13.635 – Astronomia – Satélites do Sistema Solar


satelites
Os planetas e os planetas anões oficiais do Sistema Solar são conhecidos por serem orbitados por 182 satélites naturais ou luas. 19 satélites do Sistema Solar são grandes o suficiente para serem gravitacionalmente arredondados, e, portanto, seriam considerados planetas ou planetas anões se estivessem em órbita direta ao redor do Sol.
Um satélite natural é um corpo celeste que orbita ao redor de um corpo celeste de maiores dimensões. É o caso, por exemplo, da Lua que é o satélite natural do planeta Terra. O nosso Sistema Solar possui 8 planetas, e ao redor dos planetas orbitam ao todo mais de 170 satélites naturais (ou luas) atualmente conhecidos. Dos 8 planetas do nosso Sistema Solar, apenas os planetas Mercúrio e Vénus não têm quaisquer satélites naturais conhecidos.
Os satélites naturais dos planetas do Sistema Solar possuem dimensões muito diferentes. Alguns têm vários milhares de km de diâmetro, outros têm diâmetros na ordem de 1 km.

Ganimedes – O maior satélite de todos os planetas do Sistema Solar. Trata-se, por isso, também do maior satélite do planeta Júpiter, possuindo 5.262 km de diâmetro. Ganimedes foi descoberto em 1610, pelo astrónomo italiano Galileu Galilei.

Titã – O segundo maior satélite do Sistema Solar, sendo o maior satélite do planeta Saturno, possuindo 5.150 km de diâmetro. Este é o único satélite do Sistema Solar que sabemos possuir uma atmosfera densa. Titã foi descoberto em 1655 pelo astrónomo holandês Christiaan Huygens.

Calisto – Este satélite do planeta Júpiter aparece em terceiro lugar, com 4.820 km de diâmetro. Calisto foi descoberto no ano de 1610 por Galileu Galilei.

Io – Em quarto lugar surge outro satélite de Júpiter. Io possui 3.642 km de diâmetro. Esta lua de Júpiter é caracterizada pela sua intensa atividade vulcânica, sendo mesmo o objeto com maior atividade vulcânica de todo o Sistema Solar. Io foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei.

Lua – O satélite do planeta Terra aparece em quinto lugar. A nossa Lua possui 3.475 km de diâmetro. O diâmetro da Lua é cerca de 1/4 do diâmetro da Terra, o que faz com que a Lua seja o maior satélite do Sistema Solar em termos de proporção com seu planeta, porém é o quinto em termos absolutos.

Europa – Em lugar sexto surge outra lua do planeta Júpiter. Europa possui 3.121 km de diâmetro. Debaixo de sua crosta de gelo, é possível que exista um oceano de água salgada. Europa foi descoberto em 1610 por Galileu Galilei.

Tritão – Em sétimo lugar está Tritão, sendo este o maior satélite do planeta Neptuno com 2.706 km de diâmetro. Dada a sua grande distância ao Sol, Tritão é um dos objetos mais frios do Sistema Solar com temperaturas a rondar os -235º C. Tritão foi descoberto em 1846 pelo astrónomo inglês William Lassell.

Titânia – Em oitavo lugar aparece o maior satélite do planeta Úrano. Titânia possui 1.577 km de diâmetro. Titânia foi descoberto em 1787 pelo astrónomo William Herschel (o astrónomo que descobriu o planeta Úrano).

Reia – A nona maior lua do Sistema Solar é Reia, que é também a segunda maior do planeta Saturno, possuindo 1.528 km de diâmetro. Reia foi descoberta pelo astrónomo italiano Giovanni Cassini em 1672.

Oberon – Em décimo lugar surge Oberon, satélite do planeta Úrano. O diâmetro de Oberon é de 1.523 km. Oberon foi descoberto em 1787 pelo astrónomo William Herschel.

