12.342 – História da Medicina – As Doenças mais Antigas


MEDICINA simbolo
A medicina moderna conseguiu, nos últimos séculos, identificar os fatores causadores de várias doenças e, em muitos casos, foi capaz de encontrar uma cura.
Tracoma: são encontradas referências a essa doença conjuntiva, que atualmente continua sendo a principal causadora de cegueira no mundo, no código de Hammurabi e no papiro de Ebers. Existem dados suficientes para fazer crer que pensadores famosos da antiguidade, como Horário e Cícero sofreram dela. Resíduos dessa doença foram encontrados em um esqueleto aborígene de 10 mil anos de idade, na Austrália.

Malária ou Paludismo: no livro chinês Nei Ching, traduzido como “Livro da Medicina”, de 2.700 a.C., estão os primeiros registros escritos dessa doença. Um estudo publicado no Wall Street Journal afirma que essa infecção poderia ser causadora da morte de metade da população humana desde a Idade da Pedra.

Lepra: até o início do século passado, os leprosos eram isolados em colônias e condenados a viver distante do resto da sociedade por causa do medo que trazia a possibilidade de contrair essa doença. São encontradas referências a sua sintomatologia peculiar na Bíblia e em papiros egípcios de 1.500 a.C. Restos ósseos de quase 5 mil anos de idade com evidências dessa patologia foram encontrados na Índia.

Varíola: o relatório “Estudos de Paleopatologia no Egito”, publicado em 1921 por Sir Marc Armand Ruffer, registra a descoberta de vestígios de varíola em três múmias egípcias – a mais antiga de 1.500 a.C. Acredita-se que essa doença poderia ter existido na Terra desde 10 mil anos atrás. Mas os avanços científicos dos últimos dois séculos conseguiram erradicar o vírus.

Cólera: catalogada por Hipócrates em 400 a.C., acredita-se que a cólera pode ter sido originada nas margens do rio Ganges. A doença é causada pela má manipulação da água, por isso, ao alcançar centros urbanos a partir do século XV, as epidemias se tornaram mais frequentes.

Febre Tifoide: a vitória espartana na Guerra do Peloponeso em 430 a.C. talvez não fosse possível se a resistência das tropas atenienses não tivessem sido acometidas por uma epidemia de febre tifoide. Atualmente, são registrados casos da doença em diferentes partes do mundo, porém seu índice de mortalidade é muito mais baixo do que há 2.500 anos.

Tuberculose: é possível que resíduos patológicos da doença tenham sido encontrados em ossos de um hominídeo anterior ao homo sapiens, que viveu na Terra há 500 mil anos. Embora os dados sejam insuficientes para afirmar isso, a deterioração óssea dos restos parece indicar que a tuberculose existe no planeta há meio milhão de anos.

8556 – Medicina – A Artropatia de Jaccoud


Trata-se de uma poliartrite crônica, caracterizada pela deformação insidiosa, progressiva e permanente, especialmente nas mãos, resultando em desvio ulnar dos dedos redutível. Costuma afetar indivíduos que possuem outras patologias como febre reumática, artrite psoriásica, doença mista do tecido conjuntivo, lúpus eritematoso sistêmico, síndrome de Sjögren e artrite reumatoide.
Em 1867, Jaccoud relatou uma artropatia crônica em um paciente portador de febre reumática, denominando esta condição de reumatismo fibroso crônico. Anos após, Bywaters descreveu 12 casos e, em 1950, fez uma extensa revisão de literatura, conferindo o nome a esta condição de síndrome de Jaccoud.
Estima-se que esta desordem afete de 20 a 80 mil indivíduos a cada 100.000 por ano. Decorre do acúmulo de auto-anticorpos que resulta na formação de complexos imunes, que se acumulam em órgãos e tecidos, e como consequência surgem lesões sintomáticas. Os órgãos mais afetados por esses depósitos são os glomérulos renais, a pele, os pulmões, o fluido sinovial, dentre outros.
Clinicamente, os pacientes apresentam desvio ulnar do quinto quirodáctilo e subluxação das articulações metacarpofalangeanas, resultando na deformidade das mãos. Em raros casos pode afetar também os pés.
O diagnóstico deve ser estabelecido através de uma avaliação minuciosa do paciente e de seu histórico, devendo diferenciá-la de outras desordens reumáticas. Além de uma anamnese detalhada, alguns exames laboratoriais podem auxiliar no fechamento do diagnóstico, como velocidade de hemossedimentação e testes sorológicos de fator reumatoide.
O único tratamento eficaz é eliminar a doença de base. Comumente a sintomatologia responde positivamente a administração de salicilatos. Também existe a opção cirúrgica, mas esta deve ser feita somente em alguns casos, quando determinado por especialistas.
Por ser uma desordem de evolução benigna, não havendo, na maioria das vezes, o acometimento de outras articulações, o prognóstico é bom.

