10.233 – Cinema – Gestação Indigesta em Um parto de Viagem


um parto

Dirigido por Todd Phillips
Com Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan
Peter Highman (Robert Downey Jr.) está longe de casa e vai ser pai pela primeira vez. Assim, tudo o que ele queria era acompanhar o parto de seu filho e para isso ele tem exatos cinco dias para chegar a Atlanta, algo que um simples vôo faria em algumas horas. Mas ele não contava em conhecer, no meio do caminho, o aspirante a ator Ethan Tremblay (Zach Galifianakis), alguém que irá transformar sua viagem de volta numa verdadeira loucura.
É um filme engraçado, mas os críticos não acharam tanta graça assim, vejamos a opinião do site Adoro Cinema:

um parto original

Tentativa frustada
O diretor Todd Phillips há tempos batalha para alçar ao primeiro time de Hollywood. Sempre no ramo das comédias, ele fez relativo sucesso com Dias Incríveis e estourou de vez com Se Beber, Não Case. A comédia que reunia quatro amigos em uma louca despedida de solteiro lhe deu carta branca para o trabalho seguinte, Um Parto de Viagem. O que inclui ter em mãos um ator no auge da carreira, Robert Downey Jr., e a chance de reprisar como protagonista uma das revelações de seu filme anterior, Zach Galifianakis. A fórmula a ser aplicada era o batido road movie pelas estradas dos Estados Unidos, envolvendo dois personagens completamente diferentes um do outro. Ao menos na teoria, seria um prato cheio para muitas risadas. Só que, na prática, não é bem isto que acontece.
A história começa com Peter Highman (Downey Jr.), que está prestes a ser pai pela primeira vez. Ele deseja pegar o avião para enfim reencontrar a esposa (Michelle Monaghan, apagada) mas, no meio do caminho, cruza com Ethan Tremblay (Galifianakis). Logo surge uma antipatia natural de Peter em relação a Ethan. Afinal de contas, ele é desleixado, expansivo, abusado e, ainda por cima, usa drogas. Já Peter é o oposto de tudo isso. Arquiteto bem sucedido, sério, de ar altivo. Conviver com Ethan é um sacrifício necessário, já que devido a um mal entendido está proibido de viajar de avião e sem sua carteira. E Ethan, bem ou mal, tem um carro alugado e lhe oferece carona. Resultado: pé na estrada.
A partir de então segue-se uma sucessão de brigas e confusões envolvendo a dupla, desde o tradicional acidente causado por ter dormido ao volante até as discussões devido à maneira distinta como vêem o mundo. Até aí, nenhuma novidade. Só que Phillips tenta fazer graça usando o politicamente incorreto, o que significa bater em crianças, provocar briga com um deficiente físico, cuspir em cachorro e, é claro, usar drogas. O que deveria fazer rir apenas surpreende pelo inusitado e, em certos casos, constrange pelo exibido.
Diante desta opção, pouco há o que fazer para Downey Jr. e Galifianakis. Eles são apenas estereótipos, personagens de características engessadas que entram sempre em conflito e, aos poucos, têm o coração amaciado em relação ao perfil do outro. Tudo dentro do clichê das comédias do tipo. Mesmo as participações especiais de Jamie Foxx e Juliette Lewis pouco acrescentam à trama.
