12.408 – Psicologia – Por que alguns relacionamentos não engrenam, segundo a ciência


amor
Segundo um estudo publicado recentemente noPersonality and Social Psychology Bulletin, não importa o quanto você aprecie as qualidades do seu amor: sempre focamos no lado negativo dos nossos parceiros. De acordo com pesquisadores de cinco universidades, é muito natural procurar traços de personalidade no outro que sejam motivo suficiente para a relação não ir pra frente.
Para chegar a esta conclusão, os estudiosos entrevistaram mais de 6.500 pessoas para descobrir o que procuram em relações sexuais, românticas e de amizade, além de saber o que cada pessoa considera mais importante nesses relacionamentos.
Naturalmente, as coisas do coração são bastante subjetivas. Por exemplo: algumas pessoas consideram impulsividade uma qualidade positiva, enquanto outros discordam. Segundo a pesquisa, as razões mais comuns para uma relação não engrenar envolvem falta de atração, estilo de vida pouco saudável, personalidade difícil, diferenças religiosas, status social limitado e objetivos diferentes em um relacionamento.
Essa descoberta aponta que pessoas valorizam mais os pontos negativos da personalidade do outro, podendo inclusive apagar os pontos positivos. Outro ponto considerado na pesquisa é que mulheres tendem a enxergar os pontos negativos com mais força do que os homens.
Um dos autores da pesquisa, Gregory Webster, explica: “temos uma tendência, em geral, de reter e reagir com mais força as informações negativas do que as positivas. Coisas que podem nos machucar são mais importantes do que as que podem nos ajudar”.

12.375 – Comportamento Humano – Por que amamos?


dia_dos_namorados-_data_comemorativa_-_ilolab_-_shutterstock

O ☻Mega buscou as respostas, escolha a sua:

Helen Fisher

Antropóloga da Universidade Rutgers, EUA, autora do livro Why we love? – the nature and chemistry of romantic love (“Por que amamos? – a natureza e a química do amor romântico”).

Porque somos biologicamente programados para amar. A necessidade de procriar é tão poderosa quanto a de se alimentar ou dormir, criando no cérebro uma energia dramática que abastece 4 sentimentos básicos: paixão, obsessão, alegria e ciúme

Frei Betto

Teólogo, escritor e ideólogo da teologia da libertação.

Porque fomos criados pelo Amor. Estamos apenas refletindo um atributo do nosso Criador, pois sem receber esse sentimento, nunca poderíamos manifestá-lo. Amamos porque é o fato de sairmos de nós mesmos que nos devolve ao que há de melhor em nós. Em tudo que fazemos, até o mal, buscamos ansiosamente o amor.

Dom Miguel Ruiz

Escritor mexicano, propagador da filosofia dos toltecas, povo que vivia na América antes da chegada dos astecas, e que defende o esforço de olhar o mundo de modo consciente.

Só amamos quando não temos o amor dentro de nós. E daí procuramos o amor de outros seres humanos que também não se amam e, por isso, estão à caça do amor. No fim, as pessoas não têm o amor de que precisamos, só nós mesmos.

12.319 – Psicologia – O Desejo de Suicídio


suicidio
Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, e quem mesmo que tentasse percorrer um desses caminhos, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para as abrir.
Se para si, a dor emocional que sente é de tal forma elevada, que a possibilidade de suicídio é uma opção viável, ou se de outra forma, receia que alguém que lhe é importante esteja a correr esse risco, reflita por favor, apenas por mais um pouco, nas próximas linhas e permita que esta informação a possa ajudar a compreender quão urgente pode ser procurar ajuda especializada.
Reconhecemos que falar sobre suicídio é particularmente desafiador. Parece que, semelhante a tantas outras situações de vulnerabilidade psicológica, para as quais preferimos olhar apenas em secreto, o silêncio funciona somente como mais uma “máscara” que visa esconder uma realidade de profunda dor, misturada com sentimentos de vergonha, estigma oferecendo, mais uma vez, pouca ou nenhuma ajuda útil. Por isso, gostaríamos de por momentos, convidá-lo/a a retirar essa máscara, e a vestir o papel de um/a espectador/a atento/a, a uma realidade tão presente nas ditas sociedades modernas. Senão repare: apenas num único ano, cerca de um milhão de pessoas no mundo tiraram a sua própria vida – aproximadamente uma morte a cada 40 segundos – e provavelmente há 4 milhões que o tentam fazer! O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, sendo que por cada suicídio ocorrem 11 tentativas sem sucesso. Cerca de 20% das pessoas que tentam suicidar-se, senão procurarem ajuda especializada, repetem essa ação no prazo de um ano, aumentando a probabilidade de eventualmente morrerem por suicídio. Cerca de 10 % de todas as tentativas de suicídio são mortais.Só em Portugal, a taxa de suicídio dobrou na última década, de cerca de 600 para mais de 1.200 casos por cada ano. Dá que pensar, não é?
Porquê o suicídio?

É importante entendermos que, a probabilidade de uma pessoa cometer suicídio varia num contínuo, que contempla a ideação suicida – pensamentos acerca da possibilidade de cometer o suicídio -, a tentativa de suicídio – gestos auto-destrutivos não fatais – , até ao suicídio consumado, que resulta em morte. Mas face a qualquer um desses grupos, naturalmente a questão à qual gostaria de saber uma resposta, se prenda com o que motiva alguém a escolher terminar com a sua própria vida. Em termos genéricos, por um lado, o suicídio veicula o desejo de uma pessoa em escapar ou terminar com o seu sofrimento (que é resultante de variadíssimos problemas) e, por outro lado, o seu desejo em comunicar o seu sofrimento aos outros – é um pedido de ajuda. Além disso, cada pessoa tem os seus próprios motivos, muito particulares, profundos e extremamente dolorosos que a levam a ponderar desistir de viver. Uma mudança repentina nas suas circunstâncias de vida, tais como dificuldades financeiras, desemprego ou perda de estatuto socioeconómico, mudanças no contexto familiar ou relacional (divórcio, fim de uma relação, morte de um familiar…) ou ainda a sensação de isolamento, solidão e a ausência de horizontes ou projetos futuros podem constituir factores relevantes.
Não esqueçamos também a companhia indesejável de certas perturbações do humor (depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia), que podem contribuir para um estado de maior desorganização e desconforto emocional, ao fragilizarem as potenciais competências para pensar em soluções e lidar com as adversidades, o que por sua vez aumenta a possibilidade do desespero se tornar ainda mais intolerável. Sabia que mais de metade das pessoas que se suicidaram, estavam deprimidas? Estima-se ainda que o risco de suicídio ao longo da vida em pessoas com perturbações do humor (principalmente depressão) é de 6 a 15%; com alcoolismo, de 7 a 15%; e com esquizofrenia, de 4 a 10%.
A comunidade científica também nos informa que a probabilidade de tentar o suicídio é duas a três vezes superior nas mulheres, enquanto os homens apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de o consumarem. A escolha do método de suicídio, que pode ser influenciada pela disponibilidade de meios, também é variável em função do género feminino ou masculino.
Na verdade, talvez possa ficar surpreendido ao se aperceber que a maioria das pessoas que pensam, tentam ou cometem o suicídio, escolheriam outra forma de solucionar os seus problemas, se não se encontrassem numa tal angústia que as incapacita de avaliar as suas opções objectivamente. A sua intenção é parar a sua imensurável dor psicológica e não pôr termo à sua vida. Dão por isso sinais de esperança de serem salvas. Querem simplesmente fugir das duras realidades da vida e tensões com as quais não conseguem lidar, para as quais não vêm uma solução possível, nem perspectiva de melhoria ou mudança no futuro.

O suicídio pode ser compreendido como resultando da interação de 3 factores: pressão/stress social, vulnerabilidade individual e disponibilidade de meios:

Alguns números acerca das características das pessoas que tendem a suicidar-se…

Mais frequente nos homens que nas mulheres (2:1).
Presença de problema psiquiátrico/psicológico em pelo menos, 93% dos casos.
Perturbação do humor (depressão, bipolaridade) ou alcoolismo em 57-86 % dos casos.
Doença terminal em 4-6% dos casos.
Cerca de 66% comunicaram a intenção suicida (40% de forma clara).
Cerca de 33% tiveram tentativas anteriores de suicídio.
Cerca de metade não tinham contactado técnicos de saúde mental.
90% tinham contactado serviços de saúde.

