11.770 – Cascas de maçã e tomate verde podem fortalecer e rejuvenescer os músculos


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É o que tem afirmado uma recente pesquisa.
Isso porque ela pode ajudar a prevenir que os músculos definhem em pessoas mais velhas. Uma substância química encontrada na casca das maçãs pode rejuvenescer os músculos das pessoas idosas, depois de apenas dois meses, afirmam cientistas da Universidade de Iowa, nos EUA. Eles disseram que, tanto a casca de maçã, quando a de tomates verdes, têm propriedades químicas naturais que agem diretamente nos músculos cansados e envelhecidos.
Agora, os pesquisadores esperam que a descoberta possa levar a novas terapias focadas nos idosos e outros adultos de meia idade, permitindo-lhes manter a forma e ficarem ativos por mais tempo. Perda de massa muscular na velhice é causada por uma proteína chamada ATF4, que atua impedindo que alguns genes possam atuar na produção de proteínas que os músculos necessitam para permanecerem fortes, levando a uma perda de massa e, posteriormente, o envelhecimento.
Mas parece que dois compostos naturais podem reduzir a atividade do ATF4, de acordo com os cientistas da Universidade de Iowa, em artigo publicado no Journal of Biological Chemistry. Uma delas é o ácido ursólico, encontrado na casca da maçã, e a outra é a tomatina, encontrada em tomates verdes, disse Christopher Adams, professor de medicina e principal autor do estudo. “Sabemos que a fraqueza muscular e a atrofia são grandes problemas à medida que envelhecemos. Esses problemas têm um grande impacto sobre a nossa qualidade de vida e saúde”, disse ele.
De acordo com o relatório, os testes iniciais em camundongos mais velhos mostraram que o ácido ursólico e a tomatina “reduziram drasticamente a fraqueza muscular relacionada com a idade e a atrofia com o aumento da massa muscular em 10% e a qualidade muscular em 30% depois de apenas dois meses”.
“Com base nestes resultados, o ácido ursólico e a tomatina parecem ter um grande potencial como ferramentas para lidar com fraqueza muscular e atrofia durante o envelhecimento. Ao reduzir a atividade ATF4, ácido ursólico e tomatina permitem que o músculo esquelético se recupere dos efeitos do envelhecimento”, concluiu Adams.

11.739 – Bioquímica – Efeitos da Cafeína


Santo cafezinho
Santo cafezinho

Nossos neurônios disparam, ao longo do dia, uma adenosina neuroquímica que se acumula no corpo. O sistema nervoso utiliza receptores especiais para monitorar os níveis de adenosina. À medida que o dia passa, mais e mais adenosina caminha através desses receptores, o que deixa as pessoas sonolentas, uma das razões para o cansaço noturno.
A cafeína, no entanto, é uma imitadora furtiva. Ela tem os mesmos tamanho e “forma” da adenosina e, ao absorvê-la pela manhã, seus receptores não a distinguem. A cafeína se liga ao receptor A1 e, ao ser absorvida por ele, impede uma grande quantidade de moléculas de adenosina de entrar no seu corpo, criando um “engarrafamento”. Com tanta adenosina bloqueada, a cafeína impede que o corpo sinta-se cansado.
Com o receptor de adenosina entupido, neurotransmissores, como a dopamina e o glutamato, podem obter uma vantagem inicial. Os níveis de dopamina aumentam, o que lhe dá uma sacudida leve de energia. De certa forma, a cafeína é como um guarda. Ela bloqueia a porta, mantendo as moléculas do cansaço para fora, enquanto as moléculas de estímulo trabalham.
Mas tais estímulos de energia possuem duração mínima. A cafeína pode lhe dar um impulso necessário pela manhã, mas também pode fazer você ter uma queda brusca. Cerca de quatro xícaras de café bloqueiam metade dos receptores A1 do cérebro.
Com muitos receptores entupidos, a quantidade de adenosina no corpo não tem para onde ir. Assim, quando a cafeína se esgota, toda adenosina adicional corre através de seus receptores. Demora muito tempo para o seu corpo processar o enorme fluxo de novos metabólitos, fazendo com que o cansaço seja muito mais forte.

11.685 – Saúde – Pessoas que comem pimenta têm menos risco de morrer cedo


Vai uma pimentinha aí?
Vai uma pimentinha aí?

