12.845 – Cientistas detectam raios X misteriosos vindos de Plutão


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Um comunicado da NASA afirma que a descoberta poderá revolucionar tudo o que se acreditava saber sobre a atmosfera do planeta anão.
A essência de Plutão, um astro frio e rochoso, sem campo magnético próprio, faz com que ele não possa emitir raios X naturalmente. Entretanto, é possível que a interação entre os gases que o circundam e o vento solar (partículas carregadas e emitidas pelo Sol em um fluxo contínuo) seja capaz de produzi-los.
O que intriga os astrofísicos responsáveis pela descoberta é a intensidade do sinal detectado. Carey Lisse, pesquisadora do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, explica: “descobrimos que Plutão está interagindo com o vento solar de uma forma inesperada e energética”.
As hipóteses propostas pela equipe de Lisse são duas. Por um lado, eles acreditam que é possível que Plutão possua um armazenamento de gases muito maior do que se imaginava, sendo, definitivamente, um corpo celeste mais próximo a um cometa que a um planeta. Por outro lado, acreditam que, seguindo os princípios de outras teorias físicas, por algum motivo, as partículas carregadas que chegam do Sol totalizariam uma quantidade muito maior do que a esperada e, dadas as características do planeta anão, estariam formando uma espécie de anel energético ao seu redor.

8393 – A Descoberta do Raio X


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Tratam-se de emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível. Seu comprimento de onda vai de 0,05 ångström (5 pm) até dezenas de ångstrom (1 nm).
Os raios X foram descobertos em 8 de novembro de 1895, por um físico alemão chamado Wilhelm Conrad Rontgen.
A energia dos fótons é de ordem do keV (kilo elétron-volt), entre alguns keV e algumas centenas de keV. A geração desta energia eletromagnética se deve à transição de elétrons nos átomos, ou da desaceleração de partículas carregadas.
Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios X sofrem interferência, polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos. Embora de comprimento de onda muito menor, sua natureza eletromagnética é idêntica à da luz.

O Tubo de Crookes
Em uma ampola de vidro, William Crookes submeteu um gás a pressão ambiente e a altas tensões, por meio de duas placas metálicas localizadas no fundo e na frente da ampola, cada qual carregada com cargas diferentes. Quando a diferença de potencial entre as placas era suficientemente grande, os elétrons saiam do cátodo (placa carregada negativamente), colidiam com moléculas do gás, ocorrendo a sua ionização e/ou liberação de luz devido às transições eletrônicas dos átomos do gás, iluminando assim, toda a ampola. A partir desses experimentos, Joseph John Thomson observou que tal fenômeno é independente do gás e do metal utilizado nos eletrodos (placas metálicas). Concluiu, então, que os raios catódicos podem ser gerados a partir de qualquer elemento químico. Devido a essa conclusão, Thomson pôde, posteriormente, atestar a existência do elétron.
Muitos cientistas na Europa começaram a estudar esse tipo de radiação. Entre eles, o maior especialista em raios catódicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947).