Fatores que aumentam a probabilidade de suicídio
Modelos de suicídio: familiares, pares sociais, histórias de ficção e/ou notícias veiculadas pelos média;
História de suicídio, violência ou de perturbação de humor na família.
Tentativas prévias de suicídio;
Ameaça ou ideação suicida com plano pormenorizado elaborado;
Acesso fácil a agentes letais, tais como armas de fogo ou pesticidas;
Presença de depressão, esquizofrenia, alcoolismo, toxicodependência e perturbações de personalidade;
Presença de perturbações alimentares (bulimia).
Presença de doenças de prognóstico reservado (HIV, cancro etc.);
Hospitalizações frequentes, psiquiátricas ou não;
Ter entre 15 e 24 anos ou mais de 45;
Desemprego ou dificuldades económicas que alteram o estatuto familiar;
Problemas no trabalho;
Morte do cônjuge ou de amigos íntimos;
Família actual desagregada: por separação, divórcio ou viuvez.
Perdas precoces de pessoas importantes (pais, irmãos, cônjuge, filhos);
Falta de apoio familiar e/ou social;
Ausência de projectos de vida;
Desesperança contínua e acentuada;
Culpabilidade elevada por actos praticados ou experiências passadas;
Ausência de crenças religiosas;
Mudança de residência;
Emigração;
Reforma;
Ter sido alvo de abuso sexual ou psicológico;
Experiência de humilhação social recente

O suicídio raramente é uma decisão repentina, apesar de amigos e familiares conceberem esse acontecimento como algo completamente inesperado, surpreendente ou até chocante. Na maioria dos casos, o suicídio é algo planejado – a pessoa constrói um plano, estabelece uma data, define um método e pensa nessa possibilidade ao longo de algum tempo, antes de tomar uma decisão definitiva.
Porém, a impulsividade é uma característica da personalidade que interfere na tomada de decisão, ao modelar a rapidez com que se passa do pensamento ao ato, podendo constituir um factor de risco acrescido. Existem assim algumas situações em que o suicídio ocorre de forma impulsiva.Perante uma dada situação, que é dolorosa e intolerável,a pessoa toma uma decisão imediata, precipitada e sem pensar (no sentido de minorar a dor emocional sentida), emitindo uma resposta auto-destrutiva que conduz à consequência irreversível da morte.
Sinais de alerta

Como descrito anteriormente, a maioria das pessoas que se suicidam, dão pistas e sinais de aviso, mas os outros que as rodeiam não estão conscientes do seu significado nem sabem como responder. Eis alguns exemplos de sinais de alerta, cuja detecção atempada e intervenção eficaz poderá salvar vidas:

Tornar-se uma pessoa depressiva, melancólica (apresenta uma grande tristeza, desesperança e pessimismo, chora sistematicamente);
Falar muito acerca da morte, suicídio ou de que não há razões para viver, utilizando expressões verbais tais como “Não aguento mais”, “Já nada importa”, ou “Estou a pensar acabar com tudo”;
Preparativos para a morte: pôr os assuntos em ordem, desfazer-se/oferecer objetos ou bens pessoais valiosos, fazer despedidas ou dizer adeus como se não voltasse a ser visto;
Demonstrar uma mudança acentuada de comportamento, atitudes e aparência;
Ter comportamentos de risco, marcada impulsividade e agressividade;
Aumento do consumo de álcool, droga ou fármacos;
Afastamento ou isolamento social;
Insónia persistente, ansiedade ou angústia permanente;
Apatia pouco usual, letargia, falta de apetite;
Dificuldades de relacionamento e integração na família ou no grupo;
Insucesso escolar (por exemplo, quando antes era aluno interessado);
Auto-mutilação.
Ansiedade
Pânico
Ansiedade Social
Ansiedade Generalizada
Obsessivo-compulsivo
Trauma
Fobias
Depressão
Depressão major
Bipolaridade
Suicídio
Personalidade
Paranóide
Esquizóide
Esquizotípica
Anti-Social
Estado-Limite
Histriónico
Narcísico
Evitante
Dependente
Obsessivo-Compulsiva
Psicologia infantil
Na escola
Em casa
Emoções
Avaliar-me
facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedin

Suicídio

Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, e quem mesmo que tentasse percorrer um desses caminhos, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para as abrir.

Se para si, a dor emocional que sente é de tal forma elevada, que a possibilidade de suicídio é uma opção viável, ou se de outra forma, receia que alguém que lhe é importante esteja a correr esse risco, reflita por favor, apenas por mais um pouco, nas próximas linhas e permita que esta informação a possa ajudar a compreender quão urgente pode ser procurar ajuda especializada.

A dimensão

Reconhecemos que falar sobre suicídio é particularmente desafiador. Parece que, semelhante a tantas outras situações de vulnerabilidade psicológica, para as quais preferimos olhar apenas em secreto, o silêncio funciona somente como mais uma “máscara” que visa esconder uma realidade de profunda dor, misturada com sentimentos de vergonha, estigmDesesperoa e diferença … oferecendo, mais uma vez, pouca ou nenhuma ajuda útil. Por isso, gostaríamos de por momentos, convidá-lo/a a retirar essa máscara, e a vestir o papel de um/a espectador/a atento/a, a uma realidade tão presente nas ditas sociedades modernas. Senão repare: apenas num único ano, cerca de um milhão de pessoas no mundo tiraram a sua própria vida – aproximadamente uma morte a cada 40 segundos – e provavelmente há 4 milhões que o tentam fazer! O suicídio encontra-se entre as 10 primeiras causas de morte, sendo que por cada suicídio ocorrem 11 tentativas sem sucesso. Cerca de 20% das pessoas que tentam suicidar-se, senão procurarem ajuda especializada, repetem essa ação no prazo de um ano, aumentando a probabilidade de eventualmente morrerem por suicídio. Cerca de 10 % de todas as tentativas de suicídio são mortais.Só em Portugal, a taxa de suicídio dobrou na última década, de cerca de 600 para mais de 1.200 casos por cada ano. Dá que pensar, não é?

Porquê o suicídio?

É importante entendermos que, a probabilidade de uma pessoa cometer suicídio varia num contínuo, que contempla a ideação suicida – pensamentos acerca da possibilidade de cometer o suicídio -, a tentativa de suicídio – gestos auto-destrutivos não fatais – , até ao suicídio consumado, que resulta em morte. Mas face a qualquer um desses grupos, naturalmente a questão à qual gostaria de saber uma resposta, se prenda com o que motiva alguém a escolher terminar com a sua própria vida. Em termos genéricos, por um lado, o suicídio veicula o desejo de uma pessoa em escapar ou terminar com o seu sofrimento (que é resultante de variadíssimos problemas) e, por outro lado, o seu desejo em comunicar o seu sofrimento aos outros – é um pedido de ajuda. Além disso, cada pessoa tem os seus próprios motivos, muito particulares, profundos e extremamente dolorosos que a levam a ponderar desistir de viver. Uma mudança repentina nas suas circunstâncias de vida, tais como dificuldades financeiras, desemprego ou perda de estatuto socioeconómico, mudanças no contexto familiar ou relacional (divórcio, fim de uma relação, morte de um familiar…) ou ainda a sensação de isolamento, solidão e a ausência de horizontes ou projetos futuros podem constituir factores relevantes.

Não esqueçamos também a companhia indesejável de certas perturbações do humor (depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia), que podem contribuir para um estado de maior desorganização e desconforto emocional, ao fragilizarem as potenciais competências para pensar em soluções e lidar com as adversidades,o que por sua vez aumenta a possibilidade do desespero se tornar ainda mais intolerável. Sabia que mais de metade das pessoas que se suicidaram, estavam deprimidas? Estima-se ainda que o risco de suicídio ao longo da vida em pessoas com perturbações do humor (principalmente depressão) é de 6 a 15%; com alcoolismo, de 7 a 15%; e com esquizofrenia, de 4 a 10%.

A comunidade científica também nos informa que a probabilidade de tentar o suicídio é duas a três vezes superior nas mulheres, enquanto os homens apresentam uma probabilidade quatro vezes maior de o consumarem. A escolha do método de suicídio, que pode ser influenciada pela disponibilidade de meios, também é variável em função do género feminino ou masculino.

Na verdade, talvez possa ficar surpreendido ao se aperceber que a maioria das pessoas que pensam, tentam ou cometem o suicídio, escolheriam outra forma de solucionar os seus problemas, se não se encontrassem numa tal angústia que as incapacita de avaliar as suas opções objectivamente. A sua intenção é parar a sua imensurável dor psicológica e não pôr termo à sua vida. Dão por isso sinais de esperança de serem salvas. Querem simplesmente fugir das duras realidades da vida e tensões com as quais não conseguem lidar, para as quais não vêm uma solução possível, nem perspectiva de melhoria ou mudança no futuro.

FALE CONNOSCO AGORA!

O suicídio pode ser compreendido como resultando da interação de 3 factores: pressão/stress social, vulnerabilidade individual e disponibilidade de meios:

Alguns números acerca das características das pessoas que tendem a suicidar-se…

Mais frequente nos homens que nas mulheres (2:1).
Presença de problema psiquiátrico/psicológico em pelo menos, 93% dos casos.
Perturbação do humor (depressão, bipolaridade) ou alcoolismo em 57-86 % dos casos.
Doença terminal em 4-6% dos casos.
Cerca de 66% comunicaram a intenção suicida (40% de forma clara).
Cerca de 33% tiveram tentativas anteriores de suicídio.
Cerca de metade não tinham contactado técnicos de saúde mental.
90% tinham contactado serviços de saúde.