8223 – Patologia – O Hantavírus


Vive em ratos silvestres e contamina indivíduos que respiram partículas da saliva ou dos excrementos desses animais. Além dos pulmões, tal vírus ataca os rins, inibindo sua capacidade de filtrar o sangue. Como a maioria dos sinais se confundem com uma gripe, a maioria dos doentes já chega ao hospital com os rins danificados.

hantavírus

Trata-se de um gênero que agrupa vários vírus ARN, pertencente à família bunyaviridae. Existem sete gêneros dentro da família bunyaviridae, todos tendo artrópodes como agente etiomiológico, exceto pelo hantavírus, que é transmito por roedores, que causam infecções como febre hemorrágica viral, febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR); e a síndrome pulmonar por Hantavírus (SPHV), uma infecção muito grave.
A palavra é derivada do rio Hantan, onde o vírus Hantaan (o agente etiológico da febre hemorrágica coreana) foi isolado pela primeira vez pelo Dr. Lee Ho-Wang. A doença associada a vírus Hantaan é a febre hemorrágica com síndrome renal, um termo que é aceito pela Organização Mundial de Saúde.
Os Hantavírus constituem uma relativamente recém-descoberta classe de vírus; segundo a entidade HFRS a doença foi pela primeira vez reconhecido pela medicina ocidental durante a Guerra da Coréia, no início dos anos de 1950. Em 1993, uma espécie de hantavírus foi encontrada como causadora da síndrome cardiopulmonar por hantavírus, causada pelo vírus Sin Nombre, no Novo México e em outros quatro estados. Além de Hantaan vírus e o vírus Sin Nombre.

Regiões especialmente afectadas por HFRS incluem China, a península da Coréia, Rússia (Hantaan, Seoul Puumala e vírus), e e Europa Ocidental (Puumala e Dobrava vírus). As regiões com os mais elevados índices de HCPS incluem Patagónia, Argentina, Chile, Brasil, Estados Unidos, Canadá, e do Panamá. Os dois agentes da HCPS na América do Sul são vírus (também chamados de Oran, Castelo de Sonhos, Lechiguanas, Juquitiba, Araraquara, Bermejo e vírus, entre muitos outros sinônimos).

Hantavírus tem um tempo de incubação de 2 a 4 semanas em seres humanos, antes de ocorrer sintomas de infecção. Estes sintomas podem ser divididos em cinco fases:
Fase febril: Os sintomas incluem febre, calafrios, mal-estar, dores de cabeça, náuseas, dor abdominal e dor nas costas, problemas respiratórios, tais como os causados pelo vírus da gripe comum, assim como problemas gastro-intestinais. Estes sintomas normalmente ocorrem de três a sete dias.
Fase hipotensora: Isso ocorre quando os níveis de plaquetas sanguíneas estão em queda e os sintomas podem levar à hipoxemia e taquicardia. Esta fase pode durar 2 dias.
Fase oligúrica: Esta fase tem a duração de três a sete dias e é caracterizada pelo aparecimento de insuficiência renal e proteinúria.
Fase diuréica: Esta é caracterizada por diurese de 3 a 6 litros por dia, que podem durar vários dias e até semanas.
Fase convalescente: Isto normalmente ocorre quando se inicia a recuperação e os sintomas começam a desaparecer.

