7626 – Medicina – Os perigos do bronzeamento


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Até o início do século 20, a pele branca era admirada como um sinal de beleza e de status social – aqueles que a possuíam eram membros de classes altas, que não precisavam pegar no pesado, debaixo do sol. O culto aos corpos dourados, curtidos por muitas horas à beira da praia ou da piscina, chegou ao auge na década de 70, mas está em franco declínio. Chique, hoje, é ter consciência dos perigos da prolongada exposição da pele aos raios ultravioletas do sol. Essa radiação é muito nociva para a saúde – além de provocar queimaduras, ela aumenta o risco de câncer de pele.
O bronzeado que todos acham atraente é, na realidade, uma tentativa de a pele se proteger do sol, intensificando a produção de melanina, que filtra a radiação ultravioleta. Esse pigmento escurece a pele. Por isso, as pessoas de raça negra são mais resistentes ao sol. Já os habitantes do norte da Europa, onde o sol brilha com pouca força, têm a pele branquíssima e correm risco nas regiões tropicais. Por mais melanina que você seja capaz de produzir, deve tomar alguns cuidados – não ficar tempo demais no sol, preferir horários em que a radiação é fraca (antes das 10 da manhã e depois das 4 da tarde) e usar filtro solar.

O Sol como inimigo
Todo verão, milhões de pessoas se aglomeram nas praias, em busca do bonito bronzeado do sol. Todo mundo sabe que, se exagerar na dose, ficará com a pele ardendo ou, pior, com queimaduras sérias. O que só agora a Medicina começa a desvendar é a relação que existe entre os raios ultravioletas da luz solar e a incidência do câncer de pele. Já se descobriu que alguns tipos do mal são, de fato, causados pelos raios solares. Felizmente, são cânceres benignos, que podem ser tratados com relativa facilidade. A exceção é o melanoma, um tipo mortífero de câncer de pele, cuja relação com o sol ainda está sendo investigada.
A brisa tem um efeito refrescante no calor do verão. Por isso, você tende a ficar mais tempo no sol, o que aumenta o risco para a sua saúde.
O ângulo dos raios solares muda de acordo com o horário. Ao meio-dia, o sol bate direto no corpo, e seu efeito é multiplicado. Prefira o começo da manhã e o fim da tarde.
Um dia de sol nas montanhas oferece mais perigo do que na praia. O ar é mais limpo em altitudes maiores, e os raios ultravioletas atingem a pele com mais facilidade.
Os poluentes no ar agem como um filtro, reduzindo a radiação. As nuvens têm o mesmo efeito, ao contrário da crença corrente de que o mormaço queima mais.
As sardas são mais comuns em pessoas de pele clara, mais vulneráveis ao sol. Surgem quando apenas algumas células são estimuladas pelos raios solares.

5942 – Como agem os filtros solares?


O fator FPS é uma medida que indica quantos minutos se pode ficar no sol após usar o filtro sem que a pele comece a queimar. Se alguém sem proteção levar 15 minutos, ao aplicar o produto com fator 5, tal tempo deve ser multiplicado por 5. Se o FPS for 10, então multiplica-se por 10 e assim por diante. Há elementos químicos que são capazes de transformar grande parte dos raios UV em calor. Com isso diminuem a quantidade de raios que podem machucar. Os protetores físicos, quando fabricados na forma de creme, de dióxido de titânio e óxido de zinco, funcionam como uma espécie de escudo que reflete a radiação solar. Mas a maioria dos filtros existentes no mercado combinam propriedades químicas e físicas.

5436 – Sol à vista


A pele parece não ser a única vítima da exposição excessiva aos raios solares. Os olhos também pagam um preço alto, sugerem cientistas americanos depois de uma pesquisa com trezentas pessoas. Entre elas. as vítimas de catarata parecem ter ficado mais expostas à luz solar do que as demais. A catarata é a doença em que o cristalino, a lente natural que foca a imagem no olho, torna-se opaco. A partir daquela constatação, os cientistas resolveram examinar os que se diziam sadios mas também costumavam tomar bastante sol. Verificaram que um em cada dez estava com a doença.
Segundo um oftalmologista especialista no implante de lentes artificiais que devolvem a visão a pacientes com cataratas, tem lógica o fato de alguns não suspeitarem estar com a moléstia – muitas vezes, ao enxergar embaçado, a pessoa acha que precisa apenas trocar os óculos. Ele julga, porém, que o trabalho americano “é apenas uma estatística, porque por enquanto não se provou que os raios solares alteram a composição química do cristalino”.

