13.840 – Antropologia – A história dos nossos ancestrais


antropologia
Por 160 mil anos dividimos o mundo com outras humanidades. Até exterminamos uma delas. E agora acontece algo sem precedentes: somos os únicos humanos na Terra. A regra da natureza, afinal, é a convivência entre uma multidão de parentes próximos, como tigres e onças ou cães e lobos – animais que, segundo o jargão da biologia, pertencem ao mesmo gênero. Nós mesmos passamos mais de 80% da nossa vida como espécie dividindo o planeta com pelo menos outros dois seres do gênero humano: o Homo erectus e o neandertal. Mas por que estamos sozinhos agora?
Primeira parada, leste da África, onde hoje fica a Etiópia. É de lá que vêm os mais antigos fósseis da nossa espécie, o Homo sapiens. Esses restos têm entre 190 mil e 160 mil anos e apresentam uma anatomia quase idêntica à sua. O corpo deles, alto e com braços e pernas compridos, lembra o das tribos que hoje habitam a África Oriental. Por outro lado, os ossos são um pouco mais robustos que a média – Tim White, antropólogo da Universidade da Califórnia que estudou os resquícios, costuma dizer que eles dariam ótimos jogadores de rúgbi.
Nessa época, o mundo era bem diferente mais ao norte. O planeta estava numa Era Glacial (salpicada por intervalos mais quentinhos de alguns milhares de anos), que colocou um bom pedaço da Europa e da Ásia debaixo de toneladas de gelo. Mesmo a região ao sul das geleiras não era nada agradável, mas, aqui e ali, pequenos bandos de caçadores se saíam bem. Só que eles não tinham nada a ver com os sujeitos esguios que viviam na África. Eram homens com pouco mais de 1,5 metro de altura, porém fortes, atarracados, com um corpo talhado para conservar o máximo de calor em meio ao frio intenso. O cérebro desses caras era tão desenvolvido quanto o nosso, e eles já tinham desenvolvido a fala. Há 200 mil anos, esses homens do gelo eram os senhores da Europa. E hoje nós os chamamos de neandertais – já que encontraram as primeiras ossadas deles no vale de Neander, na Alemanha (e tal é “vale” em alemão).
gora, se você der um pulo mais para leste, até a região que hoje conhecemos como Sudeste Asiático, concluiria que os etíopes altos e de pernas compridas resolveram visitar a Indonésia. Mas as aparências enganam: o cérebro desses aí era bem menor e o rosto estava mais para os personagens de O Planeta dos Macacos. Esse monstros já eram fósseis vivos naqueles tempos: os últimos remanescentes do Homo erectus – primeiro hominídeo a dominar o fogo, criar uma “indústria” de ferramentas de pedra e, mais importante, deixar a terra natal da família dos humanos, a África, e explorar meio mundo. Tudo isso há 1,7 milhão de anos.
O erectus, por sinal, é nosso ancestral direto. Se você puxar sua árvore genealógica para trás, vai ver que um deles foi seu tataratataravô (coloque mais 17 140 “tataras” aí). Mas com os neandertais a coisa é outra. Esses primos nossos não eram “humanos primitivos”, mas uma espécie “alienígena”, um primo que cresceu em outro ramo da árvore evolutiva. E não demoraria para batermos de frente com eles.
Hoje, em Israel, há sítios arqueológicos com grutas de neandertais e de sapiens separadas por menos de 1 quilômetro. Não dá para saber se elas foram ocupadas ao mesmo tempo, nem se os dois entraram em guerra ali. Mesmo assim, a maioria dos pesquisadores acredita que as duas espécies conviveram no Oriente Médio por um bom tempo. E que, nos eventuais conflitos desses tempos, nenhum dos lados teria uma grande vantagem. É que os dois contavam com uma tecnologia idêntica. Se os fósseis dessa época desaparecessem, e só ficassem as ferramentas, não daria para saber o que é obra de uma espécie e o que é da outra. “Enquanto a situação foi essa, o homem moderno não conseguia entrar na Europa, nem os neandertais tinham como descer muito”, diz Neves. Era como se o território de um marcasse a última fronteira para o outro. Mas esse impasse de milênios acabaria. E graças a uma “mágica” que aconteceu há 50 mil anos.
Foi quando algo mudou o destino do Homo sapiens: uma mutação genética sutil, mas crucial, que alterou a estrutura do cérebro deles. O bicho ficou louco: passou a dividir sua vida entre o mundo real e um de fantasia. Com esse “defeito” nos miolos, o homem passou a imaginar mundos diferentes, que só existiam na cabeça dele. E vomitou esses mundos na forma de pinturas, esculturas, rituais religiosos.
Desse jeito, descobrimos como manipular não só coisas materiais, mas também idéias e conceitos. E aprendemos a transmiti-los com a ajuda de uma linguagem quase tão cheias de recursos quanto o inglês e o português modernos. Tudo isso deu à luz o primeiro boom tecnológico de todos os tempos. A África se transformou num Vale do Silício pré-histórico. O sapiens, que antes só fazia ferramentas de pedra ou madeira, diz um basta para a mesmice – chega de fabricar a mesma lança por milênios a fio. E acorda para o fato de que ossos, conchas, chifres e marfim também serviam como matéria-prima. Isso abriu as portas para novos utensílios. E tome arpões, facas mais afiadas do que nunca, lanças de alta precisão… De uma hora para outra, o sapiens tinha um arsenal.
Os cientistas sabem disso porque todos os vestígios que eles encontram dos primeiros 150 mil anos de vida do sapiens são ferramentas e armas simples, tipo machadinhas de pedra. Objetos de arte e coisas sofisticadas, como agulhas de costura, só aparecem por volta de 40 mil anos atrás, como se a maior parte da nossa tecnologia pré-histórica tivesse aparecido de supetão, em poucos milênios. Para muitos, só uma súbita mutação no cérebro justifica esse fenômeno.