A Síndrome pulmonar por hantavírus (SPH) é uma doença mortal transmitida por roedores infectados através da urina, fezes ou saliva. O ser humano adquire esta doença através das vias respiratórias superiores, ou seja, através do ar. E não há cura, porém quanto mais rapidamente for detectada, mais chances o homem tem de sobreviver, já que há o combate contra os sintomas da doença. Estes sintomas, que são muito semelhantes às HFRS, incluem taquicardia e taquipneia. Essas condições podem levar a uma fase cardiopulmonar, onde choques cardiovasculares podem ocorrer e a internação do paciente se faz necessária. Os seres humanos podem desenvolver a doença através da inalação do vírus pelo ar. A SPH foi primeiramente reconhecida em 1993 e desde então tem sido identificada em todos os Estados Unidos. Embora raros, os casos de SPH são potencialmente mortais. O controle de roedores continua a ser a principal estratégia para a prevenção de infecções por hantavírus.

A patogênese da infecção por hantavírus não é clara porque existe uma falta de modelos animais (ratos e camundongos não parecem adquirir a doença grave). Embora a replicação principal não é clara, e em ambos, HFRS e SPH, o principal efeito é o dos vasos sanguíneos. Existe um aumento da permeabilidade vascular e diminuição da pressão arterial devido à disfunção endotelial. Em HFPS, o dano mais dramático é observado nos rins, enquanto que na SPH, o baço e pulmão são os mais afetados.

7705 – Medicina – As Doenças Auto-imunes


Lúpus
Quem é fã da série House já viu a equipe do médico, em mais de um episódio, apostar no diagnóstico de lúpus por não fazer a menor ideia de qual seria a explicação para o caso de um paciente. Na vida real, isso também acontece. E o motivo é simples: quase tudo pode ser atribuído a essa doença autoimune, uma das mais misteriosas de que se tem notícia.
O lúpus eritematoso sistêmico, como é chamado pelos cientistas, tem potencial para afetar qualquer parte do corpo. É por isso que os médicos acabam confundindo seus sintomas com os de outras doenças. Trata-se de uma enfermidade inflamatória: o sistema imunológico do doente fica doido e produz anticorpos que atacam sem piedade células e tecidos de seus próprios órgãos, provocando a inflamação. Em situações mais graves e raras (menos de 1% dos casos), o mal pode levar a alucinações e comportamentos psicóticos. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de sofrimento e melhoria se alternando constantemente. Não há cura. Resta ao doente, portanto, remediar os sintomas e encontrar a melhor forma possível de conviver com eles.
Embora seja conhecido desde a Idade Média, o lúpus permanece cercado de enigmas. Sabe-se, por exemplo, que 90% das vítimas são mulheres, e que 80% delas desenvolvem a doença na fase mais produtiva da vida, entre os 15 e os 45 anos. Por quê? A ciência ainda não encontrou a resposta. Outro mistério: nos EUA, onde as pesquisas sobre a moléstia são as mais avançadas, a incidência é muito maior em populações com características étnicas específicas, como negros e descendentes de asiáticos. Em outras partes do mundo, porém, não há dados que indiquem maior vulnerabilidade deste ou daquele grupo. Em quase 20 anos de acompanhamento de casos, não conseguimos comprovar, aqui, as mesmas estatísticas verificadas pelos americanos.
Os cientistas acreditam que a doença tenha um componente genético em sua origem, já que é comum o registro de múltiplos casos dentro de uma mesma família. O problema é que não se sabe ao certo qual gene seria o responsável. Tudo leva a crer que não apenas um mas vários genes sejam capazes de determinar maior ou menor risco de uma pessoa desenvolver lúpus, mediante a influência de “gatilhos” como a ingestão de certos medicamentos (antidepressivos, antibióticos e diuréticos), estresse e exposição ao sol.

