4923 – Mega Memória Imprensa – A Revista Manchete


Foi uma revista brasileira publicada semanalmente de 1952 a 2000 pela Bloch Editores. Criada por Adolpho Bloch, posteriormente, o nome da revista foi dado à emissora de televisão, a extinta Rede Manchete.
Como outros títulos da Bloch Editores, foi comprada pelo empresário Marcos Dvoskin e relançada em 2002, pela Editora Manchete. No entanto, deixou de ter periodicidade semanal para passar a ser editada apenas em edições especiais sem periodicidade fixa, como os especiais de Carnaval.
A Manchete surgiu em abril de 1952, sendo considerada a segunda maior revista brasileira de sua época, atrás apenas da revista O Cruzeiro. Empregando uma concepção moderna, a revista tinha como fonte de inspiração a ilustrada parisiense Paris Match e utilizava, como principal forma de linguagem, o fotojornalismo. Em seu auge, a equipe de jornalistas e colaboradores tinha nomes como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Fernando Sabino, David Nasser e Nelson Rodrigues, entre outros. O fotógrafo e cinegrafista francês Jean Manzon era o responsável pelas principais imagens da revista.
A Manchete atingiu rápido sucesso e em poucas semanas chegou a ser a revista semanal de circulação nacional mais vendida do país, destituindo a renomada e, até então, hegemônica O Cruzeiro. Em 2000, com a falência de Bloch Editores, a revista deixou de circular, sendo depois relançada com outros donos, de maneira esporádica.

4472 – Mega Memória Humor – Casseta Popular


A revista fazia piadas com críticas políticas

É um grupo de humor brasileiro surgido nos anos 1970 e com destacada atuação na imprensa escrita, rádio, televisão e música. Nos anos 1980 estabeleceu parceria com a dupla remanescente do Planeta Diário, formando o Casseta & Planeta.
Em 1978 os alunos da UFRJ Beto Silva, Helio de la Peña e Marcelo Madureira, “cansados de aulas de cálculo e falta de mulher” no curso de Engenharia inauguraram a fanzine de humor Casseta Popular (paródia à Gazeta), distribuída só na universidade.
Em 1980, para transformar a fanzine num tabloide, o trio chamou os amigos Bussunda e Claudio Manoel. O tabloide era vendido em bares, praias e na noite do Rio de Janeiro e em meados dos anos 1980 atingiu um status cult com seu humor anárquico e irreverente, muitas vezes com sobra de palavrões, mas sempre um legítimo representante do “politicamente incorreto” antes mesmo que se viesse a falar de politicamente correto.
O Planeta Diário, lançado em dezembro de 1984, contou com a colaboração da turma do Casseta desde seu primeiro número, o que levou à distribuição nacional os artigos da turma carioca.
Casseta em revista

O apoio do Planeta também seria essencial para o lançamento da revista Almanaque Casseta Popular (mais tarde simplesmente Casseta Popular). À equipe original juntaram-se Emanoel Jacobina e, por um breve período, Ronaldo Balassiano. O cantor, compositor e guitarrista Mu Chebabi, que viria a ter ampla atuação na banda Casseta & Planeta, conquistaria o status de “casseta” honorário.
A revista apresentou os melhores artigos da fanzine e do tabloide, remontados com arte e diagramação aprimoradas, e um acervo crescente de artigos totalmente novos. Além do talento dos “cassetas”, a revista contou com a participação de inúmeros colaboradores.
Um dos grandes destaques da Casseta eram as capas. Seguindo as linhas gerais do modelo consagrado da National Lampoon e da Hara-Kiri, a Casseta adotou um layout de capa destinado à semelhança com o das revistas “sérias”, das quais só se distinguia pelos temas absurdos (algumas chamadas para artigos inexistentes: “Roberto Marinho larga tudo e vai morar em Trancoso”, “Minha orelha não é mais virgem”).
As ilustrações de capa, que nos primeiros números apontavam para o ostensivo nonsense, gradualmente desviaram-se para a crítica política e comportamental, incluindo temas como um Papai Noel fumando maconha, militares das três Armas como camelôs e, no auge da campanha presidencial de 1989, Collor nu da cintura para baixo apresentado como “Caçador de Maracujás” (expressão que, mais tarde, Lula repetiria no debate eleitoral final daquela campanha).
Outra capa famosa retratava Macaco Tião, o “candidato” oficial da revista em parceria com O Planeta Diário.
O conteúdo, com poucas seções fixas (uma exceção notável era a seção de cartas, na qual os editores se divertiam “detonando” os leitores, à semelhança da tradição da Mad brasileira), era muito variado, incluindo paródias de grandes reportagens e cadernos culturais de jornais famosos, anúncios falsos, entrevistas, estudos pseudo-intelectuais e alguma autopromoção da equipe “casseteana”. Em fins dos anos 1990 a revista tornou mais intensa a paródia dos modelos editoriais “sérios”, em especial os da Veja e da Folha de S. Paulo.
No entanto, ao longo dos anos a revista seria prejudicada pela escassez de anunciantes e pela relativa irregularidade nas datas de lançamento. O crescimento da participação dos editores na televisão (primeiro como criadores na TV Pirata, depois à frente das câmeras) e na banda Casseta & Planeta também reduziu a atenção necessária à boa condução da revista.
Em 1992 a Casseta Popular funde seu conteúdo com O Planeta Diário, originando a revista Casseta & Planeta.