Boa notícia para quem curte pimenta: pessoas que comem comida picante mais de três vezes por semana podem viver mais.
Cientistas da Harvard University analisaram os hábitos alimentares e o estado de saúde de quase 500 mil chineses ao longo de sete anos, considerando fatores como sexo, idade, estado civil, frequência de exercícios, escolaridade e outros.
A conclusão do estudo, publicado no British Medical Journal, foi a taxa de mortalidade foi 10% menor entre aqueles que comem pimenta – principalmente a fresca- mais de uma vez por semana, e 14% menor entre aqueles que come entre três e sete vezes por semana.
“A relação inversa entre a mortalidade e o consumo de alimentos apimentados foi mais forte até do que a diferença entre os que consumiam álcool e não consumiam”, disseram os pesquisadores.
Estúdios prévios já mostraram que a capsaicina, substância que faz a pimenta arder, tem propriedades antiinflamatórias, além de ser uma espécie de “antibiótico natural”.
Vale lembrar que, como em quase todo estudo desse tipo, não há como comprovar relação de causalidade entre a pimenta e a taxa de mortalidade.
O fato é que quem comeu pimenta não morreu tão cedo, mas isso pode ter várias explicações. É possível, por exemplo, que pessoas com saúde mais fraca evitem coisas picantes.
Por isso, os autores do estudo não recomendam que você passe a comer pimenta todo dia se você já não tem esse hábito, principalmente se tiver o estômago sensível.
“Basta aumentar a quantidade moderadamente. Comer de uma a duas vezes por semana tem efeito muito similar a comer de três a cinco vezes”, disse Lu Qi, professor da Harvard School of Public Health e autor do estudo, à Time.

11.598 – Qual a diferença entre diet e light?


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O diet é mais radical, mas isso não significa menos calórico. Na prática, você não deve confiar nos rótulos. Alimento diet é aquele que sofre uma alteração total em um ingrediente, seja retirando-se todo o açúcar de um determinado suco ou acrescentando fibras a algum produto que originalmente não as possuía. São alimentos modificados para fins especiais, como dieta para gestantes, portadores de alergias ou atletas. Já produtos light são os que sofrem redução parcial em um componente calórico, como sorvetes com menos gordura. O problema é que a legislação brasileira permite que produtos diet imprimam em seu rótulo a palavra light, gerando confusão. “É o caso de refrigerantes que substituíram todo o açúcar por adoçante, mas, por uma questão mercadológica, preferem usar o termo light”, explica a nutricionista Flora Spolidoro. O contrário não é permitido: light não pode ser diet. “O que o consumidor deve fazer é olhar bem o que diz o rótulo, principalmente as tabelas que informam qual ingrediente foi reduzido ou alterado. Isso é o que importa”.

11.597 – Feio, duro, mas nutritivo – Por que o arroz é polido?


arroz integral
Para ficar branquinho e fácil de cozinhar. Bonitinho e ordinário, porque o arroz branco é quase puro amido, sem valor nutritivo. O seu polimento joga fora as vitaminas e fibras. “Trata-se de retirar a camada fina que fica entre a casca e o grão, o perisperma”, explica o engenheiro químico Eduardo Batista, da empresa de arroz Effen, de Porto Alegre. Joga-se arroz descascado em uma grande pedra áspera giratória, que arranca a película de perisperma. O resultado é o grão branco, preferido por 80% dos brasileiros. Ele cozinha rápido, em 20 minutos. O arroz integral requer 45 minutos de cozimento, mas é muito mais nutritivo e saudável, por conter fibras que regulam o funcionamento do sistema digestivo (veja quadro ao lado). Tudo bem, talvez não seja tão gostoso. Um meio-termo é o arroz parboilizado que é mergulhado em água quente antes do polimento para o grão absorver parte dos nutrientes do perisperma.

Veja as diferenças entre o arroz integral e o branco.
A cada 100 gramas
arroz integral
arroz branco
Fibras
1,7 grama
0,3 grama
Proteínas
8,1 gramas
7,2 gramas
Carboidratos
77,4 gramas
79,7 gramas
Gordura
2,1 gramas
1,1 grama
Vitaminas do complexo B 5,0 gramas
1,3 grama

11.505 – Comer chocolate diariamente reduz riscos de ataques cardíacos em até 25%, além de prevenir AVC


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Pelo menos é o que afirma uma pesquisa recente.

