12.845 – Cientistas detectam raios X misteriosos vindos de Plutão


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Um comunicado da NASA afirma que a descoberta poderá revolucionar tudo o que se acreditava saber sobre a atmosfera do planeta anão.
A essência de Plutão, um astro frio e rochoso, sem campo magnético próprio, faz com que ele não possa emitir raios X naturalmente. Entretanto, é possível que a interação entre os gases que o circundam e o vento solar (partículas carregadas e emitidas pelo Sol em um fluxo contínuo) seja capaz de produzi-los.
O que intriga os astrofísicos responsáveis pela descoberta é a intensidade do sinal detectado. Carey Lisse, pesquisadora do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, explica: “descobrimos que Plutão está interagindo com o vento solar de uma forma inesperada e energética”.
As hipóteses propostas pela equipe de Lisse são duas. Por um lado, eles acreditam que é possível que Plutão possua um armazenamento de gases muito maior do que se imaginava, sendo, definitivamente, um corpo celeste mais próximo a um cometa que a um planeta. Por outro lado, acreditam que, seguindo os princípios de outras teorias físicas, por algum motivo, as partículas carregadas que chegam do Sol totalizariam uma quantidade muito maior do que a esperada e, dadas as características do planeta anão, estariam formando uma espécie de anel energético ao seu redor.

12.517 – Cientistas confirmam que lua de Plutão é coberta de água congelada


Lua de Plutão

Hydra, a lua mais distante de Plutão, foi descoberta pelos cientistas em 2005.
Eles acreditam que ela tenha sido formada há quatro bilhões de anos pela colisão do planeta com outro de seus quatro satélites naturais, Charon. Uma nova análise acaba de comprovar que Hydra é coberta por água pura congelada.
A descoberta foi feita por meio de dados obtidos pela sonda New Horizons, da NASA, durante sua histórica passagem por Plutão em julho e 2015. Por ter uma superfície extremamente reflexiva, os cientistas já suspeitavam de que a lua fosse coberta de água, e por isso a batizaram de Hydra. Mas agora essa teoria foi confirmada pela primeira vez.
Os novos dados comprovam sem sombra de dúvida a presença de água congelada cristalina em Hydra. Charon, o outro satélite natural de Plutão também é dominado por gelo, mas sua superfície não é tão límpida quanto a de seu vizinho. Os cientistas agora querem descobrir por que isso ocorre.
“Talvez os impactos constantes de micrometeoritos mantenham a superfície de Hydra livre de elementos contaminantes”, disse Simon Porter, um dos cientistas da equipe da New Horizons. “Esse processo não teria eficácia em Charon, que é muito maior que Hydra. Sua gravidade mais poderosa retém destroços causados por esses impactos”. Isso explicaria a “sujeira” na superfície do satélite.

10.998 – Sonda New Horizons entra nos primeiros estágios do encontro com Plutão


O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide
O longínquo Plutão, agora rebaixado a categoria de asteroide

Em 179 dias a sonda New Horizons, da Nasa, terá a sua maior aproximação de Plutão. No entanto, hoje a história já começa a ser escrita: sua aparelhagem já está analisando dados sobre o misterioso planeta-anão e seus arredores.
A Nasa ainda não divulgou fotos, mas já começou a analisar a poeira e o plasma nas proximidades de Plutão. As primeiras imagens, segundo a agência, devem ser divulgadas no início de fevereiro – e foram prometidas imagens incríveis (melhores do que as do Hubble) em maio!
Vale a pena lembrar que a New Horizons tirou um retrato de Plutão quando estava próxima a Netuno, em agosto de 2014 – e essa foto ilustra o início da nota.