Prontuário
Incidência – Entre 30 e 100 ocorrências para cada grupo de 100 mil indivíduos.

Total de casos – 5 milhões no mundo todo.

Mortalidade – 5% nos primeiros 5 anos da doença, por causa de complicações decorrentes de processos infecciosos.

Tratamento – Medicamentos imunossupressores entre os surtos. Exames de sangue em intervalos de 3 a 10 semanas tentam antecipar problemas graves.

7677 – Medicina -A Síndrome de Turner


MEDICINA simbolo

É uma anomalia cromossômica cuja origem é a perda parcial ou total de um cromossomo X.
A síndrome é identificada no momento do nascimento, ou antes da puberdade por suas características fenotípicas distintivas. Em geral resulta de uma não-disjunção durante a formação do espermatozóide. A constituição cromossómica mais frequente é 45, X .
(45 cromossomos com falta de um cromossomo X, ver esta notação no artigo sobre cariótipo), não apresentando, portanto, cromatina sexual. Ela ocorre apenas em mulheres e também foi descrita em camundongos e cavalos.
Sua ocorrência está em torno de uma em 2500 nascimentos. A portadora apresenta baixa estatura, órgãos sexuais (ovários e vagina) e caracteres sexuais secundários (seios) poucos desenvolvidos (por falta de hormônios sexuais), tórax largo em barril, pescoço alado (com pregas cutâneas bilaterais), má-formação das orelhas, maior frequência de problemas renais e cardiovasculares, e é quase sempre estéril (os ovários não produzem ovócitos).
A síndrome de Turner é uma condição que afeta apenas meninas com monossomia do cromossomo X, e é um distúrbio cromossômico. Ninguém conhece a causa da Síndrome de Turner. A idade dos pais das meninas com Síndrome de Turner não parece ter qualquer importância e não foram identificados fatores hereditários. Não parece haver qualquer providência que os pais possam tomar para evitar que uma de suas filhas tenha Síndrome de Turner.
O diagnóstico pode ser feito em qualquer idade; cerca de 30% das crianças são diagnosticadas ao nascimento e outras 25,5% durante a período médio da infância. Para muitas meninas portadoras de Síndrome de Turner, entretanto, o diagnóstico pode ser feito somente na adolescência. O médico pode indicar tratamento hormonal a partir da puberdade. Por causa de um possível amadurecimento mental inicial um pouco lento, deve ser estimulada desde cedo em casa e na escola.
Uma estatura reduzida diariamente representa o maior obstáculo para uma menina com Síndrome de Turner. Ao nascimento, estas meninas geralmente têm um comprimento menor e pesam menos que as outras. Durante os primeiros anos de suas vidas, elas crescem quase tão rápido quanto suas contemporâneas, porém, com o tempo, a diferença na altura torna-se mais aparente. A diferença é particularmente notável quando as outras meninas entram na puberdade e apresentam rápidos aumentos de estatura, o que não ocorre com as meninas com Turner. Geralmente as mulheres com Turner que não estão recebendo tratamento são, em média, 20 cm mais baixas que outras mulheres. Nos últimos anos, as meninas com Turner estão sendo tratadas com hormônio de crescimento e os resultados provisórios sugerem que a estatura final possa ser aumentada de 5 a 10 cm.