5435 – Bolha de plasma envolve o sistema solar


A última janela para ver o céu foi aberta pelo EUVE – sigla inglesa para Explorador do Ultravioleta Extremo. Esse satélite “vê” luz entre os raios X e ultravioleta. Todo o resto do espectro eletromagnético (ou outras formas de luz) já vinha sendo explorado amplamente. Na década de 30 nasceu a radioastronomia; na de 70, foi a vez dos raios X; na de 80, surgiram satélites que vêem raios ultravioleta, infravermelho e microondas; na de 90, enfim, vieram os raios gama. A vez do ultravioleta extremo (UVE) demorou a chegar porque parecia ainda mais complicado que os outros que são barrados pela atmosfera.
Nesse caso, basta ir ao espaço para escapar ao bloqueio, mas o UVE também era absorvido pelo oceano de hidrogênio e hélio neutros que enchem o meio interestelar.Aqueles raios pareciam, assim, definitivamente fechados à investigação. Outro fenômeno desanimador foi descoberto na Lua pelos astronautas da Apolo 16: em 1972, eles tiraram fotos da Terra, mas em vez de luz comum captaram a imagem em UVE. Viu-se então que nosso planeta está mergulhado numa nuvem brilhante de hélio, chamada geocorona. Um satélite a 550 quilômetros de altura que enxergasse no UVE teria à volta uma névoa e ao longe, negras nuvens interestelares.
Missões espaciais mostraram que o Sol está dentro de uma grande bolha de gases ionizados. Ela tem a forma de um amendoim cujo comprimento chega a 1 200 anos luz (o ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros), e a largura, 300 anos-luz. O Sol e a estrela Mirzam estão situados em lados opostos e a 300 anos-luz de cada extremidade do amendoim.

5280 – Perigo na praia: Bombardeio de ultra-violeta


Ultravioleta castiga o "paraíso"

Quer aproveitar o resto do verão numa bela praia? Não se esqueça de levar na bagagem um bom protetor solar.
Pesquisa realizada em novembro pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com a Nasa, revelou que a bela cidade de Natal é a cidade brasileira onde há maior incidência de raios ultravioleta do Sol, algo só comparável ao que ocorre na Antártida, o continente polar localizado exatamente abaixo do buraco na camada de ozônio da atmosfera. Portanto, sem proteção natural contra aquele tipo de radiação. Numa escala que vai de zero a 16, a capital do Rio Grande do Norte chegou a registrar índice 11 por volta do meio-dia. Isso significa que quem se expõe ao sol ali, nesse horário, tem três vezes mais chances de adquirir um melanoma, o câncer de pele (ou outra doença da pele), em comparação com alguém que está pegando uma cor em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde o índice de radiação é 4. Os raios ultravioleta também aceleram o envelhecimento. Localizada próximo à linha do equador, uma área alcançada por intensa luminosidade solar, há três anos Natal foi apontada pela Nasa como o lugar de ar mais puro da América do Sul. Agora, a descoberta de que os raios nocivos do Sol atingem em cheio a cidade deixou os natalenses preocupados.

5078 – O bronzeamento artificial faz mal à saúde?


Se for feito com muita freqüência, sim. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as lâmpadas das máquinas de bronzear lançam raios ultravioleta (UV) em uma quantidade duas a três vezes maior do que a emitida pelo Sol. Essa radiação é a responsável pelo escurecimento da pele: os raios UV estimulam a produção de melanina, o pigmento escuro que protege a derme. O bronzeamento é, na verdade, uma reação de defesa. Até aí, tudo bem. “O problema mesmo é quando você se expõe demais a essa energia concentrada”. É que os raios atravessam a epiderme e chegam às camadas mais profundas da pele. Lá estão as fibras de colágeno e elastina que a sustentam. Atingidas repetidamente, elas se rompem, acelerando o envelhecimento. O bombardeio de radiação ultravioleta sobre o DNA pode, eventualmente, ter também um outro efeito, bem mais nefasto: o câncer de pele. “Como isso é capaz de demorar décadas para se manifestar, ninguém acredita que abusar das máquinas faz mal”. Cuidado. Antes de se submeter a uma câmara de bronzeamento, consulte um dermatologista para saber qual é a dosagem adequada ao seu tipo de pele.

