11.635 – “Margaridas mutantes” crescem em Fukushima


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O caso das “margaridas mutantes”, que crescem próximo à planta nuclear de Fukushima, surpreende e coloca os cientistas em alerta, ao revelar deformações significativas nas flores. Embora os estudos relacionados ao assunto ainda não permitam estabelecer claramente as causas das mutações nos botões da flor, as imagens, registradas e publicadas pelo japonês @san_kaido, no Twitter, sugerem que isso poderia estar relacionado às radiações provenientes da planta de Fukushima.
As “margaridas mutantes” não seriam a primeira alteração detectada após a catástrofe nuclear, causada pelo violento tsunami de 2011. Em 2014, vários estudos demonstraram uma redução drástica da população local de mariposas, além do aumento significativo da taxa de mortalidade e de anomalias morfológicas desses insetos.
Os cientistas continuam investigando o caso das margaridas, já que as causas de sua mutação podem estar relacionadas a outros motivos além da radiação.

11.612 – Explosão de raios gama pode ser a explicação para não termos encontrado aliens


Raios gama no espaço
Raios gama no espaço

As mortais explosões de raios gama poderiam ajudar a explicar o chamado Paradoxo de Fermi, a aparente contradição entre a alta chance de vida extraterrestre e a falta de provas de que ela realmente exista – teoria popularmente chamada de “O Grande Silêncio”.
O que são explosões de raios gama
Explosões de raios gama são breves, porém intensas, explosões de radiação eletromagnética de alta frequência. Essas explosões emitem tanta energia como o sol durante todo o seu tempo de vida, o que corresponde a 10 bilhões de anos.
Os cientistas acreditam que essas explosões podem ser causadas por estrelas gigantes explodindo, as chamadas hipernovas, ou por colisões entre pares de estrelas mortas conhecidas como estrelas de nêutrons.
As explosões de raios gama ameaçam ou ameaçaram a Terra?

Se uma explosão de raios gama aconteceu em algum momento dentro da Via Láctea, isso poderia ter causado estragos extraordinários caso a energia liberada fosse apontada diretamente para a Terra, mesmo que tivesse ocorrido há milhares de anos-luz de distância.
Embora os raios gama não penetrem na atmosfera da Terra, eles são fortes o suficiente para queimar o chão. Isso significa que eles iriam danificar quimicamente a atmosfera, destruindo a camada de ozônio que protege o planeta dos raios ultravioletas prejudiciais – e isso poderia provocar extinções em massa.
Também é possível que as explosões de raios gama possam vomitar raios cósmicos, que são partículas de alta energia que podem criar uma experiência semelhante a uma explosão nuclear para aqueles que estiverem na face da Terra que estiver de frente para a explosão, causando doenças horríveis de radiação.
Os pesquisadores investigaram quão provável seria que uma explosão como esta pudesse ter causado danos ao nosso planeta em algum momento do passado.
Antes de continuar nesse raciocínio, é importante a gente saber um coisa: explosões de raios gama são tradicionalmente divididas em dois grupos: longas e curtas. O critério para essa divisão é o tempo de duração, que pode ser mais ou menos de 2 segundos. Rajadas longas de raios gama são associadas com a morte de estrelas massivas, enquanto rajadas curtas são provavelmente causadas pelas fusões de estrelas de nêutrons.
Na maioria dos casos, rajadas longas de raios gama acontecem em galáxias muito diferentes da Via Láctea, como, por exemplo, galáxias anãs pobres em qualquer elemento mais pesado que o hidrogênio e o hélio. Sendo assim, quaisquer explosões longas de raios gama na Via Láctea provavelmente serão confinadas em regiões da galáxia que tem baixa concentração de qualquer elemento mais pesado que o hidrogênio e hélio, disseram os pesquisadores.
E isso significa que…
Para os cientistas, a chance de que uma explosão longa de raios gama tenha provocado extinções em massa na Terra é de 50% nos últimos 500 milhões anos, 60% no último 1 bilhão ano, e mais de 90% nos últimos 5 bilhões de anos.
Para efeito de comparação, o sistema solar tem cerca de 4,6 bilhões de anos.
Explosões curtas de raios gama acontecem cerca de cinco vezes mais do que as longas. No entanto, uma vez que essas rajadas curtas são mais fracas, os pesquisadores descobriram que tinham efeitos fatais insignificantes na Terra. Eles também calcularam que explosões de raios gama de galáxias fora da Via Láctea provavelmente não representam uma ameaça para a Terra. UFA!
Estes resultados sugerem que uma explosão de raios gama nas proximidades pode ter causado uma das cinco maiores extinções em massa na Terra, como a extinção do Ordoviciano que ocorreu 440 milhões de anos atrás. A extinção Ordoviciano foi o primeiro dos chamados Cinco Grandes Eventos de Extinção, e é considerada por muitos como a segunda maior de todos os tempos.
Os cientistas investigaram também o perigo que explosões de raios gama poderiam representar para a vida (se é que ela existe) em outros lugares na Via Láctea. A concentração de estrelas é mais densa em direção ao centro da galáxia, o que significa que mundos lá enfrentam um risco maior de explosões de raios gama.
Desta maneira, planetas que ficam em uma região de cerca de 6.500 anos-luz ao redor do núcleo da Via Láctea, onde moram 25% das estrelas da galáxia, tem uma chance de 95% de um raio gama letal ter explodido por lá nos últimos bilhões de anos. Os pesquisadores sugerem que a vida, como é conhecida na Terra, poderia sobreviver com certeza só na periferia da Via Láctea, há mais de 32.600 anos-luz do núcleo galáctico.
Os pesquisadores analisaram também o perigo que explosões de raios gama podem representar para o universo como um todo. Eles sugerem que, devido a rajadas de raios gama, a vida como é conhecida na terra pode se desenvolver de forma segura em apenas 10% de galáxias. Eles também sugerem que esse tipo de vida só poderia ter se desenvolvido nos últimos 5 bilhões de anos. Antes disso, as galáxias seriam menores em tamanho, e explosões de raios gama teriam acontecido perto o suficiente para causar extinções em massa em todos os planetas que potencialmente poderiam abrigar alguma forma de vida.
A resposta para o Grande Silêncio

Esta poderia ser uma explicação, ou pelo menos um caminho, para solucionar o chamado Paradoxo de Fermi ou o “Grande Silêncio”, disse o autor do estudo Tsvi Piran, físico da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Por que não encontramos civilizações avançadas até agora? A Via Láctea é muito mais antiga do que o nosso sistema solar e havia tempo e espaço suficiente para formação de sistemas planetários com condições semelhantes às da Terra, com características propícias ao desenvolvimento da vida em outro lugar na galáxia. Então, por que não?
A resposta para isso pode ser justamente que explosões de raios gama têm atingido muitos planetas que poderiam abrigar vida. A crítica mais grave dessas estimativas, também segundo Piran, é que a gente tem mania de pensar na vida como a conhecemos, quando sempre existe a possibilidade de haver outras formas de vida, inclusive uma que seja resistente à radiação.

