8395 – Astronomia – O Clima Bizarro dos Outros Planetas


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As dificuldades começam na atmosfera dos planetas. Mercúrio, o menor de todos e o mais próximo do Sol, por exemplo, nem mesmo atmosfera tem, devido à sua própria força gravitacional, que é baixíssima . Por isso, sem a proteção de nuvens ou correntes de vento, o planeta está diretamente exposto à radiação solar. Durante o interminável dia de Mercúrio, que dura nada menos que 58 dias e 5 horas terrestres, o calor pode chegar a 430 graus centígrados, para cair a 170 graus negativos quando o Sol se põe.
Seria lógico supor que esse planeta, por ser o mais próximo do Sol , fosse também o mais quente. Mas isso não acontece. Embora duas vezes mais longe do Sol do que Mercúrio, o recordista de altas temperaturas é Vênus , com 500 graus no seu lado iluminado. Vários veículos espaciais soviéticos e americanos já tentaram entrar na densa atmosfera de Vênus. O máximo que dois deles conseguiram foi funcionar por uma hora na superfície. A pressão em Vênus é 90 vezes a da atmosfera terrestre. Além disso, a atmosfera venusiana é composta de 96 por cento de dióxido de carbono. Esse indigesto gás permite a passagem da luz, mas não a do calor. Ao atingir o solo de Vênus, a luz se transforma parcialmente em calor, que não consegue sair do planeta, tornando a superfície muito quente. É o chamado efeito estufa — que aqui na Terra resulta do aumento da poluição.
Para completar esse clima nada agradável, descobriu-se que Vênus está rodeado também por uma eterna neblina formada por gotinhas de ácido sulfúrico concentrado. O dióxido de enxofre (SO2) que circula acima das nuvens é transformado pela luz ultravioleta do Sol e recombinado com o vapor de água da atmosfera para formar o ácido. Este, ao atingir altitudes menores, se transforma novamente em SO2 e água. É por isso que, embora sempre chova ácido sulfúrico no planeta, nenhuma gota chega a atingir o chão. Em Vênus, os relâmpagos são tão constantes e de tamanha intensidade que a superfície parece quase sempre iluminada, mesmo quando a luz do Sol não está presente. O dia venusiano dura 243 dias terrestres, devido à sua rotação lenta. Por causa do dióxido de carbono, o céu visto de Vênus é cor-de-rosa.

Comparado com o de Vênus, o clima de Marte é bem mais ameno. Como acontece com a Terra, seu eixo de rotação está ligeiramente inclinado enquanto se dá o movimento de translação em torno do Sol. Isso significa estações diferenciadas. As temperaturas, que no verão marciano podem ultrapassar a barreira de zero grau centígrado, no inverno chegam a 140 graus negativos. Como sua atmosfera também é composta principalmente de dióxido de carbono, os cientistas chegaram a levantar a hipótese de que em Marte ocorre o mesmo efeito estufa de Vênus. Mas logo verificaram que, como sua densidade é muito menor, o dióxido de carbono apenas retém o calor parcialmente refletido pela superfície do planeta, sem influir no nível da temperatura.
Em compensação, o planeta vermeIho exibe outros fenômenos climáticos curiosos. Por exemplo, nele pode até nevar. No inverno, quando o vento sopra levemente sobre a superfície, levanta pequenos grãos de areia que se misturam ao dióxido de carbono condensado e caem como se fossem flocos de gelo seco. O vento pode causar eventos dramáticos. Ao alcançar velocidades de mais de 200 quilômetros por hora, desencadeia imensas tempestades de areia que chegam a esconder parcialmente durante meses a superfície do planeta.
Nos chamados planetas exteriores, de Júpiter a Plutão, o clima é ainda mais peculiar. Por causa da massa, Júpiter e Saturno são quase estrelas. Se fossem mais maciços, teriam reações termonucleares e começariam a brilhar com luz própria. Mesmo não sendo, suas temperaturas interiores são tão elevadas que liberam duas vezes mais calor do que recebem diretamente do Sol. Mas nas agitadas camadas superiores da atmosfera desses planetas predominam temperaturas de 150 a 180 graus abaixo de zero. Quanto maior a proximidade do centro, mais aumentam as temperaturas.

