13.415 – Qual a maneira correta de descartar medicamentos vencidos?


remedios-vencidos-720x419
Remédios vencidos não devem ser descartados diretamente no lixo comum. Como são produtos químicos, eles podem causar impacto ambiental, principalmente se entrarem em contato com recursos hídricos.
Quando o remédio vencido está na farmácia, o próprio estabelecimento é o responsável. Ele tem que dar a destinação correta ao lixo que produz, incluindo equipamentos ambulatoriais como seringas e agulhas, além dos remédios com prazo de validade vencido.

Saiba mais sobre esse assunto, na matéria Resíduos hospitalares
A medida está regulamentada na resolução 306 desde 2004 pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela prevê que cada farmácia deverá ter um Plano de Gerenciamento de Resíduos, especificando onde o material será depositado e que empresa fará o transporte deste material. Tanto o transporte como a destinação devem ser realizados por empresas licenciadas nos órgãos ambientais estaduais competentes.
A resolução da ANVISA divide as categorias de resíduos em quatro grupos que possuem destinações distintas, podendo ser aterradas no solo ou incineradas, dependendo do perigo que oferecem.
Medicamentos em estado sólido, como drágeas e pastilhas, podem ser depositados em aterros sanitários cadastrados para esse fim, após o vencimento. Se o medicamento estiver em estado líquido, deverá passar por um processo de solidificação para evitar contaminação de solos e lençóis freáticos. Em caso de substância inflamável, o produto deve ser incinerado em um centro de tratamento de resíduos autorizado.

Remédios em casa
Quem tiver remédios vencidos na farmacinha de casa deve procurar a Vigilância Sanitária municipal para dar destino adequado ao resíduo. A medida é importante para evitar casos de contaminação por medicamentos, em especial por parte de crianças, além de inibir a automedicação fora do prazo de prescrição de um remédio.
Como o Brasil é um país gigantesco, é inviável publicar uma lista de locais para coleta, mas todo município é responsável pelo gerenciamento de resíduos, portanto você pode e deve contar com sua prefeitura para isso. Se quiser pesquisar sobre a área de saúde do seu município, pode usar nossa área de buscas.
Se você joga no lixo comum ou no vaso sanitário, veja o perigo que está propagando, na matéria Nas águas, os medicamentos se convertem em veneno

Dicas:
Conserve medicamentos e bulas em suas embalagens originais.
Você tem algum medicamento em casa que não vai mais utilizar? Doe! Existem postos de coleta que recolhem medicamentos e os repassam a quem precisa. Vá a um posto de saúde e se informe, ou pesquise em nossa área de buscas.
Muitas pessoas não tem condições financeiras de comprar remédios. Não faz sentido você guardar os seus sem uso na gaveta até estragarem.
Medicamentos devem ser guardados longe da luz, umidade e do calor. Leia as embalagens com atenção: elas devem conter as condições indicadas de armazenagem e conservação.
Remédios, xampus, cremes, produtos de limpeza, inseticidas, graxas de sapato e produtos similares devem sempre estar fora do alcance de crianças e animais.
Não utilize medicamentos após o término do tratamento. Observe a data de validade antes de comprá-los e calcule o tempo de uso.
Caixas de remédio, bulas e cartelas de alumínio e plástico são materiais recicláveis e podem ser destinados para a coleta seletiva, desde que limpos e separados dos medicamentos.

13.414 – Economia – Indústria da reciclagem se Recupera da Recessão


reciclagem

A crise financeira de 2008 “afetou, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa” o setor de reciclagem de metais, que representa entre 70% e 80% do total de materiais reciclados no mundo, admitiu o sueco Grufman, que participa na convenção anual do BIR, celebrada em Miami, Flórida (sudeste dos Estados Unidos).
A compra de ferro-velho e restos de aço foi, em 2008, de 335 milhões de toneladas, para um ano depois cair para 265 milhões. Em seguida, foi subindo sutilmente até se situar em 375 milhões de toneladas em 2013, segundo cifras do BIR, com sede em Bruxelas.
“Estou certo de que nossa indústria em dez anos terá superado o nível que tinha antes da crise”, disse Grufman.
Quanto à América Latina, o presidente do BIR disse que, com exceção do Brasil, que “se situa quase no mesmo nível dos Estados Unidos e desenvolve rapidamente sua indústria da reciclagem”, a região está muito atrasada.
“Não há desenvolvimento técnico, não há demanda de material reciclado”, disse.
O especialista reforçou que a indústria de coleta de lixo “tende a ser um pouco corrupta” na região.
Esta realidade é algo “do que nossos amigos na América Latina devem se distanciar porque está atrapalhando uma indústria da reciclagem limpa e racional”, disse.
Apenas 60 dos membros do BIR são latino-americanos, a maioria, brasileiros.
Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano. Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.
Áustria1. Desperdício não tem vez aqui
(E-magic/Flickr)São Paulo – Segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente, a taxa de reciclagem dos países europeus aumentou 21% entre 2001 e 2010. Atualmente, 35% de todo o lixo gerado nas cidades ganha vida nova e ainda gera receita: a boa gestão de resíduos sólidos da União Europeia já rende 1% do PIB do bloco. Na ponta do lápis, trata-se de um mercado que emprega 2 milhões de pessoas e rende 145 bilhões de euros por ano. Mas muitos países ainda precisam ir além, a fim de atender as metas mandatórias ambiciosas do bloco, que determinam uma taxa de reciclagem de lixo urbano de 50% até 2020. Cinco deles já chegaram lá. Na Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda e Suíça, a vontade política e a participação civil deram um novo valor ao lixo. Exemplos que devem inspirar o Brasil, que recicla apenas 13% de seus resíduos urbanos.

Áustria

Lixo produzido por pessoa/ano: 591 kg

Taxa de reciclagem em 2001: 57.3%

Taxa de reciclagem em 2010: 62,8 %

Crescimento: 5,5%

viena2

13.167 – Escritório japonês constrói edifício com material descartado


escritorio reciclado
Uma janela de oito metros foi feita com janelas de casas abandonadas e ajuda, junto com o pé direito alto, a refrescar o ambiente durante o verão. Outros materiais foram reutilizados, como baús e equipamentos agrícolas encontrados nos centros de reciclagem. Garrafas vazias se transformaram em lustres, jornais em papel de parede, e o exterior da casa foi revestido com cedro localmente produzido e colorido com tinta de origem natural – várias improvisações criativas visando desperdício zero.
A cidade japonesa Kamikatsu também se sentiu inspirada pela iniciativa e o projeto de arquitetura de baixo custo, que atingiu uma taxa de 80% de reciclagem, visa contribuir para a criação de um sistema social sustentável.

