10.242 – Educação – Universidade gratuita pra quem não precisa: Mensalidade na USP poderia ser paga por 60% dos alunos


Universidade de São Paulo
Universidade de São Paulo

Disparidade na Sociedade

Seis em cada dez alunos da graduação da USP têm condição econômica para pagar mensalidade, segundo critérios do Prouni (programa federal de bolsas em faculdades privadas).
A arrecadação anual da maior universidade pública do país poderia aumentar R$ 1,8 bilhão, caso fosse adotado um modelo que combinasse cobrança na graduação e pós-graduação e concessão de bolsas para estudantes da graduação.
O cálculo leva em conta uma mensalidade próxima ao valor médio cobrado pela PUC-Rio (R$ 2.600), melhor instituição superior privada do país segundo o RUF (Ranking Universitário Folha).
O valor potencial arrecadado representa 44% do subsídio de R$ 4,1 bilhões recebido pela USP em 2013 do governo estadual -que é a principal fonte orçamentária da USP.
A legislação estabelece que 5% do ICMS do Estado seja transferido à universidade.
Os problemas financeiros forçaram a universidade a usar R$ 1,3 bilhão dos R$ 3,6 bilhões de sua poupança, principalmente devido aos seguidos reajustes salariais.
Atualmente, a folha de pagamentos sozinha excede o que a USP recebe por ano do governo estadual.
Dados oficiais da USP indicam que 34% dos alunos vêm de famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 7.240). Pelas normas do Prouni, esses estudantes não teriam direito seja à bolsa integral seja aos 50% de desconto.
Também segundo o critério do Prouni, outros 30% dos alunos da USP poderiam ter acesso a bolsa de 50% por terem renda familiar entre cinco e dez salários mínimos.
Se esses 64% dos alunos de graduação, mais todos os de pós-graduação, pagassem a mensalidade média da PUC-Rio, a USP levantaria R$ 1,8 bilhão ao ano.
Caso a mensalidade considerada nesse cenário fosse o valor médio da Universidade Mackenzie (R$ 1.061), o montante arrecadado por ano seria R$ 730 milhões (18% do orçamento da USP).
Qualquer mudança na gratuidade na USP, porém, exigiria alteração da Constituição, que proíbe cobrança de mensalidade em instituições públicas de ensino.
Mas a discussão a respeito desse tema é recorrente em razão de limitações orçamentárias do poder público.
No caso da USP, se a universidade não contasse com repasse do governo, a mensalidade teria de ser R$ 3.900 para todos os alunos. Pelo menos 35% deles têm renda familiar total inferior a isso.
Esse valor é maior que o cobrado por instituições de ponta privadas como o Insper -faculdade de elite paulista-, em que a mensalidade média é de R$ 3.260. Para atrair estudantes de diversas classes sociais, o instituto oferece bolsas integrais não reembolsáveis e financiamento parcial.

usp alunos

8267 – Educação – Em que país os alunos passam mais tempo na escola?


Na Austrália, onde os alunos passam mais de 20 anos de sua vida na escola. Isso significa que um australiano estuda 20,3 anos, do ensino fundamental até terminar a faculdade! É essa média de anos de estudo da população a variável analisada pelo Global Education Digest de 2007. O estudo é uma publicação anual da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Outros órgãos fazem a medição em horas-aula diárias, como a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas, como consideram menos países, não é possível cravar um resultado preciso. Um dos países que têm mais horas-aula, por exemplo, é a China, cujos dados a OCDE não conta. Mas, segundo a Chinese Youth and Children Research, as crianças chinesas podem passar até 12 horas diárias estudando, até nos fins de semana! Então, se você reclama de que passa tempo demais na escola aqui no Brasil, confira abaixo quantos anos alunos de diversos países passam esquentando a bunda na carteira e como é a vida de estudante mundo afora:

Os piores do ranking, além destes três países, incluem Benin, Burkina Fasso, Burundi, República Centro-Africana, Comores, Costa do Marfim, Etiópia, Mali e Togo, todos com 0,1 ano. Em Mali, só 19% do povo é alfabetizado.
Apesar da boa posição na lista, a Bélgica é dureza para os estudantes estrangeiros ou descendentes de imigrantes. Lá, eles têm a menor chance de chegar à universidade e, em matemática, têm desempenho muito pior que os nativos.

Estônia
A herança dos tempos da União Soviética ainda é sentida no país. Um exemplo disso é o sistema educacional. Muitas escolas, mesmo de educação infantil, ensinam em russo, e não na língua oficial do país, o estoniano.

Curiosidades
Níger, Djibuti e Burkina Fasso também vão mal na lista do acesso à educação por gênero. No Níger, os garotos estudam um ano a mais do que as garotas. A vida escolar no país dura, em média, 4 anos para eles e 2,9 para elas.
Dos países que aparecem no pódio dos anos de estudo, o único que também figura entre os que mais gastam em educação, em proporção do produto interno bruto, é a Islândia. O país investe 7,7% de sua renda em educação.
Os maoris, povo nativo da ilha e que representa 1/7 da população neozelandesa, estão ganhando popularidade. Desde 2002, o número de estudantes nas escolas públicas que ensinam a língua e a cultura desse povo cresceu 16%.
A Austrália é o quinto país que mais recebe estudantes estrangeiros de nível superior, atrás de EUA, Reino Unido, França e Alemanha. Em 2005, os forasteiros eram 207 264, a maioria vinda de nações da Ásia.

6420 – Educação – Uma Guerra Mundial


Nos EUA, 98% dos alunos tem computador e as salas de aula são equipadas com recursos audio-visuais. As boas escolas são gratuitas e sobram vagas, e de cada 10 alunos, 7 chegam à universidade, mas apesar disso, não estão satisfeitos. Num relatório de 1983 foi escrito: “Caso uma potência estrangeira hostil nos tivesse imposto este sisteme educacional medíocre que existe hoje no país, certamente consideraríamos isso um ato de guerra”. Milhares de autoridades em educaão nos EUA estão empenhados em vencer o abismo que se criou entre o desempenho de uma criança americana e uma japonesa, alemã ou coreana. Eles vem perdendo posições e estão sendo batidos nas disciplinas científicas. As crianças japonesas passam 52% mais tempo dentro da sala de aula que as americanas.
Um estudante japonês dedica mais de 8 horas por semana às lições de casa, contra apenas menos de 2 horas americano. No ensino médio são 19 horas semanais de estudos em casa por parte dos japoneses contra apenas 3,2 horas de um estudante americano.
No final de sua carreira escolar a defasagem final é de 10 anos. Mesmo antes da popularização da Internet, as pesquisas mostravam que havia uma relação direta entre o abuso do hábito de ver TV e o baixo desempenho escolar, aliado ao desprezo pela leitura.