4873 – Raios Ultra Violeta – Efeitos sobre o organismo humano


O sol direto com irradiação prolongada, especialmente na praia, podem resultar em graves queimaduras, que seriam muito agravadas se não fosse a proteção invisível que o ozônio proporciona.
A camada de ozônio absorve apenas a radiação UV-B, entre 280 e 320nm.
Com a recente diminuição do ozônio, da camada de ozônio, a tendência é diminuir também o escudo protetor contra UV-B, cuja intensidade tende a aumentar.
Efeitos da UV-B à saúde Humana
A radiação UV-B pode exercitar ações biológicas adversas na pele humana que não estiver protegida.
Evidências médicas indicam claramente que a pele humana pode sofrer danos severos quando exposta à radiação UV-B natural do sol. Os efeitos mais citados na literatura são o câncer de pele e a supressão do sistema imunológico.
A pele humana tem uma importante função relativa à atividade imunológica, e a radiação UV-B pode interferir com o sistema imunológico humano através da pele. A supressão da capacidade imunológica enfraquece o sistema de defesa contra o câncer de pele, e debilita a defesa contra doenças infecciosas.
Pesquisas revelam que certos medicamentos como diuréticos, antibióticos e drogas em quimioterapia podem aumentar a sensibilidade da pele em relação à luz solar.
Tipos de pele Humana quanto a sensibilidade ao UV-B
Muitos dermatologistas realizaram experiências em relação a interação da radiação UV-B com o meio ambiente, especialmente com a pele humana, sendo capazes de prognosticar o número de minutos que o paciente pode expor-se ao sol sem queimar a pele. Através dessas experiências definiram 4 tipos de pele humana, de acordo com a sensibilidade ao raio UV-B.

Veja o ☻Mega Gráfico

A queimadura da pele é algo indesejável porque, em geral, representa dano à pele, o que deve ser evitado, ao contrário do bronzeado que não produz dano irreversível.
Índice Ultravioleta
Com as siglas I-UV ou UV Index, é um parâmetro criado para definir a intensidade de radiação a que o paciente está exposto, como no caso do sol na faixa UV-B. Existem 15 degraus de intensidade, sendo que o índice 15 corresponde ao mais intenso (pico do verão – meio dia).
Vários países como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, e outros, divulgam um índice de UV-B para informar e auxiliar sua população à cuidados com a pele, modificando a atitude das pessoas em relação ao sol. No Brasil, ainda não temos esse benefício.

O Brasil, ao contrário de outros países, é um país tropical, onde os níveis de radiação são mais intensos, obrigando a população a dobrar seus cuidados. Porém temos a vantagem de que nossa população, em geral, tem uma cor de pele mais escura, tendo maior resistência aos raios UV-B. Esta situação tem exceções em determinadas regiões do país. O nosso agravante é a enorme quantidade de praias, onde o brasileiro normalmente se expõe em demasia.
O índice de UV-B é um índice numérico que indica a intensidade da radiação UV-B. Aprendendo a usar o índice, como se fosse a temperatura ou a previsão de chuvas, a população teria melhores condições de programar o seu dia-a-dia, e desfrutar do sol sem prejudicar sua saúde.
Desta forma, o Brasil estará prestes a se juntar a outros países desenvolvidos na área ambiental, para informar a população brasileira, de modo quantitativo, sobre a intensidade da radiação solar no UV-B. (Kirchhoff, 1995). Enquanto isso não acontece, precisamos nos previnir com o que temos, prevenções com protetores e tratamentos cosméticos.
Variação diurna da UV-B
Pode-se esperar que em latitudes menores do que as de São Paulo, isto é, mais perto do Equador, as doses horárias de exposição solar sejam maiores, por uma questão de geometria.
No entanto, abaixo, indica-se valores referentes a São José dos Campos – SP, mais ou menos na época de outras regiões, mostram que a dose horária não varia muito nas mesmas faixas latitudinais.
Penetração dos raios na pele
Os raios UV são quase totalmente absorvidos pelas primeiras células epidérmicas. A luz visível é bem mais penetrante, atravessando integralmente 0,6 mm de pele. Os infravermelhos (IR) calóricos são mais penetrantes, porém perdem gradualmente esta propriedade a medida que aumenta a longitude de onda.
A radiação penetra na pele de maneira irregular, pois a mesma possui muitas camadas que também são dispostas irregularmente.
A penetração da radiação vai depender também de fatores individuais de cada pessoa, como a raça, as regiões do corpo afetadas, a cor e outros. A espessura da camada córnea representa um fator muito importante e explica o comportamento da pele da planta dos pés e da palma das mãos em relação a radiação solar.
Fora da atmosfera terrestre, a exposição direta a luz solar seria fatal à vida, devido a enorme energia radiante que emana das radiações termonucleares do sol. Porém, estamos protegidos pela ação filtrante do oxigênio. As ondas de menos de 240 nm (UV-C) convertem o oxigênio em ozônio, e este absorve os raios UV-B.