Mas alguns pesquisadores acham que não foi bem assim. Defendem que o potencial para desenvolver uma cultura complexa já existia desde a origem do Homo sapiens, mas teria ficado “dormente”. Segundo eles, esse poder inato só foi empregado para valer depois que a situação dos bandos africanos apertou de algum modo. Pode ter sido uma virada climática – num período de seca brava, por exemplo, só os mais criativos imaginariam um jeito de guardar água da chuva para as épocas de vacas magras. Uma imaginação fértil passou a valer mais pontos, e só os sapiens mais inteligentes ficaram para contar história. Obras de arte simplórias, com 80 mil anos de idade, encontradas na África dão força para a idéia de que essa “revolução cultural” aconteceu devagarinho. Seja como for, há 40 mil anos o Homo sapiens já tinha ganho meio mundo. Expandiu-se pelo Sudeste Asiático, chegou até a Austrália… E agora, com o nosso arsenal tecnológico, estávamos prontos para avançar à Europa da Era Glacial. E encarar os poderosos neandertais na casa deles.
Não era uma tarefa para qualquer um. Os neandertais eram biologicamente preparados para aguentar o frio, enquanto o sapiens vinha da sauna africana. O corpo dos nossos primos europeus, por exemplo, transpirava menos que o nosso, já que suor congelado pode matar de frio. Eles também tinham uma resistência fora do comum – seus ossos eram tão robustos que os neandertais aguentavam fraturas sem chiar. Sair na mão com eles, então, era roubada. Mas o sapiens não precisava disso. Foi só entrarmos na Europa, há 38 mil anos, para os neandertais começarem a sumir do mapa. Cientistas nunca encontraram sinais direto de conflito, tipo um esqueleto neandertal com um osso afiado (arma típica dos sapiens) na bacia. Mas as espécies competiram, sim, no mundo da Era do Gelo. E os humanos modernos levaram a melhor na tarefa que mais interessava: arranjar comida.
Na hora da caça, afinal, era covardia. Como as armas dos neandertais não eram grande coisa para matar a distância, eles geralmente entravam em confrontos suicidas com as presas. Análises em esqueletos deles mostram que os adultos tinham tantas fraturas quanto os peões de rodeio de hoje. Com o sapiens era diferente: suas lanças eram mais precisas na hora do arremesso, e eles ainda criaram uma espécie de catapulta manual que multiplicava o alcance dos dardos (um avô do arco-e-flecha). Desse jeito, o sapiens crescia e se multiplicava, deixando os neandertais sem território. E há 28 mil anos as duas últimas tribos de neandertais, em Portugal e na Croácia, pereciam. Era o fim de um reinado de 100 mil anos.
Mesmo assim, pesquisas recentes indicam que os neandertais não entregaram os pontos tão fácil. Em Gibraltar, na extremidade sul da Espanha, pode ser que a espécie tenha resistido até 24 mil anos atrás. “Eu imagino um cenário mais complexo, de interação entre as duas espécies”, diz o pesquisador Clive Finlayson, do Museu de Gibraltar. Uma indicação disso é que algumas tribos de neandertais começaram a fazer seus próprios colares depois da chegada dos sapiens. Isso indica que os neandertais pelo menos observaram a cultura complexa dos vizinhos e ficaram estimulados a criar sua própria versão dela. “Isso é exatamente o que nós esperaríamos, com base em situações recentes de contato étnico entre povos diferentes”, afirma o arqueólogo Paul Mellars, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Mas é possível que essa interação tenha chegado mais longe, com as duas espécies transando e concebendo bebês híbridos? As várias amostras de DNA já extraídas de neandertais não parecem compatíveis com a de nenhuma pessoa viva hoje, mas isso não necessariamente prova alguma coisa: após milênios de cruzamento, o “sangue” neandertal poderia ter se diluído por completo. Uma análise recente do DNA de humanos modernos, por outro lado, aponta a existência de duas variantes de um gene que regula o tamanho do cérebro durante a fase de crescimento. Uma delas teria surgido há 1,1 milhão de anos, enquanto a outra só teria aparecido 37 mil anos atrás. Os pesquisadores da Universidade de Chicago que conduziram a análise especulam que essa variante – carregada por 70% da população moderna – poderia ter vindo dos neandertais, via sexo.
É nessa possibilidade que acreditam o antropólogo português João Zilhão, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, e seu colega americano Erik Trinkaus. “Os dados de Gibraltar só reforçam o fato de que os modernos não eram tão superiores assim”, argumenta Trinkaus. A dupla causou polêmica em 1999 ao publicar uma análise de um esqueleto de criança achado em Portugal, o chamado “menino do Lapedo”, com cerca de 25 mil anos. Segundo eles, a caveira mostra sinais de sangue neandertal, a começar pelo corpo atarracado, e seria o resultado final de um longo processo de mestiçagem entre as duas espécies. Para o resto da comunidade científica, porém, o tal garoto não passa de um sapiens troncudo. Mas Trinkaus ainda bate o pé: em novembro do ano passado publicou outro trabalho, concluindo que sinais de mistura entre sapiens e neandertal aparecem em esqueletos de 33 mil anos, encontrados na Romênia.

