10.396 – Escritor Rubem Alves morre por falência múltipla de órgãos


filosofia da ciencia

☻ Nota:
Ele foi o autor de muitos livros, entre eles “a Filosofia da Ciência”, onde ele tenta demonstrar ao longo dos capítulos, com uma argumentação até consistente, que os cientistas erram, e muito.
Seu livro foi citado por Erich Von Daniken, o outor do livro “Eram os Deuses Astronautas”, onde ele explana que é um erro dos cientistas em rejeitar veementemente a ideia de que a vida possa ter sido implantada na Terra por ETs ou ainda o ser humano ter sido criado por uma experiência genética de ETs.
O escritor e educador Rubem Alves morreu neste sábado (19-julho), vítima de falência múltipla de órgãos, aos 80 anos. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Centro Médico de Campinas (a 93 km de São Paulo).
Rubem Alves foi internado no último dia 10 com um quadro de insuficiência respiratória, devido a uma pneumonia. Segundo boletim médico, ele tinha apresentado agravamento das funções renais e pulmonares na sexta (18).
Se um dia a escola deixar de ser chata, terá se tornado realidade um dos principais objetivos da vida de Alves. Desde ao menos a década de 1980, ele pediu por meio de livros, colunas e entrevistas que os colégios deixassem de massacrar os estudantes com conteúdos que serão cobrados no vestibular e depois esquecidos. E que passassem a mostrar o que os jovens veem e verão na vida.
Como exemplo desse outro formato de educação, Alves sugeriu que uma aula pudesse começar com a apresentação de uma casca de caramujo vazia, que “normalmente ninguém presta atenção”, mas que “é um assombro de engenharia”. A função do educador, disse ele à Revista Nova Escola em 2002, é fazer o jovem notar a complexidade dessa casca e entendê-la.
Nascido em 15 de setembro de 1933, no sul de Minas Gerais, Alves recebeu experiência acadêmica em diferentes áreas e locais. Formou-se teólogo no Seminário Presbiteriano de Campinas e doutor em Princeton (EUA); psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise.
Publicou mais de 120 títulos, sobre filosofia, educação, literatura infantil e teologia.
Um deles, “A Theology of Human Hope”, de 1969, é considerado o lançamento de uma linha de pensamento que depois seria definida como Teoria da Libertação (que defende uma Igreja próxima dos movimentos sociais).
Ele se apegou à religião ainda menino, justamente por dificuldades com a educação -não tinha amigos num colégio tradicional do Rio porque era considerado caipira de Minas Gerais.
Foi também professor na Universidade de Birmingham (Inglaterra) e da Unicamp, onde se aposentou.
Na universidade de Campinas, ocupou cargos de direção, entre eles na graduação. Convenceu-se de que o vestibular é um dos grandes problemas da educação, pois as escolas, sob a expectativa dos pais, se concentram em passar conteúdos das matérias que cairão no exame.
Em um dos seus últimos textos no jornal, “Sobre o morrer”, publicado no fim de 2011, afirmou que não gostaria de ter uma morte repentina, pois desejava conversar com as pessoas que gostava ou simplesmente ficar em silêncio (antes de morrer, ele ficou internado nove dias em Campinas).