9930 – Atmosfera – Ozônio tem novos inimigos


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Cientistas identificaram quatro novos gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio. De acordo com a pesquisa, publicada neste domingo na revista Nature Geoscience, dois desses gases estão se acumulando na atmosfera de maneira significativa e impedindo o bloqueio dos raios ultravioletas.
Três deles são clorofluorcarbonetos (CFC) e o outro é um hidroclorofluorcarboneto (HCFC), que também é capaz de danificar o ozônio. “Eles não estavam na atmosfera até a década de 1960, o que sugere que eles são produzidos pelo homem”, disse Johannes Laube, o principal autor do estudo, conduzido pela Universidade de East Anglia,em Londres, na Inglaterra.
Para encontrar os novos gases, os cientistas compararam o ar atual com amostras de ar coletadas entre 1978 e 2012 no Cabo Grim, na ilha da Tasmânia, na Austrália, uma região que não foi atingida pela poluição. Eles também analisaram o ar preso em blocos de neve extraídos da Groelândia que representam um arquivo natural do conteúdo atmosférico há cem anos. Assim, perceberam que os quatro novos componentes começaram a surgir a partir dos anos 1960 e, até 2012, mais de 74 000 toneladas se acumularam na camada de ozônio.
Eles foram identificados como CFC 112, CFC 112a, CFC 113a e HCFC 133a. Os pesquisadores ainda não sabem qual a origem exata da emissão dos novos gases. “Fontes possíveis incluem insumos químicos para a produção de inseticidas e solventes para limpeza de componentes eletrônicos”, afirma Laube. “Os três novos CFCs são destruídos lentamente na atmosfera e, por isso, se as emissões parassem imediatamente, eles ainda permaneceriam na atmosfera por décadas.”
Desde meados dos anos 1980, os gases clorofluorcarbonetos foram identificados como uma das principais causas do buraco na camada de ozônio. Localizada entre 15 e 30 quilômetros acima da superfície da Terra, ela barra a incidência dos raios ultravioleta que, em grandes quantidades, causam câncer em humanos e problemas reprodutivos em animais. Os gases nocivos a essa camada, utilizados na produção de refrigeradores e propulsores de sprays e desodorantes, têm a produção restringida desde 1987, quando o Protocolo de Montreal limitou seu uso. Em 2010, eles foram internacionalmente proibidos. “Entretanto, as novas emissões identificadas são claramente contrárias às intenções do Protocolo de Montreal e levantam questões sobre as fontes desses gases”.

7733 – Atmosfera – Ozônio, herói ou bandido?


A troposfera terrestre é a camada da atmosfera que vai da superfície até cerca de 12 quilômetros de altitude. Localizada sobre o Oceano Atlântico, entre a América do Sul e a África, a nuvem aparece todos os anos, desde 1984, durante os meses mais secos no Hemisfério Sul, de setembro a novembro. Conforme indicam as imagens dos satélites, a mancha de ozônio vem aumentando, tendo atingido, este ano, quase as dimensões do território brasileiro. Não se sabe o que a mancha está fazendo ali. As imagens mostram que a atmosfera do planeta tem outras manchas de ozônio, só que localizadas no Hemisfério Norte, próximas a grandes centros industriais. Estas não despertam tanto a atenção dos cientistas, pois são evidentes sinais de poluição. Mas a mancha no Atlântico está sobre um ecossistema natural, longe de qualquer centro urbano e, portanto livre de poluição.
Para determinar as causas do aparecimento do ozônio sobre o Atlântico, a NASA, agência espacial dos Estados Unidos, comanda um esforço internacional de pesquisa que reúne mais de 200 cientistas de treze países, do qual participam duas instituições brasileiras. É o projeto TRACE-A, sigla em inglês de Transporte e Química Atmosférica próximos ao Equador — Atlântico” um programa multidisciplinar de experimentos, com duração prevista de três anos, que pretende não só conhecer a origem da mancha de ozônio sobre o Atlântico, como também vai examinar in foco a concentração de gases de que é formada e determinar seu tamanho exato.
Em todas as reações de combustão, o monóxido de carbono está presente. Quando a queimada é muito extensa, como acontece em regiões de cerrado, na floresta tropical brasileira e nas savanas africanas, há uma grande liberação do gás que, na atmosfera, reage com a oxidrila (OH) e outros elementos. Depois de uma série de reações, surge o ozônio ( O3 ). Sobre as regiões industriais do Hemisfério Norte, o ozônio de baixa altitude é resultado da queima de combustíveis fósseis, como o carvão. No Atlântico Sul, é provável que ele tenha aparecido como resultado da queima de biomassa, ou seja, florestas e campos.
Nas primeiras medições feitas atmosfera do Brasil por estações do INPE, na Região Centro-Oeste, constataram concentrações de monóxido de carbono superiores às normais. Medidas complementares com resultados semelhantes foram realizadas em baixas altitudes por dois aviões Bandeirante, um do INPE e outro da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que participam do projeto TRACE – A. Os dados obtidos pelo DC – 8 da NASA confirmaram as pesquisas preliminares e apontaram o Estado do Tocantins como a principal fonte emissora de gases poluentes.

