13.258 – Os estranhos animais híbridos criados pela mudança climática


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O aquecimento global pode levar espécies inteiras à extinção!
Pesquisadores do departamento de ecologia da Universidade de Tuscia, na Itália, acreditam que a mudança climática fará com que sejam cada vez mais frequentes os casos de hibridização entre diferentes espécies animais.
Na Europa, por exemplo, estão sendo registrados vários cruzamentos entre sapos-europeus (bufo bufo), uma espécie presente em quase todo o continente, e sapos-baleares (bufotes balearicus), naturais do sul da Itália. Os dois animais, inclusive, sincronizaram seus ciclos reprodutivos – apesar de os girinos resultantes da união apresentarem problemas genéticos e não serem capazes de completar o ciclo da metamorfose.
Embora a reprodução entre espécies com semelhanças genômicas tenha sido fundamental na história da evolução natural, o aquecimento global está acelerando o processo e provocando, muitas vezes, a extinção de espécies inteiras.
Os cientistas acreditam que é essencial entender a diferença entre o processo natural de cruzamento entre as espécies e a hibridização causada pela atividade humana, sendo essa última uma séria ameaça para os ecossistemas.

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13.255 – Santos ganha 1º ônibus sustentável movido a energia elétrica e diesel


Santos ingressou para o seleto grupo de cidades do País a contar com ônibus híbrido, que funciona com um motor elétrico e outro a diesel. Um veículo do tipo entrou em operação na tarde desta terça-feira (16) na linha 20, que liga o Centro ao Gonzaga. Além da economia de combustível, o modelo reduz a emissão de poluentes e a geração de ruído.
O novo veículo chama a atenção pelo design moderno e é mais alongado que o ônibus convencional, com 12,40 metros de comprimento – o outro tem 11 metros -, oferecendo 36 assentos. Dispõe de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Ao acompanhar a entrega do veículo na Praça Mauá, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa destacou que um dos tópicos do plano de melhorias do transporte coletivo é a modernização do sistema e a chegada do ônibus híbrido é mais um avanço.
“Estamos sempre buscando novas tecnologias”, disse o prefeito. Ele lembrou que hoje quase metade da frota está climatizada e 100% opera com wi-fi, além de o usuário contar com o aplicativo ‘Quanto Tempo Falta’, que informa o horário de chegada do ônibus no ponto.
A Viação Piracicaba informou que houve treinamento especial para os motoristas que vão trabalhar com o novo veículo adquirido pela empresa. A operação do híbrido deve atender as normas do fabricante, inclusive para que ocorra a recarga da bateria do motor elétrico.

Bateria elétrica
Os dois motores do ônibus híbrido funcionam de forma paralela ou independente. Quando o veículo está parado ou em velocidade de até 20km/h, é movido pela energia elétrica. Nas velocidades mais altas, entra em operação o sistema a diesel.
A bateria do motor elétrico é recarregada durante as frenagens. O veículo não emite ruído no arranque e fica silencioso quando parado em semáforos e nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, momentos em que o motor a diesel permanece totalmente desligado.
Segundo a Volvo, fabricante do veículo, o híbrido gera economia de até 35% de combustível em relação ao veículo convencional e, por consequência, emite também 35% menos gás carbônico.

Saiba mais
No Brasil, há 41 unidades em circulação no momento. São 30 em Curitiba, cinco no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, onde atende turistas, um em linha turística em São Paulo (onde há outros três em teste), além de um também em teste em Caxias do Sul e mais o de Santos. No mundo, são 3,3 mil veículos do tipo circulando em 21 países.