11.611 – Satélite encontra raios gama emitidos 5 bilhões de anos atrás


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Um blazar queimou abruptamente, desencadeando uma intensa chuva de raios gama. Correndo pelo universo por milênios, ele finalmente se chocou contra um satélite da Agência Espacial Italiana (ASI, do italiano Agenzia Spaziale Italiana) ao longo de vários dias em junho deste ano, estabelecendo um novo recorde para o objeto de alta energia mais luminoso que já vimos.
O buraco negro monstruoso no centro de 3C 279 transforma o coração da galáxia em um blazar: uma galáxia ativa alimentada por um buraco negro supermassivo equivalente a um bilhão de sóis compactada em nosso sistema solar. Por um capricho da geometria, os jatos de alta energia jorrando do sistema são orientados diretamente para nós aqui na Terra, tornando-os incrivelmente brilhantes. De vez em quando, por razões que ainda não compreendemos, eles ficam ainda mais brilhantes. Em junho deste ano, o blazar produziu a chuva de raios gama mais reluzente já observada.
O primeiro raio gama chegou ao Fermi em 14 de junho, com a intensidade da chuva aumentando em uma ordem de magnitude que atingiu seu pico dois dias depois. A mudança foi mais do que abrupta: a astrônoma da ASI Sara Cutini explica ao portal io9: “Um dia, a 3C 279 era apenas uma das muitas galáxias ativas que vemos, e no dia seguinte era a coisa mais brilhante no céu de raios gama”. Em 18 de junho, a visão tinha desaparecido.
O satélite de raios gama AGILE da Agência Espacial Italiana avistou a chama primeiro, seguido pelo telescópio espacial Fermi de Raios Gama da Nasa. Em seguida, o satélite de resposta rápida Swift, também da Nasa, começou a fazer observações de acompanhamento, enquanto a nave espacial INTEGRAL da Agência Espacial Europeia já estava na direção certa para se unir às observações. Com o evento confirmado, mais telescópios ópticos e de rádio terrestres se juntaram à festa.
A visualização montada pelo Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa abrange um segmento de cinco graus do céu centrado em 3C 279 a partir de dados coletados pelo Fermi entre 14 e 17 de junho de 2015. Os tamanhos e cores dos círculos mudam, indo de pequenos círculos brancos até grandes e de cor magenta. O raio de mais alta energia detectado perto do final da chuva atinge 52 bilhões de elétrons-volt de energia. Apesar de estar um milhão de vezes mais longe, a explosão do blazar de 3C 279 foi quatro vezes mais brilhante que o pulsar Vela, a fonte de raios gama mais persistente que descobrimos. O que exatamente causou a labareda abrupta é desconhecido.
Este blazar específico é particularmente especial na história da ciência: um de seus raios estabeleceu o recorde para a fonte de raios gama mais distante e luminosa já observada logo depois da inauguração do Observatório de Raios Gama Compton (CGRO, do inglês Compton Gamma Ray Observatory), da Nasa. Em 1991, como agora, a chama não era apenas uma fonte de raios gama surpreendentemente brilhante, mas de maneira improvável conseguiu ficar ainda mais brilhante em alguns dias. Robert Hartman, um cientista da equipe original do CGRO e agora do Fermi, lembra que o brilho emitido pelo objeto variava substancialmente, tornando-se quatro vezes mais brilhante no espaço de 10 dias.

10.861 – Mega Curtíssima – Floresta de Chernobyl não se decompõe


A alta radioatividade em torno da usina de Chernobyl, que explodiu em 1986, matou os fungos do local. Segundo um novo estudo, isso está impedindo a decomposição das plantas – há árvores que estão mortas há 15 anos, mas ainda não começaram a apodrecer.
Leia mais sobre o acidente de Chernobyl aqui mesmo no ☻ Mega.

10.136 – A blindagem contra radiação de celulares funciona?


Quase todo mundo tem um celular, e há alguns anos, o temor de que os campos eletromagnéticos (CEMs) dos telefones sejam cancerígenos criou um enorme mercado potencial.
Alguns consumidores usam fones de ouvido para falar ao celular, outros compram protetores especiais que são inseridos nos celulares e supostamente bloqueiam as ondas eletromagnéticas nocivas.
No início desta semana, na seção Ciência do New York Times, um anúncio de página inteira divulgava um certo Aires Shield, que promete “neutralizar a radiação nociva” dos celulares. Segundo o material promocional, a radiação pode causar depressão, estresse, dores de cabeça, insônia, depressão e até câncer no cérebro.
Disponível em uma ampla variedade de modelos, que custam entre 39 dólares (Aries Shield, “um microprocessador de silício que decompõe oscilações nos campos eletromagnéticos”) a 249 dólares (Aires Defender Utility, “com dois microprocessadores de última geração, que fornecem proteção universal contra a poluição eletromagnética das frequências de banda larga”).
O conteúdo do site da empresa discorre sobre hologramas, modelos fractais e energias. Apesar da aparência arrojada, há razões para desconfiar de que o Aires Shield e outros escudos antirradiação não estejam à altura do que prometem.
Por exemplo, embora o anúncio afirme que o produto é “premiado e clinicamente aprovado”, não há nenhuma informação ou evidência disponível que comprove cientificamente sua eficácia. O site está repleto de erros ortográficos, o que é bem estranho para uma empresa multinacional de alta tecnologia.
A página “Pesquisas”, por exemplo, afirma que “A Aires Technologies são mais de 12 anos (sic). Durante esse período, foi realizada uma série de estudos sobre os mecanismos de transformadores coesos, com efeito sobre os processos físicos, químicos, tecnológicos e biológicos. Os estudos foram realizados em estreita colaboração com as principais instituições acadêmicas e de pesquisa”.
Há poucas referências a estudos já publicados ou artigos científicos que comprovem que o blindagem da Aires (ou qualquer outra) realmente funciona. A página
“Pesquisas” contém uma lista impressionante de estudos que parecem científicos e descobertas que demonstram a importância de produtos do gênero contra a radiação dos celulares – por algum motivo, todos da Rússia.
A maioria das pesquisas é atribuída a uma certa “UPEPP”, provavelmente a Universidade Politécnica Estadual de São Petersburgo, e algumas delas teriam sido realizadas pela Academia Médica Militar de Kirov. No entanto, não está claro por que uma academia militar conduziria testes clínicos sobre radiação de celulares de uso civil. Os nomes dos cientistas responsáveis foram omitidos, assim como quaisquer resultados publicados.
Recheada de fotos aleatórias de bancos de imagens e ilustrações genéricas de cientistas, laboratórios e cérebros, a linguagem do site é intencionalmente complicada, entremeada por jargão médico. Na verdade, até uma leitura superficial dos estudos citados desperta suspeitas, sugerindo que a informação não é confiável. Por exemplo, um dos “estudos” afirma que “um organismo humano vivo consiste principalmente de água (95% de água na infância e 60% na velhice)”.
W. Kim Johnson, físico aposentado e ex-presidente da Academia de Ciências do Novo México, analisou o site da Aires para o Discovery Notícias e afirmou que o material é “balela”. “Os autores da descrição técnica do dispositivo da Aires parecem usar uma seleção aleatória de termos técnicos. A descrição do dispositivo é puro jargão e, no fim das contas, não quer dizer nada”.
O fato é que a blindagem contra a radiação eletromagnética é desencessária porque os celulares não são perigosos. E os cientistas citam várias razões para os mecanismos que supostamente prejudicam a saúde serem cientificamente improváveis.
Para começar, os campos eletromagnéticos gerados pelos celulares não são potentes o bastante para romper as ligações moleculares e químicas nas células humanas e, portanto, não podem danificá-las como a radiação ionizante. Além disso, os campos elétricos gerados pelos celulares são muito mais fracos que os que ocorrem naturalmente no interior do organismo.
Abaixo, segue o trecho de uma conclusão publicada em uma revista científica sobre as ligações entre campos eletromagnéticos, celulares e saúde: “A pesquisa epidemiológica mostra um nível baixo de associação, inconsistências e relações ausentes de dose/efeito. Um mecanismo biológico de ação ainda é discutível. Não foi comprovado nenhum dano à saúde humana. Conclusão: não há base científica para os efeitos nocivos dos CEMs sobre a saúde humana”.
Segundo Johnson “o corpo humano é constantemente exposto a muitas outras fontes de radiação eletromagnética de baixa e alta frequência, tanto naturais como artificiais. Os celulares emitem uma quantidade de energia tão pequena que nem se compara à exposição normal às fontes de radiação eletromagnética”.