Na estratosfera o ozônio atua no papel de heroi
Em altitudes elevadas, na estratosfera, o ozônio forma um escudo que filtra a perigosa radiação ultravioleta emitida pelo Sol. protegendo a vida na Terra. O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, detectado há sete; anos já mede 23.4 milhões de quilômetros quadrados quase três vezes o tamanho do Brasil. Ele é provocado pelo clorofluorcarbono, ou CFC, um gás usado em aerossóis e refrigeradores, que reage com os átomos de oxigênio e destrói a molécula de ozônio. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cada redução de 1% no ozônio da estratosfera permitirá a passagem de raios ultravioleta em quantidade suficiente para cegar 100 000 pessoas que sofrem de catarata e aumentar os casos de câncer de pele em 3%. A exposição dos seres humanos a esses raios pode afetar as defesas imunológicas do organismo e acelerar o aparecimento de doenças infecciosas.

Gás tóxico, ao nível do mar o ozônio vira bandido
Gás azulado, formado por três moléculas de oxigênio, o ozônio em baixa altitude passa de protetor a ameaçador. Isso acontece porque ele é extremamente reativo, ou seja, seus átomos de oxigênio ligam-se facilmente a outras substâncias. Quando aspirado pelos animais, provoca reações de oxidação, reagindo com as substâncias químicas do corpo. O estrago começa já nas mucosas das vias respiratórias.
O ozônio queima – as. Nas plantas, a presença do ozônio é ainda mais devastadora. Quando os vegetais retiram o gás carbônico do ar, para realizar a fotossíntese, absorvem o ozônio junto. Reagindo também com as substâncias químicas da própria planta, o ozônio impede a fotossíntese. A planta não morre, mas definha ou cresce muito pouco. Quando isso acontece numa lavoura, não há salvação para a colheita.

6224 – Ecologia – Solventes também agridem o ozônio


Além de cheirar mal, ataca o ozônio

Não é apenas o CFC, um gás usado em aerossóis que afeta a Antártida e a camada de ozônio. Os solventes clorofórmio de metila e tetracloreto de carbono usados na fabricação de tintas, graxas para a indústria automobilística e ainda como cola de tapete. Para a sorte do planeta, eles tem uma vida média mais curta que o CFC. Boa parte deles se dissipa antes de alcançar a estratosfera,onde se encontra o ozônio acima de 10 mil metros de altitude. Ainda assim, as estimativas indicam que são responsáveis por 13% da destruição do ozônio, sengundo o IMPE.
A Camada de Ozônio cumpre um papel fundamental na preservação da vida na Terra, funcionando como um filtro das radiações solares, impedindo que cheguem à superfície grandes quantidades de raios ultravioleta B, causadores de sérios prejuízos à saúde humana (câncer de pele, catarata, debilidade do sistema imunológico) e ao equilíbrio de ecossistemas.

Várias evidências científicas demonstram que algumas substâncias químicas contendo Cloro (Cl) e Bromo (Br) produzidas pelo homem e liberadas para a atmosfera – em particular os

clorofluorcarbonos (CFCs),
hidroclorofluorcarbonos (HCFCs),
halons, tetracloreto de carbono, metil clorofórmio, e
brometo de metila,

reagem com o ozônio (O3) estratosférico contribuindo para o seu esgotamento.