Em Júpiter, o calor alcança fantásticos 400 milhões de graus, 10 vezes mais que no interior do Sol. Só que um imaginário explorador de Júpiter não teria tempo de perceber essas realidades climáticas. A imensa força gravitacional do planeta o esmagaria contra o solo, isto é, se existir solo. Pois Júpiter, abaixo da imensa atmosfera carregada de nuvens e tempestades, é um oceano de hidrogênio líquido que envolve um núcleo de hidrogênio sólido metálico. Nas proximidades de seu interior, as pressões são descomunais: cerca de 3 milhões de vezes a pressão atmosférica na superfície da Terra. Bem no centro de Júpiter—especulam os astrônomos —deve haver uma massa informe de rocha e ferro escondida embaixo do metal sólido.
Como é de esperar, a atmosfera de Júpiter também é composta principalmente de hidrogênio. Ventos de mais de 500 quilômetros por hora provocam turbulências eternas sobre a superfície. Para formar uma idéia, um tufão devastador na Terra é o resultado de ventos de mais de 90 quilômetros por hora. A chamada Mancha Vermelha do planeta, que se avista ao telescópio, é um furacão de hidrogênio de 40 mil quilômetros de extensão que rodopia há pelo menos três centenas de anos. Demora seis dias terrestres—ou dois dias e cinco horas jupiterianos—para que as massas gasosas que fazem parte da atmosfera do planeta contornem o furacão.
Da mesma forma que Júpiter, Saturno é de meteorologia instável— basicamente uma bola de gás em torno de um núcleo metálico. Ao estudar as nuvens que fazem parte de sua atmosfera, composta de hélio e hidrogênio, os cientistas descobriram ventos de até 1 400 quilômetros horários. Esses ventos, por sua vez, provocam violentas tempestades magnéticas, com relâmpagos e tudo.
Em agosto de 1981, a nave Voyager 2 descobriu uma nuvem de gases em torno do planeta, muitas vezes mais quentes que as camadas externas do Sol. A maior parte das informações sobre Júpiter e Saturno foram coletadas pelas sondas Voyager 1 e 2 , que passaram a milhares de quilômetros dos dois planetas.

Foram elas que mostraram, por exemplo, que os famosos anéis de Saturno são, na verdade, um labirinto de círculos concêntricos de fragmentos, provavelmente de gelo e rochas. A NASA pretendia que a sonda Galileu, cujo lançamento estava programado para este ano, transportasse aparelhos de medição para serem jogados de pára-quedas sobre Júpiter. A experiência foi adiada para 1995, quando se espera que a missão seja retomada, depois da interrupção do programa espacial americano devido ao desastre da Challenger.
Sobre o clima de Urano se sabe muito pouco. Nas altas camadas da atmosfera, composta por um coquetel de gases, como hidrogênio, metano, amoníaco, hélio e talvez ainda vapor de água, as temperaturas chegam a 200 graus abaixo de zero. Em janeiro de 1986, a Voyager 2 mandou para a Terra cerca de 6 mil fotografias desse terceiro maior planeta do sistema solar e sétimo em distância do Sol. A maioria delas mostra claramente seus satélites sem atmosfera, mas as imagens do próprio Urano não dizem muita coisa. Sua atmosfera, percorrida por ventos às vezes violentos, é coberta por nuvens verde-azuladas. Essa cor se explica provavelmente pelas alterações que o metano sofre em presença da radiação solar.
Aparentemente, o calor do Sol tem pouca influência sobre o clima de Urano. O planeta leva 84 anos terrestres para circular em volta do astro. Esse movimento é executado de lado, de tal forma que um dos pólos fica exposto diretamente à luz solar durante 42 anos, enquanto o outro permanece na sombra. Ou seja, o que é o equador na Terra em Urano é um pólo. Mas não existem diferenças significativas de temperatura entre as diversas regiões do planeta. No dia 25 de agosto de 1989, a sonda Voyager 2, lançada em 1977, estará enviando à Terra suas mais importantes observações sobre Netuno . O planeta está tão longe que é impossível ver qualquer coisa debaixo da camada de nuvens que o rodeia.

Tudo o que se diz de Netuno são apenas suposições. Entre 1975 e 1976, por exemplo, houve uma mudança na radiação emitida pelo planeta, captada na faixa do infravermelho do espectro de luz. Isso indica mudanças climáticas associadas à movimentação de nuvens. Acredita-se que Netuno seja parecido com Urano, isto é, coberto por uma camada de hidrogênio e hélio. Além disso, como Urano, Netuno tem cor esverdeada, provavelmente também devido à absorção de luz vermelha pelo gás metano contido em sua atmosfera.
O mais remoto dos planetas conhecidos do sistema solar, Plutão é também o mais misterioso. Só recentemente se comprovou que possui uma atmosfera, que compartilha com o seu satélite Caronte. A temperatura máxima do planeta não vai além de cerca de 200 graus negativos. É quando os raios do Sol provocam a evaporação da neve de metano que recobre sua superfície, criando uma camada atmosférica muito fina. As moléculas de metano se aceleram a uma velocidade supersônica e atravessam a distância de 19 mil quilômetros que separa Plutão e Caronte (a distância entre a Terra e a Lua é vinte vezes maior). Isso cria a nuvem de metano que envolve os dois astros. Quando eles se afastam do Sol, em sua órbita alongada, a atmosfera volta a congelar-se, caindo como neve na superfície escura do planeta.

