10.491 – Epidemia do Ebola – Números ‘subestimados’, diz OMS


Ebola - 04-04

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou nesta quinta-feira, em Genebra, que a amplitude da atual epidemia de ebola no oeste da África foi “subestimada”. Segundo a organização, os números reais do surto podem ser maiores do que os casos registrados até agora. “As equipes presentes nas zonas de contaminação viram evidências de que os números de casos e de mortes foram amplamente subestimados”, destacou a OMS em comunicado, sem apresentar uma estimativa dos casos não contabilizados. Oficialmente, o atual surto de ebola contaminou 1.975 pessoas, matando 1.069 delas.
Diante da crise, a OMS declarou que coordena uma “ampliação massiva da resposta internacional, por meio da ajuda de diversos países, das agências de controle de doenças e de órgãos das Nações Unidas”. “Antecipando que a epidemia vai continuar por algum tempo, o plano operacional de resposta da OMS se estenderá pelos próximos meses”, assinala o comunicado.

Droga experimental – A atual epidemia de ebola, a mais grave desde o surgimento da febre hemorrágica em 1976, matou 377 pessoas na Guiné, 355 na Libéria, 334 em Serra Leoa e três na Nigéria. Os quatro países se encontram em estado de emergência sanitária para tentar frear a propagação do vírus. Diante do avanço da febre hemorrágica, a Libéria começou as obras para ampliar o único centro de tratamento da capital. O país recebeu recentemente doses do soro experimental americano ZMapp. O medicamento teve resultados positivos em dois americanos contaminados pelo ebola na Libéria, mas que não conseguiu salvar um padre espanhol morto na terça-feira após ser repatriado para Madri. A princípio, o soro será administrado apenas em dois médicos liberianos.

10.434 – Saúde – por que o surto de Ebola está fora de controle?


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A pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria.
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como o médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado, e o que chefiava o combate à moléstia em Serra Leoa, nesta terça-feira 29/julho.
Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. “Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença”, disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.
A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.
Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. “Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio”, disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.
Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas “drásticas” para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.
A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (como sangue, suor, urina e saliva) – e não pelo ar.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há indicação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. “A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global”, afirmou Chioro.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

10.393 – AIDs – Mega contra o HIV


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O HIV possui altas taxas de mutação. As variações em uma única pessoa infectada são equivalentes a todas as mutações do vírus da gripe no mundo em um ano. Ao catalogar informações sobre quais medicamentos são mais eficientes contra determinados tipos de mutação, o British Columbia Centre for Excellence in HIV/Aids, no Canadá, pretende oferecer tratamento sob medida para cada paciente. O banco de dados está sendo desenvolvido em parceria com a produtora de software SAP e um programa piloto deve começar neste ano.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram um algoritmo para detectar palavras associadas a comportamento sexual de risco e uso de drogas. Esse programa analisou mais de 550 milhões de mensagens publicadas no Twitter, mapeou sua localização e comparou-a com um mapa de novos casos de HIV reportados nos Estados Unidos. A semelhança entre os dados sugere que as redes sociais podem ser usadas para prever comportamentos de risco, monitorar regiões e evitar surtos de contágio.
Estima-se que um em cada 300 infectados carregue o HIV em níveis baixos, em estado dormente, e nunca desenvolva a Aids. Essas pessoas possuem uma espécie de habilidade para neutralizar o vírus e atacar seus pontos fracos. Um algoritmo desenvolvido pela startup Immunity Project* vasculha o genoma do HIV e os dados sobre o sistema imunológico humano para saber como essas pessoas podem manter o vírus dormente. O objetivo é desenvolver uma vacina gratuita. A startup está sendo acelerada pela YCombinator, no Vale do Silício.
VACINA BRASILEIRA
A pesquisa desenvolvida pelo médico Edecio Cunha, professor da Universidade de São Paulo, utiliza uma estratégia diferente. Com a ajuda de grandes bancos de dados online e de um software criado na Itália, o time brasileiro identifica regiões do HIV onde as taxas de mutação são menores e podem ser mais facilmente reconhecidas pelas células de defesa do corpo. A vacina treinaria o sistema imunológico para atacar essas áreas, deixando o corpo pronto para uma resposta no caso de infecção.

