9298 – Mega Listas – Todos os Papas, 2ª Parte


Papa João IV
Papa João IV

Continuando com os 20 séculos de papado, segue a lista com os papas:

Papa Pontificado
61° – João III 17 jul 561 a 13 jul 574
62° – Bento I 2 jun de 575 a 30 jul 579
63° – Pelágio III 29 de nov de 579 a 7 fev dec 590
64° – São Gregório I 3 set de 590 a 12 mar 604
65° – Sabiniano 13 set de 604 a 22 fev de 606
66° – Bonifácio III 19 de fev de 607 a 12 nov de 607
67°- São Bonifácio IV 25 de ago de 608 a 8 mai de 605
68°- Santo Aldeodato I 19 de out de 615 a 8 nov de 618 Aldeodatus
69° – Bonifácio V 23 de Nov de 619 a 25 de Out de 625
70° – Honório I 27 de Out de 625 a 12 de Out de 638 Honorius
71°- Severino Out de 638 a 2 de Ago de 640 Severinus
72°- João IV 24 de Dez de 640 a 12 de Out de 642 Ioannes Quartus
73°- Teodoro I 24 de Nov de 642 a 14 de Mai de 649 Theodorus
74°- São Martinho I Jul de 649 a 16 de Set de 654 Martinus Canonizado.
75°- Santo Eugénio I 10 de Ago de 654 a 2 de Jun de 657 Eugenius Canonizado.
76º- São Vitaliano 30 de Jul de 657 a 27 de Janeiro de 672 Vitalianus Canonizado.
77°- Adeodato II 11 de Abr de 672 a 17 de Jun de 676 Adeodatus Secundus
78°- Dono 2 de Nov de 676 a 11 de Abril de 678 Donus
79° – Santo Agatão 27 de Jun de 678 a 10 de Jan de 681 Agatho Canonizado.
80°- São Leão II Dez de 681 a 3 de Julho de 683 Leo Secundus Canonizado.
81°- São Bento II 26 de Jun de 684 a 8 de Mai de 685 Benedictus Secundus Canonizado.
82°- João V 12 de Jul de 685 a 2 de Ago de 686 Ioannes Quintus
83° – Cónon 21 de Out de 686 a 22 de Set de 687 Conon
84°- São Sérgio I 15 de Dez de 687 a 8 de Set de 701 Sergius Canonizado.
85°- João VI 30 de Out de 701 a 11 de Jan de 705 Ioannes Sextus
86°- João VII 1 de Mar de 705 a 18 de Out de 707 Ioannes Septimus
87°- Sisínio 15 de Janeiro de 708 a 4 de Fevereiro de 708 Sisinnius
88°- Constantino 25 de Mar de 708 a 9 de Abril de 715 Constantinus
89°-São Gregório II 19 de Mai de 715 a 11 de Fev de 731 Gregorius Secundus Canonizado.
90°- Gregório III 18 de Mar de 731 a 28 de Nov de 741 Gregorius Tertius
91°- São Zacarias 3 de Dez de 741a 22 de Mar de 752 Zacharias Canonizado
92°- Papa eleito Estêvão (II) 23 de Mar de 752 a 26 de Mar de 752 Papa Electus
93°- São Paulo I 29 de Mai de 757 a 28 de Jun de 767 Paulus Canonizado.
94°- Estêvão III (IV) 7 de Ago de 767 a 24 de Jan de 772 Stephanus Tertius
95°-Adriano I 1 de Fev de 772 a 26 de Dez de 795 Hadrianus
96°- São Leão III 26 de Dez de 795 a 12 de Jun de 816 Leo Tertius
97°-Estêvão IV (V) 12 de Jun de 816 a 24 de Jan de 817 Stephanus Quartus (Quintus)
98°-São Pascoal I 25 de Jan de 81 a 11 de Fev de 824 Paschalis Canonizado.
99°-Eugénio II 8 de Mai de 824 a Ago de 827 Eugenius Secundus
100°-Valentino Ago de 827 a Set de 827

