12.978 – Profissões – O que faz um técnico patologista?


amostras-biolgicas
Técnico de laboratório de análises clínicas, no Brasil, é um profissional com formação de nível médio. Não existe uma nomenclatura unificada para denominação deste profissional, podendo ser chamado de técnico em patologia clínica, técnico em citologia, técnico em análises laboratoriais, etc., o que pode gerar conflitos de nomes. Este profissional auxilia e executa atividades padronizadas de laboratório – automatizadas ou técnicas clássicas – necessárias ao diagnóstico, nas áreas de parasitologia, microbiologia médica, imunologia, hematologia, bioquímica, biologia molecular e urinálise. Colabora, compondo equipes multidisciplinares, na investigação e implantação de novas tecnologias biomédicas relacionadas às análises clínicas, entre outras funções.
A profissão está descrita na Classificação Brasileira de Ocupações, assim como está na Lei Federal 3820/61, que cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia, e dá outras providências legais;
A função do profissional de nível superior (na qual se enquadram o biólogo, biomédico, o farmacêutico-bioquímico e o médico patologista clínico) é a de supervisionar e se responsabilizar pelo controle de qualidade e correção nos trabalhos relacionados à bancada laboratorial, liberação dos laudos, perícias e liberação dos resultados técnicos, assinando pelos resultados e assumindo as responsabilidades civis e penais sobre os seus atos. Já o técnico em patologia clínica é o responsável pela execução, sempre sobre a orientação e coordenação de um profissional de nível superior.
É de sua função além dos trabalhos de bancada em análises clínicas o controle de qualidade de medicamentos, produção de imunobiológicos, controle de qualidade em vivo e in vitro de imunobiológicos, produção e controle de qualidade de hemoderivados, laboratório de análises clínicas veterinárias, garantia de qualidade biológica, biosseguridade industrial porém, não possui competência legal para assinar os resultados, cabendo a responsabilidade legal para assinar, o profissional que possuir o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) do laboratório.
Os profissionais de nível médio não podem em hipótese alguma liberar laudo, resultados ou perícias bem como responder sobre o laboratório. As competências legais para isso competem ao profissional de nível superior, que possui a competência legal para liberar resultados, laudos ou perícias bem como as responsabilidades civis e penais sobre os erros cometidos por eles e pelos técnicos que os auxiliam. Estes profissionais de nível superior possuem o TRT (Termo de Responsabilidade Técnica) sobre o laboratório que são responsáveis em número máximo de dois. Os profissionais de nível superior quando iniciam o seu trabalho no laboratório, fazem o ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao conselho a qual é subordinado.
Ao terminar o vinculo empregatício com o laboratório e deixar de ser o responsável técnico de nível superior pelo laboratório, este deve dar baixa no ART e no TRT para que possa assumir outro laboratório, o que está previsto no Código de Ética. Os ARTs são comprovações de que o profissional possui experiência e atuou na área de laboratório junto aos Conselhos e possui vínculo com o laboratório ou possuiu em data anterior.
Só podem ter o TRT ou ART os profissionais de nível superior habilitados a exercer a atividade de laboratório, porém não é obrigatório, até o presente momento, aos técnicos de Análises Clinicas se registrarem junto ao Conselho Regional de Farmácia, de Química ou de Biomedicina para poderem exercer a atividade de técnico. O profissional, mesmo possuidor do curso técnico de análises clínicas (nomenclatura oficial brasileira, aceita atualmente para todas as denominações anteriores, conforme caderno de cursos técnicos do MEC (Ministério da Educação), se não estiver registrado junto ao Conselho Regional de Farmácia, conforme previsto na Lei Federal 3820 de 11 de novembro de 1960, Art 14, § único, letra a, está no exercício irregular da profissão, o que configura crime.