Um Parto de Viagem é um filme que até provoca algumas risadas, aqui e ali, mas apenas isto. Uma comédia que repete situações – a lata com as cinzas, referência a Entrando Numa Fria – em uma trama que não é nem um pouco inovadora. Se ao menos a dupla protagonista tivesse química poderia dar certo, mas nem isto acontece. Apesar de desempenharem de forma correta seus papéis, não há a necessária sinergia entre os protagonistas. Ou seja, trata-se de um filme que até teve boas intenções, mas fracassou em seu objetivo. Todd Phillips ainda não entrou para o primeiro time de Hollywood.
Gestação Indigesta:
O longa Se Beber, Não Case! não foi o primeiro trabalho nem do diretor Todd Phillips, nem do ator Zach Galifianakis, mas é impossível negar que a carreira da dupla se resume à antes e depois da louca despedida de solteiro em Las Vegas.
Com sequência já encaminhada, Se Beber, Não Case! arrebatou o Globo de Ouro de melhor filme comédia/musical e faturou quase US$ 280 milhões nos cinemas dos Estados Unidos.
Com tudo isso, Phillips e Galifianakis – um dos destaques da produção – tiveram seus nomes alçados à ícones da comédia. O ator inclusive conquistou espaço na televisão, com a série “Bored to Death”, e na internet, através da série de entrevistas “Between Two Ferns” no site Funny or Die.
Era de se esperar, com toda esta badalação, que a dupla repetisse o êxito em sua nova parceira nas telonas, ainda mais contando com a ajuda do ótimo Robert Downey Jr. (Homem de Ferro 2), mas não foi isso que aconteceu.
Ao contrário de The Hangover (no original), o novo filme não vai lhe deixar gargalhando, podendo no máximo lhe deixar com um sorriso no rosto, e só não chega a ser um fracasso total graças às presenças de Downey Jr. e Galifianakis.
A química entre a dupla de protagonistas é uma das poucas coisas que salvam o filme de ser uma bomba completa. A fotografia também se destaca, explorando bem a intenção de se rodar um road movie, assim como a homenagem/referência à série “Two and a Half Men”. A trilha sonora, no entanto, marca importante dos “filmes de estrada”, aqui está em segundo plano.
O único momento em que a trilha está à serviço da trama é quando personagem de Galifianakis canta “Hey You”, clássico da banda Pink Floyd, durante uma viagem a base de drogas.
Michelle Monaghan (Missão Impossível 3), Jamie Foxx (Código de Conduta) e Juliette Lewis (Coincidências do Amor) integram o núcleo coadjuvante da produção e em momento algum merecem destaque.
Um Parto de Viagem parece um filme que não foi de fato bem pensado. Ao que parece, os realizadores acreditaram que o talento do diretor e o carisma dos protagonistas eram suficientes para encobrir todas as falhas do roteiro. Isso pode acabar se tornando verdade nas bilheterias, mas uma dupla que levou um Globo de Ouro pelo último trabalho não deveria se contentar apenas em criar um blockbuster.