13.273 – Astronomia – As Luas de Saturno


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Saturno tem mais de 60 luas misteriosas. Elas têm oceanos subterrâneos, vulcões de gelo e seriam boas para esquiar. Veja a seguir uma lista com algumas descobertas curiosas sobre algumas luas desse complexo planeta.
A Nasa, agência espacial americana, divulgou a notícia de que Encélado, uma das 60 luas de Saturno, pode conter vida microscópica. Esse oceano fica no polo sul de Encélado e pode abranger boa parte da lua, que tem 500 quilômetros de diâmetro. O mar tem 10 quilômetros de profundidade sob uma grossa espessura de 30 a 40 quilômetros de gelo. No seu fundo estão rochas que podem favorecer o desenvolvimento de pequenas formas de vida.
O oceano subterrâneo não é a única característica impressionante de Encélado. O Observatório espacial Herschel já fotografou vapor de água deixar a lua e formar um grande anel em torno de Saturno. Os cerca de 250 kilos de vapor são expelidos em direção ao planeta a cada segundo por meio de jatos na região do seu polo sul. O anel de vapor possui um raio 10 vezes maior que o do planeta dos anéis mas, apesar de seu enorme tamanho, ele nunca havia sido detectado por ser transparente na luz visível. Com comprimentos infravermelhos do Herschel, no entanto, ele aparece.
Encélado também poderia ser o destino perfeito para turistas espaciais em buscas de esportes na neve. De acordo com dados obtidos pela sonda Cassini, a lua possui, em alguns pontos, uma grossa cobertura de neve. Mapas em alta resolução confirmaram a existência de cristais de gelo mais finos do que talco em pó e que seriam perfeitos para esquiadores. Ao analisar o gelo, os cientistas descobriram que a neve se precipita em um padrão previsível e muito lento: para formar os 100 metros de cristais acumulados, foram necessários cerca de 10 milhões de anos. As grandes ondulações, que escondem um terreno não tão uniforme, terminam em cânions de até 500 metros de profundidade e 1,5 quilômetro de comprimento.
A sonda espacial Cassini, da Nasa, já encontrou um ingrediente do plástico em Titã, maior lua de Saturno. Pequenas quantidades de propileno foram detectados nas camadas mais baixas da atmosfera do satélite. Na Terra, o propileno se junta em longas cadeias e forma o polipropileno, usado na fabricação de copos, brinquedos, material hospitalar, entre outros. Um instrumento da sonda mediu o calor vindo de Saturno e de suas luas, o que comprovou a existência do material. Segundo a Nasa, a detecção reforça a esperança dos cientistas de encontrar outros produtos químicos escondidos na atmosfera de Titã. Essa lua de Saturno tem uma crosta de gelo em sua superfície. A atmosfera é densa, rica em materiais orgânicos, e formada por hidrocarbonetos, compostos químicos constituídos de átomos de carbono e hidrogênio, que se ligam a oxigênio, nitrogênio e enxofre (componentes que estão na base do petróleo e dos combustíveis fósseis da Terra).
Um estudo da Nasa indicou uma possível existência de blocos de gelo na superfície de lagos e mares em Titã. As informações coletadas pela sonda Cassini indicam que Titã pode ter blocos de compostos de hidrogênio e carbono (hidrocarbonetos) congelados na superfície dos lagos e mares de hidrocarboneto líquido. Antes, os pesquisadores imaginavam que os lagos de Titã não tinham gelo flutuante porque o metano sólido é mais denso do que o metano líquido e afundaria. Agora, eles sabem que é possível obter metano e etano em blocos finos que congelam juntos. Etano e metano são moléculas orgânicas cruciais em uma química complexa que pode fazer surgir vida. Apesar da possibilidade de vida em Titã, a temperatura no local é muito baixa. O único líquido que existe em maior abundância na superfície é o metano. Embora tenha uma riqueza em elementos orgânicos, as temperaturas na superfície são muito baixas.
Cientistas da Nasa já descobriram que existe oxigênio em Dione, uma das luas de Saturno. Cassini detectou íons de oxigênio molecular perto da superfície gelada da lua, devido ao bombardeamento por partículas presas no campo magnético de Saturno. Dione é um mundo árido e gelado. Segundo os astrônomos, o astro possui alguns atributos que o tornam adequado para a vida como a conhecemos. Segundo os cientistas, a produção de oxigênio parece ser um processo universal em luas geladas, banhadas por uma forte radiação e presos em um ambiente de plasma.
A sonda Cassini, da Nasa, também já encontrou um rio Nilo em versão miniatura na superfície de Titã. Segundo a Nasa, o curso hídrico tem 400 quilômetros de extensão. Embora o rio tenha alguns meandros, ele é praticamente reto e apresenta um curso na forma líquida. A diferença entre o Nilo e o rio de Titã não está apenas em um deles estar na Terra e o outro em Saturno. O rio encontrado por Cassini não é composto por água, mas por hidrocarbonetos como o metano ou o etano. De acordo com a Nasa, a trajetória do rio de Titã é praticamente reta. Isso indica que o rio segue uma fratura presente na superfície da lua de Saturno. Essas fraturas não significam que exista uma placa tectônica em Saturno, como acontece na Terra. Mas elas podem levar à formação de bacias e de grandes mares.
Além de gelo flutuante, Cassini encontrou evidências que indicam a presença de um possível vulcão de gelo em Titã. A tese é a de que algum tipo de atividade geológica subterrânea possa aquecer o interior dos corpos gelados e, assim, derreter gelo e outros materiais que sairiam através de uma abertura na superfície. Tais vulcões funcionariam de forma similar aos que expelem lava na Terra e em Júpiter, por exemplo. Utilizando radares, a nave Cassini conseguiu juntar informações para acriação de um mapa 3D da região, que se revelou bastante parecida ao monte Etna, na Itália, e ao Laki, na Islândia.

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12.853 – Sinais de vida: NASA detecta vapor de água em lua de Júpiter


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A NASA, confirmou recentemente que o telescópio Hubble detectou o que parecem ser colunas de vapor d’água irrompendo de Europa, uma das luas do planeta Júpiter.
Geoff Yoder, diretor interino da agência espacial norte-americana, explicou a importância da descoberta: “O oceano de Europa é considerado um dos locais mais promissores do Sistema Solar, onde há grande potencial de existir vida”.
A superfície de Europa é coberta por um oceano maior que todos os oceanos da Terra juntos e está revestida de uma espessa camada de gelo.
Se confirmada a descoberta, os pesquisadores poderão coletar amostras de água e tentar definir o grau de habitabilidade do satélite.
Dadas as limitações tecnológicas, é difícil determinar com exatidão se as imagens registradas pelo Hubble correspondem realmente a uma coluna de vapor d’água emergindo da superfície do satélite – na imagem acima, na parte inferior, à esquerda. No entanto, diante de uma hipótese tão promissora, a NASA planeja enviar uma sonda não tripulada para analisar o território na próxima década.
Em 2018, o James Webb Space Telescope estará pronto para funcionamento. Trata-se de um telescópio de altíssima resolução, projetado especialmente para observar com maior precisão a lua de Júpiter.

12.599 – NASA está desenvolvendo nave robô para manutenção de satélites


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A NASA está trabalhando em uma nova missão que vai lançar uma nave espacial robótica para realizar o reabastecimento e a manutenção de satélites que já estão em órbita. A nave será equipada com braços robóticos capazes de fazer as transferências de combustível dentro das condições de temperatura e pressão adequadas.
A missão, que está planejada para 2020, pode alterar a forma com que governos e empresas privadas constroem seus satélites, permitindo que eles tenham maior vida útil e impedindo sua morte prematura. O projeto poderia também auxiliar outras naves que já estão no espaço. Benjamin Reed, vice-gerente do projeto, disse que o projeto pode gerar ainda uma economia na produção de satélites.
Além de manutenção, a NASA quer usar o projeto para futuras missões para Marte e locais mais distantes.

