13.778 – O que é o Ouro dos Tolos?


ouro dos tolos - C.E.
Será mesmo verdade: existe ouro falso? Esta história já deu muito que falar desde os primórdios da civilização. O ouro é um dos elementos conhecidos pelo homem desde a Antiguidade (2600 a.C.), e possui a propriedade de formar ligas metálicas com outros metais. O ouro pertence à classe de metais preciosos e compõe um interessante assunto para ser abordado em sala de aula.
O ouro em seu estado natural é chamado de ouro nativo, a estimativa é que existem cinco quilates de ouro para cada milhão de toneladas de terra, por isso é considerado precioso, por ser metal raro. O ouro nativo (100 % puro) é designado como ouro 24 quilates, ele é maleável, ou seja, não apresenta consistência para fabricar objetos. Por isso, no processo de obtenção de jóias preciosas se faz necessário adicionar prata (Ag), cobre (Cu) ou Níquel (Ni) que formam uma liga metálica com o ouro.

Veja a seguir as misturas que permitem obter ouro apropriado para confeccionar jóia e outros utensílios:
Ouro branco: liga de ouro que contém 20 a 50 % de níquel.
Ouro 12 quilates: mistura de 12 gramas de ouro + 12 gramas de prata (ou cobre).
Ouro 18 quilates: mistura de 18 gramas de ouro + 6 gramas de prata (ou cobre).
Essas misturas permitem maior dureza ao material, tornando possível a confecção de anéis, colares, relógios, etc.
O ouro foi valorizado pelo fato de ser quimicamente estável, ou seja, não é atacado pela maioria dos reagentes, preservando assim sua beleza. Por esta razão foi escolhido para compor jóias, e justamente por esta valorização do ouro surgiram as imitações, a Pirita (FeS2) é uma delas. A pirita é uma liga de estanho e enxofre que possui características parecidas com as do Ouro: a mesma cor e o mesmo brilho, e por esta razão foi apelidada de “Ouro dos Tolos”. A passagem de corrente elétrica permite diferenciar as espécies, uma vez que ouro conduz corrente e pirita não.

 

8931 – Geologia – Os terremotos deram origem ao ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.
De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

Glossário
CROSTA TERRESTRE
Parte mais externa da superfície do planeta, formada por rochas sólidas. É mais fina sob os oceanos, medindo até seis quilômetros, e mais grossa nos continentes, onde pode chegar a 60 quilômetros de espessura.

8135 – Acredite se Quiser – Inventada a Pedra Filosofal


Dois professores da Universidade de Michigan conseguiram concretizar um sonho antigo da humanidade: fabricar ouro. Tudo graças à Cupriavidus metallidurans, uma bactéria que geralmente é encontrada no solo próximo a minas, onde há grande concentração de metais.
Os pesquisadores criaram um dispositivo no qual essa bactéria é colocada em contato com cloreto de ouro, uma substância que pode ser extraída da água do mar. E a C. metallidurans opera seu milagre: ao longo de uma semana, ela come o cloreto e excreta ouro puro. A ideia é fruto da parceria entre um microbiologista, Kazem Kashefi, e um professor de arte, Adam Brown. Eles criaram uma instalação, que está exposta na Áustria e mostra, ao vivo, o processo de fabricação do ouro. “A ciência tenta explicar os fenômenos do mundo. E a arte tenta criar fenômenos no mundo”, filosofa Brown.
Atualmente, o processo não é rentável, porque custa muito caro extrair o cloreto de ouro dos oceanos (é preciso processar 1 milhão de litros de água para obter 0,5 g da substância). Na prática, se gasta mais para conseguir o cloreto do que o valor comercial do ouro produzido. Mas, segundo Brown, o método pode ser aperfeiçoado. E, quem sabe, tornar ricos esses novos alquimistas que estão chegando.

