14.038 – Mega Techs – Novo spray pode substituir curativos para queimaduras e feridas


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A startup israelense Nanomedic Technologies criou um spray para a pele que pode tratar feridas rapidamente sem dores de queimaduras com a ajuda de nanomateriais que imitam o tecido humano. O aparelho chamado de SpinCare pulveriza um curativo de polímero transparente, semelhante à pele, diretamente na ferida. O produto é resistente à água por 24 horas após a aplicação, e descasca naturalmente assim que a pele tenha cicatrizado. O tratamento pode permanecer na pele danificada por duas ou três semanas.
A camada de pele temporária e transparente que o dispositivo gera pode ser aplicada sem tocar na pele carbonizada, ajudando a prevenir infecções. O SpinCare pode ser utilizado por médicos e outras equipes médicas que trabalham em hospitais ou clínicas ou que prestam atendimento domiciliar, diz a startup em seu site.
Como funciona
“Ao cobrir a ferida, reduzimos a dor, melhoramos a cicatrização e até, por suas características, imitamos totalmente a camada superior da pele, temporariamente, para que ela possa cobrir até que o corpo se cure sozinho”, explica Chen Barak, CEO da Nanomedic.
Ele ressalta a facilidade com que os profissionais de saúde podem aprender a usar o produto, a eficácia do produto em evitar infecções e os termos de tempo, quando comparado aos métodos tradicionais de curativo.
O spray consiste em um dispositivo leve, em forma de pistola, e um kit rotativo de ampolas descartáveis ​​contendo uma solução de polímero. A solução de polímero – na qual os polímeros dissolvidos podem ser naturais ou sintéticos – pode ser combinada com vários aditivos de acordo com a natureza da ferida e as necessidades do paciente: cremes antibacterianos, antibióticos, colágeno, silício, hidrogel e canabinoides.
A camada precisa ser aplicada apenas uma vez no ponto da ferida e permanecer neste ponto até que um novo tecido epidérmico cresça embaixo, um processo que pode levar de uma a três semanas. Quando o novo tecido é regenerado, a pele artificial descasca naturalmente, sem dores para o paciente.
As pessoas podem tomar banho de um a dois dias após o tratamento. Na maioria dos casos de queimaduras, o curativo precisa ser removido e alterado para isso.
O tratamento “destina-se a qualquer tipo de feridas que precisam de tratamento médico, incluindo lesões cirúrgicas e crônicas”, disse Barak.

Produto testado e aprovado
O dispositivo foi utilizado em mais de 100 pacientes em estudos clínicos em Israel em centros médicos como o Sheba Medical Center, o Hospital Ichilov em Tel Aviv e o hospital Rambam em Haifa, bem como vários na Europa.
A NanoMedic pretende lançar o novo produto no mercado no segundo semestre deste ano, primeiro na Europa e depois, após a aprovação da FDA, nos Estados Unidos.
Dr. Chen Barak, CEO da NanoMedic, informou que um preço final para o SpinCare ainda está para ser definido, mas que será significativamente mais barato do que outros produtos avançados no mercado. Além da compra única do próprio dispositivo, as ampolas utilizadas para carregar o polímero também serão relativamente baratas e vão exigir apenas uma aplicação por ferida.
“Sabemos que este é um sistema de entrega muito bom e, portanto, nosso pipeline de P&D possui ampolas que contêm componentes antibacterianos, além de componentes de colágeno que acabará indo para as células”, disse o CEO.
Cerca de 180 mil mortes acontecem a cada ano em todo o mundo por causa de queimaduras, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

13.108 – Arquivo Mega – Pelé


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Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, completou 76 anos no fim de 2016. Os cabelos sem um fio branco (sim, ele pinta, “pra manter a forma”) ajudam a disfarçar a idade, mas as quatro operações por que passou nos últimos dois anos limitaram sua mobilidade e hoje ele precisa do auxílio de uma bengala para caminhar.
Em entrevista a uma revista de circulação nacional, contou como encarava a velhice, falou da ausência de legado da Copa e diz que gostaria de ser lembrado pelo que fez pelas crianças – as mesmas que homenageou quando marcou seu milésimo gol, há quase cinquenta anos. O raciocínio, no entanto, segue intacto.

