu polo sul. O anel de vapor possui um raio 10 vezes maior que o do planeta dos anéis mas, apesar de seu enorme tamanho, ele nunca havia sido detectado por ser transparente na luz visível. Com comprimentos infravermelhos do Herschel, no entanto, ele aparece.
Encélado também poderia ser o destino perfeito para turistas espaciais em buscas de esportes na neve. De acordo com dados obtidos pela sonda Cassini, a lua possui, em alguns pontos, uma grossa cobertura de neve. Mapas em alta resolução confirmaram a existência de cristais de gelo mais finos do que talco em pó e que seriam perfeitos para esquiadores. Ao analisar o gelo, os cientistas descobriram que a neve se precipita em um padrão previsível e muito lento: para formar os 100 metros de cristais acumulados, foram necessários cerca de 10 milhões de anos. As grandes ondulações, que escondem um terreno não tão uniforme, terminam em cânions de até 500 metros de profundidade e 1,5 quilômetro de comprimento.
A sonda espacial Cassini, da Nasa, já encontrou um ingrediente do plástico em Titã, maior lua de Saturno. Pequenas quantidades de propileno foram detectados nas camadas mais baixas da atmosfera do satélite. Na Terra, o propileno se junta em longas cadeias e forma o polipropileno, usado na fabricação de copos, brinquedos, material hospitalar, entre outros. Um instrumento da sonda mediu o calor vindo de Saturno e de suas luas, o que comprovou a existência do material. Segundo a Nasa, a detecção reforça a esperança dos cientistas de encontrar outros produtos químicos escondidos na atmosfera de Titã. Essa lua de Saturno tem uma crosta de gelo em sua superfície. A atmosfera é densa, rica em materiais orgânicos, e formada por hidrocarbonetos, compostos químicos constituídos de átomos de carbono e hidrogênio, que se ligam a oxigênio, nitrogênio e enxofre (componentes que estão na base do petróleo e dos combustíveis fósseis da Terra).
Um estudo da Nasa indicou uma possível existência de blocos de gelo na superfície de lagos e mares em Titã. As informações coletadas pela sonda Cassini indicam que Titã pode ter blocos de compostos de hidrogênio e carbono (hidrocarbonetos) congelados na superfície dos lagos e mares de hidrocarboneto líquido. Antes, os pesquisadores imaginavam que os lagos de Titã não tinham gelo flutuante porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e afundaria. Agora, eles sabem que é possível obter metano e etano em blocos finos que congelam juntos. Etano e metano são moléculas orgânicas cruciais em uma química complexa que pode fazer surgir vida. Apesar da possibilidade de vida em Titã, a temperatura no local é muito baixa. O único líquido que existe em maior abundância na superfície é o metano. Embora tenha uma riqueza em elementos orgânicos, as temperaturas na superfície são muito baixas.
Cientistas da Nasa já descobriram que existe oxigênio em Dione, uma das luas de Saturno. Cassini detectou íons de oxigênio molecular perto da superfície gelada da lua, devido ao bombardeamento por partículas presas no campo magnético de Saturno. Dione é um mundo árido e gelado. Segundo os astrônomos, o astro possui alguns atributos que o tornam adequado para a vida como a conhecemos. Segundo os cientistas, a produção de oxigênio parece ser um processo universal em luas geladas, banhadas por uma forte radiação e presos em um ambiente de plasma.
A sonda Cassini, da Nasa, também já encontrou um rio Nilo em versão miniatura na superfície de Titã. Segundo a Nasa, o curso hídrico tem 400 quilômetros de extensão. Embora o rio tenha alguns meandros, ele é praticamente reto e apresenta um curso na forma líquida. A diferença entre o Nilo e o rio de Titã não está apenas em um deles estar na Terra e o outro em Saturno. O rio encontrado por Cassini não é composto por água, mas por hidrocarbonetos como o metano ou o etano. De acordo com a Nasa, a trajetória do rio de Titã é praticamente reta. Isso indica que o rio segue uma fratura presente na superfície da lua de Saturno. Essas fraturas não significam que exista uma placa tectônica em Saturno, como acontece na Terra. Mas elas podem levar à formação de bacias e de grandes mares.
Além de gelo flutuante, Cassini encontrou evidências que indicam a presença de um possível vulcão de gelo em Titã. A tese é a de que algum tipo de atividade geológica subterrânea possa aquecer o interior dos corpos gelados e, assim, derreter gelo e outros materiais que sairiam através de uma abertura na superfície. Tais vulcões funcionariam de forma similar aos que expelem lava na Terra e em Júpiter, por exemplo. Utilizando radares, a nave Cassini conseguiu juntar informações para acriação de um mapa 3D da região, que se revelou bastante parecida ao monte Etna, na Itália, e ao Laki, na Islândia.