6699 – O Cometa de Halley


Foi possível observar a olho nu fragmentos do mais célebre cometa, denominados orionídeos, eles surgem todos os anos entre os dias 20 e 24 de janeiro na forma de uma chuva de até 25 meteoritos por hora. A origem de tal fenômeno, ao que tudo indica remonta aos estragos que o Sol impõe ao núcleo do cometa todas as vezes que ele percorre as regiões centrais de seu sistema. Cientistas durante uma missão no Observatório Europeu Austral, em La Silla, Chile, quando o cometa já ia longe, afastando-se do Sol entre as órbitas de Saturno e Urano, observaram que ele sofria um extraordinário aumento de brilho que se tornava 300 vezes maior que o previsto. De todas as hipóteses, a mais provável é a de que pode ter havido um choque de partículas de alta energia, componentes do vento solar. O Sol esteve em atividade máxima e sua ação poderia estar afetando todo o Sistema Solar. Surgiu também uma mancha branca na superfície de Saturno, constituída de gelo, mistura com grãos de poeira de diferentes dimensões. O Núcleo do Halley é extremamente escuro e reflete apenas 4% da radiação solar que incide sobre ele. Quando se aproxima do Sol, fina camada de matéria escura absorve calor e sua temperatura se eleva rapidamente, o gelo derretido se transforma em gás e libera a poeira da superfície.

Um Pouco +

Halley emprestou seu nome ao mais famoso dos cometas

Edmond Halley (Haggerston, 8 de novembro de 1656 — Greenwich, 14 de janeiro de 1742) foi um astrônomo e matemático britânico, célebre por ser o descobridor do cometa Halley, em 1696.
Halley foi o primeiro astrônomo a teorizar que os cometas seriam objetos periódicos e previu que no ano de 1758 um cometa cruzaria o Sistema Solar. Devido a essa previsão, em sua homenagem, o cometa passou a ser chamado cometa Halley. Aplicou o método de Newton para calcular órbitas de cometas em 24 astros deste tipo e descobriu que aqueles observados em 1531, 1607 e 1682 tinham órbitas muito similares. Concluiu então que esse e outros cometas não eram objetos novos e sim objetos redescobertos que apenas retornavam às regiões interiores do Sistema Solar.
Halley publicou os resultados de suas observações em 1705, na obra A Synopsis of the Astronomy of Planets (Uma Sinopse da Astronomia dos Planetas). Os estudos sobre os cometas, porém, ocuparam apenas uma pequena parte da sua vida científica. Além de ser Astrônomo Real Britânico e professor da Cátedra Savilian de geometria na Universidade de Oxford, Halley produziu em 1678 um mapa do céu meridional. Mostrou em 1716 como a distância entre a Terra e o Sol poderia ser calculada a partir dos trânsitos (passagens por uma linha de referência) de Mercúrio e Vênus, e descobriu o movimento próprio das estrelas em 1718.
Descobriu também a relação entre a pressão barométrica e a altura acima do nível do mar, mapeou o campo magnético superficial da Terra, predisse de forma precisa as trajetórias dos eclipses solares e apresentou pela primeira vez uma justificativa racional para a existência da aurora boreal: a hipótese da Terra oca. Halley também dedicou uma parte de seu tempo aos assuntos relativos à economia, à engenharia naval e à diplomacia, exercendo papel de destaque na publicação dos Principia, de Isaac Newton.
Também desenvolveu notáveis observações sobre o magnetismo terrestre, demonstrou que as chamadas estrelas fixas têm movimento próprio, embora muito lento, publicou diversos trabalhos matemáticos, colaborou no projeto da construção do Observatório de Greenwich.