Para a maioria das meninas com Turner, os ovários não se desenvolvem como deveriam.Elas antes do nascimento, possuem um número normal de folículos ovulares em seus ovários. Entretanto, estes folículos desaparecem rapidamente, e geralmente não mais os possuem ao nascimento. O ritmo de desaparecimento varia para cada menina e até 20% delas ainda podem possuir óvulos em seus ovários no início da puberdade. Quando ocorre ausência dos folículos ovulares, também há uma ausência dos hormônios sexuais femininos, as quais são importantes para o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários (pelos pubianos, desenvolvimento dos seios, etc.). Consequentemente, muitas delas podem ter desenvolvimento incompleto das características sexuais secundárias. A maioria não menstrua e apenas podem ter filhos em raros casos, as mulheres não liberam os ovócitos.
As meninas com Turner podem apresentar traços físicos que não são característicos desta condição física. Algumas meninas podem não apresentar nenhum, e outras podem ter alguns ou muitos destes traços. Ao nascimento, entre um terço e metade das meninas com Turner apresentará inchaços com aspecto de um coxim no dorso das mãos e pés. Isto normalmente desaparece após um certo tempo, porém pode reaparecer durante a puberdade. Algumas meninas com Turner podem ter um palato (céu da boca) estreito e elevado e um maxilar inferior menor, o que pode levar à dificuldade na alimentação como um refluxo. Estas dificuldades geralmente podem ser resolvidas ou minimizadas através do aconselhamento de seu médico. Problemas dentários ocasionalmente podem ocorrer numa época posterior.
As unhas frequentemente se dobram em relação aos dedos e artelhos de um modo característico, e têm uma tendência a “enganchar” nas meias. Muitas meninas com Turner apresentam um número maior que o habitual de manchas escuras , frequentemente na face. Outro aspecto mais raro da Síndrome de Turner é o pescoço com um septo lateral. Este é uma pequena dobra de pele de cada lado do pescoço dando a impressão que o pescoço é curto. O paciente pode, com a aprovação de seu médico, remover esta pequena dobra de pele com um cirurgião plástico que tenha particular experiência com Síndrome de Turner.
As pesquisas têm mostrado que uma pequena porcentagem de meninas com Turner tem alguma forma de anormalidade cardíaca. A maioria destas anormalidades, felizmente, é relativamente insignificante, porém há algumas que requerem cirurgia. É importante que as meninas com Turner façam um exame de seu coração (através de mapeamento cardíaco especial) bem precocemente. Podem também ocorrer problemas de ouvido em pacientes com Síndrome de Turner com uma tendência para frequentes infecções no ouvido médio. Com o correr do tempo, algumas mulheres com Turner podem apresentar um comprometimento da audição. As meninas com Turner também podem ter pequenas anormalidades renais. Entretanto, elas geralmente não afetam o funcionamento dos rins.

Doenças renais crônicas
Os rins são responsáveis pela excreção de urina na concentração correta. Isto significa que um rim funcionando normalmente excretará a água em excesso e escórias, enquanto retém sais e outros compostos necessários ao organismo. As crianças com doença crônica do rim (renais) podem ser divididas em três grupos, dependendo da função renal que possuem:
Disfunção renal crônica – função renal menor que 50%;
Insuficiência renal crônica – função renal menor que 25%;
Doença renal em fase terminal – função renal menor que 5% (pacientes em diálise).
Cerca de 6 crianças em cada um milhão da população total sofrem de doença renal crônica. Aproximadamente um terço das crianças com doença renal crônica têm crescimento anormal, em parte devido ao fato de as doenças renais perturbarem o metabolismo do hormônio de crescimento (GH). Os hormônios corticosteróides, que são frequentemente utilizados para tratar a doença renal, podem também retardar o crescimento.falta de atividade cerebral.

O hormônio do crescimento continua a desempenhar um importante papel na fase adulta, regulando o metabolismo e composições do corpo, promovendo ossos fortalecidos e um coração saudável e melhorando a qualidade de vida das pessoas.
GHDA pode aparecer a qualquer momento e pode ser resultado de:
Um tumor na região da hipófise;
Tratamento de tumor cerebral ou câncer;
Ferimento grave na cabeça.
As meninas com Turner são geralmente encaminhadas a um pediatra ou endocrinologista com experiência no tratamento de Síndrome de Turner. Como cada menina com Turner é diferente, o tratamento irá variar. O tratamento geralmente envolve a administração de hormônio de crescimento humano (hGH) isolado ou associado a baixas doses de estrógeno e ou um esteroide anabólico. O médico e a enfermeira na clínica especializada terão as melhores condições para aconselhar o melhor esquema de tratamento e irão monitorar continuamente o progresso para assegurar que um crescimento e desenvolvimento ótimos estejam sendo obtidos.