encelado

10.853 – Sistema Solar – Os Satélites de Saturno


luas-de-Saturno

Saturno é o planeta do sistema solar com o segundo maior número de luas ou satélites naturais, sendo Titã a única lua do sistema solar com uma atmosfera importante.
Os satélites maiores, conhecidos antes do começo da exploração espacial são: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hiperião, Jápeto e Febe. Encélado e Titã são mundos especialmente interessantes para os cientistas planetários, primeiramente pela existência de água líquida a pouca profundidade de sua superfície, com a emissão de vapor de água através de geysers. Em segundo porque possui uma atmosfera rica em metano, bem similar a da terra primitiva.
Outras 30 luas de Saturno possuem nome, mas o número exato de satélites ainda é incerto, pois existe uma grande quantidade de objetos que orbitam este planeta. No ano 2000, foram detectados 12 satélites novos, cujas órbitas sugerem ser fragmentos de objetos maiores capturados por Saturno. A missão Cassini-Huygens também encontrou novas luas.
As 62 luas conhecidas de Saturno são listados aqui segundo o período orbital crescente a partir do planeta.

Nome Diâmetro
S/2009 S 1 ≈ 0,3
Pã 28,4 ± 2,6 (35×32×21)
Dafne 7,8 ± 1,6 (9×8×6)
Atlas 30,2 ± 2,8 (42×36×18)
Prometeu 86,2 ± 5,4 (133×79×61)
Pandora 80,6 ± 4,4 (103×80×64)
Epimeteu 113,4 ± 3,8 (116×117×106)
Jano 179,2 ± 4 (195×194×152)
Aegaeon ≈ 0,5
†Mimas 396,4 ± 1,0 (415×394×381)
Methone 3,2 ± 1,2
Anthe ≈ 2
Palene 4,4 ± 0,6 (5×4×4)
†Encélado 504,2 ± 0,4 (513×503×497)
†Tétis 1 066 ± 2,8
Telesto 24,8 ± 0,8
†Dione 1 123,4 ± 1,8
Helene 33 ± 1,2
†Reia 1 528,6 ± 4,4
Titã 5 151 ± 4
†Hipérion 266 ± 16
†Jápeto 1 471,2 ± 6,0
‡Ijiraq 12~0,00118
♣†Febe 214,4 ± 12,4
‡Paaliaq ≈ 22 ~0,00725
♣Skathi ≈ 8 ~0,00035
♦Albiorix ≈ 32 ~0,0223
♣S/2007 S 2 ≈ 6 ~0,00015
♦Bebhionn ≈ 6 ~0,00015
♦Erriapo ≈ 10 ~0,00068
‡Siarnaq ≈ 40 ~0,0435
♣Skoll ≈ 6 ~0,00015
♦Tarvos ≈ 15 ~0,0023
‡Tarqeq ≈ 7 ~0,00023
♣Greip ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 13 ≈ 6 ~0,00015
♣Hyrrokkin ≈ 8 ~0,00035
♣Mundilfari ≈ 7 ~0,00023
♣Jarnsaxa ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 1 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2007 S 3 ≈ 5 ~0,00009
♣Narvi ≈ 7 ~0,00023
♣Bergelmir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 17 ≈ 4 ~0,00005
♣Suttungr ≈ 7 ~0,00023
♣Hati ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 12 ≈ 5 ~0,00009
♣Bestla ≈ 7 ~0,00023
♣Farbauti ≈ 5 ~0,00009
♣Thrymr ≈ 7 ~0,00023
♣Aegir ≈ 6 ~0,00015
♣S/2004 S 7 ≈ 6 ~0,00015
♣S/2006 S 3 ≈ 6 ~0,00015
♣Kari ≈ 7
♣Fenrir ≈ 4 ~0,00005
♣Surtur ≈ 6 ~0,00015
♣Ymir ≈ 18 ~0,00397
♣Loge ≈ 6 ~0,00015
♣Fornjot ≈ 6

Existem mais 3 satélites não confirmados, detectados pela sonda Cassini.
Não está claro se estes possíveis satélites são reais ou se se trata de outros fenômenos persistentes no seio do anel F.
De Saturno, o primeiro satélite a ser descoberto foi Titã, em 1655. Os outros descobertos antes de 1970, foram através de telescópios e observatórios. A Voyager descobriu outros satélites de Saturno após 1970. A Cassini descobriu muitos outros.

