9910 – Caldeira no Mar – Em qual lugar a água do mar é mais quente?


Segundo o Guinness, o “livro dos recordes”, a maior temperatura já registrada no oceano é 404ºC. Só para dar uma ideia, o fogão da sua casa não passa de 300ºC! Esse calor infernal foi medido no oceano Pacífico, a cerca de 480 quilômetros da costa oeste dos Estados Unidos. Mas você nunca vai conseguir nadar nessa temperatura escaldante. Isso porque o recorde foi medido a mais de 2 mil metros de profundidade, junto a uma fonte hidrotermal, um lugar em que o magma vulcânico fica muito próximo do leito do oceano, aquecendo brutalmente a água. Se você estiver a fim de dar um tibum nas águas de superfície mais quentes do planeta, pegue um avião até a região onde ficam países como Filipinas, Indonésia, Brunei e Timor Leste. Por lá, em qualquer época do ano você pode se banhar em águas que passam dos 30ºC. Se você não quiser ir tão longe, dê uma chegadinha até o canal de Moçambique, entre o leste africano e a ilha de Madagascar. Nessa área, a água também costuma atingir temperaturas acima de 27ºC – no sudeste do Brasil, por exemplo, a temperatura média é de 24ºC. Tanto no sudeste asiático quanto na costa leste da África, a a água é quentinha porque as correntes marítimas que banham a região percorrem uma longa distância, partindo da costa oeste das Américas. Como boa parte do percurso rola na zona equatorial, as correntes recebem um monte de luz solar durante o trajeto. No final da viagem, as águas estão bem mais quentes que no resto do planeta.

9818 – Planeta Terra- El Niño de volta em 2014


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Prepara-se: nosso planeta poderá sofrer novamente as consequências do fenômeno El Niño, de acordo com um novo estudo, publicado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). O risco da sua ocorrência não é nada baixo: 76% para o final deste ano.
O El Niño provoca chuvas e secas anormais, além de uma oscilação de temperaturas. O fenômeno ocorre por causa do aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pela redução de ventos na região equatorial. Essas alterações climáticas no planeta poderão fazer com que 2015 seja um dos anos mais quentes desde o século XIX.
A pesquisa tem como base um novo método de previsão do El Niño. Foi usado um índice que compara as temperaturas do ar na área onde o fenômeno acontece normalmente com as demais temperaturas do Oceano Pacífico. Desta forma, seria possível fazer uma previsão com maior tempo de antecedência, já que, pela medição tradicional, este tipo de evento e sua gravidade só poderiam ser previstos com uma antecedência de seis meses.

8100 – De Olho no Mapa – Onde fica a Polinésia?


Triangulo-Polinesio

É um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico.
Estendida sobre uma superfície oceânica enorme, tem em conjunto 298.000 km² de área e 4,5 milhões de habitantes. As suas ilhas maiores têm origem vulcânica, e as menores têm origem coralina. Dado que todo o território da Polinésia se encontra compreendido entre os trópicos, ela apresenta um clima equatorial ou tropical muito quente e úmido.
A maior parte das ilhas pertence aos Estados Unidos (Havaí, Midway, Samoa), à Nova Zelândia (Ilhas Cook, Tokelau), à França (as Ilhas Marquesas, Tuamotu, Tubuai e ilhas da Sociedade que formam a Polinésia Francesa) e ao Chile (Ilha da Páscoa, Sala e Gómez).
Muitas destas ilhas desempenham um importante papel estratégico, como bases navais ou aéreas. Quase todas têm uma economia pouco desenvolvida, que se baseia na agricultura de subsistência e numa modesta agricultura comercial. A exceção constitui as ilhas do Havaí, que, por possuírem uma economia baseada no turismo americano, gozam de grande prosperidade.
Depois da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos ocuparam as ilhas Carolinas e Marianas. E com a protetoração da ONU, os americanos se apoderaram com a guarda erroneamente das Nações Unidas, e vários outros países do Reino Unido, os Commonwealth e os Estados Unidos tiveram ganhos territoriais até as independências de seus territórios com o protetorado das Nações Unidas.

7778 – Antártida – O Monte Erebus


Mega Arquivo – 25° Ano

MountErebus

Altitude 3.794 m (12.448 pés)
Proeminência 3.794 m
Coordenadas 77° 32′ S 167° 17′ E
Localização Antártida
Cordilheira Nenhuma
Primeira ascensão 1908 por T.W.E. David e equipe
Rota mais fácil escalada pelo gelo