9283 – História do Papado – O Papa Eutiquiano


Foi o 27º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Luni, na Itália, em 240, Eutiquiano viveu uma época em que os católicos começavam a conquistar um pouco de liberdade para seu culto e suas ações. De todo modo, ainda não gozavam de plena aceitação ou de reconhecimento oficial, o que significa dizer que os cristãos ainda sofriam perseguições impostas pelos pagãos da época. Não se conhece praticamente nada sobre a vida de Eutiquiano, além do fato de ter chegado ao principal posto da Igreja Católica em meio a situações tão conturbadas para a fé cristã. Ele se tornou papa no dia quatro de janeiro de 275 para suceder o Papa Félix I.
O Papa Eutiquiano ordenou ações que seriam muito marcantes para os cristãos da época, e, de certo modo, seriam confrontadoras da lógica estabelecida. Ele ordenou, por exemplo, que os mártires fossem cobertos pela dalmática, um manto que era parecido com o dos imperadores romanos. Uma afronta para a época. Alguns anos mais tarde, o Papa Silvestre I adotaria a mesma dalmática como traje dos clérigos encarregados de ler a epístola e o evangelho nas missas solenes. O que ajudou a solidificar a tradição que chega aos nossos dias. Os diáconos celebram todas suas missas vestindo suas dalmáticas específicas para cada situação.
Além de iniciar uma conduta que marcaria profundamente a tradição das celebrações católicas, o Papa Eutiquiano também instituiu a benção da colheita nos campos, um ritual religioso puramente simbólico. Ele proibiu ainda que se entregasse a comunhão aos enfermos. O Papa Eutiquiano queria evitar que o Santíssimo Sacramento fosse profanado e acreditava que proibir que mulheres ou leigos simplesmente portassem a comunhão a um enfermo já seria uma inibição.
Não se conhece muito da vida e dos oito anos em que o Papa Eutiquiano esteve à frente da Igreja Católica. Acredita-se que ele tenha sido martirizado porque a Igreja celebra seu suposto dia de martírio. Sabe-se, contudo, que ele morreu no dia sete de dezembro de 283 e foi o último papa a ser sepultado na cripta dos papas. Seu sucessor foi o Papa Caio.

9261 – História do Papado – O Papa Bonifácio III


Bonifácio III foi o 66º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Roma no ano 540, Bonifácio era filho de João Cataadioce, um romano com ascendência grega. Ele se dedicou à vida religiosa desde cedo e foi ordenado diácono, função que manteve durante muitos anos. Sua atuação religiosa, contudo, só se tornou realmente significativa quando foi enviado pelo Papa Gregório I a Constantinopla para servir como legado, em 603. Sua atuação parece ter impressionado não só o papa, mas também o Imperador Focas, que reconheceu sua prudência para solução de questões diversas. Três anos mais tarde, seu nome já havia repercutido pelos seus feitos e Bonifácio foi indicado como sucessor do Papa Sabiniano. Mesmo ainda em Constantinopla, ele foi eleito no dia 19 de fevereiro de 607.
O Papa Bonifácio III enfrentou grandes dificuldades para voltar a Roma. O regresso demorou tanto que criou-se um debate sobre as razões da demora e a viabilidade para exercer seu cargo em Constantinopla. Alguns pesquisadores argumentam que o Papa Bonifácio III se recusou a assumir o cargo até que ficasse comprovado que sua eleição havia sido justa e livre. Seu interesse por eleições livres de interferências externas era latente, como comprovaram suas principais ações como papa.
Após assumir o cargo, o Papa Bonifácio III convocou um concílio em Roma no qual proibiu que fosse discutida a sucessão de um papa que ainda estivesse vivo, sob pena de excomunhão. Ele também determinou que as medidas para eleger o sucessor só poderiam ser tomadas três dias depois do enterro do papa falecido. Ambas as iniciativas causaram grande impacto na eleição papal. Mas, além disso, suas relações próximas com o Imperador Focas foram fundamentais para que se restaurasse a ideia de que o apóstolo Pedro deveria ser a cabeça de todas as Igrejas. Esta medida simbólica garantia ao Bispo de Roma o título de Bispo Universal, superando outros religiosos que reclamavam essa identificação.
Devido às importantes medidas do Papa Bonifácio III, alguns pesquisadores argumentavam que ele teria sido o efetivo fundador da Igreja Católica. Mas hoje entende-se que suas ações apenas reforçavam as medidas anteriores de Justiniano, o qual deu reconhecimento legal à primazia do pontificado romano.
Liderou a Igreja por menos de um ano, pois faleceu no dia 12 de novembro de 507. Suas ações, contudo, deixaram um grande legado para a instituição religiosa e certamente contribuíram para que a Igreja Católica ocupasse o lugar do fragmentado Império Romano como principal detentora do poder político na Idade Média. Seu sucessor foi o Papa Bonifácio IV.