O último erectus
Na mesma época em que viveram esses supostos híbridos, o velho Homo erectus dava seus últimos suspiros na ilha de Java, Indonésia. Seus problemas tinham começado 600 mil anos antes, quando eles passaram a enfrentar a concorrência de um ser mais avançado, o Homo heidelbergensis. Esse hominídeo, que, por sinal, tinha descendido do próprio erectus, fez com ele a mesma coisa que nós fizemos com os neandertais: destruiu suas chances de sobrevivência. “Por isso mesmo o último refúgio deles foi uma ilha, já que num lugar desses você tem muito menos competição com outros hominídeos do que no continente”, afirma Walter Neves.
Apesar de esperto, o heidelbergensis não foi muito longe: acabou extinto bem antes do último erectus, há uns 200 mil anos. Só que antes de ir dessa para melhor ele já tinha feito um bom trabalho. Primeiro, se espalhou por boa parte do mundo. Depois, deixou dois descendentes bem peculiares. Na Europa, onde parte deles foi parar há 500 mil anos, seu corpo foi se adaptando ao frio devagarinho, até ficar bem resistente e com um cérebro superdesenvolvido. No fim das contas, esses caras ficaram tão diferentes que até mudaram de nome. Viraram os neandertais. Já os heidelbergensis que preferiram ficar em sua terra natal, a África, se transformaram em outra coisa: um ser de imaginação fértil, capaz de transformar delírios em realidade. Um bicho que costumamos chamar de “nós”.

Assim caminham as humanidades
Sem alguns destes caras,você não estaria aqui. Confira os protagonistas da nossa história e um possível figurante

Australopithecus afarensis
Uma superfloresta tropical que havia na África deu lugar à savana. Desse jeito, alguns macacos acabaram sem galho, e tiveram que se mudar para o chão. Então surgiu o afarensis, um macaco bípede que pode ter dado origem a toda a família dos humanos.

Homo erectus
Disputou as savanas da África com parentes mais simiescos, como o Homo habilis e o Homo rudolfensis. Com seu cérebro quase humano (que dá 2/3 do nosso), exterminou a concorrência e virou o primeiro hominídeo na Ásia.

Homo floresiensis
Ainda não é certeza se este aqui existiu mesmo. Em 2004, na ilha de Flores (Indonésia), desenterraram um esqueleto que parecia um erectus em miniatura, de apenas um metro. Essa espécie bizarra teria vivido até 12 mil anos atrás – mais do que qualquer parente nosso. Muitos, porém, acham que o tal esqueleto é de um humano moderno com problemas genéticos. E só.

Homo heidelbergensis
Descendente do erectus, foi o primeiro humano a surgir com um cérebro maior que o dos ancestrais, mas sem que o corpo aumentasse – uma amostra de que a inteligência já valia mais que a força. Deu origem ao neandertal e ao sapiens.

Homo neanderthalensis
São os “ursos-polares” do gênero Homo: a evolução os deixou fortes e resistentes a ponto de suportar temperaturas de até -30 oC sem chiar. Se não tivesse competido por recursos com o Homo sapiens, a espécie provavelmente estaria viva até hoje.

Homo Sapiens
Nossa história tem dois capítulos. No 1º, ele surgiu com a nossa aparência, há 200 mil anos. Mas só no 2º, que começou entre 50 mil e 80 mil anos atrás, o homem virou gente. E se tornou o megaprodutor de arte e tecnologia que arrasou a concorrência.

13.581 – História – A Idade dos Metais


IDADE+DOS+METAIS
Por volta do ano 6000 a.C., o homem obteve uma importante conquista: descobriu que era possível fazer objetos de metais. O primeiro metal trabalhado por ele foi o cobre. Posteriormente, por meio da fusão, misturou cobre com estanho e obteve um metal mais resistente, passou a produzir armas mais poderosas e ferramentas mais eficientes.

Por volta de 1500 a.C., conseguiu utilizar o ferro.
O uso dos metais, nesse período, foi o principal fator para o aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas usadas na guerra, na caça e na agricultura. Os vestígios metalúrgicos mais antigos foram encontrados no Irã, na Turquia e no Líbano.
Com a agricultura, a criação de animais, o desenvolvimento da cerâmica, da tecelagem e o uso de metais, surgiram os trabalhadores especialistas, o tecelão e o ferreiro.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dessas atividades levou ao surgimento das primeiras povoações, com a formação de pequenas vilas e cidades. Como resultado dessas conquistas os homens passaram a produzir mais do que necessitavam para seu próprio consumo.
Assim, começaram as disputas para ver quem ficava com esse excedente. Os vencedores enriqueciam ao se apropriar das terras e dos bens dos vencidos, que ficavam mais pobres.
Acredita-se que o trabalho especializado, as cidades, a propriedade privada, a desigualdade social, o Estado e a escrita surgiram primeiramente na Mesopotâmia e no Egito.

Com a agricultura, a criação de animais, o desenvolvimento da cerâmica, da tecelagem e o uso de metais, surgiram os trabalhadores especialistas, o tecelão e o ferreiro.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento dessas atividades levou ao surgimento das primeiras povoações, com a formação de pequenas vilas e cidades. Como resultado dessas conquistas os homens passaram a produzir mais do que necessitavam para seu próprio consumo.

Assim, começaram as disputas para ver quem ficava com esse excedente. Os vencedores enriqueciam ao se apropriar das terras e dos bens dos vencidos, que ficavam mais pobres.

Acredita-se que o trabalho especializado, as cidades, a propriedade privada, a desigualdade social, o Estado e a escrita surgiram primeiramente na Mesopotâmia e no Egito.

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13.567 – Pré História – O Neandertal


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Era uma espécie do gênero Homo neanderthalensis, que habitou a Europa e alguns lugares do oeste da Ásia acerca de 230.000 a aproximadamente 29.000 anos atrás. Os Neandertais eram adaptados ao frio, seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Na média, os Neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos. Seu estilo característico de fabricação de ferramentas de pedra é chamado de cultura musteriense.