Cidades Sustentáveis

13.113 – Sustentabilidade – Em um ano, China mais que dobrou a capacidade em energia solar


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Quem iria imaginar que o maior emissor de carbono do mundo iria se tornar líder em produção de energia renovável? A China, que também tem o pior índice de poluição do ar, segundo dados de 2016 da Organização Mundial da Saúde, agora está no topo da lista dos países que mais produzem energia solar.
De acordo com o relatório da Administração Nacional de Energia (NEA) divulgado no último final de semana, a capacidade fotovoltaica chinesa mais do que dobrou: subiu para 77,42 gigawatts no final de 2016, com um acréscimo de 34,54 gigawatts ao longo do ano. Considerando que 1 gigawatt seria o suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes, é uma façanha e tanto.
Entre as províncias que tiveram o maior aumento na capacidade estão Shandong, Xinjiang e Henan. Já as regiões de Gansu, Qinghai e o interior da Mongólia alcançaram potência máxima no fim do ano.
Com os EUA perto de recuar em acordos climáticos, a China parece estar pronta para assumir a liderança mundial em energia limpa. Até 2020, segundo o plano de desenvolvimento traçado por sua Agência Nacional de Energia, a China pretende instalar mais de 110 gigawatts em sua capacidade de energia solar, investindo mais de US$ 360 bilhões no projeto.

Momento crítico
O investimento em energias renováveis acontece em um momento em que a China enfrenta problemas sérios de poluição atmosférica. Em dezembro de 2016, dez cidades decretaram alerta vermelho, apresentando níveis de partículas tóxicas até 30 vezes maiores do que o limite permitido, segundo a Organização Mundial de Saúde.
A névoa poluente, chamada de “smog”, reduziu a visibilidade a quase zero e cancelou centenas de voos em Pequim. Cerca de cem milhões de chineses foram orientados a ficar em casa. De acordo com a OMS, tais partículas poluentes podem causar ataques cardíacos prematuros, câncer de pulmão, acidente vascular cerebral e problemas respiratórios.

12.470 – Poluição – 80% da água subterrânea da China está contaminada


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“Arpocalipse” na China

Resultado da super ocupação humana, água e ar contaminados na China.
Em meio à poluição atmosférica que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental silenciosa e, muitas vezes, invisível: a contaminação das águas subterrâneas.
Produtos químicos, tais como o manganês, flúor e triazóis (usados em herbicidas) foram detectados na maioria dos 2.103 poços subterrâneos testados em um novo estudo divulgado pelo governo daquele país, relata o The New York Times.
Os resultados são alarmantes: a qualidade da água foi classificada como de Grau 4 em 32,9% dos pontos avaliados, o que significa que é somente segura para ser utilizada em processos industriais; em outros 47,3% deles, a classificação foi de Grau 5, o que significa que ela é ainda menos segura para uso.
As origens dessa poluição são velhas conhecidas, com raízes em práticas que afetam tanto o campo como as cidades. Desde 1990, a China tornou-se o maior consumidor de fertilizantes nitrogenados do mundo, que, apesar de ajudarem no crescimento rápido do cultivo, aumentando a oferta de alimentos, também deterioram o solo e poluem lençóis freáticos.
As indústrias com seus resíduos da produção,especialmente as têxteis (que geram metais pesados, tóxicos e substâncias cancerígenas) são outra fonte significativa de poluição no país.
Atento ao problema, em 2011, o Ministério da Proteção Ambiental lançou um programa que deveria mitigar a poluição da água subterrânea até 2020. O plano era fortalecer a gestão da água, melhorar os regulamentos e implementá-los por meio da aplicação da lei e da educação pública. Ao que parece, o intento não foi bem sucedido.
“As pessoas nas cidades veem a poluição do ar todos os dias, o que cria uma enorme pressão pública. Mas nas cidades, as pessoas não veem quão ruim a poluição da água é. Do meu ponto de vista, isso mostra como a água é o maior problema ambiental na China”, afirmou Dabo Guan, professor da Universidade de East Anglia, ao The New York Tiimes.
Segundo o diretor do Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais de Pequim, Ma Jun, a água testada foi encontrada principalmente em poços subterrâneos rasos, que não são utilizados no abastecimento de água potável nas cidades (em vez disso, elas normalmente recebem água de reservatórios profundos).
No entanto, ele observou que, em muitos lugares, os moradores ainda estavam bombeando água dos poços que foram testados, expondo-se a graves problemas saúde. Além disso, como a água segue um ciclo, a piora de sua qualidade eventualmente acabará por comprometer a oferta nas cidades.