8761 – Religião – Para que serve o papa?


O novo papa já deixou claro que não conversa sobre aborto, camisinha, sexo antes do casamento…
Mas parece que falta combinar com os fiéis. O país com mais católicos no mundo é um vizinho da terra natal do papa chamado Brasil. Nesse país existe um instituto de pesquisa chamado Ibope. Em 2007, ele auferiu que 96% dos jovens que se dizem católicos são a favor do uso da camisinha. Entre toda a população de 18 a 29 anos, esse índice de aprovação é de 95%. Ou seja: ainda que dentro da margem de erro, os católicos tendem a ser mais a favor da camisinha. Quem puxa a média para baixo são os evangélicos, com “só” 92% de aprovação ao contraceptivo. A mesma pesquisa mostra que os católicos mais jovens também têm opiniões divergentes da Igreja em relação a outros temas espinhosos, como o aborto.
Se a opinião que o papa representa entra por um ouvido de seus fiéis e sai pelo outro, para que ele serve? Para ser um popstar ligeiramente mais velho que o Mick Jagger? Uma pessoa cujo principal trabalho é acenar para multidões?
Bom, parte do trabalho de ser papa consiste disso mesmo. Mas não fica nisso, claro. Por mais que certas posições da Igreja não façam mais sentido no tempo e no espaço em que seus seguidores vivem, o papel do homem que senta na Santa cadeira continua relevante. Papel não. Papéis, já que o Sumo Pontífice encarna vários personagens sob a mesma batina. E saber qual é cada um deles ajuda a entender melhor a dimensão real de um papa.
Primeiro, o mais banal desses papéis: o papa também é bispo. Ele é o responsável pela diocese de Roma de forma tão direta quanto dom Odilo Scherer pela de São Paulo. João Paulo 2º, por exemplo, passava as manhãs resolvendo as demandas da diocese local, que hoje conta com 5.994 padres e 2,6 milhões de fiéis.
Na sua função mais conhecida, a de líder supremo da Igreja Católica, o papa pode banir teólogos, canonizar beatos e nomear cardeais. De quebra, também tem o emprego de chefe de Estado do Vaticano – um enclave do tamanho de 52 campos de futebol no coração de Roma. Ali , o papa atua como o último monarca absoluto da Europa. Ele delega a administração a cardeais, mas pode mandar como bem entende nos 800 e poucos habitantes. Também dá as cartas em temas espirituais: ninguém pode julgá-lo nem recorrer de suas decisões. Mas ampla mesmo é a sua quarta missão: manter a paz entre a Igreja Católica, com seu 1,2 bilhão de fiéis, e as outras religiões – incluindo aí as outras vertentes do cristianismo, que somam elas próprias outro bilhão de seguidores.
João Paulo 2º levou isso a ferro e fogo: avançou no intercâmbio com os ortodoxos e tentou construir laços com os evangélicos. Foi também o primeiro papa a visitar uma sinagoga em Roma, em 1986, e o primeiro a entrar numa mesquita, na Síria, em 2001. Tanto fez que terminou o reinado como um superstar. Seu funeral, em 2005, reuniu pelo menos 4 milhões de pessoas e contou com mais chefes de Estado que qualquer outro evento fora da ONU.
Agora o papa Francisco nem bem assumiu e já é pop. Tanta expectativa ao redor de uma pessoa faz dela uma espécie de porta-voz da humanidade. As pessoas esperam que ele opine sobre tudo, como um Caetano Veloso de batina, com a diferença de que sua opinião se torna um fato global instantâneo. Em 1962, no auge da crise dos mísseis em Cuba, João 23 colocou panos frios na disputa entre EUA e URSS com um discurso pela paz emitido pela Rádio Vaticano. Em 1978, Chile e Argentina desistiram de guerrear por uma disputa no Canal de Beagle graças à mediação de João Paulo 2º. O mesmo papa ajudou a derrubar o comunismo na Polônia, seu país, dando apoio à oposição e bloqueando o monopólio da informação do regime. As paróquias polonesas distribuíam jornais clandestinos com informação sobre o que se passava no mundo do outro lado da cortina de ferro. E o fim do regime fechado na Polônia, em 1990, foi um dos marcos do fim da Guerra Fria.
Em suma: o papa pode até não ser ouvido pelos próprios fiéis quando o assunto é a vida particular deles. Mas às vezes influencia mais no destino do mundo do que qualquer chefe de Estado. Se o chefe da Igreja for um líder dinâmico e negociador, como foi João Paulo 2º, certamente vai deixar um legado relevante. E o simpático e firme papa Francisco tem tudo para isso.