10.305 – Cientistas desvendam ‘ilha mágica’ em lua de Saturno


saturno lua

A “ilha” apareceu como uma mancha brilhante em uma imagem feita no dia 10 de julho de 2013 pela sonda Cassini. Com 19 quilômetros de comprimento e cerca de 9,5 de largura, o misterioso objeto não estava presente em fotografias anteriores e voltou a desaparecer em uma imagem capturada no dia 26 do mesmo mês.
Titã é relativamente parecida com a Terra. Ela também apresenta atmosfera e estações bem marcadas. Ventos e chuvas criam mares e dunas em sua superfície, mas com a significativa diferença de que as dunas são feitas de gelo, em vez de pedras e areia, e os mares contêm metano e etano. Esses hidrocarbonetos são gases na Terra, mas em Titã, por causa da temperatura de – 180ºC, existem no estado líquido. A “ilha mágica” foi descoberta no Ligeia Mare, segundo maior lago de Titã, localizado no seu hemisfério Norte.
No novo estudo, os cientistas limitaram as possíveis causas da mancha vista na foto a quatro: um ou mais icebergs; material em suspensão logo abaixo da superfície do lago; gases vindos das profundezas do oceano que teriam formado bolhas ao atingir a superfície; ou a primeira evidência de ondas no lago.

Estudos anteriores haviam levado à conclusão de que o Ligeia Mare seria tão estável quanto uma superfície de vidro, sem nenhuma perturbação acima de 1 milímetro. Mas os ventos fracos podem estar mudando: cada uma das estações em Titã dura o equivalente a sete anos terrestres, e o Hemisfério Norte está se aquecendo com a aproximação do verão, previsto para 2017. Temperaturas elevadas trazem ventos mais fortes, que provocam ondas.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer, no entanto, se os ventos serão fortes o suficiente para dar origem a grandes ondas, ou apenas breves perturbações. Um acompanhamento por imagens nos próximos meses deve ajudar a resolver definitivamente o mistério. “Diversos processos, como vento e chuvas, podem afetar os lagos de metano e etano em Titã. Nós queremos observar as similaridades e diferenças com os processos geológicos que ocorrem na Terra”, afirma Jason Hofgartner, estudante da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. Para ele, esse conhecimento pode ajudar a aumentar a compreensão sobre os ambientes aquáticos da Terra.

9814 – Astronomia e suas verdades transitórias – A Família de um Gigante Azulado


Até então, o campeão no número de satélites, era Saturno. O planeta dos anéis contava com dezoito satélites naturais descobertos até meados da década de 1990. Pois seu vizinho Urano, igualmente gasoso e gigante, de um belo tom azul esverdeado, empatou, há alguns anos, na primeira posição. O responsável pela mudança fora o astrônomo Erich Karkoschka, da Universidade do Arizona. Ele comparou fotos antigas batidas pela nave Voyager 2 com outras, mais recentes, tiradas pelo telescópio espacial Hubble, e achou uma manchinha invisível a olhos menos atentos ou menos treinados. O pequeno corpo foi batizado temporariamente com a sigla S/1986 U10. Ele percorre uma órbita semelhante à de outra lua de Urano, Belinda.
Anos depois foram descobertos mais dezenas de satélites em Saturno.

Saturn-map

Saturno é o planeta do sistema solar com o segundo maior número de luas ou satélites naturais, sendo Titã a única lua do sistema solar com uma atmosfera importante.

Os satélites maiores, conhecidos antes do começo da exploração espacial são: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã, Hiperião, Jápeto e Febe. Encélado e Titã são mundos especialmente interessantes para os cientistas planetários, primeiramente pela existência de água líquida a pouca profundidade de sua superfície, com a emissão de vapor de água através de geysers. Em segundo porque possui uma atmosfera rica em metano, bem similar a da terra primitiva.

Outras 30 luas de Saturno possuem nome, mas o número exato de satélites ainda é incerto, pois existe uma grande quantidade de objetos que orbitam este planeta. No ano 2000, foram detectados 12 satélites novos, cujas órbitas sugerem ser fragmentos de objetos maiores capturados por Saturno. A missão Cassini-Huygens também encontrou novas luas.