Factores que aumentam a probabilidade de suicídio

Modelos de suicídio: familiares, pares sociais, histórias de ficção e/ou notícias veiculadas pelos média;
História de suicídio, violência ou de perturbação de humor na família.
Tentativas prévias de suicídio;
Ameaça ou ideação suicida com plano pormenorizado elaborado;
Acesso fácil a agentes letais, tais como armas de fogo ou pesticidas;
Presença de depressão, esquizofrenia, alcoolismo, toxicodependência e perturbações de personalidade;
Presença de perturbações alimentares (bulimia).
Presença de doenças de prognóstico reservado (HIV, cancro etc.);
Hospitalizações frequentes, psiquiátricas ou não;
Ter entre 15 e 24 anos ou mais de 45;Depressão
Desemprego ou dificuldades económicas que alteram o estatuto familiar;
Problemas no trabalho;
Morte do cônjuge ou de amigos íntimos;
Família actual desagregada: por separação, divórcio ou viuvez.
Perdas precoces de pessoas importantes (pais, irmãos, cônjuge, filhos);
Falta de apoio familiar e/ou social;
Ausência de projectos de vida;
Desesperança contínua e acentuada;
Culpabilidade elevada por actos praticados ou experiências passadas;
Ausência de crenças religiosas;
Mudança de residência;
Emigração;
Reforma;
Ter sido alvo de abuso sexual ou psicológico;
Experiência de humilhação social recente
Suicídio: ato planeado ou impulsivo?

O suicídio raramente é uma decisão repentina, apesar de amigos e familiares conceberem esse acontecimento como algo completamente inesperado, surpreendente ou até chocante. Na maioria dos casos, o suicídio é algo planeado – a pessoa constrói um plano, estabelece uma data, define um método e pensa nessa possibilidade ao longo de algum tempo, antes de tomar uma decisão definitiva.

Porém, a impulsividade é uma característica da personalidade que interfere na tomada de decisão, ao modelar a rapidez com que se passa do pensamento ao ato, podendo constituir um factor de risco acrescido. Existem assim algumas situações em que o suicídio ocorre de forma impulsiva.Perante uma dada situação, que é dolorosa e intolerável,a pessoa toma uma decisão imediata, precipitada e sem pensar (no sentido de minorar a dor emocional sentida), emitindo uma resposta auto-destrutiva que conduz à consequência irreversível da morte.

Sinais de alerta

Como descrito anteriormente, a maioria das pessoas que se suicidam, dão pistas e sinais de aviso, mas os outros que as rodeiam não estão conscientes do seu significado nem sabem como responder. Eis alguns exemplos de sinais de alerta, cuja detecção atempada e intervenção eficaz poderá salvar vidas:

Tornar-se uma pessoa depressiva, melancólica (apresenta uma grande tristeza, desesperança e pessimismo, chora sistematicamente);
Falar muito acerca da morte, suicídio ou de que não há razões para viver, utilizando expressões verbais tais como “Não aguento mais”, “Já nada importa”, ou “Estou a pensar acabar com tudo”;
Preparativos para a morte: pôr os assuntos em ordem, desfazer-se/oferecer objetos ou bens pessoais valiosos, fazer despedidas ou dizer adeus como se não voltasse a ser visto;
Demonstrar uma mudança acentuada de comportamento, atitudes e aparência;
Ter comportamentos de risco, marcada impulsividade e agressividade;
Aumento do consumo de álcool, droga ou fármacos;
Afastamento ou isolamento social;
Insónia persistente, ansiedade ou angústia permanente;
Apatia pouco usual, letargia, falta de apetite;
Dificuldades de relacionamento e integração na família ou no grupo;
Insucesso escolar (por exemplo, quando antes era aluno interessado);
Auto-mutilação.

Face a este quadro, é provável que dê por si a reconhecer pelo menos alguns destes sintomas em pessoas que conheça, ou até mesmo em si próprio. Note, contudo, que a lista fornecida apenas fornece alguns exemplos de sinais que podem indiciar a presença de ideação ou tentativa de suicídio. Naturalmente, quanto maior o número de sinais presentes, maior o risco de suicídio, e paralelamente, maior a urgência em procurar ajuda quanto antes.

Como intervir?
Se veio até esta página por estar a colocar o suicídio como uma opção, queremos que saiba que não está sozinho. A sua vida é importante e podemos ajudá-lo. Por vezes, não falar dos problemas faz com que eles cresçam dentro de nós e conversar com alguém faz com que eles diminuam de tamanho e facilita o encontro de soluções alternativas.
O acompanhamento individual é a melhor forma de criarmos um espaço em que se possa sentir seguro, compreendido e ajudado na procura de outras opções ou soluções para as suas dificuldades. Nesse espaço, pretende-se:

Validar a vivência de desespero, tristeza e sofrimento emocional enquadrando-a na sua história de vida presente, passada e futura;
Compreender os motivos que o levam a colocar o suicídio como uma opção;
Olhar para os seus problemas sem os julgar, decompô-los em partes mais pequenas para que possam ser trabalhados separadamente;
Analisar as crenças subjacentes à convicção de que não existem outras alternativas de pôr fim à dor além do sofrimento;
Discutir a relação entre o que pensa, o que sente e como reage, monitorizando esses três elementos da experiência;
Encontrar novas formas de lidar com os problemas:Explorar e criar alternativas de solução que possam existir na sua vida (que neste momento não estejam facilmente visíveis) e desenvolver competências de confronto e resolução de problemas;
Desenvolver formas eficazes e adaptativas de comunicar os seus problemas aos outros;
Promover o seu sentimento de controlo e eficácia pessoal;
Desenvolver estratégias de relaxamento que o possam tranquilizar no seu dia-a-dia e em situações de crise;
Promover a discussão de cenários futuros mais satisfatórios.
Este é um trabalho prático, que poderá nalguns momentos envolver familiares e amigos se isso for vantajoso. Os objectivos enunciados são apenas orientadores, dado que todo o processo de ajuda é centrado em si, nas suas características e na sua forma de ver o mundo e pretende-se que tenha impacto não só no seu presente, como também no seu futuro.

O que fazer quando identificar sinais de risco?

Se veio até aqui porque desconfia que um amigo, um familiar, ou um conhecido seu poderá estar a pensar em suicídio, ou que inclusive já fez uma tentativa de se suicidar, e não sabe como o ajudar, existem várias coisas que pode fazer por essa pessoa. Se reconhecer os sinais que descrevemos, aqui estão algumas indicações do que poderá fazer:

Em primeiro lugar, ser um bom ouvinte é essencial – simplesmente oiça,com toda a atenção, não apenas os factos, mas a sua dor, medos e ansiedades. Não julgue, nem dê conselhos ou opiniões.
Reconheça o seu sofrimento, valorize o que é dito e demonstre que está disponível para a ajudar. É fundamental que essa pessoa saiba e sinta o quão importante ela é para si, que a sua vida tem valor para alguém e que a sua dor emocional é compreensível e aceitável face às suas vivências presentes.
Demonstre empatia – procure compreender as coisas não do seu ponto de vista, mas segundo o ponto de vista do outro.Não faça comparações.
Se essa pessoa que o preocupa não falar abertamente do que sente ou pensa, é importante que tome a iniciativa em conversar com ela. Diga claramente que se apercebeu que o seu comportamento mudou (especifique que mudanças específicas observou) e que está preocupado/a com o que possa ter causado essas mudanças.
Não mude de assunto, nem faça comentários do tipo “anima-te”, “vai correr tudo bem”.
Não hesite em questionar aberta e diretamente se essa equaciona a ideia de suicídio como uma opção válida. Pode dizer algo como: “Imagino que estejas a sofrer muito, que seja avassaladora a dor que sentes em função de toda esta situação. Estás a considerar o suicídio como opção?”, “Parecem ser demasiados problemas para aguentares sozinha. Pensaste no suicídio como fuga?”, “Alguma vez pensaste em deixar tudo?” Essas questões transmitem a mensagem de que existe alguém que compreende a sua dor psicológica e de que a pessoa não estão sozinha. Naturalmente, a abordagem a este tema sensível varia em função da situação e relação de confiança estabelecida.
É importante que a pessoa que pensa em suicídio saiba que a sua morte causaria sofrimento nas pessoas que a rodeiam, e haveriam pessoas que sentiriam a sua falta. Por isso, nunca é demais ter um gesto de carinho para com ela. Por vezes, a tentativa de suicídio pode ser um pedido de ajuda que se pode evitar se a pessoa compreender, antes de tentar terminar a sua vida, que existe alguém que gosta de si, se importa consigo.
Nunca deixe a pessoa sozinha se sentir que existe perigo de ela cometer suicídio, nomeadamente se lhe parecer que a mesma tem um plano concreto de suicídio e já tomou decisões para o pôr em prática. Incentive-a a pedir ajuda especializada (a um hospital, médico, psicólogo, ou psiquiatra) e retire da sua proximidade todos os objectos com que a pessoa se possa magoar. Se for necessário, chame uma ambulância, ou outro tipo de ajuda que possa ser pertinente, rapidamente.
Alguns mitos sobre suicídio
Mito: As pessoas que falam sobre o suicídio não vão realmente cometê-lo só querem chamar a atenção, não devemos dar importância.
Realidade: Não, é essencial estar atento ao que a pessoa diz – o facto de falar em suicídio é um sinal de alerta. É um pedido de ajuda, uma forma de comunicar o seu sofrimento, e não apenas uma chamada de atenção.É importante aceitar, compreender e valorizar o que a pessoa sente.