8758 – História Do Papado – O Papa Vitor I


Nascido na Tunísia no ano 155, Vitor era proveniente de uma província romana e era filho de Félix, única informação precisa que se conhece sobre sua família e sua vida antes de se tornar papa. Sabe-se que Vitor cresceu sob influência do cristianismo e do Império Romano, uma combinação que ainda não era muito saudável em sua época, pois os cristãos sofriam com perseguições diversas.
Com o falecimento do Papa Eleutério, Vitor foi eleito para ser o sucessor como Bispo de Roma. Ele assumiu a liderança da recente Igreja Católica no ano 189, momento em que os cristãos se aproximavam de melhores condições de vida e de culto no Império Romano. O Papa Vitor I foi mais significativo para a história da instituição religiosa no que se refere às tradições dos rituais litúrgicos. Foi ele quem flexibilizou o processo de batismo ao estabelecer que qualquer água poderia ser utilizada no caso de faltar água benta nessas celebrações. Foi o Papa Vitor I também que estabeleceu o domingo como dia sagrado para se respeitar a memória da ressurreição de Jesus Cristo, o que era feito no sábado. No mesmo sentido, Vitor I determinou que a Páscoa sempre seria celebrada no domingo também, o que causou o desagrado de muitos bispos. Em resposta, o Sumo Pontífice excomungou todos os bispos que se opuseram à mudança. Por fim, ainda no que se refere à liturgia, ele quem estabeleceu a celebração das missas em latim, e não mais em grego. Todas as suas medidas que influenciaram diretamente na tradição dos rituais católicos foram ratificadas mais de um século depois no Concílio de Niceia, realizado na cidade que dá nome ao encontro no ano 325.
O Papa Vitor I permaneceu cerca de dez anos como Bispo de Roma, mas sua atuação foi muito marcante para a história da Igreja Católica. As medidas que tomou na liderança da instituição religiosa marcam profundamente o culto católico atual. À exceção do idioma no qual as missas são celebradas, muitos dos costumes cristãos que marcam a sociedade ocidental são provenientes de sua época. Ainda que tenha sido marcante no sentido litúrgico e que sua época já apresentasse melhoras para a vida cotidiana dos fieis, o Papa Vitor I foi, provavelmente, vítima da chamada quinta perseguição, promovida pelo imperador romano Sétimo Severo, que era pagão. Acredita-se que Vitor I tenha sido martirizado nesse contexto e sua vida tenha se encerrado aos 44 anos de idade no ano 199.
Santificado mais tarde, o Papa Vitor I foi sucedido pelo Papa Zeferino.