São características físicas dos Neandertais:

Crânio
– Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio
– Protuberância ocipital
– Meio da face projetado para frente
– Crânio alongado para trás
– Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares
– Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos)
– Ausência de queixo
– Testa baixa, quase ausente
– Espaço atrás dos molares
– Abertura nasal ampla
– Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal
– Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido

Pós-Crânio

– Consideravelmente mais musculosos
– Dedos grandes e robustos
– Caixa torácica bastante arredondada
– Forma diferente da pélvis
– Rótulas grandes
– Clávícula alongada
– Omoplatas curtos e arqueados
– Ossos da coxa robustos e arqueados
– Tíbias e fíbulas muito curtas

13.565 – Pré História – Quem Foram os Aqueus?


aqueus

Eram semi-nômades indo-europeus que migraram para a Grécia buscando terras férteis para plantarem alimentos. Viveram na Idade do Bronze. Ao adentrarem na Grécia, se depararam com os Pelágios que viviam na Idade da Pedra.
Reprimiram os pelágios, ocuparam seus terrenos férteis e criaram a civilização micénica. Depois de certo tempo, se depararam com a civilização cretense e então ficaram conhecidos como os opositores dos troianos na guerra.
Os aqueus então, passaram a ser chamados de gregos eram fortes comerciantes e submeteram a ilha de Creta, onde mais tarde dominaram também economicamente quase todo o Mediterrâneo Oriental.
Por volta de 1100 a.C., a civilização micénica entrou em decadência e findou então a Idade do Bronze na Grécia dando lugar a Idade das Trevas de durou cerca de 150 anos.

13.556 – Mega Arquivo na Pré – História


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O que é Pré-história?

Pré-história é um período que compreende aproximadamente cinco milhões de anos, tendo se encerrado por volta de 6 mil a.C. Esse período é alvo de estudos multidisciplinares, isto é, envolve especialistas como arqueólogos, biólogos, paleontólogos, químicos, historiadores etc. Mas em termos propriamente restritos à linguagem historiográfica (utilizada por historiadores profissionais), a Pré-história pode ser qualificada como o período anterior ao aparecimento das cidades (organização urbana) e da escrita. Esse longo período é geralmente dividido em duas fases: o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, e Neolítico, ou Idade da Pedra Polida.

Homem pré-histórico
Geralmente, em uma tentativa de definição precária, tendemos a chamar nossos antepassados do período em questão de “homens pré-históricos”. Mas há uma denominação mais apropriada para isso: hominídeos. Os hominídeos pertencem a uma família taxonômica classificada pela Biologia e intitulada hominidae. Nós, humanos, estamos dentro dessa “família”, assim como os chimpanzés. Todavia, não somos da espécie dos chimpanzés e, muito menos, os hominídeos que nos precederam.
Os hominídeos conseguiram, ao longos de milhões de anos, desenvolver ferramentas e utensílios domésticos complexos. Conseguiram dominar o fogo, que passou a ser utilizado tanto para o aquecimento quanto para cozinhar alimentos, e conseguiram ainda o mais extraordinário: desenvolver sistemas simbólicos, como urnas e câmaras funerárias, esculturas e pinturas rupestres.
Esses hominídeos podem ser divididos em ordem cronológica. Os mais antigos pertencem ao grupo Ardipithecus ramidus, cujo aparecimento comprovado pela arqueologia varia de 5 e 4 milhões de anos. Há também outro exemplo, o Australopithecus afarensis, cujo aparecimento na Terra varia entre 3,9 e 3 milhões de anos. Por outro lado, houve, mais tarde, o surgimento do gênero Homo. Houve, por exemplo, o Homo habilis, que viveu entre 2,4 e 1,5 milhão de anos. O Homem erectus, entre 1,8 milhão e 300 mil de anos. Depois, o Homo neanderthalensis, entre 230 e 30 mil anos. Nós, humanos, pertencemos ao grupo Homo sapiens, que apareceu, provavelmente, há cerca de 120 mil anos.

Paleolítico e Neolítico
O período Paleolítico é o mais longo, indo de 3 milhões a.C. até 10.000 a.C. Ele é caraterizado pelo nomadismo e pelo uso ainda precário de utensílios. Foi nesse período que apareceram os hominídeos expostos acima. No Neolítico, segunda e mais importante fase da pré-história, ocorreu a revolução da “pedra polida”, o que possibilitou o sedentarismo e as primeiras formas de agricultura sistemática. Foi dentro da “revolução neolítica” que nasceu o Homo sapiens e, por consequência, as primeiras civilizações, caracterizadas pela fundição de metais, como o cobre e o ferro.

13.541 – Pré Historia – Adaptação ao Frio


era glacial
(c. 900.000 a.C. – China)
Os cada vez mais inventivos e adaptáveis humanos descobriram o fogo e o estão usando para se aquecerem nos duros invernos chineses e, talvez, para cozinhar. Não se sabe ao certo como foi que aprenderam o segredo, mas é provável que tenham aproveitado incêndios de arbustos ou de florestas, provocados por raios. Acredita-se que sua dieta inclua vegetais.

Instrumentos Versáteis
Após terem deixado suas quentes regiões da África Ocidental, eles presumivelmente mantiveram a capacidade de fabricar machados. Mas agora, talvez porque a rocha local não se preste para machados de pedra talhada, eles estão se equipando com ferramentas de corte pequenas. Com a ajuda delas, produzem instrumentos de múltiplo uso mais afiados, semelhantes a cutelos, e que podem ser usados para fazer pontas em lanças de bambu.

