12.771 – Cientistas acreditam que Vênus foi habitado no passado


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Cientistas do Planetary Science Institute (PSI), no Arizona, EUA, fizeram uma simulação da evolução de Vênus, com resultados surpreendentes.
Segundo suas conclusões, o planeta teria sido habitado há milhões de anos.
Atualmente, Vênus possui uma atmosfera composta por nuvens tóxicas incandescentes e sua temperatura média é de 463°C, o que faz do planeta um ambiente extremamente hostil para o desenvolvimento de vida.
Mas nem sempre foi assim. Os pesquisadores acreditam que, devido à alta quantidade de átomos de deutério na sua superfície, há uma probabilidade grande de que tenha havido muita água no planeta. Por isso, concluem que teriam existido nele as condições necessárias para o surgimento e evolução de vida inteligente.
Os especialistas tentam determinar agora quais são os fatores responsáveis por um planeta com as características similares às da Terra ter se transformado no que Vênus é hoje. Eles acreditam que, há aproximadamente 715 milhões de anos, seus oceanos se evaporaram e suas paisagens foram transformadas radicalmente com a erupção de toneladas de massa vulcânica.

10.966 – NASA planeja uma habitar Vênus através de cidades voadoras


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Uma equipe de cientistas da NASA pretende desenvolver uma “cidade-nuvem” flutuante na atmosfera de Vênus, para que populações humanas possam habitá-la permanentemente. Embora Vênus possua características similares às da Terra, é certo que suas condições climáticas infernais tornam o planeta pouco apto para a vida. Vênus está envolvido por uma atmosfera densa de nuvens de ácido sulfúrico extremamente tóxico, e a superfície suporta uma pressão 90 vezes maior que a da Terra. Trata-se do planeta mais quente do Sistema Solar.
Mas o Langley Research Center (LaRC), da NASA, parecer ter uma boa solução para inabitabilidade venusiana, ao propor a instalação de uma residência para seres humanos na atmosfera planetária. Batizado de “Conceito Operacional de Alta Altitude em Vênus” (HAVOC), o projeto inclui uma série de instâncias que seriam iniciadas com o envio de um robô à atmosfera para avaliar suas águas e continuaria com uma missão orbital tripulada de 30 dias. Se tudo correr bem, o HAVOC poderá se transformar em uma cidade flutuante que abrigará a presença permanente do homem em Vênus.
A missão contempla o uso de aeronaves de hélio, movidas à energia solar e que flutuariam a 50 km sobre a superfície de Vênus, onde a temperatura ainda é moderada.

5289 – Dia em Vênus fica 6,5 minutos mais longo


Folha Ciência

Os dias em Vênus já não são como antigamente: aparentemente, estão seis minutos e meio mais longos.
A constatação é de Nils Müller, pesquisador da DLR (agência espacial alemã) que trabalha com dados da sonda europeia Venus Express.
Em estudo publicado no periódico científico “Icarus”, ele contrastou as observações de radar feitas pela espaçonave para mapear a superfície venusiana com as coletadas entre 1990 e 1994 pela sonda americana Magellan.
Surpresa: alguns traços na superfície não estavam onde eles imaginavam encontrá-los. A única explicação para isso é que, entre essa época e hoje, o planeta passou a girar mais devagar em torno de seu próprio eixo.
Para ele, padrões variáveis de vento devem levar o planeta a acelerar ou frear seu movimento de rotação de tempos em tempos. “Houve medições de radar nos anos 70 e 80 e elas apontaram mais ou menos o mesmo período de rotação mais longo do que encontramos agora. Então, essa é provavelmente a duração média do dia em Vênus, e os dados da Magellan na década de 1990 representaram uma flutuação.”
De toda forma, os dias mais longos não devem alterar muito os planos de quem pretenda enfrentar o ambiente inóspito de nosso vizinho planetário mais próximo (temperatura sempre acima de 400 º C e pressão atmosférica cem vezes maior que a da Terra na superfície). Com um período de rotação equivalente a pouco mais de 243 dias terrestres, dificilmente seis minutos e meio a mais fariam alguma diferença.