4860 – Por que, quando temos uma obturação no dente, sentimos um choque ao morder um papel-alumínio?


Porque você está transformando sua boca em uma pilha. Uma bateria é feita de dois metais diferentes mergulhados em um líquido ácido. O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro. “Pois é exatamente isso que acontece quando você encosta a liga metálica da obturação, geralmente feita de prata, cobre e estanho, no alumínio, ambos molhados de saliva, que é ácida”, O alumínio se transforma no pólo negativo da pilha. Seus elétrons passam para a saliva e de lá para a obturação. Ou seja, surge uma corrente elétrica que chega até o dente.
Em contato com o ácido da saliva, os metais conduzem eletricidade.
A carga negativa do líquido da boca serve de ponte para os elétrons do alumínio passarem para a liga metálica da obturação.
O dente possui terminações nervosas que informam ao cérebro que você está tomando um choque – sutil, mas o suficiente para incomodar.

4784 – Os dentistas eram barbeiros – Como se tratava a dor de dente antes de surgirem os dentistas?


Alguns de nossos antepassados apelavam para métodos esquisitos. Manuscritos do século I sugeriam caçar uma rã em noite de lua cheia e cuspir dentro de sua boca, pedindo que levasse embora a dor. Mas havia outras opções para quem desconfiasse dessa técnica. Certos médicos prescreviam compressas quentes, lavagens bucais e aplicações de vapor. Na China do século II usava-se o elemento químico arsênio, até hoje empregado em compostos medicinais. Ele provavelmente matava o miolo do dente, acabando com a dor. Foram os chineses que, por volta do ano 600, desenvolveram as ligas metálicas usadas em obturações. Os antigos americanos também tinham suas técnicas. Uma arcada dentária de 1 000 anos encontrada no sudoeste dos Estados Unidos mostra um dente cuidadosamente perfurado na tentativa de retirar a parte danificada.
No século XII, surgiram, na Europa, os cirurgiões-barbeiros. Na época a Medicina era praticada principalmente nos monastérios. “Os barbeiros iam cortar os cabelos dos monges e acabavam aprendendo técnicas cirúrgicas”. Foram esses profissionais, peritos em extrações, que se transformaram nos dentistas que conhecemos hoje.

4678 – Odontologia – Doenças na boca e maxilares


A osteomielite é infecção decorrente de infecção dentária. O tratamento compreende o uso de antibióticos e em certas ocasiões, drenagem cirúrgica e remoção do osso infecionado. Fratura nos maxilares são comuns e as lesões frequentemente atingem os ossos do crânio. As vezes se faz necessário a colocação de pinos metálicos, enxerto ou prótese metálica. Faz-se dieta líquida de 4 a 6 semanas, até a soldadura dos ossos.
Mau hálito (halitose)
É causada por problemas na boca, dentes ou gengivas infecçionadas e doenças generalizadas de ordem gastro, pulmões, rins e fígado. A causa deve ser pesquisada. Anti-sépticos bucais só eliminam o mau hálito temporariamente.
Piorréia – É uma infecção ao longo das bordas das gengivas que compromete tanto os dentes quando estas são causadas por infecções bacterianas da boca, frequentemente por streptococos. As causas são diversas, ficando a cargo de um dentista competente o tratamento. O tártaro deve ser removido, seguido por medicação tópica anti-infecciosa.
Leuplasia – O nome quer dizer placa branca. São manchas grossas esbranquiçadas no interior das bochechas, palato, gengivas, língua, paredes da faringe e laringe. A causa é desconhecida, mas é alta a incidência em fumantes. Prótese dentária mal encaixada parece contribuir. Não há sintomas no entanto. Supõe-se que a leucoplasia anteceda ao câncer. Deve-se evitar o fumo e procurar médico especializado.
Dentes – A causa específica das cáries não é conhecida, mas a hipótese mais aceita é que a descalcificação química seja estimulada pela ação de certos ácidos, produzidos por bactérias ou germes que cresçam na boca. Dieta inadequada e pouca higiene predispõem. Mastigação errada e dentaduras defeituosas são outros fatores. Exames dentários regulares são recomendados. Está provado também que a fluoração da água diminui a incidência. Cáries devem ser evitadas particularmente por cardíacos. Um dente infeccionado pode atingir válvulas do coração.
Língua – Glossite é a inflamação da língua. Esta é imune a abcessos provavelmente pelo seu rico suprimento de sangue. O aspecto da língua pode ser diagnóstico de doenças como anemias e doenças da pele. É suscetível a vários tipos de tumores tais como hemagiomas, papilomas (verrugas) adenomas, fibromas, cistos e câncer. O da boca é o mais frequente no homem = 8 para 1. O tratamento é a remoção cirurgica acompanhada ou não de radioterapia. Frequentemente, diagnóstico e tratamento são tardios, por isso, tal tipo de câncer é o que mais mata.

