5041 – Ecologia – Esse tal buraco de ozônio


Explicações sobre o buraco na camada de ozônio da Terra.
A vida não seria possível na Terra sem um escudo providencial existente na atmosfera: uma estreita camada de um tipo relativamente raro do gás oxigênio, o ozônio. Ele é capaz de bloquear os raios ultravioleta emitidos pelo Sol, perigosos para o homem porque aumentam a incidência de câncer de pele. Esse protetor gasoso está se desfazendo com grande rapidez. As perdas ocorrem sobre a Antártida, onde se formou um buraco que não pára de crescer. Há 15 anos sua área era menor que a do Brasil, mas este ano vai chegar a ser quase duas vezes maior, alcançando 14 milhões de quilômetros quadrados. Aqui você vai saber como os cientistas enxergam o buraco e qual é sua proporção em relação à superfície da Terra. Também vai ler as outras informações essenciais para se compreender o fenômeno.
Um prisma separa as cores que estão contidas na luz solar. Os raios ultravioleta geralmente não aparecem porque são absorvidos pelo ozônio e não chegam ao solo. Quando, em 1982, o inglês Farman registrou o ultravioleta na luz, concluiu que faltava ozônio no ar.

luz do Sol
ozônio
mesosfera
estratosfera
troposfera
ultravioleta presente
ultravioleta ausente

Normalmente a atmosfera tem 100 quilômetros de altitude. Para facilitar os cálculos, os cientistas costumam tratá-la como se ela tivesse apenas 8 quilômetros. Nesse modelo teórico, a camada de ozônio tem apenas 3 milímetros.
100 km – altura real da atmosfera
camada de ozônio
altura teórica da atmosfera usada para cálculos pelos cientistas
8 km
A causa mais provável da destruição do ozônio é uma substância usada nas geladeiras e no ar-condicionado dos carros, o CFC. A molécula de CFC contém cloro, e o cloro quebra as ligações químicas do ozônio. Com isso, dos três oxigênios do ozônio resta apenas uma dupla, que é incapaz de bloquear o ultravioleta.

4955 – Genética no Século 20


Quando o nosso século começou, até mesmo os mais instruídos acreditavam que os traços hereditários como a estatura, a cor dos olhos e o tipo de cabelo eram transmitidos pelo sangue, ou seja, pela mistura dos líquidos do pai e da mãe. Já se conhecia o DNA desde 1869, mas ninguém sabia para que poderia servir. A idéia do parentesco entre o homem e o macaco ainda era motivo de chacota. E os dinossauros, tidos como bichos que não conseguiram lugar na Arca de Noé. Para você ter uma medida do quanto a ciência ampliou seu conhecimento sobre o homem e a natureza nestes 100 anos, é só observar os temas que os cientistas de hoje estão discutindo – vida em outros planetas, terapia genética, plantas e animais transgênicos. Já se pensa até em clonar gente! O século XX ficará registrado como aquele em que mais se descobriu sobre o que aconteceu em todos os que o antecederam nos 4,6 bilhões de anos do planeta. O que será que nos reserva o século XXI?