9806 – Imunoterapia cura 88% dos casos de leucemia


Uma nova pesquisa aumentou o corpo de evidências de que a imunoterapia, considerada o principal avanço científico de 2013 pela revista Science, é eficaz no tratamento do câncer. A técnica tem como objetivo curar a doença pela estimulação do sistema imunológico do próprio paciente. Durante o estudo, a abordagem foi capaz de combater 88% dos casos de leucemia sem auxílio de outro tipo de tratamento.
O conceito de imunoterapia surgiu há mais de cinquenta anos – cientistas tentaram aplicar a técnica em vacinas contra doenças como a aids e a tuberculose. No entanto, por falta de resultados satisfatórios em pesquisas, o tratamento passou a ganhar menor atenção da ciência. Os editores da revista Science, porém, elegeram a imunoterapia como o principal avanço de 2013 pelos novos resultados práticos sobre a sua aplicação no combate a tumores malignos.
A nova pesquisa testou a imunoterapia em dezesseis pacientes que apresentavam leucemia. Segundo os autores, embora esse tipo de câncer seja um dos mais tratáveis, é comum que pacientes com a doença se tornem resistentes à quimioterapia e sofram recaídas. Os participantes do estudo, que tinham 50 anos em média, haviam sofrido recaída da doença ou então se tornado resistentes à quimioterapia.
Os pacientes foram tratados com versões geneticamente modificadas de suas próprias células de defesa, que foram programadas para reconhecer e atacar as células cancerígenas. Segundo os resultados, 14 desses 16 indivíduos tiveram uma remissão completa da leucemia. A remissão mais duradoura persistiu por dois anos.
A pesquisa foi feita no Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering e publicada nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine. “Esse é um fenômeno que pode representar uma reviravolta paradigmática na forma como tratamos o câncer”, diz Renier Brentjens, coordenador do estudo. De acordo com ele, os próximos trabalhos devem responder se a técnica pode ser eficaz em tratar outros tipos de tumores.

8326 – Vacina Contra Sífilis


Duas equipes de cientistas conseguiram traçar um mapa da composição genética da bactéria da sífilis, descoberta que poderá levar a uma vacina para combater e erradicar essa doença venérea, informou a revista Science.
Os cientistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em Houston, e do Instituto para a Pesquisa Genética de Rockville, Maryland, disseram que analisaram os 1,1 milhão de pares de elementos do ácido desoxirribunocleico que formam o genoma da sífilis. Um genoma é o conjunto de cromossomos de uma célula.
Os especialistas disseram que o novo mapa de genes permitirá aos pesquisadores detectar a sífilis mais facilmente. “A conclusão desse projeto é um avanço extraordinário na campanha para a criação de uma vacina”, disse o dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, a agência federal que financiou a pesquisa genética.
A sífilis se espalhou pelo mundo depois que os europeus chegaram à América, em 1492. Isso deu lugar a conjeturas de que a bactéria teria origem no Novo Mundo, mas isso jamais foi provado. A doença é transmitida exclusivamente através de relações sexuais e causa ferimentos que expõem a vítima a outras doenças venéreas ou a vírus, como o HIV,transmissor da Aids. A bactéria da sífilis morre fora do corpo humano, o que tornou muito difícil seu estudo. A sífilis pode causar doenças cardíacas, demência e cegueira.

8243 – Física – Máquina quântica é o avanço científico do ano


A revista Science, um dos mais respeitados periódicos científicos do mundo, elegeu o maior avanço científico de 2010: a máquina quântica. Deixando para trás pesquisas importantes como a “célula sintética” do biólogo americano Craig Venter, o sequenciamento do genoma do homem de Neandertal e a reprogramação de RNAs, o dispositivo foi escolhido por trazer pela primeira vez as características da mecânica quântica — a parte da física que estuda o comportamento dos átomos e suas partículas — para o mundo dos objetos visíveis a olho nu.

Sérios Candidatos ao Nobel
Os físicos Andrew Cleland, John Martinis e Aaron O’Connell, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), criaram uma pequena placa, visível a olho nu, capaz de se expandir e contrair ao mesmo tempo, imitando um estado da física chamado sobreposição quântica. Nele, uma partícula é capaz de ocupar dois ou mais lugares no espaço ou registrar duas ou mais quantidades de energia ao mesmo tempo. Até agora, o efeito só havia sido percebido no universo microscópico.
A pesquisa põe fim a uma corrida científica de 75 anos pela manifestação das propriedades quânticas em objetos visíveis. Em 1935, o físico austríaco Erwin Schrödinger propôs que seria impossível verificá-las no mundo macroscópico. Desde então, vários experimentos tentaram provar o contrário, mas o sucesso só veio em 2010. “Agora sabemos que as características quânticas podem ser percebidas em objetos grandes, não apenas nos elétrons, por exemplo”.
O passo dado pelos cientistas americanos pode significar que o homem consiga manipular as leis da física de tal maneira a permitir feitos dignos de ficção científica. “Talvez alguém muito inteligente encontre um dia uma forma de fazer o teletransporte”, disse Cleland. Demos o primeiro passo.