12.692 – Golpe na Reciclagem – Homem entrega 10 mil latinhas para reciclagem


latinhas_reciclagem_0
Reciclar pode dar dinheiro, ao menos se você for residente do estado de Michigan, nos Estados Unidos. Lá, cada lata de alumínio ou garrafa de plástico ou de vidro que é entregue para reciclagem vale 10 centavos de dólar. Michigan não é o único estado com essa prática, mas é o que paga melhor. E, com isso, a lei que tenta estimular práticas eco-friendly se torna alvo das maiores picaretagens.
Tentando se aproveitar da recompensa, Brian Everidge, de 44 anos, bolou um plano quase perfeito. Foi até Kentucky, o estado vizinho, que não paga nada pelo retorno de embalagens recicláveis, carregou um caminhão com 10 mil latas de alumínio e voltou a Michigan, pronto para receber US$ 1.000 com a sua “encomenda”.
A prática é ilegal: o retorno de 10 centavos por embalagem só vale para bebidas compradas dentro do estado, e tentar trazer lixo reciclável de propósito para tentar lucrar dá cadeia.
A gravidade da punição depende da quantidade de embalagens trazidas. Até 25 unidades, não é crime. Entre 25 e 100, a multa é de US$ 100. Entre 100 e 10 mil, a pena máxima é de 93 dias na prisão e/ou uma multa de US$ 1 mil. Já Everidge está sendo processado na classificação máxima do “esquema da reciclagem”: ele arrisca ser preso por até 5 anos ou receber uma multa de U$ 5 mil, cinco vezes o que ganharia com o golpe.
Na maioria das vezes, os estabelecimentos que recebem as embalagens não perguntam de onde elas vêm. O problema com o plano de Everidge foi outro: um pé muito pesado no acelerador. Com um caminhão tão pesado, ele só poderia chegar a 96 km/h na estrada, mas foi parado pela polícia rodoviária correndo a 115 km/h.
A surpresa do guarda, que testemunhou na audiência do pilantra, foi abrir o caminhão e encontrar sacos gigantescos lotados com latas de alumínio. Segundo seu depoimento, o motorista lotou o caminhão o máximo que pode – não tinha espaço nem para mais 5 latinhas, segundo avaliou o policial.
A ideia de lucrar em cima dos retornos ecológicos de Michigan não é nem um pouco original – pelo contrário, a série de comédia Seinfeld tem um episódio chamado “O Depósito das Garrafas”, em que os personagens traçam exatamente o mesmo plano.
Nem na ficção o esquema foi para frente – os personagens desistem quando percebem que o preço da gasolina para chegar até Michigan vai ser mais alto do que iriam faturar com os recicláveis. A trama foi ao ar 20 anos atrás – não dá para dizer que Everidge estava desavisado.

12.414 – Energia – Uma bateria nada convencional para carregar o seu celular


Bateria_feita_de_xixi_pode_carregar_seu_celular_0
Cientistas na Inglaterra desenvolveram uma tecnologia capaz de transformar urina em energia elétrica. A célula de combustível movida a xixi não gera gases poluentes e é muito barata – custa 2 libras esterlinas, aproximadamente 10 reais.
A criação dos pesquisadores utiliza bactérias para gerar energia a partir de matéria orgânica. Quando respiram, as bactérias oxidam moléculas orgânicas e movimentam elétrons. É nessa movimentação que está o potencial para gerar energia elétrica – o truque é coletar os elétrons durante a respiração das bactérias.
Esse modelo já é bastante conhecido na ciência, mas seu uso era limitado porque a tensão e a corrente elétrica geradas eram muito baixas. São esses os limites que os cientistas da Universidade de Bath estão tentando ultrapassar.
A urina passa pelo interior do mecanismo para que a reação química aconteça. O processo praticamente não gera lixo residual, ao contrário da maioria das formas de gerar energia elétrica. Além disso, o novo modelo é menor, mais poderoso e mais barato que a maioria das células de combustível que utilizam microorganismos.
A maioria desses modelos que procuram gerar energia através de microoganismos usa platina como catalisador da reação química que acontece na célula. Já a nova “bateria” usa um composto derivado de glucose e da albumina, proteína do ovo – dois ingredientes baratos e renováveis.
Cada unidade da célula é um cubo de 2,5 cm de lado. Se essas unidades são conectadas, a energia gerada vai aumentando proporcionalmente. Um metro cúbico dessas células é capaz de gerar 2 Watts de energia, potência suficiente para carregar um celular, por exemplo, só usando xixi.
É claro que essa quantidade nem se compara à gerada em usinas hidrelétricas ou até paineis solares, mas os pesquisadores acreditam que, aperfeiçoando o design da células, vão conseguir aumentar ainda mais a potência gerada.
Para os autores, um dos usos potenciais da tecnologia é levar energia elétrica para regiões em que o sistema de cabos de transmissão de energia ainda não chegou. Eles esperam conseguir melhorar a tecnologia a ponto de revolucionar a produção de energia, com o uso de materiais considerados “lixo” mas que são produzidos o tempo todo, como a urina.

12.310 – Ambiente – Bactéria que come garrafa PET


bacteia pet
Pesquisadores no Japão descobriram uma bactéria que é capaz de comer o plástico PET, largamente utilizado em embalagens, especialmente em garrafas.
Além do potencial uso para resolver os sérios problemas ambientais causados pelo acúmulo desse plástico na natureza, a pesquisa pode ajudar a entender a evolução natural das bactérias.
A equipe de dez cientistas, liderada por Kohei Oda, do Instituto de Tecnologia de Kyoto, coletou, em uma usina de reciclagem em Osaka, 250 amostras de sedimentos, águas residuais ou solo contaminadas por PET.
Eles então fizeram uma triagem para descobrir microrganismos capazes de usar o plástico como uma fonte de carbono para crescimento.
Uma das amostras de sedimento, a “número 46”, continha um “consórcio microbiano” –de vários tipos de germes, como bactérias, protozoários, células semelhantes a leveduras– capaz de se fixar em um filme fino de PET e degradá-lo, literalmente esburacando o filme.
Usando diluições dessa amostra, foi possível isolar a responsável pelo buraco, a Ideonella sakaiensis –a primeira bactéria sabidamente capaz disso. Os resultados estão na revista “Science”.
A bactéria age de modo bem simples, empregando apenas duas enzimas: uma que age na superfície do PET e outra que termina a “digestão” dentro do micróbio. Enzimas são substâncias orgânicas capazes de acelerar reações químicas, convertendo uma substância, o chamado substrato, em uma outra, o produto.
Segundo Oda e seus colegas, “Por acharem que a capacidade de digerir enzimaticamente o PET estava limitada a algumas espécies de fungos, a biodegradação ainda não era uma estratégia ambiental viável”.
A descoberta da bactéria, portanto, abre a possibilidade de uma nova estratégia para lidar com o problema, ainda mais porque ela mostrou atividade mais eficaz do que os poucos fungos conhecidos com ação semelhante.
O PET leva centenas de anos para ser degradado naturalmente. Cerca de 56 milhões de toneladas de PET foram produzidas só em 2013, o que resultou na acumulação de PET em ecossistemas de todo o mundo.