Museu Pelé
Instalado no Largo Marquês de Monte Alegre, colado ao Porto de Santos, o Museu Pelé traz a história do craque em 470 objetos e relíquias. O espaço, de mais de 4 000 metros quadrados, foi inaugurado em 2014 justamente na cidade onde o rei do futebol surgiu e se consagrou.
Instalado nos Casarões do Valongo, imóvel do século XIX que sofreu dois incêndios e foi totalmente reconstruído, o Museu Pelé apresenta camisas, chuteiras, bolas, condecorações, troféus, bola de meia e a caixa de engraxate, entre muitos outros itens do acervo pessoal do ‘Atleta do século XX’ – ao todo, são 2.354 peças, a serem expostas em sistema de rodízio, de acordo com o tema da mostra (a primeira é ‘4 Copas e 1 Rei’). Nos 4.134m² do museu, o público também aprecia áudios, filmes, fotos e textos sobre a história do ‘Rei’.
Largo Marquês de Monte Alegre nº 1 – Valongo
Info.: (13) 3233-9670

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h – a bilheteria fecha 1h antes.
Ingresso: R$10. Gratuito para crianças de até 10 anos e estudantes dos ensinos Fundamental e Médio da rede pública (municipal, estadual e federal); 50% de desconto para estudantes, pessoas com deficiência e acompanhante, professores da rede pública de ensino e pessoas com mais de 60 anos. Aos domingos, a entrada custa R$5 para todos os visitantes.

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12.656 – Reversão do Envelhecimento da pele


