6767 – Cuidado, dá sapinho… – O beijo na boca pode transmitir doença?


Se a defesa imunológica da pessoa estiver enfraquecida, o corpo pode pegar algumas doenças. “A mais comum é a candidíase, o famoso ‘sapinho’.
Ela é causada por um fungo e aparece na forma de vermelhão, ardência e pequenas feridas no canto da boca. Mais graves são as infecções causadas pelos vírus da família dos herpes.”O herpes bucal ataca os lábios e a região ao redor. Mas também podem aparecer feridas dentro da boca ena gengiva”.
Tem mais: a troca de saliva pode gerar ainda a mononucleose infecciosa, que provoca febre e faringite e se manifesta em pequenas manchas no céu da boca, infecções na gengiva e úlceras parecidas com aftas. Apesar de raro, até a tuberculose pode ser transmitida pela saliva. Mas sem neuras: esses problemas não são freqüentes. Se a pessoa está saudável, o organismo se defende das centenas de vírus, fungos, protozoários e bactérias, que se alojam principalmente entre a gengiva e os dentes quando a gente beija alguém. Então, uma bela higiene bucal é vital. Vale o básico: escovar bem os dentes e usar fio dental – até para reduzir o risco de você estar com um tremendo bafo e espantar aquela supergata. Quem usa piercings na língua ou no lábio também deve ficar esperto. Beijo na boca só após a cicatrização e a higienização correta.

5413 – Por que comida apetitosa dá “água na boca”?


Isso acontece porque o organismo já está se preparando antecipadamente para a digestão. A visão do prato e seu cheiro estimulam o cérebro, que, por sua vez, aciona as glândulas produtoras de saliva, secreção que tem a função de ajudar o aparelho digestivo a decompor a comida ingerida. Essa reação é um exemplo de reflexo condicionado, descoberto pelo fisiologista russo Ivan Pavlov (1849-1936) em um experimento clássico. Toda vez que alimentava um cão com um pedaço de carne, Pavlov fazia soar antes uma campainha. Resultado: sempre que ouvia esse som, o cachorro começava a salivar, mesmo sem ver a carne nem sentir seu cheiro, prova de que havia sido criada, em seu cérebro, uma associação entre a campainha e a hora em que o alimento era servido.
O curioso é que a quantidade de salivação varia de acordo com o estado motivacional da pessoa. “Um indivíduo faminto tende a salivar muito mais diante de um prato de comida do que alguém com menos fome”.
USP

5245 – Nutrição – Queijo combate a cárie?


Pedaços de queijo ajudam a garantir um sorriso livre de cáries, segundo pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá. Durante um ano eles acompanharam alunos do primário divididos em 2 classes. Em uma delas os pais foram orientados a oferecer 5 gramas de queijo aos filhos depois das refeições, ou um cubo um pouco maior que um dado. Ao pasarem no consultório dentário, foi verificado que aquelas que comiam queijo regularmente, apresentavam um número de cáries 2 vezes menor do que os outros. Notaram que certos queijos como o suíço, aumentam a quantidade de cálcio na saliva, que no caso é o caminho oposto da cárie, que aparece quando os dentes perdem minerais. O queijo não dispensa a escova de dentes, mas é uma boa arma.

5071 – Por que, depois que comer algo muito doce, outras comidas nos parecem sem sabor?


Experimente comer um pedaço de pudim com muita calda e tomar um gole de suco logo depois. O gosto é dantesco. Isso acontece porque a sua língua passa um tempo entupida. Entupida, mesmo. Nela existem pequenas estruturas em forma de cogumelo chamadas botões gustativos. Elas contêm sensores nervosos, que enviam ao cérebro as informações sobre os sabores. Quando você come algo muito doce, a saliva fica com uma concentração tão grande de açúcar que todas as papilas acabam cobertas de glicose. Qualquer outro alimento que você provar a seguir parecerá sem gosto. Essa sensação ocorre não apenas com o doce mas também com os outros sabores. “Se você experimentar algo muito salgado e em seguida um doce, também não sentirá o sabor”. É por isso que os degustadores profissionais costumam beber um copo d’água ou comer um pedaço de pão entre um prato e outro. Isso serve para “limpar” os sensores de sabor.
1. A língua está cheia de papilas gustativas, os sensores que comunicam o sabor ao cérebro.
2. Quando você come algo muito doce, a saliva enche-se de açúcar. Todas as papilas são tapadas e outras moléculas saborosas não conseguem se ligar a elas.

4976 – O Sabor dos Refrigerantes


Não é só pelo sabor que os refrigerantes seduzem crianças e adultos. Eles são divertidos principalmente pelas bolhas de gás carbônico que contêm. Ao se misturar com a saliva, elas estouram e viram ácido carbônico. Com isso causam uma pequena irritação na língua. É dolorido, só que o cérebro interpreta essa dor pequena como uma cócega. No fim, resta a sensação de prazer. Esse mecanismo foi desvendado por químicos e neurologistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que examinaram o cérebro de ratos enquanto gotejavam água com gás na língua deles. Notaram, assim, que os neurônios encarregados de captar sinais de dor entravam em ação.
Dentro das bolhas da bebida existe gás carbônico, que reage com a água da saliva e forma um ácido também chamado carbônico.
O ácido se liga a uma molécula chamada ASIC, que fica em certas células da língua e dá a elas sensações de prazer ou dor.
O ácido carbônico causa sensação de prazer. Para o cérebro, que recebe sinais nervosos da célula, é como se alguém tivesse fazendo cócega na língua.

4971 – O estranho focinho do tamanduá


Focinho de aspirador

Ele não tem dentes. Sua boca é um tubo de osso onde praticamente só cabe a sua língua. Esse apêndice, por sua vez, é coberto por uma saliva pegajosa na qual ficam grudadas 30 000 formigas e cupins todos os dias. O suficiente para um almoço e um jantar. Bastaria isso para fazer do tamanduá-bandeira um bicho fora do normal, mas a zoóloga americana Virginia Naples descobriu uma esquisitice a mais. Ela verificou que a mandíbula do tamanduá pode girar, deixando o tubo da boca mais largo na hora de comer. É para a língua passar mais rapidamente pelo orifício.