12.517 – Cientistas confirmam que lua de Plutão é coberta de água congelada


Lua de Plutão

Hydra, a lua mais distante de Plutão, foi descoberta pelos cientistas em 2005.
Eles acreditam que ela tenha sido formada há quatro bilhões de anos pela colisão do planeta com outro de seus quatro satélites naturais, Charon. Uma nova análise acaba de comprovar que Hydra é coberta por água pura congelada.
A descoberta foi feita por meio de dados obtidos pela sonda New Horizons, da NASA, durante sua histórica passagem por Plutão em julho e 2015. Por ter uma superfície extremamente reflexiva, os cientistas já suspeitavam de que a lua fosse coberta de água, e por isso a batizaram de Hydra. Mas agora essa teoria foi confirmada pela primeira vez.
Os novos dados comprovam sem sombra de dúvida a presença de água congelada cristalina em Hydra. Charon, o outro satélite natural de Plutão também é dominado por gelo, mas sua superfície não é tão límpida quanto a de seu vizinho. Os cientistas agora querem descobrir por que isso ocorre.
“Talvez os impactos constantes de micrometeoritos mantenham a superfície de Hydra livre de elementos contaminantes”, disse Simon Porter, um dos cientistas da equipe da New Horizons. “Esse processo não teria eficácia em Charon, que é muito maior que Hydra. Sua gravidade mais poderosa retém destroços causados por esses impactos”. Isso explicaria a “sujeira” na superfície do satélite.

12.262 – Arquivo Mega – Lançado o Brasilsat A1, primeiro satélite brasileiro em 08-02-1985 D.C


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No dia 8 de fevereiro de 1985 era lançado o Brasilsat A1, primeiro satélite brasileiro que daria independência ao país nos serviços de telecomunicações via satélite, por meio da antiga empresa estatal Embratel. O satélite foi lançado da base de Kourou, na Guiana Francesa – veja o vídeo do lançamento no final do texto.
De início, foram adquiridos dois satélites da empresa canadense Spar Aerospace, fabricados sob licenças da Hughes Space. Os dois custaram em torno de US$ 125 milhões. Antes de ter o seu próprio satélite, a Embratel precisava alugar satélites de terceiros para comunicações. Quando sua vida útil chegou ao fim, o satélite foi repassado para a PanAmSat Corp. Em 2002, o Brasilsat A1 saiu de serviço e foi enviado para a chamada órbita cemitério.

12.255- Buracos enigmáticos em lua de Saturno surpreendem cientistas


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As últimas imagens em alta resolução revelaram buracos enigmáticos na superfície do satélite, em meio a uma cadeia montanhosa que atravessa grande parte de uma estranha paisagem, também composta por crateras e planícies.
Os buracos, de 100 a 800 metros, foram detectados no norte do Equador e deixaram a comunidade científica apreensiva. Eles afirmam que a composição desses buracos seria diferente da do resto do território do satélite. No entanto, a NASA ainda não anunciou nenhuma missão nova aos confins de Saturno, para trazer alguma luz a esse assunto.
Encélado já havia sido notícia no final do ano passado, quando os cientistas confirmaram a existência de atividade hidrotermal no fundo de um oceano, descoberto em 2014. A revelação foi acrescentada à outra, de 2006, quando a missão Cassini encontrou possíveis reservas de água líquida perto do polo sul desse satélite.

12.234 – Nasa vai lançar “pipa espacial” movida a energia solar


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Se a partir de agora, quando estiver lendo sobre o espaço, você se deparar com a imagem de um grande losango prateado flutuando pelo infinito, não se assuste. Na verdade, é melhor você até se acostumar: essa gigantesca pipa espacial é o Near-Earth Asteroid Scout (Observador de Asteroides Próximos à Terra, em português), ou simplesmente NEA Scout, e pode ser o futuro da astronomia.
O NEA, diferentemente dos satélites que existem atualmente no espaço, não utiliza baterias de Ion para ativar sua propulsão. O novo sistema se utiliza dos chamados “ventos solares”. Acontece que o Sol bombardeia tudo que existe à sua volta com fótons, e o corpo do NEA – feito de plástico com revestimento de alumínio – consegue reagir à essas partículas da mesma forma que uma pipa comum reage ao vento. Na prática, isso significa que enquanto houver sol no sistema solar, o NEA se movimenta, enquanto as propulsões iônicas vão ficando mais lentas conforme queimam sua carga.
A invenção é gigantesca, tem aproximadamente o tamanho de um ônibus, é fino como um fio de cabelo, isso ligado às suas propriedades faz com que ela seja extremamente veloz no espaço. O NEA voa em uma velocidade de 28,6 quilômetros por segundo. Só para efeito de comparação, o Voyager I, módulo explorador da NASA, levou 38 anos para chegar nos limites do sistema solar, enquanto o NEA faria o mesmo percurso em 20 anos. “No futuro, essas velas solares poderão levar espaçonaves as regiões mais distantes do Sistema solar, mais rápido do que nunca”, afirmou ao site da NASA Les Johnson, diretor de pesquisas do NEA.
E a primeira missão da invenção já está definida. Ele será enviado ao espaço em 2018, junto com outros 13 satélites, e terá que chegar em um asteroide chamado 1991 VG. O NEA conseguirá reconhecer informações do asteroide como composição, tamanho e movimento, assim a NASA consegue mais dados para um dia conseguir mandar seres humanos para o corpo celeste.

10.867 – Mais sobre Caronte – Lua de Plutão tem cânion, montanha e cores vibrantes


Caronte. A imagem mais nítida feita pelo telescópio Hubble
Caronte. A imagem mais nítida feita pelo telescópio Hubble

Veja e compare. Hoje se tem informações muito mais precisas do longínquo Plutão e sua lua.