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Veja o ☻Mega Gráfico

A pele é o maior órgão do corpo humano o Corresponde a 16% do peso corporal; o Exerce diversas funções, como: o Regulação térmica o Defesa orgânica o Controle do fluxo sanguíneo o Proteção contra diversos agentes do meio ambiente o Funções sensoriais (calor, frio, pressão, dor e tato). o A pele é um órgão vital e, sem ela, a sobrevivência seria impossível.
Epiderme Renovação celular Extratos córneo – células mortas Camada basal – Células novas Célula produtora de melanina: pigmento responsável pela coloração da nossa pele, cabelo e olhos.
Derme o Tecido conjuntivo composto por proteínas de colágeno e de fibras de elastina, ela contém vasos sanguíneos e linfáticos que fornecem a nutrição dentro da pele
Com o avanço da idade, a pele começa a sofrer alterações que modificarão seu aspecto gradativamente, caracterizando o envelhecimento cutâneo. FATOR DESENCADEANTE: Envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
Algumas causas do envelhecimento: o Degeneração natural do corpo o Diminuição do metabolismo celular o Diminui drasticamente a produção das fibras de colágeno e elastina o Renovação celular o Perda da flexibilidade e elasticidade o Rugas finas o A menor atividade das glândulas sudoríparas -> pele mais seca o Diminuição da microcirculação sanguínea: Menos nutrientes e O² Envelhecimento Cutâneo
Envelhecimento intrínseco Decorrente do desgaste natural do organismo, causado pelo passar dos anos, sem a interferência de agentes externos e equivale ao envelhecimento de todos os órgãos, inclusive a pele. Envelhecimento extrínseco Também conhecido como fotoenvelhecimento, é aquele decorrente do efeito da radiação ultravioleta do sol e de outros agentes externos sobre a pele durante toda a vida. FATOR DESENCADEANTE: Envelhecimento intrínseco e extrínseco da pele.
Rugas e Linhas de Expressão o Um dos primeiros sinais do envelhecimento cutâneo o Redução das fibras de colágeno; o Redução de Fibras elásticas; o Desidratação; o Redução da efetividade da Junção Derme Epidérmica (diminui a nutrição entre a derme e a epiderme) As rugas podem ser definidas, em geral, por pregas visíveis na pele. Em outras palavras, podemos chamá-las de “dobras da pele”.
Flacidez o Desencadeada por fatores genéticos, ambientais e maus hábitos o A flacidez palpebral, devido à fina pele envolvida na região periocular, é uma das primeiras alterações visíveis no envelhecimento, denunciando a idade mais avançada. o A pele flácida nas pálpebras pode ser simplesmente uma preocupação estética ou até mesmo interferir na visão normal, pois o excesso de pele pode dificultar a abertura da pálpebra superior. É a falta de tonicidade da pele ou músculo.
+ Ativos Biotecnológicos Técnicas Diferenciadas de aplicação Cosmético Inovador Combate as rugas e flacidez Metabolismo celular Estratégia de tratamento: Reversão Tecnológica Reversão do Envelhecimento
Vamos entender melhor sobre… Biotecnologia É a ciência que busca na natureza recursos que permitem melhorar as condições básicas para o Bem Estar. “A Biotecnologia utiliza microorganismos vivos, como matéria-prima para criar novas formas de vida ou alterar as que já existem”.
“A reversão é algo que tem sido demonstrado em um sem-número de diferentes animais e num sem-número de maneiras diferentes”, disse Church, um dos principais oradores na conferência Future of Genomic Medicine (Futuro da Medicina Genômica). “Eu acho que isso vai se traduzir em animais maiores e seres humanos. Não saberemos até tentarmos. Mas estamos testando 65 genes diferentes em diferentes combinações para ver se podemos reproduzir a reversão do envelhecimento que temos visto em pequenos animais”.
Church, que ajudou a organizar o Projeto Genoma Humano, diz que o foco deve ser sobre como lidar com os fatores reais que levam as pessoas a envelhecer.
“Um monte de drogas em desenvolvimento destinam-se a efeitos, aquelas coisas que são processos posteriores da causa do envelhecimento”, disse Church, 61. “A causa real é provavelmente genética… Estamos tentando chegar a essas causas e revertê-las. Estamos falando de reverter as mudanças epigenéticas que estão no núcleo de cada célula”.
Ele disse que o envelhecimento deve ser pensado como um programa que pode ser resetado, destacando: “Se pudéssemos pegar uma das minhas células da pele e transformá-la em uma célula embrionária e transformá-la de volta em uma célula da pele resetamos quase todos os indicadores de desenvolvimento do envelhecimento. Nós temos 65 terapias genéticas que estão sendo testadas em ratos e animais maiores. Se elas forem bem, vamos direto para testes em humanos. Isso poderia acontecer em questão de dois anos…”.
“Eu não acho que a questão seja procrastinar ou curar, mas reverter. A cura dá a impressão de imortalidade. Procrastinar dá a impressão de que você vai ter 85 para sempre, o que não é grande coisa”.

