8336 – Astronáutica – Nasa homenageia astronautas mortos em missões espaciais


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Como em todos os anos, na última semana de janeiro, a agência espacial americana quer ‘homenagear suas vidas e lembranças’, disse o diretor da Nasa, Charles Bolden.
Bolden declarou que, toda vez que os homens e mulheres da Nasa sobem em uma nave espacial, não só empreendem um caminho para realizar ‘grandes descobertas’ e abrem a possibilidade de ‘ampliar os limites das realizações humanas’, como também arriscam suas próprias vidas.
O diretor da Nasa fez a homenagem junto com o diretor do Centro Espacial Kennedy e o ex-astronauta Robert Cabana, no memorial Space Mirror Memorial, em Cabo Canaveral, na Flórida.
Bolden espera que estes sacrifícios sirvam de inspiração para as próximas gerações e pediu aos funcionários da Nasa para que façam ouvir sua opinião e se dirijam a seus superiores para que ‘a segurança seja sempre prioridade’.
As falhas humanas estiveram entre as causas de algum destes acidentes. Os três tripulantes do Apolo I, Gus Grissom, Ed White e Roger Chaffee morreram no dia 27 de janeiro de 1967 em um incêndio no módulo de comando durante um teste do dispositivo.
Apesar do desastre, o programa continuou para levar à Lua, em 16 de julho de 1969, na nave Apolo 11, os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.
Já a nave Challenger se desintegrou em 28 de janeiro de 1986, pouco mais de um minuto após seu lançamento no Centro Espacial Kennedy. Entre os sete tripulantes que morreram estava Christa McAuliffe, uma professora que fazia parte de um projeto da Nasa para levar a ciência aos estudantes.
A tragédia causou um grande impacto na sociedade americana, o que levou a Nasa a realizar uma revisão em todos os seus sistemas e procedimentos centrada na segurança.
No entanto, em fevereiro de 2003, os Estados Unidos enfrentaram outra tragédia espacial, quando os sete tripulantes da nave Columbia morreram no momento em entraram na atmosfera terrestre.
O presidente americano, Barack Obama, também falou sobre os astronautas e suas famílias e, em comunicado, destacou que aqueles que perderam sua vida em nome da exploração espacial ‘nos ajudaram a chegar até aqui e é nosso dever honrá-los concentrando-se no futuro’.

Acidente com o Challenger em 1986
Acidente com o Challenger em 1986

‘A perda destes pioneiros é sentida todos os dias por suas famílias, amigos e colegas, mas nos consolamos ao saber que seu espírito seguirá nos inspirando para novas metas’, continuou.
A Nasa está se preparando para realizar voos além da órbita terrestre e alcançar um asteroide, em 2025, além de realizar os primeiros voos tripulados a Marte, em 2030. EFE