13.539 – Pré História – Artesãos fazem ferramentas de cobre


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5.000 a.C. – Oriente Médio

As comunidades estão produzindo mais ferramentas e armas de cobre, graças a um novo e engenhoso processo que permite extraí-lo de rochas incandescentes contendo minérios do metal.
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça.

Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iuguslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nehuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nehuma certeza disso.

13.522 – Pré História – Homens homenageiam seus mortos (c. 50.000 a.C. – Europa/Ásia)


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Elaborados ritos de sepultamento vêm sendo adotados por comunidades do homem de Neandertal na Europa e na Ásia, indicando crescente respeito pelos mortos e sugerindo que idéias e crenças sobre algum tipo de vida após a morte são agora geralmente aceitas.

Ritos Fúnebres
Na gruta de Shanidar, no Iraque, um homem é enterrado em meio a coroas de flores de cores vivas e doces aromas. Na França, um jovem desce à cova com ferramentas de pedra e ossos de animal espalhados em torno dele. Num abrigo rochoso em La Ferrassie, na França, um homem, uma mulher, duas crianças e um recém-nascido são enterrados em um pequeno cemitério. Na Ásia Central, uma criança é enterrada com um anel de chifres de cabra montado na terra em torno de sua cabeça. Não se sabe se esses enterros são de membros especialmente importantes das comunidades, mas um fato tem sido notado: os homens são geralmente sepultados com alimentos, ferramentas ou outros itens, enquanto as mulheres não parecem conseguir semelhante tratamento. Menos Respeito Nem todas as comunidades Neandertal mostram tanto respeito pelos mortos. Em Krapina, no norte da Iugoslávia, ossos humanos esmagados foram atirados à terra juntamente com ossos de animais, sem nenhuma tentativa de enterrá-los, e alguns mostram marcas de cortes. Suspeita-se de canibalismo, mas não há nenhuma certeza disso.

13.519 – Pré História – Quando os homens começara a andar sobre dois pés


pre historia
Hominídeos andam sobre dois pés (c. 3,5mi a.C. – África Oriental)
Tanzânia, hominídeos estão andando sobre dois pés , deixando pegadas em cinza vulcânica consolidada, conhecida como tufo. A condição da cinza poderá preservar as pegadas por milhões de anos.

Marcas no chão
Além das pegadas dos hominídeos, há marcas de um grande número de animais terrestres e aves que participam de uma migração anual, todos rumando para o norte. Embora não se saiba qual espécie de hominídeo está deixando as pegadas, elas aparentam ser de dois adultos e um jovem. O menor dos adultos segue deliberadamente os passos do maior dos três.
As maiores pegadas medem de 18 a 23 cm de comprimento, e sua profundidade na cinza indica que os hominídeos tem de 1,20 a 1,50 de altura. As pegadas mostram que, enquanto cruzava a extensão da cinza, um dos três hominídeos parou para olhar à esquerda, possivelmente para prevenir-se contra predadores, comuns na área. A trilha dos hominídeos é cruzada pela de um cavalo com um potro trotando a seu lado.

13.514 – Pré História – Homens mais aptos para sobrevivência


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Demorou mais de 1 milhão de anos para os hominídeos desenvolverem cérebros maiores e melhorarem sua destreza manual, mas agora, no continente africano, o Homo habilis, mesmo ancestral do gênero Homo, faz ferramentas básicas de pedra, lascando seixos para criar bordas cortantes.

Fabricação Regular
O Homo habilis (homem hábil) agora pode fazer movimentos de precisão com os dedos. Fabricar ferramentas já é uma atividade regular e muitas provas de sua destreza estão sendo deixadas em grandes áreas da África, de Olduvai, na Tanzânia, ao lago Turkana, no Quênia, bem como em partes da Etiópia e mais ao sul, como em Sterkfontein, na África do Sul.

13.507- Pré História – Humanos caçam renas e mamutes (c. 18.000 a.C. – Europa)


pinturas de renas e mamutes
Nos últimos estágios desta glaciação, as vastas planícies da Europa e da Ásia vêm sendo invadidas por bandos de renas, cavalos, bisões e mamutes lanosos, e os humanos aproveitam a oportunidade para explorar esses animais, que lhes fornecem abundância de alimento, peles, ossos e marfim.

Novas Táticas
Os humanos tiveram de desenvolver novas estratégias e táticas para apanhar os enormes mamutes e bisões, bem como para enfrentar a velocidade da corrida de cavalos e renas. Quando alguém descobre um meio eficiente de lidar com certo tipo de animal, imediatamente outras pessoas o imitam. Desse modo, o sucesso com determinados tipos de caça estimula as comunidades a se concentrarem em certas espécies em detrimento de outras. Para caçadores da Ucrânia, o bisão foi ocasionalmente a presa favorita, mas tanto lá quanto na Europa Central agora eles preferem o mamute. Na Europa Ocidental, os mais caçados são os cavalos e as renas.

Em Busca da Presa
Grupos caçadores habitantes de cavernas e abrigos rochosos, como os de La Madeleine, no sudoeste da França, têm participado de migrações sazonais, perseguindo renas ao norte, no verão, e posteriormente ao sul, no inverno. Muitos acampamentos para esses caçadores, chamados madalenianos, foram estabelecidos ao norte. Os madalenianos também são pescadores. Suas moradias ficam perto de margens fluviais, e isso permite que eles pesquem o salmão que agora sobe os rios do sudoeste para a desova.