Como não existe nenhum meio no Brasil que permita sabermos as doses exatas de UV-A e UV-B que estão sendo transmitidas em determinadas horas do dia, podem se tornar muito mais lesivos, causando maiores possibilidades de moléstias, se não fosse a ação dos raios infravermelhos, que tem grande poder calórico. Isso pode se tornar um fator protetor, pois o indivíduo ao não suportar o imenso calor, se esconde do sol, protegendo-se um pouco mais.

A melanina é um pigmento fotoprotetor, que tem grande importância no mecanismo de absorção e reflexão da luz solar. A quantidade e distribuição da melanina influencia muito na resposta cutânea diante da luz solar.

A melanina atua como um verdadeiro filtro, absorve as radiações transformando-as em calor (descomposição térmica); capta a energia e estabiliza os radicais livres originados pela radiação.
No organismo humano, a pele é o órgão que efetua o maior aproveitamento desta energia radiante. A resposta cutânea à radiação solar se caracteriza pela formação de eritema, melanogênese, incrementando o número de queratonócitos e da espessura da camada córnea, com formação do estrato lúcido na parte mais profunda.
O eritema é o mais simples dos acidentes cutâneos provocados pelo sol. É um processo inflamatório que se manifesta pela presença de cor avermelhada na pele.
É uma resposta normal e transitória que se deve a reações originadas na camada espinhosa epidérmica e na derme quando os átomos de energia (radiação de forma intermitente) atravessam a camada córnea.
O grau de eritema que pode ser apresentado depende da raça e características de cada indivíduo. Porém, o eritema solar é condicionado apartir dos raios UV-B.
A pigmentação cutânea ou bronzeado se deve a neoformação de melanina. Também se observa uma maior produção de queratinócitos.
O bronzeado imediato se produz pelo escurecimento da melanina que ocorre devido a ação da luz na presença do oxigênio. O bronzeado tardio se deve a neomelanogênese pelos melanócitos, e aparecem de 2 a 3 dias após a exposição solar.
Já o infravermelho causa uma vasodilatação que se evidencia por um eritema precoce, imediato, que desaparece rapidamente.
As queimaduras da pele são causadas pelos raios ultravioletas. As zonas de queimadura solar se apresentam com um quadro inflamatório, em que predominam o eritema, sensação de calor acompanhada de dores.
A pele fica com aspecto arroxeado e quente, se tornando tensa e dolorida. Existe vasodilatação com aumento do fluxo sanguíneo e aumento da permeabilidade cutânea. Qualquer pequena exposição ao sol se torna intolerável. Depois de alguns dias, a epiderme descama e retorna a pigmentação.
Fora da atmosfera terrestre, a exposição direta a luz solar seria fatal à vida, devido a enorme energia radiante que emana das radiações termonucleares do sol. Porém, estamos protegidos pela ação filtrante do oxigênio. As ondas de menos de 240 nm (UV-C) convertem o oxigênio em ozônio, e este absorve os raios UV-B.
Como não existe nenhum meio no Brasil que permita sabermos as doses exatas de UV-A e UV-B que estão sendo transmitidas em determinadas horas do dia, podem se tornar muito mais lesivos, causando maiores possibilidades de moléstias, se não fosse a ação dos raios infravermelhos, que tem grande poder calórico. Isso pode se tornar um fator protetor, pois o indivíduo ao não suportar o imenso calor, se esconde do sol, protegendo-se um pouco mais.
A melanina é um pigmento fotoprotetor, que tem grande importância no mecanismo de absorção e reflexão da luz solar. A quantidade e distribuição da melanina influencia muito na resposta cutânea diante da luz solar.
A melanina atua como um verdadeiro filtro, absorve as radiações transformando-as em calor (descomposição térmica); capta a energia e estabiliza os radicais livres originados pela radiação.
No organismo humano, a pele é o órgão que efetua o maior aproveitamento desta energia radiante. A resposta cutânea à radiação solar se caracteriza pela formação de eritema, melanogênese, incrementando o número de queratonócitos e da espessura da camada córnea, com formação do estrato lúcido na parte mais profunda.
O eritema é o mais simples dos acidentes cutâneos provocados pelo sol. É um processo inflamatório que se manifesta pela presença de cor avermelhada na pele.
É uma resposta normal e transitória que se deve a reações originadas na camada espinhosa epidérmica e na derme quando os átomos de energia (radiação de forma intermitente) atravessam a camada córnea.
O grau de eritema que pode ser apresentado depende da raça e características de cada indivíduo. Porém, o eritema solar é condicionado apartir dos raios UV-B.
A pigmentação cutânea ou bronzeado se deve a neoformação de melanina. Também se observa uma maior produção de queratinócitos.
O bronzeado imediato se produz pelo escurecimento da melanina que ocorre devido a ação da luz na presença do oxigênio. O bronzeado tardio se deve a neomelanogênese pelos melanócitos, e aparecem de 2 a 3 dias após a exposição solar.
Já o infravermelho causa uma vasodilatação que se evidencia por um eritema precoce, imediato, que desaparece rapidamente.
As queimaduras da pele são causadas pelos raios ultravioletas. As zonas de queimadura solar se apresentam com um quadro inflamatório, em que predominam o eritema, sensação de calor acompanhada de dores.
A pele fica com aspecto arroxeado e quente, se tornando tensa e dolorida. Existe vasodilatação com aumento do fluxo sanguíneo e aumento da permeabilidade cutânea. Qualquer pequena exposição ao sol se torna intolerável. Depois de alguns dias, a epiderme descama e retorna a pigmentação.