5838 – Ônibus espacial aposentado virou peça de museu


Ônibus Espacial em N. York

O ônibus espacial Enterprise voou de Washington para Nova York na última sexta-feira (27) acoplado a um Boeing 747 e fez um voo ao longo do rio Hudson, passando pela Estátua da Liberdade, para o deleite dos observadores.
Em direção ao aeroporto internacional John F. Kennedy, o ônibus espacial aposentado voou a baixa altitude ao longo do rio, dando aos moradores de Nova York e Nova Jersey uma visão extraordinária da aeronave, que será posta em exibição em um museu de Nova York.
Depois de três décadas, os Estados Unidos aposentaram o programa de ônibus espacial no ano passado após construírem por US$ 100 bilhões a Estação Espacial Internacional, um projeto que envolveu 15 países. Vão começar a trabalhar em uma nova geração de espaçonaves que levarão astronautas para além da órbita da estação, que fica a 384 quilômetros de altura.
A Enterprise decolou do aeroporto internacional Dulles de Washington por volta das 9h30 (horário local). O voo fora reprogramado porque na quarta-feira o tempo não estava favorável.
A espaçonave passou pela Estátua da Liberdade, pelo rio Hudson e pela ponte George Washington antes de aterrissar em meio aos aplausos de estudantes vestidos em trajes de astronautas. Ela também foi recebida por membros da tripulação de seu voo original.
“Sinto orgulho porque a Enterprise vai encontrar um bom abrigo aqui”, disse o major-general na reserva da Força Aérea, Joe Engle, que comandou a primeira tripulação que conduziu os voos-teste com a Enterprise no final dos anos 1970.
“Vocês têm uma tremenda peça de maquinário aqui”, ele disse.
O ator Leonard Nimoy, que interpretou Spock na série televisiva “Star Treck” e nos filmes, estava presente na chegada. Ele se lembrou de quando a Enterprise, que traz o mesmo nome da nave de “Star Treck”, foi exibida na Califórnia.
Uma nave protótipo que foi usada para voos-teste atmosféricos nos anos 1970, mas que nunca saiu em missão no espaço, a Enterprise deve ser levada por uma balsa pelo Hudson para ser exibida no Intrepid Sea, Air and Space Museum em Manhattan.
Ela será içada por guindaste até o Intrepid, um porta-aviões que é usado como museu desde 1982.

3718 – Atlantis – O fim de uma era


Decolando...!

Atlantis (OV-104), foi o quarto veículo deste tipo a ser construído pela NASA. Recebeu o nome de Atlantis, em honra do primeiro navio de pesquisa oceanográfica dos EUA, com o mesmo nome. Beneficiando da experiência adquirida com a construção dos seus antecessores, o Atlantis tinha um peso inferior em cerca de 3 toneladas, e teve um tempo de construção reduzido a metade, em relação ao primeiro veículo operacional, o já desaparecido Columbia. Algumas peças adicionais, não usadas na sua construção, foram mais tarde utilizadas no Endeavour.
O primeiro voo do Atlantis, realizou-se a 3 de outubro de 1985, na missão STS-51-J.Desde então lançou várias sondas, e tem participado na construção da ISS.O Atlantis foi inicialmente considerado o primeiro ônibus espacial a se aposentar, no encerramento da missão STS-132. A missão de novembro de 2010 (Endeavour) estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A última missão da Atlantis foi realizada em 8 de julho de 2011. Era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço. A partir desta data o grupo de ônibus espaciais será substituído pelos novos veículos de exploração da NASA: Orion e Ares.
A nave Atlantis, que fez sua última viagem com quatro astronautas a bordo, acoplou-se neste domingo com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), em uma última missão de 12 dias que encerrará a era das naves espaciais. O acoplamento ocorreu sem contratempos às 12h07 (de Brasília), um minuto depois do previsto, após uma precisa manobra de aproximação. O procedimento foi concluído quando ambas as naves voavam a 386 km sobre a costa leste da Nova Zelândia, segundo informou a Nasa (agência espacial americana).
Dois dias após sua decolagem do Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral (Flórida), a Atlantis se tornou a 37ª nave a se acoplar à ISS. A tripulação do Atlantis espera agora sua cerimônia de boas-vindas ao complexo espacial internacional, que começará quando as comportas da ISS se abrirem às 14h16 (de Brasília). Durante pouco mais de uma semana, os quatro astronautas da nave conviverão com os três que habitam permanentemente a estação.
Com sua chegada, o laboratório do complexo espacial iniciará um experimento para desenvolver vacinas contra doenças gastrointestinais, como a provocada pela salmonela, com o fim de investigar o comportamento destas bactérias em condições de microgravidade. Além disso, a Atlantis leva o módulo multiuso Raffaello, que transporta provisões e peças de reposição suficientes para manter as operações da estação após as naves deixarem de ser utilizadas. Por fim, transporta o experimento Robotic Refueling Mission (RRM), projetado para testar ferramentas, tecnologias e técnicas necessárias para reabastecer mecanicamente os satélites no espaço.