PESQUISA
Uma equipe de pesquisadores no Japão descobriu uma rara bactéria capaz de consumir PET, pra isso usando apenas duas enzimas

REAÇÃO
Enzimas são substâncias orgânicas capazes de catalisar reações químicas, convertendo uma substância, o substrato, em outra, o produto

VORACIDADE
A bactéria foi batizada Ideonella sakaiensis 201-F6. A uma temperatura de 30 graus, ela quase terminou de consumir um pedaço de PET em 6 semanas

‘PETASE’
Ela age grudando na superfície de PET e liberando uma enzima, a PETase. O produto é um ácido, conhecido pela sigla MHET, que a bactéria captura

CARBONO
Dentro da bactéria, outra enzima, a MHET hidrolase, transforma o ácido em dois subprodutos, que servem de fonte de carbono para seu crescimento

OCEANOS
Embalagens e garrafas de plástico feitas de PET (sigla para polietileno tereftalato) são amplamente usadas pela sua praticidade, mas tornaram-se um problema ambiental sério em todo o planeta, especialmente nos oceanos. O PET leva centenas de anos para ser degradado na natureza

12.141 – Ecologia – Adidas imprime tênis em 3D com lixo marítimo


A Adidas anunciou uma parceria com a Parley for the Oceans, uma organização que incentiva a remoção de lixo dos mares, e criou um tênis impresso em 3D usando plástico encontrado no mar na confecção. A novidade foi anunciada durante um dos painéis da COP21, Conferência do Clima da ONU.
Na visão da empresa alemã, a iniciativa mostra como ainda é possível estabelecer novos padrões para a indústria de calçados.
O protótipo é baseado no modelo chamado Futurecraft 3D, apresentado neste ano, que também é um produto que pode ser impresso em 3D. A Adidas não tem planos de comercializar o tênis feito com lixo marítimo.
Como escreve o The Verge, apesar de ser um modelo interessante de fabricação, o plástico, em si, ainda é um material poluente e, portanto, causa danos ao meio ambiente, seja na forma de um tênis ou em qualquer outra.

11.606 – Cidade holandesa será a primeira do mundo com uma estrada feita com plástico reciclado


estrada-plastico-reciclado-
A Holanda pode se tornar o primeiro país do mundo a pavimentar suas ruas com garrafas plásticas, após a prefeitura da cidade de Roterdã afirmar que está considerando implantar um novo tipo de cobertura para suas ruas, considerado por seus criadores como uma alternativa mais sustentável ao asfalto.
A empresa VolkerWessels apresentou os planos para uma superfície feita inteiramente com plástico reciclável, que precisaria de menos manutenção do que o asfalto e poderia aguentar grandes variações de temperatura, entre -40ºC e 80ºC.
As estradas poderiam ser construídas em questão de semanas, ao invés de meses, e durar três vezes mais, segundo seus inventores.
A produção de asfalto é responsável pela emissão de 1,6 milhão de toneladas de CO2 por ano no mundo todo, quase 2% de toda poluição gerada nas estradas e ruas do planeta.
“O plástico oferece todos os tipos de vantagem, comparando-se ao modo como as ruas e estradas são feitos atualmente, tanto na construção das ruas como na manutenção delas”, afirma Rolf Mars, executivo da VolkerWessels.
As estradas de plástico são mais leves, reduzindo o impacto no solo, e ocas, tornando mais simples a instalação de cabos e encanamentos embaixo da superfície.
Cada pedaço de estrada pode ser pré-moldado em uma fábrica e transportado até onde eles serão instalados, reduzindo o transtorno causado pela construção de estradas. Ou seja: menos congestionamento por causa das obras na pista.
Mars afirma que o projeto PlasticRoad ainda está em um estágio conceitual, mas a empresa espera conseguir construir a primeira estrada completamente reciclada em até três anos. A cidade de Roterdã já assinou um acordo para realizar o primeiro teste da tecnologia.

10.961 – Planeta Verde – Até no deserto funciona


Planeta Verde

O estado americano da Califórnia atravessa uma seca há quatro anos. Em fevereiro, o governador Jerry Brown declarou estado de emergência e pediu à população uma redução voluntária de 20% no consumo de água. Desde então, as ações da American Water Works, a principal companhia de água do estado, subiram 25%. Uma das razões é a percepção dos investidores de que a companhia sabe reagir a cenários de crise.
Além de distribuir hidrômetros e fazer a troca gratuita de torneiras, a American Water faz um programa intensivo de conscientização. Qualquer morador pode solicitar a visita de um especialista, que passará o dia, de graça, identificando como é possível reduzir o consumo em uma casa ou escritório. A diferença em relação ao Brasil também é regulatória. Na Califórnia, quando o volume de reservas cai, automaticamente o aumento de consumo é taxado. Quem desperdiça paga 500 dólares por dia de multa. Na Coreia do Sul, uma tecnologia que indica por sensor e som os vazamentos ajudou a diminuir perdas de 35% para 15% em pouco mais de uma década.
Mas não é preciso ir tão longe. Quando a Odebrecht Ambiental assumiu a operação de água da cidade de Limeira, no interior de São Paulo, o índice de perdas era de 48%. Duas décadas depois, caiu para 15% graças à renovação da tubulação, à identificação de ligações ilegais e à detecção de vazamentos, o que consumiu 42% dos investimentos da empresa na cidade. Em Campinas, a concessionária Sanasa, em parceria com a GE Water, divisão de água e energia da multinacional GE, implementou neste ano um projeto de reúso de água que é considerado exemplar.
O esgoto tratado pode gerar até 365 litros por segundo de água com 99% de pureza — a água é usada, por exemplo, para limpeza de ruas e pelos bombeiros.
Singapura e Israel já utilizam esse tipo de tecnologia há 20 anos. Ganhar eficiência e ensinar ao consumidor que a água é finita são caminhos inevitáveis. Um estudo do Bank of America Merrill Lynch mostra que a demanda global por água deve superar 40% a oferta em 20 anos, com metade da população convivendo com escassez — hoje, já são 46 países nessa situação. O Brasil, por enquanto, está fora da lista.

10.563 – Reciclagem – Sacudiu, carregou: Empresa francesa vende pilhas que duram para sempre


pilha-dura-para-sempre-560
Uma empresa francesa iniciou a pré-venda de pilhas padrão AA que duram “para sempre” e custam 10 euros por par (29 reais).
Diferentemente das pilhas recarregáveis comuns, que precisam da energia elétrica de tempos em tempos, a chamada Pilo tem recarga por movimento, convertendo energia cinética em eletricidade. Ou seja, basta sacudir o produto durante três segundos.
As pilhas recarregáveis Pilo são 100 vezes mais duráveis do que as tradicionais, segundo a companhia.
Os produtos comprados na pré-venda serão entregues mundialmente a partir de outubro deste ano, sujeitos a taxas de importação.
Os dispositivos foram feitos para serem usados em aparelhos de energia intermitente, como a companhia descreve. Alguns exemplos são controle remoto, joystick de videogame e mouse Bluetooth.
O projeto foi apresentado durante o evento de inovação Paris Founders Event, realizado na França no final de julho. “Não houve nenhuma ideia mágica. Eu pensei nisso quando tive um problema: precisava ligar a minha TV, mas as baterias não ‘funcionavam’ mais”, afirmou Nicolas Toper, o CEO e cofundador da Pilo, em entrevista ao blog de startups francês Rude Baguette.
Toper conta que a parte mais difícil do projeto foi adaptar a tecnologia de recarregamento de baterias por movimento para reduzir o tempo necessário para o processo, citando que, apesar de não ser nova, a tecnologia nunca chegou ao mercado de consumo de pilhas antes devido ao longo período necessário e a grande quantidade de movimentos para a recarga.