12.091 – Sufoco na China – Chineses estão comprando ar engarrafado produzido no Canadá


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No início de dezembro de 2015, Pequim, capital da China, emitiu um alerta vermelho por causa dos altos níveis de poluição do ar. Esse sinal é o nível mais grave de uma escala que vai até quatro, e nunca havia sido utilizado na história da cidade. Em menos de duas semanas após o primeiro, outro alerta foi emitido. Ar engarrafado pode não parecer uma boa ideia, mas, segundo a start-up canadense Vitality Air, a alternativa está fazendo sucesso entre os chineses.
A garrafa com ares mais puros está disponível em duas opções: oxigênio puro, com 97% de oxigênio e 3% de outros gases, ou “ar fresco e limpo”, com 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e uma pequena quantidade de outros gases. Se você escolher a segunda opção, ainda pode ter o seu ar enlatado no Parque Nacional Banff, em Alberta, Canadá, ou pagar um pouco a mais para que ele seja recolhido perto do lago. Com R$ 90 reais, é possível comprar 10 litros do oxigênio puro, que garante aproximadamente 200 inaladas, ou 7,7 litros do “ar fresco e limpo”, suficientes para 150 inaladas.
A companhia diz que o produto pode melhorar a ressaca, ajudar com problemas de alerta e até facilitar a performance em atividades físicas. E, claro, ele também é vendido como “a solução para a poluição”. Levando em consideração que uma pessoa respira, em média, 25.000 vezes por dia, e que o ar que mais se aproxima da nossa composição atmosférica atual é o “fresco e limpo”, se alguém quisesse viver desse ar puro, teria que gastar cerca de R$ 15 mil reais. Por dia.
“A nossa primeira remessa de 500 garrafas de ar puro acabou em quatro dias”, diz o cofundador da marca, Moses Lam. O único problema agora é suprir a demanda, já que cada garrafa é produzida artesanalmente.

10.686 – Poluição Ambiental – Cidade chinesa entra em alerta laranja, contra ar irrespirável


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Pela primeira vez neste ano a qualidade do ar atingiu “níveis perigosos” por 50 horas seguidas. É o período mais longo em que este fenômeno acontece. A visibilidade é de 500 metros.
Imagens de satélite mostram que uma espessa nuvem de poluição veio de áreas do sul da capital chinesa, incluindo a parte sul da província de Hebei, onde se concentram siderúrgicas e outras indústrias pesadas. E as condições do tempo estão exacerbando o problema.
A Organização Mundial de Saúde estabeleceu um limite de PM2.5 (a chamada matéria fina particulada, que penetra mais fundo nos pulmões) de 25 microgramas por metro cúbico em um período de 24 horas. Depois de 50 horas seguidas, verificadas ontem, a conta passou de 250 microgramas.
Com o alerta de poluição passando do amarelo para o laranja, as fábricas mais sujas foram obrigadas a cortar 30% de suas emissões. A nuvem cobriu outras cidades próximas – principalmente nas províncias de Hebei e Xangai, incluindo Xingtai , Shijiazhuang , Dingzhou e Yangquan, e dezoito estradas da região tiveram de ser fechadas, de acordo com a Administração Metereológica da China.
Beijing se encontra sob enorme pressão para enfrentar o problema. Além do aumento dos protestos públicos, a cidade irá hospedar em duas semanas a conferência de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.
Grupos ambientais criticaram as autoridades chinesas por não usarem um alerta vermelho, o mais alto, para proteger as crianças vulneráveis à poluição. Ela deverá continuar até amanhã, quando será dispersada por uma frente fria, informa o South China Morning Post.

10.375 – Tecnologia para Despoluir


A água está cada vez mais poluída e mais escassa. Existem muitos lugares no mundo onde há água, mas ainda não é filtrada. Mais de um bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água limpa. Isso leva à morte de uma criança com menos de 5 anos a cada minuto no mundo.