Eis todas as 61 luas conhecidas de Saturno até o momento:


Dafne
Atlas
Prometeu
Pandora
Epimeteu
Jano
Aegaeon
Mimas
Methone
Anthe
Palene
Encélado
Tétis
Telesto
Calipso
Dione
Helene
Polideuces
Reia
Titã
Hipérion
Jápeto
Kiviuq
Ijiraq
Febe
Paaliaq
Skathi
Albiorix
Bebhionn
Erriapo
Skoll
Siarnaq
Tarqeq
Greip
Hyrrokkin
Jarnsaxa
Tarvos
Mundilfari
Bergelmir
Narvi
Suttungr
Hati
Farbauti
Thrymr
Aegir
Bestla
Fenrir
Surtur
Kari
Ymir
Loge
Fornjot
S/2004 S07
S/2004 S12
S/2004 S13
S/2004 S17
S/2006 S1
S/2006 S3
S/2007 S2
Daman

9434 – Cassini filma misterioso hexágono de Saturno


hexagono-saturno

A sonda Cassini fez um precioso registro de uma bizarra formação atmosférica localizada no polo norte do planeta, famoso por seus anéis.
A foto obviamente usa o artifício de atribuir cores diferentes de acordo com a densidade de partículas que circulam pela atmosfera, o que permite visualizar os movimentos com mais clareza. Mas o hexágono é visível até em imagens que apresentam as cores reais do planeta, como nesta publicada recentemente.
O hexágono é uma formação sem igual nos planetas do Sistema Solar. Há uma tempestade no centro dele, parecida com as da Terra, mas muito mais intensa — ela já perdura por décadas. Especula-se que a duração das tempestades se deva ao fato de que Saturno não tem um solo sólido e acidentado que ajude a conduzir e bloquear as correntes de ar, dissipando a tempestade. Sendo uma imensa bola de gás, ele tem fenômenos atmosféricos bem mais duradouros.
O hexágono em torno da tempestade, por sua vez, tem 30 mil km de diâmetro (não custa lembrar que a Terra inteira tem 12,7 mil km de diâmetro!), e é formado por um fluxo de ventos que viaja a 320 km/h! Vento soprando na velocidade máxima de um carro de Fórmula-1!
Embora já seja conhecido há tempos, o hexágono só está podendo ser bem estudado agora, pois é neste momento que o verão saturnino está começando no hemisfério Norte, permitindo que a região central dele — o polo — seja iluminada pela luz solar. Lembre-se de que Saturno está bem mais afastado do Sol que a Terra, e por isso leva 29 anos terrestres para completar uma volta. Um verão de alguns anos a cada 29. (Um ser humano vivendo em Saturno comemoraria, na melhor das hipóteses, três míseros aniversários antes de morrer. Por isso, os saturninos devem ser muito mais criteriosos na hora de escolher os presentes que querem ganhar!)
O pessoal da Cassini já está ansioso para acompanhar possíveis mudanças no hexágono durante o verão. E eles terão até 2017 para isso, data para o término da missão estendida da sonda.

9115 – Espaço com “chuva de luxo” – Júpiter e Saturno podem ter chuva de diamantes


saturno-anel-invisivel

Pode chover diamantes em Júpiter e Saturno, os gigantes gasosos do Sistema Solar. Esta foi a conclusão de uma pesquisa apresentada na última quarta-feira no encontro anual da divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Americana de Astronomia, que aconteceu em Denver, nos Estados Unidos. Mona Delitsky, da empresa California Specialty Engineering, e Kevin Baines, da Universidade de Wisconsin-Madison, autores do estudo, se basearam em descobertas recentes sobre a pressão e a atmosfera de Júpiter e Saturno, além de novas informações sobre as fases do carbono, elemento que forma os diamantes.
Segundo os pesquisadores, tempestades elétricas quebrariam as moléculas de metano, composto de carbono e hidrogênio, formando uma espécie de fuligem. Submetidos à pressão cada vez mais elevada, os átomos de carbono se combinariam primeiro sob a forma de grafite, depois como diamante. Expostos a temperaturas extremamente elevadas, os diamantes derreteriam, formando uma chuva de diamante líquido. Dessa forma, em Júpiter e Saturno pode existir não só a chuva dessa pedra preciosa, mas também um “oceano” desse material. De acordo com uma reportagem da revista Nature, Baines estima que em Saturno existam 10 milhões de toneladas de diamante produzido desta forma, e que as pedras maiores podem chegar a dez centímetros.
A pesquisa, porém, recebeu críticas de diversos cientistas. David Stevenson, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, questiona os conceitos de termodinâmica empregados no estudo. Em entrevista ao site da Nature, ele explica que o metano compõe uma parcela muito pequena da atmosfera de Júpiter e Saturno – cerca de 0,2% e 0,5%, respectivamente. Dessa forma, ainda que a fuligem de carbono desse origem a grafite ou diamante, os cristais acabariam se dissolvendo antes de chegar à superfície. “É o mesmo conceito que explica por que uma pequena quantidade de açúcar ou sal se dissolve em uma grande quantia de água, principalmente em temperaturas elevadas”.