A missão da empresa, segundo Toper, é criar um mundo em que os aparelhos funcionem sem a dependência de recarga de baterias e afirma ainda que as pilhas AA são apenas o primeiro produto da companhia.

Trechos da entrevista:
Como foi o desenvolvimento da tecnologia da Pilo? Quanto tempo demorou e quais foram os maiores desafios?
Trabalhamos na Pilo durante um ano e meio. A Pilo é mais do que uma tecnologia: é um movimento em direção a eletrônicos de consumo que não precisam de bateria.

Se você olhar ao seu redor, você verá muitos dispositivos que consomem tão pouca energia que eles poderiam retirá-la do ambiente, mas, ainda assim, eles operam por meio de baterias. Isto é o que estamos fazendo.
O maior desafio de tecnologia foi descobrir como embalar tudo em uma bateria AA.Não é a melhor forma de fabricação para nós do ponto de vista da tecnologia. Entretanto, isso deixa a parte de negócios muito fácil.

A empresa tem intenção de adaptar a tecnologia da Pilo para gadgets como smartphones?
Sim, vamos construir um monte de dispositivos sem baterias, como uma câmera ou um controle remoto. Estamos confiantes de que podemos adaptar essa tecnologia para smartphones, mas são necessários muita pesquisa e desenvolvimento para confirmar isso e fazer acontecer. Mas, sim, este é o plano de longo prazo.
Nós queremos construir coisas que realmente importam e que irão funcionar por um longo tempo. Fazer produtos interessantes e não me importo só com a nota de rodapé. Queremos produtos que poderemos mostrar com orgulho para nossos filhos.

A empresa recebeu algum tipo de financiamento de investidores ou o projeto foi criado com recursos próprios você?
Nós construímos a empresa com os nossos próprios recursos. Financiamento privado é muito difícil de encontrar na França, especialmente para “moonshot projects” (algo como, “projetos que miram na Lua”, ambiciosos).
É por isso que vamos lançar uma campanha na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter em três meses. Depois disso, vamos buscar investidores para a escala de produção e para construir nossa próxima geração de produtos.

Por que você acha que quase nenhuma empresa investiu nesta tecnologia antes?
Muitas de empresas estão trabalhando nisso, incluindo Apple e Microsoft. Nós somos a menor dessas empresas! Mas parece que somos os únicos preocupados com o meio ambiente e com os consumidores.
Pilo é um produto que poderia prejudicar os negócios das grandes empresas no mesmo campo, como você vê esta questão?
Nós somos muito pequenos para que as grandes empresas nos percebam. Eles não ligam para nós. Estamos fazendo algo tão diferente que eu não tenho certeza de elas irão perceber antes que seja tarde demais.

Você espera um grande impacto positivo sobre o meio ambiente com Pilo?
Espero. A poluição das baterias é uma das piores. Elas contêm um monte de metais pesados (mercúrio, cádmio,…). Uma bateria é construída para resistir a “apenas” 3 mil ciclos de carga.
Os dispositivos Pilo são construídos para serem sustentáveis e amigáveis com o meio ambiente. Eles vão durar muito mais tempo, são totalmente recicláveis e não contêm nenhuma bateria poluente pesada/”tradicional”.

10.369 – Um Tijolo de Borracha


Nos fundos da fábrica de estojos de instrumentos musicais, montanhas de etil-vinil-acetato (EVA) recortado, sobras do revestimento dos cases. Chegaram a juntar 20 toneladas de lixo sem destino. Preocupados com o rumo desse descarte todo, os Peceniski saíram em busca de uma solução de reciclagem.

No final de 2010, veio a ideia de criar tijolos. Com os conselhos de um amigo do setor cimenteiro e o investimento em estudos conduzidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), o casal elaborou a fórmula dos blocos, uma mistura de EVA triturado, cimento, água e areia.

As análises de segurança e outras propriedades se mostraram satisfatórias, e o melhor: por causa da borracha na composição, as peças isolam ruídos (absorvem 37 dB, contra 20 dB do tijolo baiano comum) e apresentam qualidades térmicas. A produção, no entanto, foi a parte mais complicada.
Num processo experimental e artesanal que consumiu cinco meses, montaram-se 9 mil unidades, fora um extra de 3 mil lajotas. “Utilizamos para construir nossa própria casa, há dois anos, mas paramos depois disso, pois ainda não temos condições de abrir uma indústria”, conta Paulo. A residência de 550 m² em Curitiba, assinada por Eliane Melnick, é toda feita do material. “Antes, havíamos aplicado apenas em estúdios de música para melhoria acústica.” Na morada, como complemento, portas e janelas ganharam vidro antirruído. E os moradores asseguram que o silêncio, ali, reina absoluto.

9619 – Oito estados brasileiros trocam lixo reciclável por desconto na conta de luz


Poucas pessoas recusariam um desconto na hora de pagar as contas do mês. E em alguns estados brasileiros, isso está se tornando realidade quando o assunto é conta de luz. As concessionárias de energia de oito unidades da federação – São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Rio Grande do Sul e do Norte – já adotam programas que dão desconto na tarifa em troca de material reciclável.
No Rio Grande do Sul, 32 contas de participantes foram zeradas, segundo a AES Sul. Iniciada em março deste ano, o projeto teve investimento de R$ 2,1 milhões da companhia.
Para descobrir quais cidades possuem o benefício, basta acessar o site da concessionária responsável pela área, onde as informações dos programas são detalhadas.
O projeto funciona da seguinte forma: o material recolhido pelo cliente é pesado e precificado conforme a tabela praticada pelo mercado de reciclagem. O quiilo da lata de alumínio custa R$ 1,70, da garrafa PET R$ 1, do papel branco sai por R$ 0,48, do plástico por R$ 0,25, do papelão R$ 0,18 e o quilo de papel de jornal ou revista custa R$ 0,10.
A soma é registrada em um terminal eletrônico, que envia a informação para a distribuidora de energia. O cliente, por sua vez, ganha um cartão com as suas informações e o desconto já vem na próxima fatura.
Para participar, no entanto, é preciso fazer um cadastro na concessionária levando uma conta de luz com documento de identificação em um dos postos de pesagem.
Dentre os objetivos da campanha estão o foco no desenvolvimento sustentável, com a diminuição da emissão, do desperdício e do despejo incorreto de resíduos na área de concessão da distribuidora, além de seu manejo adequado.
Há ainda a economia de energia elétrica, pois a reciclagem evita o maior consumo de energia para a fabricação de novos produtos. Os cálculos são de que para cada três toneladas de resíduos recolhidos, o consumo mensal de cada unidade da federação caia cerca de 9,5 MW/h.