8090 – Temperatura no centro da Terra chega a 6.000 graus Celsius


Camadas escaldantes
Camadas escaldantes

Pesquisadores conseguiram determinar que a temperatura da Terra perto de seu centro é de 6.000 graus Celsius, mil graus mais quente do que experimentos anteriores haviam mostrado. Esses cálculos também confirmam modelos geofísicos que previam que, para explicar a formação do campo magnético terrestre, a diferença entre a temperatura do núcleo e do manto terrestre deveria ser de 1.500 graus. O resultado foi publicado recentemente na revista Science.
O núcleo da Terra é formado, em sua maior parte, por uma esfera de ferro líquido com temperaturas superiores a 4.000 graus Celsius e pressão equivalente à de 1,3 milhão de atmosferas. Sob essas condições, o ferro se torna tão líquido quanto a água dos oceanos. É apenas no centro dessa esfera, onde as temperaturas e pressão são ainda maiores, que o ferro volta a se solidificar.

Os pesquisadores conhecem a maior parte dessas características a partir da análise do movimento das ondas sísmicas — causadas por terremotos — entre essas camadas. Essas ondas, no entanto, não são capazes de mostrar a temperatura nessas regiões, o que deixa de fora informações importantes para os cientistas compreenderem os movimentos dos materiais que compõem o centro da Terra. Por exemplo, a diferença entre as temperaturas do núcleo e do manto é um dos fatores responsáveis, junto com a rotação do planeta, por gerar o campo magnético da Terra.
Para descobrir a temperatura dessas camadas, os cientistas analisaram a temperatura de fusão do ferro em diferentes pressões, usando equipamentos feitos de diamante para comprimir pequenas partículas de ferro a pressões que são milhões de vezes superiores à exercida pela atmosfera. Nessas condições, os pesquisadores dispararam poderosos raios laser nas amostras, que são capazes de esquentar o material a até quase 5.000 graus Celsius. “Na prática, tivemos de superar muitos desafios experimentais, uma vez que as amostras precisam ser termicamente isoladas e não podem interagir quimicamente com o ambiente. Além disso, mesmo que uma amostra alcance temperatura e pressão extremas como as do centro da Terra, isso só vai acontecer por alguns segundos — período muito curto para determinar se o material começou a derreter ou continua sólido”, Agnès Dewaele, pesquisadora da Comissão Francesa de Energia Atômica e Energias Alternativas, responsável pela pesquisa.
A fim de superar esse problema, os pesquisadores utilizaram raios-X como ferramenta para analisar as amostras de ferro. “Nós desenvolvemos uma nova técnica onde raios-X intensos podem atingir uma amostra e deduzir se ela está sólida, liquida ou parcialmente derretida, em períodos curtos de tempo, de até um segundo. Isso é rápido o suficiente para que a temperatura e pressão das amostras sejam mantidas constantes”, disse Mohamed Mezouar, pesquisador do Laboratório Europeu de Radiação Síncrotron, um dos autores do estudo.
Assim, eles conseguiram determinaram experimentalmente que o ponto de fusão do ferro é de 4.800 graus a uma pressão de 2,2 milhões de atmosferas — os limites do equipamento. Utilizando modelos matemáticos, os pesquisadores calcularam o mesmo ponto de fusão para uma pressão de 3,3 atmosferas, equivalente à sentida na fronteira entre o núcleo sólido e o liquido. O resultado foi 6.000 graus Celsius.
Os pesquisadores também descobriram por que as pesquisas anteriores haviam calculado essa temperatura de forma errada. Segundo os cientistas, a partir dos 2.400 graus, um processo químico conhecido como recristalização acontece na superfície do ferro, levando a mudanças em sua estrutura. A pesquisa anterior havia usado técnicas ópticas para determinar se as amostras estavam sólidas ou líquidas, e é possível que os pesquisadores tenham interpretado a recristalização na superfície da amostra como um sinal de seu derretimento.
Glossário
Crosta
Parte mais externa do planeta, pode medir até 60 quilômetros
Manto
Camada densa feita de rochas quentes e semissólidas. Mede quase 3.000 quilômetros
Núcleo Externo
Camada líquida do núcleo, é composta principalmente de ferro e níquel
Núcleo Interno
Centro extremamente quente e sólido, formado por ferro e níquel.