Escola Paulista de Medicina

7650 – Medicina – A Hipocondria


Do grego hypo- (a baixo) e chondros (cartilagem do diafragma), também conhecida por nosomifalia, é um estado psíquico em que a pessoa tem crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até às vezes, à descrença nos diagnósticos médicos. Muitas vezes encarada como algo engraçado, a patologia é séria e prejudica a vida de pacientes e parentes.
Um grande contingente de pessoas saudáveis do ponto de vista clínico e laboratorial recorre diariamente a hospitais, consultórios e prontos-socorros, sempre reclamando de doenças graves. Inconformados com médicos e exames que indicam a inexistência de qualquer problema de saúde, muitas dessas pessoas saem dali direto para a avaliação de outro profissional, na expectativa de encontrar o diagnóstico sobre o mal que supostamente os acomete. A procura será em vão e aí pode estar o indício de uma doença real, embora essa ainda não seja imaginada pelo paciente. Trata-se da hipocondria ou a ‘mania de doença’, como é mais conhecido o mal que se caracteriza pela supervalorização de sintomas corriqueiros e perfeitamente normais.
A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.
Um hipocondríaco é um indivíduo que acredita na presença de doença. Geralmente reconhecem a presença de sinais e sintomas das mais variadas patologias no seu próprio corpo, entrando por vezes em estados de pânico. É tido como um distúrbio psiquiátrico, necessitando muitas vezes de ajuda médica especializada. O hipocondríaco em muitos casos se sente melhor ao tomar uma série de remédios para se dopar, achando assim, estar livre das supostas doenças. Alguns relatam que ficam felizes ao tomar os remédios, por vezes entra numa depressão profunda por pensar ter muitas doenças.
Muitos hipocondríacos descobrem métodos alternativos para curar ou amenizar as supostas doenças, que no seu caso funcionam, pois a doença é, na verdade, sintoma da hipocondria. Como é algo mental, qualquer coisa deduzida o seu cérebro é capaz de reproduzir, portanto se a “Hipocondria” deduzir que tal coisa irá melhorar ou agravar o seu estado de saúde, geralmente ocorre, porque a própria doença é criação de sua cabeça. Muitos ligam alguns acontecimentos como agravador ou causador da doenças, sendo que a maioria deles não faz nenhum sentido.
No filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain Georgette, a empregada na tabacaria, está sempre tomando alguma coisa para as alegadas manchas, ou inalando algum pó para qualquer doença inexistente.
Em Madagascar (filme),a girafa Melman apresenta os sintomas da hipocondria,e está sempre alegando sintomas de doenças,tomando remédios sem motivo real e se preocupando excessivamente com normas para prevenção de doenças. No filme,o assunto é tratado de forma cômica.