A Camada de Ozônio na estratosfera é um filtro natural que protege o Planeta de níveis indesejáveis de radiação ultravioleta provenientes do Sol. Raios ultravioleta em excesso, principalmente na faixa do UV-B (280 a 320 nanômetros de comprimento de onda), que atinjam a superfície terrestre, podem acarretar sérios prejuízos à saúde do homem e ao meio ambiente em geral.
Como prováveis efeitos deletérios à saúde destacam-se: maior incidência de catarata; queimaduras e câncer de pele; prejuízos ao sistema imunológico; redução da camada de gordura, com aumento de infecções fúngicas e bacterianas e envelhecimento precoce da pele pela sua degeneração elástica.
Os danos à vegetação também seriam significativos, especialmente à agricultura, com redução da fotossíntese e do crescimento das plantas. Estes prejuízos seriam maiores em relação ao plâncton marinho, com conseqüente aumento nas concentrações de gás carbônico, e, com isto, contribuindo também para outro fenômeno: o efeito estufa.

Observações e estudos científicos levados a efeito nas últimas décadas, principalmente pela NASA, constataram um adelgaçamento ou rarefação da Camada de Ozônio, notadamente sobre a Antártida quando da primavera austral, o que acabou sendo chamado de “buraco do ozônio”, termo tecnicamente incorreto, mas que dá bem uma idéia à opinião pública sobre a dimensão e gravidade do fenômeno.
A teoria aceita é a de que o ozônio da estratosfera estaria sendo eliminado, em grande parte, pelo cloro presente nas substâncias denominadas clorofluorcarbonos (CFC), muito estáveis e que permanecem na atmosfera por dezenas de anos. Estima-se, inclusive, que uma única molécula de CFC teria a capacidade de destruir até cem mil moléculas de ozônio, razão pela qual uma substância de uso relativamente tão restrito concentra tamanho poder de destruição. Substâncias sintéticas coadjuvantes neste processo seriam algumas outras contendo cloro, como o metil clorofórmio, além dos halons e compostos de bromo.
Algumas fontes naturais também seriam contribuintes, como algumas substâncias contidas em erupções vulcânicas, ou mesmo nos mares, muito embora se pondere que estas sempre existiram, enquanto que a rarefação da camada seria fato recente. De qualquer forma somente é possível intervir sobre as emissões antrópicas e é isso que vem sendo feito atualmente pela comunidade internacional.
Compromissos Internacionais: a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal
Por esse motivo, 21 países assinaram em março de 1985, a Convenção de Viena, na qual as partes se comprometem a proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos do esgotamento da Camada de Ozônio.
As medidas necessárias para concretização desses princípios foram compromissadas no chamado Protocolo de Montreal, assinado em setembro de 1987, e que definiu uma lista de substâncias com potencial de destruição da Camada de Ozônio, bem como prazos para redução de produção e consumo.
Desde então, o Protocolo já sofreu duas revisões: em Londres – junho de 1990 – e em Copenhague – novembro de 1992 – nas quais se verificou o aumento da lista das substâncias controladas e redução dos prazos para eliminação de produção e consumo.
Em 1996, já são cerca de 160 os países que certificam o Protocolo. Esta questão está focalizada explicitamente na Agenda 21, em seu Capítulo 9, Seção II, Área C, Itens 9.22 a 9.24, que valida os dispositivos acordados na Convenção de Viena e no Protocolo de Montreal em sua forma emendada de Londres.
O Brasil é parte do Protocolo desde junho de 1990. Para coordenar a sua implementação, o governo brasileiro constituiu o Grupo de Trabalho Interministerial para Implementação do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio – GTO (Portaria Interministerial nº 929, de 04 de outubro de 1991).

Mega Humor

5906 – Algum ser vivo sobreviveria na Terra se não existisse a camada de ozônio?