Mito: A pessoa que fala em suicídio quer mesmo morrer e está decidida a matar-se, independentemente do que façamos.
Realidade: Quando alguém fala em suicídio, é importante reconhecer a dor da pessoa, porque ela está a pedir ajuda e podemos ainda estar a tempo de a ajudar de alguma forma.

Mito: Quando alguém sobrevive a uma tentativa de suicídio, está fora de perigo.
Realidade: Na verdade, a existência de tentativas prévias de suicídio é um factor de risco que aumenta a probabilidade da pessoa tornar a tentar suicidar-se.

Mito: O suicídio é hereditário.
Realidade: Não existem estudos com resultados claros, e de facto a existência de suicídios na família pode ser um factor de risco a considerar. No entanto, existem muitos outros factores que interferem na tomada de decisão, não sendo a hereditariedade o factor mais determinante.

12.311 – Psiquiatria – TRANSTORNOS MANÍACO DEPRESSIVOS


O mundo moderno traz doenças que afetam cada vez mais pessoas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% dos trabalhadores no mundo sofrem com ansiedade, estresse e depressão.
Cada vez mais problemas psicológicos aparecem. Anorexia, depressão, bulimia, síndrome do pânico, amnésia dissociativa, neurose… São apenas alguns dos distúrbios que fazem parte da lista. Nessa mesma lista está o Transtorno Bipolar do Humor, que está presente em cerca de 1,5% da população geral, sem grande variação entre homens e mulheres.
Antigamente, o mal era denominado Psicose Maníaco-Depressiva, mas o nome foi modificado porque muitos pacientes não apresentavam os sintomas psicóticos. Os portadores da doença mudam de humor como quem troca de roupa, oscilando drasticamente entre a mania (um estado de euforia) e a depressão, ocorrendo em ciclos rápidos ou intervalos de maior tempo.
A psicóloga clínica Mariuza Pregnolato explica que um paciente com diagnóstico de depressão apresenta níveis de humor, de atividade, disposição, motivação e tônus vital rebaixados, sendo que, quando se recupera, volta ao estado normal de equilíbrio. Quando o episódio está dentro do transtorno bipolar, ao sair da depressão o paciente tende a entrar num estado de humor oposto ao anterior, apresentando euforia intensa seguida de hiperatividade.
Estresse, ansiedade e traumas, embora presentes em todos os casos da maníacodepressão, funcionam como disparadores para os estados de depressão ou euforia.
Causas e sintomas
A doença é desencadeada por fatores psicológicos, mas problemas biológicos relacionados aos neurotransmissores cerebrais também podem cooperar, apesar de serem causas ainda desconhecidas. Resultados de pesquisas recentes confirmam a maior incidência do Transtorno Bipolar em pessoas com histórico familiar da doença, embora isso não seja decisivo para que haja o problema, segundo Mariuza Pregnolato.
A doença se divide em dois grupos: Tipo I – episódios alternados de euforia e depressão – e Tipo II – episódios alternados de depressão com hipomania, uma euforia menos acentuada.
O Transtorno do Tipo I possui duas fases. A primeira é maníaca, onde a pessoa torna-se eufórica e acelerada, com sentimentos de grandeza e invencibilidade. Essa etapa pode se tornar delirante. A pessoa tem muitas idéias e disposição para atuar incansavelmente.
Ainda nessa etapa do processo, o paciente chega a ficar dias seguidos sem relaxar e dormindo muito pouco, com uma hiperatividade contínua. Um pensamento acaba sobrepondo ao outro, de forma intensa e acelerada, além de haver uma fala rápida e alta. Também é comum a pessoa cantar e gesticular freneticamente, tornando-se muito desinibida e facilmente irritável. O portador da doença pode explodir em crises de agressividade, recuperando rapidamente a euforia.
O problema ocasiona a elevação da libido, com intensa atividade sexual, exibicionismo, inquietude, ausência de autocrítica, comportamentos socialmente inadequados e exposição a atividades perigosas. Junto a isso, vem uma sensação de incrível bem-estar e poder, o que torna a pessoa insensível a críticas e ao perigo, negando-se a sair desse estado.
Num segundo momento, ocorre a fase depressiva. Nesse estágio, há o oposto da fase anterior. O paciente tem uma sensação de desespero e infinita tristeza, onde o tônus, a libido, a motivação, a atividade, o raciocínio e a auto-estima ficam em baixa, num quadro de desvitalização. Memória e concentração também são afetados, junto com a apatia, ideações de doenças, falta de apetite, cansaço constante chegando até ao suicídio.
Há casos do transtorno bipolar em que a mania é mais frequente que a depressão ou vice-versa. Os intervalos entre uma situação e outra também variam, de acordo com a gravidade do problema. É possível também que haja equilíbrio de humor durante semanas ou meses, até que um novo episódio venha a ocorrer. Em graus mais graves, podem ser encontrados delírios e alucinações.
O tratamento psiquiátrico envolve medicação ao paciente. Dependendo das características do quadro em determinada pessoa ou da falta de respostas ao tratamento prescrito, pode haver a ECT (eletroconvulsoterapia) ou a internação, quando o grau da doença oferece riscos ao próprio paciente ou a pessoas próximas.
Quando o médico a tratar é o psicólogo, não há medicação envolvida. A terapia tem como objetivo ajudar o paciente a controlar seu humor, usando o auto-conhecimento como ferramenta, o que faz com que ele identifique os motivos que levam-no a ter estados de descompensação emocional. Nesse caso, há sessões de 50 minutos, uma ou mais vezes por semana.
Nas sessões com psiquiatras, o lítio é a substância mais utilizada como estabilizadora de humor, além das chamadas anticonvulsivantes. Eventualmente, são usados antidepressivos, prescritos com critério para que não se tornem uma dependência, e hormônios tireodianos.
O tempo de recuperação varia de caso para caso, dependendo não apenas das características da doença, mas também pelas peculiaridades do próprio paciente. Alguns se propõem a ajudar na melhora com total entrega, outros desistem antes do fim do tratamento. Quando a pessoa adere totalmente às sessões, em torno de um ano de terapia ele já apresenta habilidades no controle de suas emoções. Há casos de total eficácia do tratamento pela capacidade que o portador adquire em prever sua recaída e evitá-la.

12.307 – Saúde e Bem Estar – O bom humor faz bem para saúde


o amor é contagioso
Embora possa não haver motivos para sorrir sempre, devemos nos esforçar para isso. Vejamos alguns motivos:
“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda ou parecer um conselho bobo de um mestre de artes marciais saído de algum filme ruim. Mas, segundo os especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do maior segredo para viver bem. Não é difícil encontrar exemplos que comprovam que eles têm razão. Como um palmeirense poderia manter o alto-astral depois que seu time perdeu a final da Taça Libertadores da América? Fácil. É só lembrar que o Palmeiras eliminou o arqui-rival Corinthians nas semifinais da competição. Inversamente, a mesma situação pode servir para manter o bom humor do corinthiano. Afinal, embora seu time tenha sido eliminado, o Palmeiras acabou morrendo na praia. Não se trata de ver o mundo com os olhos róseos de Pollyanna. Esse tipo de flexibilidade para encarar os acontecimentos ruins não garante apenas algumas risadas: pode fazer bem para a saúde.
O bom humor é, antes de tudo, a expressão de que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e culturais e varia de acordo com a personalidade e a formação de cada um. Mas, mesmo sendo o resultado de uma combinação de ingredientes, pode ser ajudado com uma visão otimista do mundo. “Um indivíduo bem-humorado sofre menos porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa”, diz o clínico geral Antônio Carlos Lopes, da Universidade Federal de São Paulo. Mais do que isso: a endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior o seu bem-estar e, consequentemente, mais bem-humorado você fica. Eis aqui um círculo virtuoso, que Lopes prefere chamar de “feedback positivo”. A endorfina também controla a pressão sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.
Mas, mesmo que não houvesse tantos benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma busca incessante de motivos para ficar feliz. Novamente Lopes explica por quê: “O indivíduo mal-humorado fica angustiado, o que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade”. A vítima acaba maltratando os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica com um humor pior ainda. Essa situação pode ser desencadeada por pequenas tragédias cotidianas – como um trabalho inacabado ou uma conta para pagar –, que só são trágicas porque as encaramos desse modo.
Evidentemente, nem sempre dá para achar graça em tudo. Há situações em que a tristeza é inevitável – e é bom que seja assim. “Você precisa de tristeza e de alegria para ter um convívio social adequado”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “A alegria favorece a integração e a tristeza propicia a introspecção e o amadurecimento.” Temos de saber lidar com a flutuação entre esses estágios, que é necessária e faz parte da natureza humana. O humor pode variar da depressão (o extremo da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses dois estados são manifestações de doenças e devem ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que regulam a produção de substâncias no cérebro. Uma em cada quatro pessoas tem, durante a vida, pelo menos um caso de depressão que mereceria tratamento psiquiátrico.
Enquanto as consequências deletérias do mau humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo que a comunidade científica passou a pesquisar os efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto surgiu há vinte anos, quando o editor norte-americano Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma Doença, contando um impressionante caso de cura pelo riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa que ataca a coluna vertebral, chamada espondilite ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma em quinhentas. Em vez de ficar no hospital esperando para virar estatística, ele resolveu sair e se hospedar num hotel das redondezas, com autorização dos médicos. Sob os atentos olhos de uma enfermeira, com quase todo o corpo paralisado, Cousins reunia os amigos para assistir a programas de “pegadinhas” e seriados cômicos na TV. Gradualmente foi se recuperando até poder voltar a viver e a trabalhar normalmente. Cousins morreu em 1990, aos 75 anos.
Se Cousins saiu do hospital em busca do humor, hoje há muitos profissionais de saúde que defendem a entrada das risadas no dia-a-dia dos pacientes internados. O mais radical deles é Patch Adams, um médico americano que começou no mês passado a construir o primeiro “hospital bobo” do mundo (veja o quadro acima). Adams quer que os doentes deem risadas enquanto se recuperam. Uma boa gargalhada é um método ótimo de relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos não envolvidos no riso tendem a se soltar – está aí a explicação para quando as pernas ficam bambas de tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além disso, se é certo que a tristeza abala o sistema imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada durante o riso, melhora a circulação e a eficácia das defesas do organismo.
A alegria também aumenta a capacidade de resistir à dor, graças também à endorfina. Vários estudos já comprovaram isso, alguns deles bem engraçados. Uma dessas pesquisas colocou um grupo com as mãos dentro de um balde de água gelada enquanto passava um filme humorístico. Essas pessoas ficavam com as mãos na água mais tempo que outros sem estímulo divertido.
Evidências como essa fundamentam o trabalho dos Doutores da Alegria, que já visitaram 170 000 crianças em hospitais. As invasões de quartos e UTIs feitas por 25 atores vestidos de “palhaços médicos” não apenas aceleram a recuperação das crianças, mas motivam os médicos e os pais. A psicóloga Morgana Masetti acompanha os Doutores há sete anos. “É evidente que a trabalho diminui a medicação para os pacientes”, diz ela.
O princípio que torna os Doutores da Alegria engraçados tem a ver com a flexibilidade de pensamento defendida pelos especialistas em humor – aquela ideia de ver as coisas pelo lado bom. “O clown não segue a lógica à qual estamos acostumados”, diz Morgana. “Ele pode passar por um balcão de enfermagem e pedir uma pizza ou multar as macas por excesso de velocidade.” Para se tornar um membro dos Doutores da Alegria, o ator passa num curioso teste de autoconhecimento: reconhece o que há de ridículo em si mesmo e ri disso. “Um clown não tem medo de errar – pelo contrário, ele se diverte com isso”, diz Morgana. Nem é preciso mencionar quanto mais de saúde haveria no mundo se todos aprendêssemos a fazer o mesmo.