7915 – Geologia – Terremotos deram origem a mais de 80% dos depósitos de ouro do planeta


Mais de 80% dos depósitos de ouro do mundo se formaram a partir de terremotos. Um estudo desenvolvido por pesquisadores australianos mostra que o precioso metal se forma em virtude da despressurização rápida de fluidos ricos em minerais presentes no interior da crosta terrestre, provocada pelos abalos sísmicos. A pesquisa foi publicada neste domingo, na revista Nature Geoscience.
Em profundidades que variam de 5 a 30 quilômetros, fluidos com diversas substâncias dissolvidas, como ouro e minerais, presentes nas cavidades de falhas geológicas da crosta terrestre são submetidos a temperatura e pressão elevadas. Terremotos nessas regiões podem causar uma queda de pressão tão grande que faz com que esses líquidos se vaporizem instantaneamente.

Queda de pressão – De acordo com os pesquisadores, a pressão pode cair de 3.000 vezes a pressão atmosférica para uma pressão quase idêntica à da superfície da Terra, o que faz com que o fluido passe por um processo de “vaporização instantânea”. A despressurização faz com que os fluidos sofram uma expansão de até 130.000 vezes seu tamanho, formando um vapor de baixa densidade.
Quando isso ocorre, os resíduos sólidos presentes no fluido, como o ouro, ficam para trás, acumulando-se ao longo do tempo. Mais tarde, a entrada de novos fluidos nas cavidades pode dissolver alguns dos minerais deixados para trás, mas aqueles menos solúveis, como o ouro, vão se acumulando cada vez mais à medida que novos terremotos ocorrem.
Os autores do estudo estimam que falhas geológicas ativas podem produzir 100 toneladas de ouro em menos de 100.000 anos.
A ideia com que depósitos de ouro se formam a partir de fluidos ricos em minerais em falhas nas rochas abaixo do solo já era conhecida dos geólogos, mas a maneira como o ouro se acumula não estava clara, pois não se supunha que as mudanças de pressão desencadeadas por terremotos fossem tão grandes quanto as estimadas no estudo.

7735 – Curiosidades – Ouro no Quintal


Dinheiro não dá em árvore, mas pepitas de ouro podem brotar no seu jardim, se você tiver paciência para esperar uns 100 mil anos. Esse é o tempo que leva para microorganismos dissolverem o ouro de sua fonte original e condensar o mineral no quintal mais próximo.
Há muito tempo se pensava que o ouro só era encontrado junto de rochas como o quartzo. Mas o mineral começou a aparecer a quilômetros das jazidas e a despertar a curiosidade de pesquisadores. Reith pegou amostras de três diferentes tipos de solo da Austrália e colocou microorganismos para interagir com a terra. Descobriu que, nas jazidas, bactérias e fungos separam o ouro de outros minerais e fazem com que pequenas quantidades se dissolvam em água. Assim, o ouro pode viajar por lençóis freáticos. Esse ouro pode chegar à superfície se for absorvido pela raiz das plantas. Ou ser atacado novamente por bactérias que vão, dessa vez, formar pepitas.
A boa notícia é: “Pepitas de ouro cobertas por fósseis de micróbios foram achadas na Venezuela. É provável que também ocorram no Brasil, em regiões de chuva e altas temperaturas”. Agora é correr para o jardim e cavar.

Da jazida para o seu jardim
Na jazida microorganismos tornam o ouro solúvel por meio de reações químicas
A solução é levada pela água subterrânea por longas distâncias
Absorvido pelas raízes das plantas, o ouro é liberado na terra quando as folhas caem
Microorganismos condensam o ouro em pepitas. Com a erosão, elas surgem no solo 4 – Nesse ouro, aparecem microfósseis das bactérias.

5282 – Por que o ouro é tão valioso?