Provavelmente não. A camada de ozônio funciona como um filtro para a radiação ultravioleta, que é prejudicial quando em excesso. Ela barra até 95% dos raios UV, explica Maria Sílvia Gatti, do Departamento de Genética, Evolução e Bioagentes da Unicamp. Dos 3 tipos de raios UV, o mais danoso é o UVC, que não chega à superfície graças, especialmente, à camada de ozônio. De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional do Câncer Mario Bernardo-Filho, a radiação UVC é capaz de gerar graves lesões no DNA.
um pouco +
Os gases na camada de ozonio são tão rarefeitos que, se comprimidos à pressão atmosférica no nível do mar, a sua espessura não seria maior que alguns milímetros. Este gás é produzido nas baixas latitudes, migrando directamente para as altas latitudes.
As radiações electromagnéticas emitidas pelo Sol trazem energia para a Terra, entre as quais a radiação infravermelha, a luz visível e um misto de radiações e partículas, muitas destas nocivas.
Grande parte da energia solar é absorvida e reemitida pela atmosfera. Se chegasse em sua totalidade à superfície do planeta, esta energia o esterilizaria. A camada de ozonio é uma das principais barreiras que protegem os seres vivos dos raios ultravioleta. O ozonio deixa passar apenas uma pequena parte dos raios U.V., esta benéfica. Quando o oxigenio molecular da alta-atmosfera sofre interações devido à energia ultravioleta do Sol, acaba dividindo-se em oxigênio atômico; o átomo de oxigênio e a molécula do mesmo elemento unem-se devido à reionização, e acabam formando a molécula de ozonio cuja composição é O3.

5041 – Ecologia – Esse tal buraco de ozônio


Explicações sobre o buraco na camada de ozônio da Terra.
A vida não seria possível na Terra sem um escudo providencial existente na atmosfera: uma estreita camada de um tipo relativamente raro do gás oxigênio, o ozônio. Ele é capaz de bloquear os raios ultravioleta emitidos pelo Sol, perigosos para o homem porque aumentam a incidência de câncer de pele. Esse protetor gasoso está se desfazendo com grande rapidez. As perdas ocorrem sobre a Antártida, onde se formou um buraco que não pára de crescer. Há 15 anos sua área era menor que a do Brasil, mas este ano vai chegar a ser quase duas vezes maior, alcançando 14 milhões de quilômetros quadrados. Aqui você vai saber como os cientistas enxergam o buraco e qual é sua proporção em relação à superfície da Terra. Também vai ler as outras informações essenciais para se compreender o fenômeno.
Um prisma separa as cores que estão contidas na luz solar. Os raios ultravioleta geralmente não aparecem porque são absorvidos pelo ozônio e não chegam ao solo. Quando, em 1982, o inglês Farman registrou o ultravioleta na luz, concluiu que faltava ozônio no ar.

luz do Sol
ozônio
mesosfera
estratosfera
troposfera
ultravioleta presente
ultravioleta ausente

Normalmente a atmosfera tem 100 quilômetros de altitude. Para facilitar os cálculos, os cientistas costumam tratá-la como se ela tivesse apenas 8 quilômetros. Nesse modelo teórico, a camada de ozônio tem apenas 3 milímetros.
100 km – altura real da atmosfera
camada de ozônio
altura teórica da atmosfera usada para cálculos pelos cientistas
8 km
A causa mais provável da destruição do ozônio é uma substância usada nas geladeiras e no ar-condicionado dos carros, o CFC. A molécula de CFC contém cloro, e o cloro quebra as ligações químicas do ozônio. Com isso, dos três oxigênios do ozônio resta apenas uma dupla, que é incapaz de bloquear o ultravioleta.

4379 – Era um Buraco, agora é um rombo…Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada


O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
“As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média”, disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
“Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera”, lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.