6600 – Medicina – Os Tumores e Quistos


Mesmo benignos, tumores e quistos geralmente exigem extirpação cirúrgica, porque produzem aumentos de massa ou volume dos tecidos que pressionam órgãos adjacentes e afetam sua função.
Tumores são massas de tecido anormal que surgem sem causa evidente a partir de transformações produzidas em células normais do corpo. Não têm função útil e tendem a crescer de forma autônoma e desenfreada. Quistos são cavidades que se formam no interior de tecidos orgânicos e que contêm líquidos ou outras substâncias semi-sólidas.
Formações tumorais. As células que formam os tumores geralmente diferem das normais por terem sofrido algumas das seguintes alterações: hipertrofia, aumento de tamanho das células individuais; hiperplasia, proliferação exagerada de células numa determinada região; anaplasia, regressão das características físicas de uma célula para tipos mais primitivos ou indiferenciados — aspecto quase constante dos tumores malignos, embora ocorra em outros casos tanto em indivíduos saudáveis quanto doentes.
Segundo suas características, estrutura e propriedades clínicas, os tumores classificam-se em benignos e malignos (cânceres). Os primeiros crescem lentamente e se fixam no local de origem. Muitos tumores benignos são encapsulados num tecido conjuntivo derivado da estrutura que os envolve e não invadem os tecidos contíguos, embora possam exercer pressão sobre eles à medida que aumentam de tamanho. Outras características os distinguem: não se alastram pelo corpo, e, portanto, não produzem metástases (disseminação das células tumorais pelo corpo); podem ser totalmente removidos cirurgicamente, dependendo de sua localização; e não alteram a função original do tecido afetado.
As células dos tumores malignos diferem das normais em tamanho, forma e estrutura. Em casos extremos, perdem a aparência e as funções que as caracterizam como células especializadas. O termo maligno se refere à capacidade que o tumor apresenta de produzir metástases e, conseqüentemente, a morte do paciente, a menos que seja erradicado.
O tumor maligno cresce rapidamente porque as células que o integram se multiplicam de forma rápida e desordenada. Costuma infiltrar-se nos tecidos e estruturas orgânicas próximas, o que torna ainda mais difusa sua localização e mais difícil sua extirpação cirúrgica. Além de não apresentarem uma estrutura histológica bem configurada — uma de suas principais características é, especificamente, a desorganização — os tumores malignos são recidivantes, ou seja, se reproduzem com facilidade depois de uma extirpação cirúrgica, e apresentam capacidade de crescimento teoricamente ilimitada.
Uma massa de células tumorais geralmente forma um inchaço localizado e definido que, se ocorre junto à superfície do corpo, pode ser percebido como um caroço. Tumores profundos, no entanto, nem sempre são palpáveis. Às vezes, especialmente no caso dos tumores malignos, estes se apresentam não como caroços, mas como úlceras, fissuras, projeções semelhantes a verrugas ou infiltrações difusas e mal-definidas do que parece ser um órgão ou tecido de resto normal.
A dor causada por tumores geralmente resulta da pressão que ele exerce sobre os tecidos nervosos. Nos primeiros estágios de evolução, todos os tumores tendem a ser indolores, e aqueles que alcançam grande tamanho sem interferir nas funções locais podem permanecer indolores. A maioria dos tumores malignos, no entanto, causa dor em virtude da invasão direta de ramificações nervosas ou pela destruição de ossos.
São diversos os tratamentos que a medicina emprega para combater tumores. Eles podem ser físicos, como as radiações, que destroem as células tumorais (particularmente sensíveis às emissões radioativas); cirúrgicos, com que se previne a invasão de outras estruturas, no caso dos tumores malignos; ou quimioterápicos, entre os quais está a administração de substâncias inibidoras da divisão celular (antimitóticos).
Quistos. Embora a maioria dos quistos seja benigna, muitas variedades são malignas ou pré-cancerosas. Quistos benignos geralmente precisam ser removidos porque interferem no funcionamento dos órgãos adjacentes. Surgem pela proliferação do epitélio (tecido que forma a pele e o revestimento dos vasos sangüíneos e cavidades do corpo) e podem desprender-se das estruturas próximas e se deslocar livremente. Diversos órgãos, entre os quais o rim, o fígado e a mama, são particularmente suscetíveis à formação de quistos.
Os quistos podem ser causados por parasitos ou pela obstrução de glândulas de secreção exócrina (ou externa), como é o caso das glândulas sebáceas, sudoríparas ou mamárias. A dificuldade de circulação e evacuação do líquido produzido por essas glândulas provoca o acúmulo de secreção e a conseqüente dilatação do órgão. Entre os quistos de origem parasitária, são graves o quisto hidatídico, produzido pela larva do verme Echinococcus granulosus, e o cisticerco, formado por ovos de solitária (Taenia solium), verme que infesta o indivíduo que ingere carne de porco contaminada e mal cozida. A extirpação cirúrgica é o tratamento indicado para os quistos.

