13.253 – Ta doente? Vai uma macoinha aí – Maconha pode ser regulamentada como planta medicinal


maconha
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a Cannabis Sativa L. na sua lista de Denominação Comum Brasileira. A ação oficializa a cannabis, dando-lhe um número de identidade para referência posterior entre médicos e órgãos reguladores.
A medida foi oficializada com a publicação da Resolução nº 156, no dia 5 de maio de 2017. Agora, a maconha é uma substância reconhecida dentro do país, o que permite às agências reguladoras nacionais se referirem à planta em suas diretrizes.
“É um primeiro passo muito importante. A partir de agora, podemos esperar uma regulamentação da planta para fins medicinais”, explica Paulo Mattos, doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP e membro do Grupo Maconhabras do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) e da Associação Cultural Canabica de São Paulo (ACUCA).
A inclusão, porém, não altera as normas regentes atuais. “O cultivo e uso não autorizado da substância ainda é criminalizado”, explica ele. A Anvisa permite a prescrição de medicamentos derivados do canabidiol e tetrahidrocanabinol perante uma autorização especial dada por ela. Um dos exemplos mais conhecidos é o Mevatyl, responsável por diminuir a rigidez excessiva em pacientes que sofrem de esclerose múltipla.
Segundo Mattos, existem três famílias com autorização para cultivar a erva com fins medicinais, mas nenhuma produtora nacional. Com uma regulamentação oficial futura, a possibilidade para o cultivo em grande escala estará aberta.

Fonte: Galileu

11.186 – Botânica – Plantas para ambientes fechados que limpam o ar da casa


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As tintas, móveis, vidros e tecidos que estão presentes na nossa decoração e os produtos utilizados na limpeza liberam produtos químicos. Os mais comuns são benzeno, xileno, aldeído e tricloroetileno. Isso não é um problema para ambientes bem ventilados (se bem que…em cidades poluídas como São Paulo, com índices de qualidade do ar sempre tão críticos, ambientes bem ventilados também têm quantidade razoável de resíduos químicos vindos de outras fontes).

As plantas são purificadores naturais do ar. Então, mesmo em ambientes menos ventilados, é possível cultivar determinadas espécies que ajudem a reduzir a toxidade. O Calendário do Jardim, elaborado pelo São Paulo Garden Club, sugere algumas espécies. Todas se adaptam bem com pouquíssima exposição ao sol e também pouca rega (a luminosidade, no entanto, é sempre importante!).

CLOROFITO
O Clorofito precisa de muita luz e de pouca exposição ao sol (no inverno). Regue diariamente no verão, mas modere nos dias frios.

DRACENA
A Dracena não pede sol. Mas não gosta de lugares muito frios. Deixe-a em local iluminado e regue diariamente (sem encharcar o solo).

FILODENDRO PACOVÁ
O Filodendro Pacová gosta de lugares quentes (nada de ar condicionado forte para eles) e pede iluminação durante uma parte do dia (manhã ou tarde). Como originalmente os Filodendros são epífitas, plante-o em solo enriquecido com fertilizante orgânico ou sobre xaxim. E só regue quando perceber que o substrato está secando.

LÍRIO DA PAZ
O Lírio da Paz não pode ficar em vaso seco. Pede regas diárias em períodos mais áridos e regas a cada dois dias em períodos mais úmidos. A cada seis meses adube a terra e removas as folhas mortas e secas.

SAMAMBAIA
As samambaias não gostam de incidência direta de sol – basta receberem luminosidade em parte do dia. As regas devem ser diárias, mas o xaxim nunca deve ficar encharcado. Em dias quentes borrife água em suas folhas. Evite posicionar a samambaia em local em que haja corrente de vento.

7813 – Planta carnívora morre depois de capturar pássaro


O especialista em plantas exóticas Nigel Hewitt-Cooper caminhava por seu viveiro, no sul da Inglaterra. Entre mais de 8.000 vegetais, viu uma coisa estranha: uma de suas plantas carnívoras tinha “engolido” um pássaro inteiro.
Conhecida como “bolsa de estudante”, a planta (espécie nepenthes) era pequena para comer o bicho. “Como não pôde digerir a presa, acabou apodrecendo poucos dias depois.” Isso foi em agosto de 2011.
Para garantir a dieta de insetos, essa espécie produz um néctar doce que atrai os bichinhos. Segundo Nigel, o pássaro provavelmente ficou atraído pelos pequenos animais que boiavam no suco e acabou morrendo. “Na natureza, plantas maiores conseguem comer pássaros, sapos e até ratos!”

4984 – Planeta Terra – Lar doce Lar


Há quase 5 bilhões de anos, uma estrela explodiu num canto da Via Láctea espalhando poeira pelo espaço. A gravidade começou a juntar os grãos de poeira em pedaços cada vez maiores, assim surgiu a Terra. Há 3,5 bilhões de anos da massa de moléculas inanimadas de carbono surgiu a vida.
Não foi milagre, mas pura química. O planeta então era frequentemente bombardeado por meteoros, restos da explosão inicial.
3 Bilhões de anos – As células se espalharam pela Terra, mas o processo é lento devido aos meteoros. O planeta ainda guardava o calor da explosão inicial, com vulcões transbordando.
2 Bilhões de anos – A agitação foi diminuindo, formou-se a camada de ozônio, que tornou os raios solares menos nocivos.
1 Bilhão de anos – Apareceram células células mais complicadas chamadas eucariontes, que possuem todas as organelas. A vida foi aos poucos tomando o planeta. Os meteoros foram ficando raros.
600 Milhões de anos – Surgiram os primeiros organismos multiceluleres, todos invertebrados. A variedade de vida aumentou de maneira impressionante. Os oceanos se povoaram com seres muito estranhos.
400 Milhões de anos – Os vertebrados saíram do mar, surgindo anfíbios. Todos os continentes estão unidos em um só grande bloco, a Pangéia que começou a ser habitada por muitas plantas primitivas.
300 Milhões de anos – Os répteis apareceram e tomaram o planeta. Os primeiros dinossauros passaram a ser vistos em todos os continentes. Os insetos também se diversificaram muito.
200 Milhões de anos – Surguram os mamíferos, eram ratinhos insignificantes com características de répteis. As plantas ganharam flores.
100 milhões de anos – Com a extinção dos dinossauros, sobrou espaço para os mamíferos, que se tornaram maiores e mais diversificados; as aves também se espalharam.
Atualmente – Surgiu o homem a meros 100 mil anos, insignificantes para a história do planeta. A nova espécie alteraria a Terra como nenhuma antes.

4967 – Cientistas americanos tentam transformar plantas em verdadeiras usinas de anticorpos monoclonais


Elas são as proteínas criadas pela Engenharia Genética que, feito mísseis teleguiados, destroem os alvos doentes no organismo, como células cancerosas. Para fabricar os anticorpos, os cientistas injetam a célula doente em ratos, sendo porém necessárias muitas cobaias para se extrair a dose de anticorpos suficiente para um tratamento. Em plantas, seria possível a produção em massa. Da seguinte maneira: as proteínas obtidas dos ratos, em vez de serem usadas imediatamente, são implantadas em bactérias, cujo gene, por sua vez, é implantado em vegetais. Por enquanto, os pesquisadores só conseguiram que as plantas produzissem metades separadas das moléculas de anticorpos. A esperança é que a Engenharia Genética consiga unir as duas metades numa próxima geração de plantas para então a Medicina colher seus preciosos anticorpos.