12.460 – Sony também tem patente de lente de contato com câmera embutida


lente emb
Parece que a nova onda da indústria de tecnologia é mexer com seu olho. O Google tem uma lente de contato para acompanhamento de diabetes, e já discute a possibilidade de colocar um implante dentro do globo ocular. A Samsung quer criar uma lente de contato com câmera acoplada. Agora é a vez da Sony: a gigante japonesa também registrou patente para uma lente capaz de fotografar.
A câmera seria controlada por meio de uma piscadinha voluntária. A empresa diz que é possível distinguir uma piscadela proposital de uma involuntária, tornando o movimento viável para ativação do obturador.
A patente fala também em um sistema de foco automático para o registro das imagens, ajuste automático do tempo de exposição e um zoom ajustável. Só não é muito claro como fazer para ajustar o zoom em um dispositivo como este.

Outros detalhes: o dispositivo inclui armazenamento interno para armazenamento dos arquivos e conta com uma tela OLED, que pode passar algumas informações visuais para o usuário, mais ou menos como fazia o Google Glass.

Curiosamente, o projeto não é exatamente novo. O registro foi feito em 2013 no escritório de patentes dos Estados Unidos, mas só agora o fato foi descoberto, já que este tipo de fato raramente tem muita divulgação.

Como sempre, fica a ressalva: patentes apenas atestam que a empresa teve uma ideia, mas não garantem que ela irá transformar esta ideia em um produto real. Existem inúmeros casos de patentes que nunca saíram do papel, e só o tempo dirá se a Sony agirá para concretizar sua proposta ou se deixará o projeto pegando poeira em uma gaveta.

11.153 – Óptica – As Lentes de Contato


Aula de Óptica do século 15
Aula de Óptica do século 15

A ideia da lente é muito mais antiga que o produto. Em 1508, Leonardo da Vinci imaginou que uma lente corretiva aplicada diretamente na superfície do olho resolveria problemas de visão. Nascia seu conceito, que foi aperfeiçoado ao longo do tempo. Em 1632, René Descartes teve a mesma idéia. Mas só em 1887 o fabricante de peças óticas F.E. Muller e, um ano depois, o médico suíço Adolf Eugen Fick conseguiram transformar as lentes em realidade, produzindo modelos feitos de vidro. Elas, porém, não tiveram lá muita utilidade, pois machucavam o olho.
Em 1929, o oftalmologista William Feinbloom, de Nova York, fabricou uma lente mista de plástico e vidro. Era enorme e dura. No fim dos anos 40, começaram a aparecer no mercado lentes menores feitas de plástico rígido, como as do ótico americano Kevin Tuohy, em 1948.
Foi só em 1971 que a Bausch & Lomb lançou no mercado americano o primeiro modelo de lente gelatinosa, mais maleável e confortável. Já a primeira lente descartável surgiu em 1995. Apesar de todas as novidades, o bom e velho par de óculos segue soberano na preferência dos míopes e portadores de astigmatismo. Nos Estados Unidos, apenas 10% das pessoas que precisam de correção visual usam lentes de contato. No Brasil, apenas 1%.
Em 1823 o astrônomo e físico inglês Sir. John Herschel expõs a idéia de que seria possível fabricar um tipo de lente de contato cujo lado de fora, ou superfície anterior, teria o mesmo poder de refração dos olhos, enquanto o lado de dentro, ou superfície posterior, seria moldado de modo a corresponder às irregularidades da córnea, a membrana que recobre a parte colorida dos olhos, chamada íris.
Um certo August Müller, fabricante de olhos artificiais, confeccionou na Alemanha, em 1887, as primeiras lentes que realmente foram usadas. Sua finalidade, basicamente, era suprir uma deficiência resultante de uma operação: tratava-se de umedecer a córnea de um paciente que tivera as pálpebras retiradas numa cirurgia. Um ano depois, o pesquisador suíço Adolphe Eugéne Fick criou lentes cujo objetivo era a correção visual e não mais a proteção dos olhos. Por esse motivo ele é considerado o inventor da lente de contato. Suas lentes eram confeccionadas em vidro soprado, desbastado e polido, e ocupavam toda a superfície dos olhos, incluindo a córnea e a esclerótica (parte branca). Foram chamadas, por isso, lentes escleróticas.
As lentes do sr. Fick precisaram esperar o século XX para se popularizarem. O advento do plástico, na década de 30, proporcionou o grande salto. Naquela época, o plástico polimetilmetacrilato (PMMA) estava sendo desenvolvido para a fabricação de peças de avião. Por suas condições de leveza e fácil manuseio, logo foi utilizado para a confecção de lentes rígidas, também chamadas acrílicas. Em 1947, o americano Kevin Touhy lançou as primeiras lentes corneanas, ou seja, cujo diâmetro apenas cobre a superfície da córnea, de aproximadamente 11,5 milímetros.
Sua grande vantagem foi a melhoria da oxigenação dos olhos, além de diminuir a pressão sobre a esclerótica. Com o tempo, verificou-se que um menor diâmetro evitaria ainda que as lentes se mexessem, aumentando a tolerância dos olhos. Assim surgiram, em 1950, as microlentes. Daí até hoje, as lentes ógidas têm diminuído de tamanho; seu diâmetro atual, é da ordem de 9 milímetros. Também se tornaram mais finas, com a espessura variando em torno de 1 milímetro.
Mas o segundo grande avanço no setor ainda estava por vir. Em 1954, o químico checo Otto Wichterle começou a pesquisar um novo material para aumentar a oxigenação da córnea. O material deveria ser hidrófilo (absorver facilmente a água), flexível, resistente à tensão, bem tolerado pelo organismo e não-tóxico. Esse novo material plástico foi chamado de hydron. Em 1960, as primeiras lentes de hydron foram testadas na Universidade de Praga; em 1964, passaram a ser adotadas pelos oftalmologistas: eram as hoje populares lentes gelatinosas, ou soit.
Nelas, dependendo do material e da espessura, a absorção de água pode chegar a 85 por cento. Quanto maior esse índice, mais facilmente o oxigênio chega à córnea, proporcionando mais conforto. Ao contrário das lentes rígidas, as hidrofílicas têm um diâmetro maior que o da córnea, o que aumenta sua boa estabilidade: elas dificilmente caem do olho.
A nova criação, de todo modo, não aboliu o uso de lentes de plástico rígido, até porque ela não serve em casos de astigmatismo. As lentes gelatinosas são tão flexíveis que se amoldam às imperfeições, sem corrigi-las. No fundo, a escolha entre os dois tipos depende da disposição do paciente em suportar o período de adaptação, maior nas primeiras, além da Lente acrílica: sempre menor adequação clínica ao seu caso. A mais recente versão das lentes soit é a de uso prolongado, cuja espessura, entre 0,1 e 0,025 milímetro, é metade das normais. Isso aumenta consideravelmente a transmissão de oxigênio. Essas lentes devem ser retiradas pelo menos uma vez por semana, utilizandose os mesmos métodos de higiene das lentes de uso diário. No campo das lentes rígidas, enquanto isso, apareceram as de silicone, que deixam passar bastante oxigênio para a córnea.
As lentes bifocais chegaram a aparecer no mercado já na década de 50, mas não fizeram muito sucesso. Pois, tendo toda a mesma medida, não se adaptam necessariamente à curvatura com os olhos de qualquer um. E uma questão de sorte. Uma pena principalmente para a legião de pacientes que se poderiam beneficiar com a novidade. No Brasil, onde as lentes de contato são conhecidas desde 1948 e onde apenas 20 por cento dos habitantes não apresentam alguma deficiência visual, três em quatro pessoas com mais de 45 anos precisam daquele tipo de correção. Sucesso tiveram, isto sim, as lentes de contato coloridas, que transformam olhos castanhos e pretos em verdes, azuis ou ainda violeta, a cor mais procurada pelas mulheres brasileiras. A atriz Giulia Gam, olhos castanhos, para fazer o papel de Jocasta jovem na novela Mandala, recorreu a lentes coloridas a fim de ficar com os mesmos olhos azuis de Vera Fischer, a Jocasta adulta. Mas não foi para enfeitar os belos olhos de quem quer que fosse que tais lentes surgiram. Sua criação teve como objetivo melhorar a visão dos albinos, que têm grande sensibilidade à luz.