6599 – Medicina – A SURDEZ


☻ Mega Bloco – Ciências Biológicas

As graves limitações provocadas pela surdez, bem como suas conseqüências psicossociais, foram significativamente aliviadas no século XX por meio de terapias educacionais, aparelhos auditivos (amplificadores) e técnicas cirúrgicas restauradoras.
Surdez é a perda total ou parcial da capacidade auditiva. Decorre de fatores genéticos, traumáticos ou tóxicos. Quando surge devido a condições inadequadas de trabalho, o que é freqüente, classifica-se como doença profissional. Pode limitar-se a um único ouvido, ou manifestar-se como surdez específica para certas freqüências sonoras, o que muitas vezes prejudica seriamente a percepção da fala.
As deficiências auditivas podem ser causadas por problemas de transmissão do som entre o ouvido e o tímpano — no caso da surdez de condução — ou por lesões em células sensoriais ou no ouvido interno — na chamada surdez neurossensorial. A capacidade auditiva ainda pode ser reduzida ou mesmo eliminada por alterações nas áreas cerebrais correspondentes à audição.
A surdez de condução pode ser produzida por malformações congênitas, passíveis de correção cirúrgica, obstruções do conduto auditivo externo (geralmente por cerume ou por corpos estranhos), redução da movimentação da membrana do tímpano ou por imobilização parcial ou total dos ossículos do aparelho auditivo.
A idade é a causa mais importante da surdez neurossensorial. O desenvolvimento da perda auditiva para freqüências altas parece ser decorrência natural do envelhecimento. Drogas, alérgenos e ruídos são responsáveis por perdas auditivas neurossensoriais e até mesmo pela surdez total. A quinina e os derivados do ácido salicílico (aspirina) são há muito tempo conhecidos como causadores de perdas auditivas, principalmente em indivíduos sensíveis. Antibióticos, como a dihidroestreptomicina e a kanamicina e, em menor grau, a estreptomicina e a neomicina, são comprovadamente ototóxicos.
Fenômenos alérgicos podem comprometer o ouvido médio e a trompa de Eustáquio, o que leva a perdas relativamente acentuadas da audição. Ruídos intensos podem levar à perda temporária da audição, principalmente para sons agudos; quando ouvidos por longo tempo, podem provocar lesões permanentes. A lesão produzida depende tanto da intensidade quanto da duração do som. Para produzir lesões instantâneas, a intensidade sonora deve ultrapassar os 150 decibéis.

A surdez congênita determina a mudez: por não ser capaz de ouvir as palavras, desde o nascimento, o indivíduo é incapaz de aprender a falar naturalmente. Essa situação se reverte por meio de terapias de educação e correção da surdo-mudez.
Durante muito tempo, os surdos-mudos foram discriminados como portadores de deficiências mentais, devido à dificuldade de relacionamento. O médico italiano Gerolamo Cardano, no século XVI, foi o primeiro a se preocupar seriamente com o problema e afirmou que os surdos-mudos podiam ser postos em condições de “ouvir lendo e falar escrevendo”. Mais tarde, o espanhol Juan Pablo Bonet escreveu o primeiro livro sobre o assunto, no qual explicava como exercitar o surdo-mudo para a emissão de sons.
O abade francês Charles-Michel de l”Épée foi, no entanto, quem sistematizou definitivamente a educação do surdo-mudo, no século XVIII. Sem desprezar o uso da palavra, L”Épée criou uma linguagem de sinais manuais que denominou “método silencioso”. Posteriormente, desenvolveu-se o “método oral”, baseado no emprego da palavra e na leitura labial. No século XIX, houve grande controvérsia entre os defensores de um e outro métodos, mas, a partir do século XX, cresceu a tendência a empregá-los simultaneamente.
No Brasil, somente em 1857, por iniciativa do imperador D. Pedro II, criou-se, no Rio de Janeiro, o primeiro estabelecimento destinado a ministrar educação para surdos-mudos: o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos, ainda hoje a mais importante escola desse gênero no país, com o nome de Instituto Nacional de Educação dos Surdos.