10.199 – Expectativa de vida aumentou em média 6 anos no mundo


A expectativa de vida no mundo aumentou em média seis anos entre 1990 e 2012, de acordo com o relatório anual de estatísticas divulgado na quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para mulheres que nasceram em 2012, a expectativa de vida passou a 73 anos, enquanto que para os homens chegou a 68 anos.
Os dados mostram que, em todo o planeta, as mulheres vivem mais que os homens — a diferença é de seis anos nos países ricos e três anos nos países pobres. Além disso, os países pobres registraram um aumento mais expressivo na expectativa de vida, em média nove anos.
A maior evolução aconteceu na Libéria, na África, onde a expectativa passou de 42 anos em 1990 para 62 anos em 2012. Em seguida aparecem Etiópia, também na África, com um aumento de 45 anos para 64 anos, Maldivas, na Ásia, que passou de 58 anos para 77 anos, Camboja, que aumentou dos 54 anos para os 72 anos, Timor-Leste, que foi dos 50 anos para os 66 anos e Ruanda, onde a expectativa aumentou dos 48 anos para os 65 anos.
“Uma das principais razões que explica por que a expectativa de vida aumentou tanto é o fato de que morrem menos crianças antes dos cinco anos”, afirmou Margareth Chan, diretora-geral da OMS, no comunicado divulgado pelo organismo.
Em um país rico, um garoto nascido em 2012 deve viver pelo menos até os 76 anos, 16 anos a mais que um menino nascido no mesmo ano em um país pobre. Para as garotas, a diferença é ainda maior: se ela nascer em um país rico, a expectativa é que viva até os 82 anos, enquanto que em um país pobre deve viver até os 63 anos.
O lugar em que as mulheres vivem mais é o Japão – 87 anos. Em seguida vêm Espanha, Suíça, Cingapura e Itália, onde costumam viver até os 85 anos. Já os homens vivem mais na Islândia, até os 81 anos, e na Suíça, Austrália, Israel e Cingapura, onde a expectativa chega aos 80 anos. “Nos países ricos, grande parte do ganho na expectativa de vida é devido ao sucesso ao combate de doenças crônicas. Menos homens e mulheres estão morrendo antes de chegarem aos 60 anos por doenças cardíacas e infarto”, afirmou o médico Ties Boerma, diretor do serviço de estatísticas de saúde da OMS.
De acordo com as informações do relatório, as causas mais importantes de morte prematura são doenças coronárias, infecções respiratórias do trato inferior, como pneumonias, e acidentes vasculares cerebrais. O organismo também citou a obesidade infantil e os dados de tuberculose multirresistente como fatores de risco para a morte prematura.

9550 – Saúde – Chega de mortes idiotas


Cerca de três milhões de pessoas morrem por ano por causa de doenças que poderiam ser evitadas com estratégias de prevenção ou tratamento que já existem. Quase todas estão em países pobres. Calcula-se que só as doenças negligenciadas, definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como males que recebem pouco investimento para pesquisa e novos remédios, atingem um bilhão de pessoas por ano. Dessas, cerca de 1 milhão morrem. “Esse número pode ser ainda maior, já que morre muita gente sem saber o que tinha”. Outras doenças ainda mais comuns, como pneumonia e diarreia, fecham a soma dos milhões de mortes bestas pelo mundo. E a maioria delas precisaria de pouco para ser evitada. É o que aconteceu com a malária: em uma década, a taxa de mortalidade da parasitose caiu pela metade graças à distribuição de 400 milhões de mosquiteiras com inseticida. No Brasil, as mortes por diarreia caíram em 95% desde 1980, com campanhas educativas e de vacinação contra rotavírus, além de melhorias no saneamento básico e acesso à água tratada.