8718 – Evolução de Espécies – A pele através da história


A pele humana é uma evidência direta da evolução. A pequena quantidade de pelos e os múltiplos tons de pele foram características cuidadosamente selecionadas durante milhões de anos e representam mais do que traços cosméticos — eles são responsáveis pela sobrevivência da espécie. Hoje em dia, no entanto, essas mesmas adaptações podem conflitar com o estilo de vida moderno. “Toda essa variedade de tons de pele dentro de uma mesma espécie é incrível. Entender como isso se desenvolveu desde nossos antepassados pode ter profundas consequências para a nossa saúde hoje em dia”, diz Nina Jablonski, antropóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia e autora do livro Living Color: The Biological and Social Meaning of Skin Color (Cores Vivas: Os Significados Biológicos e Sociais da Cor de Pele, inédito em português).
Segundo as evidências mais recentes, o corpo dos antepassados humanos era repletos de pelos, como macacos. Eram caçadores-coletores que viviam nas zonas tropicais da África, onde os alimentos e a água eram abundantes, e o clima era ameno. Nestas condições, os pelos ajudavam a reter o calor corporal.
Há cerca de 2 milhões de anos, no entanto, a Terra foi atingida por uma série de mudanças climáticas, e as florestas locais não passaram incólumes. Os hominídeos da época começaram, então, a se locomover cada vez mais para conseguir suprimentos. Ao mesmo tempo, eles passaram a desenvolver um cérebro cada vez maior, o que seria essencial para o surgimento do Homo sapiens. O órgão, no entanto, era extremamente sensível a grandes temperaturas. A maior mobilidade e a sensibilidade ao calor se tornaram uma combinação perigosa. Assim, hominídeos com menor quantidade de pelos se tornaram mais aptos a sobreviver e a passar seus genes adiante — era a seleção natural em ação. “Começamos a perder nossos pelos para liberar melhor o calor do corpo”, diz Jablonski. Hoje, os humanos são os únicos primatas — e dos raros mamíferos — com poucos pelos no corpo.
No entanto, ao perderem os pelos, os hominídeos se tornaram extremamente vulneráveis ao sol da África tropical: sua pele era muito clara — como a dos chimpanzés. Ao absorver as grandes quantidades de raios ultravioleta que incidiam no local, eles podiam sofrer sérias queimaduras, desenvolver diversos tipos de câncer, além de perder vários nutrientes da pele. Um deles — o folato — é essencial para o desenvolvimento correto dos embriões e importante para o sucesso reprodutivo humano. Assim, a pele desses ancestrais foi ficando cada vez mais rica em melanina, um pigmento responsável por escurecer a pele e protegê-la dos raios ultravioleta. “Não há nenhuma relação genética entre a perda de pelo e a mudança da cor da pele. Eles apenas aconteceram em um período histórico próximo: um veio mitigar os efeitos do outro”, diz Nina Jablonski.

Explorando o planeta
Esses ancestrais humanos continuaram seu percurso natural de evolução, com cérebros cada vez maiores e postura cada vez mais ereta. Há 200.000 anos, sua anatomia tornou-se semelhante à do homem moderno, dando origem ao Homo sapiens. Mesmo após surgir como espécie, os seres humanos continuaram na África por mais de metade de sua história na Terra, carregando a pigmentação de pele perfeita para a incidência solar na região. No entanto, há 80.000 anos, os primeiros humanos começaram a deixar o continente rumo à Europa e à Ásia. Em sucessivas ondas de migração, passaram a encontrar novos ambientes, com latitudes e altitudes maiores — e menor incidência de raios ultravioleta.
O problema é que essa mesma radiação, que pode ser perigosa quando absorvida em excesso, também é essencial para a síntese de vitamina D no sangue humano. A falta dessa vitamina diminui a absorção de cálcio e deprime o sistema imunológico. Sua ausência crônica pode levar a problemas no parto, deformidades e até morte. Mais uma vez, a seleção natural começava a favorecer uma mudança na cor da pele: pessoas com menos pigmentação conseguiam produzir mais vitamina a partir do parco sol local, tornando-se mais aptas a sobreviver.
Segundo Nina Jablonski, a pele mais clara se desenvolveu três vezes de maneira isolada entre os ancestrais humanos. “Uma dessas vezes foi entre os Neandertais europeus, que, segundo estudos genéticos, tinham peles claras e cabelos ruivos. As outras duas foram entre os Homo sapiens europeus e os asiáticos”, diz. Há mais de uma década, a antropóloga publicou o primeiro estudo que mostrava as relações entre a incidência de raios ultravioleta no mundo e a distribuição das populações com diferentes tons de pele.
Cultura na pele
Durante dezenas de milênios, as diversas populações, com seus diversos tons de pele, continuaram a se desenvolver de maneira isolada ao redor do mundo. Quando esses povos voltaram a se encontrar, foi natural que a cor de pele alheia chamasse atenção. Segundo Jablonski, isso acontece porque os humanos são animais visuais. Mas, ela destaca, isso não quer dizer que eles estão geneticamente programados para o preconceito. Não existe nenhuma evidência de que os primeiros encontros entre populações de tons de pele diferente tenham sido afetados por essa predisposição. As relações entre Egito e Grécia antiga, por exemplo, podiam até ser violentas, mas a cor da pele não era vista como sinal de valor humano.
Foi somente com as grandes navegações que essa questão se tornou importante. Com o contato cada vez maior entre os povos, a cor da pele começou a ganhar enorme valor cultural. Biologicamente, a pigmentação é apenas o resultado da necessidade corporal de se adaptar ao ambiente. No entanto, nesse tempo ela passou a ser entendida como sinal de hierarquia – inferioridade ou superioridade – entre as populações. Assim, mesmo sem ter nenhuma base científica, o argumento justificava a dominação econômica de populações inteiras, como a escravização das tribos africanas trazidas ao Brasil.