13.487 – O Fim da era Glacial


era glacial
Extinta a caça de grande porte (c. 8.000 a.C. – América do Norte): Há algum tempo vem se reduzindo o número de exemplares da megafauna, a caça de grande porte que era uma característica típica desta área e que, provavelmente, foi o que atraiu para cá os primeiros colonizadores. Agora, esses animais parecem ter desaparecido totalmente. Tudo indica que mastodontes, mamutes lanosos, preguiças terrestres gigantes, antas, camelos e tatus gigantes estão extintos na América do Norte.

Morte em Massa
Uma das razões para a extinção em massa é que a glaciação está terminando e, com o clima tornando-se mais quente e mais seco, o tipo de alimento exigido por esses grandes animais praticamente desapareceu. Mas a caça excessiva talvez tenha sido também um fator importante. As pontas estriadas das flechas mostraram-se armas eficientes.
E houve ainda numerosas ocasiões em que os caçadores provocaram o estouro de manadas inteiras, para fazer os animais caírem do alto de rochas ou cercá-los em estreitas passagens e, em seguida, abatê-los. Ainda existem muitos animais de caça, mas o desaparecimento das espécies de maior porte e o clima, cada vez mais quente, inevitavelmente produzirão profundas mudanças no modo de vida das pessoas.

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13.486 – Pré História – A Revolução Agrícola


caça nomade
Revolução agrícola muda estilo de vida (c. 6.000 a.C. – Grécia)
No Oriente Médio, agricultores que haviam sido pioneiros na vida sedentária e no cultivo de cereais estão agora criando ampla variedade de animais domésticos, ovelhas, cabras e gado. Eles têm viajado rumo aos Bálcãs, através da Anatólia, em busca de terras férteis e boas pastagens.

Caçadores Nômades
Seus ancestrais, nômades que viviam da caça e de alimentos vegetais, seguiam sazonalmente bandos de animais selvagens e colhiam os cereais que encontravam pelo caminho. Mais tarde, começaram a se fixar em regiões férteis. Com o tempo, aprenderam a cultivar seus próprios cereais: limpavam o terreno, plantavam sementes e realizavam ao colheitas. Havia terra de sobra e, por isso, eles cultivavam cada área até que o solo se esgotasse.

13.485 – Pinturas nas cavernas


pinturas rupestres
Nas cavernas, artistas retratam a vida (c. 20.000 a.C. – Europa): Foi provavelmente antes da atual glaciação que as pessoas começaram a fazer representações artificiais do mundo em que viviam. Mas as primeiras tradições artísticas surgiram somente ao longo dos últimos 20 mil anos. Agora, aspectos essenciais da vida são retratados com uma habilidade e um realismo antes desconhecidos.

Figuras e Símbolos
Parte do avanço artístico consiste no fato de que essses artistas estão começando a avaliar seu ambiente e a observar cuidadosamente seus detalhes físicos. Em outras palavras, o trabalho deles pode ser tanto simbólico quanto figurativo. Trabalhando à luz de lamparinas, nas profundezas dos sistemas de cavernas, eles pintam símbolos misteriosos e também imagens naturalistas de um cenário que inclui mamutes, renas, bisões e outros animais que encontram diariamente. De fato, talvez eles acreditem na pintura de animais como uma espécie de magia para aumentar a probabilidade de uma caça bem-sucedida, possivelmente porque o gélido clima está tornando a vida cada vez mais difícil para os habitantes da cavernas.

Luz e Cor
A decoração de cavernas começou a ser feita regularmente há uns 10 mil anos. Entre os pigmentos disponíveis para os artistas das cavernas estão o amarelo, o vermelho e o preto, fabricados de minérios como hematita em pó, fosfato de cálcio e dióxido de manganês, alguns deles recolhidos a distâncias de até 50 quilômetros das cavernas. Grandes animais de caça, como mamutes lanosos, cavalos, bisões, veados e bois selvagens constituem os temas habituais desses pintores, embora leões e até peixes também, às vezes, sejam retratados. Embora os artistas mostram-se capazes de pintar, entalhar e mesmo esculpir figuras humanas e de animais, imagens de pessoas são notavelmente raras. Quando existem, são quase sempre mulheres.

Estatuetas
São particularmente comuns certas estatuetas de osso ou de marfim, conhecidas pelo nome genérico de Vênus, porque se supõe que possam ser símbolos de fertilidade. Freqüentemente desprovidas de rostos, elas constituem representações estilizadas da forma feminina, com seios e nádegas extremamente exagerados.

13.484 – Mega Bloco Pré História – O homem de Neandertal predomina


neandertal
Homem de Neandertal predomina (c. 100.000 a.C. – Europa): Uma robusta subspécie de Homo sapiens assumiu como grupo dominante na Europa, na África Setentrional e no Sudoeste Asiático. O homem de Neandertal, como se conhece essa subespécie, é mais alto do que outras espécies (chega a cerca de 1,72 metro), tem cérebro grande, mandíbula poderosa e grandes dentes, rosto projetado para frente e destacada borda de testa acima do nariz largo e achatado. Nos climas mais quentes do Sudoeste Asiático, porém, ele é menos corpulento e tem feições menos rudes.