Os resultados – com base em um estudo de 21.000 britânicos com duração de 12 anos -, sugerem que tanto o chocolate amargo, quanto o ao leite, poderiam ser benéficos para a saúde. Pessoas em risco de doenças cardíacas são muitas vezes proibidas de comer alimentos doces, engordando sua dieta, mas os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na revista médica Heart, disseram que isso pode ser um mito. “Parece não haver evidências de que o chocolate deve ser evitado por aqueles com risco cardiovascular”, revelaram.

Eles descobriram que as pessoas que comiam chocolate regularmente – alguns dos quais consumindo até 100g por dia – eram 11% menos propensos a ter um ataque cardíaco, derrame ou outro problema cardiovascular do que as pessoas que não comiam nenhum. O consumo do chocolate também foi associado a uma redução de 25% da chance de morrer por um problema cardíaco.

Os autores do estudo – das universidades de Aberdeen, Manchester, Cambridge e East Anglia, na Inglaterra – salientaram que a investigação apenas observou tendências estatísticas, e não podiam tirar conclusões definitivas sobre causa e efeito. “No entanto, a evidência acumulada sugere que o consumo elevado de chocolate pode ser associado com o benefício cardiovascular”, disse um pesquisador.Os investigadores suspeitam que os benefícios de saúde do chocolate estejam ligados aos flavonoides – antioxidantes presentes no chocolate amargo, que podem ser benéficos ao fluxo sanguíneo.

Mas eles disseram que o chocolate ao leite, geralmente considerado menos “saudável”, também pode ter benefícios para a saúde. “O chocolate ao leite foi mais frequentemente consumido do que os chocolates escuros e amargos, nesta pesquisa”, escreveram eles. “No entanto, nós ainda observamos uma redução do risco de doença cardiovascular. Isto pode indicar que não só flavonoides, mas também outros compostos, possivelmente relacionados ao leite, tais como ácidos graxos e cálcio, podem fornecer uma explicação”.

Apesar dos resultados positivos, é também evidente que o chocolate tem o potencial de aumentar o peso, o que é inequivocamente ruim para a saúde cardiovascular”, acrescenta Tim Chico, cardiologista da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.A professora Aedin Cassidy, nutricionista da Universidade de East Anglia, também emitiu uma palavra de advertência. “Chocolate também contêm gordura e açúcar, ou seja, apenas a ingestão moderada deve ser recomendada como parte de uma dieta saudável, rica em frutas e vegetais“, disse ela.