3323 – Mega Ecologia – Peneira de ozônio


As medições de ozônio na atmosfera começaram nos anos 50, com o objetivo de conhecer melhor a dinâmica do planeta. No início da década de 80, percebeu-se que a camada desse gás sobre a Antártida estava diminuindo a níveis que exigiam atenção. Em 1985, uma equipe de cientistas britânicos, liderada pelo físico Joseph Farman, anunciou a descoberta de um buraco na camada de ozônio. E a situação não demorou a se agravar: dos 20% de perda inicialmente verificada, havia locais em que, no verão de 1987, até 50% do ozônio sobre a Antártida tenha se dissipado.
Tudo indicava que essa alteração no comportamento da camada de ozônio fora provocada pela ação do homem. A emissão contínua na atmosfera de um conjunto de compostos químicos chamados clorofluorcarbonetos, ou CFCs, destruía as moléculas de ozônio. Descobertos na década de 30, os CFCs vinham sendo usados em embalagens aerossóis, em motores de geladeiras e no processo de fabricação de tintas e solventes, entre outras aplicações industriais. Naquele mesmo ano, foi redigido um documento internacional, o Protocolo de Montreal, em que os países se comprometiam a reduzir gradativamente a emissão de CFCs na atmosfera e buscar tecnologias alternativas para a indústria. Ainda não se tinha noção da real gravidade do problema, e o documento foi firmado por menos de 40 países.
No início da década de 90, uma descoberta foi fundamental para que se tivesse um quadro mais abrangente do que estava acontecendo: cientistas constataram que havia um outro buraco, dessa vez cobrindo toda a superfície do Ártico e se espalhando por áreas de concentração populacional. E logo descobriram mais buracos, menores, principalmente no Hemisfério Sul.
Com o avanço das pesquisas, os países que se negavam a ratificar o Protocolo de Montreal perderam seus argumentos. Hoje são 180 países signatários do documento, que prevê a proibição total do uso de CFCs e outros gases até 2015. Mesmo assim, a situação é preocupante. Os CFCs têm vida longa e podem levar muitos anos para atingir a camada de ozônio. Se o Protocolo de Montreal for seguido à risca, calcula-se que a camada comece a se recuperar em meados deste século.
O escudo
A barreira invisívelse manteve estável pormilhões de anos
A camada de ozônio é uma espécie de capa protetora da Terra encontrada na atmosfera. Ela filtra os raios ultravioleta, que podem causar doenças nos seres humanos, como o câncer de pele,além de prejudicar toda a biodiversidade do planeta. Se ela não existisse, dificilmente alguma espécie conseguiria sobreviver diretamente exposta à tamanha quantidade de radiação solar. A presença de ozônio se dá a partir de 10 quilômetros da superfície terrestre, mas a maior concentração do gás ocorre entre 20 e 34 quilômetros de distância da crosta, segundo relatório do programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Estável durante milhões de anos, a camada vem diminuindo vertiginosamente e de forma heterogênea nas últimas décadas. Nos locais mais vulneráveis, em que ela tem maior contato com elementos químicos destruidores, são formados os chamados “buracos na camada de ozônio”. Esse fenômeno é dinâmico, varia conforme a temperatura, a emissão de poluentes, as correntes de vento e a localização geográfica. A primavera é a época em que os buracos crescem mais, podendo se retrair nas outras estações. Os pólos são as regiões em que a situação é mais grave.
O impacto da descoberta
Descoberto um imenso buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, em 1985, chamou a atenção da comunidade internacional e levou à assinatura do Protocolo de Montreal, que prevê o banimento dos gases que destroem as moléculas de ozônio.