Recentes imagens obtidas pela sonda New Horizons, da Nasa, mostram que Caronte, lua de Plutão e que tem metade do seu diâmetro, não teve um passado tão monótono como até então os astrônomos supunham.
Previa-se um mundo sem grandes acidentes geográficos, com algumas crateras e só. Mas as imagens da sonda mostraram uma riqueza geológica com montanhas, cânions, depressões até mesmo o que parece ter sido um mar em um passado remoto.
O cânion e os acidentes mostrados pelas fotos formam um cinturão ao norte do equador da lua. Ele se estende por mais de 1.600 km, e percorre provavelmente todo o astro. “Provavelmente” porque o lado “de lá” do satélite não foi bem observado pela sonda; só a face que aponta para Plutão.
Essa formação é quatro vezes mais extensa que o Grand Canyon dos EUA e até duas vezes mais profunda. Esse tipo de estrutura indica um passado geológico turbulento.

Especula-se que Caronte tenha, em algum momento, abrigado água líquida.
Um “oceano interno”, abaixo da crosta, ao congelar e dilatar, teria feito com que o satélite rachasse, permitindo que aquela água subterrânea chegasse à superfície, como a lava que sai de um vulcão aqui na Terra.

11.746 – Astronomia – Você sabia que a Terra possui uma segunda Lua?


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A Lua não é o único satélite da Terra. O asteroide 2006 RH120 é também um satélite natural da Terra, descoberto em 2006 pelo Catalina Sky Survey, um observatório do Arizona, nos EUA. Esse corpo celestial gravita em torno do Sol, porém, depois de cumprir um ciclo de aproximadamente 20 anos, sua trajetória o faz orbitar ao redor da Terra, em um ciclo que dura 13 meses. Assim, nossa segunda lua orbitou a Terra pela última vez entre setembro de 2006 e junho de 2007.
Tecnicamente, é chamado de lua qualquer corpo celeste que orbite ao redor de outro, devido à força gravitacional que o segundo exerce sobre o primeiro. Ao não existir um requisito mínimo de tamanho, qualquer corpo celeste do universo que se localize naturalmente na órbita de um planeta é considerado uma lua.
Dessa forma, o 2006 RH se transforma temporariamente em um segundo satélite natural da Terra quando, a cada 20 anos, modifica sua trajetória graças à força gravitacional terrestre, para nos orbitar por 13 meses.

11.447 – O adeus à lua-esponja de Saturno


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A sonda americana Cassini realizou no último domingo (31 de maio) seu último sobrevoo da lua saturnina Hipérion, a maior delas com formato irregular.
A espaçonave concluirá sua missão de forma apoteótica em 2017, quando o veículo cruzará diversas vezes o plano dos famosos anéis de Saturno, e até lá não haverá outra oportunidade para uma visita à famosa lua-esponja, estudada em detalhes pela sonda desde seu primeiro sobrevoo daquele objeto, em 2005.
Além do formato de batata, ela lembra mesmo uma esponja, e a aparência não está muito longe da realidade. Apesar do tamanho avantajado (360 km em sua maior extensão), ela tem relativamente pouca massa, o que faz os cientistas suporem que ela é cheia de vazios por dentro — mais ou menos como uma esponja, que é toda furadinha. A densidade de Hipérion é metade da da água, o que significa dizer que, se você pudesse colocá-la numa banheira gigante, ela flutuaria — como uma esponja.
(Outra coisa curiosa é que Saturno faria companhia a ela nessa banheirona, pois sua densidade de gigante gasoso também é inferior à da água.)
No dia 31, a sonda passou a 34 mil km de Hipérion — menos que a distância usual que os satélites de telecomunicações guardam da Terra.

11.273 – Como a Lua surgiu? Novo estudo pode acabar com o mistério


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Três estudos publicados nesta quinta-feira na revista Nature podem ter resolvido o mistério da formação da Lua. Para cientistas franceses e israelenses, o satélite se formou a partir da colisão de dois objetos: a Terra e um corpo celeste de composição muito parecida.
Ate hoje, a explicação mais aceita para a formação da Lua, formulada na década de 1970, é a da “hipótese do grande impacto”, segundo a qual o choque da Terra com um corpo celeste planetário com tamanho semelhante ao de Marte, chamado Theia, teria desprendido rochas e poeira que se uniram para formar o satélite.
O ponto nebuloso dessa teoria é o fato de que a composição química da Terra e de nosso satélite parecem ser idênticas. Para que a teoria se comprovasse, seria preciso que o objeto que colidiu com a Terra fosse um “planeta irmão”, muito mais parecido com o nosso planeta do que com qualquer outro do Sistema Solar. A probabilidade de algo assim acontecer, acreditavam os cientistas, era de apenas 1%.
Com novos cálculos e simulações, os autores das pesquisas publicadas na Nature investigaram a semelhança entre os planetas do Sistema Solar e os últimos objetos contra os quais se chocaram. Resultado: em 20% a 30% das colisões analisadas, o planeta e o objeto de colisão tinham composição química semelhante. Dessa forma, o estudo conclui que a probabilidade da “hipótese do grande impacto” ter ocorrido é bem mais elevada.
Para os cientistas, a Terra e a Lua são parecidas por terem se formado a uma distância parecida em relação ao Sol. “A Terra e a Lua não são gêmeas nascidas do mesmo planeta, mas irmãs, porque cresceram no mesmo ambiente”, afirma Hagai Perets, astrofísico do Instituto de Tecnologia de Israel e um dos autores do estudo.

11.208 – Surpresinha em Ganimedes – há um oceano gigante na maior lua do Sistema Solar


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Pesquisadores acabam de publicar um estudo no Journal of Geophysical Research: Space Physics em que provariam a existência de um oceano gigante sob a crosta de Ganímedes, uma das luas de Júpiter.
O maior satélite do Sistema Solar teria mais água do que todos os oceanos da Terra.
Os cientistas baseiam suas conclusões pela superfície lisa e gelada da lua, obtidas através da sonda Galileo e pelo telescópio Hubble. Dados sobre a interação com o campo magnético de Júpiter também indicariam a presença de um oceano salgado cerca de 330 km abaixo da superfície.
Agora Ganímedes se junta à Europa, Titã e Encélado (as duas últimas luas sendo de Saturno), como os satélites em que sabemos que existem oceanos.
Ceres, um planeta-anão atualmente analisado pela sonda Dawn, também pode ter um oceano subterrâneo.