Lentes

10.380 – Óptica – Os espelhos e suas imagens


Espelhos são geralmente constituídos de uma superfície de vidro revestidas por trás com uma fina camada de prata ou com placas de metal polido. De acordo com a forma de sua superfície, os espelhos podem ser classificados como planos e esféricos. Quando nos olhamos num espelho, vemos uma representação de nós mesmos, a nossa imagem. Podemos defini-la como a reprodução de um objeto por meios ópticos.
Espelhos esféricos diferem dos planos, pois modificam o tamanho do objeto. Entre os espelhos esféricos, se diferenciam 2 tipos, os côncavos e os convexos. Estes são muito usados como retrovisores de carros.
Os côncavos, ao contrário, por ter as bordas mais próximas do objeto, refletem imagens ampliadas.
Refração da luz
Já notamos que as piscinas parecem mais profundas do que realmente são, ou que um lápis dentro de um frasco com água, parece quebrado ou torcido. Tais fenômenos se devem à refração da luz.
Chamamos de refração da luz o fenômeno em que ela é transmitida de um meio para outro diferente.

Nesta mudança de meios a frequência da onda luminosa não é alterada, embora sua velocidade e o seu comprimento de onda sejam.
Com a alteração da velocidade de propagação ocorre um desvio da direção original.
Para se entender melhor este fenômeno, imagine um raio de luz que passa de um meio para outro de superfície plana, conforme mostra a figura abaixo:

refraçaõ da luz

10.370 – Óptica – O que é prisma?


Dispersion_prism

Em óptica, um prisma é um elemento óptico transparente com superfícies retas e polidas que refractam a luz. Os ângulos exatos entre as superfícies dependem da aplicação. O formato geométrico tradicional é o prisma triangular com base quadrangular e lados triangulares, e o uso coloquial de “prisma” geralmente refere-se a essa configuração. Os prismas são tipicamente feitos de vidro, mas também podem ser feitos de qualquer material transparente aos comprimentos de onda ao qual são designados.
Um prisma pode ser usado para separar a luz em suas cores do espectro (as cores do arco-íris). Também podem ser usados para refletir a luz ou ainda dividi-la em componentes com diferentes polarizações.
Ao mudar entre um meio e outro (por exemplo, do ar para o vidro), a luz muda sua velocidade. Como resultado seu caminho é refractado e parte de si é refletida. O ângulo de entrada do raio de luz e os índices de refração dos dois meios determinam o quanto da luz é refletida e o quanto o caminho e refractado. O índice de refração dos meios variam de acordo com o espectro (ou cor) da luz devido à dispersão, fazendo com que as luzes de diferentes cores sejam separadas quando refractadas na superfície do prisma.
Prismas dispersivos são usados para separar a luz em suas cores de espectro pois o índice de refração depende da frequência; a luz branca entrando no prisma é uma mistura de diferentes frequências, e cada uma e refractada levemente diferente. Por exemplo, a cor azul é desviada um pouco mais que a cor vermelha.
Prismas refletivos são usados para refletir a luz, por exemplo, em binóculos.
Prismas polarizados podem dividir o feixe de luz em componentes de variadas polaridades.

10.337 – Mega Wise – Noções de Óptica


lupa

Os elementos geométricos de uma lente são centos de curvatura ou das superfícies esféricas, o centro, distância focal e potência de uma lente. Centros de curvatura são os centros das superfícies esféricas que formam as faces c&c. Centro óptico é o centro geométrico da lente (o). Eixo principal é a reta que une os centros de curvatura. Eixo secundário é qualquer reta que passe pelo centro óptico. Focos são pontos onde concorrem os raios paralelos ao eixo principal depois de atravessar a lente (foco real F) ou seus prolongamentos.
Se a distância for expressa em metros, a potência será obtida em dioptrias (uma dioptria = 1/m.
Mesmo o olho humano mais perfeito tem uma série de limitações. Por isso, para poder ver objetos muito pequenos ou muito distantes, o homem recorre a ajuda de instrumentos ópticos. Os sistemas ópticos são a combinação de espelhos, prismas e lentes utilizados para ampliar os limites da observação direta. Os instrumentos ópticos mais utilizados são a lupa ou microscópio simples, o microscópio composto, a lupa binocular, as lunetas terrestres, as lunetas astronômicas e a câmera fotográfica.

