14.095 – Mega Curiosidades – Os países mais ricos e mais pobres do mundo


Você já deve ter ouvido falar no PIB, o Produto Interno Bruto. Ele serve para medir todas as riquezas produzidas num país. Entram nessa conta a renda da padaria, da farmácia, do banco, dos serviços de médico, advogado, enfim, toda a renda de um país. E, claro, os PIBs variam de país para país. Os maiores do mundo são Estados Unidos (que, por isso, é considerado o país mais rico), o da China e o do Japão. O Brasil possui o 9º maior PIB do mundo. Mas, embora o PIB determine a riqueza do país, ele não consegue mostrar uma série de outras informações relevantes para medir o nível de desenvolvimento, como por exemplo, a taxa de analfabetismo e a expectativa de vida.

Decidimos trazer alguns dados sobre os 10 países mais ricos e mais pobres do mundo de acordo com alguns dados específicos. Infelizmente, na lista dos 10 mais pobres, todos ficam no continente africano. Entre os mais ricos, alguns são países da Europa, outros, países do Oriente Médio beneficiados pela renda do petróleo — como Qatar, Kuwait e Emirados Árabes. Veja como os contrastes são impactantes.

Importante destacar que o  índice de Analfabetismo refere-se ao porcentual da população alfabetizada. Assim, por exemplo, na Noruega, 99% da população é alfabetizada (sabe ler e escrever), enquanto na República da Guiné, somente 29,5% das pessoas (menos de 1/3) sabem ler e escrever.

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13.284 – Educação – Erradicação do Analfabetismo no Brasil


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O 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos indica que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking de países com maior número de analfabetos adultos.
De acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012 e divulgada em setembro de 2013, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no país foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos – número reconhecido pela Unesco.
Segundo o estudo da organização, há em todo o mundo 774 milhões de adultos analfabetos, sendo que 72% deles estão em dez países – como Brasil, Índia, China e Paquistão.
O presidente do Inep – que representou o Ministério da Educação (MEC) no lançamento do relatório da Unesco, em Brasília – informou que o número elevado de idosos que não sabem ler nem escrever é um dos fatores que dificultam a erradicação do analfabetismo no país. Segundo o instituto, com base em dados do IBGE de 2012, 24% da população brasileira com mais de 60 anos é analfabeta.
Quatro metas a serem cumpridas
Dos seis objetivos definidos em 2000 para a educação, a serem cumpridos até 2015, Costa afirmou que quatro devem ser atendidos pelo Brasil: educação primária universal, igualdade de gêneros, garantia do aprendizado de jovens e adultos e melhoria na qualidade do ensino. A alfabetização de adultos e a educação na primeira infância, com acesso a creches, correm o risco de ficar fora da lista de metas executadas pelo país.
“Acredito, baseado em projeções, que nós vamos alcançar quatro dessas metas. E essas outras duas metas [analfabetismo de adultos e creches] nós temos dificuldades. [Em] Analfabetismo, por exemplo, nós avançamos muito, […] vamos perseguir até o fim. […] Pode ser que no global não cheguemos aos números, mas vamos chegar com a população mais jovem. […] A questão das creches e da pré-escola também é outra [dificuldade em atingir a meta]”, declarou o presidente do Inep.
Costa disse também que é preciso relativizar os dados que colocam o Brasil entre os dez países com maior número de analfabetos.
“Isso tem que ser relativizado, claro, porque o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo. Mas, se observamos a redução [nacional] de analfabetismo, já chegamos a 91,8% hoje de taxa de alfabetizados. E, se pegarmos a população de 15 a 16 anos, temos 98% de alfabetização”, destacou o presidente do Inep.
Pontos positivos
Apesar dos dois objetivos que não serão alcançados pelo Brasil, a análise que o relatório faz da educação no país aponta avanços. Um dos pontos positivos é o acompanhamento de melhoria do ensino que é feito a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
“O Brasil é citado com vários exemplos de boas recomendações, bons modelos para outros países. Mas também aponta várias áreas que o pais precisa melhorar”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
De acordo com a coordenadora, ainda falta no Brasil uma política de valorização do salário e da carreira do professor. “A primeira [coisa a ser feita] é a ampliação da educação infantil – precisamos alcançar no mínimo 80% das crianças da educação infantil nas escolas. A segunda seria expandir a alfabetização de adultos e jovens. E a terceira é a questão da qualidade. E quando falamos de qualidade, o ponto principal é dos professores e da valorização dos professores”, ressaltou.
O relatório destaca como avanço no país a redução das diferenças educacionais por região. Conforme o estudo, entre 1997 e 2002, a média de matrículas no ensino básico no Nordeste aumentou 61%, enquanto no Norte subiu 32%. No entanto, avaliações mostram que, em matemática, estudantes da Região Norte ainda ficam atrás de outras regiões. Segundo o relatório, essa diferença indica que “as reformas precisam continuar e ainda mais fortes”.