10.971 – O ano de Plutão — e outras missões espaciais que marcarão 2015


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O ano de 2015 será aquele em que a exploração espacial chegará, pela primeira vez, bem perto de Plutão. Em julho, a sonda New Horizons, da Nasa, se aproximará do planeta anão, que está a 5,8 bilhões de quilômetros do Sol, equivalente a 40 vezes a distância entre a Terra e a estrela. Nunca o vimos de perto. Corpos celestes assim podem indicar como se deu a formação de planetas como o nosso.
“Podemos esperar uma revolução em nosso conhecimento sobre os pequenos planetas. Hoje, não sabemos quase nada sobre eles, mas, em pouquíssimo tempo, teremos revelações surpreendentes”, diz Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês).
A missão New Horizons dará continuidade a um ano em que a exploração espacial fez história. Em 2014, em uma missão cinematográfica, a sonda Rosetta chegou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko depois de passar mais de dez anos viajando no espaço. Ela liberou o módulo Philae para pousar na superfície do cometa e coletar dados diretamente da sua superfície.
Suas primeiras análises foram divulgadas em dezembro, revelando que a água de nosso planeta não deve ter origem extraterrestre. Em 2015, informações vindas da Rosetta devem continuar chegando até nós e, em conjunto com os dados de outras ousadas missões espaciais, como a New Horizons, vão fornecer pistas que ajudarão os cientistas a construir a complexa história da origem do cosmo.
Lançada em 2006, quando Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão, a missão pretende trazer detalhes dessa região desconhecida do espaço e de onde as melhores imagens foram feitas por telescópios espaciais, como o Hubble. “Colocar a palavra ‘anão’ na frente de Plutão não diminui a importância desses corpos celestes. Sempre é bom lembrar que o Sol que nos ilumina é uma estrela anã. Com essa missão, teremos a chance de investigar Plutão e alguns planetas ainda menores. Queremos tirar toda a ciência possível desse sobrevoo, que nos dará uma compreensão melhor do lugar de Plutão em nosso Sistema Solar”, diz o astrônomo Hal Weaver, cientista da missão New Horizons e pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Depois que passar por Plutão, a New Horizons se aproximará de outros planetas anões do Cinturão de Kuiper. Astros como os que compõem essa parte do universo se chocaram com os planetas rochosos na época de sua formação, sendo incorporados a eles. Por isso, os cientistas imaginam que eles podem indicar a origem planetária.
Para os astrofísicos, missões dessa amplitude são comparáveis ao pouso do primeiro robô em Marte, o Viking 1, que chegou ao planeta vermelho em junho de 1976 e revelou seus detalhes, ou ao momento em que as sondas Voyager 1 e 2 enviaram as primeiras imagens feitas de perto de Júpiter, Urano e Netuno, e descobriram que esses planetas gigantes tinham anéis e uma grande quantidade de satélites, na década de 1980.
Além de buscar elementos que possam revelar a origem dos planetas, as missões espaciais de 2015 vão investir também na compreensão da formação do Universo. A sonda LISA Pathfinder, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), deve ser lançada durante este ano e testará os futuros instrumentos para a detecção de ondas gravitacionais, minúsculas distorções no campo gravitacional do Universo previstas pela Teoria da Relatividade de Einstein. Esse fenômeno, que seriam um “eco” de grandes eventos espaciais como o Big Bang, ainda não foi comprovado pelos cientistas.
Outro evento original será um estudo feito com os gêmeos americanos Scott e Mark Kelly, que analisará os efeitos de uma longa permanência no espaço. Enquanto o primeiro passará um ano na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), o outro ficará na Terra, para que comparações sejam feitas.
Em novos eventos científicos, os astrônomos também enviarão instrumentos que ajudarão na compreensão dos ventos e dos campos magnéticos que orbitam ao redor de nosso planeta. Reunindo missões que buscam decifrar a formação planetária, os primeiros passos do Universo e eventos ao redor da Terra ainda não claramente compreendidos pelos pesquisadores, a ciência busca compreender os delicados mecanismos que tornam nossa vida no planeta – e no cosmo .
Plutão ainda não havia sido reclassificado como planeta anão quando a sonda New Horizons (Novos Horizontes, em tradução livre) foi lançada pela Nasa, em 19 de janeiro de 2006, para estudá-lo. A New Horizons chegará ao seu destino em julho e fará as primeiras fotos in loco de Plutão e de Charon, a maior lua desse planeta anão. Esse objeto é tão grande em comparação com Plutão (tem cerca de metade de seu tamanho), que alguns pesquisadores preferem considerá-los como um sistema planetário duplo.