11.467 – Nutrição – Alimentos que não podem faltar no cardápio


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Nos últimos anos, diversas pesquisas mostraram que uma alimentação equilibrada influencia na qualidade de vida. Alguns desses estudos focam, sobretudo, nos benefícios de determinados alimentos para a prevenção contra o câncer, uma das doenças que mais matam no Brasil e no mundo, principalmente o câncer de mama, próstata e pulmão. Diz o médico Paulo Hoff, chefe da oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Sabemos por análises retrospectivas que determinados alimentos, sobretudo as frutas e verduras, quando consumidos regularmente, podem ter um efeito protetor”.
O recém-lançado livro A Dieta Anticâncer-Prevenir é o melhor Remédio (tradução Téo Lorent; Escrituras Médicas, 200 páginas, 34,90 reais), escrito pela farmacêutica espanhola María Tránsito López, funciona como um guia de saúde, apresentando dezenas de alimentos que podem ser grandes aliados na prevenção contra o câncer. Todos os alimentos podem ser facilmente introduzidos ao cardápio diário.
O livro também orienta sobre o preparo dos alimentos e a quantidade consumida. Estima-se, por exemplo, que pessoas com 13 quilos a mais passam a ter mais predisposição ao câncer, principalmente o de mama e de útero. Isso porque o excesso de tecido adiposo pode alterar os níveis de hormônios sexuais, desencadeando, portanto, o surgimento das doenças.
Mas atenção: frente a qualquer suspeita da doença, é fundamental ter a orientação médica. Algumas substâncias anticâncer podem fazer mal em determinadas situações. Tome-se como exemplo, o chá verde. A bebida é um potente antioxidante, mecanismo associado ao câncer. No entanto, ela é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Tomate
Rico em licopeno, a substância responsável pela sua cor avermelhada, o tomate tem intenso efeito contra o câncer, inibindo a proliferação das células cancerígenas. Estudos mostraram que o consumo frequente de tomate – fresco ou cozido – é um grande aliado sobretudo contra o câncer de próstata. Isso ocorre porque o licopeno protege as células da próstata contra oxidação e o crescimento anormal — duas características dos tumores malignos.
Alho
Estudos científicos mostraram que o consumo de alho pode reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, como o de mama e o gástrico. Seus compostos fitoquímicos são capazes de induzir a morte das células cancerígenas por meio de um processo de apoptose – elas se suicidam – e, dessa forma, evitam a formação de um tumor.
Couve
A família das crucíferas (couve-flor, couve-manteiga, brócolis, repolho…) é uma das mais conhecidas pelo seu potencial quimiopreventivo. Diversas pesquisas mostram que esses vegetais podem prevenir contra vários tipos de tumores, como de pulmão, de mama, de bexiga, de próstata e do aparelho digestivo. O fato é que a família das crucíferas tem alta concentração de glucosinalatos, compostos que, ao se romperem, dão lugar a isotiocianatos e indóis – nutrientes com propriedade protetora contra tumores.
Vitamina C
Presente em frutas, como laranja e limão, a vitamina c pode ser usada entre as pessoas que já sofreram da doença e estão seguindo algum tipo de tratamento contra ela. Além disso, estudos indicam que a vitamina c também ajuda na hora da prevenção. Seu efeito antioxidante bloqueia a ação dos radicais livres, além de inibir a formação de nitrosaminas – substâncias cancerígenas. “Esses alimentos podem proteger o organismo contra substâncias potencialmente tóxicas”, diz Paulo Hoff.
Chá verde
A grande quantidade de catequina, um fitonutriente do chá, proporciona grande atividade antioxidante e ativadora do metabolismo. A catequina também apresenta atividade anti-inflamatória e induz a morte de células cancerígenas. O ideal é que seja consumido uma xícara por dia na forma de infusão. Mas atenção: o chá verde é contraindicado para grávidas e pessoas com problemas de epilepsia, úlcera gastroduodenal, insônia e alterações cardiovasculares graves.
Uva
Para se proteger das agressões externas, as uvas produzem uma substância chamada resveratrol, encontrada em suas sementes e pele. Pesquisas mostram que esse composto tem propriedade antinutagênica, por isso previne contra o início do processo canceroso. É por esse motivo que o vinho tinto também se torna um aliado. O consumo, porém, dever ser moderado. A Organização Mundial da Saúde recomenda não mais do que uma taça para as mulheres e duas para os homens, diariamente.

11.440 – Açúcar: Tomar um refrigerante por dia pode dobrar suas chances de morrer de doença cardíaca