lupa2

A Lupa
é um instrumento óptico munido de uma lente com capacidade de criar imagens virtuais ampliadas. É utilizada para observar com mais detalhe pequenos objetos ou superfícies.Também denominada microscópio simples – é constituída de uma única lente convergente. Para compreender como é o funcionamento da lupa, precisamos analisar tanto como a lupa conjuga imagens, como estas imagens (objetos virtuais para o nosso olho) acabam sendo projetadas na nossa retina. O olho humano só focaliza uma imagem de um objeto em sua retina se a distância entre o objeto e o olho for maior que a de um ponto específico (Ponto Próximo). Notamos facilmente que quando o objeto está mais próximo do olho que a distância do Ponto Próximo a imagem se torna desfocada. A posição do ponto próximo é variável, de pessoa para pessoa. Sendo comum essa distância ser maior em pessoas mais idosas (explicando porque algumas pessoas não conseguem ler de perto, mas esticando o braço e aumentando a distância do papel para o olho, conseguem ler sem maiores problemas). Imagine um objeto posto sobre o Ponto Próximo de um olho humano. O tamanho da imagem produzida na retina varia com o ângulo α que o objeto ocupa no campo de visão. Quando aproximamos o objeto do olho, aumentamos este ângulo. Assim aumentamos a capacidade de observar detalhes do objeto, mas como ele está numa distância menor que do ponto próximo, o vemos fora de foco, perdendo nitidez. Para fazermos com que esta imagem desfocada fique nítida novamente, colocamos uma lente convergente entre o olho e o objeto ( Importante que o objeto esteja mais próximo do olho do que o ponto focal da lente). O que o olho passa a enxergar é uma imagem virtual do objeto. Esta imagem fica mais distante do olho do que o Ponto Próximo, sendo uma imagem nítida. Apesar dessa ampliação, a lupa não serve para a observação de objetos muito pequenos como células,bactérias e insetos pequenos, pois nesses casos se faz necessário um aumento muito grande.A solução é associarmos duas ou mais lentes convergentes, como no microscópio composto.
Em 1885 foi encontrada uma lupa de quartzo nas ruínas do palácio do rei Senaqueribe (708-681 a.C.) da Assíria. Relatos do historiador Plínio (23-79 d.C.), apresentam “Vidros Queimadores”, os quais eram produzidos pelos romanos, ou seja, lentes usadas para iniciar o fogo, com auxilio da luz solar. Uma lente plano-convexa foi encontrada nas ruínas de Pompéia (Roma).Fabricando vidro desde o século VI a.C. chineses também conheciam lentes de aumento e de diminuição, usando também lentes para iniciar o fogo. Na China também já moldava lentes utilizando cristal de rocha natural, desde o século X.
No século XVIII as propriedades de uma lupa foram descritas por Roger Bacon, na Inglaterra.

10.313 – Sony traz ao Brasil câmera com maior zoom óptico do mundo


A Sony lançou no Brasil uma câmera fotográfica que, segundo a empresa, tem o maior zoom óptico do mundo, quando se considera dispositivos com lente fixa. Ela custa R$ 1,5 mil.

É a DSC-H400, com a qual é possível aproximar a imagem em 63 vezes sem perda de qualidade, graças ao estabilizador Optical Steadyshot. O modelo conta com sensor de 20.1 megapixels e quatro opções de efeitos que podem ser aplicados às fotos.

“Ela possui uma lente equivalente a 24,5 – 1.550mm, ou seja, comparável àquelas lentes enormes e pesadas das câmeras profissionais, mas com design ergonômico, leve e compacto”, explica a gerente de câmeras digitais da companhia, Raquel Paravani.

10.239 – Mega Techs – A Camuflagem Óptica


Na literatura ou nos filmes de ficção, os escudos de invisibilidade, utilizados tanto nas naves espaciais como também nas roupas do futuro, são recursos habituais. Na verdade, a ciência começou a pesquisar a possibilidade de criar tais aparatos. Os primeiros intentos de camuflagem óptica foram baseados na forma com que os animais se mimetizavam com seu ambiente, espécies como cefalópode , que podem misturar-se ao meio ambiente ao seu redor, imitando inclusivo estampas geométricas complexas, instantaneamente. Os modelos de camuflagem ativos possuêm uma câmara que toma fotos do que se esconde do objeto e as projeta numa tela em frente, criando uma ilusão ou efeito de transparência.
O descobrimento na última década dos metamateriais, um tipo de estrutura de relevo especial, com tamanho menor que o comprimento da onde da luz e possue um índice refratário negativo, fazendo com que a luz, ao invés de refletir, siga os contornos do mesmo, passando em volta sem ser bloqueada, abriu possibilidades paupáveis de contar com estruturas que não interrompam a formação visual proveniente do fundo, com o que, teoricamente uma invisibilidade prática seria alcançada. Os cientistas Jason Valentine e Xiang Zhang, da Universidade de Berkeley, Califórnia, Estados Unidos, conseguiram desenvolver materiais que a curvam a luz obtida através de malhas com escala nanométrica. No Imperial College of London, em 2008, o físico John Pendry desenhou uma capa de invisibilidade para um cilindro de cobre que operava na faixa das microondas. Espera-se que nos próximos cinco anos seja possível contar com um sistema que oculte objetos, pelo menos na faixa das microondas, fazendo-os invisíveis aos radares.

10.098 – Lentes de contato com visão noturna


A história da aplicação da ciência pelo homem pode ser resumida como a evolução natural da sua necessidade de expandir a capacidade dos seus sentidos. Já falamos a distância, podemos ouvir com maior precisão, manipular cheiros. E até já enxergamos nas trevas.
Só que os dispositivos desenvolvidos para alcançar a visão noturna, os quais já eram utilizados na caça esportiva e para uso militar, poderiam ser reduzidos e aprimorados. Se podemos enxergar melhor com o uso de lentes de contato, porque não no escuro?
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram criar o primeiro detector de luz infravermelha capaz de operar em temperatura ambiente. A tecnologia de visão noturna permite ver um espectro invisível para o olho humano, o calor que irradia de corpos vivos no escuro. Até agora, esse tipo de equipamento exigia um grande volume para comportar o sistema de arrefecimento, necessário para funcionar corretamente.
A chave para obter uma redução drástica no tamanho dos equipamentos de visão noturna foi fornecida pela introdução de grafeno, que normalmente absorve 2,3 % da luz que atinge, mas ainda não era o suficiente para gerar um sinal de infravermelhos útil. No entanto, através da combinação de duas camadas de grafeno com um isolante entre eles, os cientistas foram capazes de aumentar o sinal de forma significativa, permitindo desenvolver um novo tipo de dispositivo capaz de detectar e diferenciar completamente o espectro infravermelho, assim como a luz visível e a ultravioleta.
Ao integrar essa nova tecnologia em uma lente de contato, ou qualquer outro dispositivo, é possível expandir a nossa visão instantaneamente. Na prática, esse tipo de tecnologia poderá permitir a detecção de vazamentos de gás por técnicos, que médicos e enfermeiros encontrem vasos sanguíneos, e que esboços sob as camadas de pintura de um quadro sejam percebidos por historiadores de arte, só para citar alguns exemplos.

10.045 – Astronáutica – Novos óculos para os astronautas


Uma nova geração de óculos representa um grande avanço na categoria dos bifocais. Eles podem ter a curvatura ajustada para adequar o foco e a nitidez de acordo com a distância.
Os astronautas da NASA são geralmente pilotos da Força Aérea com a visão quase perfeita. Porém, a NASA relaxou suas restrições a missões espaciais para missões de pesquisa científica que exigem especialistas de vários campos científicos.
Esses especialistas são muitas vezes de meia-idade e principais candidatos para possuir presbiopia, um problema relacionado à idade que torna mais difícil para os olhos focar objetos próximos. Além disso, pesquisas mostram que longas exposições à microgravidade agravam a presbiopia nos astronautas. A solução da NASA então foi enviar astronautas ao espaço com óculos que lhes permitam ajustar o foco de suas lentes, dependendo da tarefa a realizar.
As lentes do “TruFocals Zoom Focus” são, na verdade, compostas por duas lentes menores – lentes ultraperiférica queé o que os óculos normais têm – separadas por uma camada fina, mas expansível, de fluido de silicone claro contido por uma fina membrana. A alavanca de deslize na ponte dos óculos empurra o líquido para a frente ou para trás para alterar a forma dessa membrana, alterando a distância focal, dependendo do que o usuário está fazendo.
Esse foco ajustável permite que os astronautas executem tarefas como a leitura de pequenas listas em condições de pouca luz e monitorem leituras aéreas utilizando o mesmo par de óculos. É claro que, antes do TruFocals ganhar seu bilhete a bordo de uma nave espacial da NASA, teve que sobreviver a uma bateria de testes, incluindo uma em que foi queimado, para ver se emitia qualquer vapor nocivo. Por causa do orçamento apertado, a NASA não terá que queimar muitos pares. Com a sua espessura e formato circular, o TruFocals pode ser os óculos menos fashions e mais caros: custariam cerca 1.569 reais.

9685 – ☻Mega Wise – A Óptica


optica

É um ramo da Física que estuda a luz ou, mais amplamente, a radiação eletromagnética, visível ou não. A óptica explica os fenômenos de reflexão, refração e difração, a interação entre a luz e o meio, entre outras coisas.
Geralmente, a disciplina estuda fenômenos envolvendo a luz visível, infravermelha, e ultravioleta; entretanto, uma vez que a luz é uma onda electromagnética, fenômenos análogos acontecem com os raios X, microondas, ondas de rádio, e outras formas de radiação electromagnética. A óptica, nesse caso, pode se enquadrar como uma subdisciplina do eletromagnetismo. Alguns fenômenos ópticos dependem da natureza da luz e, nesse caso, a óptica se relaciona com a mecânica quântica.

Segundo o modelo para a luz utilizada, distingue-se entre os seguintes ramos, por ordem crescente de precisão (cada ramo utiliza um modelo simplificado do empregado pela seguinte):
Óptica geométrica: Trata a luz como um conjunto de raios que cumprem o princípio de Fermat. Utiliza-se no estudo da transmissão da luz por meios homogêneos (lentes, espelhos), a reflexão e a refração.
Óptica ondulatória: Considera a luz como uma onda plana, tendo em conta sua frequência e comprimento de onda. Utiliza-se para o estudo da difração e interferência.
Óptica eletromagnética: Considera a luz como uma onda eletromagnética, explicando assim a reflexão e transmissão, e os fenômenos de polarização e anisotrópicos.
Óptica quântica ou óptica física: Estudo quântico da interação entre as ondas eletromagnéticas e a matéria, no que a dualidade onda-corpúsculo joga um papel crucial.
Óptica ou também é um ramo de atividade comercial, para o comércio de armações, lentes oftálmicas e lentes de contacto para correções de ametropias ou com fins cosméticos.
No Brasil, é obrigatório estar presente no estabelecimento um técnico em óptica (óptico) formado (nível técnico), bem como Alvará Sanitário Vigilância Sanitária do município para que a óptica funcione de acordo com a lei.

9167 – As Aberrações Ópticas


Quando Johann Carl Friedrich Gauss (1777-1855) estudou os fundamentos da óptica geométrica ele definiu que na formação de imagens, os pontos do objeto correspondem aos pontos da imagem, retas correspondem a retas na imagem, e planos no objeto correspondem a planos na imagem. Para que isso ocorra, é necessário que a abertura dos sistemas ópticos assumam valores muito pequenos. No entanto, o próprio Gauss notou diferenças entre objetos e imagens nos sistemas ópticos experimentais, mesmo considerando pequenos intervalos de abertura. Estas diferenças são conhecidas como aberrações ópticas. Estas aberrações não ocorrem devido a erros de construção dos equipamentos, mas devido a forma geométrica e características dos meios que formam o sistema.
As aberrações ópticas podem ser classificadas como cromáticas ou monocromáticas.

Aberrações monocromáticas
Também conhecidas como aberrações geométricas, as aberrações cromáticas provocam mudanças relacionadas a forma da imagem. Elas podem ser esféricas, coma, astigmatismo, curvatura de campo e distorção.

Aberrações esféricas
Considerando um feixe de raios de luz monocromática paralelas que atravessam uma lente convergente paralelamente ao seu eixo, os raios mais próximos ao eixo e os raios mais distantes serão refratados entre dois pontos A e B, conforme a figura:

esferica1

Como podemos observar na figura, os raios que emergem da lente não passam todos pelo mesmo ponto, mas ficam distribuído entre os pontos A e B. Envolvendo os raios que emergem da lente até o ponto A, obtemos a forma de um funil, conhecido como cáustica de reflexão. O ponto A é conhecido como foco paraxial e o ponto B é chamado foco marginal. Se, entre estes pontos, posicionarmos um anteparo em um plano perpendicular ao eixo da lente, veremos círculos que ficam menores quanto mais o aproximarmos do ponto A. O ponto onde a imagem aparece com maior clareza é conhecido como ponto de mínima confusão.

As lentes convergentes e divergentes possuem aberrações de sentidos opostos, por isso uma das formas de corrigir as aberrações esféricas é combinar lentes convergentes e divergentes. Sistema aplanético é o nome dado a um sistema óptico com a aberração esférica corrigida.

Aberrações coma
Quando o ponto luminoso encontra-se fora do eixo da lente, surge a aberração coma. Ela possui esse nome porque se envolvermos os raios emergentes no trecho entre os focos paraxial e marginal, obtemos uma forma semelhante a um cometa. A coma aumenta conforme a abertura e a inclinação dos raios de luz, por isso esta aberração pode aparecer em qualquer sistema óptico. A correção é feita por métodos parecidos com os utilizados para corrigir aberrações esféricas.
A utilização do diafragma, aparelho que limita a abertura do sistema ótico, também ajuda a evitar o aparecimento do coma.

8773 – Tecnologia – Como Funciona o foco automático de uma máquina fotográfica


Assim que você aperta o botão, a câmera envia sinais de ultra-som em direção ao que vai ser fotografado. Ao atingirem um obstáculo, as ondas voltam e são captadas por um sensor. Pelo tempo de ida e volta, a máquina deduz a distância entre ela e o objeto e ajusta o foco. “A câmera vai focar o que estiver no centro da lente”, explica o engenheiro eletrônico Rudolf Reimerink, da Kodak, em São Paulo. Tudo o que estiver no mesmo plano do objeto central será registrado com nitidez. Já o que estiver na frente ou atrás ficará desfocado.
O olho mágico da câmera
A distância é calculada pelo vaivém das ondas de ultra-som.

1 – A câmera emite ondas de ultra-som…

2 – …Que batem no objeto…
3 – …Voltam e são captadas por um sensor.

4 – A distância é calculada e o foco, ajustado.

5 – Somente ficará focado o que estiver no centro da foto.

8518 – Óptica – Pesquisadores criam lente de contato com visão telescópica


lentes-de-contato-size-598
Pesquisadores americanos e suíços criaram um novo tipo de lente de contato que permite amplificar a visão em 2,8 vezes. A tecnologia permite que o usuário troque entre a visão normal e a amplificada usando um simples par de óculos de cristal líquido, originalmente usado para assistir a televisões 3D. A lente de contato, que ainda não foi testada em nenhum paciente, foi descrita em uma pesquisa publicada na revista Optical Express.
Os pesquisadores criaram uma lente de contato que possui dois caminhos para a luz. Em seu centro, ela fornece visão normal, enquanto em suas bordas ela aumenta a imagem em 2,8 vezes. O usuário pode trocar entre os dois tipos de visão ao usar óculos de cristal líquido, originalmente empregados para assistir televisões 3D. O equipamento foi testado em um olho artificial.
O dispositivo foi desenvolvido para ajudar pacientes com degeneração macular, uma doença que normalmente atinge pessoas com mais de 55 anos,
e é a principal causa de cegueira nessa idade — deteriorando o centro da retina,o que resulta em perda da visão apurada. Isso dificulta tarefas como ler, enxergar pequenos detalhes e reconhecer rostos. Lentes de contato normais, que simplesmente corrigem o foco, não são suficientes para restaurar a visão perdida dessas pessoas.
Ao contrário, os pacientes com degeneração macular precisam de dispositivos que amplificam os raios de luz, desviando sua direção para partes mais periféricas do olho, que não foram danificadas pela doença. Esses equipamentos, no entanto, atualmente só estão disponíveis em dois formatos: telescópios desajeitadamente sobrepostos a óculos normais — que atrapalham as interações sociais — ou microtelescópios implantados por meio de cirurgia.
Visão amplificada
Assim, os cientistas criaram uma lente de contato de 1 milímetro de espessura e 8 de diâmetro. Em seu centro, ela funciona como uma lente comum, mas uma série de superfícies espelhadas localizadas em suas bordas cria um telescópio que aumenta em 2,8 vezes as imagens na periferia da visão.
Como mistura dois tipos de lentes, a tecnologia não pode ser usada de modo normal, pois resulta em imagens borradas. Para trocar entre uma visão e outra, os pesquisadores adaptaram óculos de cristal líquido, originalmente usados para assistir a televisões 3D. Esses óculos bloqueiam, seletivamente, alguns tipos de raio de luz, o que permite que o usuário escolha que imagem quer enxergar.
Em um primeiro momento, os pesquisadores testaram a tecnologia em modelos de computador. Em seguida, fabricaram a lente de contato e um modelo do olho humano em tamanho real. Ao testar o dispositivo, capturando imagens pelo sistema de lentes de contato, viram que as imagens amplificadas eram nítidas e forneciam um campo de visão muito maior do que outras técnicas usadas para tratar a degeneração macular.

A lente atual, no entanto, ainda não pode ser usada por seres humanos, pois é impermeável a gases, e o olho humano precisa de contato contínuo com o oxigênio. Os pesquisadores esperam refinar a tecnologia nos próximos meses, para que possa ser testada em pacientes. “No futuro, esperamos que seja possível corrigir a degeneração macular com tratamentos efetivos ou próteses de retina. O ideal, realmente, é que nossas lentes sejam desnecessárias. Até que cheguemos a esse ponto, elas fornecerão um modo de tornar a doença menos debilitante”, diz Eric Tremblay.
Mas o fato de as lentes poderem se tornar obsoletas para o tratamento não preocupa os cientistas, pois elas podem encontrar aplicações em outras áreas. O estudo, por exemplo, foi financiado com dinheiro do Darpa, a agência de pesquisas do exército americano, o que sugere que já existem interesses em desenvolver aplicações militares para lentes de contato telescópicas.

8369 – Biônica – Australianos desenvolvem ‘olho biônico’ que pode ajudar até 85% dos cegos


grafico-olho-bionic-20131006-original

O dispositivo é formado por chip implantado no cérebro e óculos com câmera, processador digital e transmissor wireless. Tecnologia deve ajudar pessoas com deficiência visual causada por doenças como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. Primeiro teste em paciente será feito em 2014.
Um grupo de cientistas e designers australianos desenvolveu um protótipo de “olho biônico” para devolver a visão a pessoas cegas. Os testes em pacientes começarão no próximo ano. O dispositivo é composto por óculos que captam, com a ajuda de uma câmera digital, a imagem ao redor do indivíduo e enviam esses estímulos visuais a um chip implantado no cérebro. Se os experimentos envolvendo a tecnologia correrem como o esperado, ela terá o potencial de devolver a visão a até 85% das pessoas classificadas como clinicamente cegas (com pouca visão e percepção de luz ou então sem visão alguma).

A tecnologia está sendo desenvolvida por especialistas do Grupo de Visão da Universidade Monash, na Austrália. Em seu site oficial, o grupo informa que o olho biônico está sendo desenvolvido para “pessoas com deficiência visual causada por uma série de condições, como glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética. Ele também pode ajudar pessoas com danos em seus nervos ópticos ou em seus olhos causados por um trauma ou uma doença.”
O modelo desse olho biônico é formado por óculos e chip. Na parte da frente dos óculos, há uma câmera digital embutida que capta as imagens. Na parte interna dos óculos, existe um sensor que percebe os movimentos dos olhos e é utilizado para direcionar corretamente a câmera. Na lateral dos óculos, os especialistas inseriram um processador digital que recebe as informações visuais da câmera e as envia a um chip que deve ser inserido na parte de trás do cérebro do paciente. Esse chip, por sua vez, emite sinais elétricos ao córtex visual, que interpreta esses sinais como a visão.
Em agosto de 2012, essa mesma equipe anunciou a implantação do protótipo do que chamou de “olho pré-biônico”. A abordagem consistiu em implantar eletrodos na retina de uma paciente com retinite pigmentosa degenerativa, um tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. A ideia era a de que os eletrodos enviassem impulsos elétricos para as células nervosas dos olhos e devolvessem parte da visão à paciente. De acordo com o grupo, esse método é adequado a pessoas com retinite pigmentosa e também degeneração macular relacionada à idade.

8163 – Câmera com 180 lentes imita visão panorâmica das moscas


ciencia-flyeye

Um equipe de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos EUA, desenvolveu uma câmera digital que imita a visão panorâmica de moscas, libélulas e abelhas. O equipamento tem um amplo campo de visão, podendo captar imagens em 180º sem distorções.
O dispositivo digital é composto por lentes minúsculas e maleáveis, semelhantes aos olhos de insetos e outros artrópodes (animais invertebrados que possuem um exoesqueleto rígido e patas e garras articuladas). Possui profundidade de campo quase infinita e alta sensibilidade a movimentos.
“Descobrimos formas de fazer câmeras que incorporam todas as características essenciais de desenho dos olhos encontrados no mundo dos insetos”, afirmou John Rogers, pesquisador do departamento de engenharia da universidade e coautor do estudo, publicado nesta quinta-feira na revista Nature. “A natureza desenvolveu e refinou esses conceitos ao curso de bilhões de anos de evolução.”
A câmera tem apenas 1,5 centímetro de diâmetro e 180 lentes em miniatura, número similar ao dos pequeninos olhos (omatídeos) das formigas-lava-pés (gêneroSolenopsis) e de alguns tipos de besouros.
Além do olho humano — As câmeras fotográficas convencionais imitam o funcionamento do olho humano, com um campo de visão mais limitado que o de insetos e outros animais. Para alcançar uma visão panorâmica, fotógrafos recorrem a lentes como a olho de peixe, mas o recurso distorce os cantos da imagem. Para eliminar este efeito, os cientistas criaram dispositivos eletrônicos elásticos para produzir um detector que possa se curvar no mesmo formato hemisférico das lentes.
“O que temos, de certa forma, são pequenos olhos formando um grande olho”, afirmou Yonggang Huang, um dos autores do estudo. “Cada pequeno olho, formado por uma microlente e um fotodetector em microescala, é um sistema de imagem independente. Mas quando estão todos juntos, a câmera consegue captar uma imagem única, de quase 180º.”
“Esse aparelho é de grande interesse, devido ao seu potencial de aplicação em câmeras de vigilância e geração de imagens em endoscopias, por exemplo”, disse Rogers.

Conhecendo a Pesquisa:
Título original: Digital cameras with designs inspired by the arthropod eye
Onde foi divulgada: revista Nature
Quem fez: Young Min Song, Yizhu Xie, Viktor Malyarchuk, Jianliang Xiao, Inhwa Jung, Ki-Joong Choi, Zhuangjian Liu, Hyunsung Park, Chaofeng Lu, Rak-Hwan Kim, Rui Li, Kenneth B. Crozier, Yonggang Huang e John A. Rogers
Instituição: Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e Universidade Northwestern, EUA
Resultado: Os pesquisadores conseguiram desenvolver uma câmera que simula os olhos de insetos. Composto por diversas microlentes e em formato de semiesfera, o dispositivo consegue captar imagens em até 180º sem provocar distorções.