Herança genética
Hoje, a viagens pelo mundo se dão de forma muito mais rápida e em quantidades muito maiores do que na época das grandes navegações. As populações urbanas se tornaram ainda mais variadas, com habitantes de todos os cantos do planeta. Essa convivência entre os diferentes povos ajudou a diminuir os preconceitos. No entanto, os tons de pele da população deixaram de estar associados à região do planeta onde habitavam, e isso começou a afetar a saúde. “Alteramos o equilíbrio que houve durante a evolução humana. Grande parte da população mundial vive longe de onde seus ancestrais viveram, com consequências previsíveis para sua saúde”, diz Nina Jablonski.
Os problemas podem ser sentidos tanto pelas populações de pele clara habitando regiões equatoriais, quanto por populações de pele mais escura em regiões de alta latitude. Além disso, quase 60% da humanidade vive em cidades, onde a exposição à luz do sol é mínima. “Durante 200.000 anos, nós passamos grande parte de nossos dias nos ambientes externos. A partir do último século, no entanto, começamos a gastar a maior parte do nosso tempo dentro das construções”, diz Nina, que conduz uma série de estudos para medir a quantidade de sol absorvida por diferentes populações ao redor do mundo e as consequências disso para sua saúde.
Os resultados iniciais de sua pesquisa são preocupantes. “Constatamos que a falta de radiação ultravioleta está levando a sérias deficiências na quantidade de vitamina D”, diz. Segundo a antropóloga, os cuidados necessários para se proteger do excesso de radiação ultravioleta já estão bem divulgados — usar protetor solar, evitar as horas de sol mais intenso —, mas o mesmo não é verdade para os efeitos deletérios da falta de vitamina D.
A pesquisadora diz que a ausência dessa vitamina pode ser parcialmente responsável por grande parte dos problemas de saúde que atingem minorias populacionais nos Estados Unidos e em outras partes do mundo, como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. “Ao diminuir as funções do sistema imunológico, isso pode tornar essas populações mais suscetíveis a gripes e resfriados, além de infecções mais sérias”, diz. Também existem evidências de que a deficiência crônica de vitamina D está levando a um aumento nos casos de depressão sazonais.
A solução para esses problemas é simples. Pessoas com pele mais escura vivendo em zonas temperadas, por exemplo, podem simplesmente decidir tomar mais sol, ou podem escolher repor a quantidade diária que lhe falta com suplementos de vitamina D. Para isso, no entanto, elas precisam conhecer as necessidades específicas de sua pele. É impossível voltar atrás da sociedade globalizada. Não existe como — e nem seria desejável — as diversas populações do mundo voltarem para seus locais de origem. Segundo Nina Jablonski, o melhor modo de superar o descompasso entre tom de pele e radiação solar é a partir do conhecimento sobre sua herança genética. Ao saber de onde veio sua pele, como ela adquiriu sua cor atual, é possível protegê-la dos efeitos da vida moderna.