Em recente pesquisa científica, concluiu-se que que beber uma bebida gaseificada e açucarada por dia já é suficiente para aumentar as chances de morrer de doença cardiovascular em quase um terço. E para aqueles que consomem um quarto de suas calorias diárias de açúcar, o risco desse tipo de morte é dobrado.
A adição de açúcar que é introduzida na dieta diária acaba sendo oriunda do processamento de produtos alimentares, em vez de ser a partir de fontes naturais, tais como as frutas, por exemplo. As diretrizes alimentares da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que adição de açúcar deve representar menos de 10% da ingestão de calorias diárias.
Entretanto, ativistas britânicos estão brigando por um limite máximo de 5%, juntamente com uma taxação elevada em refrigerantes e bebidas com muito teor de açúcar, porque eles dizem o açúcar é o “novo do tabaco”.
O professor Graham MacGregor, presidente da “Action in Sugar”, disse: “Este é um estudo importante. Ele mostra claramente que uma alta ingestão de açúcar está diretamente associada a um aumento do risco de derrames e ataques cardíacos, destacando-se a necessidade de muito mais foco na redução do açúcar para reduzir a obesidade e riscos cardiovasculares”. Ele ressalta: “Ao aumentar a ingestão de açúcar, além de ser um ganho desnecessário de calorias, é uma das principais causas do surgimento da cárie dentária. Precisamos agir agora”.
O estudo, liderado pelo Dr. Quanhe Yang, dos Centers for Disease Control and Prevent em Atlanta, utilizou dados da pesquisa nacional de saúde dos Estados Unidos para determinar a quantidade de açúcar adicionada pelos consumidores.
Entre 2005 e 2010, a adição de açúcar foi responsável por pelo menos 10% das calorias consumidas em mais de 70% da população dos EUA. Cerca de um décimo desses adultos tem um quarto ou mais de suas calorias provenientes de açúcar, diz um relatório no JAMA Internal Medicine. Os dados foram comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período de 14,6 anos, durante os quais 831 mortes por doenças cardiovasculares foram registradas no grupo de estudo, o que é um número significativo para a população.
O risco de morte relacionado com o coração era 38% para as pessoas que consumiam de 17 a 21% das calorias diárias de açúcar, em comparação com aqueles que eram menos de 10%. Uma lata de bebida açucarada a cada dia aumenta o risco de morte por doenças cardiovasculares em 29% em comparação ao consumo de uma lata ou menos em uma semana. Uma lata com 360 ml de refrigerante pode conter até oito colheres de chá de açúcar.
Os pesquisadores dizem que o risco extra não é simplesmente porque as pessoas que consomem mais açúcar são mais propensas a ter excesso de peso ou obesidade, o que faz com que os problemas cardíacos sejam mais prováveis. Eles alegam que o excesso de açúcar tem um efeito independente sobre o corpo, que ainda não é compreendido. Isso pode elevar a pressão alta e a efeitos adversos sobre o sangue e gerar inflamações.
Um britânico típico consome 12 colheres de chá de açúcar por dia, e alguns chegam a consumir até 46. O máximo de consumo ditado pela OMS é equivalente a, no máximo, 10 colheres por dia.
Um porta-voz da indústria açucareira contestou a alegação de doença cardíaca. Dr. Glenys Jones, de Sugar Nutrition UK, disse: “Os especialistas em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o UK Department of Health, reviram a evidência científica e afirmaram claramente que o consenso da pesquisa mostra que a ingestão de uma dieta com adição de açúcar não causa doenças cardíacas”.

11.410 – Nutrição – Mega Mitos


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Organismos geneticamente modificados não são seguros para comer
A grande maioria dos cientistas (quase 90%), aliás, diz o contrário. A União Europeia financiou várias pesquisas e concluiu que os alimentos geneticamente modificados são seguros. O mesmo aconteceu com a Associação Médica Americana. O verdadeiro problema, ao que parece, é que poucas pessoas entendem o que eles realmente são. Todo milho, não apenas o tipo geneticamente modificado pela definição restrita de hoje, é tecnicamente geneticamente modificado – afinal de contas, em qualquer plantação, selecionamos os melhores grãos para cultivar, o que já é restringir e modificar o que crescerá naquela terra.

O aspartame causa câncer e é definitivamente ruim para nós
Nós não sabemos disso. O que sabemos com certeza é que até agora nenhum estudo encontrou conclusão semelhante. Pelo contrário, as pesquisas mostram um crescente consenso científico de que o aspartame não causa nenhum problema de saúde. No entanto, isso não significa que você deve abusar da substância. Só significa que você não deve temê-la em pequenas quantidades.

Nós comemos muito sal
Essa é uma declaração cada vez mais questionável. Sabemos, decisivamente, que comer muito sal é ruim para a saúde, especialmente para pessoas com pressão arterial elevada. Mas os cientistas não sabem realmente o que “muito sal” significa. A comunidade científica está tão dividida que muitos acreditam que uma pessoa típica saudável pode consumir até 6.000 miligramas por dia. Para colocar isso em perspectiva, as diretrizes dietéticas americanas atuais dizem que devemos consumir no máximo 2.300 miligramas por dia, sendo que os americanos consomem cerca de 3.500 miligramas por dia.

O colesterol é ruim para você
Durante anos, a medicina convencional nos disse que os níveis elevados de colesterol contribuem para doenças cardíacas e, como resultado, os médicos têm instruído seus pacientes a manter esses níveis baixos a praticamente qualquer custo. Estudos recentes, no entanto, demonstraram que esta abordagem é altamente falha. Estávamos tão errados sobre o assunto que, depois de 40 anos, recentemente o governo dos EUA mudou suas orientações dietéticas advertindo sobre as consequências de comer alimentos com muito colesterol.