Os Resultados de Cada Estado
Na região Sudeste o programa vem fazendo sucesso em São Paulo. Sob administração da AES Eletropaulo, ele começou em maio de 2013 e tem como nome “Recicle Mais, Pague Menos”.
O desafio é arrecadar, até o final do ano, 200 toneladas de papel, plástico e vidro. A pedra no sapato, no entanto, é que os postos de coleta precisam de pontos adequados para receber containers de seis metros de comprimento e dois de altura.
O Light Recicla, no Rio de Janeiro, também vem crescendo. Ele existe desde agosto de 2011 e até setembro deste ano já contabilizou 5.309 clientes cadastrados, 2 mil toneladas de material reciclável, além de arrecadar 6.865 litros de óleo vegetal.
Um ponto importante do Light Recicla: o consumidor pode tanto usufruir do desconto na sua conta como doar o bônus para projetos sociais.
Outro plano de sucesso é o do Ceará, que foi colocado em prática em fevereiro de 2007 pela Coelce com o nome Ecoelce. Até o meio do ano a companhia já havia concedido R$ 749 mil em créditos nas contas de energia, o que representa pagamentos feitos com aproximadamente 6 mil toneladas de resíduos recicláveis.
O sucesso foi tanto que, além de servir de inspiração para outras concessionárias da região Nordeste, como Pernambuco, em 2008 o Ecoelce foi um dos 10 vencedores do World Business and Development Awards, entregue pela ONU às empresas que mais contribuíram para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Já em 2011 surgiu o Ecocemar, projeto desenvolvido pela Companhia Energética do Maranhão. Desde o começo da iniciativa já foram coletados mais de 3 mil toneladas de resíduos e 14.733 clientes foram beneficiados.
A Bahia e o Rio Grande do Norte também fazem parte desta ação de reciclagem. Mas neles ela é implementada de forma diferente, com postos móveis.
Os dois estados optaram por fazer o serviço através de caminhões que visitam algumas cidades onde são recolhidos os matérias recicláveis. Assim, o consumidor deve apresentar no caminhão do programa a conta de eneria do mês, um documento de identificação pessoal e o material reciclável a ser doado.

9464 – Urbanismo e Ecologia – A Reciclagem de Entulho


Planeta Verde

O lixo urbano e a maneira como é depositado hoje em dia destaca-se como um dos principais problemas da sociedade moderna. É um problema preocupante que vem aumentando com o passar dos anos, com o crescimento da construção civil no país aumenta consideravelmente a quantidade de entulho produzido, principalmente nas grandes cidades.
A quantidade de entulho gerado nas construções que são realizadas nas cidades brasileiras demonstra um enorme desperdício de material. Os custos deste desperdício são distribuídos por toda a sociedade, não só pelo aumento do custo final das construções como também pelos custos de remoção e tratamento do entulho.
Os entulhos provenientes das construções nas cidades brasileiras acarretam sérios desperdícios de materiais, custos de remoção e tratamento. É muito comum vermos estes resíduos sendo colocados em locais impróprios, como aterros clandestinos, margens de rios, córregos e terrenos baldios. Com isso causando e assoreamento das margens dos cursos d’água, entupimento de bueiros e galerias causando enchentes, e a diminuição da qualidade de vida nas áreas urbanas.
A reciclagem de resíduos ou entulhos da construção civil gera sub-produtos como tijolos, brita, canos de esgoto, calçamentos, entre outros essas são importantes alternativas para amenizar vários problemas na área urbana, tanto nos setores sociais e ambientais, como no econômico.
Apesar de causar tantos problemas, o entulho deve ser visto como fonte de materiais de grande utilidade para a construção civil.
A reciclagem na área de construção civil se dá por duas vias:
uso de resíduos de outras indústrias, como siderúrgica e metalúrgica;
transformação dos resíduos de obras e demolição em novos materiais de construção.
Para reciclar entulhos faz-se, primeiramente, uma triagem das frações inorgânicas e não-metálicas do resíduo, excluindo madeira, plástico e metal, que são direcionados para outros fins. Em seguida obtém-se o agregado reciclado, que é o resíduo britado ou quebrado em partes menores.
Com este método aplicado aos resíduos será possível identificar sua composição, os compostos que podem ser extraídos dele e saber qual a planta industrial mais adequada para a reciclagem e a melhor alternativa de aproveitamento dos resíduos.
Os empreendimentos de reciclagem de resíduos da construção civil não atingiram seu ápice, com um volume de coleta e reciclagem ainda pequeno. Essa atividade, extremamente necessária nos dias de hoje, está intimamente ligada à demolição.
Um dos fatores limitantes é a falta de informação da população, dos órgãos públicos e seus administradores, pois ainda se acredita que o material inerte não tenha aplicação ou viabilidade de reciclagem.
Muitas empresas ainda são grandemente limitadas em sua capacidade de tratar das questões ambientais e essas oportunidades são simplesmente perdidas.
Por outro lado, as empresas de reciclagem vivem dificuldades em relação à divulgação dos serviços e seus benefícios, bem como da insuficiência de recursos para expandir sua capacidade, quando necessária.
A logística também é prejudicada pela capacidade limitada e pela insuficiência de recursos, tanto pelas empresas de reciclagem, quanto as de demolição, o que gera problemas para se integrar a cadeia produtiva – caçambeiros, prefeituras, grandes obras etc.
Tipicamente, quase a metade dos resíduos é processada in-loco, no próprio local da demolição ou obra, o que permite reduzir os custos do processo.
Grandes pedaços de concreto podem ser aplicados como material de construção para prevenção de processos erosivos na orla marítima e das correntes, ou usado em projetos como desenvolvimento de recifes artificiais. O entulho triturado pode ser utilizado em pavimentação de estradas, enchimento de fundações de construção e aterro de vias de acesso. É possível produzir agregados – areia, brita e bica corrida para uso em pavimentação, contenção de encostas, canalização de córregos, e uso em argamassas e concreto. Da mesma maneira, pode-se fabricar componentes de construção – blocos, briquetes, tubos para drenagem e placas.
Os principais resultados produzidos pela reciclagem do entulho são benefícios ambientais. Os benefícios são conseguidos não só por se diminuir a deposição em locais inadequados, como também por minimizar a necessidade de extração de matéria-prima em jazidas.
As experiências indicam que é vantajoso economicamente substituir a deposição irregular do entulho pela reciclagem. Estima-se que o custo da reciclagem significa 25% desses custos. A produção de agregados com base no entulho pode gerar economias de mais de 80% em relação aos preços dos agregados convencionais.

Reciclagem de Tijolos
De fácil montagem e a um custo bem menor, os tijolos ecológicos, fabricados a partir do lixo industrial, possuem quase o dobro de resistência que os tijolos comuns.
O aproveitamento dos tijolos vai mais além, se for transformado em pó, o tijolo substitui parcialmente o cimento, que é considerado um material muito poluente. Outra forma barata de se produzir material de construção é substituir o “tijolo cozido”, pelo de “terra crua”. A fabricação dispensa o uso de forno à lenha e durante o processo de fabricação não há desmatamento e nem queima de carvão, não lançando resíduos tóxicos no meio ambiente, esses são os chamados tijolos recicláveis, que são obtidos a partir da mistura de tipos de solo com cimento e água. Depois de misturados os elementos, a mistura é compactada em até 12.000 kg de pressão. Finalmente curada e secada.
Os tijolos ecológicos possuem resistência superior à exigida pelas Normas Técnicas.