4872 – O Verão Chegou, cuidado com os raios UV


Se você quer pegar aquele bronzeado, aqui vai um lembrete:

Por que é importante proteger-se do sol?

A exposição exagerada ao sol é prejudicial por causa da radiação ultravioleta. Essa radiação é bastante diferente da luz que enxergamos e do calor que sentimos na nossa pele; em outras palavras, não enxergamos, nem sentimos imediatamente, o contato de nosso organismo com os raios ultravioleta. Na nossa região, próxima à linha do equador, a radiação ultravioleta tem intensidade extremamente elevada e é a responsável pelo sofrimento de uma enorme quantidade de pessoas, principalmente aquelas que se expuseram muito ao sol no decorrer da vida – trabalhadores rurais, motoristas profissionais, trabalhadores que andam muito sob o sol, pessoas que se bronzearam muito, pescadores, adeptos de esportes ao ar livre, pilotos etc.
Muitas doenças são causadas pela radiação ultravioleta: na pele, pode ocasionar o temível câncer (principalmente nas pálpebras, orelhas, nariz, bochechas, lábios e outras regiões expostas), a retração de pálpebras inferiores (deixando a pessoa com olho de “aspecto de buldogue”) e o envelhecimento precoce; nos olhos, a radiação ultravioleta pode ser responsável ou piorar as seguintes doenças:
– pinguécula e pterígio (a “carne crescida”);
– disfunção lacrimal, inflamação permanente da superfície ocular ou olho seco;
– catarata;
– doenças do fundo do olho (cegueira causada por lesões da retina, que podem ser súbitas (maculopatia solar) ou crônicas (degeneração macular), isto é, decorrente dos muitos anos de exposição);
– câncer das pálpebras e conjuntiva ocular.
Evitando danos