Atlantis aposentado

3516 – Com último voo do Atlantis, ônibus espacial vira história


Lançamento do Atlantis nesta sexta-feira (8 de julho) marcará última missão do programa de 30 anos de ônibus espaciais dos Estados Unidos, projeto que permitiu a construção da ISS
O ônibus espacial está programado para decolar do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (sudeste), às 11h26 (12h26 de Brasília).
A missão, conhecida STS-135, tem como finalidade transportar a maior quantidade possível de provisões à ISS, cuja utilização foi prolongada no ano passado até 2020.
1985
O Atlantis é o quarto ônibus espacial construído pelos Estados Unidos. Teve seu batismo espacial no dia 3 de outubro de 1985 e, ao regressar à Terra, terá realizado 33 voos –14 deles à ISS, antes de ir para um museu.
No Atlantis viajarão quatro astronautas americanos (contra sete normalmente), todos muito experientes –entre eles, o piloto Chris Ferguseson, 49, e o copiloto Doug Hurley, 44.
Foram necessários 25 voos de ônibus espaciais desde 1998 para terminar o projeto da estação, no qual participaram 16 países, entre eles os Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e vários países europeus, e que custou 100 bilhões de dólares.
O programa de ônibus espaciais viveu dois episódios trágicos: o acidente do Challenger em 1986 e o do Columbia em 2003, que deixaram 14 mortos no total.
O fim do programa de ônibus espaciais é um autêntico golpe para a economia local. Cerca de 8.000 empregos diretos e 20 mil indiretos desaparecerão, segundo funcionários locais.
“Sabíamos há alguns anos que o programa do ônibus espacial iria terminar; (é) um programa ao qual muitos de seus técnicos e engenheiros consagraram 30 anos de sua vida e com o fim agora próximo o ânimo é cada vez mais sombrio”, disse recentemente Mike Leinbach, diretor do lançamento.
FUTURO
Depois que o Atlantis voltar à Terra, o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos terá fim de forma oficial, deixando a Rússia como o único país no mundo capaz de transportar astronautas ao espaço.
Empresas privadas competem para construir a próxima geração de naves espaciais americanas, mas é pouco provável que terminem de construir um veículo deste tipo antes de 2015.
Com a última missão do ônibus espacial, “viramos uma página da história espacial, mas a liderança americana no espaço continuará”, afirmou na sexta-feira o chefe da Nasa, Charles Bolden. “Teremos que fazer as coisas de outra forma”, acrescentou Bolden, referindo-se às atuais dificuldades orçamentárias dos Estados Unidos.
Assim, Bolden defendeu a anulação do programa Constellation pelo presidente Barack Obama. “Devemos nos concentrar na exploração espacial habitada longínqua desenvolvendo novas tecnologias e incentivando aqueles que inovam (…) a realizar voos sobre a órbita terrestre baixa até a Estação Espacial Internacional.”
Segundo ele, “a Estação é o apogeu de nossas realizações tecnológicas atuais e um caminho em direção ao resto do sistema solar”.

3487 – Atlantis está pronto para lançamento que fecha era dos ônibus espaciais


O ônibus espacial Atlantis está pronto para o lançamento em direção à Estação Espacial Internacional no dia 8 de julho, anunciou a Nasa após uma reunião para revisar os planos do último voo da historia de um ônibus espacial americano.
O lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Florida (sudeste dos EUA), está programado para as 11H26 (12H26 em Brasília), na que será a última missão do programa dos ônibus espaciais americanos, que durou 30 anos.
A missão final, conhecida como STS-135, vai durar 12 dias e conta com uma tripulação de quatro astronautas americanos a bordo.
Assim que o Atlantis voltar à Terra, o programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos será concluído oficialmente, deixando a Rússia como a única nação no mundo capaz de transportar os astronautas ao espaço.
Companhias privadas competem para construir a próxima geração de naves espaciais americanas, mas é pouco provável que elas fiquem prontas antes de 2015.

3030 – Lançamento do Endeavour deve reunir 70 mil nos EUA


A tempestade atrapalhou o cronograma da NASA

Folha Ciência

Lançamento do Endeavour deve reunir 70 mil nos EUA
Desde o início da manhã, milhares de americanos se posicionavam para ver de longe o voo do Endeavour, que será aposentado após 19 anos de atividade. A estimativa é de que pelo menos 70 mil pessoas se desloquem para ver o lançamento nesta sexta-feira.
Depois de uma tempestade que ocorreu na madrugada, a previsão indica que o tempo será bom, mas os controladores de voo ainda se preocupam com as nuvens e os ventos.
Barack Obama é o primeiro presidente americano a acompanhar o lançamento de uma espaçonave da Nasa (agência espacial americana).
Ele estará acompanhado da esposa Michelle e as duas filhas, que verão a partida do Endeavour do centro espacial Kennedy (Flórida), marcado para às 16h47 (horário de Brasília).
No centro espacial Kennedy, foram convidados membros do Congresso, antigos administradores da Nasa e funcionários de alto escalão.
Um grupo de 150 tuiteiros também vai narrar a partida em suas redes sociais, entre elas a brasileira Claudia Saleh, que vive no estado da Virgínia.
O Endeavour parte para uma missão com duração de 14 dias, levando a bordo um detector da matéria escura cuja construção custou US$ 2 bilhões.

2309-Mega Memória:Endeavour decolou rumo a Estação Espacial


Endeavour na plataforma de lançamento

A construção do Endeavour começou em 1987 com o objetivo de substituir o Challenger, destruído durante um acidente em 1986. Peças sobressalentes das estruturas do Discovery e do Atlantis foram usadas na sua construção. A decisão de construir o Endeavour foi preferida à alternativa de reaparelhar o Enterprise porque o custo era menor.
Endeavour foi lançada pela primeira vez em 1992 e teve como primeira missão interceptar e relançar um satélite que saíra da rota padrão. Em 1993 fez sua primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble. O Endeavour saiu de serviço por oito meses em 1997 para reajustes, incluindo a instalação de uma nova escotilha pressurizada. Em dezembro de 1998, ela entregou o módulo da Estação Espacial Internacional.
O nome do vaivém espacial Endeavour foi dado em homenagem ao navio Endeavour comandado pelo navegador inglês James Cook na sua viagem de exploração do Oceano Pacífico no século XVIII

O ônibus espacial levava a bordo uma ex-professora americana, Barbara Morgan.
Este é o segundo de quatro vôos que a Nasa pretende fazer neste ano, em meio à pressa para concluir a construção da estação espacial antes da aposentadoria da frota de três ônibus espaciais, marcada para 2010.
Uma atração especial é a presença da ex-professora primária Barbara Morgan, treinada há 22 anos como substituta de outra professora, Christa McAuliffe, que morreu junto com seis outros astronautas na explosão do Challenger, segundos após a decolagem, em 28 de janeiro de 1986.

Reforma
“Encostado” desde 2002, o Endeavour passou por uma ampla reforma desde seu último vôo e é hoje considerado pela Nasa uma espaçonave “seminova”. Com uma nova peça, capaz de ligar o ônibus ao sistema elétrico da estação espacial, o veículo poderá eventualmente prorrogar sua missão de 11 para 14 dias.
Este será o 119º vôo de um ônibus espacial. O objetivo da missão do Endeavour era instalar uma nova viga (com um novo conjunto de painéis solares) na estrutura principal da ISS, substituir um giroscópio com defeito, necessário para a estabilização da estação, e levar mantimentos.
A missão do Endeavour também está sob a sombra do recente relatório da Nasa que revelou que um astronauta bêbado embarcou numa nave russa e outro quase voou embriagado num ônibus espacial. A agência espacial está investigando o caso e prometeu reforçar a proibição de consumo de álcool nas 12 horas prévias aos lançamentos.
Outro constrangimento para a Nasa foi a revelação de que um componente a bordo foi sabotado por um funcionário de uma empresa a serviço da agência espacial. O computador, que será levado à Estação Espacial Internacional, já foi consertado, e o caso está sendo investigado.