10.955 – Programa Espacial Chinês – Taikonautas em ação


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Estamos falando do programa espacial mais antigo que existe. Afinal, tecnicamente, os primeiros foguetes chineses foram concebidos há 5 mil anos! Tudo bem, é fato que eram apenas rojões simples movidos a pólvora, mas, se eles mostram alguma coisa, é que aquela turma do Oriente tinha visão de futuro. Hoje, com os russos sem grana e os americanos sem vontade de gastar, o mais arrojado e focado dos programas espaciais acaba sendo o da China.
Desde que os chineses desencanaram dessa coisa de socialismo e passaram a desenvolver agressivamente sua economia de mercado, crescendo a taxas impressionantes que beiram os 10% ao ano, começou a surgir a noção de que era preciso mostrar em que liga os chineses iriam entrar, no cenário geopolítico mundial. O governo da China queria mostrar que seu país não era só a terra da manufatura barata “xing ling”, mas que tecnologia de ponta poderia emergir dali. Um programa espacial viria bem a calhar.
Claro, como uma nação que há tempos almeja status de superpotência, a China já pesquisa mísseis pelo menos desde o fim da década de 1950. Mas só em 1999 houve o primeiro lançamento de uma espaçonave 100% chinesa capaz de transportar humanos. Bem, 100% naquelas, porque a Shenzhou (algo como “Nave Divina”) é fortemente baseada na Soyuz russa. Com melhoramentos, é verdade.
Contando o de 1999, houve 4 lançamentos de teste. Em 15 de outubro de 2003 era a hora de fazer o primeiro voo tripulado. Yang Liwei, piloto militar chinês, tornou-se o primeiro “taikonauta” – nome derivado da palavra chinesa para espaço (taikong) e adotado internacionalmente para designar tripulantes do programa chinês, contrastando com os termos “cosmonauta” (usado pelos russos) e “astronauta” (adotado pelos americanos). Liwei passou 21 horas em órbita, a bordo da Shenzhou 5, e consolidou a China como 3ª potência espacial a ter meios próprios para enviar gente para fora da Terra.
Com capacidade para 3 tripulantes, as cápsulas Shenzhou já fizeram outros dois voos desde então. A Shenzhou 6, lançada em 2005, teve dois taikonautas a bordo, e a Shenzhou 7, que voou em 2008, teve lotação máxima e conduziu a primeira caminhada espacial chinesa.
As próximas missões, devem ser ainda mais empolgantes. Os chineses devem testar capacidade de atracação e montar um pequeno laboratório espacial. Seriam os primeiros passos para o desenvolvimento de uma estação orbital. E, a partir daí, a mira está apontada para a Lua.
Os americanos já declararam seu interesse de retornar ao satélite natural da Terra com astronautas na década de 2020, mas a determinação do governo dos EUA de fazer isso acontecer ainda não está lá.
Os chineses, de outro lado, parecem muito mais determinados. Cada nova missão é um passo claro na direção da conquista do espaço. E, embora um programa lunar tripulado ainda não tenha sido revelado (revelar não é especialidade chinesa, diga-se de passagem), há muita desconfiança de que eles pretendem avançar nessa direção.
Até porque a China já confirmou que começou sua exploração lunar com uma sonda orbitadora, a Chang-E 1, lançada em 2007, e em seguida deve vir uma capaz de pouso lunar, preparada para 2012. O passo seguinte seria o retorno automatizado de amostras. E, para a década de 2020, suspeita-se que não reste mais nada a não ser enviar taikonautas à Lua.
Os chineses, que não têm nada a ver com o passo de tartaruga do atual processo decisório americano, seguem em seu caminho. Além de seu pujante programa tripulado, começam a avançar forte em tecnologia de satélites para sensoriamento remoto na Terra e planejam também futuras sondas para Marte. E não é nenhuma viagem na maionese pensar que, em duas décadas, eles estarão mesmo à frente, inspirando o resto da humanidade. Para um país que luta ainda hoje para avançar em questões elementares, como o respeito aos direitos humanos, não dá para dizer que seja uma coisa ruim.

10.948 – Mega Memória – Em 10-07-1962 foi lançado o primeiro satélite de comunicações


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No dia 10 de julho de 1962 era lançando ao espaço o Telstar 1, o primeiro satélite de comunicações, responsável pela primeira transmissão televisiva via satélite, ao vivo, entre Europa e Estados Unidos, no dia 23 de julho do mesmo ano. O Telstar foi ao espaço com o foguete Thor Delta, lançado de Cabo Canaveral, na Flórida. Sua atividade durou sete meses, até ser desativado. Apesar de não funcionar mais, ele ainda se encontra na órbita da Terra.