13.260 – História da Educação – A escola e seus problemas começaram há milênios


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A civilização da Suméria prosperou no terceiro milênio a.C. na região da Mesopotâmia, onde agora é o sul do Iraque. Entre os seus grandes centros estava, por exemplo, a cidade de Ur, de onde sairia muito mais tarde o patriarca bíblico Abraão para dar início à saga dos hebreus. Há consenso de que os sumérios foram os primeiros inventores da escrita, cerca de 3.300 a.C.. Foi tal o brilho da Suméria que, muitos séculos depois de sua língua ter deixado de ser falada, continuou sendo usada por acadianos, assírios e babilônios como idioma de prestígio, da ciência, do direito e da diplomacia, um pouco como aconteceu com o latim na Idade Média europeia.
Mas a poeira do tempo tudo cobriu, e os sumérios foram esquecidos. Sua existência foi redescoberta no século 19. Primeiro de forma indireta, a partir do estudo das línguas dos sucessores mesopotâmicos –um pouco como o planeta Netuno foi encontrado a partir do seu efeito no movimento de outros planetas. Depois, a partir de 1880, escavações arqueológicas trouxeram à luz dezenas de milhares de documentos (tábuas de argila e inscrições em monumentos), que comprovaram não só a existência dos sumérios como a antiguidade de sua escrita.
A escrita suméria é muito complicada, mas foi possível decifrá-la, na primeira metade do século 20. E então os documentos escavados revelaram um tesouro de informações sobre este povo extraordinário que viveu há cinco milênios. Poemas escritos mil anos antes da Bíblia e da Ilíada de Homero atestam que uma literatura rica e criativa surgiu na alvorada da História. Uma das tábuas de argila mais famosas contém o primeiro relato escrito da arca de Noé, e há muitos outros paralelos com a Bíblia. Através dos séculos, os textos escritos pelos sumérios nos falam do seu dia a dia, seus governantes, sua mentalidade, seus sentimentos, sua visão do mundo e… seu sistema educacional.
As escolas sumérias nasceram da necessidade de ensinar a escrita aos jovens que trabalhariam na administração do palácio real e do templo, as duas grandes fontes de poder. Mas muitas outras matérias foram ensinadas, como teologia, matemática, geografia, zoologia, botânica, geologia, gramática e linguística. As escolas se converteram em algo parecido com centros de pesquisa e de criação literária.
Ao que sabemos, o ensino era pago e, portanto, estava essencialmente restrito aos filhos dos mais poderosos. Homens apenas. À frente da escola estava um professor, auxiliado por alguns assistentes: “encarregado do sumério”, “encarregado do desenho”, não sabemos se havia um “encarregado da matemática”. Mas diversos documentos permitem entender os conteúdos curriculares da matemática e demais disciplinas. O horário era integral: o aluno entrava na escola ao amanhecer e saía ao pôr-do-sol. A aprendizagem era baseada na repetição e memorização. Quanto ao método pedagógico, bastará dizer que um dos assistentes era o “encarregado do chicote”…
Na verdade, professores e assistentes eram mal pagos e, naturalmente, viviam com fome e mal-humorados –o que os tornava ainda mais propensos ao uso do chicote. Numa das tábuas de argila encontradas, um estudante, cansado de apanhar, suplica aos pais que convidem o professor para jantar em casa, sirvam uma boa refeição e lhe deem de presente uma túnica nova, para que fique feliz com o desempenho do infeliz aluno na escola. É provavelmente o primeiro caso (documentado) de tentativa de corrupção na história.
Em outro documento escavado por lá, um pai se aflige com o filho que não se esforça para aprender, não vai à escola e pensa apenas em se divertir, vagabundear pelas ruas em bando e destruir os jardins públicos. Com muito sacrifício, o pai paga a escola do filho em vez de destiná-lo a trabalhos pesados, como os outros jovens. E desespera-se com a possibilidade de o herdeiro ingrato desperdiçar a oportunidade oferecida.
Evoluímos um pouco na organização escolar e nos métodos pedagógicos –afinal, o chicote e a palmatória foram banidos da sala de aula há algumas décadas–, mas não tanto quanto precisamos: em quantas escolas a repetição e memorização continuam sendo as principais técnicas didáticas?
Já a natureza humana, essa não mudou nada em cinco milênios.