9414 – Lixo Tóxico


☻ Mega Arquivo – Conhecimento é Poder

Nos EUA, até 1982, os rejeitos eram depositados na superfície ou jogados no mar. Em 1983 o lixo de alta atividade foi levado para uma mina de sal no estado do Novo México, desativada em seguida por falta de segurança. Hoje, tal material está guardado no deserto de Nevada, enquanto 600 mil m³ de rejeitos de meia vida curta se encontram espalhados por diversos depósitos.

Na exURSS existem 35 depósitos superficiais de cimento revestidos com chumbo.
Na Inglaterra, desde 1986 com a proibição de lançar lixo no mar, procura-se um lugar para enterrar o lixo de alta atividade. Para rejeitos de baixa atividade construíram-se depósitos de cimento próximos de usinas nucleares, no0 nordeste do país.
Na França, todo o lixo está armazenado na Usina de La Hague, no noroeste do país e estuda-se a construção de um depósito de grande profundidade.

Falamos de lixo radioativo, mas há outros residuos perigosos.

O termo Resíduos sólidos pode ser definido de acordo com a Lei Brasileira n. 12305, de 2 de agosto de 2010, como:
“todo aquele material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível.”
Vulgarmente, o termo resíduo sólido é incorporado ao conceito de lixo, termo que designa tudo aquilo que não tem mais utilidade para o indivíduo em questão. Contudo, chamar algo de lixo é uma interpretação pessoal em que não implica necessariamente que aquilo não tenha mais nenhum uso possível, seja através de um reparo ou reciclado.
O conceito de “lixo” ou rejeito pode ser considerado como uma invenção humana, pois em processos naturais não há lixo, apenas substâncias resíduais que sempre terão uso em algum outro organismo em outro nível trófico. Isso implica que as substâncias produzidas pelos seres vivos e que são inúteis ou prejudiciais para o organismo serão úteis e benéficas para outro, por exemplo: As fezes e urina dos animais, são alimento para microorganismos e outros organismos heterotrófos decompositores, e que produzem resíduos minerais e orgânicos que são os alimentos (nutrientes) para as plantas, que por sua vez produzem o oxigénio como resíduo e que é uma substância necessária para a respiração aeróbia fechando os resíduos da vida dentro do ciclo trófico do planeta.
Embora o termo lixo se aplique aos resíduos sólidos em geral, muito do que se considera lixo pode ser reutilizado ou reciclado, desde que os materiais sejam adequadamente tratados e não sejam misturados aos resíduos orgânicos que inviabilizam ou tornam muito mais difícil a reciclagem. Além de gerar emprego e renda, a reciclagem proporciona uma redução da demanda de matérias-primas e energia para a fabricação de novos produtos, contribuindo também para o aumento da vida útil dos aterros sanitários. Certos resíduos, no entanto, não podem ser reciclados, a exemplo do lixo hospitalar ou nuclear.

Resíduos domiciliares
No Brasil, em média, mais de 50% dos resíduos domiciliares são compostos por materiais orgânicos. Nessa categoria se inclui os restos de comida e varrição dos resíduos das residências, estabelecimentos comerciais e refeitórios contido no resíduo sólido urbano. Comumente este resíduo é misturado na origem junto a resíduos recicláveis e rejeitos dentro de sacos plásticos colocados nas ruas a ser coletado pelos gari, nesse caso, a fração orgânica se decompõe anaeróbicamente (por estar fechado e não ter acesso ao oxigênio atmosférico), gerando mal cheiro, além de atrair organismos indesejados como ratos, baratas, pombos e insetos. Todos esses animais, em contato com a material orgânico, servem de vetores para microorganismos, que podem ser patogênicos. Todavia, o resíduo orgânico pode ser compostado para a fabricação de adubos ou até ter seu conteúdo energético aproveitado, seja através do calor gerado na compostagem seja através da Digestão Anaeróbia, que gera biogás, um combustível renovável.

Lixo Hospitalar
É a classificação dada aos resíduos perigosos produzidos dentro de hospitais, como seringas usadas, aventais, etc. Por conter agentes causadores de doenças, este tipo de lixo é separado do restante dos resíduos produzidos dentro de um hospital (restos de comida, etc), e é geralmente incinerado. Porém, certos materiais hospitalares, como aventais que estiveram em contato com raios eletromagnéticos de alta energia como raios X, são categorizados de forma diferente (o mencionado avental, por exemplo, é considerado lixo nuclear), e recebem tratamento diferente.

Lixo Nuclear
Composto por produtos altamente radioativos, como restos de combustível nuclear, produtos hospitalares que tiveram contato com radioatividade (aventais, papéis, etc), enfim, qualquer material que teve exposição prolongada à radioatividade ou que possui algum grau de radioatividade. Devido ao fato de que tais materiais continuam a emitir radioatividade por muito tempo, eles precisam ser totalmente confinados e isolados do resto do mundo.

9277 – Como surgiram as embalagens?


OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Conchas, crânios de animais, cestos feitos com fibras vegetais e argila, chifres, cuias, troncos de árvores ocos e bexiga de animais. Acredite: todos esses artigos já foram utilizados como embalagens em algum momento da História da humanidade.
A necessidade de guardar e transportar alimentos, líquidos e objetos fez com que diversos povos utilizassem materiais oferecidos pela natureza em seu estado primário. Por isso, estima-se que as primeiras embalagens foram usadas há mais de 4 mil anos a. C, produzidas a partir de bexigas e peles de animais e depois com fibras trançadas e argila. As primeiras garrafas rústicas de vidro surgiram por volta de 3 mil a.C. e serviram para acondicionar perfumes e óleos.
Até o final da Idade Média (século XV) as mudanças econômicas e políticas ocorreram de forma muito lenta. Naquela época, as embalagens mais utilizadas eram sacolas, garrafas, jarras, potes, vasos, tigelas, barris, caixas, tonéis e baús feitos de couro, barro, tecido, madeira, pedra, metais, vidro, fibras vegetais e lascas de madeira.
A partir dessa época, em um período que ficou conhecido como Renascimento, a humanidade deu grandes saltos em várias áreas do conhecimento. As grandes navegações, o desenvolvimento do comércio e o contato entre culturas favoreceram o desenvolvimento de novos tipos de embalagens, tanto pelo aparecimento de novos itens de troca e consumo, como pela necessidade de conservar os produtos por mais tempo. Curiosamente, os períodos de guerra viabilizaram o desenvolvimento de embalagens de vidro e metais devido à necessidade estratégica de transporte e conservação de alimentos para tropas de exército, já que prover comida naquelas condições era um grande desafio.
Há poucas décadas, o papel ainda era muito utilizado para embalar produtos a granel nos mercados. Até o ano de 1830, ele era fabricado com trapos velhos. Depois passou a ser feito com uma pasta produzida a partir da madeira. Essa mudança favoreceu o mercado de livros e jornais e possibilitou a produção das primeiras bobinas de papel para confecção de embrulhos e pacotes.
A rotulagem das embalagens teve seu desenvolvimento paralelo ao avanço das embalagens. Os rótulos de papel para os produtos já eram usados desde o século XV, na Idade Média. E, assim como os livros, eram feitos um a um, de forma bastante artesanal.
Não faz muito tempo, eles ainda eram visualmente bastante simples, sem grandes apelos de imagem e informações em destaque. No início do século XX, as pessoas eram orientadas por vendedores na hora de fazer suas compras. A origem do “autosserviço” (os supermercados como conhecemos hoje) veio dos EUA, quando no período de crise dos anos 1930 eliminar balcões e balconistas era um jeito de economizar – e se tornou uma forma mais prática de comprar e vender. Os consumidores passaram a ter autonomia para se servir e escolher os produtos nas prateleiras. As embalagens deixaram de ter apenas a função de envolver e proteger produtos e se transformaram em meio de propaganda e marketing. Passaram a ser o “vendedor silencioso”, aquele que transmite pelos rótulos as informações para “captar” o consumidor.