A única maneira de evitar essas doenças é a proteção contra a radiação ultravioleta, desde a infância. Algumas pessoas submetem-se ao sol por toda a vida, por questões profissionais), mas mesmo as pessoas que não trabalham sob o sol costumam ter um passado de sol. Na maioria das pessoas, cerca de 80% da exposição aos raios ultravioleta ocorre até os 18 anos de idade, fase em que o indivíduo geralmente está mais desprotegido. É essa exposição, no começo da vida, que irá cobrar um preço alto, mais tarde, na vida adulta.
Entretanto, é preciso ficar muito claro que:
NÃO É A COR ESCURA DA LENTE QUE PROTEGE OS OLHOS. LEMBRE-SE: RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NÃO É LUZ VISÍVEL. A COR DA LENTE DOS ÓCULOS NÃO QUER DIZER NADA.
Existem óculos claros, isto é, sem cor nenhuma, com proteção ultravioleta de 100%. E existem muitos óculos de sol, escuros, que têm qualidade ruim e não fornecem proteção adequada contra a radiação ultravioleta. Por isso, somente compre óculos de procedência confiável, porque não dá para distinguir, apenas observando, quais óculos têm proteção contra raios ultravioleta e quais não têm.
Usar óculos escuros ruins, de má qualidade, provavelmente faz mais mal do que ficar sem óculos, porque a lente escurecida faz com que a claridade não incomode e o olho então se abra, fazendo com que mais radiação ultravioleta atinja os olhos.
Medidas preventivas
Usar óculos escuros com proteção UVA + UVB desde a infância. É a melhor proteção, mas as crianças nem sempre usam.
Usar boné/chapéu/sombrinha: ajuda um pouco, mas não é suficiente;
Evitar a exposição ao sol entre as 9h e as 16h;
Exija o certificado
Nem sempre o selo estampado sobre as lentes garante a proteção adequada à radiação solar. Por isso, recomenda-se adquirir os óculos em lojas especializadas, que garantem a procedência e a qualidade das lentes. Nas ópticas com o fotômetro, é possível verificar no mesmo momento da compra se há proteção solar adequada.

Escola Paulista de Medicina

4871 – Visão e Radiação – O que é a Radiação Ultravioleta?