8886 – Cassini confirma a existência de água congelada em Saturno


Cientistas sabem que há água congelada nas luas de Saturno há muito tempo. Mas eles não esperavam encontrá-la em grandes quantidades na atmosfera do próprio planeta, como revelaram imagens da sonda Cassini, da Nasa.
Pela primeira vez, a Cassini produziu imagens em infravermelho que mostram evidências da água por lá – tornada visível por uma enorme tempestade que ocorreu no planeta entre 2010 e 2011. O gelo estaria na atmosfera, sob nuvens de cristais de amônia (que são a parte do planeta que vemos em imagens normais).
Com a tempestade, a camada de água congelada teria sido trazida para partes mais altas da atmosfera, aparecendo nas imagens da Cassini. Esses fenômenos aconteceriam da mesma forma do que tempestades convectivas na Terra – o ar e o vapor da água são empurrados para parte mais alta da atmosfera, resultando em grandes nuvens. Mas, em Saturno, essas nuvens são de 10 a 20 vezes maiores, cobrem uma área maior e a tempestade resultante é bem mais violenta – enquanto, por aqui, ventos de 65 km/h são considerados fortes, em Saturno os ventos chegam a uma velocidade de 500 km/h.
Tempestades como essa aparecem no hemisfério norte de Saturno em ciclos de 30 anos – o que equivale, aproximadamente, a uma volta do planeta ao redor do Sol.

5473 – Sonda Cassini detecta oxigênio em lua de Saturno


Folha Ciência

A sonda espacial Cassini detectou oxigênio em baixa concentração na lua Dione, o que indica que o planeta teria uma tênue atmosfera, embora muito menos densa que a da Terra.
“A sonda Cassini encontrou pela primeira vez oxigênio na gelada lua de Saturno, Dione”, anunciou a equipe encarregada da missão.
No entanto, o oxigênio está muito disperso (um por cada 11 centímetros cúbicos), o que faz esta concentração equivalente à da atmosfera da Terra a uma altura de 480 quilômetros.
“Agora sabemos que Dione, da mesma forma que os anéis de Saturno e sua lua Rhea, é uma fonte de moléculas de oxigênio”, indicou Robert Tokar, um membro da missão Cassini no Laboratório Nacional de Los Álamos, nos EUA.
A descoberta feita pela sonda espacial Cassini indica que o oxigênio é comum no sistema de luas de Saturno e que pode surgir em processos que não implicam formas de vida.
O oxigênio, elemento básico para a vida na Terra, onde sua concentração na atmosfera chega a cerca de 21%, poderia se originar nas luas de Saturno devido a fótons solares ou partículas de energia que impactam contra a superfície de água gelada do satélite.
Os cientistas não pensavam que Dione, devido a seu pequeno tamanho, pudesse abrigar uma atmosfera.
A sonda Cassini, lançada em 1997, é um investimento que conta com a participação da Nasa, da ESA (Agência Espacial Europeia) e da Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