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Foi o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923) quem detectou pela primeira vez os raios X, que foram assim chamados devido ao desconhecimento, por parte da comunidade científica da época, a respeito da natureza dessa radiação. A descoberta ocorreu quando Röentgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Todo o aparato foi envolvido por uma caixa com um filme negro em seu interior e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário.
Röentgen percebeu que quando fornecia energia cinética aos elétrons do tubo, estes emitiam uma radiação que marcava a chapa fotográfica. Intrigado, resolveu colocar entre o tubo de raios catódicos e o papel fotográfico alguns corpos opacos à luz visível. Desta forma, observou que vários materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a chegada desta estranha radiação até a placa de platinocianeto de bário. Isto indicava que a radiação possui alto poder de penetração. Após exaustivas experiências com objetos inanimados, Röntgen pediu à sua esposa que posicionasse sua mão entre o dispositivo e o papel fotográfico.
O resultado foi uma foto que revelou a estrutura óssea interna da mão humana. Essa foi a primeira radiografia, nome dado pelo cientista à sua descoberta em 8 de novembro de 1895. Posteriormente à descoberta do novo tipo de radiação, cientistas perceberam que esta causava vermelhidão da pele, ulcerações e empolamento para quem se expusesse sem nenhum tipo de proteção. Em casos mais graves, poderia causar sérias lesões cancerígenas, necrose e leucemia, e então à morte.
Logo que os raios X foram descobertos, pouco se sabia a respeito da sua constituição. No início do século XX foram encontradas evidências experimentais de que os raios X seriam constituídos por partículas. No entanto, e para a surpresa da comunidade científica, Walther Friedrich e Paul Knipping realizaram um experimento em 1912, no qual conseguiram fazer um feixe de raios X atravessar um cristal, produzindo interferência da mesma forma que acontece com a luz. Isto fez com que os raios X passassem a ser considerados como ondas eletromagnéticas. Porém, por volta de 1920 foram realizados outros experimentos, que apontavam para um comportamento corpuscular dos raios X.
O físico Louis de Broglie tentou resolver este aparente conflito no comportamento dos raios X. Combinando as equações de Planck e de Einstein (E = h.ν = m.c²), chegou a conclusão de que “tudo o que é dotado de energia vibra, e há uma onda associada a qualquer coisa que tenha massa”.
O dispositivo que gera raios X é chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma válvula termiônica, este componente é um tubo oco e evacuado, ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo de elétrons de alta energia. Estes são acelerados por uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo ou placa.
O ânodo é confeccionado em tungstênio. A razão deste tipo de construção é a geração de calor pelo processo de criação dos raios X. O tungstênio suporta temperaturas que vão até 3340 °C. Além disso, possui um razoável valor de número atômico (74) o que é útil para o fornecimento de átomos para colisão com os elétrons vindos do catodo (filamento). Para não fundir, o dispositivo necessita de resfriamento através da inserção do tungstênio em um bloco de cobre que se estende até o exterior do tubo de raios X que está imerso em óleo. Esta descrição refere-se ao tubo de ânodo fixo.
Ao serem acelerados, os elétrons ganham energia e são direcionados contra um alvo; ao atingi-lo, são bruscamente freados, perdendo uma parte da energia adquirida durante a aceleração. O resultado das colisões e da frenagem é a energia transferida dos elétrons para os átomos do elemento alvo. Este se aquece bruscamente, pois em torno de 99% da energia do feixe eletrônico é dissipada nele.
A brusca desaceleração de uma carga eletrônica gera a emissão de um pulso de radiação eletromagnética. A este efeito dá-se o nome de Bremsstrahlung, que significa radiação de freio.
As formas de colisão do feixe eletrônico no alvo dão-se em diferentes níveis energéticos devido às variações das colisões ocorridas. Como existem várias formas possíveis de colisão devido à angulação de trajetória, o elétron não chega a perder a totalidade da energia adquirida num único choque, ocorrendo então a geração de um amplo espectro de radiação cuja gama de frequências é bastante larga, ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da energia inicial do feixe eletrônico incidente, e é por isso que existe a necessidade de milhares de volts de potencial de aceleração para a produção dos raios X.
A detecção dos raios X pode ser feita de diversas maneiras, a principal é a impressão de filmes fotográficos que permite o uso medicinal e industrial através das radiografias. Outras formas de detecção são pelo aquecimento de elementos à base de chumbo, que geram imagens termográficas, o aquecimento de lâminas de chumbo para medir sua intensidade, além de elementos que possuem gases em seu interior a exemplo da válvula Geiger-Müller utilizada para a detecção de radiação ionizante e radiação não ionizante. Podendo ainda ser difratado através de um cristal e dividido em diversos espectros de onda. Sensores (Foto transistores ou foto diodos) captam uma ou algumas faixas de espectro, e são amplificados e digitalizados, formando imagens. Esse último processo (difração de raios X, por cristais) é comumente utilizado em equipamentos de inspeção de bagagens e cargas.
Na medicina os raios X são utilizados nas análises das condições dos órgãos internos, pesquisas de fraturas, tratamento de tumores, câncer (ou cancro), doenças ósseas, etc.
Com finalidades terapêuticas os raios X são utilizados com uma irradiação aproximada de cinco mil a sete mil Rads, sobre pequenas áreas do corpo, por pequeno período de tempo.
No Brasil, os raios X do pulmão para fins diagnósticos de tuberculose pulmonar são chamados de abreugrafia, que se trata de uma incidência sobre uma pequena área do pulmão.
A tolerância do organismo humano à exposição aos raios X é de 0,1 röntgen por dia no máximo em toda a superfície corpórea. A radiação de um röntgen produz em gramas de ar, a liberação por ionização, de uma carga elétrica de C.
No ser humano a exposição continua aos raios X podem causar vermelhidão da pele, queimaduras por raios X ou em casos mais graves de exposição, mutações do DNA, morte das células e/ou leucemia.
Na indústria, os raios X são utilizados no exame de fraturas de peças, condições de fundição, além de outros empregos correlatos. Nos laboratórios de análises físico-químicas os raios X têm largo espectro de utilização.
Os raios X propagam-se à velocidade da luz, e como qualquer radiação eletromagnética estão sujeitos aos fenômenos de refração, difração, reflexão, polarização, interferência e atenuação. Sua penetrância nos materiais é relevante, pois todas as substâncias são transparentes aos raios X em maior ou menor grau.
Em algumas substâncias como compostos de cálcio e platinocianeto de bário, os raios X geram luminescência. Esta radiação ioniza os gases por onde passa. A exemplo da luz visível, não é desviado pela ação de campos elétricos ou magnéticos. Desloca-se em linha reta, sensibiliza filmes fotográficos, além de descarregar os objetos carregados eletricamente, qualquer que seja a polaridade (sendo uma característica não totalmente confirmada a de descarregar eletricamente os objetos).
Quando os raios X atingem a matéria, assim como o tecido do paciente, os fótons têm quatro possíveis destinos. Os fótons podem ser:
Completamente espalhados sem perda de energia.
Absorvidos com perda total de energia.
Espalhados com alguma absorção e com perda de energia.
Transposotos sem qualquer alteração.

