10.132 – A China exporta nuvens de poluição para o resto da Ásia


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A China exporta suas nuvens de poluição para o resto da Ásia. É o que mostram as duas imagens acima. A de cima foi obtida em 20 de fevereiro. Mostra uma nuvem de poluição na região de Pequim (Beijing). Na imagem de baixo, de 25 de fevereiro, a névoa suja já se desloca para fora da China, chegando às Coréias e ao Japão. As imagens são da Nasa, agência espacial americana.
As nuvens são formadas por partículas tóxicas das indústrias na região de Pequim. A inversão térmica (fenômeno que atinge outras cidades como São Paulo) evita que o ar sujo suba para as altas camadas da atmosfera e se disperse mais facilmente. Mas não impede que se desloque para os países vizinhos. Um estudo recente afirma que resíduos da poluição chinesa chegam até a costa americana.
Os níveis de material particulado em Pequim chegaram a 444 microgramas por metro cúbico em 25 de fevereiro, segundo a agência Associated Press. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de no máximo 25 microgramas. Viver em Pequim nesses dias de poluição é pior do que morar num fumódromo. Ativistas dizem que o país está criando “cidades do câncer” com sua falta de controle de poluição.
Essas partículas podem entrar nos pulmões. Podem gerar crises de asma ou irritação respiratória. A longo prazo, estão associadas a ataques cardíacos e câncer.

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