6675 – Planeta Terra – Derretimento Veio Pra Ficar


Ainda há uma enorme massa de incertezas sobre como será o clima da Terra no fim deste século, mas as últimas semanas deixaram ao menos um fato claro: o Ártico nunca mais será o mesmo, para o bem e para o mal.
O indício mais forte vem da queda recorde na extensão do gelo marinho de verão. O gelo atingiu 4,1 milhões de quilômetros quadrados na semana passada, a menor medida feita por satélite desde que esse tipo de dado começou a ser recolhido, no fim dos anos 1970.
Jefferson Cardia Simões, diretor do Centro Polar e Climático da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), nem titubeia ao responder se o fenômeno veio para ficar: “Sim, é irreversível”.
Simões lembra ainda que o ineditismo da baixa no gelo ártico de verão provavelmente diz respeito a um período bem maior do que meros 30 e poucos anos.
“Embora os dados de satélite remontem a 1979, nós temos registros escritos da extensão do gelo entre as comunidades da Islândia, da Escandinávia e, mais recentemente, da Groenlândia”, diz o glaciologista gaúcho.
Esses dados indicam que o degelo é provavelmente o mais extenso em 500 anos, pelo menos, segundo Simões.
Recordes à parte, e daí? Uma coisa que não deve preocupar ninguém no caso do degelo marinho é o aumento do nível dos mares -como esse gelo já está no oceano, não faz diferença para o nível da água se ele está presente na forma sólida ou líquida.

Mas é claro que um mar ártico mais quente e com menos gelo tem repercussões consideráveis. A primeira é o que os cientistas chamam de feedback positivo: quanto menos gelo na água, mais o gelo que sobrou tende a derreter de vez.
Isso ocorre porque a água do mar, mais escura do que o gelo (é claro), absorve proporcionalmente mais radiação solar e esquenta ainda mais.
“Achávamos que o degelo visto hoje só iria ocorrer daqui a duas ou três décadas”, afirma Simões.
As vítimas mais óbvias de mudanças numa escala de tempo tão curta são ursos-polares, raposas-do-ártico e outros animais que dependem do gelo marinho como plataforma para caçar.
Por outro lado, frotas comerciais começam a ter imensas avenidas para carregar seus produtos pelo extremo norte do mundo. Frotas militares não precisarão mais de submarinos para atravessar o Ártico por baixo do gelo, o que pode ter implicações geopolíticas, lembra Simões.
O climatologista americano Patrick “Pat” Michaels, do Centro para o Estudo da Ciência do Instituto Cato, vê como menos urgente a situação do Ártico. Ele afirma que as projeções atuais usadas pelo IPCC, o painel do clima da ONU, não são confiáveis.
“Os modelos usados pela ONU previram um aquecimento muito maior do que o que estamos vendo”, diz.
Outros especialistas que minimizam a mudança climática chegaram a afirmar que o recorde de degelo foi estimulado por tempestades que atingiram o Ártico e fragmentaram mais o gelo marinho.

6397 – Como Funciona um Painel Solar?


Um sistema de energia solar é constituído por três partes principais:
1. Painel solar (captação da radiação solar)
2. Depósito de água (armazenamento de água)
3. Sistema de apoio (sistema que permite complementar a energia solar captada)
O seu funcionamento é muito simples.

I – Grande parte da radiação solar que atinge a cobertura transparente do painel é transmitida para o interior deste.
II – A radiação é captada pela superfície absorsora (geralmente uma placa metálica com um revestimento negro). Esta superfície converte os raios solares em calor.
III – Este calor é conduzido (pelo próprio material da placa) até aos tubos onde circula a água.
IV – A água é, depois, conduzida até ao depósito para ser armazenada até ser utilizada.

Painéis solares fotovoltaicos são dispositivos utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os painéis solares fotovoltaicos são compostos por células solares, assim designadas já que captam, em geral, a luz do Sol. Estas células são, por vezes, e com maior propriedade, chamadas de células fotovoltaicas, ou seja, criam uma diferença de potencial elétrico por ação da luz (seja do Sol ou da sua casa.). As células solares contam com o efeito fotovoltaico para absorver a energia do sol e fazem a corrente elétrica fluir entre duas camadas com cargas opostas.
Atualmente, os custos associados aos painéis solares, que são muito caros, tornam esta opção ainda pouco eficiente e rentável. O aumento do custo dos combustíveis fósseis, e a experiência adquirida na produção de célula solares, que tem vindo a reduzir o custo das mesmas, indica que este tipo de energia será tendencialmente mais utilizado.