Interações dos raios X em Nível Atômico
Existem quatro principais interações em nível atômico, dependendo da energia do fóton incidente:
Espalhamento não modificado ou coerente – espalhamento puro.
Efeito fotoelétrico – absorção pura.
Efeito compton – espalhamento e absorção.
Produção par – pura absorção.

1677-Os Raios-X – Descoberto o super olho


Roengten, o descobridor dos raios X

Foi descoberto por acaso PR um físico alemão que pesquisava o tubo de raios catódicos inventado pelo inglês William Crookes (1832-1919). Era um tubo de vidro, dentro do qual, um condutor metálico aquecido emitia elétrons, então chamados de raios catódicos. Quando Roentgen ligou o tubo algo muito estranho aconteceu: perto do tubo, uma placa de um material fluorescente chamado platino cianeto de bário, brilhou e assim que desligou o tubo, o brilho sumiu. Ligou de novo e lá estava ele. O brilho persistiu mesmo quando colocou um livro e uma folha de alumínio entre o tubo e a placa. Algo atravessava barreiras e atingia o platino cianeto. Por 6 semanas tentou entender o que era aquilo e não conseguiu e chamou de raios X. A imprensa noticiou o fato com destaque em 5 de janeiro de 1896. Os médicos adotaram a novidade e logo começou a ser usada no tratamento do câncer. Em pouco tempo surgiram lesões provocadas pela radiação. Vários operários perderam as mãos. Tais raios são ondas eletromagnéticas de comprimento muito curto, 1 milhão de vezes menor que 1 mm, mais ou menos a distância que separa 1 átomo de outro. O físico doou o dinheiro ganho com o Nobel á universidade. A tomografia computadorizada foi uma super evolução dos raios X e que rendeu 1 Nobel ao inglês Hounsfield e a um americano em 1979. Um anel emite e capta radiação de muitos ângulos diferentes, o resultado equivale a cerca de 30 mil radiografias. Num computador aparecem as imagens tridimensionais. Programas sofisticados de computador localizam milimetricamente os tumores, definindo a dose certa de radiação a ser aplicada. Assim diminuem os efeitos colaterais. Os radio telescópios estão desvendando um mundo repleto de explosões gigantescas e temperaturas de milhões de graus centígrados, que não podem ser observados da Terra, já que a atmosfera absorve a radiação. Lançado em 1971, o satélite Uruhu detectou 400 fontes de radiação X, o Einstein de 1978 viu outras 10 mil; o Rosat de 1990 identificou mais de 100 mil, entre elas, supernovas, pulsares muitas estrelas de nêutrons e galáxias. No mundo das artes, tem ajudado a desmascarar obras falsas. Em 1992, pesquisadores holandeses conseguiram conferir a autenticidade de 290 pinturas e reprovaram 132. A paleopatologia é a ciência que estuda as múmias como se fossem pacientes vivos. Uma de suas mais importantes ferramentas é o raio X, usado por arqueólogos desde 1898.

Wilhelm Konrad von Röentgen
Físico alemão nascido em Lennep, Província do Baixo Reno, Prússia, descobridor dos raios X (1895), praticamente de maneira acidental quando estudava válvulas de raios catódicos, ganhando com este feito, o primeiro Prêmio Nobel da História da Física (1901). Filho único de um casal de fabricantes e comerciantes de roupas, aos três anos seguiu com a família para Apeldoorn, Holanda, onde estudou no Instituto Martinus Herman van Doorn. Depois estudou (1862) para uma escola técnica em Utrecht e posteriormente entrou para a Universidade de Utrecht (1865) para estudar física. Sem um bom aproveitamento foi a Politécnica de Zurique, onde estudou engenharia mecânica e, incentivado po dois professores, Clausius e Kundt, obteve seu Ph.D. (1869). Nomeado assistente de Kundt foi com seu professor para Würzburg e, três anos mais tarde, para Estrasburgo, onde se tornou Lecturer da Universidade local (1874) e Professor da Academia de Agricultura de Hohenheim, em Wurtemberg 1875). Retornou para Estrasburgo como Professor de física (1876), e três anos depois aceitou o convite para a titularidade da cadeira de física na Universidade de Giessen. Depois mudou-se para a Universidade de Würzburg (1888) e para a Universidade de Munique (1900), onde permaneceu por 20 anos. Após aposentadoria, permaneceu na cidade onde morreu três anos depois. Realizou estudos sobre elasticidade, capilaridade, calores específicos e condução calorimétrica em gases, cristais, etc. Descobrindo acidentalmente raios desconhecidos, capazes de impressionar chapas fotográficas através de papel preto e produziam fotografias que revelavam moedas nos bolsos e os ossos das mãos, ele os chamou simplesmente de “X”. Também realizou pesquisas sobre elasticidade, capilaridade dos fluidos, condução do calor em cristais, calor específico de gases e piezeletricidade e foi também professor universitário em Munique (1900-1920). Roentgen: unidade de medida de exposição a uma radiação eletromagnética igual à quantidade de raios-X ou raios gama, em que a emissão corpuscular que lhe é associada liberta, em 0,001293 g de ar seco, uma unidade eletrostática de carga elétrica positiva. É equivalente a 2,58 003.10-4 C/kg.