Veja o ☻Mega Gráfico

É a radiação eletromagnética ou os raios ultravioleta com um comprimento de onda menor que a da luz visível e maior que a dos raios X, de 380 nm a 1 nm. O nome significa mais alta que (além do) violeta (do latim ultra), pelo fato de que o violeta é a cor visível com comprimento de onda mais curto e maior frequência.
A radiação UV pode ser subdividida em UV próximo (comprimento de onda de 380 até 200 nm – mais próximo da luz visível), UV distante (de 200 até 10 nm) e UV extremo (de 1 a 31 nm).
No que se refere aos efeitos à saúde humana e ao meio ambiente, classifica-se como UVA (400 – 320 nm, também chamada de “luz negra” ou onda longa), UVB (320–280 nm, também chamada de onda média) e UVC (280 – 100 nm, também chamada de UV curta ou “germicida”). A maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida pela atmosfera terrestre. A quase totalidade (99%) dos raios ultravioleta que efetivamente chegam a superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e sua parcela que chega à Terra é responsável por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera.
As faixas de radiação não são exatas. Como exemplo, o UVA começa em torno de 410 nm e termina em 315 nm. O UVB começa em 330 nm e termina em 270 nm aproximadamente. Os picos das faixas estão em suas médias.
Seu efeito bactericida a torna utilizável em dispositivos que mantêm a assepsia de certos estabelecimentos.
Outro uso é a aceleração da polimerização de certos compostos. Também é utilizada para apagar dados escritos em uma memória eletrônica EPROM.
Muitas substâncias, quando expostas à radiação UV, se comportam de modo diferente de quando expostas à luz visível, tornando-se fluorescentes. Este fenômeno se dá pela excitação dos elétrons nos átomos e moléculas dessa substância ao absorver a energia da luz invisível. Ao retornar a seus níveis normais (níveis de energia), o excesso de energia é reemitido sob a forma de luz visível.
Luz negra
Existem certas lâmpadas ultravioleta que emitem comprimentos de onda próximos à luz visível entre 380 e 420 nm. Estas são chamadas de lâmpadas de “luz negra”.
O UV destas lâmpadas é obtido principalmente através de uma lâmpada fluorescente sem a proteção do componente (fósforo) que a faz emitir luz visível.
Dentro da lâmpada há um vapor (mercúrio) que, na passagem de elétrons, emite radiação no comprimento de onda do ultravioleta. Esta radiação liberada “bate” na borda da lâmpada que é revestida internamente por um fósforo. O fósforo excitado com a energia recebida reemite a energia em comprimentos de onda do visível (branco).
A diferênça para a luz negra, é que esta não possui o revestimento de fósforo, deixando, assim, passar toda radiação ultravioleta.
Este tipo de luz é usada em aparelhos elétricos para atrair insetos e eletrocutá-los. Outros tipos de uso são para identificar dinheiro falso, decoração, boates e tuning.
Você sabia que…
A “luz negra”, geralmente observada em boates, na realidade emite uma pequena porcentagem de luz violeta e uma grande porcentagem de raios ultravioleta, invisível ao olho humano. Entretanto, alguns materiais denominados fotoluminescentes, absorvem os raios ultravioleta e devolvem ao ambiente raios com freqüências menores, na região do violeta. Essa fluorescência permite efeitos luminosos interessantes, como aqueles observados em boates.
Pela mesma razão alguns sabões em pó “lavam mais branco”: após a lavagem, a roupa reflete a parte visível dos raios solares e também transforma o ultravioleta em visível. Portanto, essa peça de roupa emite mais luz visível do que recebe: “é mais branca”. Entretanto, isso não significa, necessariamente, que esse sabão deixe a roupa mais limpa do que os outros.
Ao olharmos para uma fonte de luz pontual, como por exemplo as luzes de uma cidade a noite, geralmente, observarmos a deformação dessa fonte em nossos olhos (como o desenho de uma estrela de natal). Esse é um exemplo simples do comportamento ondulatório da luz. Ela é difratada ao passar pela pupila do olho, ou por entre os cílios quando os olhos estão entreabertos.
“À noite, todos os gatos são pardos”.
Não sabemos ao certo a origem dessa frase, mas com certeza, ela pode ter uma explicação física. Ocorre que a noite, quando a luminosidade é pouca, o olho humano é mais sensível à região azul do espectro da luz, menos sensível ao amarelo e menos ainda ao vermelho. Além disso, com baixa luminosidade, as células responsáveis pela visão colorida, os cones, são muito menos sensíveis do que os bastonetes que distinguem apenas as diferentes intensidades de brilho e, portanto, correspondem à uma visão em preto e branco. Assim, de modo geral, todas as coisas ao nosso redor adquirem uma tonalidade cinza (ou parda) quando a luminosidade do ambiente é fraca.

4870 – Sol – Matança Ultravioleta


Ninguém sabe por quê, mas algumas espécies de anfíbios parecem em acelerada marcha para a extinção. Uma nova sugestão é que os animais estão sendo mortos por raios ultravioleta do Sol. Essa radiação estaria se tornando mais intensa, nos últimos anos, devido à destruição da protetora camada de ozônio na alta atmosfera. “A procriação dos anfíbios está severamente ameaçada, pois seus ovos não suportam a superexposição à radiação”, dizem biólogos da Universidade do Estado do Oregon, perto de Portland, nos Estados Unidos. Os mais afetados seriam o sapo Bufo boreas, a rã Rana cascadae e a perereca Hyla regilla. Os cientistas dizem que, normalmente, uma enzima chamada fotoliase repara qualquer dano causado ao DNA dos embriões de anfíbios. Isso não ocorre sob altas doses de radiação.

4123 – Raios UV


Como os tripulantes das naves espaciais se protegem da radiação ultravioleta,já que eles voam a uma altura de mais de 400 quilômetros, muito acima da camada de ozônio?
A radiação ultravioleta é muito menos penetrante que outras radiações existentes no espaço. Não consegue atravessar nem o casco, nem as janelas da nave, feitas com material transparente à luz do sol, mas opaco ao ultravioleta, explica um engenheiro elétrico, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, São Paulo. Fora da nave, as vestimentas também se constituem em barreira eficiente e as viseiras oferecem proteção semelhante à das janelas dos veículos espaciais.