Devemos parar de comer glúten
Muitas pessoas acreditam que o glúten engorda ou faz mal para a saúde, e tentam eliminá-lo de sua dieta. Isso só é interessante para quem sofre de doença celíaca ou é alérgico a glúten – certamente uma pequena percentagem da população. No geral, não é necessário deixar de comer absolutamente nada com glúten, pois não há evidências de que nos beneficiaríamos disso.

Alimentos integrais não engordam
Alimentos integrais são mais saudáveis por serem ricos em fibras e vitaminas, que contribuem para a saciedade e melhoram o funcionamento do intestino. No entanto, se consumidos em grandes quantidades, podem engordar. Optar por pão integral ao invés do branco ajuda a emagrecer só se, de uma maneira geral, essa troca alimentar te ajudar a comer menos. Se você continuar comendo a mesma quantidade de pão e de outros alimentos no seu dia a dia, provavelmente não vai perder peso porque ambos têm a mesma quantidade de calorias.

11.408 – Universidade cria primeiro “Chocolate de Beleza” do mundo, desenvolvido para combater o envelhecimento


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É um chocolate escuro com 70 % de cacau que contém níveis elevados de dois poderosos antioxidantes que ajudam a reverter o processo de envelhecimento natural da pele.
Um pedaço de 7,5 g do Esthechoc possui tantos flavonoides de cacau quanto um pedaço de 100g de chocolate normal, e a mesma quantidade de astaxantina quanto 300g de salmão fresco. Estas substâncias ajudam a melhorar a circulação sanguínea e aumentar a oferta de sangue para a pele, tornando-o mais saudável e mais jovem. Uma empresa biomédica chamada Lycotec, com base em Cambridge, testou o chocolate em voluntários com idades entre 50 e 60 anos, e registrou benefícios visíveis em apenas três semanas.
“O ‘chocolate de beleza’ foi capaz de, não só reprimir marcadores de lesão inflamatória subclínicas no sangue dos voluntários, como também inverter a sua depressão relacionada à microcirculação e fornecimento de sangue a tecidos periféricos como gordura subcutânea e pele”, afirmou uma postagem da Lycotec no site oficial. “Isso, consequentemente, resultou em um aumento significativo da oferta de oxigênio para esses tecidos e a restauração de sua respiração, uma necessidade fisiológica essencial no controle e apoio à saúde da pele”.
Ivan Petyaev, inventor da Esthechoc e diretor do Lycotec, disse que a tecnologia por trás deste chocolate revolucionário, é exclusiva da Universidade de Cambridge e exigiu vários anos até chegar à fórmula funcional. Ex-aluno de Cambridge, Petyaev é uma figura um tanto controversa, que afirmou, certa vez, que a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível, poderia ser tratada ao comer queijo francês.
Outros acadêmicos se declararam insatisfeitos com o Esthechoc, argumentando que mais pesquisas são necessárias para confirmar as alegações convictas de seus criadores.
A melhor coisa sobre Esthechoc é que ele contém apenas 38 calorias por porção, ou seja, níveis significativamente menores do que o chocolate normal, podendo ser apreciado até mesmo por diabéticos. Não se sabe muito sobre o gosto, por isso é difícil afirmar que ele possa ser tão satisfatório quanto uma barra de chocolate regular.

11.393 – Doce Veneno – Mais evidências apontam que o açúcar é “potencialmente tóxico” e que bebidas e alimentos açucarados podem matar