9332 – A Organização Mundial de Saúde (OMS)


Não confunda, você está no ☻ Mega Arquivo

OMS

Uma agência especializada subordinada à Organização das Nações Unidas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial para tentar manter a paz entre os países do mundo. Sua atuação ocorre em diversas áreas da sociedade para tentar cumprir com seu objetivo e uma delas é a saúde. Inspirando-se no Comitê de Higiene, uma organização criada em meio a guerras no México no fim do século XIX, a Sociedade das Nações repetiu o modelo após a Primeira Guerra Mundial. Somente anos mais tarde, contudo, que seria criada uma instituição mais ampla com vigor para longevidade.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) foi fundada no dia sete de abril de 1948 com o objetivo de desenvolver o nível de saúde de todos os povos. Em sua constituição, a saúde é definida como bem-estar físico, mental e social, ou seja, não necessariamente apenas a ausência de uma enfermidade. Atualmente, a OMS é composta por 193 Estados-membros que incluem territórios que não necessariamente são membros da Organização das Nações Unidas também. Há ainda espaço reservado para os membros associados e os membros observadores. Mas são os Estados-membros que decidem pela adesão de outros países através de assembleias, que são realizadas anualmente no mês de maio. A organização é dirigida por um Diretor Geral com mandato de cinco anos que é assessorado por uma Direção Executiva composta de 34 membros. O financiamento da OMS também é proveniente dos Estados-membros e de doadores e parceiros variados, que, por sua vez, colaboram com mais investimentos do que os Estados-membros.
A Organização Mundial de Saúde se encarrega de liderar questões e parcerias para o desenvolvimento da saúde, de estimular a pesquisa científica, de estabelecer normas na área, de prestar apoio técnico e de monitorar a situação da saúde no mundo. Além disso, patrocina programas para prevenir e tratar a malária e a tuberculose, supervisiona a implementação do Regulamento Sanitário Internacional, realiza campanhas de saúde, promove pesquisas sobre doenças de variadas categorias em diversos países e publica periódicos para o desenvolvimento da área.
A Organização Mundial de Saúde tem sede em Genebra, na Suíça. O Brasil é um dos membros da OMS e tem participação representativa, pois foram seus delegados, inclusive, que propuseram a criação de uma organização dedicada a promover a saúde pública mundial. Até hoje, há intensa cooperação entre Brasil e OMS.

8625 – Novo vírus similar ao da SARS matou 30 pessoas no mundo


É o que afirma um relatório da OMS.

Um vírus pertencente à mesma família do vírus causador da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês) já causou 30 mortes no mundo desde que foi identificado pela primeira vez, em setembro de 2012. O número foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira após a confirmação de três mortes pela infecção na Arábia Saudita.
A OMS se refere à infecção pelo novo vírus como Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (MERS). De acordo com o órgão, a doença afetou 50 pessoas em todo o mundo, a maioria na Arábia Saudita. Outros casos foram registrados em Qatar, Jordânia, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha e França.
O novo vírus, chamado NCoV, pertence à família coronavírus, que inclui tanto a gripe comum como a SARS, disseminada a partir da Ásia no final de 2003, matando 775 pessoas. Segundo a OMS, esse novo vírus se difere da SARS principalmente porque provoca insuficiência renal de forma rápida. A organização, que ainda não sabe qual é a fonte do vírus, prevê enviar nos próximos dias duas equipes, uma para a Arábia Saudita e outra para a Tunísia, para investigar a origem das contaminações.

8520 – Medicina – DPCO é a 5ª Causa de Morte no País


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Segundo a OMS, o cigarro mata mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo a principal causa de morte evitável em todo o mundo. O tabaco pode levar ao câncer, as doenças cardiovasculares e está intimamente ligado à doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida pela sigla DPOC, um espectro de doenças da qual fazem parte o efisema e a bronquite crônica, da qual são vítimas 8 milhões de brasileiros. Tal doença mata cerca de 40 mil pessoas por ano e o tabagismo é a principal causa.
As substâncias tóxicas presentes na fumaça dão início a um processo inflamatório do tecido e inibem as substâncias protetoras do pulmão. Há destruição das paredes entre os alvéolos pulmonares, uma estrutura microscópica onde é realizada a troca de oxigênio e gás carbônico. Tal mecanismo resulta em respiração ofegante e cansaço ao fazer esforço, 2 importantes sintomas do efisema. Sem tratamento, a situação progride e prejudica as atividades diárias.
O diagnóstico é feito por um exame simples chamado espirometria, que analisa a função pulmonar. Exames de imagem como a radiografia dom tórax e tomografia computadorizada também são necessários.
Não há cura, mas parar de fumar é a 1ª medida de combate e o tratamento é completado com o uso de broncodilatadores e corticosteroides e em alguns casos, fisioterapia de reabilitação pulmonar. Em alguns casos, pode-se optar pela cirurgia de redução de volume pulmonar, para melhorar o esvaziamento do pulmão e, como última medida para interromper o avanço da doença, o transplante pulmonar.