O século XVIII foi marcado por um grande salto tecnológico, com a Revolução Industrial e as novas formas de produção em grande escala. Novas máquinas permitiram a criação de novas embalagens, assim como novas técnicas de vedação para conservação de alimentos industrializados. A fabricação de latas também passou de artesanal para mecanizada. A principal matéria-prima era chamada folha de flandres, uma fina chapa de aço recoberta por estanho.
O desenvolvimento das embalagens tem relação direta com as necessidades de transporte e acondicionamento de produtos, mas também com o conhecimento da propriedade dos materiais e da tecnologia para transformá-los. Não à toa, hoje vivemos o “império do plástico”, que teve início no final do século XIX. Em busca de um material que substituísse o marfim, material das presas dos elefantes e usado na fabricação de bolas de bilhar, o inventor americano John Wesley Hyatt descobriu por acidente o celulóide, a partir do nitrato de celulose (patenteado em 1870). Considerado por muitos como sendo o primeiro plástico, foi muito usado até o final da década de 1920, quando apareceram os sintéticos, totalmente fabricados de forma artificial. Os filmes fotográficos à base de celulóide, desenvolvidos pela Kodak, foram os responsáveis pela popularização da fotografia e pelo impulso do cinema a partir da década de 1890.
O termo “plástico” é a designação genérica para uma grande família de materiais que apresentam em comum o fato de serem facilmente moldáveis. A palavra é derivada do grego plastikós, que significa “relativo às dobras do barro”. O termo em latim (plasticu) assumiu a tradução “do que pode ser modelado”.
Por serem mais resistentes, mais leves e mais fáceis de moldar que muitos materiais naturais, os plásticos protagonizaram transformações sociais e ambientais importantes. Há autores que defendem que a Humanidade se encontra na Idade dos Plásticos, assim como já esteve na Idade da Pedra Lascada, Idade da Pedra Polida e Idade dos Metais.
Em 1970, a sua produção mundial ultrapassou a de ferro e hoje a relação homem-plástico é de absoluta dependência – e, sem medo de exagerar, de profunda loucura. Para onde vai tudo o que é descartado? O plástico representa o avanço no desenvolvimento de embalagens e materiais industriais e, ao mesmo tempo, o retrocesso de uma sociedade entregue ao consumo desenfreado. Será que pioramos com o tempo?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

9043 – Tecnologia – Recarregue a bateria com o dedo


dedo bateria

(E dê o outro pra falta de energia…)

Todos nós já estamos cansados que ler notícias a respeito de projetos que propõem o uso de água, lixo, barulho e muitos outros recursos para produzir energia. Mas os designers Song Teaho e Hyejin Lee inovaram ao inventar um meio de produzir energia que depende, apenas, de um dedo.
Trata-se da “Twirling Battery”, uma bateria para celulares que é recarregada a partir de movimentos de rotação feitos com o dedo indicador. Segundo os criadores, são necessárias 130 voltas para que o celular funcione por 25 minutos em standby ou ainda para que uma pessoa possa fazer uma ligação de 2 minutos.
A invenção, claro, não é nada prática – sem contar que os casos de tendinite cresceriam absurdamente, se a moda pegasse. Mas tem gente vendo o lado positivo da história: Song Teaho e Hyejin Lee deram o primeiro passo e, agora, quem sabe, a tecnologia pode ser aprimorada, para um dia se tornar uma alternativa a ser considerada quando o assunto são as energias limpas.
Por enquanto, a invenção pode ser usada nos momentos de Lei de Murphy, em que precisamos do celular exatamente quando ele está sem bateria.

8581 – Reciclagem – Cientistas descobrem como recarregar o celular usando urina


Uma equipe de cientistas britânicos afirma ter conseguido desenvolver um mecanismo que consegue recarregar parcialmente a bateria de um telefone celular usando apenas urina.
Em um artigo publicado pela revista da “Real Academia de Química”, os cientistas afirmam que conseguiram produzir energia elétrica suficiente para enviar mensagens de texto, usar a internet e fazer uma rápida ligação telefônica.
De acordo com o artigo, os especialistas agora esperam poder desenvolver a tecnologia das baterias com combustível microbiano que permitam recarregar totalmente um celular.
“Utilizar um produto de dejeto como fonte de eletricidade é notável. Estamos muito entusiasmados porque se trata da primeira vez que se consegue isso”, afirmou o cientista Ioannis Ieropoulos, que participou dos estudos conjuntos entre as Universidades de Bristol e do Oeste da Inglaterra, além do Laboratório de Robótica de Bristol.
“A beleza disso tudo é que não estamos nos apoiando na natureza errática do vento ou do sol: a urina é uma fonte sem fim”, afirmou Ieropoulos, especialista em eletricidade microbiana.
A tecnologia das baterias de combustível microbiano permite produzir eletricidade diretamente através da degradação da matéria orgânica, abrindo assim o caminho para o desenvolvimento combustíveis de muito baixo custo e, inclusive, gratuitos, como a urina.
Neste caso, a urina permite estimular os micróbios que geram eletricidade.
“Fazer uma ligação é a operação que exige mais energia de um telefone celular, mas chegaremos ao ponto em que poderemos carregar a bateria para períodos longos”, afirmou Ieropoulos.