4608 – Adoçante artificial não provoca a cárie


Os adoçantes artificiais como o aspartame usados em produtos dietéticos não fazem parte da cadeia alimentar das bactérias causadoras das cáries. Já os adoçantes naturais como a glicose, frutose e sacarose constituem um alimento muito apreciado por determinados tipos de bactérias, cujo melhor exemplo são as do gênero estreptococos. Durante a fermentação, libera-se um determinado tipo de ácido que ataca o dente, provocando uma desmineralização do esmalte, tendo a cárie como resultado.

4232 – Odontologia – Como se forma o tártaro?


Tudo começa com uma mistura de proteínas e outros componentes da saliva que se depositam sobre a superfície do dente. Com o tempo, forma-se uma camada viscosa, chamada película adquirida, sobretudo na região de encontro do dente com a gengiva. Presentes naturalmente na boca, bactérias logo grudam nessa película. À medida que vão se alimentando dos restos de comida, essas bactérias se multiplicam, formando a placa bacteriana. Se o dente for bem escovado, a placa é removida e você nem precisa se preocupar com o passo seguinte. Porém, com 12 horas sem escovação, os ácidos gerados pelas bactérias já desgastam elementos do esmalte do dente, entre eles o fosfato. Esse fosfato reage com íons de cálcio presentes em alguns alimentos. Essa reação resulta em cristais de fosfato de cálcio, que vão colando sobre o dente, junto com outros minerais. Com o passar do tempo, esses minerais vão se acumulando uns sobre os outros e – voilà! – eis o tártaro, todo amarelão. Embora não seja nocivo por si só, o acúmulo excessivo do tartaro acaba pressionando e irritando a gengiva, que fica mais vulnerável a gengivites e outras doenças. A esta altura, o “pedregulho” do tártaro é uma estrutura tão rígida que tentar removê-lo na base do escova-escova é totalmente inútil.
A única solução é ir até o dentista para fazer uma raspagem da craca.
Placa bacteriana cresce no espaço
A gravidade no espaço causa mais doenças periodontais do que na Terra.
Como os especialistas da NASA bem sabem, longas temporadas no espaço podem trazer conseqüências desagradáveis à saúde dos astronautas. São conhecidos os relatos de americanos e soviéticos que mencionam enjôos, vertigens, atrofia muscular e até irregularidades cardíacas. Como se isso não bastasse, um odontólogo americano, da Universidade de Maryland, constatou que os astronautas sofrem mais do que na Terra de doenças periodontais causadas pela placa bacteriana formada entre a gengiva e os dentes. Suzuki, que participou recentemente do XIII Congresso Internacional de Odontologia no Rio de Janeiro, explica o problema pela ausência de gravidade, “que diminui a circulação sangüínea e conseqüentemente a capacidade imunológíca, deixando o organismo assim mais exposto a doenças causadas por bactérias”.

4162 – O arrepio provocado pelo ruído do motorzinho da broca do dentista é fisiológico ou psicológico ?


O arrepio em si é fisiológico. O sistema nervoso manda uma ordem que faz com que os músculos eretores dos pêlos se contraiam. Mas as causas que levam o sistema nervoso a disparar esse comando são, na maioria das vezes, psicológicas e associadas ao medo. Segundo um dentista da Universidade de São Paulo, “os aparelhos modernos provocam um atrito mínimo com o dente; portanto, a trepidação causada pelo motor, que poderia provocar o arrepio, é muito pequena”. Além disso, nas cáries superficiais, o parelho só troca o esmalte que reveste o dente. Esse revestimento é composto, praticamente, só de minerais e não tem ligações nervosas. Portanto é impossível que o contato do motor com o esmalte provoque alguma reação fisiológica.