7299 – Bóson de Higgs é eleito a descoberta do ano pela “Science”


A detecção do bóson de Higgs, a partícula elementar que confere massa à matéria, chegou ao fim de 2012 no topo da lista da revista “Science” que elege as descobertas mais importantes do ano.
Editada pela AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência), a revista também destacou o pouso do jipe Curiosity em Marte e o experimento que usou células-tronco para criar óvulos de camundongos.
A escolha do bóson de Higgs pelo comitê da AAAS que determina a lista era esperada.
A revista, porém, deu boa parte do crédito pela descoberta a físicos teóricos que previram as manifestações da partícula -trabalho feito ao longo de 40 anos.
A detecção do bóson no acelerador de partículas LHC, anunciada na Suíça em julho, foi o ápice de uma empreitada que completou, finalmente, o Modelo Padrão, a teoria que explica as partículas elementares, como o elétron e o fóton (partícula de luz). O bóson foi a última peça da teoria a ser observada.
“A descoberta não foi uma surpresa, porque era o que se esperava achar. Ela veio mais como um alívio”, diz Robert Coontz, vice-editor da “Science”, sobre as razões da escolha do prêmio. “Se o bóson não tivesse sido encontrado, seria preciso repensar tudo seriamente.”
Logo após o anúncio, especulou-se que o Prêmio Nobel em Física de 2012 seria dado a Peter Higgs e aos outros cientistas responsáveis pela previsão teórica da partícula, o que não ocorreu.
Os físicos já sabem que o bóson de Higgs existe, mas ainda não têm dados suficientes para saber quais exatamente são as propriedades da partícula.
A despeito da importância da descoberta, esse tipo de incerteza costuma impor uma certa lentidão à escolha do Nobel.
Em 2013, de qualquer forma, o LHC passará por um processo de manutenção que permitirá dobrar sua potência.
Espera-se que, quando o acelerador de partículas estiver produzindo colisões mais fortes, novas descobertas fiquem ao alcance dos físicos.

bóson de Higgs gráfico

Engenheiros em Marte
O único item da lista da “Science” que denota mais um sabor de ansiedade do que de vitória foi a escolha do jipe Curiosity como um dos destaques do ano.
Havia grande expectativa de que os cientistas do projeto anunciariam a descoberta de moléculas orgânicas complexas no solo marciano, o que não ocorreu.
Apesar de o principal objetivo científico da missão marciana ainda estar em aberto, o sucesso da meta de engenharia do projeto -pousar um jipe de 3,3 toneladas em Marte- foi comemorado com estardalhaço.
A Nasa já fala em enviar a Marte um jipe similar, mas com instrumentos científicos diferentes.

7267 – Biodiversidade – Mata tropical tem 18 mil espécies de artrópodes por hectare


Um esforço sem precedentes, reunindo mais de uma centena de cientistas, esquadrinhou uma floresta tropical do Panamá de alto a baixo na tentativa de responder uma pergunta aparentemente simples: quantas espécies de artrópodes (o grupo dos insetos e aranhas, entre outros bichos) existem ali?
O resultado -nada menos que 18 mil tipos de artrópodes em apenas meio hectare de mata- é a estimativa mais precisa já obtida a respeito da diversidade desses seres, que correspondem a mais de 80% dos animais da Terra.
“Até onde sabemos, conseguimos amostrar todos os habitats, do solo da floresta ao alto das árvores, e todos os principais grupos de artrópodes”, diz o brasileiro Sérvio Pontes Ribeiro, da Universidade Federal de Ouro Preto, coautor do estudo na edição de hoje da revista “Science”.
Paradoxalmente, diz ele, o ambiente nessa região lembra o do cerrado: muita luz solar, pouca umidade e nutrientes mais escassos.
As condições especiais favoreceram a evolução de insetos que põem seus ovos dentro das folhas e formam uma espécie de tumor vegetal nelas -um abrigo mais úmido e nutritivo para elas.
Mapeando esse e outros ambientes com vários tipos de armadilhas e redes, os cientistas estimam que, em toda a floresta de San Lorenzo, com seus 6.000 hectares, há cerca de 25 mil espécies.
Curiosamente, um único hectare é suficiente para abrigar dois terços desse total.
A equipe está replicando a metodologia em outros lugares, como a Austrália e Vanuatu, na Polinésia.
Com mais dados, a expectativa é que seja possível ter uma ideia mais clara sobre outro número misterioso: quantas espécies, no total, existem na Terra toda.