Ameaça das Feras
Sabe-se muito pouco sobre seus hábitos e aptidões, embora seja provável que se desloque em grupos, numa forma de proteção contra ataques de feras. Ele não usa suas armas de pedra e outros instrumentos apenas para cortar carne e fazer uma comida mais palatável, mas também para arrancar peles e transformá-las em peças de vestuário. Os homens de Neandertal que vivem na Europa Ocidental são geralmente do que seus irmãos da África Setentrional e da Ásia.
Alguns observadores acreditam que esses europeus adquiriram tais características físicas como uma adaptação às condições mais frias do continente, uma vez que pessoas de compleição robusta têm mais facilidade em se manter aquecidas. Com um clima aparentemente para mais uma grande mudança, provavelmente outra grande glaciação, os homens de Neandertal na Europa terão de decidir entre se juntar aos irmãos de climas mais quentes ou ficar na área, que, embora familiar, vai se tornar cada vez mais hostil.
O Homem de Neandertal conheceu um mundo hostil. A espécie surgiu há cerca de 200 mil anos e desapareceu há pouco mais de 30 mil. Viveu na Europa, parte da Ásia e Oriente Médio. O mundo do neandertal era mais frio e habitado por ursos imensos, mamutes e rinocerontes peludos.
Como as feras que foram suas contemporâneas, ele era talhado para o frio. Seu nariz era mais largo, o corpo baixo – não passava de 1,65 metro – e musculoso. Essas adaptações permitiram-lhe resistir melhor ao rigor do clima, mas não foram suficientes para fazê-lo superar o homem moderno, com o qual conviveu por milhares de anos.
Hoje, não são poucos os cientistas que supõem que foi a competição com o homem moderno o principal motivo da extinção do neandertal.
Basicamente, neandertais e homens modernos compartilham muitas características físicas, embora os primeiros tivessem a testa mais retraída e as sobrancelhas proeminentes.
Os neandertais foram capazes de fazer jóias e instrumentos, enterrar seus mortos, caçar organizadamente e acredita-se que tenham desenvolvido alguma forma de linguagem, ainda que mais primitiva.

O que é neandertal?
Era uma espécie do gênero Homo neanderthalensis, que habitou a Europa e alguns lugares do oeste da Ásia acerca de 230.000 a aproximadamente 29.000 anos atrás. Os Neandertais eram adaptados ao frio, seus cérebros eram aproximadamente 10% maiores em volume que os dos humanos modernos. Na média, os Neandertais tinham cerca de 1,65 m de altura e eram muito musculosos. Seu estilo característico de fabricação de ferramentas de pedra é chamado de cultura musteriense.

São características físicas dos Neandertais:

Crânio
– Fossa suprainíaca, um canal sobre a protuberância occipital externa do crânio
– Protuberância ocipital
– Meio da face projetado para frente
– Crânio alongado para trás
– Toro supraorbital proeminente, formando um arco sobre as orbitas oculares
– Capacidade encefálica entre 1200 e 1700 cm³ (levemente maior que a dos humanos modernos)
– Ausência de queixo
– Testa baixa, quase ausente
– Espaço atrás dos molares
– Abertura nasal ampla
– Protuberâncias ósseas nos lados da abertura nasal
– Forma diferente dos ossos do labirinto no ouvido

Pós-Crânio
– Consideravelmente mais musculosos
– Dedos grandes e robustos
– Caixa torácica bastante arredondada
– Forma diferente da pélvis
– Rótulas grandes
– Clávícula alongada
– Omoplatas curtos e arqueados
– Ossos da coxa robustos e arqueados
– Tíbias e fíbulas muito curtas

evolucao, humana, homo, sapiens, habilis, erectus, neanderthalensis

13.482 – A Arte na Pré-história


Pinturas_-_Serra_da_Capivara_0
Os povos antigos, antes de conhecerem a escrita, já produziam obras de arte. Os homens das cavernas faziam bonitas figuras em suas paredes, representando os animais e pessoas da época, com cenas de caças e ritos religiosos. Faziam também esculturas em madeira, ossos e pedras; os cientistas estudam esses objetos e pinturas, e conseguem saber como viviam aqueles povos antigos .
Além da arte dos povos pré-históricos, também é considerada arte primitiva aquela produzida pelos índios e outros povos que viviam na América antes da vinda de Colombo. Os maias, os astecas e os incas representavam a arte pré-colombiana. São pinturas, esculturas e templos maravilhosos, feitos de pedras ou materiais preciosos, que nos contam a história desses povos.
Na atualidade e também há arte primitiva: os negros africanos, que produzem máscaras para rituais, esculturas e pinturas; os nativos da Oceania (Polinésia, Melanésia, etc.) também tem arte primitiva com estilo próprio; assim também os índios americanos produzem objetos de arte primitiva muito apreciados entre os povos atuais.

13.479 – O Período Neolítico


neolitico
A agricultura e a criação de animais constituem, ao lado de outros progressos técnicos, a principal inovação do período, o da chamada revolução neolítica. A concluída sedentarização do homem, surgem povoados que combinam as atividades agrícolas e pastoris e a população cresce, surge a divisão especializada do trabalho e do poder organizado, com chefes de autoridades. Um intercâmbio ativo, que utilizam o transporte fluvial e terrestre. O núcleo de Jericó, fundado em cerca de 8000 AC , na Palestina, é um estágio preliminar das civilizações urbanas.

13.478 – História da Humanidade – O que é Pré-história?


pre historia
Pré-história é um período que compreende aproximadamente cinco milhões de anos, tendo se encerrado por volta de 6 mil a.C. Esse período é alvo de estudos multidisciplinares, isto é, envolve especialistas como arqueólogos, biólogos, paleontólogos, químicos, historiadores etc. Mas em termos propriamente restritos à linguagem historiográfica (utilizada por historiadores profissionais), a Pré-história pode ser qualificada como o período anterior ao aparecimento das cidades (organização urbana) e da escrita. Esse longo período é geralmente dividido em duas fases: o Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada, e Neolítico, ou Idade da Pedra Polida.