4139 – Chá verde contra as cáries


O segredo do belo sorriso estampado nos lábios dos orientais é seguir um velho conselho de família: sempre que comer um doce, tome uma xícara de chá verde. E no que depender da ciência, a tradição de cultuar a bebida para a higiene bucal ao está condenada ao folclore. Pelo menos nove de cada dez dos componentes mais abundantes do ban chá, como é chamado, são comprovadamente eficientes inibidores de cárie.
A descoberta foi anunciada no último encontro da Sociedade Americana de Química, em San Francisco, pelo químico Isao Kubo, da Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele e sua equipe demonstraram que os óleos, as essências florais e os compostos insolúveis que são à bebida seu sabor peculiar contêm uma mistura perfeita de substancias anticárie, entre elas o cariofileno e o indol. Sozinho, o cariofileno não apresenta ação bactericida, mas unido ao indol é capaz de neutralizar a produção de glicose da bactéria Streptococcus mutans, uma das maiores inimigas dos dentes, e até matá-la. Na lista de vítimas que não resistem à infusão oriental, Kubo incluiu também bactérias responsáveis por problemas gastrointestinais e pela acne.

3180 – Acredite se quiser – O fim do sofrimento no dentista


Cientistas da Universidade da Califórnia acabam de fazer uma descoberta que promete revolucionar a saúde bucal: um tratamento anticáries no qual o próprio dente se conserta sozinho. O novo estudo conseguiu estimular a regeneração do esmalte e da dentina, as duas primeiras camadas afetadas pelas cáries. Basta mergulhar os dentes numa solução contendo cálcio, fosfato e cloreto de potássio “Isso estimula a remineralização [reconstrução] do dente”, conta Sally Marshall, autora do estudo. E poderia ser, finalmente, a tão sonhada cura definitiva para as cáries.
A experiência conseguiu uma recuperação de até 65% na dentina, o que é bastante animador. Mas, como a própria Marshall faz questão de dizer, a descoberta ainda vai demorar para chegar aos consultórios. Isso porque a remineralização é irregular – no estudo, funcionou em algumas partes dos dentes, mas não em outras – e extremamente lenta. Os dentes precisam ficar até 28 dias em contato com a solução “mágica” para que a dentina atinja o máximo de recuperação. Coisa que, na vida real, seria penosa: você precisaria ficar com uma peça de plástico, parecida com os protetores usados por lutadores de boxe, enfiada na boca 24 horas por dia. Durante um mês. Mas os cientistas já estão trabalhando para acelerar o processo – a idéia é criar uma solução que funcione em segundos, e possa ser usada diariamente como parte da higiene bucal.
A remineralização só não ajuda no caso de acidentes mais graves, como cair de bicicleta e quebrar um dente. “Se formos levar em consideração as outras partes que formam os dentes, a regeneração fica ainda mais díficil”, explica Rafael Francisco Lia Mondelli, professor de dentística da USP. É que a remineralização não faz nada para consertar as outras estruturas do dente, como o nervo e o cemento. Mas há quem acredite que isso seja possível: cientistas japoneses e americanos já conseguiram recriar dentes a partir da raiz. A técnica, que por enquanto só foi testada em bichos, consiste em injetar células-tronco (que têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido) na boca.

A CÁRIE
Quando você não escova os dentes direito e eles ficam com resíduos de comida, as bactérias presentes na boca fazem seu trabalho: digerem o alimento. Mas, como resultado, liberam um ácido que corrói o esmalte e a dentina.
O TRATAMENTO
Hoje em dia, a única solução é usar uma broca para eliminar a parte danificada e preencher o buraco com resina ou amálgama. A nova tecnologia propõe um método menos agressivo: basta mergulhar o dente numa solução de cálcio e potássio. Nada de broca.
O RESULTADO
Os minerais vão sendo absorvidos pelo dente, que consegue se regenerar. Isso supostamente acontece porque a solução é ionizada, ou seja, contém partículas eletricamente carregadas – que forçam o cálcio a penetrar no dente.