7024 – Astrônomos flagram luz das primeiras estrelas do Universo


A equipe do telescópio espacial Fermi, em operação desde 2008, atingiu o primeiro grande objetivo da missão: fazer a medição de toda luz que já foi emitida pelas estrelas no Universo. E mais: a partir daí, identificar a luz de astros quase tão antigos quanto o próprio Cosmos.
As primeiras estrelas, muito diferentes das atuais, começaram a se formar cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang –a grande explosão que originou o Universo ocorrida há 13,7 bilhões de anos.
No trabalho, publicado na versão on-line da revista “Science”, foi possível “recuperar” a luz de estrelas que brilharam quando o Universo tinha apenas 600 milhões de anos, praticamente um bebê.
“A luz óptica e ultravioleta das estrelas continua a viajar pelo Universo mesmo depois que elas param de brilhar e isso cria o ‘fóssil’ de um campo de radiação que nós podemos explorar usando raios gama de fontes distantes”.
Os cientistas batizaram de EBL (sigla inglesa para luminosidade extragaláctica de fundo) a soma da luz de todas as estrelas que já brilharam no Cosmos.
“A radiação gama, que é de alta energia, interage com a luz de baixa energia que forma o fundo galáctico”, explicou um astrônomo do IAG (instituto de astronomia) da USP.
E é a partir dessa interação que os cientistas conseguiram identificar a luz das estrelas ancestrais.
Eles usaram como referência os blazares, buracos negros gigantes que, ao “engolirem” matéria, liberam muitos raios gama.
Esses fenômenos serviram como um farol cósmico para os pesquisadores.
Ao longo de seu trajeto no Universo, um raio gama pode colidir com a luz de uma estrela e se transformar em um par de partículas. Quando isso acontece, esse raio gama é perdido.
Conforme isso vai ocorrendo, o sinal dos raios gama se enfraquece, assim como a neblina obscurece um farol distante.
Ao observarem os blazares espalhados por vários pontos, os cientistas puderam calcular o quanto a luz foi embaçada pela “neblina” da EBL e verificar a “idade” da luz.
Como os blazares estão espalhados por vários pontos do Universo, foi possível verificar a posição de várias “épocas” de estrelas.
Os cientistas acreditam que com essas primeiras medições precisas da EBL será possível melhorar as teorias de formação das estrelas.

6187 – Gripe aviária é transmissível entre mamíferos


Folha Ciência

A revista “Science” divulgou na quinta-feira (21), depois de meses de expectativa, os detalhes de uma pesquisa que tornou o vírus da gripe aviária transmissível entre mamíferos.
O artigo traz os resultados de um dos grupos de pesquisadores “censurados” no ano passado pelo governo americano. O país pediu que os estudos ficassem em segredo por temer que fossem usados no bioterrorismo. Um dos trabalhos já saiu na “Nature”.
No estudo divulgado agora, cientistas dos EUA, do Reino Unido e da Holanda mostram como modificaram geneticamente o vírus H5N1, que causa a gripe aviária, até torná-lo transmissível por via área em ferrets –mamíferos que têm sintomas da gripe semelhante a dos humanos.
Na sua “forma original”, esse vírus só é transmitido entre aves ou, raramente, de aves para seres humanos.
Os cientistas, coordenados por Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, da Holanda, fizeram três mutações específicas no vírus e infectaram os ferrets em laboratório.
O vírus modificado ainda sofreu mais duas mutações — o que é comum, pois vírus são bastante instáveis, diferentemente de bactérias. Foi esse “novo” vírus que conseguiu migrar por via aérea dos ferrets contaminados para os sadios.
O problema é que essas informações são um prato cheio para o bioterrorismo. A preocupação com uma possível guerra biológica levou à censura dos dados sobre a mutação em dezembro de 2011.
As pesquisas foram interrompidas e o debate chegou à OMS (Organização Mundial da Saúde), que pediu que a caixa-preta fosse aberta.
“Fazer mutações em vírus em laboratório para fins acadêmicos é completamente aceitável. Não podemos parar essas pesquisas por temor de bioterrosimo”, afirma o engenheiro agrônomo e especialista em bioética Mohamed Habib, da Unicamp.

Riscos de Pandemia
De acordo com outro trabalho da “Science” sobre o mesmo assunto, de Derek Smith e colegas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, é impossível estimar com precisão a possibilidade de as mutações feitas em laboratório acontecerem naturalmente no ambiente.
Mas o estudo sugere que todas as mutações necessárias para contaminar um mamífero poderiam acontecer em um único hospedeiro na natureza. Isso, sim, sinaliza um risco de pandemia.