5580 – Mega Almanaque – O New York Cosmos


Uma despedida histórica nos EUA

Um time de futebol dos Estados Unidos por onde passaram grandes craques do futebol mundial.
A ideia da criação do New York Cosmos partiu dos irmãos Nesuhi Ertegün e Ahmet Ertegün, ambos nascidos em Istambul, Turquia. Os irmãos Ertegün foram os fundadores da Atlantic Records e depois que a gravadora foi comprada pela Warner Communications, atual Time Warner, sugeriram a Steve Ross, presidente da companhia, a criação de um clube de futebol por acreditarem na viabilidade econômica da North American Soccer League (NASL). O Cosmos se uniu à NASL em 10 de dezembro de 1970. A primeira partida dele foi em 17 de abril de 1971, contra o Saint Louis Stars com vitória do Cosmos por 2 a 1.
Uniforme
Foi também por sugestão de Toye, que as cores iniciais do Cosmos foram o verde e amarelo, em homenagem à seleção brasileira de 1970, campeã da Copa do Mundo no México. O verde e o amarelo permaneceram até 1974, quando foram alterados para o branco e o verde, que foi utilizado até 1979. A partir de 1980, as cores passaram a ser o branco e o azul, permanecendo até 1984, quando o clube foi fechado.
Trajetória
Inicialmente o Cosmos era uma aventura e recebia pouco investimento. Contudo, aos poucos, Steve Ross se empolgou com o projeto e com o dinheiro da Warner, o clube passou a contratar vários jogadores famosos, tais como Pelé, Beckenbauer, Chinaglia, Carlos Alberto Torres e Johan Cruyff, chegando ao ponto de ter um elenco formado por 16 nacionalidades. O poder econômico do Cosmos se refletiu em conquistas esportivas e clube se tornou a franquia mais famosa e vitoriosa da NASL conquistando 5 títulos nacionais (1972, 1977, 1978, 1980, 1982), um vice-campeonato (1981) nos 17 anos de funcionamento da liga. Ainda venceu três Trans-Atlantic Cup (1980, 1983, 1984).
Durante seus anos de existência, o Cosmos teve sempre uma das melhores médias de público da NASL e entre 1977 e 1982 teve a maior média entre todas as franquias da NASL. Dos 20 jogos de maior público da história da NASL, 18 deles são em jogos do Cosmos, sendo que a partida de maior público foi em 14 de agosto de 1977, na partida do playoff contra Fort Lauderdale Strikers com um público de 77.691.
O clube encerrou suas atividades em 15 de setembro de 1984, quando realizou sua última partida. Em seus quatorze anos de existência, o Cosmos disputou 359 partidas na NASL, vencendo 221, empatando 18 e perdendo 120 partidas, marcando 844 gols e sofrendo 569. O baixo número de empates se devia à regra implantada na NASL a partir de 1975, onde os empates foram abolidos, existindo uma prorrogação de 15 minutos e uma disputa de tiro livres em caso de empate na prorrogação.
Em agosto de 2009, o ex-diretor da equipe inglesa Tottenham Hotspur, o britânico Paul Kemsley, comprou a equipe de Pinton por uma valor não divulgado e pretende fazer o Cosmos voltar à ativa.
Em março desse ano, Cantona, Pelé e o ex-craque do Los Angeles Galaxy e da Seleção dos EUA, Cobi Jones, fizeram juntos uma excursão à Ásia na função de embaixadores do Cosmos para divulgar o retorno da equipe naquela região.

5303 – Faz mal tomar sol através de uma vidraça?