7972 – Telescópios – As Janelas para o Céu


Diagrama do Telescópio

Dia 25 de agosto de 1609. No alto da torre da Praça de São Marcos, os senadores da República de Veneza acotovelavam-se, curiosos, em torno da última criação de um matemático de Pisa já conhecido por suas invenções e excentricidades: um pequeno tubo com duas lentes nas extremidades. Olhando através dele, os edifícios do outro lado da praça, a mais de trinta metros, pareciam estar ao alcance das mãos. Foi assim que Galileu Galilei (1564-1642) apresentou ao mundo “a maravilha do século XVII” — o telescópio. Naquela mesma noite, Galileu descobriu que a Lua não tinha uma superfície lisa, como se pensava, mas era cheia de montanhas e crateras. Ele viu mais: “Eu observei a natureza e o material da Via Láctea. Ela não passa de um aglomerado de estrelas, agrupadas em nuvens.”
O Universo conhecido hoje já ultrapassou os limites da Via Láctea. O homem aprendeu a “enxergar” a “luz invisível”, como os raios infravermelho, gama e ultravioleta. Assim, pôde vasculhar regiões cósmicas que estão a bilhões de anos-luz. Os limites continuam se ampliando: nos próximos cinco anos, a capacidade de observação vai quase triplicar, tal é o número de instrumentos novos em construção.
Foi Galileu quem criou o primeiro telescópio, mas não foi só dele a idéia original. Em 1608, o fabricante de óculos alemão Hans Lippershey (1570-1619) trabalhava em sua oficina na Holanda quando um aprendiz mostrou ao mestre o que descobrira: olhando através de duas lentes, a torre da igreja distante parecia muito mais próxima e de cabeça para baixo. Lippershey encaixou as lentes dentro de um cilindro, mantendo a distância apropriada entre elas para corrigir a imagem. E mandou um recado ao sábio italiano sobre a invenção. Galileu aprimorou muito a engenhoca holandesa e usou-a para examinar o céu pela primeira vez. Nunca tomou a iniciativa de revelar quem era o seu “ajudante secreto”.
Os primeiros telescópios refratores (que usavam lentes para desviar e concentrar a luz) tinham um problema: os raios que passavam pela borda das lentes deformavam a imagem. Em 1668, o matemático e físico inglês Isaac Newton (1642-1727) mudou o plano de construção dos instrumentos (veja ilustração ao lado), substituindo suas lentes por espelhos, que concentram a luz sem distorcer a imagem. Nascia assim o primeiro instrumento refletor.
Para “enxergar” longe, um telescópio tem de captar muita luz — ou seja, quanto maior, melhor. A corrida em busca de luz começou ainda no século XVIII, com William Herschel. No século XIX, a vedete era o Leviatã, na Irlanda. No início deste século, com o telescópio de Monte Wilson, esses instrumentos ganharam o status de olhos voltados para o Universo.
A partir da década de 40, o tamanho perdeu terreno para as novas tecnologias eletrônicas na determinação do alcance do instrumento.Captar imagens do Universo distante é sempre um desafio, principalmente daqui da superfície do planeta. É que a atmosfera terrestre funciona como um filtro que atrapalha a passagem de parte dos raios X, gama, ultravioleta e infravermelho. Além disso, a turbulência do ar desvia a luz visível e distorce as imagens. Resumindo: vencido o desafio de captar mais luz, o problema é conseguir a maior resolução, isto é, a maior nitidez possível.
A solução foi lançar telescópios acima da atmosfera — o que só se tornou possível a partir da era espacial, na década de 60. O mais ambicioso de todos os projetos nessa área é o Telescópio Espacial Hubble.
Mas a chegada dos telescópios orbitais não tirou da jogada os instrumentos de superfície. Ao contrário: o aceleradíssimo ritmo da tecnologia eletrônica coloca os telescópios com os pés cada vez mais firmes no chão. Um equipamento dessa classe custa bem menos que os dois bilhões de dólares gastos para colocar o Hubble em órbita. Assim, no mesmo ano de lançamento do Hubble, era inaugurado, no Chile, o primeiro telescópio inteligente, o NTT.
E novas janelas para o Universo já começam a ser abertas, com complexos instrumentos. Como o VLT, com uma resolução de imagem suficiente para distinguir um objeto do tamanho de uma bola de tênis a 36 000 quilômetros de distância. O VLT terá quatro espelhos de oito metros cada um, com capacidade equivalente à de um único espelho de dezesseis metros de diâmetro — um prodígio, já que o maior espelho em uso hoje, o do Keck, tem dez metros.

O Leviatã
O maior telescópio do século XIX foi construído na Irlanda, pelo astrônomo William Parsons Rosse (1800-1867). Com um espelho de 1,80 metro de diâmetro e mais de dezesseis metros de altura, foi apelidado de Leviatã. Levou três anos para ser montado entre duas paredes de pedra, na atual cidade de Parsonstown, e entrou em operação em 1845. Apesar de desajeitado, instalado num local de condições climáticas pouco favoráveis à observação, esse instrumento revelou a estrutura em espiral de alguns objetos cósmicos que, hoje se sabe, são galáxias. O Leviatã foi desmontado em 1908.

Monte Wilson
Com um espelho de mais de 2,50 metros de diâmetro, o grande telescópio refletor Hooker foi construído pelo astrônomo americano George Hale (1868-1938) e entrou em operação em 1917, no Monte Wilson, Califórnia, Estados Unidos. Foi nesse instrumento que outro americano, Edwin Hubble (1889-1953) percebeu que as chamadas nebulosas espirais, descobertas no século XIX, eram, na verdade, outras galáxias fora da Via Láctea. O Hooker manteve a posição de maior refletor do mundo até 1948, quando o próprio Hale construiu o telescópio de Monte Palomar, com um espelho de cinco metros.

7941 – Inventos – Como surgiram os óculos escuros?


A primeira lente escura de que se teve notícia foi uma lâmina verde do imperador Nero, no século 1. Especula-se que ele era muito loiro ou albino e, por causa dos olhos claros, não via bem as apresentações nas arenas. Segundo Miguel Giannini, dono do museu de óculos Gioconda Giannini, a lente de Nero era provavelmente de vidro. O primeiro par de óculos com lentes escuras e armação, pesado e desconfortável, surgiu na Alemanha, no século 13. Foram os franceses, no século seguinte, que deram um novo design ao acessório e o nome de pince-nez (pinça de nariz), porque ficava preso na ponta do nariz. O modelo com duas hastes laterais, como os atuais, só surgiu no século 17 e, até o século 20, era feito sempre com lentes verdes. Na década de 60, o cristal, pesado, foi substituído pelo acrílico e pelo policarbonato. As lentes coloridas viraram moda nos anos 70. Hoje as melhores são as verdes, marrons, pretas e cinzas, que absorvem mais de 80% da luz. Também há as azuis, para computador; as amarelas, para lugares escuros, e as rosas, para luzes artificiais.

7801 – Astronomia – Conjunto gigante de radiotelescópios foi inaugurado no Chile


Imagine um radiotelescópio com 16 km de diâmetro –o equivalente a 130 campos de futebol enfileirados. Bem, agora não é preciso mais imaginar. Foi inaugurado no Chile o mais ambicioso projeto de astronomia em solo já construído.