6100 – Perfumes com feromônio funcionam?


Em 2005, a revista Science listou entre as 100 maiores perguntas científicas jamais respondidas,a existência ou não de feromônios em humanos. Teoricamente seriam agentes químicos secretados por um sem-número de animais, de insetos a mamíferos, responsáveis por despertarem o comportamento sexual, mas até hoje não se chegou a um consenso sob o que define um feromônioe todas as tentativas feitas pelosquímicos de identificar que substâncias compões tais agentes falharam.

Um pouco +

Cientistas da Universidade de Chicago dizem ter comprovado que o homem também se comunica por meio de feromônios. São substâncias que, emanadas de um animal, geralmente insetos, alteram o comportamento ou o funcionamento do organismo de um outro. Segundo os americanos, os feromônios podem fazer coincidir o ciclo menstrual de duas amigas íntimas.

Os feromônios ou as feromonas são substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie (intraespecífica), permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. Os feromônios excretados são capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e/ou comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. Existem vários tipos de feromônio, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros.
A palavra pheromone foi criada pelos cientistas Peter Karlson e Adolf Butenandt por volta de 1959 a partir do grego antigo ϕέρω (pherein) “transportar” e ὁρμῶν (hormon), particípio presente de ὁρμάω (órmao) “excitar”. Portanto, o termo já indica que se trata de substâncias que provocam excitação ou estímulo.
Na produção animal os feromônios se tornam importantes pois podem auxiliar no manejo reprodutivo de determinados rebanhos. Como por exemplo no rebanho ovino, onde se pode, através da exposição de machos a fêmeas previamente separadas, sincronizar o cio dessas matrizes para que todas entrem em reprodução no mesmo momento. Isso só é possível porque feromônios masculinos detectados pelo olfato das fêmeas provocam alterações fisiológicas no ciclo reprodutivo das mesmas.

5534 – Mega Mix


Mega Notícias. A colcha de retalhos original

Atenção motoristas: Adormecer ao volante causa cerca de 6500 mortes de trânsito por ano e pode causar até 400 mil acidentes por ano, nos EUA dia a revista Science. Até 25% da população sofrem distúrbios do sono e são os mais prováveis a adormecer enquanto dirigem. O maior n° de acidentes aconteceu com os afligidos de narcolepsia, um quadro clínico que produz súbitos ataques de sono.
Papel – Seu processo de fabricação foi guardado as 7 chaves pelos chineses dentro da poderosa muralha e foi conhecidopor acaso, pelos árabes, que o divulgaram na Itália e Espanha em meados do século 11, daí se iniciou a maravilhosa marcha do papel.
Tiraram o pijama da zebra
Cientistas americanos queriam ver se as zebras são brancas com listras negras ou negras com listras brancas e mexeram com a combinação genética de alguns animais e acabaram limpando as manchas escuras. Conclusão: as zebras são brancas.

5373 – Einstein estava certo: Neutrinos mais rápidos que a luz foram resultado de experiência falha


Folha Ciência

Os resultados da experiência Ópera –que sacudiu o mundo científico no final de setembro de 2011 ao revelar neutrinos com velocidade superior a da luz– foram provocados por uma má conexão, afirmou nesta quarta-feira o site da revista “Science”.
“Uma má conexão entre um GPS e um computador é, sem dúvida, a origem do erro”, garante a revista americana, que cita “fontes ligadas à experiência”.
No final de setembro, os especialistas da equipe Ópera anunciaram que neutrinos percorreram os 730 km entre o CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), em Genebra, e o laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, em velocidade superior a da luz.
A maioria dos especialistas não acreditou que uma partícula elementar da matéria tivesse superado a velocidade da luz, considerada um “limite insuperável” na relatividade geral de Einstein.
Segundo a Science, os 60 nanosegundos de vantagem registrados pelos neutrinos sobre a velocidade da luz foram resultado de uma má conexão entre o GPS utilizado para corrigir o momento da chegada e um computador.
Novos estudos serão necessários para confirmar a origem do erro, destaca a “Science”.

5055 – Ecologia – Corte de metano e fuligem ‘esfriaria’ Terra


Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).
Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.
Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias, combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.
O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.
Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.
A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.
Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.
Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.
O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.
Medidas a serem tomadas:
CONTRA O METANO

1. Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão
2. Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo
3. Reduzir vazamentos em gasodutos
4. Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa
5. Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações
6. Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco
7. Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas

CONTRA A FULIGEM

1. Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais
2. Instalar filtros especiais nos veículos a diesel
3. Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre
4. Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa
5. Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás
6. Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes
7. Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes