9973 – Desenvolvimento – Programa Água para Todos


água p todos

Decreto Nº 7.535 de 26 de julho de 2011
Art. 1o Fica instituído o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água – “ÁGUA PARA TODOS”, destinado a promover a universalização do acesso à água em áreas rurais para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar, visando ao pleno desenvolvimento humano e à segurança alimentar e nutricional de famílias em situação de vulnerabilidade social.

água na seca

A iniciativa do Programa Água Para Todos é do Ministério da Integração Nacional, como parte das ações previstas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A finalidade é a de universalizar o acesso ao uso da água a partir do repasse de recursos federais para ações que garantam acesso à água para as comunidades rurais cujos habitantes se encontram em situação de vulnerabilidade social.
A Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará e o Ministério da Integração Nacional vão liberar na segunda-feira (26) recurso para financiar 151 projetos de abastecimento de água do Água para Todos. No total serão investidos R$ 29,1 milhões, e 6.391 famílias serão beneficiadas.
Com os projetos, as famílias terão água de qualidade nas residências e não dependerão mais de outras fontes de abastecimento, segundo o Governo do Estado. “As famílias beneficiadas não precisarão mais carregar latas d’água na cabeça, abastecer suas residências com água de carros pipa, além de diminuir os riscos de contaminação por doenças que tenham como veículo a água”, afirma o coordenador de Programas e Projetos Especiais da SDA, Wanderley Guimarães.

9971 – Cidades Brasileiras – Milagre de São Francisco?


No sertão do nordeste, a aridez sempre rivalizou com o sonho de fazer da caatinga um enorme pomar que tirasse seus habitantes da miséria.
No extremo oeste de Pernambuco e norte da Bahia isso está virando realidade.
Nos anos 60, o Vale do São Francisco ganhou a atenção dos militares, que viram a região como um centro de energia e produção de alimentos. Foi quando começaram os projetos de irrigação com a água do Rio São Francisco. O núcleo da mudança foi Petrolina em Pernambuco. Hoje, em volta dela se cultiva 1 milhão de toneladas de frutas, com safras avaliadas em 1,3 bilhão de dólares. a fruticultura transformou não só a paisagem, mas a vida de 800 mil pessoas que trabalham no setor. Um hectare plantado de uva rende 60 vezes mais que a mesma área destinada á pecuária e emprega 6 vezes mais. nas últimas décadas tem se intensificado a produção de vinhos.
Siamesas, Petrolina e Juazeiro se nutrem da economia da irrigação. Separadas apenas por uma ponte, as 2 cidades crescem juntas. Faltam vagas na rede hoteleira e os voos que operam para lá quase sempre estão lotados, sinal do elevado movimento de investidores e técnicos agrícolas que percorrem os municípios que compõem o chamado perímetro irrigado. A prefeitura de Petrolina investe 1 milhão de reais na implantação de pontos de acesso sem fio e gratuito à Internet. edifícios de luxo são erguidos nas duas margens do Rio São Francisco.

Ilha_do_Fogo_e_Orla_I_-_Petrolina,_Pernambuco(3)

Com o melhor índice de saneamento básico do Nordeste, Petrolina conta com 95% de coleta de esgoto e 100% de tratamento do que é coletado.
Petrolina foi reconhecida como a maior rede hoteleira da região turística do sertão do São Francisco e do Pajeú, contando com 2.115 leitos, distribuídos em 24 hotéis; diversos restaurantes, bares, centros comerciais, hospitais, Universidades e cursos de Turismo em níveis técnico e superior, segundo um estudo de competitividade realizado pelo Ministério do Turismo, Fundação Getúlio Vargas e o Sebrae Nacional.