O silício cristalino e o arsenieto de gálio são os materiais mais frequentemente utilizados na produção de células solares. Os cristais de arsenieto de gálio são produzidos especialmente para usos fotovoltaicos, mas os cristais de silício tornam-se uma opção mais econômica, até porque são também produzidos com vista à sua utilização na indústria da microeletrónica. O silício policristalino tem uma percentagem de conversão menor, mas comporta custos reduzidos.
Quando expostos à luz direta de 1 AU, uma célula de silício de 6 centímetros de diâmetro pode produzir uma corrente de 0,5 ampere a 0,5 volt, ou seja, cerca de 0.25 watts. O arsenito de gálio é mais eficiente.
O cristal depois de crescido e dopado com boro, é cortado em pequenos discos, polidos para regularizar a superfície, a superfície frontal é dopada com fósforo, e condutores metálicos são depositados em cada superfície: um contacto em forma de pente na superfície virada para o Sol e um contacto extenso no outro lado. Os painéis solares são construídos dessas células cortadas em formas apropriadas, protegidas da radiação e danos ao manusear pela aplicação de uma capa de vidro e cimentada num substrato (seja um painel rígido ou um flexível). As conexões elétricas são feitas em série e em paralelo, conforme se queiram obter maior tensão ou intensidade. A capa que protege deve ser um condutor térmico, pois a célula aquece ao absorver a energia infravermelha do Sol, que não é convertida em energia elétrica. Como o aquecimento da célula reduz a eficiência de operação é desejável reduzir este calor. O resultante desta construção é chamado painel solar.
Um painel solar é um conjunto de células solares. Apesar de cada célula solar fornecer uma quantia relativamente pequena de energia, um conjunto de células solares espalhadas numa grande área pode gerar uma quantidade de energia suficiente para ser útil. Para receber maior quantia de energia, os painéis solares devem estar direcionados para o Sol.

Produção mundial de energia solar
Estima-se que o total da potência de pico instalada em painéis solares tenha sido da ordem dos 8 GWp (gigawatts-pico).
Os painéis solares contribuem ainda muito pouco para a produção mundial elétrica, o que atualmente se deve ao custo por watt ser cerca de dez vezes maior que o dos combustíveis fósseis.
Tornaram-se rotina em algumas aplicações, tais como as baterias de suporte, alimentação de boias, antenas, dispositivos em estradas ou desertos, crescentemente em parquímetros e semáforos, e de forma experimental são usados para alimentar automóveis em corridas como a World Solar Challenge através da Austrália. Programas em larga escala, oferecendo redução de impostos e incentivos, têm rapidamente surgido em vários países, entre eles a Alemanha, Japão, Estados Unidos e Portugal.

Provavelmente o uso mais bem sucedido de painéis solares é em veículos espaciais, incluindo a maioria das naves que orbitam a Terra e Marte, e naves viajando rumo a regiões mais internas do sistema solar Nas regiões mais afastadas do Sol, a luz é muito fraca para produzir energia o suficiente e, por isso, são utilizados geradores termoelétricos de radioisótopos .