10.093 – Plutão pode ter mares profundos e falhas tectônicas


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Em julho de 2015, teremos o primeiro vislumbre do planeta anão Plutão e de sua lua, Caronte, o que gera inúmeras especulações entre os cientistas.
Segundo uma das teorias mais recentes, a colisão que teria formado Plutão e Caronte aqueceu o interior do planeta a ponto de criar um oceano subterrâneo de água líquida, engendrando um sistema de placas tectônicas de curta duração, como o da Terra.

“Quando a sonda New Horizons chegar lá, acreditamos que veremos evidências de tectonismo antigo”, declara Amy Barr, da Universidade de Brown, co-autora de um estudo com Geoffrey Collins, publicado na última edição da revista Icarus. Por “antigo”, Barr se refere aos primeiros bilhões de anos da história do sistema solar.

Plutão anticongelante

Barr e Collins criaram um modelo para o sistema Plutão-Caronte, baseado na ideia de que a colisão inicial entre os dois corpos gerou calor suficiente para derreter o interior de Plutão, formando um oceano de longa duração sob uma crosta de gelo.

“Quando um oceano se forma em um corpo de gelo, ele não se deteriora facilmente”, explica Barr. Isso acontece porque quando o oceano congela, a parte líquida remanescente é enriquecida por sais e amônia, que agem como anticongelante.

Em seguida, esse oceano interior teria criado placas tectônicas de gelo na superfície de Plutão. “Uma coisa que sabemos é que o momento angular se conserva à medida que o sistema evoluiu”, comenta Barr.

A partir desse fato, eles simularam diversos cenários baseados na órbita de Caronte logo depois da colisão (já que ninguém sabe exatamente onde a lua surgiu). Em seguida, em cada um dos cenários, eles constaram que a órbita de Caronte se desloca gradualmente para fora – assim como a órbita da Lua ao redor da Terra.

Quando Plutão e Caronte estavam próximos e ainda quentes devido à colisão, eles se atraíam com mais força e tinham um formato mais oval. Mas quando Caronte se afastou, Plutão se tornou mais esférico. Para mudar de forma, a superfície gelada teria de rachar e criar falhas, que são indícios de tectonismo.

“Nos cenários que vemos, a pressão gerada é mais do que suficiente para criar todo tipo de vestígios tectônicos”, explica Barr.

Vestígios tectônicos

Mas será que a New Horizons conseguirá ver essas falhas? Provavelmente sim, acredita Jeffrey Moore, chefe da equipe de geologia e geração de imagens da sonda, do Centro de Pesquisa Ames da NASA. “Será uma surpresa de não virmos vestígios de tectonismo”, acrescenta.

Uma possível complicação é o clima de Plutão. Anos trás, telescópios descobriram que Plutão possui atmosfera quando está mais próximo do Sol, mas que ela se congela até a superfície quando o planeta está no ponto mais distante de sua órbita elíptica. Essa alteração contínua pode ser suficiente para erodir sua superfície a ponto de esconder os vestígios de tectonismo.

“Não é inconcebível que as placas tectônicas estejam erodidas e cobertas de sedimentos “, especula Moore. Mas ele duvida que este seja o caso, destacando exemplos de planetas com atmosferas que congelam até a superfície regularmente – como Calisto, a lua de Júpiter.

“A atmosfera de Calisto tem depósitos e passa pelo processo de sublimação, mas ainda se pode ver grandes traços de tectonismo”, explica Moore.