13.259 – Mega Sampa – Polícia faz megaoperação de combate ao tráfico na cracolândia


Da Folha para o Mega

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A polícia de São Paulo realizou na manhã deste domingo (21-maio-2017) aquela que é considerada pelos órgãos de segurança como uma das maiores operações de combate ao tráfico de drogas na cracolândia, na região central da capital.
Os agentes soltaram bombas na região, a partir das 6h49 da manhã, e avançaram para desmantelar a feira livre de drogas que opera no local, vendendo principalmente crack.
Após a operação policial, homens da Guarda Municipal devem se instalar na região para não permitir a volta do tráfico.
Parte da operação foi acompanhada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo ele, a ação policial visa a prisão de traficantes e apreensão drogas e armas. Sobre os usuários, ele disse que o Estado oferece tratamento aqueles que buscam abandonar o vício. “Dependência química é igual apendicite. Você precisa tratar da pessoa”, disse ele.
Ao menos 69 traficantes —dentro e fora do chamado “fluxo”— estão na mira dos policiais do Denarc (departamento de narcóticos) como suspeitos de irrigar o comércio de entorpecentes na área. Há mandados de prisão contra todos eles.
Até o momento, segundo a polícia, foram presas 38 pessoas, incluindo os oito principais traficantes da área, pessoas que ficavam fora do “fluxo”, além de um grupo suspeito de traficar e realizar a segurança armada da cracolândia.
Foram aprendidas armas (entre pistolas e revólver), um simulacro de metralhadora e uma grande quantidade droga (que estão sendo contabilizados neste momento).
Também há mandados judiciais para busca e apreensão em cerca 80 locais diferentes na zona leste e norte da capital, e alguns endereços na Grande São Paulo e litoral paulista.
São estimados cerca de 900 homens e mulheres nesta operação, sendo cerca de 450 deles da Polícia Civil e o mesmo tanto da Polícia Militar, que realiza o cerco da área com homens da tropa de choque. A entrada no fluxo foi realizado apenas por policiais civis.
Essa ação vinha sendo desenhada desde fevereiro pelo Denarc, com o levantamento de imagens dos principais traficantes que operam ali e a preparação das equipes táticas para invasão de prédios e pontos de interesse dos investigadores.
O estudo foi pensado pela cúpula da Polícia Civil para tentar evitar ao máximo possível o confronto com traficantes e a morte de algum usuário.
Nos últimos dias, porém, o clima no local tem mostrado altamente tenso com a identificação de criminosos armados, que já fizeram disparos contra policiais militares em ao menos duas oportunidades, e a descoberta de orientações de integrantes de organização criminosa (PCC) para resistir à ações policiais.
A data escolhida para as prisões, um domingo de manhã, foi pensada para tentar evitar transtorno à vida dos paulistanos, como ocorreu no início deste mês quando policiais militares e guardas civis entraram em confronto com um grupo liderado por traficantes. Houve tiros, barricadas incendiárias, saques no comércio da região, e reflexo no trânsito na cidade.

Ao mesmo tempo, a programação da Virada Cultural está ocorrendo em regiões próximas no centro da cidade.
Uma grande intervenção na cracolândia vinha sendo discutida entre policiais e representantes da prefeitura de São Paulo, que tem planos de instalar ali o programa Redenção. Até o final do mês passado havia, porém, um impasse sobre o sistema de segurança ostensivo no local, para evitar que a feira livre das drogas voltasse a imperar.
Essas respostas poderão ser dadas daqui a pouco pelo prefeito João Doria (PSDB) que deve se descolocar também para a cracolândia.
A última grande operação do Denarc na cracolândia se deu em agosto do ano passado, quando 32 pessoas foram detidas sob a suspeita de integrar uma das células que abastecem a área de entorpecentes.
Esse grupo era liderado por representantes de movimento de sem-teto na capital, que, segundo a polícia, tinha como entreposto de drogas uma hotel ocupado pelo grupo, o famoso Cine Marrocos.
A cracolândia já foi alvo de uma série de operações das gestões Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT) nos últimos anos, mas que não conseguiram impedir a concentração de usuários de crack e a presença dominante do tráfico.
Na região, Estado e prefeitura desenvolvem programas diferentes voltados aos dependentes. O programa Braços Abertos, criado em 2014 pela gestão Haddad, é baseado na redução de danos. O dependente é incentivado, pela oferta de emprego e renda, a diminuir o uso de drogas, sem necessidade de internação.
O Recomeço, instituído por Alckmin em 2013, trabalha a saída do vício com tratamentos que incluem isolamento em hospitais e comunidades terapêuticas.
Como desde o início do ano ambos são comandados por correligionários do PSDB, prefeitura e Estado vêm tentando agora articular conjuntamente um programa para combater o tráfico na região, evitando que ações policiais sejam disparadas sem o conhecimento da gestão municipal, como aconteceu em episódios anteriores.

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13.246 – Mega Sampa – Rua 24 de Maio


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Rua tradicinal do centro de São Paulo e que já teve lojas famosas como a Ultralar e a Mesbla, uma danceteria famosa dos anos 70 e popular galeria da 24 de maio onde há artigos para surfistas, vinil importado para djs, tatuadores e etc. Para jovens e mais velhos a galeria da não perdeu espaço mesmo com a vinda dos Shoppings.