Homem pré-histórico
Geralmente, em uma tentativa de definição precária, tendemos a chamar nossos antepassados do período em questão de “homens pré-históricos”. Mas há uma denominação mais apropriada para isso: hominídeos. Os hominídeos pertencem a uma família taxonômica classificada pela Biologia e intitulada hominidae. Nós, humanos, estamos dentro dessa “família”, assim como os chimpanzés. Todavia, não somos da espécie dos chimpanzés e, muito menos, os hominídeos que nos precederam.
Os hominídeos conseguiram, ao longos de milhões de anos, desenvolver ferramentas e utensílios domésticos complexos. Conseguiram dominar o fogo, que passou a ser utilizado tanto para o aquecimento quanto para cozinhar alimentos, e conseguiram ainda o mais extraordinário: desenvolver sistemas simbólicos, como urnas e câmaras funerárias, esculturas e pinturas rupestres.
Esses hominídeos podem ser divididos em ordem cronológica. Os mais antigos pertencem ao grupo Ardipithecus ramidus, cujo aparecimento comprovado pela arqueologia varia de 5 e 4 milhões de anos. Há também outro exemplo, o Australopithecus afarensis, cujo aparecimento na Terra varia entre 3,9 e 3 milhões de anos. Por outro lado, houve, mais tarde, o surgimento do gênero Homo. Houve, por exemplo, o Homo habilis, que viveu entre 2,4 e 1,5 milhão de anos. O Homem erectus, entre 1,8 milhão e 300 mil de anos. Depois, o Homo neanderthalensis, entre 230 e 30 mil anos. Nós, humanos, pertencemos ao grupo Homo sapiens, que apareceu, provavelmente, há cerca de 120 mil anos.

Paleolítico e Neolítico
O período Paleolítico é o mais longo, indo de 3 milhões a.C. até 10.000 a.C. Ele é caraterizado pelo nomadismo e pelo uso ainda precário de utensílios. Foi nesse período que apareceram os hominídeos expostos acima. No Neolítico, segunda e mais importante fase da pré-história, ocorreu a revolução da “pedra polida”, o que possibilitou o sedentarismo e as primeiras formas de agricultura sistemática. Foi dentro da “revolução neolítica” que nasceu o Homo sapiens e, por consequência, as primeiras civilizações, caracterizadas pela fundição de metais, como o cobre e o ferro.

13.477 – História do Período Paleolítico


paleolitico
Os homens viviam em pequenos bandos; caçavam e pescavam e também colhiam frutos. Fabricavam instrumentos de osso ou de pedra lascada e abrigavam-se em cavernas ou choças. Os caçadores, nômades, preferem a beira de rio , onde os animais vêm beber e concentram-se em áreas florestais durante a seca. A divisão rudimentar de tarefas entre os membros da tribo.
Surgem rituais mágicos relacionados com a caça, esculturapura (entalhes de animais e de figuras femininas) e pinturas rupestres (as mais famosas estão nas cavernas de Altamira na Espanha, e Lascaux , na França). No paleolítico superior (50.000 anos antes de Cristo ), os homens abrigavam-se nas cavernas do vento provocado pelo avanço das calotas de gelo em direção ao continente.

13.475 – ☻Mega Bloco – A Pré História


Introdução ao ☻Mega Bloco:

Qual é a primeira ideia que surge na nossa cabeça quando nos deparamos com o prefixo “pré”? Geralmente, acreditamos que este recurso da língua tem como função apontar para algum período ou momento que antecede a existência ou realização de algo. Partindo desse pressuposto, quando observamos o termo “pré-história”, somos levados a crer na existência de um tempo que foi justamente anterior à História.
Mas realmente houve uma época em que a “História” simplesmente não existiu? Se partirmos da ideia de que estudamos a história dos homens, deveríamos compreender então que a “Pré-História” faz menção a todos os acontecimentos, experiências e fatos que são anteriores à própria existência humana. Contudo, ao abrimos o livro didático, observamos a estranha presença dos “homens pré-históricos” nesse período que se inicia há cerca de 2 milhões de anos e vai até 5000 a.C..
Para compreendermos esta divergência, devemos levar em conta que as formas de se organizar o passado são múltiplas. No nosso caso, muitos dos livros de história adotam as convenções de uma periodização estabelecida no século XIX. Para os historiadores daquela época, só era possível reconhecer ou estudar o passado através do manuseio de fontes escritas. Por isso, a “Pré-história”, na visão destes estudiosos, abarca toda a experiência do homem anterior ao desenvolvimento da escrita.
Atualmente, com a transformação dos sentidos da ciência histórica, sabemos que os homens pré-históricos não podem ser arbitrariamente excluídos da “História”. Por meio dos vestígios materiais, pinturas e outras manifestações, vários historiadores se lançam ao instigante desafio de relatar sobre o passado dos homens que viveram há milhares de anos. Ao contrário do que muitos pensam, estes não eram simples versões mais próximas dos primatas ancestrais.
Nesse diversificado período, podemos observar a luta travada pelos primeiros homens em seu processo de adaptação às hostilidades impostas pela natureza. Ao longo desse processo de dominação, também é possível ver que estes sujeitos da história não estavam somente preocupados em garantir a sua sobrevivência. Por meio da pintura rupestre, podemos dialogar com os comportamentos, valores e crenças que surgem nesse remoto tempo.
Sem dúvida, as restrições e a limitação das fontes disponíveis dificultam bastante a compreensão do tempo pré-histórico. Entretanto, mesmo com o pouco que nos chega, podemos ver que o conceito elaborado no século XIX está bastante afastado de todo o conhecimento que essa época pode oferecer. Com isso, apesar dos problemas com seu nome, podemos afirmar que a pré-história esteve mais presente na História do que nunca.