Ao contrário: faz menos mal do que um banho de sol ao ar livre. Os malefícios da luz solar à pele humana são causados pelos raios ultravioleta A (UV-A) e B (UV-B). “Esse segundo tipo, que incide principalmente das 10 horas da manhã às 3 da tarde e causa câncer de pele, não ultrapassa o vidro.
Já os raios UV-A têm um comprimento de onda mais longo e, por isso, atravessam qualquer vidraça. “Eles são os principais causadores do envelhecimento cutâneo precoce, pois causam elastólise, o que significa rugas”. Mas, se o vidro for colorido ou coberto com insulfilme (película plástica muito usada para escurecer as janelas dos automóveis), ele acabará filtrando uma pequena parte dessa radiação, reduzindo os danos causados à pele.

4988 – Adeus Sequestro – Espião na pele


Soldados e aventureiros de fim de semana que se perdem na mata depois de expedições mal planejadas poderão contar, em breve, com uma ferramenta útil. É um minúsculo GPS (sigla em inglês para sistema de posicionamento global) inserido sob a pele. A novidade está sendo desenvolvida pela empresa americana Applied Digital Solutions, já terminou o primeiro protótipo.
Satélites rastreiam o GPS para determinar a posição do seu portador em terra.
1. Satélites enviam sinais para um GPS em miniatura, inserido sob a pele.
2. Os sinais são enviados por ondas de rádio para um computador, que calcula a posição precisa do aparelho.

4963 – Câncer – Mortalidade


O forte declínio nos casos mortais de câncer de pulmão e mama provocaram uma queda no total de mortes por essa causa nos EUA nos últimos anos, informou nesta quarta-feira a Sociedade Americana do Câncer.
No total, foram evitadas mais de um milhão de mortes desde que a mortalidade por câncer começou a declinar em princípios da década de 90, segundo o relatório Estatísticas de Câncer 2012, baseado em dados e modelos estatísticos de saúde do governo americano.
Embora as mortes pelos quatro tipos principais de câncer – pulmão, cólon e reto, mama e próstata- tenham reduzido na última, outros tipos potencialmente mortais da doença aumentaram, incluindo os cânceres de garganta e boca, vinculados ao vírus do papiloma humano, uma enfermidade comum de transmissão sexual.
A incidência dos cânceres do pâncreas, fígado, tireoide e rim, bem como o melanoma de pele também aumentou nos últimos dez anos.
O aumento de algumas das formas desse doença pode estar ligado à epidemia de obesidade nos EUA, assim como as melhores práticas de diagnóstico para alguns tipos, aponta o informe estatístico.