12.305 – Pessoas com excesso de confiança tendem a ser menos inteligentes


Pelo menos é uma das conclusões de um estudo liderado pela pesquisadora Joyce Ehrlinger, da Universidade Estadual de Washington.
Segundo a pesquisa, pessoas com excesso de confiança tendem a se concentrar nas partes mais fáceis das tarefas, gastando menos tempo nas etapas mais difíceis e desafiadoras. Já aquelas que têm consciência de que a inteligência é mutável e que é preciso exercitá-la, passam mais tempo nas etapas difíceis das tarefas e, consequentemente, tem seus níveis de confiança mais alinhas às suas habilidades.
“Um pouco de autoconfiança pode ajudar bastante, mas doses muito elevadas levam as pessoas a cometer erros e a tomar atitudes precipitadas, perdendo a oportunidade de aprender”, explica Ehrlinger. Os pesquisadores também apontaram que o excesso de confiança é bastante preocupante para alguns tipos de pessoas: motoristas, motociclistas, saltadores de bungee jump, médicos e advogados.
Para investigar a origem destas conclusões, a equipe de Ehrlinger estudou o comportamento dos adolescentes. Uma prova com perguntas de múltipla escolha foi aplicada e os alunos que se declararam excessivamente confiantes foram os que menos se dedicaram às questões de maior dificuldade. “Algumas pessoas desenvolvem excesso de confiança por se saírem melhor nas partes mais fáceis das tarefas. Quem encara tudo como um desafio a ser superado tem mais chances de solucionar os problemas mais complicados, sejam eles questões de matemática ou a tomada de uma decisão na vida”, concluiu a pesquisadora.
Por fim, ela clama que pais e professores prestem atenção ao comportamento de seus filhos e alunos para que eles não se tornem pessoas com excessiva confiança em si mesmos, tornando-se incapazes de resolver problemas complexos e frustrados com esses resultados.

12.045 – Psicologia – Ansiosos são mais bem preparados para o pior (?)


ansiedade-doença
Quem se preocupa demais pode se animar: um novo estudo da revista científica “Emotion”, sobre o gerenciamento do estresse durante a espera por resultados de exames cruciais, é meio que uma validação para aqueles que assumem a ansiedade.
Os pesquisadores descobriram que, durante o período de expectativa, aqueles que tentaram adotar técnicas de relaxamento fracassaram retumbantemente ao tentar reprimir a angústia. No entanto, quando o resultado positivo chegou, os preocupados ficaram mais felizes que os supostamente “calmos”. Quando o resultado era negativo, os preocupados também estavam mais preparados.
“Uma definição de ‘esperar bem’ é não desenvolver emoções negativas, mas não passar por esse processo mental deixa a pessoa menos preparada para receber o resultado. Esse é o paradoxo, a parte contraditória da descoberta”, explica Julie K. Norem, autora de “The Positive Power of Negative Thinking” [A força positiva do pensamento negativo] e professora de Psicologia do Wellesley College de Massachusetts, que não participou do estudo.
A análise de como as pessoas lidam com a incerteza geralmente se concentra na maneira como elas recebem notícias difíceis –o resultado de uma biópsia, passar ou não no vestibular, conseguir ou não um emprego– e seguem em frente.
Esse estudo, porém, concentrou-se no período de espera, durante o qual a pessoa se encontra no limbo, incapaz de alterar um resultado que provavelmente lhe mudará a vida.
Kate Sweeny, professora associada de Psicologia da Universidade da Califórnia em Riverside, ao lado de seus colegas, entrevistou 230 estudantes de direito durante os quatro meses posteriores ao exame da Ordem dos Advogados do Estado, em julho de 2013.
Os estudos mostraram que atividades de imersão, como videogames, ou mesmo tarefas domésticas, como limpar os armários, são distrações mais eficazes do que algo passivo, como ver TV.
Nesse caso, contudo, praticamente nenhuma atividade conseguiu evitar a ansiedade dos formandos durante a espera.
No geral, as estratégias se dividiram em três.
Algumas pessoas preferiram suprimir os temores. “Só que, quanto mais você tenta não prestar atenção, mas consciente você se torna”, diz Sweeny.

Outras procuraram se concentrar no lado positivo. “Elas tentaram antecipar algo bom em um resultado ruim, como: ‘Eu me tornarei uma pessoa melhor se for reprovada no exame da ordem’. Essa é uma postura defensiva. Por que prestaram o exame se já pensam em consolo?”
Já o terceiro grupo preferiu a abordagem mais eficaz: torcer pelo melhor e se preparar para o pior. São as pessoas que se preocuparam de forma construtiva, assumindo o que os pesquisadores chamam de “pessimismo defensivo” ou “enfrentamento proativo”, mergulhando no turbilhão de preocupação para vir à tona com planos de contingência.
Em relação à forma como as pessoas receberam a notícia, “os angustiados se deram bem. Com um resultado ruim, já estavam preparadas para reagir adequadamente; com um resultado bom, ficaram felicíssimas”, conta Sweeny.
Mas ai daqueles que ficaram calmos. “Quem conseguiu levar bem o período de espera, ficou acabado com as más notícias, sem saber o que fazer. Já com as boas sentiram meio que um anticlímax, tipo, ‘Ah, tá!’.”
“O que se apreende disso é que, embora a ansiedade seja uma emoção negativa, porque faz a gente se sentir mal, não é ruim quando se trata de senti-la. Como não ficar ansioso esperando um resultado?”, diz Norem.
O estudo também ressalta a importância da alegria e do entusiasmo pela boa notícia, que se amplia ainda mais quando se está livre da preocupação.