2163-Saúde:Prevenindo-se contra a cárie


Este é um dos problemas odontológicos mais comuns. Qualquer pessoa cuja dieta seja típica de padrões ocidentais, rica em açúcar é provável que venha a ter cárie. Os depósitos de açúcar se formam em torno dos dentes e ao longo da linha das gengivas e as bactérias presentes na boca atuam sobre eles, liberando ácidos que corroem o esmalte dentário, causando cáries. Em conseqüência muitos adultos perderam todos os dentes. Já a saúde dentária das crianças tem melhorado nos últimos anos em decorrência de uma melhor higiene dentária e o uso de pastas de dentes com flúor. Após a ingestão de doces, os dentes são atacados pelos ácidos durante 1 hora. As cáries podem ser combatida ingerindo-se doces só nos horários de refeição, preferindo frutas frescas nos intervalos e escovando os dentes após cada refeição, é claro.
A placa dentária, uma película aderente que se forma os dentes e entre eles, é a principal causa da cárie e consiste em partículas alimentares, muco e bactérias. O açúcar ali presente é transformado em ácidos, que permanecendo em contato com os dentes corroem gradualmente a superfície do esmalte, formando as cáries, nos estágios iniciais não há sintomas. A seguir há dor de dente freqüentemente causada por alimentos doces, muito quentes ou muito frios. Gosto desagradável na boca e mau hálito. Para desenvolver dentes fortes e saudáveis, a dieta deve conter 6 nutrientes essenciais : cálcio, fósforo , magnésio, vitaminas C e D e flúor. Se a dieta for variada com pão, cereais, lacticínios, frutas, legumes, feijão e ostras leguminosas. O flúor é encontrado em frutos do mar e torna o dente mais resistente ao ataque dos ácidos. Nunca se deve dar mamadeira com suco de frutas ou bebidas doces para acalmar crianças. O açúcar em contato com as gengivas e os dentes por longo tempo pode causar problemas sérios como cáries de mamadeira. Se a escovação após cada refeição for impossível for impossível recomenda-se comer queijo para neutralizar a formação de ácidos, salsão e maçã refrescam os dentes, mas são ineficazes para eliminar depósitos de gordura e açúcar, é claro. A dentina possui minúsculos canais que permitem bactérias que estão na cárie atingir a polpa no centro do dente. Se essa cárie não for limpa e fechada por um dentista, a infecção acaba destruindo o dente, podendo formar-se um abcesso.

Evitando a inflamação da gengiva


Em casos mais graves, pode até provocar a queda dos dentes. Os dentes devem ser escovados pelo menos 3 vezes por dia. A escova deve ser trocada a cada 2 meses e recomenda-se que seja escovada também a gengiva e a língua. Gengivas frágeis pedem pastas menos abrasivas. A limpeza do tártaro deve ser feita pelo menos uma vez por ano. Ele é formado pela saliva e pelo sangue que fica na boca. Como irrita a gengiva, leva á inflamação. Para os fumantes, o tabaco acentua o tártaro. O fio dental também é outro bom aliado.

O fumo aumenta o risco para as gengivas

  • Mais da metade das doenças periodontais é provocada pelo consumo de cigarros e os fumantes têm 4 vezes mais riscos de ter o problema do que aqueles que não fumam. A ação do tabaco reduz o fornecimento d oxigênio e nutrientes a gengiva e torna o fumante mais suscetível á doença periodontal, principal causa da perda dos dentes.

Técnicas Odontológicas


Há novas técnicas para clarear os dentes, o resultado é excelente, porém, o preço… Algo em torno de 16 mil reais. Á vezes os dentes escurecem por causa de problemas de canais. É que, invariavelmente, algumas partículas de sangue e pus invadem a dentina, a camada dentária interna, durante o tratamento e com o tempo se oxidam, ficando ali impregnadas. O dentista faz então um furo na parte de trás do dente, injeta água oxigenada concentrada e com isso o dente vai clareando. Manchas causadas por alimentos como chá, café ou antibióticos, se utiliza o peróxido de carbamida. O produto é injetado num molde de plástico. Cremes dentais não resolvem. Tais substâncias nada mais fazem que polir os dentes, realizando uma espécie de esfolia.