4956 – Hospedes na marra


Os microorganismos são os verdadeiros donos do planeta. Eles não só o controlam como também colonizam os seres humanos. Por dentro e por fora, da cabeça aos pés, seu corpo é um condomínio de bilhões de bichos. Na verdade, há mais micróbios do que células no organismo. Essa legião de invasores põe o sistema imunológico em permanente estado de guerra. Mas nem todos os inquilinos são detestáveis. Muitos são até suportáveis, pois não conseguem causar nenhuma doença grave, e, em alguns casos, amigáveis, pois fazem bem. Só no aparelho digestivo, existem mais de 400 tipos de bactérias. Os bichos ocuparam o prédio tão discretamente que até parecem os donos da casa.
Os lactobacilos são as mais conhecidas bactérias entre as que ajudam o organismo. Moradoras naturais da boca, do estômago e do intestino, fazem bem porque produzem ácido lático. Deixam o ambiente tão ácido que impedem a proliferação de bactérias nocivas.
Há certos fatores, como remédios ou álcool, que desencadeiam a quebra do equilíbrio que transforma uma bactéria suportável em detestável
Um bom exemplo disso é o Staphylococcus aureus. Ele parece até boa gente. Mora na fachada do edifício em todos os andares, aos bilhões. Passa o dia limpando a parede externa, a pele. Ajuda a deixá-la mais bonita, já que se alimenta das impurezas. Mas, se a resistência do corpo estiver em baixa e houver uma brecha, como um ferimento, ele se joga na corrente sanguínea. Multiplica-se tão rapidamente que, no caso de septicemia, uma infecção generalizada, pode até matar
Já com os detestáveis não há negócio. Esse inquilino é do tipo que estraga o lugar em que vive: quebra janelas, danifica o encanamento e compromete as fundações. Quando se trata de vermes, a situação fica ainda pior, já que eles podem, literalmente, se alimentar das paredes que os abrigam.
Estudar bactérias só é possível com a ajuda de um microscópio. Embora a invenção seja do final do século XVI, foi o naturalista holandês Antoine van Leeuwenhoek que, em 1674, desenvolveu o primeiro modelo capaz de permitir a visualização de uma bactéria. O microscópio eletrônico, inventado em 1924, pode aumentar uma imagem até 250 000 vezes.
Muito privilegiado, o Pediculus humanus capitis, o piolho, habita a cobertura, isto é, a cabeça. É uma criatura muito popular entre crianças, cujas cabeleiras infesta. Dona piolha põe até dez ovos por dia, chamadas lêndeas, que ficam grudadas nos fios de cabelo. Em nove dias já são adultos, donos do próprio nariz – e dos cabelos dos outros. Uma boa faxina, com o produto de limpeza adequado, basta para espantá-los em três tempos.
Apesar do nome, a Candida albicans não tem nada de cândida, isto é, de boazinha. É um dos fungos que infectam os seres humanos com maior freqüência. Mora principalmente na boca e na pele, nos andares mais altos e nos mais baixos do edifício. É também a culpada pelo sapinho, pela frieira e pelas assaduras no bumbum dos nenês.
Aqui o sobrenome já diz tudo: Propionibacterium acne. Locatária muito vaidosa, a acne faz questão de se exibir em prédios jovens, recém-construídos, bem na fachada. Condomínios adultos também estão sujeitos a essa incômoda bactéria, que não causa dor, exceto a do constrangimento.
O vírus da herpes (Herpes simplex) gosta muito daqueles que você mais ama. Adora morar na sua boca. Apesar de aí não causar grandes problemas, é altamente contagioso. Pode viver 48 horas em uma escova de dentes seca e até uma semana se ela estiver úmida. Depois de instalado, gosta de dar as caras quando o porteiro, ou melhor, as defesas do organismo, dormem em serviço. E demora muito a ir embora.
No intestino, há bilhões de Lactobacillus acidophillus. Lá, essa multidão ocupa o espaço de micróbios indesejáveis, impedindo-os de crescer. Dessa forma, ajuda a evitar vazamento no edifício, ou seja, a diarréia. Eles também moram em outros andares do prédio. Na foto, estão na vagina, pondo no olho da rua o bicho que causa a sífilis
Apesar de ser a menor espécie de pulga conhecida (tem apenas 1 milímetro de comprimento), a Tunga penetrans causa grandes estragos no alicerce do edifício: os pés. Responsável pelo bicho-de-pé, esse bichinho se alimenta de sangue, mas não permanece no local por muito tempo: a fêmea morre quinze dias depois de botar mais ou menos 100 ovos.
Como a maioria dos vermes, a Escherichia coli não é muito afeita a higiene. É encontrada em qualquer parte do sistema digestivo, mas é mais comum nos esgotos do corpo, o intestino. Nos adultos não chega a fazer muito mal. Em edifícios mais novos, porém, provoca diarréias.
A inflamação causada pela Chlamydia trachomatis aparece em todo o sistema genital e urinário do homem e da mulher – uretra, vulva, vagina, útero e seu colo, trompas e ovários, pênis e testículos. Passa por contato genital e prospera com o calor. Em casos extremos, pode provocar impotência sexual em homens.
O Trichinella spiralis entra no corpo com a carne de porco mal cozida (incluindo salsichas) e vai morar na sala de ginástica do prédio – ou seja, nos músculos. Pode causar uma dor tão aguda que exige até hospitalização. Mede 4 milímetros de comprimento. Apesar do atlético lugar em que moram, as fêmeas duram no máximo dezesseis semanas. Os machos são ainda menos vigorosos: morrem logo depois da cópula.