10.014 – Radiação – Glossário


Fissão nuclear: Reação nuclear que consiste na ruptura do núcleo pesado de um átomo (geralmente de urânio) em dois átomos menores por meio do choque de nêutrons. Essa ruptura é responsável pela emissão de energia que esquenta a água do sistema de refrigeração, utilizada para gerar o vapor (energia térmica) que gira uma turbina, produzindo eletricidade. É o processo que acontece nas usinas nucleares para geração de energia. A grande vantagem da energia nuclear é que apenas 10 gramas de urânio, um combustível nuclear, equivalem a 1,2 tonelada de carvão mineral, utilizado em usinas termoelétricas.

Reator nuclear: Local onde acontece a fissão nuclear em cadeia para geração de energia térmica. Existem vários tipos de reatores. Um dos mais utilizados é o reator a água em ebulição. É o tipo presente na usina japonesa de Fukushima, onde a situação é mais grave.

Reator a água em ebulição: O calor liberado durante a fissão nuclear serve para ferver a água do sistema de refrigeração. O calor gira uma turbina que transforma a energia térmica em eletricidade.

Varetas de combustível: Estrutura cilíndrica que contém o combustível nuclear (normalmente urânio), disposto em pastilhas submersas no sistema de refrigeração primário. É um recipiente hermético que abriga o combustível nuclear. Impede a saída dos produtos da fissão nuclear e garante a resistência mecânica que assegura a integridade do combustível. É a primeira barreira a impedir o escape do material radioativo.

Barras de controle: São estruturas que passam através das varetas de combustível para controlar a fissão nuclear em cadeia. Quando as barras de controle estão totalmente para fora, o reator está trabalhando no máximo da capacidade para gerar energia térmica. Quando estão totalmente dentro, significa que o reator está ‘parado’ (não há reação nuclear em cadeia).

Vaso de controle: As varetas de combustível são colocadas dentro de um grande vaso de aço com paredes de cerca de 30 centímetros. Ele é montado sobre uma estrutura de concreto, com cerca de cinco metros de espessura na base. O vaso de controle é a segunda barreira física para impedir a saída de material radioativo para o meio ambiente.

Contenção: Grande ‘carcaça’ de aço usada para abrigar o vaso de controle e o gerador de vapor. É construída para manter contidos os gases ou vapores possíveis de serem liberados durante a operação do reator. É a terceira barreira para impedir que material radioativo seja lançado ao meio ambiente.

Edifício do reator: Último envoltório, de concreto, revestindo a contenção. É a quarta barreira que serve para impedir a saída de material radioativo para o meio ambiente e, além disso, protege contra impactos externos (queda de aviões e explosões).

Circuito de refrigeração externo: É o circuito de água que parte de uma fonte natural (rio, represa, lago, mar) para condensar o vapor de água depois que ele movimenta a turbina (semelhante às usinas termoelétricas de carvão e gás). Essa água nunca entra em contato com o combustível nuclear. Ela volta ao rio, represa ou mar, a uma temperatura ligeiramente superior à inicial.

Circuito de refrigeração primário: Sistema em que circula o fluido de refrigeração (composto em grande parte por água) de um reator nuclear. É o circuito que está em contato direto com as varetas de combustível, extraindo o calor gerado pela fissão nuclear, para se transformar em vapor e incidir sobre a turbina e produzir eletricidade.

Derretimento: Dano grave ao núcleo do reator nuclear, causado por superaquecimento. O derretimento do núcleo ocorre quando uma falha severa do sistema de refrigeração impede o resfriamento apropriado do combustível nuclear. Sem refrigeração, as varetas de combustível nuclear esquentam até derreter. A situação é considerada grave porque há risco de vazamento do material radioativo (o combustível nuclear). Além disso, o derretimento faz com que o núcleo do reator fique instável podendo ocorrer explosões.

Sievert (Sv): É a unidade que mede os efeitos biológicos da radiação – os efeitos físicos são medidos por outra unidade, chamada gray (Gy). A dose de radiação no tecido humano, em Sv, é encontrada pela multiplicação da dose medida em gray por outros fatores que dependem do tipo de radiação, parte do corpo atingida, tempo e intensidade de exposição.