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O holandês Boyan Slat, de 19 anos, criou a Ocean Cleanup, uma tecnologia capaz de limpar o lixo do Oceano Pacífico em uma década. O sistema funciona como uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar.
Nos testes com um protótipo, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade. O sistema também recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico. A estimativa é de que o sistema remova 65 metros cúbicos de lixo por dia
Uma piscina de tamanho olímpico flutuará sobre o East River da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O objetivo é limpar as águas do rio e ao mesmo tempo oferecer um lugar inusitado para a população se refrescar durante o verão.
Segundo o site do projeto, “o sistema de filtração em camadas gradualmente elimina as bactérias e contaminantes, garantindo água limpa segundo as normas municipais e estaduais de qualidade. Sem produtos químicos, sem aditivos, água natural apenas”.
Orçado em 15 milhões de dólares, o sistema de filtragem da piscina limpará as águas enquanto flutua sobre elas. O formato de sinal positivo possibilita que haja diferentes alas na piscina, separadas umas das outras e para diferentes tipos de atividades
Cascas de banana trituradas podem funcionar como um remédio eficaz em águas poluídas por pesticidas. Esse poder de despoluir a água por um custo zero foi descoberto por uma equipe de cientistas liderados pela pesquisadora Claudineia Silva, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba.
Os pesquisadores secaram cascas de banana maduras em um forno a 60ºC por um dia, equivalente ao material exposto ao Sol durante uma semana. Depois, as cascas foram trituradas e peneiradas, o que gerou um pó de consistência parecida com a de uma ração. Esse material foi, então, misturado com a água dos rios Piracicaba e Capivari, agitado por 40 minutos e filtrado.
A casca da banana tem grande capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos. O método pode ser usado no tratamento de água de abastecimento público, vindas de regiões com intensa prática agrícola.

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Peixe Robô
Cientistas da Michigan State University (MSU) criaram um peixe robótico, o Grace. O objetivo da tecnologia é analisar a água e detectar substâncias tóxicas em rios e lagos.
Sensores no aparelho permitem a coleta de dados sobre temperatura e qualidade da água. Grace pode fazer viagens de longa distância sem que a bateria descarregue graças a uma bomba que empurra a água para dentro e para fora do robô

Lente Solar
Deshawn Henry, estudante de Engenharia Civil da Universidade de Buffalo, criou uma lente solar capaz de filtrar a água. O sistema de baixo custo tem potencial para ajudar as comunidades mais carentes. Para criar a lente, Henry usou materiais baratos de uma loja de hardware. O resultado foi um equipamento capaz de filtrar 99,9% das impurezas de um litro de água em cerca de uma hora.
A ideia de Henry tem potencial para ajudar a população de países menos desenvolvidos. A lente aumenta a luz solar e aquece um litro de água a uma temperatura suficiente para filtrá-la. À medida que o Sol muda de posição no céu, o recipiente de água precisa ser ajustado a fim de ficar no ponto focal da lente. O processo de aquecimento elimina os agentes patogênicos presentes na água, deixando-a limpa e potável.

10.597 – Planeta Terra – Gelo Cinza na Groelândia


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Na teoria, as geleiras são brancas. Mas não é isso que está acontecendo com os grandes blocos congelados da Groenlândia. Conhecido como “Neve Negra”, o fenômeno se encontra em seu pior momento e a sua consequência pode ser devastadora.
Assim como uma camiseta preta assimila mais calor, o mesmo acontece com a geleira. O problema, no entanto, é que isso significa um processo de derretimento maior. Em busca de uma resposta para tal fato, Jason Box, professor da Geological Survey of Denmark and Greenland foi até lá estudar a região.
Sua justificativa do fenômeno é um combinado de fatores: tempestades de verão, ventos de areia, atividade de micróbios e fuligem de incêndios florestais. Outra resposta é que isso é mais uma consequência desconhecida do aquecimento global. O pesquisador usou de exemplo os buracos da Sibéria e as bolhas de metano para reforçar sua segunda probabilidade.
2014 também foi o ano de maior número de incêndios florestais dos últimos no Ártico. O geólogo calculou que isso vem acontecendo duas vezes mais do que na última década. Somente no Canadá, mais de 3.3 milhões de hectares pegaram fogo este ano. Para Box, isso “está indo para as geleiras da Groenlândia”.
Segundo o cientista da Nasa Douglas Morton, isso é um grande problema: “Ter tantos casos de incêndios assim é um grande evento na vida do nosso planeta”. O desafio de Jason Box, no entanto, é descobrir o que é poeira das queimadas e o que é oriundo de fábricas.