9754 – Mega Tour – Piscina Natural em João Pessoa


piscina natural

Uma imensidão de água morna e esverdeada, interrompida por manchas mescladas que indicavam as áreas com concentração de corais, onde se escondem pequenos peixes de tons diversos. Sob os pés, areia clara constituída por minúsculas conchas. O silêncio seria total, não fossem as conversas dos pouco mais de 15 turistas que nos acompanhavam no passeio cuja principal atração é o mergulho. O calor não permitia a ninguém ficar dentro do catamarã que nos levou pelo Atlântico. Nem o visual. Quem se arriscaria a perder a chance de explorar tudo que o chamado “Caribe brasileiro” tem a oferecer?
Mergulhar durante cerca de duas horas em uma das piscinas naturais menos exploradas da Paraíba já compensaria pela beleza natural e comércio local, formado por pescadores. Mas há um quê de especial ali que faz a pequena João Pessoa tornar-se referência. A oeste, a cerca de quinhentos metros, fica a famosa Ponta do Seixas, o extremo oriental das Américas, cuja a distância até a África (aproximadamente 3.800 quilômetros) é a menor possível para quem sai do continente. Se é abuso querer avistar terras africanas dali, o passeio do Seixas garante, no mínimo, a sensação de estar em uma das principais rotas do mundo. E onde o sol nasce primeiro.
O caminho até lá não leva mais de meia hora para quem parte do litoral sul da capital paraibana. É possível fazê-lo por meio de uma agência (a maior delas é a Luck), que oferece a comodidade do transporte e pode incluir outros passeios no roteiro (em média, R$65 por pessoa).
Para quem quer gastar menos e ficar livre para escolher aonde ir, a dica é alugar um carro para passar o dia. Mas é preciso se programar. “Preste atenção às fases da lua”, orienta Hector, o guia da Secretaria Municipal de Turismo que nos acompanha até a vila de pescadores, na Praia da Penha, de onde sai o catamarã. O recado, aparentemente banal, logo é compreendido. “Tudo depende da maré. Para dar passeio bom, a lua precisa ser nova ou minguante”, explica.
piscina2

Depois de consultar a natureza para saber se a maré estará baixa – o que pode ser feito pelo site da Capitania dos Portos da Paraíba –, é bom não arriscar e fazer a sua reserva. Ainda pouco conhecido, o transporte até a piscina do Seixas é feito apenas por uma empresa, a Maresia Turismo, e, dependendo do dia, pode ter lotação máxima (cem pessoas).
Outra opção para mergulho é o Picãozinho, arrecife de corais que fica em Tambaú, mais ao centro de João Pessoa. Por causa da intensa exploração, porém, a capacidade das sete embarcações que rumam para lá foi reduzida, tornando o passeio mais caro. “O Seixas está muito mais preservado porque só é frequentado por pescadores que vivem na redondeza e poucos turistas”, conta Leonardo Guedes, biólogo e proprietário da Maresia Turismo.

Preço do passeio:
Aéreo: o trecho SP–João Pessoa – SP tem valor mínimo de R$ 739,30 na Azul; R$ 776,50 na TAM; R$ 793,50 na Avianca; e R$ 857,50 na Gol
Aluguel de carro: diária do modelo básico com quilometragem livre a partir de R$ 58 na Avis; R$ 90 na Montana; e R$ 99,90 na Localiza.

Legado português da capital que cresceu do centro para a orla

Foi às margens do Sanhuá que João Pessoa ganhou vida, lá pelo ano de 1585, quando os portugueses, tentando desviar dos arrecifes (80% do litoral paraibano é tomado por eles), acabaram encontrando no rio uma chance de conquistar território. Por isso, diferentemente das demais capitais nordestinas, a pequena cidade cresceu do centro para a costa, particularidade que ajudou a preservar boa parte de sua natureza litorânea, mais explorada há duas décadas.
Durante algum tempo, turistas não poderão entrar no Hotel Globo, fechado para reforma. Lá, o empolgado professor de história Jorge de Carvalho, que participa do projeto Porto do Capim de revitalização do centro, mostrou a maquete de como deverá ficar a parte mais antiga da cidade daqui a alguns anos.
Patrimônio. Há muito por conhecer pelas ruas de paralelepípedo do centro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Nacional. A passagem por lá foi rápida, mas intensa.
Sob o sol forte, que exige chapéu e protetor solar, fizemos a rota sacra. A começar pelo Centro Cultural São Francisco, criado em 1979. O complexo arquitetônico é formado pela Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio, fundado pelos franciscanos no século 16, mais o claustro, a Capela de São Benedito e a Casa da Oração. Juntos, remontam às obras coloniais portuguesas do período barroco. Vá com guia. Entrada a R$ 4.
Passe pela Igreja e Mosteiro de São Bento, dos séculos 16 ao 18, e caminhe pelo jardim interno da setecentista Igreja Nossa Senhora do Carmo, na simpática Praça do Bispo. Seus azulejos azuis portugueses dão mais charme à construção que, do lado de fora, é acompanhada pela Igreja de Santa Tereza, ao lado direito e, ao lado esquerdo, pelo Palácio do Bispo.

João Pessoa -  PB
João Pessoa – PB

9586 – Nordeste – A triste história do jegue


New York Times

Foi preciso o faro jornalístico do diário americano The New York Times, provavelmente o melhor jornal do mundo, para que o mundo inteiro conhecesse a revolução que silenciosamente ocorreu no Nordeste brasileiro: a decadência do jegue. A publicação americana deslocou um repórter até a cidade de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, para ver de perto o fenômeno, e estampou em suas prestigiosas páginas: “Coitado do jegue, o animal que virou carga”.
Após séculos de serviços prestados, o animal símbolo do Nordeste foi trocado por tratores e jipes como força motriz e meio de transporte. Abandonados pelos donos, os bichos viraram uma praga e já foram banidos de algumas cidades. Guamaré contratou guardas para impedir que eles comam a grama das praças. A prefeitura de Currais Novos foi ainda mais longe e, para impedir o fluxo dos visitantes indesejados, recrutou um “apanhador de jegues” oficial, Francisco de Assis Amaral. Ele laça, toda semana, uma dúzia de animais que, se não reclamados pelos donos, são vendidos nas cidades vizinhas. Com isso, a oferta cresceu e o índice “Dow Jegue” despencou a ponto de – suprema humilhação – o quadrúpede custar menos que uma galinha.
O presidente da associação dos criadores local (que, em inglês, ficou muito sofisticada: Donkey Breeders Association of the Northeast), Fernando Viana Nobre, saiu em defesa dos animais, argumentando que, além de dispensarem combustível e peças de reposição, eles evitam dívidas com os bancos – um dos maiores problemas dos proprietários rurais brasileiros. Fernando também alimenta a esperança de que, com a atual crise de energia, o jegue dê sua “volta por cima” e recupere o antigo status.

9053 – Geografia do Brasil – Por que Teresina é a única capital sem praia no Nordeste?


Só pra reforçar o tema que vimos há alguns capítulos atrás;

A explicação remonta à economia do Brasil Colônia. Enquanto os outros estados nordestinos foram ocupados ao longo do litoral para produzir e exportar açúcar, o Piauí surgiu da expansão da fronteira do gado, encabeçada pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, em 1662. A importância do gado é tamanha que o bumba meu boi nasceu no estado, embora a fama tenha ficado com o vizinho Maranhão.

Essa atividade era voltada não para a exportação, mas para o suprimento de carne-seca, couro e tração animal para o litoral açucareiro. Por isso, o estado cresceu de dentro para fora, ao contrário dos outros da região. Para piorar, a Coroa portuguesa proibiu em 1701 a criação de gado a menos de 10 léguas (60 quilômetros) da costa para não invadir as plantações de cana. Só em 1880 o Piauí ganharia praia, depois de trocar com o Ceará dois municípios por uma faixa de 66 quilômetros de litoral (o Ceará, por sua vez, tem 573 quilômetros).
Teresina a essa altura já era capital do estado havia 28 anos, substituindo a cidade de Oeiras. A localização entre os rios Poti e Parnaíba foi escolhida para escoar a produção do estado, por isso a cidade é conhecida na região como “Mesopotâmia do Nordeste”.

9014 – Região Nordeste – Fortaleza, a capital do Ceará


Panoramica_Fortaleza

Com insignificante porcentagem de estrangeiros, a população nordestina assim se reparte quanto a cor: brancos 50%, mestiços ou pardos 40% e negros 9%.

A cidade de Fortaleza localiza-se na planície costeira em fácil contato com o porto de águas do Atlântico, entre aponta do Mucuripe e a Foz do Rio Ceará. Nasceu em 1611, à sombra do forte de Nossa Senhora do Amparo, que Martim Soares Moreno e seus homens ali ergueram, vindos do Rio Grande do Norte. Somente se tornou vila em 1726, sob o nome de Fortaleza de Nossa SRA da Assunção do Ceará Grande. Passou a categoria de cidade em 1823. SEu rápido crescimento data das últimas décadas.

A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, no nordeste do país, a 2 285 quilômetros de Brasília. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local entre 1649 e 1654. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a palavra em latim “Fortitudine”, que em português significa: “força, valor, coragem”.
Está localizada no litoral Atlântico, com 34 km de praias, a uma altitude média de 21 metros e é centro de um município de 313,8 km² de área e 2 500 194 habitantes, sendo a capital de maior densidade demográfica do país, com 7 815,7 hab/km². É a cidade mais populosa do Ceará, a quinta do Brasil.
É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Seu aeroporto é o Aeroporto Internacional Pinto Martins. A BR-116, a mais importante do país, começa em Fortaleza. Batizada de Loira desposada do Sol, pelos versos do poeta Paula Ney, a cidade é a terra natal dos escritores José de Alencar e Rachel de Queiroz, do humorista Chico Anysio e do ex-presidente Castello Branco. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza, com museus, teatros, cinemas, bibliotecas e planetário.
É a capital brasileira mais próxima da Europa, estando a 5 608 km de Lisboa, em Portugal. É também uma das 12 sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Fortaleza na Pré-História
Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, na Nigéria. O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 000 000 de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas no litoral do Brasil. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado por lá há cerca de 2 000 anos atrás. Até o ano 1000, aproximadamente, a região era habitada pelos índios tapuias. Nessa época, os mesmos foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia.
Antes da colonização portuguesa do Ceará, houve duas passagens de europeus pelo atual litoral de Fortaleza: os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Pinzón chegou a um cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe desembarcou na barra do Rio Ceará, em Fortaleza. Tais descobertas não puderam ser oficializadas devido ao Tratado de Tordesilhas.
O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes às que ocorrem em todo o litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura anual média de 26,5 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga sendo o Parque Ecológico do Cocó a maior área verde da cidade. Seu relevo tem altitude média de 21 metros e o maior rio é o Cocó.
História e Demografia
Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, assim como a busca por melhores condições de emprego e renda. A população de Fortaleza no ano de criação da vila em 1726 é estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado na cidade ocorreu em 1777 (ano de grande seca no Ceará), a mando do Capitão-General José César de Menezes, contabilizando 2.874 pessoas. Em 1808 a população foi estimada em 1.200 pessoas pelo viajantes inglês Henry Koster. Em 1813 o governador Manuel Inácio de Sampaio mandou realizar o primeiro censo em todo o Ceará, que contabilizou em Fortaleza população de 12.810 habitantes. A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que resultou em uma população de 19.264 pessoas. Neste ano embarcaram no porto da cidade para a guerra 1.236 pessoas entre soldados e oficiais.
O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a construção da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia com a economia. Em 1877 outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrarem para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se ainda nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas foram instalados campos de concentração no interior para evitar a chegada de retirantes à capital, contudo bairros de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia, têm seus processos de formação diretamente ligados com as migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade da maior urbe do Ceará.

O maior toboágua do mundo em Fortaleza
O maior toboágua do mundo em Fortaleza

De acordo com um estudo genético de 2011, pardos e brancos de Fortaleza, que constituem a maior parte da população, apresentaram ancestralidade predominante europeia (>70%), com importantes contribuições africana e indígena.
Atualmente, motivados pelo turismo de lazer, grupos de portugueses, italianos, espanhóis e de vários outros países da Europa têm escolhido Fortaleza para morar. No censo de 2000, no Ceará existiam 2.562.27 De acordo com a Polícia Federal existem 8.59128 estrangeiros morando em Fortaleza atualmente, ou seja, houve um crescimento considerável durante a década de 2000.
Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país pela ABAV nos anos de 2004/2005.
Na orla marítima de Fortaleza se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação.
As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias:Praia do Futuro,Praia de Iracema,Barra do Ceará,Praia do Naútico,Praia do Mucuripe,Praia do Meireles entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor caranguejo e o melhor camarão do Brasil.
Ainda há diversos prédios históricos,praças,pontes e parques como:Farol Velho do Mucuripe,Jardim Japonês,Parque do Cocó,Palácio da Abolição,Praça Portugal,Praça do Ferreira,Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção,Passeio Público entre outros.

Muitos Shoppings:

Possui vários shoppings, dentre os quais os maiores são Iguatemi, North Shopping e Aldeota. Del Paseo, Benfica e Via Sul são importantes áreas de comércio e entretenimento.

Maraponga Mart Moda
North Shopping
North Shopping Montese
Reserva Open Mall
Salinas Casa Shopping
Shopping Aldeota
Shopping Avenida
Shopping Benfica
Shopping Center Um
Shopping Del Paseo
Shopping Fortaleza Sul
Shopping Iguatemi
Shopping Pátio Dom Luís
Via Sul Shopping
Shoppings em construção:
North Shopping Jóquei
Shopping Pagangaba
Shopping Rio Mar

Avenida_Beira_Mar_-_Fortaleza-_1980_

A primeira planta de Fortaleza, datada do ano de 1726, é atribuída ao capitão-mor Manuel Francês. No desenho é notável a forca, o pelourinho, o forte e a igreja. O português Antônio José da Silva Paulet fez o primeiro desenho do que seria a atual configuração das ruas do Centro em 1818. Foi ele também o arquiteto da reforma da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, iniciada em 1812 e concluída em 1821.
Em 1859 o arquiteto pernambucano Adolfo Herbster fez a primeira planta detalhada e precisa de Fortaleza. Na planta de 1875 ele esboça a continuação de ruas e avenidas para a expansão da cidade. Os bulevares que circundam o Centro formam a principal característica desta planta: atuais avenidas Duque de Caxias, Dom Manuel e Imperador. Herbster consolidou o plano de Paulet de organizar o traçado das ruas em xadrez, que continua sendo a principal característica das expansões que se seguiram.

Socio-Economia
Fortaleza alcançou uma virtual universalização do acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Em 2010, esses serviços estavam disponíveis, respectivamente, para 98,70%, 99,75% e 98,59% dos moradores, frente a 70,66%, 96,19% e 84,54% em 1991.
Embora tenha caído ao longo dos anos 2000, a desigualdade de renda continua marcante em Fortaleza, com um Índice de Gini de 0,61. Em 2010, os 20% mais pobres da cidade detinham apenas 2,83% da renda total. Ampliando-se o espectro para os 80% menos ricos, possuíam apenas 33,4% do total. Por sua vez, 3,36% dos habitantes permaneciam na pobreza extrema e 12,14% na pobreza, significativo progresso em relação a 1991, quando esses índices eram de 15,25% e 38,97%.
Fortaleza tradicionalmente não era uma das capitais mais violentas do país, mas a criminalidade, aferida através do número de homicídios, tem crescido vertiginosamente na cidade, conforme o Mapa da Violência 2013 realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Em 2001, 609 pessoas haviam sido assassinadas em Fortaleza, com uma taxa por 100.000 habitantes de 27,9 homicídios. Em 2011, o número de assassinados subiu 119,5%, para 1.337, fazendo o índice de homicídios elevar-se para 54,0 por 100 mil habitantes, um acréscimo de 93,6% em uma década. Com a rápida expansão da violência na capital, muito superior à média das capitais nordestinas (+54,3%) e das brasileiras (-21,7%), Fortaleza saltou do 19º lugar no ranking das taxas de homicídios das capitais brasileiras, em 1999, para o 8º lugar em 2011.

Bairro Aldeota
Bairro Aldeota

Educação, Ciência e Tecnologia
Em 2010, os níveis de educação da população fortalezense ainda eram medianos, não obstante o grande avanço no seu IDH-Educação, que passou de 0,367 para 0,695 entre 1991 e 2010. Conforme os dados de desenvolvimento humano de 2010, os níveis de escolarização da população de Fortaleza se dividiam como segue: 16,5% tinham ensino fundamental completo; 32,2%, ensino médio completo; 13,7%, ensino superior completo; porém 8,6% permaneciam analfabetos e 29,0% em outras situações. O fortalezense médio tinha 10,04 de anos esperados de estudo, um pouco mais que a média cearense (9,82).
Em Fortaleza existem várias instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a FUNCAP, FUNCEME, ROEN – o maior radiotelescópio do Brasil e a Embrapa – Agroindústria Tropical, dentre outras. O campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará, é um dos lugares que mais concentra instalações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em Fortaleza, incluindo a Embrapa, Nutec, Padetec, e vários laboratórios e cursos das áreas de tecnologia, como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR. No bairro Cidade dos Funcionários também existe outro polo de desenvolvimento tecnológico voltado para a tecnologia da informação, abrigando o Insoft e o Instituto Atlântico e a sede da FUNCAP. A sede da divisão regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para o Norte e o Nordeste fica na capital cearense. A formação de mestres e doutores conta com 95 cursos, sendo 23 de doutorado, todos aprovados pela CAPES.
Fortaleza é um importante centro educacional tanto no ensino médio como no superior, não só do estado do Ceará, mas também da porção Norte e Nordeste do País. A cidade é sede ainda de duas importantes escolas de ensino médio federais: IFCE (Antigo CEFET-CE), Colégio Militar de Fortaleza, instituições bem avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio. Outra importante instituição de ensino público é o Liceu do Ceará, colégio mais antigo do estado, que é uma das bases para o ensino médio profissionalizante do Governo do Estado. O número de matriculados no ensino fundamental em 2006 foi 419.493 e no ensino médio foi 143.743.52 Outras escolas também se destacam no cenário nacional como grandes “doadoras” de alunos para as mais difíceis universidades do país, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia. São elas: Colégio Batista Santos Dumont, Farias Brito, 7 de setembro, Ari de Sá Cavalcante, Colégio Christus, Colégio Santa Cecilia, dentre outros.

8954 – Sócio-Economia – O Crescimento econômico do Nordeste brasileiro


Entre os anos 2006 e 2011, o PIB do Nordeste brasileiro teve crescimento de 4,4%, com indicadores de renda com alta acima da média nacional. Durante décadas, a região Nordeste era classificada como a pior no quesito de crescimento econômico regional no Brasil.
Porém, a partir de meados dos anos 2000, a região Nordeste tem registrado aumento da renda e do ganho real do salário mínimo, e sendo diretamente beneficiada por políticas sociais de transferência de renda que ajudaram a recuperar a situação socioeconômica de pessoas que viviam na extrema pobreza. Nos anos 2010, a região aprofundou suas condições de atração de investimentos, avanços na educação e aumento do consumo e da geração de emprego.
Especialistas em economia creditam esses avanços à ampliação da renda proveniente das aposentarias, do ganho real do salário mínimo e do programa Bolsa-Família. Considerando o ranking nacional com os cinco estados com maior número de beneficiários do Bolsa-Família, três estados são do Nordeste.
Os três estados são a Bahia, que ocupa a primeira posição, com 1,753 milhão de beneficiários; o estado de Pernambuco está em quarto lugar com 1,116 milhão de beneficiários; e o Ceará, que ocupa a quinta colocação, com 1,077 milhão. Completando a lista nacional, dois estados da região Sudeste aparecem na segunda e terceira posição, São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.
A seca ocorrida no Nordeste entre 2011 e 2013, apresentou nível de intensidade similar à da seca ocorrida entre os anos 1982 e 1984. A seca atingiu cerca de 10 milhões de pessoas que vivem em 1.300 municípios. Porém, nos anos 1980, ocorriam frequentes saques aos supermercados locais, migração de trabalhadores e deslocamentos de flagelados.
Essas movimentações negativas não ocorreram perante à seca verificada recentemente, nem ao menos testemunhamos campanhas na televisão para arrecadar alimentos não perecíveis para as vítimas da seca nordestina. Graças à existência do programa Bolsa-Família do Governo Federal, as famílias não necessitaram buscar trabalho em outras cidades e estados, nem saquear supermercados locais, pois o valor mensal concedido pelo programa do governo garantiu acesso à alimentação e aos artigos básicos, principalmente, para as famílias do semiárido nordestino.
Sem a necessidade de ampliar o plantio de culturas sobre áreas de encostas para tentar ampliar a produção de alimentos para subsistência, a vegetação da Caatinga conseguiu se recuperar, mais notadamente, em regiões situadas na fronteira entre os estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco. Podemos considerar que programas de transferência de renda, além de garantir o alimento para famílias vulneráveis à seca, permite a recuperação do meio ambiente e a segurança social, conseguindo impulsionar o consumo e a geração de emprego em toda a região nordestina.

8914 – Geografia – Recife, a capital de Pernambuco


Praia da Boa Viagem
Praia da Boa Viagem

Situa-se na confluência dos rios Capibaribe e Beberibe, defendida do mar por uma linha de recifes que se alonga por 4 km. Acenta-se na planície costeira em parte, com os manguezais. Tendo surgido no século 16 como simples porto de pescadores, viveu modestamente por cerca de 1 século, ofuscada pelo brilho de Olinda durante a ocupação dos holandeses, porém, se transformou na capital dos invasores (1630-54) e foi construída sob novas bases, recebendo o nome de Cidade Maurícia, passando a ocupar o 1° posto. Vila em 1709, cidade em 1823, acabou por impor-se como centro da verdadeira aristocracia rural, representada pelos senhores do engenho.
Com uma área de aproximadamente 217km2, está localizado às margens do oceano Atlântico, e possui uma população de 1 599 514 pessoas. É sede da Região Metropolitana do Recife, a maior aglomeração urbana do Norte-Nordeste e quinta maior do Brasil, com 3,7 milhões de habitantes, além de terceira metrópole mais densamente habitada do país, superada apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, e quarta maior rede urbana do Brasil em população.
Metrópole mais rica do Norte-Nordeste em PIB PPC, o Recife desempenha um forte papel centralizador em seu estado e região, abrigando grande número de sedes regionais e nacionais de instituições e empresas públicas e privadas, como o Comando Militar do Nordeste, a SUDENE, a Eletrobras Chesf, o TRF da 5ª Região, o Cindacta III, o II COMAR, a SRNE Infraero, a TV Globo Nordeste, a Queiroz Galvão, entre outras, além de possuir o maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sendo inclusive a única cidade, com exceção de São Paulo e do Rio de Janeiro, que tem consulado dos Estados Unidos. O Grande Recife é classificado pelo IBGE como uma metrópole nacional, e inclui, além da capital pernambucana, mais 13 cidades, concentrando 65 por cento do produto interno bruto estadual. Sua área de influência abrange outras capitais, como João Pessoa, Maceió, Natal e Aracaju.
A cidade do Recife foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo. Apenas cinco cidades brasileiras entraram na lista, tendo o Recife recebido a quarta posição, após São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e à frente de Curitiba.
A cidade destaca-se por possuir o maior parque tecnológico do Brasil, o Porto Digital; o segundo maior polo médico do Brasil; o melhor aeroporto do Brasil, o Aeroporto Internacional do Recife; os dois maiores shopping centers do Brasil fora do estado de São Paulo, o RioMar Shopping e o Shopping Recife; a melhor universidade do Norte-Nordeste, a Universidade Federal de Pernambuco; o maior PIB per capita e o maior rendimento per capita entre as capitais da Região Nordeste; o nono maior número de arranha-céus das Américas, superada apenas por Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro, Toronto, Buenos Aires, Cidade do México, Chicago e Caracas; uma forte indústria de construção civil; e sua região metropolitana, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, que abriga o melhor porto do Brasil, o maior estaleiro do Hemisfério Sul, entre outros empreendimentos.
O nome “Recife” provém da palavra “arrecife”, grande barreira rochosa de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa, formando piscinas naturais. O termo “arrecife” vem de “al-raçif”, que em árabe significa “calçada”, ou seja, a calçada do mar.
Geralmente, o nome do município dentro de frases é antecedido de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro “O Recife, sim! Recife, não!”, em 1960.
O Recife possui algumas áreas de Mata Atlântica no seu território. Entre elas estão:
Parque Dois Irmãos: O maior parque do município.84 Além de parque, é horto, jardim botânico e zoológico e reserva ambiental. Como um parque, Dois Irmãos oferece uma variedade de diversões e lazer para adultos e crianças incentivando o interesse em conservação do ambiente. Um exemplo são desenhos de um elefante, um camelo, um hipopótamo, uma capivara e um macaco, para que as pessoas possam comparar sua altura com a de um desses animais. No fim do parque, entre o fim do zoológico e o começo da reserva ambiental, há um parque para crianças que recria o cenário de uma pequena vila. De seus 384,42 hectares, o Parque Dois Irmãos apresenta 350,10 hectares de reserva ambiental. O parque e a reserva são separados por arames, e os animais mantidos na reserva não podem ser mantidos em cativeiro pelo zoológico. De terça a sexta-feira, a partir das 5h30min da manhã, os guias do parque oferecem trilhas ambientais pela mata atlântica, abertas ao público.
Segundo dados do Censo Brasileiro de 2010 do IBGE, o Recife possui 1.537.704 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.180,23 hab./km².
A Região Metropolitana do Recife foi criada no dia 8 de junho de 1973. Atualmente é constituída por 14 municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Igarassu, Abreu e Lima, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata, Araçoiaba, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Moreno e Itapissuma.
A metrópole pernambucana apresenta-se como a mais populosa da Região Nordeste e a quinta maior do Brasil, além de ser a terceira mais densamente habitada do país, superada apenas por São Paulo e Rio de Janeiro.

Recife porto digital

A cidade é considerada um dos mais importantes polos de tecnologias da informação do país. O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Accenture, Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, gerando três mil empregos e participando com 3,5% no PIB do Estado de Pernambuco.
O Recife conta com importantes universidades públicas e privadas, sendo a UFPE a única universidade do Norte-Nordeste entre as dez melhores do Brasil segundo o Ranking Universitário Folha, na 10º posição.
O Recife também conta com uma Universidade Católica, a Universidade Católica de Pernambuco, que é o maior complexo de Ensino Jesuíta do Brasil, sendo também a única universidade da Ordem dos Jesuítas no Norte-Nordeste do país. A UNICAP é reconhecida nacionalmente por seu pioneirismo no ensino do Jornalismo, da Fonoaudiologia e da Psicologia no Nordeste. O curso de Direito da UNICAP é o mais conceituado e reconhecido curso jurídico de uma instituição particular no Norte-Nordeste, atrás apenas do curso da também recifense Faculdade de Direito da UFPE. Tanto o curso de Direito da UFPE quanto o da UNICAP possuem o “Selo OAB Recomenda”, que certificou 89 cursos jurídicos no Brasil. A UNICAP também é responsável por diversas pesquisas em Ciências Ambientais e Arqueológicas no Estado de Pernambuco, possuindo em seu campus no bairro da Soledade um Museu dedicado à Arqueologia.

Bairro_do_Pina_-_Recife

Os maiores times do Recife possuem estádios próprios. O maior estádio construído é o Estádio do Arruda, pertencente ao Santa Cruz. Destaque ainda para a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport, e para o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico. Um novo e moderno estádio está sendo construído em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, para a Copa do Mundo de 2014. A Arena Pernambuco terá em seu entorno a Cidade da Copa, primeira cidade inteligente da América Latina, e seu mandante será o Clube Náutico Capibaribe.

Ilha_do_Retiro_-_Parque_Aquático_Adolfo_Teixeira

8116 – Geografia – O Agreste


A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana
A maior e mais desenvolvida cidade do agreste, a minha querida Feira de Santana

Designa uma área na Região Nordeste do Brasil de transição entre a Zona da Mata e o Sertão, que se estende por uma vasta área dos estados brasileiros da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A área ocupada pelo Agreste situa-se numa estreita faixa, paralela à costa. Possui como características principais solos profundos (latossolos e argissolos), com relevo extremamente variável, associados a solos rasos (litossolos), solos relativamente férteis, vegetação variável com predominância de vegetação caducifólia (decídua). É uma área sujeita a secas, cuja precipitação pluviométrica varia entre 300 e 1200 mm/ano, oscilando predominantemente entre 700 e 800 mm/ano. Possui 4 pólos principais: Campina Grande (principal do Agreste Setentrional), Caruaru (principal do Agreste Central), Arapiraca (principal do Agreste Centro-Meridional) e Feira de Santana (principal do Agreste Meridional, mas segue outro padrão de relevo não-Borborêmico e portanto diverge bastante das demais já anteriormente citadas, parecendo até mesmo outra região).
Possui solo essencialmente pedregoso, rios intermitentes (temporários), vegetação rala e tamanho pequeno (mirtáceas, combretáceas, leguminosas e cactáceas). Tecnicamente o agreste junto ao sertão compõem o ecossistema denominado caatinga.
Possui, por ser marcadamente terreno de transição, áreas onde há maior umidade, os brejos. O principal acidente geográfico da região é o planalto da Borborema, que apresenta vegetação tropical e florestada,consorciada com o clima úmido nas áreas altas e região da encosta leste, e vegetação de caatinga,consorciada com o clima semi-árido e seco, nas áreas baixas ao centro e oeste do planalto.
A estrutura fundiária do Agreste é basicamente formada por pequenas e médias propriedades onde se pratica a policultura, frequentemente associada à pecuária extensiva e bacia leiteira. Por estar fora da região de influência litorânea, predominando no interior nordestino, está sujeita às estiagens cíclicas, de forma que boa parte da população aí existente depende essencialmente do regime de chuvas, que são irregulares e rios temporários.
A Associação Plantas do Nordeste (APNE), entidade não-governamental com parceria dos Jardins Botânicos Reais de Kew, da Inglaterra, e do CNPq, tem desenvolvido estudos visando um aproveitamento sustentável da flora local, bem como seu estudo e preservação.
Por causa da densidade demográfica e da estrutura fundiária com tendência ao minifúndio, o Agreste constitui uma área em que a pressão sobre a terra é bastante forte (pediplanação). Esse problema é grave e acaba acarretando migrações para o Sudeste.
O Agreste possui os maiores festivais de São João do Mundo, se destacando o de Campina Grande e Caruaru. Estes festivais se centram na figura do milho, que é o único dos grandes cereais nativo da América e base alimentar dos Incas (a maior das civilizações sulamericanas autóctones). Etno-culturalmente o agreste está mais próximo a cultura e etnografia sertaneja que a do litoral da zona da mata; principalmente o Agreste Setentrional, vizinho a zona da Mata Setentrional.
O Agreste é a única sub-região nordestina que não sedia nenhuma capital, porém abriga pólos importantes, sendo as principais cidades: Feira de Santana na Bahia (maior e mais rica cidade do agreste e tambem sede da maior região metropolitana desta sub região, a Região Metropolitana de Feira de Santana),Campina Grande, na Paraíba, Caruaru em Pernambuco e Arapiraca em Alagoas. Sua densidade populacional é a segunda maior entre as zonas geográficas nordestinas, superada apenas pela Zona da Mata. Os únicos estados agrestinos sem cidades expressivas são o RN e SE, justamente onde o Agreste atinge suas menores áreas e densidades demográficas/populações absolutas.
No agreste predominam grandes propriedades rurais onde se desenvolvem a Policultura ( cultivo de diversos tipos de plantas ) e a pecuária leiteira.Seus produtos abastecem o maior mercado consumidor do nordeste – a zona da mata.O agreste é uma areá de transição entre a zona da mata de clima e úmido, e o sertão, de clima semiarido.