11.928 – Ceticismo – Existem doenças ‘psicossomáticas’?


psicossomatica
Não é difícil ver que muita coisa pode mesmo ser psicossomática: estados emocionais afetam a pressão sanguínea, a produção de hormônios, o ritmo da respiração. No fim, estados mentais são estados do cérebro, e o cérebro é um órgão físico, sólido, que é tão parte do corpo quanto o fígado ou o coração.
O problema é que quem diz que “as doenças são psicossomáticas” geralmente está se referindo a todo tipo de problema, incluindo doenças infecciosas como gripe ou aids, ou males de causa complexa, como câncer. O que é não só errado, como cruel e perigoso.
Entre as causas não-psicossomáticas de doenças estão coisas como fatores ambientais e predisposições genéticas mas, talvez por sua proeminência histórica, o alvo preferencial dos apóstolos radicais da “causa psicossomática” é a teoria dos germes.
A existência de micro-organismos foi estabelecida ainda no século 17, mas sua relação com a doença só foi notada no século 19, graças ao trabalho de cientistas como Ignaz Semmelweis (1818-65), que provou que médicos que lavam as mãos transmitem menos doenças para seus pacientes; Louis Pasteur (1822-95), que criou as primeiras vacinas; e Robert Koch (1843-1910), que provou que bactérias causam cólera e tuberculose.
Cem anos antes do trabalho desses pioneiros, outros cientistas já tinham visto micróbios no sangue de pessoas doentes, mas haviam interpretado a evidência de trás para frente, supondo que era da doença que brotavam os bichinhos, e não o contrário.
O dogma psicossomático aparece em dois sabores: o “puro”, que simplesmente ignora a existência de coisas como germes, predisposições genéticas ou contaminantes ambientais, e o “misto”, segundo o qual germes, genes e meio ambiente podem até ser a causa imediata da doença – mas essas coisas só teriam, digamos, “permissão” para atacar uma pessoa quando as defesas mentais caem.
Ambas as versões, no fundo, representam uma recaída atavística na velha teoria do pecado: durante milênios, doença foi associada a algum tipo de castigo divino, se não dos próprios pecados, dos pecados dos ancestrais, de vidas passadas ou do povo.
O perigo é fácil de ver: quem abraça essa visão tem um forte incentivo psicológico para abandonar cautelas básicas envolvendo higiene e, mesmo, para pôr de lado tratamentos testados e eficazes. E cruel porque, como na velha tese do pecado, acrescenta, à dor da doença, a de uma culpa injustificada.

10.837 – Técnica para adivinhar os pensamentos


ler_mentes
Pense em um objeto. Vale qualquer coisa mesmo, e nem precisa ser bem um objeto. Pode ser uma emoção, uma pessoa, um lugar. Agora, vamos tentar adivinhar o que é fazendo algumas perguntas e você só pode responder “sim” ou “não”. É possível que você já conheça essa brincadeira. Nos EUA, esse jogo leva o nome “20 questions”, porque quem tenta adivinhar o pensamento do outro só pode fazer 20 perguntas. Num estudo recente da Universidade de Washington, 10 pessoas foram convidadas a jogar. Os cinco pares chegaram às respostas certas 72% das vezes. A novidade é que os participantes não trocaram uma palavra sequer. Aliás, eles nem mesmo estavam na mesma sala. O que aconteceu foi um caso bem sucedido de transmissão de pensamento. Em outras palavras, os participantes conseguiram ler o pensamento uns dos outros.
A experiência funcionou assim: os voluntários foram divididos em duas categorias: os “respondedores” e os “perguntadores”. Os respondedores usavam um capacete conectado com um eletroencefalógrafo, um instrumento que registra e grava as atividades cerebrais. Eles ficavam de frente para uma tela que mostrava objetos. Aí, era só eles escolherem um e aguardar as perguntas.
Num outro laboratório, os perguntadores usavam um capacete equipado com uma bobina magnética e podiam escolher o que questionar, a partir de um banco de perguntas previamente estabelecido.
Quando os respondentes recebiam as perguntas via computador, tinham que olhar para uma das duas luzes piscantes que ficavam ao lado da sua tela. Olhar para a da direita queria dizer “sim”. Olhar para a da esquerda era o mesmo que responder “não”. É aí que a mágica da ciência aconteceu. As luzes tinham frequências diferentes. Quando o respondente olha fixamente para o “sim”, o seu capacete cerebral registra essa atividade e envia para o perguntador. O mecanismo magnético do capacete do perguntador faz com que apareça um flash de luz em seus olhos. Resumindo: se aparecesse uma luz nos olhos do perguntador, significava que o cara do outro lado da cidade tinha respondido “sim” para a sua pergunta. Transmissão de pensamento de verdade.
Parece um experimento complexo (e foi mesmo), mas dá para entender melhor neste vídeo. Está em inglês, mas dá para ter a noção exata de como funcionou o mecanismo de perguntas e respostas.
Se o seu lado stalker já ficou animado, acalme-se. O pessoal da Universidade de Washington deixou claro que o objetivo da coisa toda é bem mais nobre do que simplesmente sair por aí lendo o pensamento alheio. Assim que as pesquisas na área evoluírem, pode ser possível, por exemplo, transferir informações de um cérebro saudável para um que tenha algum tipo de problema, como o de uma pessoa com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

10.833 – Sexologia – O que é a libido?


sigmund-freud-the-history-channel
A palavra libido é de origem latina e significa desejo ou anseio. A libido é caracterizada como uma energia aproveitável para os instintos de vida. Segundo os estudos de Freud o ser humano possui uma fonte de energia distinta para cada um dos instintos gerais. Para Freud, a produção, o aumento, a diminuição, a distribuição ou o deslocamento da libido proporciona a possibilidade de se explicar os fenômenos psicossexuais.
A mobilidade é uma característica importante da libido, entendida como a facilidade de alternação de uma área de atenção para outra. Na área do desejo sexual a libido vincula-se a aspectos psicológicos e emocionais.
Ao estudar o desejo humano o filósofo Santo Agostinho classificou a libido em três categorias distintas: a libido sciendi, desejo de conhecimento, a libido sentiendi, desejo sensual, e a libido dominendi, o desejo de dominar.
A energia relativa aos instintos de agressão ou de morte não possuem uma denominação específica como a libido (instinto da vida). Essa energia supostamente tem os mesmos atributos da libido, porém Freud não chegou a elucidar essa questão.
Ao estudar e definir o conceito de libido Freud também definiu a catexia. Segundo ele a catexia é o processo por meio do qual a energia libidinal contida na psique é relacionada ou aplicada na representação mental de um indivíduo, coisa ou idéia. Uma libido catexizada perde a mobilidade original, não podendo mais se mover em direção a novos objetos, uma vez que torna-se enraizada na parte da psique que a atraiu e a segurou.
Como exemplo da relação entre libido e catexia pode-se dizer que: sendo a libido uma quantidade em dinheiro, a catexia é ato de se investir esse dinheiro. Se uma parcela do dinheiro (libido) foi investida (catexizada) e permaneceu nessa hipotética aplicação, ficando uma quantia menor no montante original para que possa ser investido em outro lugar. Outro exemplo pode ser encontrado nos estudos psicanalíticos sobre o luto ao se interpretar o desinteresse da pessoa enlutada em suas ocupações normais e a grande preocupação com o recente finado. Isso pode ser interpretado como uma retirada de libido dos relacionamentos habituais e uma extrema catexia na pessoa perdida, dessa forma a teoria psicanalítica se dispõe a compreender como a libido foi catexizada de forma inadequada.
Freud defendia que a libido era amadurecida através da troca do objeto ou objetivo, argumentando que os homens são “polimorficamente perversos”, querendo dizer que existe uma enorme variedade de objetos que podem tornar-se uma fonte de prazer. Ao mesmo tempo em que as pessoas se desenvolvem, elas também se fixam em diferentes objetos de acordo com a etapa de desenvolvimento: a etapa oral (prazer dos bebês na lactação); a etapa anal (prazer das crianças no controle da defecação); e a etapa fálica (prazer genital). Na concepção freudiana cada fase é uma progressão visando o amadurecimento sexual, caracterizada por um forte Eu e a capacidade de retardar o desejo por recompensas.

11.733 – Comportamento – Fique de olho em pessoas muito educadas


Você pode até nos chamar de paranoicos, mas pesquisas recentes, publicadas naSociety for Science and the Public, mostram que pessoas excessivamente educadas e lisonjeiras tinham uma tendência maior a trair colegas.
Para chegar a essas conclusões, cientistas pediram que voluntários jogassem ‘Diplomacia’, um jogo de estratégia no qual participantes atuam como países antes da Primeira Guerra Mundial. O jogo não é baseado em dados, mas jogadores precisam fazer alianças e formar estratégias para prosseguir. Uma boa estratégia é fingir que está do lado de alguém e depois dar um golpe pelas costas da pessoa, no melhor estilo Game of Thrones.
Os pesquisadores escolheram o jogo para entender como os traidores se comportam – e identificar sinais de possíveis traições. O maior sinal, de acordo com suas observações, foi que os ~falsianes são extremamente lisonjeiros. Eles tinham uma tendência maior a trair os parceiros do que pessoas que falavam de forma mais rude.
A conclusão? Fique de olho em quem te elogia demais – e em quem usa muitos emojis sorridentes.