6227 – Os Cometas


Corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo cometário. Os núcleos cometários são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilômetros.
A palavra cometa é originada da palavra do Latim cometes que vem da palavra do grego komē, que significa “cabeleira da cabeça”. Aristóteles usou pela primeira vez a derivação komētēs para descrever cometas como “estrelas com cabeleira”. O símbolo astronômico para cometas (☄) consiste de um disco com uma cauda similar a uma cabeleira.
Os cometas são classificados em:
periódicos: são cometas que possuem órbita elíptica bem alongada e geralmente voltam à vizinhança solar em períodos inferiores a 200 anos. Os nomes destes cometas começam com P ou de um número seguido de P.
não-periódicos: são cometas que foram vistos apenas uma vez e geralmente possuem órbitas quase parabólicas retornando à vizinhança solar em períodos de milhares de anos, caso retornem. Os nomes dos cometas não-periódicos começam com C.
extintos: são cometas que já desapareceram por terem impactado com outro astro ou se desintegrado em suas passagens muito próximas e frequentes do Sol. Seus nomes costumam ser alterados para começarem com a letra D.
Os cometas possuem uma grande variedade de períodos orbitais diferentes, variando de poucos anos a centenas de milhares de anos, e acredita-se que alguns só passaram uma única vez no Sistema Solar interior antes de serem arremessados no espaço interestelar. Acredita-se que os cometas de período curto tenham sua origem no Cinturão de Kuiper, ou em seu disco de espalhamento, que fica além da órbita de Netuno. Já os cometas de longo período, acredita-se que se originam na Nuvem de Oort, consistindo de restos da condensação da Nebulosa solar, bem além do Cinturão de Kuiper. Os cometas são arremessados dos limites exteriores do Sistema Solar em direção ao Sol pela perturbação gravitacional dos planetas exteriores (no caso dos objetos no Cinturão de Kuiper) ou de estrelas próximas (no caso dos objetos da Nuvem de Oort), ou como resultado da colisão entre objetos nestas regiões.
Acredita-se que uns asteróides tenham uma origem diferente dos cometas, tendo se formado no Sistema Solar interior em vez do Sistema Solar exterior, mas algumas descobertas recentes tornaram um pouco mais nebulosa a distinção entre asteróides e cometas.
O núcleo dos cometas varia em dimensões de 100 metros para mais de 40 quilômetros. Eles são compostos de rochas, poeira, gelo, e gases congelados como monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano, e amônia.
Os cometas são descritos popularmente como “bolas de gelo sujo”, apesar de que recentes observações revelaram superfícies secas poeirentas ou rochosas, sugerindo que os gelos estão ocultos abaixo da crosta. Os cometas também contém uma variedade de compostos orgânicos; além dos gases já mencionados, estão também presentes o metanol, cianeto de hidrogênio, formaldeído, etanol e etano, e talvez algumas moléculas mais complexas como hidrocarbonetos de cadeia longa e aminoácidos.
Devido a sua massa pequena, os cometas não conseguem se tornar esféricos sob sua própria gravidade, e por isto tem formas irregulares.
Surpreendentemente, os núcleos cometários estão entre os objetos mais escuros existentes no sistema solar. A Sonda Giotto descobriu que o núcleo do Cometa Halley reflete aproximadamente 4% da luz que incide sobre ele, e a Deep Space 1 descobriu que a superfície do cometa Borrelly reflete entre 2,4 e 3% da luz incidente sobre ele.
No sistema solar exterior, os cometas permanecem congelados e são extremamente difíceis ou impossíveis de detectar a partir da Terra devido a seu tamanho minúsculo. Detecções estatísticas de núcleos de cometas inativos no Cinturão de Kuiper tem sido relatadas a partir das observações do Telescópio Espacial Hubble, mas estas detecções tem sido questionadas, e ainda não foram confirmadas de forma independente. Conforme um cometa se aproxima do sistema solar interior, a radiação solar faz com que os materiais voláteis dentro do cometa vaporizem e sejam ejetadas do núcleo, carregando poeira junto com ela. Os fluxos de poeira e gás liberados formam uma enorme e extremamente tênue atmosfera em torno do cometa, chamada de coma, e a força exercida na coma pela pressão de radiação do Sol, e o vento solar, fazem com que uma enorme cauda se forme, que sempre aponta para longe do Sol.
Como resultado da perda de gases, os cometas deixam uma trilha de detritos sólidos atrás de si. Se o caminho do cometa atravessar o caminho da Terra, então naquele ponto provavelmente haverá uma chuva de meteoros à medida que a Terra atravessar a trilha de detritos. A chuva de meteoros perseidas ocorre todos anos entre 9 e 13 de agosto, quando a Terra passa pela órbita do cometa Swift-Tuttle. O cometa Halley é a origem da chuva de meteoros orionídeos, que ocorre todos os anos no mês de outubro.

Alguns cometas chegam a um final espetacular—ou caindo no Sol, ou atingindo um planeta ou outro corpo. Colisões entre cometas e planetas ou luas foram bastante comuns no início do Sistema Solar: algumas das muitas crateras da Lua, por exemplo, podem ter sido causadas por cometas. Uma colisão recente de um cometa com um planeta aconteceu em 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 partiu-se e colidiu com Júpiter.
Muitos cometas e asteróides colidiram com a Terra nos primeiros estágios. Muitos cientistas acreditam que o bombardeio de cometas na Terra jovem (cerca de quatro bilhões de anos atrás) trouxeram as vastas quantidades de água que agora preenchem os oceanos terrestres, ou pelo menos uma porção significativa dos mesmos. Mas outros pesquisadores tem dúvidas acerca desta teoria.[29] A detecção de moléculas orgânicas nos cometas levou a algumas especulações de que cometas ou meteoritos podem ter trazidos os elementos precursores da vida ou mesmo os primeiros elementos vivos para a Terra. Existem ainda muitos cometas próximos da Terra, apesar de uma colisão com um asteróide ser mais provável que a de cometas.
Suspeita-se que impactos cometários tenham, em longas escalas de tempo, levado quantidades significativas de água para a Lua, parte dela podendo ter sobrevivido como gelo lunar.

Primeiras observações
Cometa Halley representado na Tapeçaria Bayeux que mostra o Rei Harold I sendo informado do Cometa Halley antes da Batalha de Hastings em 1066.
Antes da invenção do telescópio, os cometas pareciam vir do nada no céu e gradualmente desaparecer de vista. Eles eram normalmente considerados mensageiros anunciando a morte de reis ou nobres, ou de desgraças por vir, ou mesmo interpretados como ataques de seres celestiais contra os habitantes da Terra.
De fontes antigas, como os ossos oraculares chineses, sabe-se que suas aparições tem sido notadas pelos humanos por milênios. Algumas autoridades interpretam as “estrelas caindo” no Gilgamesh, o Apocalipse e o Livro de Enoque como referências a cometas, ou possivelmente bólidos.
Em seu primeiro livro Meteorologia, Aristóteles propôs que os cometas dominariam o Ocidente por cerca de dois mil anos. Ele rejeitou as ideias de vários filósofos que os cometas fossem planetas, ou um fenômeno relacionado aos planetas, por que enquanto os planetas tinham seu movimento confinado ao círculo do Zodíaco, os cometas apareciam em qualquer parte do céu.

5995 – Planeta Verde – Verdades e mitos sobre o aquecimento global


Ninguém escapa dele, esteja em São Paulo, na Amazônia, na China ou na Antártida. O aquecimento global – estamos falando do assunto, não do fenômeno climático – saiu há mais ou menos duas décadas dos fechados círculos acadêmicos para ganhar a atenção de ativistas, da imprensa e de pessoas de qualquer grau de instrução. Parte da culpa é do ex-vice-presidente americano Al Gore, que aborda a questão de maneira clara e direta em seu documentário Uma Verdade Inconveniente.
Com que virtualmente todo mundo concorda: o mundo está realmente ficando mais quente. Desde 1850, quando começaram a medir de maneira mais con­fiável a temperatura, não víamos os termômetros marcar números tão altos. Ondas de calor, furacões mais intensos e derretimento das geleiras nos pólos são alguns resultados desse aquecimento já percebidos – que devem se agravar, pelas projeções dos cientistas do IPCC apresentadas em abril na segunda parte do AR4. (O relatório é divulgado em 3 etapas: uma trata das causas científicas do fenômeno, outra faz projeções e a terceira aborda medidas para mitigar, ou suavizar, a curva de aquecimento.)
Se o aquecimento é uma certeza, sobram dúvidas e opiniões conflitantes em quase tudo o que diz respeito a ele. O que exatamente está fazendo o planeta aquecer tanto? Qual é o impacto real das ações humanas? O que acontecerá no futuro? Que atitudes precisamos tomar agora?
O IPCC diz que é “muito provável” (veja exatamente o que isso significa na pág. anterior) que a elevação acelerada da temperatura na Terra nos últimos anos (0,13 °C por década) seja resultado da ação humana. O motivo, pela teoria amplamente aceita, é que nós lançamos CO2, CFC, metano e outros gases na atmosfera. Esses gases compõem um tipo de manto, que retém a radiação solar que normalmente seria refletida de volta ao espaço. É o chamado efeito estufa (que não é essencialmente mau, pois sem ele a temperatura média seria 30 °C mais baixa que hoje, impossibilitando a vida).
Bem antes de o homem aparecer no pedaço, esses gases já eram produzidos pela decomposição de seres mortos, vulcões, queimadas espontâneas e outros fenômenos. O problema, dizem os cientistas, é que estamos lançando CO2 demais na atmosfera, aumentando o efeito estufa e aquecendo o planeta. Os reponsáveis por esse estrago todo seriam a queima de petróleo e carvão, a destruição de florestas e a pecuária extensiva (sim, são as flatulências bovinas).
As tais emissões antropogênicas, nome que os cientistas dão para a nossa interferência na atmosfera, aumentaram muito desde a Revolução Industrial, no século 18. A concentração de CO2 na atmosfera quase duplicou: de 200 ppm (partes por milhão) para 383 ppm. Essa é a principal causa do aquecimento global, do ponto de vista dominante entre os cientistas que elaboraram o AR4.
Mas há um grupo de cientistas, conhecidos genericamente por céticos, que desconfia da tese que aponta o homem como o principal vilão: para vários deles, essa variação na concentração de CO2, apesar de grande, não seria suficiente para explicar a maior parte das mudanças climáticas, como faz o IPCC. “Partes por milhão”, como o nome diz, é coisa pouca em relação ao todo. Na prática, a poluição humana mexeu em menos de meio por cento da composição atmosférica nesses 150 anos. Para os céticos, as alterações climáticas são comuns na história do planeta, e causas naturais, como variantes na atividade solar, atividade vulcânica e correntes marítimas, que foram responsáveis por mudanças no passado, continuariam sendo as maiores responsáveis hoje.
Do outro lado, os cientistas do consenso dizem que a atmosfera sempre esteve num equilíbrio muito sensível e tênue, e qualquer alteração, por mínima que aparente ser, provoca reações em cadeia e pode acarretar mudanças drásticas e mais aceleradas no clima. Testes de laboratório mostram que uma variação pequena na quantidade de CO2 da atmosfera seria efetivamente suficiente para causar um aumento na temperatura, e modelos cada vez mais apurados indicam uma relação diretamente proporcional entre o aumento dos gases do efeito estufa e a intensificação do aquecimento. Ponto para o consenso.