8725 – História do Papado – O Papa Valentino


Valentine

Foi o 100º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Roma no ano 780, Valentino decidiu-se quando muito novo pela carreira eclesiástica. Era um religioso que pregava a piedade e a moralidade, famoso por seu caráter bondoso. Valentino trabalhou durante sete anos para o Papa Pascoal I, entre os anos 817 e 824. Sua atuação lhe rendeu prestígio e lhe assegurou influência entre a alta administração da Igreja Católica durante o papado de Eugênio II.
A trajetória de Valentino o levou a ser escolhido por unanimidade no dia primeiro de setembro de 827 para ser o sucessor do Papa Eugênio II, falecido pouco tempo antes. O Papa Valentino tinha poder e prestígio, gozava, por exemplo, do respeito e do reconhecimento do imperador Carlos Magno, que defendia que o chefe da Igreja Católica merecia respeito e era independente em suas decisões. Tanto que Carlos Magno estabeleceu entre seus descendentes a tradição da independência das decisões papais. Embora reis e imperadores ainda tenham pressionado por muito tempo, os papas conquistaram gradativamente liberdade e poderio para reverter a situação. Foram eles, os papas, que interferiram na nomeação de reis e imperadores e que estabeleceram padrões de conduto no decorrer dos séculos da Idade Média.
O Papa Valentino era muito querido pelo povo e, simultaneamente, pelo clero e pela nobreza. Conseguia, assim, ser respeitado e admirado por todos. O papado era o ápice de sua vida devota reconhecida pela perseverança e regada de prestígio. Todos o respeitavam pela pureza e pela bondade que demonstrava em suas ações. Além disso, pelas contas oficiais da Igreja Católica, o Papa Valentino ocupava uma posição de destaque na sucessão papal, era o centésimo líder da Igreja na sucessão de São Pedro. Contudo, quis o destino que seu tempo à frente da instituição religiosa fosse muito breve. O Papa Valentino ficou apenas 40 dias no posto, o que não lhe deu tempo para ações que marcassem significativamente seu papado. A causa de sua morte não é conhecida, mas sabe-se que faleceu em Siracusa no dia 16 de novembro de 827 quando tinha apenas 47 anos de idade. Seu sucessor foi o Papa Gregório IV.

8635 – Catolicismo – Vinda do Papa ao Brasil


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No dia 22 de julho, o papa Francisco embarcou no aeroporto de Roma, para seguir o seu destino de viagem à cidade do Rio de Janeiro, Brasil, para participar da Jornada Mundial da Juventude 2013. Ainda no avião, a poucas horas de desembarcar, declarou:
“Estou chegando no Brasil em algumas horas e meu coração já está cheio de alegria, porque em breve estarei com vocês para celebrar a 28ª JMJ”.
O pontífice desembarcou por volta das 16h na base Aérea do Aeroporto do Galeão, onde foi recepcionado por autoridades da Igreja Católica, pela presidente Dilma Rousseff e demais autoridades brasileiras.
O papa Francisco viajou ao lado do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone; do substituto (“número três’ do Vaticano) da Secretaria de Estado, arcebispo Giovanni Angelo Becciu; e de integrantes desse departamento. Em sua chegada ao Brasil, a imprensa internacional destacou o duplo desafio que o papa teria pela frente: o de conter o avanço das religiões evangélicas pentecostais e reconquistar os católicos afastados da igreja, considerando a queda do número de católicos no país.
Para se aproximar mais do povo e dos jovens que vieram de todas as partes do mundo para participarem da JMJ Rio 2013, o pontífice solicitou cumprir o trajeto do aeroporto até a garagem do Teatro Municipal de carro, porém, no decorrer da Avenida Presidente Vargas, o motorista errou a via e seguiu por uma das vias laterais destinadas aos ônibus e táxis, consequentemente, o carro do papa Francisco ficou preso no trânsito e cercado por seguidores e fãs.
Após alcançar a Catedral Metropolitana, subiu no “papamóvel” e continuou seu trajeto pelas ruas do centro do Rio de Janeiro, sendo muito aclamado. No Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizou discurso ao lado da presidente Dilma Rousseff, na mesma reunião foi realizada a recepção protocolar realizada pela presidente da república Dilma Rousseff, pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes.
Em seu primeiro discurso oficial, papa Francisco declarou não trazer nem prata e nem ouro, mas trouxe o que de mais valioso recebeu em sua vida, Jesus Cristo.
Na manhã do dia 24 de julho, rezou missa na igreja de Aparecida, posteriormente, passeou em seu papamóvel pelas principais ruas de Aparecida, com planejamento de desfilar novamente pelas ruas do Rio de Janeiro no final da tarde do mesmo dia.