Projeto Alma

O Alma (sigla para Atacama Large Millimeter/submillimiter Array) não é de fato uma parabólica de 16 km, mas é como se fosse. São 66 antenas espalhadas por uma área imensa no platô Chajnantor, que trabalham em concerto para produzir imagens equivalentes às que seriam obtidas com uma única antena gigante.
O custo do projeto é estimado em US$ 1,5 bilhão e bancado pelo ESO (Observatório Europeu do Sul), além de americanos, canadenses e japoneses.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador, as informações de todas as antenas são combinadas em uma única imagem.
A mágica na verdade é ciência e atende pelo nome de interferometria. É uma propriedade ligada ao caráter ondulatório da luz que permite, grosso modo, realizar uma observação com as antenas pequenas que corresponderia a ter um radiotelescópio gigante com o tamanho da distância entre as duas antenas mais distantes.
Claro, vários desafios tecnológicos precisaram ser vencidos antes que o Alma saísse do papel. No caso em questão, eles foram superados com três grandes financiadores. Pelo lado europeu, o ESO (Observatório Europeu do Sul) entrou com 37,5%. Americanos e canadenses bancaram outros 37,5%. Os 25% remanescentes vieram do Japão. Total estimado: US$ 1,5 bilhão.
A radiação captada pelo Alma vem na forma de infravermelho e ondas de rádio. Graças a um supercomputador projetado especificamente para o Alma e capaz de realizar quatrilhões de operações por segundo, as informações colhidas por todas as antenas são combinadas para produzir uma única imagem.
Embora não tenham 16 km de diâmetro, as antenas individuais são bem respeitáveis, com 7 e 12 metros. Principalmente quando se leva em conta o cuidado com que foram construídas: sua curvatura precisa ser perfeita no nível de 10 mícrons (milésimos de milímetro) para não distorcer as observações.
Das 66 antenas previstas, 57 já estão instaladas. As demais devem estar no local –uma região inóspita a 5.000 metros de altitude, onde praticamente metade da atmosfera terrestre já ficou para trás.
O que é ótimo para os astrônomos, pois corta boa parte da interferência causada pelo ar nas observações, mas é péssimo para quem tem de trabalhar lá, na construção do complexo.
A grande sacada do Alma é que, nas frequências de luz em que ele opera, é possível detectar coisas que normalmente não são observáveis em luz visível, como, por exemplo, estrelas em formação. Abrigadas em casulos de poeira em seu nascimento, elas não podem ser observadas por telescópios convencionais.
Para o Alma, contudo, é moleza. Um exemplo recente, fruto da primeira bateria de pesquisas, é a observação de um disco de poeira ao redor da estrela jovem HD 142527 que, pela configuração, parece estar bem no meio do processo de produção de planetas gigantes gasosos.
O resultado é sem precedentes e ajuda a entender o mistério por trás do nascimento dos planetas _um processo que hoje é compreendido apenas em linhas gerais e pode determinar quão rara ou comum é a Terra no contexto do Universo.
Detalhe: a primeira bateria de observações, feita a partir de outubro do ano passado, usou apenas 16 antenas. Com 66, será possível fazer muito mais e revelar com cada vez mais detalhes os segredos das profundezas do espaço.

7646 – Oftalmologia – A Lente Intra-Ocular


lente

As lentes intra-oculares, implantadas para corrigir problemas como, catarata, sempre deram problema em pacientes jovens. Elas agem como um prisma, dividindo o facho de luz nas cores do espectro, o que causa uma falha na imagem, chamada aberração cromática. Em paciente mais idosos, cujas pupilas são menores e assim impedem a dispersão dos raios, grande parte dessa aberração é suavizada.
Nos jovens, porém, a consequência é que a pessoa vê imagens fora de foco. Para acabar com o problema, o Laboratório National Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de lente intra-oculta. Na verdade, é um grupo de milímetro e que focaliza apenas uma cor. O ponto em que todas elas convergem o mesmo, acabando com a tal aberração cromática.
Como uma câmera, a cristalino natural do cristalino do seu olho desempenha um papel importante na focalização das imagens. Quando a catarata turva o cristalino, é praticamente impossível enxergar claramente.
Quando sua catarata avança a ponto de as tarefas diárias se tornarem difíceis e interfere na sua qualidade de vida, você precisa da cirurgia de catarata. Durante a cirurgia, a lente natural do seu olho será substituída por uma lente intraocular ou LIO.
A lente intra-ocular é uma lente artificial feita de plástico, silicone ou acrílico que realiza a função da lente natural do olho. A maioria das LIOs de hoje tem aproximadamente 0,5 cm de diâmetro e são macias o suficiente para serem dobradas e colocadas no olho através de uma incisão muito pequena.
A inspiração para a primeira lente de substituição veio de uma batalha aérea entre pilotos britânicos e alemães, durante a Segunda Guerra Mundial. O oftalmologista britânico Sir Harold Ridley tratou um piloto da Força Aérea Real depois que cacos da capota perfurada por balas do seu avião se alojaram em seus olhos. Ridley percebeu que os olhos do piloto não rejeitaram o material estranho e corretamente teorizou que uma lente de plástico poderia substituir permanentemente a lente natural turva do olho.

6848 – Mulher volta a enxergar após implante de um ‘telescópio’ no olho


Uma mulher de 89 anos com uma grave doença ocular deverá voltar a enxergar com definição graças ao implante de um micro-telescópio do tamanho de uma ervilha em seu olho esquerdo.
A operação, feita na Califórnia, nos Estados Unidos, é pioneira e pode se tornar um procedimento de rotina nos próximos anos.
Virginia Bane sofre de Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD, na sigla em inglês), uma das principais causas de cegueira. “Já consigo enxergar melhor. As cores são mais vibrantes, bonitas e naturais, e consigo ler letras grandes com meus óculos”.
Pintora de aquarela, ela também espera retomar suas atividades após quase dez anos de problemas de visão. “Não conseguia ler durante os últimos sete anos, e estou animada para pintar novamente”, acrescenta.
A causa exata da degeneração macular ainda é desconhecida, mas o problema se agrava conforme o olhos envelhecem. A mácula é composta de milhões de células fotossensíveis responsáveis pela visão central clara, nítida e detalhada.
Aos 89 anos, Virginia Bane deve voltar a ler e pintar após cirurgia pioneira
Trata-se da parte mais sensível da retina, que está localizada na parte de trás do olho humano e que transforma a luz em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro através dos nervos óticos. O cérebro lê os impulsos e os traduz em imagens.
No caso do olho atingido pela doença, pontos centrais não são vistos com clareza. “A degeneração macular danifica a retina e causa um ponto de cegueira no campo central de visão das pessoas. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens sobre uma parte não danificada da retina, o que torna possível ver os rostos das pessoas e detalhes de objetos localizados diretamente diante delas”, diz Mark Mannis, professor titular de oftalmologia e ciências da visão do Centro de Olhos do hospital da universidade americana US Davis, em Sacramento, na Califórnia.
Virginia Bane é a primeira de uma lista de 50 pessoas que se voluntariaram nos Estados Unidos para receber o implante. “A visão de Virginia vai continuar melhorando com o tempo, conforme ela recondiciona seu cérebro para enxergar”.
Já o médico Richard van Buskirk explica a diferença entre os dois olhos da paciente. “Ela basicamente usa o olho esquerdo com o implante telescópico para enxergar detalhes, tais como usar um teclado de micro-ondas ou ler um livro. Seu olho direito, sem tratamento, proporciona visão periférica, o que ajuda com a mobilidade, incluindo atividades como caminhar ou se localizar dentro de sua casa”.