2980 – Buraco na camada de ozônio aumenta chuva no hemisfério sul


Buraco na camada de ozônio aumenta chuva no hemisfério sul
O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida tem um papel importante na mudança climática e no aumento das chuvas no hemisfério sul nos últimos 50 anos, revelaram cientistas.
Os resultados obtidos pela equipe da Escola de Engenharia e Ciência Aplicada da Universidade de Columbia (EUA) são os primeiros que vinculam a redução da camada de ozônio sobre a zona polar à mudança climática até a linha do Equador.
Os pesquisadores destacaram que a conclusão serve de alerta aos líderes mundiais quando se analisa o combate ao aquecimento global. É preciso prestar mais atenção ao buraco na camada de ozônio, junto a outros fatores ambientais como o derretimento do gelo ártico e as emissões de gases do efeito estufa.
As substâncias que afetam a camada de ozônio, como os clorofluorocarbonetos (CFC), que eram utilizados até recentemente em geladeiras, aerossóis e extintores, passaram a ser eliminadas progressivamente de acordo com os dispositivos do Protocolo de Montreal.
“É surpreendente que o buraco na camada de ozônio, situado sobre a Antártida, possa gerar um impacto que chegue aos trópicos e ali afete as chuvas”, diz a autora do estudo publicado na revista “Science”, Sarah Kang. “É como um efeito dominó.”
“Esta descoberta poderá revolucionar a estratégia da luta contra o aquecimento global , já que o buraco na camada de ozônio é um fator importante no sistema climático do planeta”, estima Lorenzo Polvani, professor de ciências ambientais da Universidade Columbia que coordenou a pesquisa.
As secas australianas levaram ao fechamento de várias fazendas e a um maior investimento em outras tecnologias como as de dessalinização da água do mar.
O buraco na camada de ozônio é causado por reações químicas na estratosfera, a camada superior da atmosfera, provocadas por substâncias como os clorofluorcarbonos (CFC), cujo uso em produtos industrializados foi restringido pelo Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1989.
Apesar do tratado, o efeito dessas substâncias ainda deve se fazer sentir na atmosfera por décadas.
Acredita-se que a o buraco sobre a Antártida esteja recuperado até 2060.
O ozônio bloqueia raios ultravioletas do Sol, que podem causar câncer de pele e outras doenças.

2346-Camada de Ozônio


Não se tratam de projeções de computador baseadas em meras suposições, mas a substância não é a única culpada ( CFC), descobriu-se que o bromo, gás utilizado em extintores de incêndio, produz substância chamada halônio, cujo poder de destruição é 10 vezes maior que o do CFC. Expedições com o que há de mais sofisticado em matéria de equipamentos, examinaram a quantidade de poluentes. A concentração de monóxido de cloro sobre tal região é 100 vezes maior do que em quaisquer outros lugares no planeta. Controlar a produção do CFC não é fácil. Os 13 maiores fabribantes mundiais, com sede no Japão, Europa e EUA, assinaram acordo comprometendo-se a acelerar os testes de toxidade e eventuais substitutos. Mas não foram reconhecidas com definitivas as evidências contra o CFC. No Brasil o consumo é baixo, em comparação com o resto do mundo. A antiga Basf, agora Emtec que fabricava o tradicional isopor usando o inofensivo gás pentano em vez do CFC, desistiu de entrar no mercado de embalagens. As medidas adotadas até agora foram pouco efetivas. Os países do Terceiro mundo são responsáveis por apenas 6% da fabricação mundial e o Brasil só 1%. Em todo caso, é um erro subestimar o alcançe da ameaça, fazendo vista grossa ao problema.

Está confirmado que grandes quantidades de radiação UV comprometem a existência da vida no planeta. Absorvida em excesso a radiação pode produzir catarata, câncer de pele e até mesmo a supressão completa do sistema imunológico. Na estratosfera, há cerca de 30 km de altura, o ozônio é um gás azulado composto de 3 átomos de oxigênio. Embora absorva a radiação UV, é também rapidamente consumido por elementos químicos como o cloro. Erupções vulcânicas também ajudam a destruir o ozônio, por causa do enxofre, cloro e cinzas. Apenas um único átomo de cloro pode decompor mais de 100 mil moléculas de ozônio ao longo dos anos.

Ozônio ainda ameaçado:
O alarme começou a ser soado há 2 décadas, causando impacto no mundo todo. A camada de ozônio já diminuiu de 3 a 7%, mas isso é insignificante diante do rombo sobre a Antártida. Todos os anos, no início da primavera, quase metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada pela atmosfera. O fenômeno deixa descoberta uma área de 31 milhões de km quadrados. Maior do que a da América do Sul, 15% do planeta. Estima-se que a diminuição de 1% na camada do ozônio possa causar 10 mil novos casos de câncer na pele só nos EUA. Teme-se que a redução do ozônio possa contribuir para um futuro aquecimento e quando parte da calota polar derreter, causará inundações em outras áreas do planeta. Há 10 anos o IMPE, monitora o ozônio sobre o Brasil por meio de balões e sondas, em conjunto com a NASA. O vilão da história, como já vimos, é o CFC, que embora inofensivo na Terra, pode ser um veneno na atmosfera. Na estratosfera suas moléculas são quebradas pelos raios ultravioletas, liberando átomos de cloro. O ozônio, que é formado por 3 átomos de oxigênio, reage com o cloro, formando o monóxido de cloro e oxigênio. É criado um efeito cascata e cada átomo de cloro destrói 100 mil moléculas de ozônio. Além disso om CFC tem uma vida útil de pelo menos 75. Não resta a menor dúvida sobre isso. No início houveram contestações, mas hoje as opiniões são unânimes e tudo já pode ser comprovado.