Cena do filme
Cena do filme

8105 – Marvel no Cinema – Homem de Ferro 3


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Tony Stark tem um coração. Um pouco danificado e ofuscado pela mente racional e brilhante de seu dono, mas ele está ali, protegido e calado dentro de seu abrigo duro e luminoso. E é este lado humano, e até mesmo piegas, que o diretor Shane Black decidiu extrair do protagonista, vivido por Robert Downey Jr. O argumento principal de Homem de Ferro 3, que concluiu a trilogia iniciada com Homem de Ferro (2008), seguida por Homem de Ferro 2 (2010), humaniza seu herói, sem deixar de lado as conhecidas sequências de ação e o humor afiado.
Nesta terceira parte, Black assume a direção e deixa Jon Favreau – diretor e ator dos dois longas anteriores – apenas com uma participação especial com seu personagem Happy, amigo e segurança de Stark. A mudança de liderança entre os filmes é perceptível, mas não atrapalha o andamento do contexto geral. Se Favreau fez do Homem de Ferro o bilionário irônico e petulante que o público ama, Black o tirou de dentro da armadura e mostrou as fraquezas emocionais e físicas do personagem.
A história continua não do ponto em que parou o segundo filme, mas sim da conclusão do sucesso de bilheteria Os Vingadores. A inserção do longa no meio da trilogia alterou o curso da história, já que antes Tony Stark não teve que lidar com ameaças alienígenas, deuses mitológicos ou “buracos de minhoca” abertos no céu de Nova York. Suas preocupações eram mais mundanas como o governo americano ou inimigos no Afeganistão. Nada que não pudesse ser resolvido com a combinação de seu poder econômico, uma indestrutível armadura de ferro e seu QI de gênio.
Sendo assim, depois de lutar ao lado de Thor e se despir de sua forte vaidade ao se oferecer como mártir para salvar o mundo e, claro, sua amada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow), Em Homem de Ferro 3, Tony Stark entra em uma séria crise de estresse, e luta com problemas cotidianos, como insônia e ataques de pânico.
Não bastassem seus dilemas pessoais, surge Mandarin (Ben Kingsley), um novo e temido terrorista, um dos mais importantes da história em quadrinho de onde o herói foi extraído. Em um desafio pessoal com Stark, os capangas de Mandarin destroem a famosa mansão do bilionário em Malibu, cenário importante nos dois filmes anteriores e também de Os Vingadores. Após o confronto, Stark acaba em uma cidade pequena no meio do nada. Sozinho, sem armadura e ainda sofrendo ataques, o personagem durão acaba, para surpresa de todos, amigo de um garotinho, Harley (Ty Simpkins), que se torna seu principal aliado.
Com este foco, Robert Downey Jr. é quem ganha. Comparado aos anteriores, o ator aparece mais e mostra que está em forma física para encarar cenas de luta. O restante do elenco também consegue segurar bem o roteiro, até a insossa Pepper Potts ganha destaque e se torna uma personagem que pode ser bem aproveitada em Os Vingadores 2.

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No geral, o filme é distinto, mas mantém o tipo de enredo que construiu ao longo dos anos a reputação da franquia. Desta maneira, o herói da Marvel, que já arrecadou com os dois longas anteriores 1,2 bilhão de dólares, fecha bem a trilogia, e deixa poucas pontas para um retorno. Mesmo assim, não dá para bater o martelo do fim, já que, com franquias bilionárias, nunca se sabe.

5825 – Cinema – Os Vingadores


Em “Os Vingadores”, que estreia em São Paulo em 188 salas de cinema, Capitão América, Thor, Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Hulk e Homem de Ferro são convocados por Nick Fury (diretor da agência pacificadora S.H.I.E.L.D.) para salvar a Terra da possível destruição.
Produzido pela Marvel Studios e distribuído pela Walt Disney Pictures.Baseado na equipe de super-heróis homônima da Marvel Comics, terá roteiro e direção de Joss Whedon e será estrelado por Robert Downey, Jr., Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson e Chris Evans.
O longa-metragem foi anunciado em abril de 2005 e faz parte do chamado “Marvel Cinematic Universe” – um universo ficcional compartilhado por filmes independentes produzidos pela Marvel Studios -, cruzando vários filmes de super-heróis da Marvel, incluindo Homem de Ferro (2008), O Incrível Hulk (2008), Homem de Ferro 2 (2010), Thor (2011) e Capitão América: O Primeiro Vingador ( 2011).
Elenco

Robert Downey Jr. como Tony Stark/Homem de Ferro
Chris Evans como Steve Rogers/Capitão América
Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk
Chris Hemsworth como Thor Odinson
Scarlett Johansson como Natasha Romanoff/Viúva Negra
Jeremy Renner como Clint Barton/Gavião Arqueiro
Samuel L. Jackson como Nick Fury
Tom Hiddleston como Loki Laufeyson
Cobie Smulders como Maria Hill
Clark Gregg como Agente Phil Coulson
Gwyneth Paltrow como Pepper Potts
Stellan Skarsgård como Erik Selvig
Edward Norton foi substituído por Mark Ruffalo para interpretar Hulk em Os Vingadores, após as negociações entre ele e os estúdios da Marvel não darem certo.
Será o primeiro filme da Marvel distribuído pela Walt Disney Pictures.
Os Vingadores tem um orçamento estimado em US$ 150 milhões.