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Lado obscuro
Com 450 lojas divididas por sete andares, a Galeria do Rock, na Rua 24 de Maio, é um centro conhecido na cidade pela concentração de lojas de roupa e de disco. Tão antigo quanto a tradição do endereço nessa área é o problema da venda de drogas nas suas imediações. “Na década de 80, era mais maconha, na sombra da noite”, lembra Manoel Camassa, de 73 anos, delegado aposentado e síndico do complexo na época.
Hoje, o comércio envolve também cocaína, LSD e outras substâncias mais pesadas.
A atuação dos marginais amedronta os lojistas, que reclamam da intimidação da clientela do prédio, frequentado por 25 000 pessoas diariamente. “Eles formam uma verdadeira barreira na entrada, precisamos escoltar alguns jovens até o metrô porque eles se sentem inseguros”, diz Antonio de Souza Neto, administrador da galeria. Há na vizinhança alguns prédios residenciais. Os moradores, como o representante comercial Alberto Gattoni, também relatam temor. “Meus irmãos e sobrinhos têm pavor daqui e evitam me visitar”, afirma ele.

A repressão da polícia existe, mas parece insuficiente para pôr ordem na região. Imagens de 16 de fevereiro mostram um homem de camiseta cinza sendo abordado por um PM, em diálogo que dura aproximadamente sete minutos. Ele é revistado e, em seguida, liberado. Seis dias depois, as câmeras mostram a mesma pessoa de novo no lugar, repassando a clientes pequenos pacotes. O suspeito é mais uma vez revistado por um guarda e solto na sequência. No outro dia, volta ao expediente na rua, usando a mesma bermuda quadriculada da véspera, e fica um tempo de bate-papo com Puro Ódio, o apelido do traficante mais conhecido da área.
A polícia diz que está atenta ao movimento. “Nós fazemos de quatro a cinco flagrantes de tráfico por mês na 24 de Maio, que é uma zona de preocupação, pois os registros são maiores que nas outras vias”, afirma o tenente-coronel Francisco Cangerana, do 7º Batalhão da PM. “Mas, quando tiramos alguns deles de circulação, logo surgem outros para ocupar o espaço”, diz Cangerana.
De acordo com as estatísticas do 3º Distrito Policial, responsável pela área, as ocorrências de venda e porte de drogas aumentaram de 46 para 267 casos entre o primeiro bimestre de 2015 e o mesmo período deste ano (uma evolução de 480%). Em dezembro, foram apreendidos 20 quilos de cocaína, avaliados em 200 000 reais, que abasteceriam a Rua 24 de Maio e as redondezas. “As investigações estão em andamento para identificarmos os chefes do crime organizado”, garante Luis Roberto Hellmeister, titular do 3º DP. Enquanto isso não acontece, a feira da droga continua na porta da Galeria do Rock.

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13.175 – Sócio Economia – Desemprego atinge número recorde de 13,5 milhões de pessoas


Observação: Dados conservadores

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De volta a hora do pesadelo
A taxa de desemprego atingiu 13,2% no trimestre encerrado no mês de fevereiro, e registrou um novo recorde. O número representa 13,5 milhões de pessoas que não conseguiram trabalho no período. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O total de desempregados é 1,4 milhão maior que o verificado no trimestre anterior e 3,2 milhões superior ao mesmo trimestre de 2016.
No trimestre anterior (de setembro a novembro), a taxa de desemprego estava em 11,9%. E um ano atrás (de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016), o instituto verificou que o total de desocupados era de 10,2%.
Há duas semanas, o governo havia anunciado – em evento que contou excepcionalmente com a presença do presidente Michel Temer – a criação de 35.612 vagas em fevereiro, depois de 22 meses seguidos de queda. A diferença entre o dado positivo do dia 16 e o negativo divulgado hoje é que tratam-se de duas formas diferentes de medir o emprego.
A criação de vagas em fevereiro foi vista no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e que registra a diferença entre admissões e demissões formais nas empresas. Já a taxa de desemprego divulgada hoje, do IBGE, leva em conta o número de pessoas que buscavam uma colocação, mas não conseguiram vaga.

Setores
O IBGE registrou queda na ocupação dos segmentos de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (redução de 702.000 pessoas) e na indústria geral (menos 225.000 pessoas). Houve altas nos setores de alojamento e alimentação (169 .000) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (215.000 pessoas). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
Ainda sobre setores, a agricultura e a construção registraram os menores contingentes de trabalhadores desde 2012 – de 8,8 milhões e 6,9 milhões, respectivamente. Em sentido inverso, o setor de alojamento e alimentação tiveram o maior número de ocupados da série, com 5 milhões de trabalhadores.
Em relação a rendimento, o IBGE indica que o único setor em que houve aumento no trimestre foi o de empregados no setor público, com alta de 3,2%. Na média, o rendimento dos trabalhadores teve variação considerada como estável, passando de 2.049 reais para 2.068 reais.