8287 – Ecologia – Papel Celulose com Bagaço de Cana


ekopapel1

Sem usar árvores na fabricação, o papel ecológico é feito com bagaço de cana-de-açúcar. Além de ecologicamente vantajoso, o papel sem árvores é ainda mais barato que o convencional.
A substituição do papel convencional pelo papel ecológico está sendo feita gradativamente dentro da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que há cerca de dois anos vem incorporando alternativas sustentáveis nos materiais internos. Primeiro foram blocos de anotações, depois envelopes, cartões de visita e até formulários de processos administrativos já constam no material da Secretaria.
Poupar recursos naturais e energéticos e utilizar restos de bagaço de cana para produzir papel reciclado. Essa é a receita que a Ekopapel, gráfica instalada em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, encontrou para produzir uma linha de papéis criativos.
A empresa utiliza o método da reciclagem, que tem como base valorizar um material que já foi utilizado, transformando em outro material que seja útil. O objetivo segundo Edson Rocha, proprietário da gráfica e engenheiro agrônomo de formação, é diminuir a quantidade de resíduos no meio ambiente.
Fundada em julho de 2005, a Ekopapel trabalha com foco na originalidade desde sua criação, o que a diferenciou no mercado da região que atua.
A empresa cria produtos criativos com papel, como brindes corporativos, convites de casamento e de eventos além de apresentar uma gama de produtos que variam entre categorias como envelopes e papéis, azulejos personalizados, papelaria corporativa, restaurantes & hotelaria. Toda criação feita com papel reciclado e conseguiu mapear uma performance com 95% de produtos a base de papel reciclado e 5% do papel reciclado (papel industrial).

7780 – Projeções – Um Hidroanel em São Paulo


☻ Mega Arquivo 25°Ano

Pela primeira vez na história, existe mais gente vivendo entre prédios e avenidas do que entre pastos e animais. Em 2008, os moradores de metrópoles viraram mais da metade da população do planeta. E, em 2011, cidades americanas cresceram mais do que os subúrbios pela primeira vez desde 1920. O fato é que centros urbanos tendem a ser mais “verdes” que subúrbios. A ilha de Manhattan, com todos aqueles prédios, é considerada um dos lugares mais verdes dos EUA: lá, só 25% das famílias têm carro, por exemplo, contra 92% no resto do país. Sim, as cidades venceram e podem ser mais ecologicamente corretas do que o senso comum imagina. Mas, claro: ainda existe muito o que corrigir. Os problemas você conhece: trânsito, sujeira, poluição… Mas as metrópoles também contêm as soluções para estas questões.

Os rios da maior cidade do Brasil são mais do que um esgoto: podem revolucionar o trânsito, a coleta de lixo e a qualidade de vida da metrópole
Trânsito e lixo. Esses dois agentes são a dor de cabeça de qualquer cidade grande desde o Império Romano. Em São Paulo, então, a dor é muito mais aguda. Considerando que a frota de carros na capital só cresce (foram de 1 milhão para 7 milhões dos anos 70 para cá) e que a velocidade média dos veículos no trânsito só cai (indo de 27 km/h para 17 km/h nesse meio tempo), o problema parece sem solução. Mas só parece. Um grupo de pesquisadores da USP tem um projeto para colocar ordem neste caos. E a resposta vem do lugar mais improvável: os rios da cidade.
O Hidroanel Metropolitano pretende resolver São Paulo em dois momentos. O primeiro envolve a construção de uma série de portos na borda dos rios e das represas que circundam a cidade. Eles serviriam para receber a quantidade enorme de sujeira produzida pela metrópole. Desde os saquinhos que os moradores colocam na porta de casa até a terra e o entulho de construções e demolições. Passando por outros dejetos, como a sujeira retirada dos córregos e das estações de tratamento.
Estas cargas seriam levadas para os portos de caminhão mesmo. Mas existe uma diferença importante. Com a construção dos portos para recebimento do lixo, as distâncias percorridas pelos veículos de carga seriam encurtadas de 30 km para apenas 8 km em média. Sem precisar atravessar a cidade, eles desafogariam o trânsito. Os barcos que esperam a sujeira atracados nos portos serviriam para percorrer o resto do caminho. Enquanto cada caminhão transporta apenas oito toneladas, um barco consegue movimentar 400 toneladas.
Mas para onde estes barcos iriam? Este é o segundo passo. O Hidroanel Metropolitano prevê um enorme círculo de água em volta da cidade. Ele contaria com os dois rios e as duas represas que cortam a borda de São Paulo, mais um canal artificial ligando as pontas soltas. Além dos portos, existiriam três centros de processamento de lixo prontos para receber 800 toneladas de lixo por hora. E todas aquelas cargas públicas – que saíram das ruas, percorreram os rios e chegaram aos centros – seriam recicladas, transformadas em matéria-prima novamente.
Nada mal para uma cidade que há décadas só vê seus rios como esgotos a céu aberto.

Com o Hidroanel, toda a sujeira produzida por São Paulo – como a terra e o entulho das construções e o lixo das casas – teriam um novo destino: portos fluviais. Como existiriam mais portos do que lixões, o trânsito ficaria aliviado dos caminhões que transportam a sujeira. Dos portos, eles seriam carregados nestes barcos de carga.

Caminhos equilibrados
Os barcos viajariam por um círculo de águas – composto pelos rios Tietê e Pinheiros, pelas represas Billings e Taiaçupeba e por um canal artificial criado para completar o Hidroanel. A conexão entre todos eles, além do transporte de cargas, possibilitaria o equilíbrio das águas. Ou seja, quando um dos rios enchesse, o excesso de águas poderia ser direcionado para outros trechos do sistema. Resultado: menos enchentes.
Todos os materiais recebidos nos portos e carregados nos barcos seguiriam até centros gigantescos de processamento. Seriam apenas três espalhados pelas margens dos rios, suficientes para reciclar 800 toneladas de cargas por hora. Ali cacos de vidro voltam a ser garrafas de vidro, latinhas amassadas viram lingotes de alumínio…
Mas o Hidroanel vai além do lixo, das enchentes e do trânsito. Ele ajuda no desenvolvimento das regiões que ficam nas bordas dos rios. Hoje, muitas delas, como o bairro paulistano do Jardim Pantanal, estão destruídas. Estes bairros renasceriam com o movimento gerado pelos rios. E contariam com áreas verdes, ciclovias, bondes – além de prédios que juntam moradia e trabalho, evitando longas viagens pela cidade.

7711 – Lixo – Como Funciona a coleta seletiva com chip?


Latão Doméstico
Cada imóvel recebe um conjunto de latões de diferentes cores – uma para cada tipo de lixo. Eles ficam em casa mesmo, e só são postos na rua nas datas determinadas pelo calendário da empresa de coleta.
No latão é instalado um chip RFID (identificação por radiofrequência). Ele funciona como um código de barras: guarda um número de usuário que depois é cruzado com um banco de dados. A diferença é que ele pode ser lido a até 5 metros de distância.
Quando o caminhão de lixo ergue o latão, seu leitor de RFID identifica o usuário e registra os dados da coleta: quando e onde foi feita e qual o peso dos resíduos. Depois, manda a informação para a empresa.
Para regiões centrais
A empresa de coleta instala grandes con-têineres de lixo no subsolo de áreas públicas e distribui para cada casa um cartão com chip RFID. O usuário pode fazer o descarte do lixo no dia que ele quiser.
A tampa do contêiner se abre quando o morador se aproxima com o cartão. Dados como usuário, data da descarga e peso do lixo são armazenados no cartão ou transmitidos para a empresa de coleta.
Como cada contêiner atende vários usuários, os caminhões não precisam parar o tempo todo para catar o lixo. De porta em porta vira de quarteirão em quarteirão. Isso deixa a coleta muito mais rápida.