11.723 – A neurociência dos egoístas


egoismo
A maioria de nós segue algumas regras: se alguém nos ajuda, por exemplo, nós retribuímos o favor. Só que existe uma minoria que não liga muito para essas regras. Informalmente, nós os chamamos de egoístas, mas a psicologia os chama de maquiavélicos.
A palavra ‘maquiavélico’ vem de Nicolau Maquiavel, historiador, filósofo e poeta italiano que viveu no renascentismo. Ficou famoso por escrever ‘O Príncipe’, livro que reúne algumas opiniões contraditórias sobre política, poder e sucesso – inspirando o uso do seu nome como adjetivo.
Na psicologia, o maquiavelismo faz parte da ‘tríade negra da personalidade’, juntamente com a psicopatia e o narcisismo. Pessoas com alto ‘score’ em maquiavelismo têm uma tendência maior a concordar com frases como: ‘é inteligente elogiar pessoas poderosas’ e ‘a melhor forma de lidar com pessoas é dizer a ela o que elas querem ouvir’. Mas nada disso seria genuíno – a gentileza esconderia propósitos egoístas.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Pécs, na Hungria, analisaram o cérebro de pessoas com uma alta pontuação de maquiavelismo enquanto elas faziam uma atividade que dependida de confiança. O resultado? O cérebro delas entrava em um ciclo de atividade acelerada (e basicamente dava ‘pane’) quando elas encontravam um parceiro no jogo que se comportava de forma justa.
Explicamos: a atividade incluía quatro estágios. Neles, pessoas com alta pontuação em maquiavelismo e pessoas com scores normais jogavam com parceiros diferentes. No primeiro estágio, os participantes ganhavam cerca de 5 dólares e deveriam decidir quanto investir no seu parceiro. Qualquer quantia era triplicada ao ser passara para seu parceiro. Então o parceiro decidia quanto devolver para a primeira pessoa. Só que o parceiro era um programa de computador (sem que os participantes soubessem), programado para devolver uma quantia justa ou uma quantia completamente injusta (um terço do valor investido).
Depois os papéis eram invertidos e a pessoa deveria decidir quanto devolver par ao computador – permitindo que ela fosse justa caso o computador tivesse sido justo ou que o castigasse por ter sido injusto anteriormente.
Como você pode imaginar, os maquiavélicos acabaram com mais dinheiro no fim do jogo – isso porque, mesmo que o computador tivesse sido honesto com eles, eles não davam a quantidade justa em troca. Ou seja, a norma social de reciprocidade era quebrada.
O curioso foi que, quando eram tratados de forma justa, o cérebro dos maquiavélicos teve uma atividade maior do que a de não-maquiavélicos. Já no caso dos não-maquiavélicos, a atividade maior acontecia quando o parceiro era injusto. Quando eram tratadas de forma justa, pessoas não-maquiavélicas permaneciam com a atividade neural normal, porque já esperavam ser tratadas dessa forma.
Quando os pesquisadores analisaram as áreas cerebrais mais ativas nos maquiavélicos, perceberam que eram regiões envolvidas com a inibição e com a criatividade. Os cientistas interpretaram isso como evidências que essas pessoas estavam inibindo o instinto humano de reciprocidade.
Resumindo: quando você é injusto com alguém egoísta, o cérebro dessa pessoa permanece funcionando da mesma forma, já egoísmo é o que ele espera dos outros. Mas quando gentileza e cooperação é mostrada a eles, o cérebro deles acelera, enquanto ele pensa em como tirar vantagem da situação.

11.674 – Psicologia – Introvertido ou um narcisista disfarçado?


introvertido
Você já deve ter conhecido alguém que adora comentar sobre como é introvertido. Mas a que ponto esse papo sobre introversão passa da linha e começa a virar uma preocupação exagerada com a própria característica? Pois cientistas sabem que muitos introvertidos são, na verdade, narcisistas disfarçados – foi até cunhado um termo para essa característica psicológica: o narcisista ‘encoberto’.
Pense em alguém que acredita que está sempre sendo subestimado, que acha que suas qualidades incríveis vão permanecer sem serem notadas – mas que não fica falando isso a todos os que conhece. Normalmente, narcisistas encobertos levam as coisas para o lado pessoal, especialmente críticas, e ficam ressentidas quando outras pessoas falam com elas sobre outros problemas.
O psicólogo Jonathan Cheek criou alguns marcadores para identificar narcisistas encobertos. Quanto mais você concordar com esses tópicos, maiores são as chances de você ser um deles:

– Eu fico muito preocupado com meus interesses e, com frequência, esqueço de me preocupar com outros.

– Acho meu temperamento diferente da maioria das outras pessoas.

– Quando entro em uma sala cheia de gente eu sinto que todos os olhos estão sobre mim e fico com vergonha.

Cheek afirma que o último item, especialmente, é uma fantasia narcisista. “Quem é você e porque todos estariam te olhando? Isso é acreditar que o mundo está prestando mais atenção a você do que provavelmente está”. Se você olhar o teste completo de Cheek (em inglês), vai perceber que muitos itens podem ser relacionados à introversão. Isso porque se você for introvertido são grandes as chances de ser narcisista (embora essa relação não seja verdadeira em todos os casos). Entenda desta forma: nem todos os introvertidos são narcisistas, mas todos os narcisistas disfarçados são introvertidos E narcisistas.
Apesar da característica não ser muito conhecida, há estudos sobre ela desde a década de 1930. Ela só não figura em mais pesquisas por ser mais difícil de ser identificada do que o narcisismo comum. É mais caracterizada por paranóia do que por uma personalidade chamativa. Faz com que a pessoa seja mais arrogante, porém mais desconfiada – somo se não estivesse sendo tratada da forma que merece o tempo todo. Como George Costanza, de Seinfeld. Mas, claro, alguns psicólogos argumentam que todos os narcisistas são vulneráveis, de certa forma. Afinal, são pessoas viciadas em se sentirem especiais.
Em um estudo feito com 600 pessoas, Cheek percebeu que narcisistas introvertidos e extrovertidos têm duas coisas em comum: eles são arrogantes e têm ideias fantasiosas sobre sua grandiosidade. No entanto, enquanto narcisistas extrovertidos podem ser bons líderes, não há muitos lados bons em se ser um narcisista introvertido.
Você se identificou com o narcisista disfarçado? Há algumas coisas que você pode fazer para amenizar a característica: fazer coisas das quais você gosta, em vez de fazer coisas que te façam aparecer. Ter responsabilidade sobre suas ações. Na prática, minimizar o ego e se conectar com o resto do mundo. E se você tem crises de ansiedade social também, saiba que treinar o olhar para fora de si pode ajudar a perceber que nem tudo é sobre você.

11.647 – Cilada – Paixões fulminantes têm mais chances de dar errado


Um estudo recente dá algumas dicas úteis
O encontro
Pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin, e da Northwestern University reuniram 167 pares de namorados e casados e perguntaram a eles há quanto tempo se conheciam e desde quando tinham uma relação amorosa. A diferença entre os períodos foi medida pelo tempo durante o qual os casais eram amigos ou conhecidos antes de começar a namorar.
Depois disso, os casais foram entrevistados em vídeo para que uma equipe de “codificadores” pudesse “cientificamente” classificar o nível de atratividade de cada parceiro, em uma escala de -3 (nada atraente) a 3 (muito atraente). Para se certificar que a atratividade de um membro do casal não influenciasse as percepções dos codificadores sobre o outro parceiro, os pesquisadores colocaram uma segunda equipe para avaliar cada pessoa enquanto metade da tela ficava coberta, assim apenas um parceiro era visto de cada vez.
Ambos os métodos de avaliação de atratividade produziram resultados semelhantes, e os codificadores acabaram dando notas parecidas para cada pessoa – por isso, as classificações subjetivas foram consideradas como avaliações confiáveis pelos pesquisadores. Provavelmente, essas pessoas eram “convencionalmente atraentes”, já que receberam mais ou menos a mesma reação de um grande grupo de pessoas.

As descobertas
Os casais foram divididos de forma mais ou menos equilibrada entre aqueles que eram amigos antes de começar o namoro (40%) e aqueles que não eram (41%). Os outros 20% dos entrevistados ou não responderam a pergunta ou deram respostas diferentes de seus parceiros sobre se eram ou não amigos antes de começar a namorar (conselho gratuito: comunicação é essencial em relacionamentos).
A principal constatação, no entanto, foi esta: os casais que eram amigos antes de começar a namorar tinham uma maior lacuna no nível de atratividade – ou seja, um parceiro era claramente o que tinha boa aparência, de acordo com os codificadores – do que aqueles que iniciaram o relacionamento logo após terem se conhecido. Os parceiros que começaram a namorar em um prazo mais curto, por outro lado, tinham uma aparência comparativamente atraente.

A conclusão
Sim, vivemos em um mundo superficial que valoriza as aparências, mas há uma maneira de melhorar as regras do jogo: permita que as pessoas o conheçam e se dê um tempo para conhecê-las. Como explicam os pesquisadores, “períodos mais longos de convivência tendem a mostrar impressões românticas que se apoiam bem mais em um desejo único, idiossincrático”, do que apenas na aparência. Pode não parecer, mas as pessoas são mais do que suas partes físicas – e isso realmente importa no mundo das relações amorosas.
Além disso, ter uma amizade antes de iniciar um relacionamento, com todas as expectativas e desejos sexuais que acompanham o namoro, talvez não seja uma má ideia, sendo o paquerador “atraente” ou não.

11.497 – Machismo e racismo podem ser apagados da nossa mente durante o sono (?)