9938 – Radiação infravermelha da Terra pode ser fonte de energia


Físicos da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade Harvard conceitualizaram um dispositivo que produziria energia das emissões naturais de raios infravermelhos da Terra para o espaço.
O planeta emite continuamente 100 milhões de gigawatts de calor infravermelho, o bastante para satisfazer as necessidades de energia do mundo milhares de vezes. Se a tecnologia pudesse capturar mesmo uma fração disto, os problemas de energia da humanidade estariam resolvidos.
Aquecida pelo sol, a Terra é quente comparada ao frio vácuo do espaço. Por conta de recentes avanços tecnológicos, os cientistas afirmam que este desequilíbrio de calor logo poderia ser transformado em eletricidade de corrente contínua, aproveitando uma fonte de energia vasta e não explorada.
Um dos dispositivos imaginados pelos físicos lembraria um painel solar fotovoltaico, mas em vez de capturar a luz invisível, geraria eletricidade emitindo a luz infravermelha. O mecanismo consistiria em uma chapa “quente” em temperatura ambiente, e de ar abaixo de uma placa “fria”, virada para cima e feita de um material de alta capacidade de emissão que resfria ao emitir com grande eficiência o calor da radiação para o espaço.
Os pesquisadores calculam que a diferença de calor entre as placas poderia gerar alguns watts por metro quadrado, dia e noite. Seria difícil manter a placa “fria” mais fria que a temperatura ambiente, mas o princípio geral funciona.
O segundo mecanismo proposto usa as diferenças de temperatura entre diodos de nanoescala e antenas, informa o International Business Times.

9360 – A Radiação Beta


Processos nucleares ou radioativos são aqueles oriundos do núcleo atômico, ou diretamente pela emissão de partículas (massa), ou através de uma modificação de sua estrutura interna (energia). Os processos de origem nuclear são caracterizados pela alta taxa de energia envolvida, uma vez que envolvem o núcleo de átomos (a força nuclear) ao invés dos processos de origem química, onde a eletrosfera atômica está diretamente envolvida.
Entre os processos de origem nuclear estão os raios beta, ou a radiação beta. Certos tipos de átomos sofrem um decaimento nuclear denominado beta, entre eles estão o potássio-40, o carbono-14 e o iodo-132. Dessa forma, ao se conhecer elementos beta emissores, torna-se possível utilizar a radiação beta em alguns processos industriais e laboratoriais, que vão desde diagnósticos médicos ao tratamento do câncer.
A química de uma radiação beta (β) é relativamente mais complexa do que a das demais partículas. Ocorre que uma radiação beta trata-se de elétrons dotados de alta energia emitidos de núcleos atômicos instáveis em um processo denominado de emissão beta. Entretanto, como pode um núcleo atômico emitir um elétron, partícula originalmente inexistente no núcleo de um átomo? A resposta está no fato de que em um decaimento beta ocorre uma conversão nuclear de um próton em um nêutron, um elétron e um neutrino. O próton permanece no núcleo atômico, o neutrino e o elétron são projetados.

“Quando um núcleo emite uma partícula beta, também emite um neutrino. Um neutrino não tem carga elétrica e quase não tem massa. Na radiação de partículas beta negativas, um nêutron no núcleo transforma-se em um próton, um elétron negativo e um neutrino. O elétron e o neutrino são emitidos no instante em que se formam, e o próton permanece no núcleo. Isto significa que o núcleo passa a conter mais um próton e menos um nêutron. Por exemplo, um isótopo de carbono, o 6C14, emite elétrons negativos. O C14 tem oito nêutrons e seis prótons. Quando se desintegra, um nêutron se transforma em um próton, um elétron e um neutrino. Após a emissão do elétron e do neutrino, o núcleo contém sete prótons e sete nêutrons. Seu número de massa permanece o mesmo, mas seu número atômico aumenta de um”1. Assim, um decaimento beta é considerado uma força nuclear fraca.
Com relação ao seu poder de penetração, as partículas beta situam-se entre as partículas alfa (de menor poder de penetração) e as partículas gama (de maior poder de penetração). “As partículas beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s”2.
A radiação beta está presente também em um típico tubo de televisão, que funciona a partir de uma metralhadora de elétrons, os quais tornam-se luz quando são absorvidos pelo elemento fósforo que recobre internamente o tubo de projeção da imagem.

8925 – Vapor desconhecido começa a vazar de reator em usina de Fukushima


Técnicos da central nuclear de Fukushima detectaram uma nova fuga de vapor, de causa desconhecida, sobre o reator 3, cujo prédio foi danificado em março de 2011 por uma explosão de hidrogênio, informou nesta sexta-feira (13) a companhia Tokyo Electric Power (Tepco).
O vapor foi observado pela primeira vez no dia 18 de julho passado, mas se dissipou e voltou a aparecer várias vezes até o dia 7 de agosto.
Mas na manhã desta sexta-feira, o vapor voltou a ser observado, às 8h local, 20h de Brasília, por uma câmera de monitoramento, revelou a Tepco, operadora do complexo nuclear atingido pelo tsunami de 11 de março de 2011.
O resfriamento da piscina e do reator prosseguem de forma estável, do mesmo modo que a introdução de nitrogênio, revela um e-mail da Tepco, acrescentando que não há mudança nos níveis de radiação na zona.
Apesar das afirmações do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, de que ‘a situação está sob controle’, diversos incidentes seguem ocorrendo no complexo de Fukushima.
Segundo o vice-presidente da Tepco, Zengo Aizawa, a central nuclear ‘ainda vive um estado de hospital de campo de batalha’.

8871 – Altos níveis de radiação são detectados em outros três tanques de Fukushima


A Tepco, empresa operadora da usina nuclear de Fukushima, anunciou neste domingo que detectou altos níveis de radiação em três tanques de armazenamento de água contaminada e em uma das tubulações, o que pode significar novos vazamentos. A radiação detectada é de entre 70 e 1,8 mil milisieverts por hora, um nível de radioatividade 18 vezes maior que o registrado no mesmo lugar na semana passada, informou a Tokyo Electric Power (Tepco).
A lei japonesa estabelece que o nível seguro de exposição anual a radiação está em 50 milisieverts, o que significa que os níveis detectados neste sábado pela Tepco seriam altamente perigosos. A empresa não descarta que a situação esteja ocorrendo por um novo vazamento de água contaminada dos tanques, mas nada foi detectado.
Um porta-voz da operadora explicou que os altos níveis detectados podem ter ocorrido também pelo fato de que agora estão sendo utilizados instrumentos de medição capazes de detectar quantidades de radiação muito maiores.
Os tanques afetados foram construídos com chapas de aço e montados da mesma forma que o tanque em que houve vazamento de 300 toneladas de água contaminada na semana passada. A Tepco revelou na ocasião que, além do vazamento de água radioativa de um de seus tanques, foram descobertos altos índices de radiação na parte inferior de outros dois.
Após o início da crise, o governo japonês e a operadora da usina iniciaram os trabalhos de limpeza e decretaram uma área de isolamento de 20 quilômetros em torno da usina devido aos altos índices de radiação. A área foi parcialmente suspensa, mas dezenas de milhares de pessoas ainda estão proibidas de voltarem para suas casas.

8700 – França testa nova tecnologia para tratar lixo radioativo


radiação
Uma nova tecnologia para tratar o lixo radioativo foi testada com sucesso em um laboratório francês nesta quinta-feira. A técnica foi desenvolvida em parceria entre a companhia espanhola da energia Iberdrola e a belga Belgoproces. Ela se destina a reduzir o volume dos dejetos nucleares com nível de radioatividade baixa e média, submetendo-os a jatos de plasma muito quentes, que podem atingir até 5.000 graus Celsius.
O lixo atômico é composto por substâncias químicas radioativas que sobram após a geração de energia em usinas nucleares. Mesmo sendo produzido em pequenas quantidades, o perigo de contaminação representado pelo material faz com que as empresas de energia empreguem técnicas caras para estocá-lo e enterrá-lo. Reduzir os volume de lixo gerado ajudaria a diminuir os custos do processo.
A nova tecnologia faz exatamente isso, ao scagem e cimentados.
Os testes foram realizados durante dois dias em uma instalação da empresa francesa Europlasma Inertam, em Morcenx. Agora, o plano dos construtores é transferir a nova unidade de tratamento para a usina nuclear de Kozloduy, no noroeste da Bulgária. “Ela começará a ser montada em setembro. Sua entrada em funcionamento está prevista para daqui a dois anos”, segundo comunicado da empresa Iberdrola.

8543 – Risco Nuclear – Japão confirma falha geológica sob reator


radiação

Um dos reatores de uma central atômica em Tsuruga (oeste do Japão), atualmente parada, está localizado sobre uma falha geológica ativa. É o que confirma o relatório final de um painel de especialistas. Com isso, o reator não receberá autorização para ser reativado, e empresa Japan Atomic Power se vê obrigada a estudar seu desmantelamento.
A empresa criticou publicamente a decisão dos especialistas, alegando que faltam dados e fatos objetivos que apoiem seu relatório. O presidente da Japan Atomic Power, Yasuo Hamada negou que seja necessário fechar o reator imediatamente.
Atualmente, apenas dois reatores de um total de 50 estão em serviço no Japão. Os demais foram paralisados por medida de precaução à espera de novas normas de segurança, em fase de elaboração, e que entrarão em vigor em julho.
As mudanças rígidas foram implementadas após o acidente nuclear de Fukushima, provocado por um tsunami em março de 2011.

8393 – A Descoberta do Raio X


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Tratam-se de emissões eletromagnéticas de natureza semelhante à luz visível. Seu comprimento de onda vai de 0,05 ångström (5 pm) até dezenas de ångstrom (1 nm).
Os raios X foram descobertos em 8 de novembro de 1895, por um físico alemão chamado Wilhelm Conrad Rontgen.
A energia dos fótons é de ordem do keV (kilo elétron-volt), entre alguns keV e algumas centenas de keV. A geração desta energia eletromagnética se deve à transição de elétrons nos átomos, ou da desaceleração de partículas carregadas.
Como toda energia eletromagnética de natureza ondulatória, os raios X sofrem interferência, polarização, refração, difração, reflexão, entre outros efeitos. Embora de comprimento de onda muito menor, sua natureza eletromagnética é idêntica à da luz.

O Tubo de Crookes
Em uma ampola de vidro, William Crookes submeteu um gás a pressão ambiente e a altas tensões, por meio de duas placas metálicas localizadas no fundo e na frente da ampola, cada qual carregada com cargas diferentes. Quando a diferença de potencial entre as placas era suficientemente grande, os elétrons saiam do cátodo (placa carregada negativamente), colidiam com moléculas do gás, ocorrendo a sua ionização e/ou liberação de luz devido às transições eletrônicas dos átomos do gás, iluminando assim, toda a ampola. A partir desses experimentos, Joseph John Thomson observou que tal fenômeno é independente do gás e do metal utilizado nos eletrodos (placas metálicas). Concluiu, então, que os raios catódicos podem ser gerados a partir de qualquer elemento químico. Devido a essa conclusão, Thomson pôde, posteriormente, atestar a existência do elétron.
Muitos cientistas na Europa começaram a estudar esse tipo de radiação. Entre eles, o maior especialista em raios catódicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947).

raios x

Foi o físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (1845-1923) quem detectou pela primeira vez os raios X, que foram assim chamados devido ao desconhecimento, por parte da comunidade científica da época, a respeito da natureza dessa radiação. A descoberta ocorreu quando Röentgen estudava o fenômeno da luminescência produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Todo o aparato foi envolvido por uma caixa com um filme negro em seu interior e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário.
Röentgen percebeu que quando fornecia energia cinética aos elétrons do tubo, estes emitiam uma radiação que marcava a chapa fotográfica. Intrigado, resolveu colocar entre o tubo de raios catódicos e o papel fotográfico alguns corpos opacos à luz visível. Desta forma, observou que vários materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a chegada desta estranha radiação até a placa de platinocianeto de bário. Isto indicava que a radiação possui alto poder de penetração. Após exaustivas experiências com objetos inanimados, Röntgen pediu à sua esposa que posicionasse sua mão entre o dispositivo e o papel fotográfico.
O resultado foi uma foto que revelou a estrutura óssea interna da mão humana. Essa foi a primeira radiografia, nome dado pelo cientista à sua descoberta em 8 de novembro de 1895. Posteriormente à descoberta do novo tipo de radiação, cientistas perceberam que esta causava vermelhidão da pele, ulcerações e empolamento para quem se expusesse sem nenhum tipo de proteção. Em casos mais graves, poderia causar sérias lesões cancerígenas, necrose e leucemia, e então à morte.
Logo que os raios X foram descobertos, pouco se sabia a respeito da sua constituição. No início do século XX foram encontradas evidências experimentais de que os raios X seriam constituídos por partículas. No entanto, e para a surpresa da comunidade científica, Walther Friedrich e Paul Knipping realizaram um experimento em 1912, no qual conseguiram fazer um feixe de raios X atravessar um cristal, produzindo interferência da mesma forma que acontece com a luz. Isto fez com que os raios X passassem a ser considerados como ondas eletromagnéticas. Porém, por volta de 1920 foram realizados outros experimentos, que apontavam para um comportamento corpuscular dos raios X.
O físico Louis de Broglie tentou resolver este aparente conflito no comportamento dos raios X. Combinando as equações de Planck e de Einstein (E = h.ν = m.c²), chegou a conclusão de que “tudo o que é dotado de energia vibra, e há uma onda associada a qualquer coisa que tenha massa”.
O dispositivo que gera raios X é chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma válvula termiônica, este componente é um tubo oco e evacuado, ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo de elétrons de alta energia. Estes são acelerados por uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo ou placa.
O ânodo é confeccionado em tungstênio. A razão deste tipo de construção é a geração de calor pelo processo de criação dos raios X. O tungstênio suporta temperaturas que vão até 3340 °C. Além disso, possui um razoável valor de número atômico (74) o que é útil para o fornecimento de átomos para colisão com os elétrons vindos do catodo (filamento). Para não fundir, o dispositivo necessita de resfriamento através da inserção do tungstênio em um bloco de cobre que se estende até o exterior do tubo de raios X que está imerso em óleo. Esta descrição refere-se ao tubo de ânodo fixo.
Ao serem acelerados, os elétrons ganham energia e são direcionados contra um alvo; ao atingi-lo, são bruscamente freados, perdendo uma parte da energia adquirida durante a aceleração. O resultado das colisões e da frenagem é a energia transferida dos elétrons para os átomos do elemento alvo. Este se aquece bruscamente, pois em torno de 99% da energia do feixe eletrônico é dissipada nele.
A brusca desaceleração de uma carga eletrônica gera a emissão de um pulso de radiação eletromagnética. A este efeito dá-se o nome de Bremsstrahlung, que significa radiação de freio.
As formas de colisão do feixe eletrônico no alvo dão-se em diferentes níveis energéticos devido às variações das colisões ocorridas. Como existem várias formas possíveis de colisão devido à angulação de trajetória, o elétron não chega a perder a totalidade da energia adquirida num único choque, ocorrendo então a geração de um amplo espectro de radiação cuja gama de frequências é bastante larga, ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da energia inicial do feixe eletrônico incidente, e é por isso que existe a necessidade de milhares de volts de potencial de aceleração para a produção dos raios X.
A detecção dos raios X pode ser feita de diversas maneiras, a principal é a impressão de filmes fotográficos que permite o uso medicinal e industrial através das radiografias. Outras formas de detecção são pelo aquecimento de elementos à base de chumbo, que geram imagens termográficas, o aquecimento de lâminas de chumbo para medir sua intensidade, além de elementos que possuem gases em seu interior a exemplo da válvula Geiger-Müller utilizada para a detecção de radiação ionizante e radiação não ionizante. Podendo ainda ser difratado através de um cristal e dividido em diversos espectros de onda. Sensores (Foto transistores ou foto diodos) captam uma ou algumas faixas de espectro, e são amplificados e digitalizados, formando imagens. Esse último processo (difração de raios X, por cristais) é comumente utilizado em equipamentos de inspeção de bagagens e cargas.
Na medicina os raios X são utilizados nas análises das condições dos órgãos internos, pesquisas de fraturas, tratamento de tumores, câncer (ou cancro), doenças ósseas, etc.
Com finalidades terapêuticas os raios X são utilizados com uma irradiação aproximada de cinco mil a sete mil Rads, sobre pequenas áreas do corpo, por pequeno período de tempo.
No Brasil, os raios X do pulmão para fins diagnósticos de tuberculose pulmonar são chamados de abreugrafia, que se trata de uma incidência sobre uma pequena área do pulmão.
A tolerância do organismo humano à exposição aos raios X é de 0,1 röntgen por dia no máximo em toda a superfície corpórea. A radiação de um röntgen produz em gramas de ar, a liberação por ionização, de uma carga elétrica de C.
No ser humano a exposição continua aos raios X podem causar vermelhidão da pele, queimaduras por raios X ou em casos mais graves de exposição, mutações do DNA, morte das células e/ou leucemia.
Na indústria, os raios X são utilizados no exame de fraturas de peças, condições de fundição, além de outros empregos correlatos. Nos laboratórios de análises físico-químicas os raios X têm largo espectro de utilização.
Os raios X propagam-se à velocidade da luz, e como qualquer radiação eletromagnética estão sujeitos aos fenômenos de refração, difração, reflexão, polarização, interferência e atenuação. Sua penetrância nos materiais é relevante, pois todas as substâncias são transparentes aos raios X em maior ou menor grau.
Em algumas substâncias como compostos de cálcio e platinocianeto de bário, os raios X geram luminescência. Esta radiação ioniza os gases por onde passa. A exemplo da luz visível, não é desviado pela ação de campos elétricos ou magnéticos. Desloca-se em linha reta, sensibiliza filmes fotográficos, além de descarregar os objetos carregados eletricamente, qualquer que seja a polaridade (sendo uma característica não totalmente confirmada a de descarregar eletricamente os objetos).
Quando os raios X atingem a matéria, assim como o tecido do paciente, os fótons têm quatro possíveis destinos. Os fótons podem ser:
Completamente espalhados sem perda de energia.
Absorvidos com perda total de energia.
Espalhados com alguma absorção e com perda de energia.
Transposotos sem qualquer alteração.

Interações dos raios X em Nível Atômico
Existem quatro principais interações em nível atômico, dependendo da energia do fóton incidente:
Espalhamento não modificado ou coerente – espalhamento puro.
Efeito fotoelétrico – absorção pura.
Efeito compton – espalhamento e absorção.
Produção par – pura absorção.

7914 – Não é Magia, é Tecnologia – Pesquisadores criam capa da invisibilidade ultrafina


As tecnologias de invisibilidade passaram por grandes avanços na última década. Mesmo assim, ainda estão longe do que é visto no cinema: os dispositivos ainda são volumosos, pouco flexíveis e em geral só funcionam para “esconder” formas geométricas — muito diferente da capa de invisibilidade da série Harry Potter, por exemplo.

Conhecendo a Pesquisa

Título original: Demonstration of an ultralow profile cloak for scattering suppression of a finite-length rod in free space
Onde foi divulgada: periódico New Journal of Physics
Quem fez: J. C. Soric, P. Y. Chen, A. Kerkhoff, D. Rainwater, K. Melin e A. Alù

Instituição: Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos

Dados de amostragem: Uma capa de fios de cobre afixados em um filme de policarbonato de 100 micrômetros, arranjados em um formato de rede
Resultado: A capa foi colocada sobre um cilindro de 18 centímetros e foi capaz de deixá-lo imperceptível para raios de luz no comprimento das micro-ondas.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, deram um passo importante ao apresentar um manto maleável, com a espessura aproximada de um fio de cabelo. A tecnologia só foi testada para micro-ondas, mas os pesquisadores acreditam que em breve poderão experimentar seus resultados no espectro da luz visível. Um estudo foi publicado na edição desta terça-feira da revista New Journal of Physics.
A capa desenvolvida pelos cientistas é feita a partir de fios de cobre afixados em um filme de policarbonato de apenas 100 micrômetros (o que equivale a um décimo de milímetro), arranjados em um formato de rede com fitas verticais e circulares. O manto foi usado para tornar um cilindro de 18 centímetros invisível a micro-ondas na frequência de 3,6 Gigahertz. Durante os testes, sensores instalados de todos os lados do cilindro foram incapazes de perceber sua existência.
Os pesquisadores preveem que a flexibilidade inerente ao formato do manto permita que ele seja usado para esconder um grande número de objetos de formatos assimétricos, ao contrário do que acontece com a grande maioria das tecnologias desenvolvidas até hoje.
Invisibilidade – Os objetos são detectados conforme o reflexo das ondas — podem ser de luz, raios-x, micro-ondas ou até som — em sua superfície. Um objeto só é enxergado, por exemplo, quando os raios de luz visível são refletidos em direção aos olhos do observador.

Os estudos anteriores sobre dispositivos de invisibilidade se baseavam no desenvolvimento de materiais capazes de desviar os raios de luz ao redor de um objeto, impedindo sua reflexão. Assim, os pesquisadores criavam a ilusão de que ele não estava ali. Essa tecnologia, no entanto, ainda resulta em dispositivos grandes e poucos adaptáveis.
O novo método usa as ondas refletidas pelo próprio manto para anular as ondas refletidas pelo objeto coberto. “Os campos da capa e do objeto se cancelam, e o efeito geral é de transparência”.
Segundo os pesquisadores, as vantagens do manto em comparação às tecnologias mais antigas é justamente sua flexibilidade — ele pode ser usado em vários tipos de materiais sem precisar de grandes adaptações. Além disso, é de fácil fabricação e pode funcionar com diferentes tipos de onda.
A tecnologia foi primeiro testada em micro-ondas, raios invisíveis ao olho humano, usados em radares e nas telecomunicações. O próximo desafio é usar o manto para esconder um objeto no espectro da luz visível. É um desafio e tanto. O tamanho dos objetos que podem ser escondidos com esse método muda conforme o comprimento de onda. Por enquanto, os cientistas preveem que, trabalhando com luz visível, só poderão esconder objetos do tamanho de micrometros.

7721 – Acidente Nuclear em Tokaimura


A manhã começou banal no dia 30 de setembro na usina de processamento de Tokaimura, a 150 quilômetros de Tóquio, no Japão. Em suas instalações, o urânio bruto, usado como combustível nuclear, é purificado antes de seguir para os 51 reatores atômicos que geram 35% da eletricidade do país.
Três funcionários fizeram sua tarefa: deram um banho de ácido nítrico no urânio para dissolver suas impurezas. Cometeram só um erro. Puseram no tanque de ácido 16 quilos de mineral radioativo, sete vezes mais do que o permitido. Com isso, os nêutrons do urânio, partículas atômicas que brotam da substância em raios invisíveis, iniciaram uma reação em cadeia nunca vista na usina.
Em minutos, os três homens absorveram pela pele nêutrons suficientes para deixá-los entre a vida e a morte.
No total, 49 japoneses foram afetados – 39 funcionários, 3 bombeiros e 7 moradores das redondezas. Todos correm risco de desenvolver câncer nas próximas décadas ou de terem seus filhos afetados. Os vizinhos foram contaminados pelo ar, que absorveu radioatividade na hora do bombardeio de nêutrons. A ausência de vento evitou que o veneno se espalhasse, mas, por precaução, 320 000 cidadãos, num raio de 10 quilômetros em torno da usina, tiveram que deixar suas casas por 24 horas.
A gravidade da possível tragédia resultante de um mero descuido de manuseio com combustível nuclear abala a opinião pública. Há 437 centrais atômicas em operação em 32 países, produzindo 17% da eletricidade do planeta. Para esses países, trata-se de conviver com o risco sob controle.

Césio 137 – Em Goiânia, 249 cidadãos foram contaminados com átomos de césio 137, radioativo, contido em aparelhos de raios X. Uma das máquinas foi parar num ferro-velho e lá ficou exposta à curiosidade dos moradores. Houve quatro mortes.

A radioatividade causa muitos problemas nas células humanas.
Ao atingir os seres humanos, os nêutrons quebram as moléculas de água, tornando-as eletricamente carregadas. Essa carga é nociva a várias partes do organismo porque desfaz as ligações químicas.

Células inteiras do intestino podem ser destruídas. Param de funcionar e perdem muita água. O efeito imediato é uma diarreia incontrolável. Muitas vezes mortal.

O DNA de óvulos e espermatozoides também é atacado. O resultado é que os danos são transmitidos aos descendentes das vítimas.

7086 – Física – Luz e Cor


A propagação da luz – Inúmeras experiências demonstraram que a luz se propaga em linha reta e em todas as direções, em qualquer meio homogêneo. Chama-se raio luminoso a reta que indica a direção da propagação da luz. O conjunto de raios que parte de um ponto é um feixe. Se o ponto de onde procedem os raios está muito distante, os raios são considerados paralelos. Numa casa às escuras, uma pequena abertura numa janela nos permite observar a trajetória reta da luz. Do mesmo modo, se fizermos alguns furos nas paredes de uma caixa opaca e acendermos uma lâmpada em seu interior, percebemos que a luz sai por todos os orifícios, isto é, ela se propaga em todas as direções.

Sombras e Penumbras
A formação de sombras e penumbras pode ser explicada pelo fato de a luz se propagar em linha reta. Colocando-se um corpo opaco entre uma fonte luminosa e uma tela, observa-se que se formam na tela três zonas bem diferenciadas: uma zona iliminada, uma zona onde só chegam alguns raios, e a zona de sombra.
Eclipses do Sol e da Lua são fenômenos naturais de sombras e penumbras produzidos periodicamente.

7081 – Física – A Luz


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A luz branca ou visível não passa de um pequeno grupo de ondas do espectro. Na verdade, ela é formada por uma mistura de diferentes cores e cada cor tem um comprimento de onda diferente. Em 1666, Issac Newton descobriu que a luz é formada de diferentes cores. Ele fez incidir um feixe de luz solar sobre um prisma de cristal e observou que sobre a parede se projetavam 7 franjas de cores diferentes: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Este é o leque de cores que aparece no arco-íris, chamado de espectro de luz visível, e tal fenômeno é conhecido como dispersão de luz. A cor vermalha é a que possui o maior comprimento de onda, a violeta, o menor. As cores aparecem sempre na mesmo ordem.Se misturarmos a luz das 7 cores obteremos a luz branca.

A cor das coisas
Quando a luz incide sobre um objeto, uma parte dela é absorvida e outra se reflete e chega aos olhos. Se vemos um objeto de cor vermelhaéporque ele absorveu todas as cores da luz branca, exceto a vermelha. A cor da luz refletida determina a cor do objeto. Um objeto negro absorve todas as cores; um objeto branco reflete todas elas.

O vermelho, o verde e o azul são as 3 cores primárias. Combinando-as em diferentes proporções pode se obter todas as demais.

A retina humana é formada por 3 famílias de células, cada uma capaz de distinguir uma das cores primárias. No cérebro se faz síntese delas, o que permite a percepção das outras cores. As imagens de um televisor em cores tem por base este mesmo princípio. Milhões de pequenos pontos brilhantes, alguns vermelhos, outros azuis e outros verdes, se misturam para formar todas as cores que aparecem na tela.