5942 – Como agem os filtros solares?


O fator FPS é uma medida que indica quantos minutos se pode ficar no sol após usar o filtro sem que a pele comece a queimar. Se alguém sem proteção levar 15 minutos, ao aplicar o produto com fator 5, tal tempo deve ser multiplicado por 5. Se o FPS for 10, então multiplica-se por 10 e assim por diante. Há elementos químicos que são capazes de transformar grande parte dos raios UV em calor. Com isso diminuem a quantidade de raios que podem machucar. Os protetores físicos, quando fabricados na forma de creme, de dióxido de titânio e óxido de zinco, funcionam como uma espécie de escudo que reflete a radiação solar. Mas a maioria dos filtros existentes no mercado combinam propriedades químicas e físicas.

5384 – Fique por dentro do Aquecimento Global


É o resultado da emissão excessiva de gases de efeito estufa na Atmosfera, principalmente o dióxido de carbono, formando uma camada que a cada ano fica mais espessa, impedindo a dispersão da radiação solar. O efeito estufa é um fenômeno atmosférico natural indispensável a vida na Terra, já que a temperatura média seria 33°C menor. O aquecimento globalpela atividades humanas é o agravamente de tal processo natural. A derrubada das florestas e a queima de combustíveis fósseispetróleo, carvão e gás natural seriam as causas principais.
o co² é um gás essencial à vida , produzido pela respiração dos seres vivos, de composição de plantas e animais e queima de combustíveis fósseis e de florestas. O tempo de sua permanência na atmosfera é de 100 anos no mínimo. O principal processo de absorção épelos oceanos e florestas. Hoje são emitidas entre 8 e 9 bilhões de toneladas de co² por ano em todo o planeta. 80% da queima de combustíveis fósseis.

4968 – Marte já foi azul?


Os primeiros sinais de vida em Marte foram detectados em 1996, num meteorito marciano que caiu na Antártida. Ele continha cristais de magnetita parecidos com os produzidos por bactérias terrestres.Em janeiro de 2001 foi provado que tinha origem orgânica.
Imagens da sonda Mars Global Surveyor mostraram sulcos idênticos a um leito de rio seco. A NASA sustenta que deve haver água líquida em alguma camada subterrânea de Marte.
Ao detectar rochas magnetizadas na superfície do planeta mais recentemente, a sonda provou que Marte já teve um campo magnético como o da Terra, que serve de escudo para a atmosfera, protegendo-a da radiação solar. Isto indica que aa atmosfera marciana pode ter sido densa como a terrestre, condição para a vida. Marte teve uma intensa atividade vulcânica em seu primeiro bilhão de anos. A combinação de calor e água líquida gerou a vida na Terra. O mesmo pode ter acontecido no planeta vermelho.

Contraponto:

Marte realmente teve um campo magnético. Mas ainda não há estudos que comprovem que papel ele desempenhou na evolução do planeta e no possível surgimento da vida. Não existem sequer provas de que lá tenha havido uma atmosfera parecida com a nossa, por enquanto é tudo especulação.
Um estudo publicado na revista Nature defende a teoria de que os canais e as bacias tenham sidos criados por montanhas sendo erguidas e não por oceanos.Teria sido a pressão exercida pelas montanhas que fez a superfície ao redor se comprimir e gerar um solo enrugado.
Quanto a bactéria, ela pode ser da Terra e ter entrado no meteorito por alguma fenda. Uma única cadeia de cristais é pouco para se chegar a conclusões definitivas.
Outros pesquisadores do Arizona dizem que os tais sulcos foram cavados por gás carbônico. Em temperaturas muito baixas a pressão faz o gás carbônico se transformar em neve, que desce pela encosta. Outra hipótese é que tenham sido formados por um fluxo de cinzas, gás e cascalho expelido das erupções vulcânicas.
Como vemos, os cientistas divergem tanto quanto os leigos.