12.058 – Psiquiatria – O alcoolismo e a Violência


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É fato conhecido que algumas pessoas, quando estão bêbadas, tendem a se comportar de uma forma mais agressiva e impulsiva. Agora, um estudo científico, realizado com pacientes finlandeses, revela a causa desse fenômeno.
De acordo com o artigo publicado pela revista “Translational Psychiatry”, o surgimento dessa espécie de Mr. Hyde durante a ingestão de álcool está relacionado à mutação no gene receptor da serotonina 2B, o qual condiciona o comportamento do bebedor, que se torna errático, propenso ao descontrole e aos transtornos do estado de ânimo.
A pesquisa revela dados sobre pacientes com alcoolismo, que foram entrevistados por um psiquiatra e responderam questionários sobre a personalidade e o comportamento, e os compara com um estudo, publicado em 2010 na revista “Nature”, sobre a mutação do receptor de serotonina 2B entre os finlandeses. Os autores do estudo afirmam que os portadores desse gene que exibem comportamentos preocupantes poderão receber um tratamento eficaz baseado em uma combinação de medicamentos, psicoterapia e abstinência alcoólica.
Além do efeito sobre a saúde da sociedade finlandesa, essa descoberta poderá ajudar na compreensão da função do receptor 2B de serotonina em todos os seres humanos.

10.005 – Sociologia – Diferença entre Problema Social e Problema Sociológico


Chamamos de problema social uma condição ou um fenômeno que, sob o ponto de vista de grupos que estão presentes dentro de uma sociedade organizada, não está a funcionar como deveria. Ou seja, uma definição do que é um problema social vai sempre depender do cenário e das características individuais de cada uma dessas formações sociais, bem como a qual período histórico a situação se refere, implicando uma avaliação moral e ideológica, por parte de tais grupos, do fenômeno em questão, promovendo a ideia de que tal fenômeno está sob uma disfunção no sistema.
Para que um fenômeno seja encarado e descrito como um problema social, torna-se necessário que três condições estejam presentes:

Primeiramente, é necessário que certas transformações tenham acontecido dentro da sociedade, transformações essas que afetem diretamente a vida dos indivíduos, mesmo empregando efeitos diferentes nos diferentes grupos;
Em segundo lugar, esse problema precisa ser sentido como um “problema” por pelo menos uma parte da população, e que seja socialmente identificada com determinadas situações ou categorias sociais. O problema deve se tornar “digno de atenção”, o que sugere que os grupos sociais ajam de modo a produzir na sociedade uma percepção problema, ou seja, que existam setores dessa sociedade que pretendam agir sobre o problema;
Por último, um trabalho de institucionalização, ou seja, que sobre esse problema sejam produzidas interpretações oficiais, que o caracterizem como “problema”.
A formação de um problema social é, dessa forma, o resultado de questões simbólicas que tomam forma no interior de uma sociedade que carregue grupos com gradações diversas de poder. Dessa forma, um problema social se difere do que é um problema sociológico. Pois o segundo é uma interrogação que o investigador teoriza sobre os processos de interação social, acerca dos modos de organização do sistema social e dos fenômenos que dele nascem, e não se justapõe ao problema social. O problema sociológico é um problema de conhecimento científico que se suscita e resolve no âmbito da Sociologia. Formular corretamente um problema como esse, é tarefa muito difícil, em regra só acessível a quem esteja a par do estado de desenvolvimento da ciência em causa e seja dotado duma imaginação viva e treinada na pesquisa. Um problema sociológico abrange problemas com explicação teórica, sobre o que que acontece na vida social.

9631 – Mega Sampa – Prefeitura se antecipa e inicia retirada da ‘favelinha’ da cracolândia


Cartão postal às avessas
Cartão postal às avessas

Cerca de 40 barracos foram retirados da calçada da rua Helvétia, entre a alameda Dino Bueno e a rua Cleveland. Os sem-teto deixaram o local pacificamente e estão sendo levados para hotéis do entorno.
A operação estava marcada para amanhã, mas foi antecipada porque, sabendo que seriam removidos, os próprios sem-teto iniciaram o desmonte dos barracos nesta manhã. Por causa disso, a prefeitura enviou equipes das secretarias de Saúde, Assistência Social e de Segurança Urbana, dando início à retirada.
Também participam da operação a Polícia Militar, a Guarda Civil Metropolitana e a ONG União Social Brasil Gigante –que assinou convênio emergencial com a prefeitura para gerir as ações na cracolândia.
Estima-se que a “favelinha” chegou a ter 180 barracos.
O tenente da PM Willian Thomaz, responsável pela área, afirmou que a ação antecipada serviu como um teste para a quarta-feira. Como a remoção de hoje foi pacífica, ele espera que isso seja um indicativo do que ocorrerá amanhã.
De acordo com o projeto da prefeitura, cada usuário deverá desmontar seu próprio barraco, conforme for indicado para uma das 400 vagas em quatro hotéis da região.
O programa municipal prevê ainda o pagamento de R$ 15 por dia aos usuários em troca de quatro horas de trabalho, mais duas horas de requalificação profissional. Poderão participar do programa de trabalho apenas aqueles em tratamento médico.