10.471 – Mega Almanaque – O Capitão de Navio


"Capetão" gancho
“Capetão” gancho

É a pessoa encarregada de comandar o Navio nas viagens marítimas. Em casos embarcações pequenas ou costeira, algumas vezes o capitão não é um oficial da marinha e por isso pode ser chamado de ‘mestre’, ‘arrais’ ou ‘patrão’.
Os termos capitão e comandante passaram a ser usados também na aviação para designar o piloto responsável pela aeronave.
O termo “comandante” refere-se à função de comando de um navio, que pode ser desempenhada, ou não, por um oficial com a categoria de “capitão”. O termo “capitão”, por sua vez, é usado também em algumas marinhas de guerras para designar o posto de “capitão de mar e guerra”.
O capitão ou comandante é a pessoa com maior autoridade a bordo do Navio e por isso compete a ele dirigir, coordenar e controlar os vários serviços no convés, nas máquinas, nas câmaras, buscando melhorias nas operações, rentabilidade e segurança. Ele segue a “política global do armador” e se fundamenta nas leis e regulamentos da marinha.
Ele é o responsável para estudar a viagem, preparar a rota a ser seguida, controlar as radiocomunicações, visando o seu bom funcionamento. Controla todas as ações que dizem respeito a exploração comercial do navio, mantendo contato com o armador, os carregadores, os agentes de navegação, os estivadores, etc. Também é ele que elabora os pareceres sobre a exploração do navio, operações comerciais do armador, etc. Além disso, cuida para que as normas aplicadas ao navio e à tripulação sejam cumpridas, pois deve cuidar da segurança, do ambiente e de salvaguardar a vida humana no mar.
Dentre os poderes atribuidos ao comandante, há o direito ao uso da força em caso de necessidade para evitar motins ou combater atos de pirataria. Seus deveres lhe concedem o comando absoluto do navio, tendo portanto maior poder que qualquer outra pessoa a bordo, mesmo que a bordo exista algum superior seu quanto à hierarquia.
Em caso de receber alguma ordem de um superior seu que esteja a bordo do navio, primeiro deve ser explicado ao comandante o objetivo deste comando, pois a hierarquia não pode interferir no comando do navio.
Sua principal atribuição é cuidar para a segurança, higiene e bem estar de toda a tripulação e passageiros do navio. Ele chega a decidir até mesmo o cardápio das refeições dos tripulantes.
Uma das regras mais conhecidas para a profissão é que, em caso de evacuação do navio, o capitão deve ser o último a abandoná-lo. O exercício desta função é muito importante e de grande responsabilidade e poder, sendo reservado somente aos profissionais que pertencem à máxima categoria de oficial náutico.

10.404 – Trabalho – Estas profissões podem deixar de existir nos próximos anos


Carteiro
A função tende a ter decréscimo de 28% até 2022. Isso se deve ao fato de que mandar cartas é algo muito mais raro hoje em dia, mesmo em faturas e boletos bancários, que tendem a ser cobrados em débito automático cada vez mais.

Trabalhador do campo
A ideia de que muitas máquinas estão substituindo o trabalho humano é visível na área da agricultura, que deverá ter uma diminuição de 19% na contratação de funcionários. Quem tem dinheiro para investir em maquinário prefere dispensar o trabalho manual de colheita, por exemplo, considerado mais lento.

med de consumo

Leitor de medidor (adeus gato)
Outra área que deve ter declínio de 19% até 2022 é a de leitor de medidor, já que está cada vez mais comum o uso de aparelhos que façam o trabalho automaticamente, sem ser necessária a intervenção de um funcionário.

Que fazer com o calhamaço?
Que fazer com o calhamaço?

Repórter
A informação jornalística dificilmente vai deixar de ser consumida, exceto quando o meio para essa informação é o jornal impresso, que tem cada vez menos vendas e menos anúncios publicitários. A verdade é que o leitor prefere conferir as versões online dos jornais que lê e, graças a essa mudança de padrão, até 2022 haverá declínio de pelo menos 13% na contratação de jornalistas para jornais impressos.

Agente de viagens
É cada vez menor o número de pessoas que planejam suas viagens com a ajuda de um profissional de Turismo. A verdade é que é muito mais fácil comprar passagens e reservar hotéis por conta do que pagar para que alguém faça isso – mais uma vez a internet está diretamente relacionada com essa mudança de padrão.
Você mesmo já deve ter visto aplicativos e sites destinados a encontrar preços acessíveis de hospedagem e passagem, não é mesmo? A queda nesse setor deve ser de 12% nos próximos oito anos.

Lenhador
A indústria madeireira está cada vez mais sofisticada e o trabalho manual vem sendo substituído gradativamente pelo mecânico. Outro fator que contribui para a redução da demanda desse tipo de profissional é o fato de que há diminuição no uso de papel. Até 2022 estima-se que a profissão sofra decréscimo de 9%.

Comissário de bordo
Menos comissários serão contratados devido ao fato de que muitas companhias aéreas estão se fundindo. Até 2022 as contratações devem diminuir em 7%.

Operador de furadeira
Mais um exemplo de que a mão de obra braçal está sendo substituída pela mecânica. Até 2022 se estima que 6% menos trabalhadores serão contratados.

Trabalhador de impressão gráfica
A diminuição do uso do papel faz com que menos lenhadores sejam contratados e, de quebra, reduz o trabalho de gráficas e, consequentemente, a contratação de novos profissionais nesse setor. Nos próximos anos a queda de contratação deve ser de 5%.

Profissional tributário e coletor de imposto
Nos próximos anos, a diminuição de contratos nessa área será de 4%. Isso acontecerá porque o profissional tributário tem sido menos contratado por empresas que buscam cortar gastos com pessoal. Além do mais, a tecnologia tem substituído o serviço que era antes feito apenas por pessoas.