7513 – Poluição – Partículas de poluentes no ar mataram 8,6 mil na China em 2012


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Partículas microscópicas de poluentes no ar mataram cerca de 8,6 mil pessoas em 2012 e causaram US$ 1 bilhão em prejuízos econômicos em quatro cidades chinesas, de acordo com um estudo da Universidade de Pequim e da organização não-governamental Greenpeace.
O estudo mediu os níveis de poluição de partículas PM2.5, menores que 2,5 micrômetros (milionésima parte do metro) de diâmetro, nas cidades de Pequim, Xangai, Guangzhou e Xi’an.
Segundo os pesquisadores, se esses níveis estivessem dentro dos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as mortes seriam reduzidas em 80%, destacou o jornal “China Daily” , recentemente.
As partículas PM2.5 são conhecidas por prejudicarem os pulmões e o sistema cardiovascular, causando câncer no pulmão e outras doenças, por serem muito pequenas e se alojarem diretamente no sistema respiratório.
O rápido crescimento da China causou sérios problemas ambientais, desde rios poluídos até o efeito fog que normalmente encobre as cidades.
O governo pediu que as principais cidades divulgassem publicamente relatórios dos níveis do PM2.5.

7199 – Comer pão torrado é perigoso


Quando alimentos ricos em amido, como pão e batata, são expostos a temperaturas altas, acima de 120 graus, produzem acrilamida: um composto que está relacionado à incidência de câncer. Os estudos com a substância foram realizados em ratos, e não há provas conclusivas de que ela provoque tumores em humanos. Mas a acrilamida é considerada uma questão séria pela OMS e pelas autoridades de saúde da Europa e dos EUA, onde até já surgiu uma solução tecnológica para o problema: uma enzima artificial, desenvolvida pela empresa de biotecnologia Novozyme, que poderá ser adicionada às batatas durante a fritura e reduz em 50% a formação de acrilamida. Enquanto ela não chega ao mercado, a recomendação é evitar que a comida seja exposta a altas temperaturas. Regule a torradeira para a potência mínima, e não deixe a batata fritar até ficar amarronzada. “Os alimentos que adquirem um tom escuro ou que queimam durante o preparo têm mais chance de conter acrilamida”.

6919 – Diagnóstico – Parece mas não é!


Pesquisa da OMS mostrou que muitas doenças não possuem origem orgânica e sim psicológica, mas o agravante é que a crise do paciente começa com os diagnósticos errados.

A partir da descrição que o paciente faz de seus problemas, o médico formula várias hipóteses diagnósticas. O exame físico permite fixar as mais prováveis e, às vezes, afastar a possibilidade de certas doenças.
Em seguida, o médico vai estabelecer o diagnóstico diferencial. Isto é, vai excluir uma a uma as várias alternativas até chegar a um único diagnóstico. Evidentemente, a primeira preocupação é afastar as hipóteses piores para a saúde do paciente. No processo de acerto diagnóstico é fundamental a realização de exames laboratoriais e radiológicos. Às vezes, porém, o tipo de moléstia não pode ser diagnosticado com precisão por esses métodos e o médico terá de decidir baseado no conhecimento do que chamamos história natural da doença – o seu comportamento.
Às vezes, nesses casos, não há certeza absoluta do diagnóstico, mas existe grande certeza de não existência de lesões mais graves. O médico, satisfeito porque não há perigo, dirá “isso não é nada”. Na relação médico – paciente, o médico deve sentir quando é apropriado dizer “ isso não é nada”. Deverá avaliar o significado do sintoma para o paciente, o contexto psíquico em que ocorre, antes de rotular a queixa como não sendo uma doença. Um paciente que sofra de disparos do coração não precisa ter, necessariamente, uma causa cardíaca que os explique. Eles podem decorrer, por exemplo, de crises de pânico (uma doença recentemente reconhecida), que provocam muito mal-estar. Em casos assim, certamente não haverá lugar para o “isso não é nada”.