Missões do ônibus espacial

Ano Dia Designação descrição
1992 7 de maio STS-49 Captura e relançamento do Intelsat VI
1992 12 de setembro STS-47 missão J ao Spacelab
1993 13 de janeiro STS-54 lançamento do TDRS-F
1993 21 de junho STS-57 testes do Spacelab. Recuperação do European Retrievable Carrier
1993 2 de dezembro STS-61 Primeira missão de serviço ao Telescópio Espacial Hubble
1994 9 de abril STS-59 testes do Space Radar Laboratory
1994 30 de setembro STS-68 testes do Space Radar Laboratory
1995 30 de março STS-67 testes do Spacelab Astro-2
1995 7 de setembro STS-69 teste
1996 11 de janeiro STS-72 Recuperação de uma Unidade de Vôo Espacial japonesa
1996 19 de maio STS-77 testes do Spacelab
1998 22 de janeiro STS-89 acoplagem com a Estação espacial Mir e troca de astronautas
1998 4 de dezembro STS-88 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2000 11 de fevereiro STS-99 teste em missão de topografia e radar
2000 30 de novembro STS-97 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 19 de abril STS-100 missão de montagem de parte da Estação Espacial Internacional
2001 5 de dezembro STS-108 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 5 de junho STS-111 acoplagem na Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2002 23 de novembro STS-113 missão de montagem a Estação Espacial Internacional e troca de astronautas
2007 8 de Agosto STS-118 missão de montagem a Estação Espacial Internacional
2008 11 de Março STS-123 Acoplagem do ELM-PS e o Dextre
2008 15 de Novembro STS-126 Conserto dos Painéis solares, Adaptações na ISS
2009 15 de Julho STS-127 Montagem da ISS 2J/A: JEM Exposed Facility (EF) e JEM ELM ES

2179-Ônibus Espacial – Compartimento


Abaixo da cabine de vôo fica a área onde vive a tripulação. Há camas , lavatório e cozinha. Os alimentos espaciais são enlatados, pastosos ou secos. A comida é esquentada em um forno. Na cabine de os tripulantes controlam as funções do ônibus espacial, há capsulas de purificação de ar, onde tubos de hidróxido de lítio removem os gases venenosos do ar que os tripulantes respiram. As nervuras de alumínio que compõem a estrutura da fuselagem são resistentes e leves. Comprimento : 37, 2 m Envergadura : 23,8 M Comprimento total de lançamento, incluindo foguetes de combustível sólido : 56 M Peso : 80, 9 toneladas Área do compartimento de carga do ônibus : 4,6 M X 18,3 M Capacidade de carga : 24,5 Toneladas.
A esteira de exercícios é indispensável, o coração humano enfraquece logo sem gravidade e é preciso fazer exercícios regularmente. O bico é de carbono – carbono reforçado, assim como as extremidades dianteiras das asas, o material resiste a uma temperatura de até 1650°C. Durante a missão, o trem de pouso dianteiro fica no interior do bico da nave e só estende na hora do pouso. Como não há gravidade, camas ou estações de sono, não precisam de colchão e o astronauta dorme preso por correias a um painel.
Banho de gato
Tomar banho em órbita não é fácil : sem gravidade, a água se espalha por toda a parte, podendo danificar equipamentos delicados. Para lavar as mãos, há um aparelho semelhante a um aquário redondo. Um fluxo de ar através do buraco de introdução das mãos não deixa a água escapar. Para lavar o rosto e o corpo é usada uma flanela úmida. Na hora de comer, não há mesa de jantar, os tripulantes colocam as bandejas onde houver lugar, os alimentos são pastas semelhantes a comida de bebê.
Durante muitos séculos o homem sonhou com viagens espaciais. O primeiro vôo tripulado ocorreu em 1961, mas logo o sonho se tornou um pesadelo : as naves espaciais eram muito caras e só uma parte mínima de cada uma era recuperada, o resto continuava em órbita, constituindo o “lixo espacial”. Para eliminar esse problema surgiu o ônibus espacial, um veículo recuperável. Tal como as outras espaçonaves, ele escapa da gravidade terrestre com o auxílio de foguetes e volta á terra deslizando pelo ar como um planador, podendo portanto, ser reutilizado ( se nenhuma surpresa desagradável ocorrer, é claro).