Além disso, a New Horizons observará Plutão com uma resolução superior a 100 metros por pixel em alguns lugares, diz Moore. Portanto, as chances são muito boas. E se as falhas tectônicas não forem observadas? ”Então teremos que voltar para revisitá-las quando chegarmos lá”, conclui.

9856 – Plutão, planeta ou asteroide?


Sonda não tripulada passa por Plutão em 2015
Sonda não tripulada passa por Plutão em 2015

Essa bola de terra e gelo não oferece nenhum atrativo para o surgimento de atividade biológica. O último planeta do Sistema Solar, recentemente rebaixado a categoria de asteroide,parece um núcleo de cometa, que em vez de mergulhar em direção ao centro do sistema,se equilibrou numa órbita estável a quase 6 bilhões de km do Sol. a luz que chega até ele é 1000 vezes mais fraca do que a que alcança a Terra. Não existe atmosfera e a temperatura média é de -200°C.

Essa bola de terra e gelo não oferece nenhum atrativo para o surgimento de atividade biológica. O último planeta do Sistema Solar, recentemente rebaixado a categoria de asteroide,parece um núcleo de cometa, que em vez de mergulhar em direção ao centro do sistema,se equilibrou numa órbita estável a quase 6 bilhões de km do Sol. a luz que chega até ele é 1000 vezes mais fraca do que a que alcança a Terra. Não existe atmosfera e a temperatura média é de -200°C.

Por que Plutão não é mais considerado um planeta?
Desde sua descoberta, em 1930, Plutão tem sido um enigma:
ele é menor do que qualquer outro planeta – menor até do que a lua da Terra;
é denso e rochoso, como os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte). Seus vizinhos mais próximos, no entanto, são os planetas jovianos gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno). Por essa razão, muitos cientistas acreditam que Plutão se originou em outro lugar do espaço e ficou preso na gravidade do Sol. Alguns astrônomos desenvolveram a teoria de que Plutão costumava ser uma das luas de Netuno;
a órbita de Plutão é irregular. Todos os planetas em nosso sistema solar orbitam ao redor do Sol em uma trajetória relativamente horizontal. Plutão, no entanto, orbita ao redor do Sol em um ângulo de 17º em relação a essa trajetória. Além disso, sua órbita é excepcionalmente plana e atravessa a de Netuno;
uma de suas luas, Caronte, tem cerca da metade do tamanho de Plutão. Alguns astrônomos sugeriram que os dois objetos fossem tratados como um sistema binário em vez de como um planeta e seu satélite.
Esses fatos contribuíram em um duradouro debate para decidir se Plutão deve ser considerado um planeta. No dia 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI), uma organização de astrônomos profissionais, transmitiu duas resoluções que coletivamente revogaram o status de planeta de Plutão. A primeira delas é a Resolução 5A, que define a palavra “planeta”. Embora muitas pessoas acreditem conhecer a definição de “planeta”, o campo de astronomia nunca havia definido claramente o que é ou não um planeta.

Aqui está como a Resolução 5A define um planeta:
Um planeta é um corpo celeste que (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de maneira que assuma um formato de equilíbrio hidrostático (quase esférico) e (c) tenha limpado a região ao redor de sua órbita [ref – em inglês].
Plutão é relativamente esférico e orbita ao redor do Sol, mas não está de acordo com os critérios porque sua órbita atravessa a de Netuno. As pessoas que criticam a resolução argumentam que outros planetas no sistema solar, inclusive a Terra, não limparam a região ao redor de suas órbitas. A Terra, por exemplo, regularmente encontra asteroides dentro e perto de sua órbita.
A Resolução 5A também estabelece duas novas categorias de objetos em órbita ao redor do Sol: planetas anões e pequenos corpos do sistema solar. De acordo com a resolução, um planeta anão é:
Um planeta é um corpo celeste que (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de maneira que assuma um formato de equilíbrio hidrostático (quase esférico), (c) não tenha limpado a região ao redor de sua órbita e (d) não seja um satélite [ref – em inglês].
Pequenos corpos do sistema solar são objetos que orbitam ao redor do Sol, mas não são planetas ou planetas anões. Outra resolução, a 6A, também se refere especificamente a Plutão, chamando-o de planeta anão.
Nem todos os astrônomos concordam com as Resoluções 5A e 6A. Os críticos indicaram que o uso da expressão “planeta anão” para descrever objetos que não são planetas por definição é confuso e até mesmo enganoso. Alguns astrônomos também questionaram a validade das resoluções, já que relativamente poucos astrônomos profissionais tiveram a habilidade ou a oportunidade de votar.