8669 – Vício – Do Prazer à Dor


Quem nunca se divertiu ao consumir álcool ou tentou esquecer algum problema tomando um porre que atire a primeira pedra. Se não foi com álcool, pode ter sido com o cigarro, com drogas ilícitas e até mesmo com chocolate e café. Ou ainda, numa fúria consumista, no shopping ou em um sexo bem feito. O fato é: a busca pelo prazer nos move, tendemos a repetir ações agradáveis e às vezes é nesse prazer que encontramos uma forma de fugir das dificuldades. O problema é quando o “gostar muito” se transforma em dependência, e o prazer se transforma em dor.
Não são apenas os consumidores de drogas ilícitas (cocaína, heroína, maconha…) ou lícitas (cigarro e álcool) que estão sujeitos a isso. Sexo, jogo, compras e comida também podem ser alvo de compulsão e os seus dependentes apresentam os mesmos sintomas de quem se vicia em substâncias químicas. Os especialistas são categóricos ao dizer que não existe sociedade sem drogas – isso se estende, para todo tipo de substância psicoativa, ou seja, que afete o funcionamento do cérebro (o que inclui também a cafeína, presente no café, na Coca-Cola e no chocolate). Mas é possível ir além: talvez não exista sociedade sem vícios – sejam eles por drogas ou por comportamentos.
Faz parte da história da humanidade buscar substâncias psicotrópicas. Acredita-se que o consumo de ópio, álcool e Cannabis já ocorria de 3.000 a 4.000 anos antes de Cristo.
“O fenômeno de dependência de drogas é algo que se prende à condição humana com diversas finalidades, desde a de apaziguar as dores, as angústias, as tristezas, até o de elevar aos deuses”, escrevem os psiquiatras Antônio Pacheco Palha e João Romildo Bueno no prefácio do livro “Dependência de Drogas”, que compila textos de 54 especialistas no assunto. “Assim sendo”, continuam eles, “é natural que, enquanto houver dor, angústia, frustração, abatimento e dúvidas o homem irá continuar o uso de drogas “.
Mas não é só a busca de um alívio que leva a esse consumo. “Existem dois tipos de vício: um que serve para alterar a percepção de uma realidade intolerável e outro que passa só pela questão do prazer”, afirma o psiquiatra Dartiu Xavier, coordenador do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
É o prazer que explica por que é possível ficar dependente de coisas tão diferentes como drogas, chocolate, café, jogo, sexo ou compras. Análises de mapeamento mostram que há uma região no cérebro, conhecida como sistema de recompensa, que é ativada por substâncias presentes tanto nas drogas quanto no nosso próprio corpo (hormônios e neurotransmissores) e que são liberadas quando passamos por estresse, excitação, alegria etc.
“Tudo o que é bom a gente quer repetir. Isso porque o cérebro se lembra que gostou e pede mais”, explica a neurocientista Suzana Herculano Houzel, autora do livro “Sexo, Drogas, Rock´n´roll e Chocolate – O cérebro e os prazeres da vida cotidiana”. Esse comportamento do cérebro é que nos faz ter motivação para tocar a vida.
O que intriga é por qual razão uma boa parcela dos usuários se contenta com o consumo recreativo de drogas e a prática saudável de sexo, por exemplo, enquanto outros tantos caem na dependência. A explicação da neurociência é que, diante de certos comportamentos ou consumo excessivo de uma substância, o sistema de recompensa é ativado ao extremo e, por proteção, acaba se dessenbilizando. Fazendo uma comparação bem simples, é o mesmo que ocorre com o elástico esticado além do limite e que não volta mais ao normal.
“Na próxima vez, aquele mesmo comportamento vai resultar em uma ativação menor do sistema de recompensa, em um prazer menor, e, para conseguir o mesmo grau de prazer que se conseguia antes, vai ser preciso mais daquilo. Jogar mais, fazer mais sexo, usar mais droga, comer mais chocolate”, diz Suzana.
O problema é que essa dessensibilização do sistema de recompensa gera uma espécie de déficit de satisfação. Imagine que, no estado natural, todos temos um nível médio de ativação do sistema de recompensa. Entre os dependentes, o nível fica abaixo do normal.
Dependência Psicológica
No caso da maconha, menos de 10% dos usuários ficam dependentes, número que sobe para 60% com a cocaína e para 80% com o crack e a heroína, de acordo com Xavier.
Além disso, o maior problema é a dependência psicológica. “A medicina evoluiu tanto que é facílimo tirar alguém de uma dependência física, mas o indivíduo recai por causa da psicológica”.
Ele cita um estudo feito na década de 80, na Universidade Harvard, nos EUA, que descreveu pessoas que usavam heroína, uma das drogas que mais causa dependência, sem se viciar. Isso mostra que nem tudo pode ser atribuído à droga. “Ela é um fator necessário para causar dependência, mas não suficiente. É preciso ter a droga e mais um monte de coisas”, diz.
As dependências químicas e não-químicas estão tão arraigadas que o tratamento acaba sendo bastante parecido. É nisso que aposta o Proad, que criou, ao lado do ambulatório de drogas e álcool, um local voltado para compulsivos por comida, sexo e jogo. “Uma das hipóteses é de que existe um mecanismo central por trás de tudo, independente de a pessoa ser dependente de jogo, droga, álcool ou sexo. As formas de tratar são as mesmas.”
Os médicos e psicólogos perceberam também que muitos usuários tendem a transitar de uma droga para outra, e delas para um comportamento compulsivo.
Uma Sociedade do Vício
Para Dartiu Xavier, essas múltiplas opções também são reflexo de uma sociedade voltada para os vícios. “Tendemos a estimular esses comportamentos, somos consumistas e de certo modo até hedonistas. Tudo é voltado para a obtenção do prazer”. Para ele, o comportamento dos pais em exigir dos filhos desempenhos fantásticos em todos os aspectos da vida colabora para uma fuga para as drogas. “Esperamos que nossos filhos sejam muitos inteligentes, bonitos e satisfeitos sexualmente. Essas sensações todas são percebidas por quem usa cocaína. O modelo de mundo que a gente passa para as nossas crianças é o de intoxicação por cocaína. A gente não ensina o mundo de verdade. E depois eles ficam com a auto-estima lá em baixo, frustrados, e a droga aparece como uma saída”, dispara.
Assim pensa também o médico sanitarista Fábio Mesquita, pioneiro na criação de programas pela redução de danos aos usuários de drogas. “O consumo de drogas hoje é uma epidemia e está relacionado a uma vulnerabilidade social que faz com que as pessoas se apeguem a todo tipo de coisa. As pessoas são bombardeadas com propaganda de cigarros, de álcool e até mesmo de drogas ilícitas, que não estão na TV, mas que chegam às pessoas. Por isso acredito que hoje seria praticamente impossível, nesse contexto social, uma sociedade sem drogas”.
Ele lembra que em 1998, a ONU fez uma assembléia especial sobre drogas, quando foi proposto que até 2008 o mundo ficaria livre desse problema. Nesse ano foi feito o primeiro balanço e se constatou que cresceu o consumo. “Esse tipo de proposta é um delírio, completamente irreal”. Mas, se isso é uma condição inerente ao ser humano, como ficam as pessoas totalmente proibidas de usar drogas – como ocorre nas sociedades islâmicas mais radicais?
Todos os caminhos levam ao sistema de recompensa
A palavra “vício” costuma ser aplicada só para os casos de dependência de drogas, mas o que se caracteriza por esse desejo obsessivo, tolerância e síndrome de abstinência também se aplica para comportamentos compulsivos. Em todos os casos é ativado o sistema de recompensa do cérebro e, em geral a quantidade de dopamina (neurotransmissor ligado ao prazer) aumenta no núcleo acumbente (NAc), que é o centro do sistema. Como resultado a dopamina circulante pode chegar a ser dez vezes maior que a produzida por prazeres cotidianos, levando a um verdadeiro êxtase.
Diante de tamanha ativação, o sistema de recompensa reage e diminui a sua sensibilidade. A partir daí, para conseguir o mesmo prazer inicial, o usuário tem de consumir cada vez mais. Veja abaixo como cada droga interfere no circuito de prazer do cérebro:
Opiáceos e Opióides – Ópio, morfina e heroína ativam diretamente os receptores das endorfinas (opióides do próprio corpo) no núcleo acumbente. A função delas normalmente é regular o teor final de dopamina no NAc. Com a ação das drogas, a produção de dopamina cresce, o que leva a sensações de euforia e bem-estar.