10.468 – Astronomia – Tritão a Lua de Netuno


Trata-se da maior lua de Netuno, que se encontra a 4.500 milhões de quilômetros da Terra. É possivelmente o astro mais frio do sistema solar (-235°C). Descoberto por William Lassell em 1846, somente 17 dias após o descobrimento do próprio planeta, deve seu nome ao deus Tritão da mitologia grega. Tritão é um dos astros mais gélidos do sistema solar, com uma história geológica bastante complexa; possui uma superfície bastante jovem e de aspecto rugoso, desfigurada por violentas erupções vulcânicas, rápidos congelamentos de superfície e com repentina fundição, gerando assim uma rede de rachaduras enormes.
Após a passagem de Voyager 2, suas enigmáticas imagens revelaram o que pareceu ser geiseres de nitrogênio líquido emanados de sua superfície gelada. Esta descoberta mudou o conceito clássico do vulcanismo que, até então, supôs que os corpos gelados não seriam geologicamente ativos. Tritão demonstrou que para que haja atividade geológica basta meios fluidos, rocha fundida, nitrogênio ou água.
Em 1820, William Lassell começou a construir espelhos para o seu telescópio e em 1844 construiu melhores espelhos que permitiram a descoberta do planeta Neptuno, a 23 de Setembro de 1846. A notícia da descoberta terá chegado a John Herschel que decide escrever a Lassell para procurar por satélites no primeiro dia do mês de Outubro, já que havia uma forte probabilidade disso.
Mal soube da ideia, Lassell começa à procura de satélites e descobre Tritão oito dias depois do início das buscas, no dia 10 de Outubro de 1846; apenas 17 dias tinham passado desde a descoberta do planeta Neptuno. As suas observações levaram-no também a acreditar que tinha visto um anel à volta de Neptuno. Apesar de Neptuno ter, de facto, anéis, estes são tão finos e escuros que o que Lassell viu era, muito provavelmente, uma ilusão.
Só cem anos depois da descoberta de Tritão é que foram feitas as primeiras observações detalhadas do satélite. Os astrónomos começaram a estudar a lua e descobriram que tinha uma órbita no sentido oposto à órbita de Neptuno e muito inclinada.
Hoje em dia, presume-se que seja um objecto capturado da Cinturão de Kuiper. Cálculos indicam que, dentro de 1400 a 3600 milhões de anos, a órbita de Tritão diminuirá em tamanho progressivamente, o que poderá resultar que Tritão se quebre numa grande aproximação a Neptuno, formando um anel à volta do planeta ou num choque colossal atingir Neptuno.
Apesar das propriedades de Tritão terem sido definidas quase corretamente no século XIX, pouco se sabia sobre o que teria Tritão para desvendar até à chegada da sonda Voyager 2 no final do século XX. Na primeira fotografia que foi tirada, o satélite aparecia com uma cor rosa-amarelada.
A primeira tentativa de medir o diâmetro de Tritão corretamente foi feita por Gerard Kuiper em 1954, que obteve um valor de 3800 km. Depois disso, várias tentativas de medição levaram a dimensões que variavam entre os 2500 e os 6000 km, ou seja desde bastante mais pequeno que a Lua até sensivelmente metade do tamanho da Terra.
Com a aproximação da Voyager 2 a Netuno a 25 de Agosto de 1989 obtêm-se dados que permitiram a medição correcta do diâmetro (estimado em cerca de 2706 km) e decidiu-se que a sonda iria sobrevoar Tritão de perto, mesmo que isso afectasse a sua trajetória e o que se descobriu foi surpreendente. E, a maioria do que se sabe hoje deve-se a esta sonda, já que foi a única que explorou Tritão. A Voyager descobriu criovulcanismo, um novo tipo de vulcanismo, e uma superfície exótica.
Na década de 1990, foram feitas diferentes observações a partir da Terra ao limbo de Tritão com recurso a ocultações de estrelas por Tritão. Estas observações mostraram uma atmosfera mais densa que na altura da passagem da Voyager 2.
A NASA planeja uma missão a Netuno e Tritão que deverá ser lançada entre 2016 e 2018, mas que só chegará a Neptuno em 2035. A missão deverá incluir duas sondas que pousarão na superfície de Tritão e irão estudar a atmosfera e pesquisar informação geoquímica perto dos geisers.
Tritão tem tamanho, densidade, temperatura e composição química semelhantes a Plutão, e ao verificar a órbita excêntrica de Plutão que atravessa a de Neptuno, visualizam-se pistas da possível origem de Tritão como um planeta semelhante a esse capturado por Netuno. Assim Tritão poderá ter-se formado longe de Neptuno.
Apesar de existirem várias diferenças entre Tritão e as outras luas geladas do sistema solar, o terreno é semelhante ao de Ariel (lua de Urano), Encélado (lua de Saturno), e três luas de Júpiter: Io, Europa e Ganímedes. Também lembra Marte, com as suas calotas polares.
O efeito gravitacional de Tritão na trajetória da Voyager 2 sugere que o manto de gelo deve cobrir um núcleo substancial de rocha (com probabilidade de conter metal). O núcleo corresponde a dois terços da massa total de Tritão (65% a 75%), o que é mais do que qualquer outra lua do sistema solar, com excepção de Io e Europa. A diferenciação pode ter sido eficiente devido ao efeito gravitacional de Neptuno durante a captura de Tritão. Tritão tem uma densidade média de 2,05 g/cm³, e é composto por cerca de 25% de gelo de água, essencialmente localizado no manto.
A superfície é composta principalmente por gelo de azoto, mas também gelo seco (dióxido de carbono gelado), gelo de água, gelo de monóxido de carbono e metano. Pensa-se que poderão existir gelos ricos em amônia à superfície, mas não foram detectados. Tritão é muito brilhante, refletindo 60 a 95 por cento da luz solar que incide sobre a superfície; a Lua da Terra, em comparação, reflecte apenas 11 por cento.
A área total da superfície corresponde a 15,5% da área emersa da Terra, ou 4,5% da área total. A dimensão de Tritão sugere que deverão existir regiões de densidades diferentes, variando entre 2,07 a 2,3 gramas por centímetro cúbico. Existem áreas que têm exposições rochosas, e são áreas escorregadias, devido às substâncias geladas, nomeadamente o metano gelado que cobre parte da superfície.
A região do pólo sul de Tritão é coberta por uma capa de azoto e metano gelados salpicado por crateras de impacto e aberturas de geisers. A capa gelada é altamente refletora, porque absorve pouca energia solar. Desconhece-se como será o pólo norte já que este se encontrava na penumbra quando a Voyager 2 visitou Tritão. No entanto, pensa-se que, tal como o pólo Sul, deverá ter uma calota polar.
Na região equatorial longas falhas com cordilheiras paralelas de gelo expelido do interior cortam terrenos complexos com vales imperfeitos. Yasu Sulci, Ho Sulci e Lo Sulci são alguns destes sistemas conhecidos como “Sulci”, termo que significa “sulcos”. A leste destes sulcos encontram-se as planícies Ryugu e Cipagu e o planalto Cipango.
As zonas planas de Sipagu Planitia e Abatus Planum no hemisfério sul encontram-se rodeadas por pontos negros – as “maculae”. Dois grupos de maculae, Acupara Maculae e Zin Maculae destacam-se a leste do Abatus Planum. Estas marcas parecem ser depósitos na superfície deixados por gelos que evaporaram, mas não se sabe ao certo do que serão compostos e a sua origem.
Perto de Sipagu e Abatus Planum encontra-se ainda uma grande cratera fresca, com 27 km de diâmetro, chamada Mozamba. Seguindo para noroeste, outras duas crateras menores (Kurma e Llomba) seguem a cratera Mozamba quase em linha recta. A maioria dos poços e terreno agreste são causados por derretimento e colapso de gelo, ao contrário do que acontece em outras luas, onde as crateras de impacto dominam a superfície. No entanto, a Voyager fotografou uma cratera de impacto com 500 km de diâmetro, que foi extensivamente modificada por inundações repetidas, derretimento, falhas e colapsos.