6303 – Doença misteriosa já matou 60 crianças no Camboja


A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que está em contato com o governo do Camboja para ajudar as autoridades a investigar as causas de uma doença desconhecida que matou ao menos 60 crianças com menos de sete anos, muitas delas menos de 24 horas depois de darem entrada em hospitais.
As crianças, cuja maioria tinha idade inferior a 3 anos, foram levadas a hospitais da capital do país asiático, Phnom Penh, e da cidade de Siem Reap, no norte, desde abril após apresentarem febre alta e sintomas encefalíticos e respiratórios, ou ambos, apontou a OMS.
Apenas uma das 61 crianças internadas sobreviveu à doença. As mortes ocorreram devido a uma “rápida deterioração das funções respiratórias”, informou a OMS. “Até agora, a causa e a origem desta doença no Camboja estão sob investigação”, completou o órgão, ligado às Nações Unidas.
“A OMS está trabalhando junto do Ministério da Saúde cambojano e de outros parceiros no país para descobrir as causas e as origens da doença. A agência ofereceu assistência técnica ao governo para que casos ativos da doença sejam encontrados”, continuou a agência.
Em um relatório de 30 de junho, a OMS apontou que os sinais clínicos daqueles infectados pela doença “são pouco usuais”, com pacientes sofrendo de febre e deterioração das funções respiratórias, mas com as funções renais e do fígado operando normalmente. Não houve casos reportados entre funcionários dos hospitais de Phnom Penh, apenas em crianças, lembrou a agência.

5177 – Nutrição – Agrotóxicos, calorias e fibras


Eles se interessam por agrotóxicos sabem que calorias engordam, mas ignoram o que fazem as fibras no organismo. Quem? Boa parte dos brasileiros em uma pesquisa feita por um instituto.
Não existe um único alimento bom e completo. Uma dieta balanceada depende da associação de diversos tipos de alimentos. O açúcar branco amplia o risco de obesidade, sem falar nas cáries. O perigo de se habituar com refeições fast food representa na ingestão maior de gorduras e menor de fibras que o necessário. Em 1993, os brasileiros bebiam apenas 53 litros de leite por ano, ou 2 colheres de sopa por dia. O mínimo recomendado pela OMS são 2 copos por dia.
93% até então tomavam o tipo C, o mais pobre em nutrientes. O iogurte ainda não fazia parte de nossa cultura alimentar. O brasileiro consumia 1,5 litros contra 27 do francês.
Trocando as bolas e as fibras
Concordância com a asneira “os alimentos mais ricos em fibras fornecem mais energia”, conforme a idade:
15 a 19 anos 41 entrevistados
20 a 29 anos 49 entrevistados
30 a 39 anos 52 entrevistados
40 a 49 anos 54 entrevistados
50 anos acima 65 entrevistados