Você lembra do filme “A Origem”, em que uma ideia pode ser plantada na cabeça de uma pessoa durante o sonho? E o que você pensaria se algo assim fosse usado para exterminar de nossas mentes preconceitos como o racismo e o machismo? Seguindo esse princípio, um estudo recente da Universidade de Northwestern, nos EUA, tentou fazer com que as pessoas “desaprendessem” ou “apagassem” de suas memórias o racismo e o machismo.
Os pesquisadores afirmam que os preconceitos, conscientes e inconscientes, podem ser desaprendidos com uso de áudios tocados enquanto as pessoas tiram um breve cochilo de 90 minutos. De acordo com o estudo, publicado na revista Science, nós subestimamos o poder da nossa mente adormecida.
Para o estudo, foram mostradas a 40 voluntários imagens com palavras que eram o oposto dos estereótipos. Por exemplo, rostos femininos ao lado de palavras como “ciência”, ou rostos negros com palavras positivas, como “luz do sol. Enquanto as imagens eram exibidas, os voluntários escutavam uma música em volume baixo. No final do dia, os participantes foram convidados a tirar uma soneca de 90 minutos, enquanto escutavam o mesmo som tocado no momento em que observavam as imagens. O objetivo era de que o cérebro fizesse uma conexão com as memórias do exercício das imagens.
Os resultados mostraram que esta técnica foi capaz de produzir mudanças em preconceitos subconscientes das pessoas e reduzir os escores de preconceito sexual e racial. No entanto, estas alterações não duraram mais de uma semana. Mesmo assim, os pesquisadores consideraram o experimento muito interessantes e foi aberta uma nova possibilidade de utilizar o sono como uma ferramenta de aprendizagem. Por outro lado, é improvável que o treinamento de sono seja amplamente utilizado para reverter preconceitos porque existem fatores éticos que devem ser levados em consideração.

11.428 – Comportamento Bizarro – O que é feederismo?


feederismo
Entre a enorme quantidade de fetiches sexuais, dos menos estranhos até os mais chocantes, um vem se destacado por estar ganhando popularidade tanto fora do país quanto aqui, no Brasil. É o chamado feederismo (pronuncia-se “fiderismo”), aportuguesamento do termo feederism, que vem da palavra feed, alimentar, em inglês.
Pode parecer uma prática absurda, mas vejamos a lógica.
A interpretação desse fetiche varia bastante, mas psicólogos geralmente concordam que não se trata de nenhum tipo de distúrbio psicológico. Normalmente, os praticantes relatam que esse desejo, inicialmente confuso, que mistura sexualidade e alimentação, começa já na infância. Alguns afirmam que esse fetiche pode ser uma reação natural à exclusão causada por não se encaixarem no padrão de beleza ou de comportamento estabelecido pela sociedade.
Alguns casais praticantes do feederismo definem metas de peso que querem atingir e fazem de tudo (ou comem de tudo) para atingi-las. Isso proporciona a eles um imenso prazer, assim como tirar medidas de partes do corpo e notar que elas aumentaram de tamanho.
Como toda prática sexual que envolve riscos, como o sadomasoquismo e afins, os adeptos mais preocupados ficam atentos com o bem-estar dos parceiros e, caso esse aumento de peso passe a influenciar negativamente na saúde do indivíduo, tratam de ajudar com a perda de gordura até um nível mais aceitável. Já os mais extremistas não enxergam limites no ganho de peso e definem como meta consquistar o posto de pessoa mais pesada do mundo, como aconteceu com a americana Donna Simpson.
Donna tinha como objetivo atingir 450 kg. Chegou aos 270 kg e decidiu pisar no freio por dois motivos: largou seu marido, que apresentava um comportamento abusivo, e precisou de mais disposição física para cuidar de seus filhos. Conseguiu chegar a “apenas” 210 kg.

11.236 – Biologia – Desvantagem na Beleza (?)


Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, analisaram uma série de estudos relacionados ao efeito da beleza física na vida social e chegaram a uma conclusão surpreendente. Apesar de reconhecerem que, inconscientemente, a atração física é associada à inteligência ou ao sucesso, eles encontraram inúmeras desvantagens para as pessoas bonitas.
Esse padrão é mais comum para mulheres, que poderiam se achar menos aptas para cargos de maior responsabilidade e autoridade pelo fato de serem belas. Ainda na área do trabalho, costuma ser conflituoso, durante o recrutamento, se o entrevistador considerar o candidato como mais atraente que ele, o que acabaria trazendo dificuldades em conseguir a vaga para os mais bonitos. Os pesquisadores retomaram um estudo de 1975, segundo o qual as pessoas tendem a se distanciar mais ao cruzar com uma mulher atraente do que com uma menos atraente.
É a ambivalência de uma virtude: apesar de transmitir poder, também faz com que os demais sintam que não podem se aproximar. E isso acontece de tal maneira que, de acordo com um estudo baseado em dados de um portal de encontros na internet, há quem se sinta intimidado pela beleza; por isso, prefere pessoas “menos perfeitas”.

11.166 – Psicologia – Ande como alguém feliz para ser feliz


Uma pesquisa publicadano Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry afirma que para se sentir feliz, basta caminhar como uma pessoa alegre. Durante o experimento, uma série de pessoas foi testada para saber se estufar o peito e balançar os braços realmente traz mais felicidade do que passos pesados e olhares cabisbaixos.
No estudo, o grupo teve de caminhar durante 15 minutos em uma esteira enquanto alguns fatores eram analisados. Os participantes foram acompanhados por câmeras com sensores de movimento. Na frente da esteira, uma tela mostrava as ações de um medidor – que pendia à esquerda quando caminhavam “deprimidos” e à direita quando “felizes”.
À medida que os minutos iam passando, a equipe de pesquisadores pedia para que as pessoas tentassem jogar o medidor para a esquerda ou para a direita. Só que antes de começarem o teste físico, os convidados tiveram que ler uma lista de palavras positivas e negativas.
Depois da caminhada, os participantes tiveram que escrever as palavras que lembravam. O resultado mostrou que quem caminhava de maneira mais triste (seguindo a lógica de outro estudo) conseguiu lembrar mais palavras tristes; e aqueles que andaram felizes se lembraram de mais palavras positivas.
Para os pesquisadores, essa lógica está alinhada a de outros trabalhos publicados sobre o tema. Segundo tais pesquisas, andar como um líder pode aumentar as chances de se tornar um; e segurar uma caneta com os lábios pode aumentar a vontade de sorrir. Então não custa nada andar mais “animado” por aí. Vai que contagia.

11.047 – Psicologia – Não atacar é o melhor ataque


manifestos

Sem disciplina, ondas de protestos morrem na praia
Na Tunísia, onde há mais chance de democracia e estabilidade, a campanha foi não-violenta. Isso permitiu mobilização em massa. No Egito também havia apoio maciço, mas uma pequena corrente violenta, não determinante nos protestos, ajudou a criar a instabilidade política de hoje.
Um problema dos movimentos em países democráticos é articular sua proposta de maneira clara: como fica o país se a campanha “vence”.
Ir para a rua é só uma das centenas, senão milhares de maneiras de demonstrar revolta. E uma das mais perigosas. Mas há um número enorme de táticas: greve, deixar de cumprir ordens do governo, construir instituições paralelas de mídia, política ou educação. Isso é criar, ao invés de só focar em destruir. Na Ucrânia aconteceu o “vá devagar”: taxistas andavam em velocidade baixa, trancando as ruas. O governo não sabia o que fazer, já que atacar os motoristas pioraria o trânsito. E não fez nada. Mesmo em ambientes muito hostis, onde símbolos antigoverno são banidos, dá para fazer algo. Você pode cobrir uma praça com uma cor proibida. Ver a polícia correndo atrás de um vira-lata com uma bandana vermelha, por exemplo, expõe o ridículo da situação. Em cada local há uma tática.
Criticar é mais fácil do que construir alternativas. Para construir alternativas, você precisa de liderança e organização, capacidades que você só desenvolve com o tempo. Quanto menos tempo, menos chance de mudar as coisas.
Universidades e outras instituições são muito importantes nesse processo. É preciso haver lugares para discutir em que tipo de país querem viver, estabelecer princípios e valores, debater opiniões divergentes. É preciso pensar bastante antes de ir para a rua. Treinar os participantes para ter disciplina. Foi assim na independência da Índia e no movimento pelos direitos civis nos EUA: quando a polícia começava a bater, eles não reagiam. E funcionou!

11.022 – Nó na mente – Qual é a diferença entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista?


saude_mental_e_psiquiatria

O psiquiatra é o único que pode receitar remédios, por isso é obrigatório que seja formado em medicina. Para o psicólogo, basta a graduação em psicologia, mas é ele o de atuação mais abrangente: atende não só em consultórios, mas também em empresas, fazendo orientação de recursos humanos, testes vocacionais ou dinâmicas de grupo; e podendo seguir dezenas de linhas ou métodos diferentes. “Estamos falando de duas profissões – psiquiatria e psicologia – e de uma técnica da psicologia, a psicanálise”, afirma o psiquiatra paulista Wilson Gonzaga. O psicanalista é, assim, o mais específico – tanto que sua formação dispensa a faculdade, substituída pelo curso de especialização da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Essa técnica de investigação, em sessões individuais de 50 minutos, foi criada pelo austríaco Sigmund Freud, a partir da descoberta do inconsciente, manifesto, por exemplo, nos sonhos.