Ladrilhos antitérmicos
Quando o ônibus espacial volta a atmosfera terrestre, o atrito do ar diminui sua velocidade. Mas esse atrito também o aquece a uma temperatura altíssima. A nave é protegida por uma cobertura de 24.192 placas de cerâmica antitérmica. Cada placa é feita individualmente e não há duas iguais em toda a nave.
Como não há gravidade, um delicado braço mecânico desempenha tarefas que na Terra só poderiam ser realizadas por guindastes. O braço é comandado por controle remoto e faz muitos movimentos, como retirar satélites ou outras cargas do compartimento de carga.

2118-Conhecendo o Ônibus Espacial


Discovery

Depois de o satélite se afastar do ônibus, um pequeno foguete denominado módulo de assistência á carga útil o leva até uma órbita mais elevada. Os aparelhos do ônibus geram uma grande quantidade de calor. Um sistema de resfriamento semelhante ao das geladeiras leva o calor para radiadores fixados nas portas do compartimento de carga, onde ele se dissipa para o espaço. O estabilizador vertical funciona como a cauda de um avião, mantendo a nave no rumo e auxiliando seu direcionamento na atmosfera terrestre. A combustão de hidrogênio e oxigênio líquidos fornece a potência para o ônibus entrar em órbita. Depois do lançamento esses motores não são mais utilizados na missão. Motores do sistema SMO são usados para operar grandes mudanças de velocidade e direção. Saliências que se projetam dos 2 lados da fuselagem contêm os foguetes e o combustível utilizado nas manobras da nave. O sistema de controle de reação efetua pequenas mudanças na posição do ônibus. O SCR tem 44 pequenos foguetes comandados pelo piloto automático. O combustível para os motores é conservado em tanques esféricos. Há também um tanque de oxidante, sem o qual o combustível não queimaria.

Ônibus Espacial – Descendo… Na aterrissagem o piloto usa usas as partes móveis da asa, os elevons, para controlar o vôo da nave até a pista. As asas do ônibus têm construção semelhante ás de uma aeronave comum, com uma estrutura de longarinas e nervuras, próximo, fica o tanque do combustível da unidade de potência auxiliar e a porta do compartimento de carga. Quando o ônibus se aproxima da pista, o piloto aperta um botão no painel que comanda a extensão do trem de pouso. Os tripulantes trabalham em um ambiente de temperatura e atmosfera similar ao da Terra. Para conserva-lo há um compartimento pressurizado embutido na fuselagem. Unidade de armazenamento de dejetos – Esse é o nome do banheiro espacial. Os excrementos vão para tanques separados. A urina é recolhida por uma mangueira. Abaixo do assento há também um centrifugador que lança os dejetos sólidos de encontro as paredes de um reservatório aberto para o espaço exterior. A baixa temperatura seca os dejetos. O reservatório é limpo na Terra.

Ônibus Espacial – Compartimentos Tanque de hidrogênio líquido – Uma célula de combustível, combinando com o hidrogênio e oxigênio, gera energia elétrica. O processo tem como subproduto água potável para os tripulantes. Entre os compartimentos da tripulação e de carga há uma câmara estanque fechada dos dois lados por portas herméticas. Ela permite o deslocamento dos tripulantes entre os compartimentos sem que a cabine da tripulação perca seu ar. Muitas funções do ônibus espacial pode ser controladas a partir da Terra, mas toda a missão perde contato com a base em certo ponto do reingresso na atmosfera. Nesses momentos os tripulantes comandam a neve com o auxílio do computador de bordo.