5093 – Medicina – O que é a Obesidade Mórbida


Na contra-mão da anorexia, outra doença séria que abordamos há alguns capítulos atrás, temos a Obesidade Mórbida.
A Obesidade é reconhecida hoje como importante problema de saúde pública. É doença crônica, progressiva, fatal, geneticamente relacionada e caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e desenvolvimento de outras doenças (co-morbidades).
Um estudo comparativo do Setor de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que, em apenas duas décadas (entre 1974 e 1997), o número de pessoas obesas no Brasil quase triplicou. Outra pesquisa, feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), indicou que o aumento da obesidade é um problema que atinge dezenas de países.
Mas se quem é obeso sofre com o excesso de peso e sabe que a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e alguns tipos de câncer, por que esse número cresce cada vez mais?
A obesidade é uma doença que depende de vários fatores para se desenvolver: a genética da pessoa, fatores culturais e étnicos, sua predisposição biológica, estilo de vida e hábitos alimentares.
As pessoas, no entanto, engordam por uma simples questão: consomem mais calorias do que gastam. Em outras palavras, não se alimentam de forma equilibrada e muitas levam uma vida sedentária. Se o corpo não usa a energia que ingeriu, por meio de atividades físicas, essa energia se transforma em gordura e se acumula no corpo, causando o aumento de peso.
Como a perda de peso é algo que requer muita força de vontade e disciplina, melhor do que combater, é prevenir a obesidade. E o cuidado começa já na infância.
De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco à saúde.
Quem resiste à tentação de, ao passar por uma farmácia, dar aquela “pesadinha” na balança, para ver se os quilos aumentaram ou diminuíram? Apesar desse “controle” que as pessoas costumam fazer, as balanças do Brasil e do mundo estão recebendo, cada vez mais, pessoas acima de seu peso ideal.
O Brasil e o mundo vivem uma verdadeira epidemia de obesidade. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, cerca de 70 milhões de brasileiros – ou 40% da população – está com excesso de peso. Além disso, 13% das mulheres e 8% dos homens sofrem de obesidade em nosso país.
50% dos brasileiros estão acima de seu peso corporal ideal.
Há casos de obesos que comem pouco mas têm grande capacidade de armazenar energia em forma de gordura, bem como magros que comem muito, mas seu organismo gasta o que foi consumido com enorme rapidez.
O mau funcionamento de determinadas substâncias em nosso organismo também alteram seu equilíbrio natural, causando obesidade.
Uma deficiência na produção da proteína leptina, por exemplo, pode levar o indivíduo a comer mais do que ele realmente precisa, pois é ela que “avisa” o hipotálamo, localizado no sistema nervoso central, que o organismo está satisfeito. Este, por sua vez, manda uma mensagem para o corpo avisando que ele pare de comer e passe a queimar calorias. Se há deficiência nessa comunicação a tendência é comer excessivamente.
As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência à insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.
• Distribuição anatômica da gordura
Em pessoas com peso normal, a maior parte do tecido adiposo está localizado sob a pele, atuando como protetor contra a perda de calor, o que é chamada de gordura subcutânea. Os indivíduos com sobrepeso ou obesos, além da gordura subcutânea, carregam tecido adiposo na região abdominal, o que representa uma importante reserva de energia, chamada de tecido adiposo visceral, mas que contribui para muitas das doenças associadas à obesidade.
Gordura Subcutânea + Tecido Adiposo Visceral = Gordura Abdominal
• Maçã ou Pêra
Quando o tecido adiposo se acumula predominantemente na região abdominal, há um predomínio da gordura visceral e diz-se que a pessoa apresenta obesidade do tipo andróide ou tipo “maçã”. Se a tendência é acumular gordura na região dos quadris e coxas, a obesidade é classificada como ginóide ou tipo “pêra”.
Mecanismo da Fome
O mecanismo da fome é controlado por um sistema complexo de comunicação entre diversas proteínas liberadas pelo aparelho digestivo e envolve mais de 250 genes herdados de nossos pais. Visando a manter o equilíbrio energético do organismo, cada um desses genes produz uma determinada proteína. Sua regulação é tão precisa que se a pessoa ingerir 120kcal a mais do que suas necessidades energéticas por dia (o que equivale a um copo de refrigerante), no final de 10 anos terá engordado 50k.
O estômago é um importante regulador do apetite. Quando está vazio, há a liberação de grelina, um hormônio que age no cérebro e dispara a sensação de fome que diminui gradativamente à medida que comemos.
A passagem dos alimentos para os intestinos provoca a liberação de outro hormônio, representado pela sigla PYY, que também age no cérebro, ativando o centro de saciedade e provocando a perda de apetite. O balanço estabelecido entre esses dois hormônios, grelina e PYY, indica quando se deve iniciar ou terminar uma refeição.
Dependendo do tipo de alimentos ingeridos, há uma composição diferente na liberação desses hormônios. Por exemplo, carboidratos simples, como a batata e os doces, são absorvidos antes de os intestinos liberarem o hormônio PYY inibidor da fome. Quebrados pela insulina produzida pelo pâncreas, esses carboidratos ingeridos em excesso transformam-se em células gordurosas.
A Obesidade mórbida ocorre quando o peso de uma pessoa ultrapassa o valor 40 no índice de massa corporal – (IMC). De acordo com o “National Institutes of Health (NIH)” – Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, um aumento de 20% ou mais acima de seu peso corporal ideal significa que o excesso de peso tornou-se um risco para a saúde.
Os riscos à saúde em pacientes Obesos são:
Desenvolver Diabetes Mellitus tipo II;
Problemas cardiacos;
Dislipidemias;
DA [Doença Arterial, cuja mais comum é a Coronariana(DAC)], com risco de desenvolver para IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), ou AVE (Acidente Vascular Encefálico) isquêmico;
Trombose Venosa com isquemia e necrose principalmente de partes distais do corpo, como pés;
Hipertensão Arterial;
Problemas Articulares (Joelhos e Coluna Lombar); e
Depressão