Ele não corrói e é praticamente indestrutível. Quase sempre é encontrado em estado puro na natureza e chama a atenção pela beleza da sua cor e do seu brilho. Por todas essas qualidades, no antigo Egito o ouro já era o material favorito para a fabricação de jóias e outros ornamentos – e, desde então, nunca deixou de estar associado a símbolos de prestígio e poder. “Sua raridade também faz com que seja extremamente valioso. Se existisse em abundância, isso não aconteceria.
O chamado lastro de ouro, como valor de referência para as moedas nacionais, porém, só foi adotado em 1821 pela Inglaterra – antes disso, a prata era o metal monetário por excelência. Cerca de 40% do ouro mundial passou a ser reservado, então, pelos bancos centrais das nações mais ricas, como garantia de valor do seu dinheiro.
Com a depressão econômica da década de 1930, o ouro deixou de ser a principal medida de riqueza de um país, mas permanece um dos investimentos mais procurados, com sua cotação publicada diariamente nos jornais.

1914-Bactérias na mineração


As rochas ricas em ouro são extraídas na maioria, de minas subterrâneas. Até que se separe todo o metal precioso, incluindo o tratamento com as bactérias, se gasta cerca de 2 dias e meio. Após britado e moído, o material passa por mesas vibratórias que funcionam como as bateias dos garimpeiros, separando as partículas de ouro livre, que são mais pesadas que as demais. A lama restante vai para um tanque no qual é acionado um produto para fazer espuma. O mineral com ouro gruda nas bolhas e transborda. O material já traz certa quantidade de bactérias que normalmente o oxidam. Num tanque ele vai previamente na mina e cultivados em laboratório. Após isso, os grãos vão para outro tanque, ao qual se acrescenta cianeto de sódio, substância que reage apenas com ouro, fazendo com que tome a forma líquida e aí é facilmente separado das impurezas. As bactérias thiobacillus ferrooxidans são especialistas em oxidar ferro e enxofre, dos quais tiram a energia. Começaram a ser utilizados na mineração em 1986, na áfrica do Sul e se mostraram econômicas para usinas grandes.

O Ouro


Um dos minerais mais raros e valiosos, não é atacado pela água, ar e nem por ácidos isolados, como o nítrico, o sulfúrico e o clorídrico, por isso era chamado de metal nobre pelos alquimistas da Idade Média. É encontrado em forma de liga como a prata, às vezes possuindo traços também de cobre ou de ferro. O encontrado no fundo dos rios ou encostas de montanhas é chamado de sedimentar. Chuvas e intempéries levam suas partículas a cavidades e ali si formam as pepitas, que são formadas de ouro praticamente puro. As maiores foram encontradas na Áustria. Uma achada em 1858 pesava 83,46 quilos, outra chegou a pesar 75,5 quilos. No Brasil, o peso das pepitas é menor, não superando algumas gramas. A maioria do ouro é obtido em Minas como a do Morro Velho, localizada próximo a BH, em Minas Gerais, sendo uma das mais profundas do mundo. Cada tonelada de minério trabalhado produz apenas 14 gramas de ouro. Durante muito tempo serviu como padrão de moeda. O único meio de dissolvê-lo é usar uma mistura de ácidos nítrico e clorídrico. O ouro puro possui 24 quilates, o de 22 quilates possui 22 partes de ouro e duas de outro metal. Quando vem do garimpo, não está puro e precisa passar por um processo. Para se chegar ao peso de 18 quilates é necessário adicionar um percentual de 33% de liga. Tal liga é composta de 16% de prata e 17,33% de cobre. A liga não pode ser maior que 33,33%, se for não será ouro 18 no teor 750. Num quilo de ouro de 18 quilates teremos 250 partes de liga e 750 de ouro, por isso normalmente se diz ouro 18-750. O motivo dessa mistura é porque o ouro 1000 é muito mole. Uma jóia feita deste se desgastaria muito rapidamente e entortaria ou quebraria com muita facilidade. O ouro comercial só possui 50% de ouro puro, o restante é de outros metais. É chamado de ouro de 12 quilates ou “ouro baixo”. Ele possui a desvantagem de ter restrições a reciclagem e no caso de uma revenda perde bastante o valor. Para se saber se o ouro é de 12 ou 18 usa-se uma mistura de ácidos. Quando um ácido é aplicado numa aliança de 18 ela não se altera, já numa de 12, escurece no local, ficando preta, esteticamente a olho nu a diferença é imperceptível.