9790 – Altair, o navio encalhado


navio altair

Pego por uma forte tempestade, que o fez naufragar ao sul do litoral gaúcho, no inverno de 1976, o Navio Altair permanece encalhado a cerca de 12 quilômetros à direita da avenida Rio Grande, a principal do balneário, constituindo hoje em mais uma das atrações turísticas da Praia do Cassino.
Se pouco restou da imponência do Altair, abandonado pela proprietária de linhas de navegação Libra e saqueado num primeiro momento, o navio é hoje o habitat para muitas espécies. A ferrugem, nas últimas três décadas, já corroeu boa parte da estrutura do Altair, mas o limo – que se torna visível quando a maré está baixa, dando nova dimensão ao navio – é uma rica alimentação para a mais variada gama de animais marinhos.
O local é considerado excelente para a pesca e a prática de esportes náuticos, especialmente o surfe, abrigando também rica fauna marinha. A área em questão é rodeada por dunas de areia e sangradouros, onde podemos encontrar diversas aves migratórias e residentes: gaivota do manto negro, gaivota capuz de café, maçaricos, gaviões, pernaltas, etc.

altair2

O cargueiro Altair vinha do Prata, no dia 06 de junho de 1976, com sua carga de 6.000 tons de milho , naufragou após ter enfrentado uma grande tempestade na costa sul do nosso estado (praia do Cassino, Rio Grande-RS), onde ondas com até seis metros passavam sobre seu convés, infiltrando-se nos porões e ameaçando partir suas anteparas, e ainda por cima já sem máquina auxiliar e a principal falhando, o Comandante decidiu leva-lo em direção à praia visando evitar uma tragédia maior.
Pescadores auxiliaram no resgate de todos seus tripulantes.Alguns aparelhos e outros objetos do navio foram igualmente resgatados. Atualmente, bem destruído pelo tempo e erosão, o Altair se vai findando aos poucos sem antes marcar a história do Cassino tornando-se um ponto turístico e suas fotos sempre são vistas em banners pelas ruas de Rio Grande.

nav6

9789 – Mega Tour – Praia do Cassino, a maior do mundo


A Praia laranjal está localizada na cidade de pelotas, no estado do Rio Grande do Sul. Com mais de cem anos, é considerado o balneário marítimo (na costa oceânica) mais antigo do Brasil (1890). Dista 18 quilômetros do centro da cidade do pelotas (RS).
Criada para ser um centro de turismo pela Companhia de Bondes Suburbanos da Mangueira, subsidiária da Companhia Carris Urbanos, tomando vantagem da linha férrea entre Bagé e Rio Grande, que foi depois expandida até a então Costa da Mangueira.
O diretor da companhia, Antônio Cândido Sequeira, buscou investidores entre os membros da sociedade do Rio Grande e, com apoio do governo estadual, conseguiu desapropriar as terras do local, visando criar um balneário nos moldes dos que existiam na Europa e no Uruguai. Ao ser inaugurada em 26 de janeiro de 1890, abrangia três quilômetros ao longo da costa por dois quilômetros de largura, cortados ao meio por uma linha férrea que levava ao Centro do Rio Grande. Mais tarde, recebeu a denominação de Villa Sequeira, em homenagem ao seu idealizador.
O bairro-balneário tornou-se o centro de lazer de grandes empresários – em geral descendentes de alemães, portugueses, ingleses ou italianos que vinham com muito dinheiro para o Hotel Atlântico.
Cerca de 2 kilômetros passando o navio encalhado, existem ruínas daquele que, segundo os moradores mais antigos, viria a ser um imenso cassino que, devido à perseguição a italianos e alemães durante a Segunda Guerra Mundial e a proibição do jogo de roleta em 1946, causaram danos à economia local e o abandono da construção. Existem ruínas de outra construção similar indo na direção dos molhes da barra, onde é possível localizar ao visualizar uma caixa d’água abandonada a m eio caminho dos molhes. Atualmente, ambas as ruínas estão semi-cobertas pela areia, quase desaparecidas.
Há muitos anos, o bairro-balneário conseguiu reverter a má situação com uma série de atrações e curiosidades turísticas.
Em 12 de novembro de 1966, foi cenário de lançamentos de foguetes da NASA, durante um eclipse total do Sol, reunindo cientistas e populares. Dezenas de técnicos e cientistas norte-americanos, japoneses e europeus desembarcaram em Rio Grande, transformando-a na primeira cidade brasileira usada para lançamento de foguetes da agência espacial norte-americana.
Consta no Guiness Book (Livro dos Recordes) como a maior praia em extensão do mundo – tendo assim mais de 254 km de comprimento, se estendendo desde a cidade do Rio Grande até o Chuí.
Muitas pessoas referem-se ao Cassino erroneamente como sendo apenas balneário, porém, o Cassino também é bairro pertencente ao Município do Rio Grande, não tendo portanto, prefeitura e sim uma autarquia2 , que foi extinta e reestruturada em 25 de novembro de 2003 recebendo o nome SEC (Secretaria Especial do Cassino), que é uma uma extensão da Prefeitura do Município do Rio Grande. Por ser dependente financeiramente do Centro do Rio Grande e por não possuir uma prefeitura própria, a nomenclatura correta a ser usada é bairro-balneário e não apenas balneário.

As ruínas localizadas entre os molhes da Barra e a entrada do bairro-balneário, conhecidas como Terminal Turístico, faziam parte de um antigo terminal de ônibus de turismo, com estrutura para vestiários e restaurantes. O local hoje é ponto de referência entre os veranistas que, mesmo fora das grandes cidades, buscam agito na beira da praia.
No ponto extremo da praia, foi construído com toneladas de pedras que invadem o mar aberto. Sua formação, junto com o Molhe Leste, do outro lado do canal de navegação, protege a entrada e saída de navios para o Rio Grande. No Molhe Oeste é possível pegar uma vagoneta, movida à vela, que desliza lentamente pelos trilhos oceano adentro até chegar na torre do farol. A viagem leva cerca de 20 minutos e percorre uma extensão de 4 quilômetros (com sua reforma de 2009 agora terá 4,3 quilômetros), no trajeto pode-se ainda ter a sorte de ver golfinhos e mergulhões.
Dezesseis quilômetros do centro do Cassino em direção ao Chuí, encontra-se encalhado, na beira da praia, o navio Altair desde junho de 1976, após enfrentar uma forte tempestade.