8578 – História do Papado – O Papa Pascoal I


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Nascido em Roma no ano 775, Pascoal era filho do romano Bonosus. Ele foi levado ainda quando muito novo para ser criado junto ao clero e, mais tarde, trabalhou a serviço do papa. Sua longa trajetória e acumulada experiência na Igreja Católica o tornou especialista nos assuntos referentes à Bíblia e ao Divino Serviço da Igreja Católica. Seu talento e sua competência foram naturalmente reconhecidos pelo clero, levando-o a ser reconhecido como o superior do Monastério de Santo Estevão, no Vaticano. Passou muito tempo preocupando-se em tratar dos peregrinos que visitavam Roma. Com todo o seu tempo e toda a sua atuação dedicados à religiosidade, Pascoal seria eleito por unanimidade para o cargo máximo da Igreja Católica.
Com o falecimento do Papa Estevão IV, Pascoal foi eleito para ser seu sucessor no dia 25 de janeiro de 817. Na ocasião, ele estava com apenas 42 anos de idade. Era um momento de superação do Império Romano, que havia ruído pela própria incapacidade de se manter, e de ocupação pela lacuna de poder deixada, posto que a Igreja Católica passava a ocupar com notoriedade. Devido ao prestígio do Papa Pascoal I, ele recebeu as regiões de Córsega e Sardenha de presente de Ludovico II. Este também confirmou as doações de terras à instituição religiosa nas décadas anteriores. O evento demonstrava como a Igreja Católica havia se tornado influente e, com a possessão de terras, poderosa. Com o patrimônio, foram estabelecidos os limites territoriais de um Estado da Igreja, governado com total soberania pelo próprio Sumo Pontífice. Anos mais tarde, o Papa Pascoal I coroaria Lotário, filho de Ludovico, como imperador.
O Papa Pascoal I enfrentou problemas heréticos também. Durante seu pontificado, voltou a aparecer a heresia iconoclasta, contra a veneração de ícones e imagens religiosas, em Constantinopla. O papa recebeu os padres e monges expulsos pelo arcebispo herege da cidade e os colocou em mosteiros de Roma. Mas o problema com a heresia permaneceu por algum tempo.
Pascoal I dedicou-se a descobrir muitas catacumbas e transladar muitos corpos para terras cristãs. Foi nesta empreitada que descobriu as relíquias de Santa Cecília. Encontraria também as relíquias de São Leão e de São Valeriano. Além disso, recuperou muitas igrejas e monastérios.
O Papa Pascoal I faleceu após sete anos de pontificado, no dia 11 de fevereiro de 824. Venerado e reconhecido como Santo pela Igreja Católica, ele foi sucedido pelo Papa Eugenio II.

8534 – História do Papado – O Papa Lúcio III


Lúcio III foi o 171º papa da história da Igreja Católica.
Nascido em Roma, na Itália, no ano 1100, Ubaldo Allucingoli dedicou toda a sua vida à Igreja Católica e comungou do poder e da credibilidade que a instituição religiosa possuía durante a Idade Média. Com o fim do Império Romano, a Igreja Católica ocupou a lacuna de poder deixada pelos romanos e passou a ser a grande influência do mundo ocidental, estabelecendo uma dominação cultural que caracteriza a humanidade até os dias atuais. Ou seja, ser papa era ter muitos poderes e muitas vidas em mãos.
Com o falecimento do Papa Alexandre III, Ubaldo Allucingoli foi eleito no dia primeiro de setembro de 1181 para ser seu sucessor. Na ocasião, Ubaldo já estava com 81 anos de idade, mas ainda teria fôlego para lidar com seu tumultuado papado, adotando o nome de Lúcio III. Havia, naquele momento, constantes tumultos em Roma e muitas acusações e manifestações supostamente heréticas. Foi Lúcio III quem criou a Inquisição Episcopal, no ano 1184, para reprimir os ditos hereges. Entretanto, os tumultos em Roma forçaram o papa a se transferir para Verona, local de onde não voltaria mais.