Aqui está como as duas resoluções classificam os objetos que estão em órbita ao redor do Sol:

Planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno.
Planetas anões: Plutão, Ceres (um objeto no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter), 2003 UB313 (um objeto mais longe do Sol que Plutão).
Pequenos corpos do sistema solar: todo o restante, inclusive asteroides e cometas.

https://www.youtube.com/watch?v=TvAOcMgQxRk

6999 – Astronomia – Grupo “caça” Plutão para proteger a espaçonave


Em julho de 2015, a sonda americana New Horizons passará zunindo pelas proximidades de Plutão e suas luas. A trajetória coloca a espaçonave a grande proximidade do planeta anão, para maximizar a qualidade das observações científicas. Mas e se houver um erro de cálculo na posição exata do astro?
Por incrível que pareça, apesar de Plutão ter sido descoberto no longínquo ano de 1930, e ter sido alvo constante de observações desde então, essa é uma possibilidade. “Nas efemérides [plutonianas] há uma falta de confiabilidade muito grande”, explica um astrônomo do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro. “Isso porque ninguém costuma corrigir os dados em função da refração [causada pela atmosfera].”
Para preencher essa lacuna, Vieira Martins e seus colegas fazem sistematicamente um esforço de monitorar Plutão e tentar executar essa correção apropriada dos dados, de forma a dar mais confiança às estimativas de posição e distância do planeta anão.
As medições são feitas nas ocasiões em que Plutão passa à frente de outra estrela mais distante. Ao acompanhar a variação de brilho e o sumiço temporário da estrela no céu, os pesquisadores conseguem dados importantes acerca da dinâmica do sistema plutoniano, que, além do planeta anão, inclui pelo menos quatro luas.
O trabalho, que até agora envolveu 151 noites de observação no Observatório Pico dos Dias, em Itajubá (MG), e mais 13 noites no telescópio de 2,2 metros do ESO (Observatório Europeu do Sul), compreendendo um período total de 17 anos, foi apresentado por Gustavo Benedetti-Rossi, também do ON, durante a 37ª Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em Águas de Lindoia (SP).
Monitorando com precisão e de forma sistemática possíveis interferências causadas pela atmosfera da Terra, ou mesmo interações entre Plutão e Caronte (a maior de suas luas), os pesquisadores brasileiros puderam “filtrar” os erros das observações, permitindo uma determinação mais precisa da posição do astro.
Além disso, os pesquisadores notaram uma possível (mas ainda não confirmada) variação periódica na posição de Plutão, que segue sem qualquer explicação. “Pode ser um efeito observacional [ou seja, algum erro que ainda não foi “filtrado” dos dados], pode ser um efeito real da dinâmica do sistema. Não sabemos”, diz Vieira Martins.
De toda forma, quanto mais consistente for o cálculo da posição de Plutão, mais segurança ele trará para a New Horizons. É fato que a Nasa ligará os sensores da nave quando ela estiver se aproximando, a fim de fazer quaisquer correções de curso de última hora.
Contudo, melhorar os dados da órbita do planeta anão ajuda a dar a certeza de que a ligação programada dos sistemas a bordo não aconteça num ponto do voo em que a correção desejada já seria inviável.