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Surpreendentemente, Tritão é geologicamente ativo; a sua superfície é recente e com poucas crateras. Existem vales e cristas num padrão complexo por toda a superfície, provavelmente resultantes dos ciclos do congelamento e aquecimento e dos vulcões. A sonda Voyager 2 observou vulcões gelados (as Plume) que cuspiam verticalmente azoto líquido, pó ou compostos de metano, proveniente de baixo da superfície, em plumas que atingiam 8 km de altura. Provavelmente, esta actividade vulcânica é devida ao aquecimento sazonal causado pelo Sol, e não como o aquecimento dos vulcões registados em Io.
Hili e Mahilani são os criovulcões tritanianos observados, ambos com nomes de espíritos da água de mitologias africanas. Tritão é assim com a Terra, Io e talvez Vénus e Titã, um dos poucos mundos do sistema solar a possuir atividade vulcânica no momento presente.
Tritão possui uma atmosfera ténue composta por azoto (99,9%) com pequenas quantidades de metano (0,01%). A pressão atmosférica tritoniana é de apenas 14 microbars, cerca de 1/70000 da pressão atmosférica terrestre.
A sonda Voyager 2 conseguiu observar uma camada fina de nuvens numa imagem que tirou do limbo desta lua. Estas nuvens formam-se nos pólos e são compostas por gelo de azoto; existe também nevoeiro fotoquímico até uma altura de 30 km que é composto por vários hidrocarbonetos, semelhante ao que foi encontrado em Titã, no entanto nenhum destes hidrocarbonetos foi detectado. Pensa-se que os hidrocarbonetos contribuem para o aspecto cor-de-rosa da superfície.
A temperatura à superfície é de cerca de -235 graus Celsius, ainda mais baixa que a temperatura média de Plutão (cerca de -229 °C), logo é a mais baixa temperatura jamais medida no sistema solar. A 800 km da superfície, a temperatura sobe para -180 °C.
O eixo de rotação de Tritão é particularmente invulgar, inclinado 157° em relação ao eixo de Neptuno, e 130° em respeito à órbita de Neptuno, expondo um pólo ao Sol de cada vez. Como Netuno orbita o Sol, as regiões polares de Tritão trocam de posição num intervalo de 82 anos, o que provavelmente resulta em mudanças de estações do ano radicais cada vez que um pólo se move para a luz do Sol. Dada a sua órbita e inclinação axial, Tritão apresenta um ciclo de estações amenas e extremas. As estações mais extremas ocorrem em intervalos de cerca de 700 anos, e o próximo grande Verão em Tritão decorre em 2007.
Durante o encontro com a Voyager 2, o pólo sul de Tritão estava virado para o Sol, o que acontece desde que Tritão foi descoberto. E, quase todo o hemisfério sul estava coberto de uma calota de azoto e metano gelado. Possivelmente esse metano evapora lentamente.
Tritão é um dos locais mais gélidos do sistema solar. Esta lua tem uma órbita pouco convencional, é retrógrada, o que é comportamento orbital invulgar. Em especial, a interacção com as outras luas de Netuno poderá causar aquecimento interno em Tritão. Com a passagem da Voyager 2 em 1989, descobriu-se que tinha atividade vulcânica, mas de um tipo de vulcanismo gelado que consiste no derretimento de gelos de água e azoto e talvez metano e amônia.
A atmosfera é composta de azoto e metano, e estes são os mesmos compostos que existem na grande lua de Saturno, Titã. O azoto é também o composto principal da atmosfera terrestre, e o metano na Terra está normalmente associado à vida, sendo um produto secundário da atividade desta. Mas tal como Titã, Tritão é extremamente frio, se não fosse esse o caso, estes dois componentes da atmosfera seriam sinais de vida.

10.398 – Fenômeno Superlua ilumina o céu em todo o mundo


Lua Cheia

A Lua brilhou mais e pareceu maior na madrugada deste sábado, em todo o planeta. A superlua, fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua passa mais perto da Terra, foi mais forte no Brasil pouco antes do Sol nascer, entre as 5h e 6h da manhã.
As superluas ocorrem porque a órbita do satélite não é perfeitamente circular, fazendo com que, em alguns momentos, ele esteja mais próximo da Terra. A distância da Lua até a Terra varia aproximadamente de 363.104 quilômetros no perigeu (ponto mais próximo) a 405.696 quilômetros no apogeu (ponto mais afastado). Quando o perigeu coincide com a fase da Lua cheia, como na madrugada de sábado, surge a superlua. O satélite pode parecer até 15% maior do que quando está no ponto mais distante e 30% mais brilhante, de acordo com estimativas dos astrônomos.