10.248 – Poluição – Lixo quase invisível nas praias


Praia limpa é coisa rara
Praia limpa é coisa rara

A quantidade de grânulos plásticos, os chamados pellets, com diâmetro de 3 a 5 milímetros, misturados com a areia das praias, parece ser maior que a imaginada. Apenas 10% dos pellets encontram-se à superfície da areia, e a maior parte se esconde a uma profundidade de até dois metros, de acordo com um levantamento realizado em Santos e São Vicente, cidades do litoral sul do estado de São Paulo. “Queríamos ver até que profundidade os pellets chegavam”, diz o biólogo Alexander Turra, professor do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo (IO-USP) e coordenador do estudo (Scientific Reports, 27 de março). “Cavamos, cavamos e continuávamos achando os grânulos plásticos.” Com sua equipe, Turra estimou em 15 toneladas a quantidade de pellets acumulada na areia da área amostrada, com cerca de sete quilômetros de extensão. Esse material deve provir de empresas produtoras e usuárias desse tipo de plástico ou da perda dos pellets durante o transporte e armazenamento em contêineres. Em conjunto com o Instituto Plastivida, Turra está elaborando um manual de procedimentos para as empresas poderem reduzir a perda de pellets. “Não é possível retirar os pellets da praia, mas podemos impedir a entrada de mais”, propõe o pesquisador do IO.

10.150 – Banana: Alimenta e despolui


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Pesquisa realizada neste ano, pela Fundação SOS Mata Atlântica, apontou que, atualmente, todos os cursos d’água do Brasil estão poluídos, entre outros resíduos, por conta dos metais pesados jogados na água pelas indústrias do país (saiba mais em: Todos os cursos d’água do país estão poluídos). A situação não é boa e, ironicamente, podemos estar jogando fora, todos os dias, toneladas de um dos resíduos mais promissores no processo de despoluição da água contaminada por efluentes radioativos: a casca da banana.
A descoberta foi feita pela química brasileira Milena Boniolo, especialista em tratamento de águas residuárias, que garante que, além de ser uma alternativa ao desperdício de alimentos no país, o uso da casca da banana para livrar a água de metais pesados é uma das opções mais viáveis e baratas para as indústrias nacionais.
Trechos da entrevista:
“Esta foi uma descoberta que fiz na época em que trabalhava no Ipen – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, da USP. Eu sempre me dediquei ao estudo de soluções que visassem à descontaminação da água, porque me interessava em buscar caminhos para tentar reverter este mal que o próprio homem, e ninguém além dele, está causando ao planeta e que pode ter consequências bem desastrosas. No entanto, todas as soluções que encontrava para o problema da poluição da água por efluentes radioativos – como as nanopartículas, por exemplo – eram caras e, por isso, não via chances de popularizá-las no país. Até que, em um dos meus experimentos, fiz uma farofa de casca de banana e percebi que, ao jogá-la na água, ela atraia para si os metais pesados presentes no recurso. A descoberta me fascinou, tanto que virou tema do meu mestrado, e ao investigar melhor o fenômeno, descobri que a reação química acontecia porque a casca da banana possui moléculas de carga negativa que atraem para si substâncias carregadas positivamente, como os metais pesados.”

8699 – Poluição – Contaminação ambiental por chumbo


A exposição ambiental ao metal pesado chumbo aumentou consideravelmente após o processo de industrialização e o aumento da mineração. Hoje trata-se de uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo (PAOLIELLO, 2001).
O consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento, sobretudo entre 1979 e 1990. Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua significativa, e cresce cada vez mais. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue poderia chegar até 500 vezes menos nos seres humanos da era pré-industrial.
A preocupação com o meio-ambiente e, em especial, com a água, tem crescido na última década. Cada vez mais os órgãos reguladores procuram tornar os limites de tolerância mais rigorosos. O chumbo é um dos principais contaminantes dos mananciais, fruto do processo de industrialização das grandes metrópoles.
O chumbo pode ser encontrado na água potável através da corrosão de encanamentos de chumbo. Isto é comum quando a água é ligeiramente ácida. Este é um dos motivos para os sistemas de tratamento de águas públicas ajustarem o pH das águas para uso doméstico. O chumbo não apresenta nenhuma função essencial conhecida no corpo humano. É extremamente danoso quando absorvido pelo organismo através da comida, ar ou água.