Ecstasy – É uma anfetamina modificada, mas não age como uma (liberando dopamina direto no NAc), e sim como a cocaína, impedindo a reabsorção da dopamina. Essa ação é tão duradoura que o prazer pode se prolongar por horas. A droga age também em vários outros lugares do sistema límbico, inclusive o hipotálamo, que regula funções vitais. É esse comportamento que pode desencadear problemas com hipertermia e desidratação que podem levar à morte.
Cocaína e Crack – Impede a reabsorção da dopamina liberada no núcleo acumbente em uma situação de prazer. A droga bloqueia o processo de reciclagem da dopamina pelos neurônios aumentando sua duração e seus efeitos nas sinapses, o que leva à sensação de euforia característica da droga. O uso continuado danifica os neurônios e pode levar à redução dos efeitos da dopamina, provocando depressão e agressividade.
Álcool – Seu efeito vem de mais longe: ele age na origem das fibras dopaminérgicas que chegam ao NAc, numa área no meio do cérebro chamada área tegmental ventral (começo do circuito de prazer). O álcool ativa diretamente os neurônios do VTA, que passam a liberar mais dopamina sobre o NAc. O resultado, mais uma vez, é o aumento da concentração de dopamina no NAc. O uso prolongado prejudica a estrutura dos neurônios e afeta a comunicação entre eles.