É um estratovulcão que se localiza na Antártida, na ilha de Ross. Tem quase 3800 metros de altitude e continua ativo continuamente desde 1972 (é o vulcão activo mais meridional da Terra). Liberta vários jatos de vapor. Já foram encontrados vestígios de lava no gelo da ilha de Ross. É presentemente um dos mais ativos vulcões do mundo, em conjunto com o Kīlauea (no Arquipélago Havaiano) (Oceano Pacífico), o Stromboli e o Etna (Itália) e o Piton de la Fournaise (Reunião).
Foi descoberto em 1841 pelo explorador polar Sir James Clark Ross que lhe deu o nome, bem como ao Monte Terror. Erebus e Terror eram os nomes dos navios que Ross levou para os mares austrais. Erebus era um deus grego primordial, filho de Caos.
O Monte Erebus é atualmente o mais ativo vulcão da Antárctica. O cume contém um lago de lava permanente que regista diariamente erupções strombolianas. Em 2005, pequenas erupções de cinza e um pequeno fluxo de lava foram observados escorrendo do lago de lava.
No dia 28 de novembro de 1979 o Voo Air New Zealand 901, fretado para observação aérea na Antártica, saído do Aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia, terminou quando o avião colidiu com o monte, matando todas as 257 pessoas a bordo, sendo 237 passageiros e 20 tripulantes.

5259 – Biologia – As Ilhas Galápagos e a Evolução das Espécies


O arquipélago fica no Oceano pacífico, a 1000 km do Equador, e são 6 ilhas: Fernandina, Isabela, Santa Maria, San Salvador, Santa Cruz e San Cristóbal. Em 1835, Darwin, o autor de A Origem das Espécies, se referia ao lugar como a origem de suas idéias. Em 1889, Ehrlich tentava saber se existiam células defensoras alojadas nos órgãos internos dos indivíduos. Para localizá-las, injetava corante azul em cobaias. A tinta cobria os tecidos, mas não as células protetoras. Para a sua surpresa, quando abria os animais, todos os seus órgãos estavam tingidosde azul, menos o cérebro.Trocou o corante por outros mais fortes, mesmo assim,, o efeito persistia. Diante disso propôs a teoria de que o cérebro era protegido por uma espécie de muralha biológica. Estava certo. Dez anos depois, outros cientistas comprovaram que de fata existe a chamada barreira de sangue cerebral, importantíssimo na preservação da saúde.

5053 – Fragmentos de sonda russa caem no oceano Pacífico


Folha Ciência

Fragmentos da sonda russa Fobos-Grunt, que fracassou em sua missão a Marte, caíram neste domingo no oceano Pacífico, às 17h45 (15h45 no horário de Brasília), informou a imprensa russa citando uma fonte do ministério da Defesa.
“Segundo nossos cálculos (…), a queda dos fragmentos da nave Fobos-Grunt ocorreu às 21h45 hora de Moscou (15h45 Brasília) no oceano Pacífico”, declarou o coronel Alexei Zolotujin, citado pela agência Interfax.
A queda da sonda foi precedida por uma série de informações contraditórias por parte da agência espacial russa Roscosmos, que primeiro previu o impacto no Oceano Índico, depois em Madagascar, em seguida no Atlântico, Argentina e finalmente na costa chilena, no Pacífico.
Os escombros da nave espacial foram estimados em cerca de 14 toneladas, que incluem 11 toneladas de combustível de foguete tóxico.
A sonda de US$ 165 milhões, projetada para recuperar amostras de solo da lua marciana Fobos, seria a primeira missão bem-sucedida interplanetária da Rússia em mais de duas décadas. Mas durante o lançamento com problemas em 8 de novembro, a sonda ficou presa em órbita, e desde então, vem aos poucos perdendo altitude, devido à atração gravitacional.
Especialistas dizem que a queda de lixo espacial traz pequenos riscos.
Um dos componentes que pode ser conservado com a queda é uma cápsula projetada especificamente para um pouso de volta na Terra em 2014, segundo informou o cientista Alexander Zakharov. “Essa é a cápsula que foi feita para trazer de volta amostras de Fobos. É decepcionante”, disse Zakharov.
Fobos-Grunt foi um dos cinco lançamentos russos com problemas no ano passado, que marcou comemorações do 50º aniversário do pioneiro Yuri Gagarin, que fez o primeiro voo espacial.
Em uma aparente tentativa de eximir-se de culpa, o chefe a agência espacial da Rússia insinuou haver uma sabotagem estrangeira na missão.
“Eu não quero culpar ninguém, mas existem meios muito poderosos para interferir com a nave espacial de hoje, cuja utilização não pode ser descartada”, disse Vladimir Popovkin ao jornal Izvestia.
De acordo com uma convenção da ONU, a Rússia poderá ser obrigada a pagar indenização pelos danos causados por escombros em queda.
Em 1981, a União Soviética pagou US$ 3 milhões ao Canadá para a limpeza de detritos radioativos.

2453-Geografia – Fossas Marianas, um abismo submerso


Fossas Marianas no Oceano Pacífico

As Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11.034 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção. ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo Trieste, da marinha estadunidense tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.[2]
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11.000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente por até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmeras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativas da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano, apenas uma vez, em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10.916 metros de profundidade[3], levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão, e não existem registros visuais do evento. Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.