10.305 – Cientistas desvendam ‘ilha mágica’ em lua de Saturno


saturno lua

A “ilha” apareceu como uma mancha brilhante em uma imagem feita no dia 10 de julho de 2013 pela sonda Cassini. Com 19 quilômetros de comprimento e cerca de 9,5 de largura, o misterioso objeto não estava presente em fotografias anteriores e voltou a desaparecer em uma imagem capturada no dia 26 do mesmo mês.
Titã é relativamente parecida com a Terra. Ela também apresenta atmosfera e estações bem marcadas. Ventos e chuvas criam mares e dunas em sua superfície, mas com a significativa diferença de que as dunas são feitas de gelo, em vez de pedras e areia, e os mares contêm metano e etano. Esses hidrocarbonetos são gases na Terra, mas em Titã, por causa da temperatura de – 180ºC, existem no estado líquido. A “ilha mágica” foi descoberta no Ligeia Mare, segundo maior lago de Titã, localizado no seu hemisfério Norte.
No novo estudo, os cientistas limitaram as possíveis causas da mancha vista na foto a quatro: um ou mais icebergs; material em suspensão logo abaixo da superfície do lago; gases vindos das profundezas do oceano que teriam formado bolhas ao atingir a superfície; ou a primeira evidência de ondas no lago.

Estudos anteriores haviam levado à conclusão de que o Ligeia Mare seria tão estável quanto uma superfície de vidro, sem nenhuma perturbação acima de 1 milímetro. Mas os ventos fracos podem estar mudando: cada uma das estações em Titã dura o equivalente a sete anos terrestres, e o Hemisfério Norte está se aquecendo com a aproximação do verão, previsto para 2017. Temperaturas elevadas trazem ventos mais fortes, que provocam ondas.

Os pesquisadores ainda não sabem dizer, no entanto, se os ventos serão fortes o suficiente para dar origem a grandes ondas, ou apenas breves perturbações. Um acompanhamento por imagens nos próximos meses deve ajudar a resolver definitivamente o mistério. “Diversos processos, como vento e chuvas, podem afetar os lagos de metano e etano em Titã. Nós queremos observar as similaridades e diferenças com os processos geológicos que ocorrem na Terra”, afirma Jason Hofgartner, estudante da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. Para ele, esse conhecimento pode ajudar a aumentar a compreensão sobre os ambientes aquáticos da Terra.

10.153 – Em 3 de maio de 1964 – Realizada a primeira transmissão de televisão via satélite


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Os satélites artificiais de comunicações são um meio muito apto para emitir sinais de rádio em zonas amplas ou pouco desenvolvidas, pois podem ser usados como enormes antenas suspensas no céu. Dado que não existe problema de visão direta, costumam-se utilizar frequências elevadas na faixa dos GHz (unidade que mede a frequência com que ocorre certo evento) que são mais imunes às interferências; além disso, a elevada direcionalidade das ondas a estas frequências permite “iluminar” zonas concretas da Terra. O primeiro satélite de comunicações, o Telstar 1, começou a funcionar em órbita em 1962. Mas a primeira transmissão de televisão via satélite foi feita no dia 3 de maio de 1964. Os satélites comerciais funcionam em três bandas de frequências chamadas C, Ku e Ka, e a grande maioria de emissões de televisão via satélite é feita na banda Ku. Não é conveniente colocar muito próximos na órbita geoestacionária dois satélites que funcionem na mesma banda de frequências, pois podem interferir um no outro. Na banda C a distância mínima é de dois graus, na Ku e na Ka de um grau. Isto limita na prática o número total de satélites que pode haver em toda a órbita geoestacionária a 180 na banda C e a 360 nas bandas Ku e Ka. A distribuição destas bandas e espaço na órbita geoestacionária se realiza mediante acordos internacionais.

10.051 – Encélado, lua de Saturno, tem oceano de água líquida


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A pequenina lua Encélado, de Saturno, esconde um oceano de água líquida sob sua crosta congelada.
A descoberta, que amplia o leque de objetos no Sistema Solar que podem abrigar vida, foi feita graças à espaçonave Cassini, que já opera há dez anos em órbita do planeta famoso por seus anéis.
Os pesquisadores usaram uma maneira criativa de investigar o interior da lua, com apenas 504 km de diâmetro. Eles simplesmente deixaram a Cassini passar perto dela e mediram os efeitos gravitacionais resultantes.
Foram três sobrevoos desse tipo, passando a menos de 100 km da superfície de Encélado. Medindo distorções nos sinais de rádio enviados pela sonda, os cientistas conseguem detectar pequenos desvios de curso da espaçonave –da ordem de 1 mm– causados pela interação com a gravidade da lua.
Com esse mapeamento do campo gravitacional, eles descobriram anomalias no polo sul do satélite natural que seriam explicadas se Encélado tivesse uma estrutura interna diferenciada, com um núcleo de rocha e um oceano regional de água líquida sob 30 ou 40 km de gelo no hemisfério Sul.
O achado é compatível com descobertas anteriores feitas pela Cassini, que havia identificado plumas de água líquida emanadas de rachaduras sobre o polo sul de Encélado.
Juntando tudo, os cientistas imaginam que esses jatos estejam vindo do oceano que há sob a crosta de gelo. Mas ainda há muitas interrogações.
O mecanismo exato que preserva a água em estado líquido nessa região fria do Sistema Solar ainda é misterioso.
Acredita-se que o fenômeno esteja ligado ao efeito de maré provocado por Saturno, conforme Encélado viaja em sua órbita ao redor dele. Contudo, antes da chegada da Cassini, nenhum cientista apostava que haveria energia suficiente para produzir um oceano líquido.
Os pesquisadores agora imaginam que talvez seja um processo transitório, em que a lua periodicamente passa por achatamentos e circularizações de sua órbita.
Acompanhando esse processo, o oceano congelaria e derreteria sucessivas vezes, ao longo dos 4,6 bilhões de anos de existência do Sistema Solar.
Sempre que se fala em água líquida, o pensamento imediato é a busca por vida extraterrestre. Poderiam existir criaturas vivas no oceano de Encélado?
“Conhecemos criaturas na Terra que viveriam perfeitamente bem lá”, diz Jonathan Lunine, da Universidade Cornell, um dos autores do novo estudo liderado por Luciano Iess, da Universidade de Roma.
A essa altura, a Cassini já determinou que Encélado possui água líquida, compostos orgânicos simples e agora desconfia-se que exista um núcleo rochoso sob um oceano inteiro.