O papado de Lúcio III passou por um problema diplomático com Frederico Barba-Roxa, famoso imperador da Alemanha. A situação foi amenizada quando o papa realizou o matrimônio de Henrique, filho de Frederico, com Constancia de Sicília. A medida unificaria o Reino da Alemanha com o Reino da Sicília. Assim, atendia a interesses e pacificava um pouco o ambiente. Mas, sem dúvida, o maior desafio de seu papado foi combater as supostas heresias que aumentavam rapidamente. Uma das situações mais emblemáticas do papado de Lúcio III envolveu Pedro Ubaldo, um ex-banqueiro de Lyon que vivia em oração e pobreza. Ele e seus seguidores acreditavam que a salvação dependia de uma vida em pobreza, o que os levava a doar todos os seus bens. No entanto, esta postura era condenada como herética pela Igreja Católica, que intensificou o combate aos hereges.
O Papa Lúcio III promulgou uma constituição para lutar contra heresias que iria abrir caminho para o futuro tribunal da Santa Inquisição. Após quatro anos de papado, Lúcio III faleceu no dia 25 de novembro de 1185 e o Papa Urbano III foi escolhido para ser seu sucessor.

8056 – Religião – Os papas do século 20


Leão XIII (1878-1903) O papa da transição para o século 20 escreveu cerca de 50 encíclicas, nas quais se pronunciou sobre a paz, justiça social e direitos humanos.
Pio X (1903-14) – Conservador, condenou as ideias modernistas. Também tentou impedir o início da 1ª Guerra Mundial.
Bento XV (1914-22) Dedicou-se a reforma administrativa da igreja, criando dioceses no Terceiro Mundo, e ensaiou a conciliação entre as igrejas do Ocidente e do Oriente.
Pio XI – (1922-39) – Em seu pontificado, o Vaticano foi reconhecido como Estado independente e o Catolicismo se transformou na religião oficial da Itália.
Pio XII (1939-58) – Durante a 2ª Guerra Mundial, ofereceu abrigo nas igrejas de Roma a judeus que fugiam da perseguição nazista, mas foi condenado por não criticar publicamente o Holocausto.
João XXIII (1958-63) – Impressionou ao convocar o Concílio Vaticano II, cuja meta era abrir a Igreja ao mundo moderno.
Paulo VI (1963-78) Concluiu o Concílio Vaticano II e tentou manter a união dentro da Igreja ao excluir da discussão temas que dividem as religiões, como o celibato e a contracepção.
João Paulo I (1978) – Pretendia dar continuidade à abertura da Igreja iniciada por seus antecessores, mas morreu pouco mais de 30 dias após ser eleito.
João Paulo II (1978-2005)

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Um polonês no trono de São Pedro
Nome – Karol Josef Wojtyla
Nascido em 18 de maio de 1920, em Wadowice, na Polônia.
Morte – 2 de abril de 2005 em Roma.
Operário, ator e professor de Teologia.
Um poliglota que falava alemão, latim, polonês, grego, francês, inglês e russo. Visitou 129 países.
Contribuiu para a queda do regime comunista no Leste Europeu, esteve em países não católicos, estabeleceu diálogo com diferentes religiões, pediu perdão aos judeus pela omissão católica durante o Holocausto, clamou pela paz.
Desagradou ao reprovar o uso de preservativos e métodoa anticoncepcionais, condenou o homossexualismo, rejeitou a ordenação de mulheres e a ocupação de cargos políticos por padres.

4599 – Catolicismo – Como e quando surgiu o primeiro Papa?


A Igreja Católica considera São Pedro, Simão Pedro, um dos 12 apóstolos como o 1° Papa. Ele teria assumido a função de líder logo após a morte de Jesus. Assim como os apóstolos tiveram sucessores, Pedro os teve e por isso, o Papa é considerado o sucessor dele. É o que afirma um teólogo da PUC.
Mas se pensarmos em autoridade política, além da religiosa, teríamos somente no século 5 onde se dastacou a figura de Leão Magno, que teve um fundamental papel na queda do Império Romano. Também o nome Papa apenas em 1073 se tornou exclusivo para o Bispo de Roma, por ordem do Papa Gregório VII. A única exceção é o patriarca de Alexandria, autoridade da Igreja Ortodoxa Grega, que também mantém o título até hoje.