8502 – Sociologia – Crime e Banditismo


Banditismo significa: “Modo de proceder de bandido, tipo de vida de bandido ou conjunto dos crimes cometidos em certo lugar ou época (criminalidade)”. Além da definição dos dicionários, banditismo também pode ser considerado uma forma de atividade predatória realizada por bandos armados, organizados ou não, contra propriedades e autoridades. Segundo o historiador Eric Hobsbawm, “o banditismo é uma forma bastante primitiva de protesto social organizado”.
Em diversos períodos da história humana, o banditismo apresentou-se como consequência de um mal estar na sociedade. Os mercenários, que saqueavam a mando de monarcas e nobres, podem ser incluídos neste grupo. Em outra concepção, os praticantes do banditismo assumem um caráter de revanche social dos pobres contra os ricos, como no caso do lendário Robin Hood, bandido popular da Inglaterra que foi tido como herói por “roubar da nobreza e distribuir os bens para os camponeses”. Porém, sua existência não foi confirmada pelos historiadores. De acordo com Hobsbawm, os foras da lei são resultado da inoperância e ausência do Estado. Em suas palavras: “a debilidade do poder propiciava o potencial para o banditismo”.
No Brasil, o banditismo teve um de seus maiores exemplos no sertão no Nordeste: os Cangaceiros. Com seu surgimento no século XIX e desenvolvimento no XX, o cangaço é simbolizado por Lampião (Virgulino Ferreira da Silva), que liderou uma quadrilha durante duas décadas. Entre suas ações, saqueavam cidades nordestinas, matando de forma indiscriminada e impondo a vontade dos bandidos pelo tempo que permaneciam em cada região.
Outro exemplo de banditismo eram os piratas. Romanos, cipriotas e fenícios eram praticantes deliberados da pirataria. Com embarcações que dispunham de grandes arsenais, eram bandidos independentes que saqueavam outros navios. Os piratas não devem ser confundidos com os corsários, pois os primeiros agiam de forma independente e os segundos atuavam por ordem do Estado.
Uma característica marcante do banditismo é que seus integrantes conseguiam cooptar cidadãos de bem e transformá-los em foras da lei. Reunidos com as camadas mais pobres da população, os bandidos protestavam contra perseguições e injustiças. Porém, os bandidos não devem ser confundidos com os revolucionários, pois nem sempre estavam ao lado da população e não possuíam ideologia para mudar a sociedade. Um exemplo deste fenômeno é o próprio Lampião. De acordo com o jornalista Leandro Narloch, autor do livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil” (editora Leya), “Lampião dava a vida para estar entre coronéis”.

8253 – Mega Sampa – ONG empresta bicicletas a quem não consegue pagar condução ao trabalho


pedal social

Retrato de um país de contrastes

Como faz quem arranja um emprego, mas não tem dinheiro para condução antes de receber o primeiro salário? Empresta uma das bicicletas do Pedal Social.
Com o projeto, desde janeiro o Instituto Mobilidade Verde já ajudou 46 moradores em situação de rua, entre eles pessoas que vivem em ocupações de edifícios antigos do centro de São Paulo. É o caso de Benedito Santana, 48, que conseguiu emprego em uma lanchonete na avenida Paulista e usou uma das bicicletas do Pedal Social para chegar ao trabalho durante 30 dias.
O Pedal Social também é uma mão na roda para quem não pode abrir mão de parte do salário com transporte público.
Um morador de Paraisópolis que trabalha em uma empresa de entregas no centro recebe apenas R$ 500 por mês e não tinha como gastar quase um terço do que ganha com ônibus (o valor da passagem está R$ 3 e aumentará em junho, como já anunciou a prefeitura). Agora ele volta para casa de bicicleta e seu salário vai mais longe.
Por enquanto a iniciativa atende moradores do centro e do Cambuci, na região central.
No centro, há 46 bicicletas emprestadas e 80 pessoas na fila. Por isso, as doações são bem-vindas, diz Mendonça, presidente do Movimento Estadual das Pessoas em Situação de Rua de São Paulo, que coordena ali o programa.
No Cambuci, o projeto está começando. Segundo Lincoln Paiva, do Instituto Mobilidade Verde, o bairro foi escolhido porque a ideia era expandir “para regiões onde há cortiços”. Segundo ele, as bicicletas são emprestadas especialmente para famílias que vivem com salário mínimo e precisam economizar o dinheiro da condução. Aos fins de semana, as magrelas ficam disponíveis para jovens e crianças. Lá, a coordenação é do Instituto Brasis.
Segundo Lincoln, o projeto começou com um levantamento em 2010. A ONG entrevistou moradores de ocupações do centro de São Paulo para saber qual era a maior barreira na hora de conseguir um emprego. Descobriu que arranjar um trabalho às vezes não era o mais difícil. “Uma parte desses moradores não conseguia dinheiro para a condução para ir no primeiro mês.”