No Brasil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CNMA) estabelece concentrações máximas de 0,03 mg/L para águas classificadas doce e de 0,01 mg/L para salina e salobra. As atividades de mineração e fundição de chumbo primário (do minério) e secundário (recuperação de sucatas ou baterias) constituem as principais fontes emissoras. O metal é depositado nos lagos, rios e oceanos, proveniente da atmosfera ou do escoamento superficial do solo.
O chumbo pode causar vários efeitos indesejáveis, tais como: perturbação da biossíntese da hemoglobina e anemia; aumento da pressão sanguínea; danos aos rins; abortos; alterações no sistema nervoso; danos ao cérebro; diminuição da fertilidade do homem através de danos ao esperma; diminuição da aprendizagem em crianças; modificações no comportamento das crianças, como agressão, impulsividade e hipersensibilidade. O chumbo pode atingir o feto através da placenta da mãe, podendo causar sérios danos ao sistema nervoso e ao cérebro da criança (BONIOLO, 2010).

França testa nova tecnologia para tratar lixo radioativo
Uma nova tecnologia para tratar o lixo radioativo foi testada com sucesso em um laboratório francês nesta quinta-feira. A técnica foi desenvolvida em parceria entre a companhia espanhola da energia Iberdrola e a belga Belgoproces. Ela se destina a reduzir o volume dos dejetos nucleares com nível de radioatividade baixa e média, submetendo-os a jatos de plasma muito quentes, que podem atingir até 5.000 graus Celsius.
O lixo atômico é composto por substâncias químicas radioativas que sobram após a geração de energia em usinas nucleares. Mesmo sendo produzido em pequenas quantidades, o perigo de contaminação representado pelo material faz com que as empresas de energia empreguem técnicas caras para estocá-lo e enterrá-lo. Reduzir os volume de lixo gerado ajudaria a diminuir os custos do processo.
A nova tecnologia faz exatamente isso, ao scagem e cimentados.
Os testes foram realizados durante dois dias em uma instalação da empresa francesa Europlasma Inertam, em Morcenx. Agora, o plano dos construtores é transferir a nova unidade de tratamento para a usina nuclear de Kozloduy, no noroeste da Bulgária. “Ela começará a ser montada em setembro. Sua entrada em funcionamento está prevista para daqui a dois anos”, segundo comunicado da empresa Iberdrola

8452 – ‘Mancha’ de lixo põe em risco a fauna no Pacífico


Planeta Verde

De Planeta Sustentável para o ☻ Mega Arquivo

Apelidado de “sopa de plástico”, o lixo é composto em grande parte dos chamado material pet, muito usado na fabricação de garrafas. Translúcida, a “mancha” flutua rente à linha das águas, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 quilômetros da costa da Califórnia (EUA). A “sopa” passa pelo Havaí, e se estende até quase o Japão.
Dois fatores contribuem para formação do problema: a ação humana e a própria natureza. Segundo os pesquisadores, um quinto dos resíduos é jogado de navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem da terra. No mar, o lixo flutuante é agrupado por influência das correntes marítimas e fica vagando dos dois lados do arquipélago havaiano.

Habitat marinho – Segundo o oceanógrafo David Karl, da Universidade do Havaí, é necessário fazer mais estudos para se determinar com exatidão o tamanho e a origem da “sopa de plástico”. O professor pretende coordenar uma expedição para estudar o problema ainda neste ano, pois acredita que o lixo flutuante já formou um novo habitat marinho.
De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, detritos de plástico constituem 90% de todo o lixo flutuante nos oceanos. O programas estimada que 46.000 peças de plástico flutuantes provocam a morte de mais de um milhão de aves e de outros 100.000 mamíferos marinhos por ano. Seringas, isqueiros e escovas já foram encontrados nos estômagos de animais marinhos mortos.