Lua Dione, uma das dezenas de luas de Saturno

4904 – Titã, a maior Lua de Saturno


Imagem do satélite

É o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior de todo o sistema solar, depois de Ganímedes, tendo quase uma vez e meia o tamanho da Lua.
Titã é o sexto satélite elipsoidal de Saturno. Frequentemente descrito como uma lua-planeta, Titã tem um diâmetro cerca de 50% maior que a Lua terrestre e é 80% mais massiva. É a segunda maior lua do Sistema Solar, após a lua joviana Ganimedes, e tem mais volume que o menor dentre os planetas, Mercúrio, apesar de ter somente metade de sua massa. Titã foi a primeira lua conhecida de saturno, descoberta em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens.
Este é o único satélite no sistema solar a ter uma atmosfera densa, sendo até mais densa que a da Terra. Pensa-se que possui lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e que o metano comporta-se quase como a água na Terra, evaporando e chovendo num ciclo interminável. Titã é um mundo que se manteve oculto até muito recentemente, coberto por uma neblina densa e alaranjada.
Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens por entre a neblina, que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias, muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela Internet, gravadas num CD-ROM e lançadas com a sonda em 1997, e poderão permanecer no solo titânico durante milhões de anos e serem descobertas por turistas espaciais do futuro.
Titã (do grego Τιτάνας) quando foi descoberto pelo astrónomo Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim para “Lua de Saturno”). Só em 1847 é que John Herschel (filho de William Herschel, o descobridor de duas outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua sob a denominação “Titã”, fazendo o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno. Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.
Na mitologia grega, como vimos em outro capítulo, os Titãs são seres anteriores aos deuses do Olímpo e que tinham estatura gigantesca, força descomunal e eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra Júpiter (Zeus) e os deuses do Olímpo, entre eles Plutão (Hades), Neptuno (Poseidon), gigantes, ciclopes e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
Titã (do grego Τιτάνας) quando foi descoberto pelo astrónomo Christiaan Huygens foi simplesmente chamado de Saturni Luna (Latim para “Lua de Saturno”). Só em 1847 é que John Herschel (filho de William Herschel, o descobridor de duas outras luas em Saturno) sugere um nome próprio para a lua sob a denominação “Titã”, fazendo o mesmo para as outras luas que tinham sido descobertas em Saturno. Todas tomaram nomes de titãs relacionados com Saturno.
Na mitologia grega, os Titãs são seres anteriores aos deuses do Olímpo e que tinham estatura gigantesca, força descomunal e eram aliados de Saturno (Cronos) na guerra contra Júpiter (Zeus) e os deuses do Olímpo, entre eles Plutão (Hades), Neptuno (Poseidon), gigantes, ciclopes e hecatonquiros pelo domínio do universo. Os titãs liderados por Saturno acabaram por ser derrotados depois de dez anos de guerra e foram confinados ao Tártaro.
Titã é maior que um dos planetas principais: Mercúrio, apesar de ser menos massivo que Mercúrio. Pensava-se que era a maior lua do sistema solar até recentemente, mas descobriu-se em observações mais recentes que a atmosfera densa reflete uma grande quantidade de luz, o que levou a que se pensasse que seria maior.
Titã tem várias semelhanças com as grandes luas de Júpiter (Ganímedes e Calisto) e Neptuno (Tritão) e é metade gelo (de água) e metade matéria rochosa. Presumivelmente, possui várias camadas com um núcleo rochoso de 3400 km rodeado por várias camadas de diferentes formas de cristais de gelo. Mas o interior da lua pode ainda ser quente. Apesar de semelhante em composição com Reia e com o resto das luas de Saturno, é mais denso devido à compressão gravitacional.
A superfície de Titã mostra grandes regiões claras e terreno escuro, incluindo uma grande área com um grau de reflexão razoável do tamanho da Austrália. Denominou-se esta área como Xanadu, e foi identificada a partir de imagens de infravermelhos do Telescópio Espacial Hubble e da sonda Cassini. Existem em Titã outras áreas semelhantes a Xanadu e especulava-se que seriam mares de metano ou etano, mas as observações da Cassini indicam que não. A Cassini tem tirado fotografias de alta-resolução de todas estas áreas, e encontrou marcas lineares enigmáticas, que alguns cientistas sugerem que indicam actividade tectónica.

2226- Os anéis de Saturno


Saturno, o 2° maior do sistema tem 82 satélites descobertos até o momento

Quando vistos de perfil mostram apenas uma minúscula espessura. A inclinação dos anéis muda a cada 15 anos. Galileu apontou sua luneta para Saturno 2 vezes, na primeira viu os anéis de frente e pensou que eram duas luas, sua luneta era fraca, não permitindo a identificação dos anéis. Anos depois a confusão aumentou quando olhou-os de perfil e nada viu. Aí pensou que tinha sumido, ficando deprimido.
Nos últimos anos, telescópios na Terra e no espaço multiplicaram as informações disponíveis sobre o universo. Há 4 séculos, Galileu começou a espiar o céu com uma luneta, com o telescópio Hubble é possível ler um jornal a uma distância de 350 km ou localizar um vaga lume a 15 mil km, ou ainda , perceber da Terra, o flash de uma máquina fotográfica da Lua.