Mini Glossário

Raios Infravermelhos – são pertencentes à parte invisível do espectro luminoso, na faixa que se situa na continuação da cor vermelha, e sãonotados por sua ação calorífera.

Raios Ultavioleta – também pertencem à paret invisível do espectro luminoso, na faixa situada na continuação da cor violeta, e sua ação é fotoquímica.

Vácuo – espaço que não contém o ar nem qualquer outra matéria perceptível por meios físicos e químicos.

Vidro Esmerilhado – é um vidro que perdeu seu aspecto transparente ao ser trabalhado com jatos de areia ou com esmeril.

6539 – Radiação causa deformidades em borboletas que vivem em Fukushima


Borboletas de Fukushima

Ainda não se conhecem os efeitos sobre a saúde humana do acidente nuclear que afetou Fukushima, no Japão, no ano passado. Mas cientistas japoneses já flagraram deformidades ligadas à radiação em borboletas que vivem na área do desastre.
Os efeitos, que incluem asas de tamanho desigual ou amarfalhadas, antenas com pontas duplas e olhos malformados, estão descritos em artigo na revista especializada “Scientific Reports”.
A equipe liderada por Atsuki Hiyama, da Universidade das Ilhas Ryukyu, coletou borboletas da espécie Zizeeria maha. Elas são consideradas bons indicadores do estado do ambiente porque seu organismo é sensível a alterações ambientais.
Insetos que viviam nas vizinhanças do acidente foram coletados em maio e setembro de 2011 (o acidente ocorreu em março, quando os bichos estavam na forma de larva). Nas borboletas capturadas em março, já havia aberrações morfológicas leves, em 12% dos casos.
Alguns dos animais coletados foram então cruzados em laboratório, tanto entre si quanto com borboletas de outros locais. O que os cientistas viram foi um aumento gradativo das anormalidades ao longo das gerações –aumento que também se verificou com as borboletas coletadas mais tarde na natureza.
Para os cientistas, os dados servem como sinal de alerta.

6230 – Celular – Uma suspeita no ar


Ele foi acusado de causar câncer nos EUA. Entretanto, a Ciência nunca conseguiu provas suficientemente fortes para condenar em definitivo o seu uso, confirmando as suspeitas de que certas fontes de microondas como fios de alta tensão ou radar possam provocar o câncer. Na dúvida,os médicos recomendam que as pessoas evitem contato contínuo com tais fontes de radiação. O argumento a favor dos celulares é que operam em frequência insuspeita de causar o câncer, entre 840 e 880 Mhz.
A energia emitida por um telefone celular equivale a cerca de 10% da potência de uma lâmpada doméstica e não é suficiente nem para esquentar a pele. Dois usuários de telefone celular de Chicago entraram com um processo contra os fabricantes Motorola e Mitsubish, com o argumento de que não foram avisados sobre os supostos perigos do equipamento. Até o momento, as suspeitas ainda carecem de provas científicas. A grande vítima na ocasião dos boatos foram os produtores dos aparelhos que viram despencar a venda de seus produtos e a momentânea queda das ações na bolsa de valores.

6105 – Tecnologias – O Infravermelho


É um tipo de radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 10 elevado a -6 e 10 elevado a -3, ligeiramente mais longa que a luz visível. Situa-se no espectro entre a luz vermelha e as microondas; é emitido por corpos aquecidos mais intensamente se são vermelhos ou brancos e as vezes chamado de radiação térmica. Quando penetra num material torna-se apto a conceder sua energia aos átomos em vibração, de modo que, a amplitude de vibração deles aumenta, em consequência é usado como fonte de calor.

Um pouco +
A radiação infravermelha (IV) é uma radiação não ionizante na porção invisível do espectro eletromagnético que está adjacente aos comprimentos de onda longos, ou final vermelho do espectro da luz visível. Ainda que em vertebrados não seja percebida na forma de luz, a radiação IV pode ser percebida como calor, por terminações nervosas especializadas da pele, conhecidas como termorreceptores.
A radiação infravermelha foi descoberta em 1800 por William Herschel, um astrônomo inglês de origem alemã. Herschel colocou um termômetro de mercúrio no espectro obtido por um prisma de cristal com o a finalidade de medir o calor emitido por cada cor. Descobriu que o calor era mais forte ao lado do vermelho do espectro, observando que ali não havia luz. Esta foi a primeira experiência que demonstrou que o calor pode ser captado em forma de imagem, como acontece com a luz visível.Tal radiação é muito utilizada nas trocas de informações entre computadores, celulares e outros eletrônicos, através do uso de um adaptador USB IrDA.
Efeitos biológicos

A radiação IV está dividida segundo seus efeitos biológicos, de forma arbitrária, em três categorias: radiação infravermelha curta (0,8-1,5 µm), média (1,5-5,6 µm) e longa (5,6-1.000 µm). Os primeiros trabalhos com os diferentes tipos de radiação IV, relatavam diferenças entre as formas de ação biológicas do infravermelho curto e médio/longo (Dover et al., 1989). Acreditava-se que a radiação curta penetrava igualmente na porção profunda da pele sem causar aumento marcante na temperatura da superfície do epitélio, enquanto que a maior parte da energia do infravermelho médio/longo era absorvida pela camada superior da pele e freqüentemente causasse efeitos térmicos danosos, como queimaduras térmicas ou a sensação de queimação (relato de pacientes). Alguns anos mais tarde, contudo, uma nova visão do infravermelho médio/longo foi apresentada demonstrando que todas as faixas da radiação infravermelha possuem efeitos biológicos de regeneração celular.
Estudos in vitro com infravermelho curto, em células humanas endoteliais e queratinócitos demonstraram aumento na produção de TGF-β1 (fator de transformação- β1) após uma única irradiação (36-108J/cm2) e de forma tempo-dependente para o conteúdo de MMP-2 (matrix metaloproteínase-2), sendo este último tanto ao nível protéico quanto transcricional. Essas duas proteínas estão envolvidas na fase de remodelamento do reparo de lesões.
A utilização de LEDs (Light Emitting Diode – diodos emissores de luz) de infravermelho curto demonstrou reversão dos efeitos do TTX (tetrodotoxina), um bloqueador dos canais dependentes de sódio, e portanto, um bloqueador de impulso nervoso; assim como a redução nos danos causados à retina por exposição ao metanol em camundongos.
Já experimentos com o IV longo demonstraram inibição do crescimento tumoral em camundongos e melhoria no tratamento de escaras em situações clínicas.
Experimentos utilizando LED de IV, os quais trabalham com geração praticamente zero de calor, levam a acreditar que além do efeito regenerativo provocado pelo calor existe ainda um efeito bioestimulatório regenerativo decorrente de um processo não-térmico. Contudo, esse processo ainda não é bem compreendido.