2237- A Camada de Ozônio


O ciclo do ozônio

Se a área do planeta fosse equivalente a um campo de futebol, o buraco teria hoje o tamanho do círculo central. Representa hoje, 3% do globo.
Normalmente a atmosfera tem 100 km de altitude. Para facilitar os cálculos, os cientistas costumam trata-la como se ela tivesse apenas 8 quilômetros. Nesse modelo teórico, a camada de ozônio tem apenas 3 milímetros.
O CFC é uma substância ainda usada emgeladeiras e no ar condicionado do carros e sua molécula contém cloro, que quebra as ligações químicas do ozônio. Com isso a dupla, é incapaz de bloquear o ultravioleta.
localiza-se na estratosfera, entre 16 e 30 quilômetros de altitude. Com cerca de 20 km de espessura, contém aproximadamente 90% do ozônio atmosférico.
Os gases na ozonosfera são tão rarefeitos que, se comprimidos à pressão atmosférica ao nível do mar, sua espessura não seria maior que alguns milímetros. Este gás é produzido nas baixas latitudes, migrando diretamente para as altas latitudes.
As radiações eletromagnéticas emitidas pelo Sol trazem energia para a Terra, entre as quais a radiação infravermelha, a luz visível e um misto de radiações e partículas, muitas destas nocivas.
Grande parte da energia solar é absorvida e reemitida pela atmosfera. Se chegasse em sua totalidade à superfície do planeta, esta energia o esterilizaria. A ozonosfera é uma das principais barreiras que protegem os seres vivos dos raios ultravioleta. O ozônio deixa passar apenas uma pequena parte dos raios U.V., esta benéfica. Quando o oxigênio molecular da alta-atmosfera sofre interações devido à energia ultravioleta provinda do Sol, acaba dividindo-se em oxigênio atômico; o átomo de oxigênio e a molécula do mesmo elemento se unem devido à reionização, e acabam formando a molécula de ozônio cuja composição é (O3)
A região, quando saturada de ozônio, funciona como um filtro onde as moléculas absorvem a radiação ultravioleta do Sol e, devido a reações fotoquímicas, atenuando seu efeito. É nesta região que estão as nuvens-de-madrepérola, que são formadas pela capa de ozônio.

2036-Ecologia:Mais sobre o ozônio


Desde 1984, os satélites vinham detectando o estranho acúmulo do gás durante os verões. Ninguém sabia ao certo as causas e os perigos do fenômeno, por isso, foi feito um projeto de investigação. O ozônio é perigoso próximo da superfície, é uma ameaça a saúde se inalado por animais e seres humanos, além de prejudicar o crescimento das plantas. Técnicos do IMPE afirmam que há nuvens de ozônio sobre várias regiões, mas agora elas estão fora dos centros urbanos, em locais isolados e de dimensões assustadoras, no auge do verão, pode cobrir toda a Europa. Franceses e brasileiros pesquisaram a origem do ozônio. Sem qualquer indústria por perto, a única hipótese levantada era a de que tivesse algo a ver com as freqüentes queimadas da África Equatorial e no Brasil. A Hipótese se confirmou. Usando um avião Bandeirante adaptado para coletar amostras do ar em várias altitudes, os brasileiros constataram altíssimos níveis de ozônio no triângulo das queimadas, entre Tocantins, Goiás e Mato Grosso, 80 partes por bilhão, quando não deveria ultrapassar 30. O monóxido de carbono liberado na queima das árvores reage com gases nitrogenados comuns naquela região. O resultado é a formação de moléculas de ozônio.