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De acordo com o estudo, se você receber mais de 25% de suas calorias diárias a partir de alimentos e bebidas com adição de açúcar, você tem o triplo do risco de chance de morrer de doença cardíaca. Até mesmo o consumo moderado é desagradável; 10 a 25% por dia, aumenta o consumo calórico de risco cardiovascular em 30%. Isto significa que ingerir apenas uma bebida açucarada por dia é suficiente para aumentar o risco de doenças cardiovasculares mortais. Uma lata de Coca-Cola, por exemplo, contém 35 gramas de açúcar e 140 calorias.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, devemos limitar o adicional de açúcar para cerca de 10% do total de nossas calorias diárias. Mas o estudo, liderado por Quanhe Yang dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Atlanta, revelou que 71,4% dos adultos dos EUA consomem mais do que a dose recomendada.
Para chegar nessas conclusões, os pesquisadores analisaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Exames de Nutrição sobre rastreamento de mortalidade (NHANES), que foi realizado em etapas, entre 1988 e 2010. Os dados foram extraídos de mais de 43.000 casos individuais, e comparados com a mortalidade por doença cardíaca durante um período típico de cerca de 14 anos, onde foram registrados um total de 831 mortes relacionadas a problemas cardiovasculares.
De acordo com Laura A. Schmidt, professora de política de saúde na UC San Francisco School of Medicine, o açúcar é visto cada vez mais como uma substância tóxica. “Estamos no meio de uma mudança de paradigma na pesquisa sobre os efeitos do açúcar na saúde, um alimento consumido em taxas muito elevadas pelo povo americano”, disse.
A pesquisa se refere a todos os açúcares utilizados em alimentos processados ou preparados, tais como bebidas adoçadas com açúcar, sobremesas à base de cereais, sucos de fruta, sobremesas lácteas, doces e pães de fermento. Essa taxa não corresponde aos açúcares naturais, como os presentes em frutas e seus sumos.
“É uma lista de açúcares, que inclui açúcar regular, xaropes de milho, mel e xarope de bordo. Em termos de composição, os principais culpados incluem bebidas esportivas (37%), sobremesas, tais como os pudins (14%), bebidas de frutas (9%), sobremesas lácteas (6%) e doces (6%)”, relata a pesquisa.

11.380 – Nutrição – Chocolate, vilão ou aliado?


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Hoje em dia, encontramos as mais variadas versões desse alimento milenar, que se origina do Cacaueiro, cujo nome científico é Theobroma cacao, planta nativa de uma região que vai do México, passando pela América Central e expandindo-se até a América do Sul. Seu nome científico deriva de palavras gregas que significam “alimento dos deuses”. De fato, não há quem negue que essa guloseima tão consumida e apreciada não tenha um quê de especial.
Atualmente, em nossa sociedade, o chocolate é símbolo do romantismo traduzido em caixas e cestas de chocolate que são presenteados principalmente no Dia dos Namorados, representa a alegria das crianças e adultos na Páscoa, já que é o famoso protagonista vendido em larga escala em formato de ovos. Além disso, desde a Antiguidade, o chocolate é usado no tratamento de beleza, tais como em banhos relaxantes de espuma, no qual faz o papel de revitalizar e hidratar a pele ressecada e desnutrida. Essa prática está em evidência, e os banhos são feitos em clínicas de estética, mas já existem produtos próprios à base de cacau para serem preparados em casa.
O chocolate, dessa forma, não parece ser nem de longe o vilão da história, mas estudos comprovam que ele possui em sua composição uma química venenosa. O composto mais potente do chocolate, um alcaloide de planta chamada teobromina, que é ligeiramente amargo ao paladar, pode ser venenoso para algumas espécies, principalmente para os cães.
O alerta foi feito pela Dog Help Network, uma rede de ajuda aos cães que observou que: “O Dia dos Namorados é o único grande dia no qual os cães são levados para as salas de emergência por causa do chocolate ingerido por eles”.
Muitos dizem que a gordura e o açúcar nos doces fazem bem ao animal, mas o que está em questão é a ingestão do alcaloide teobromina.
O que é um alcaloide?
É uma substância básica que deriva, em sua grande essência, de plantas, mas também pode ser derivada de fungos, bactérias e até mesmo de animais. Contêm em sua fórmula os elementos nitrogênio, oxigênio, hidrogênio e carbono. Normalmente, conhecemos alguns de seus nomes cujo sufixo é ina, como a cafeína (do café, que é chamada de pseudoalcaloide, por ser, na verdade, uma xantina), a cocaína (da coca), a papaverina/morfina/heroína/codeína (da papoula) são alguns exemplos.
Nas plantas, o alcaloide pode existir no estado livre, como sais ou como óxidos, e corresponde aos principais terapêuticos naturais com ação biológica anestésica, analgésica, psicoestimulantes, neurodepressores, etc.

teobromina

A teobromina foi descoberta nos grãos de cacau em 1841. Ela é conhecida por possuir um leve efeito estimulante em humanos, o que explica juntamente com os efeitos da cafeína e alguns outros compostos, a ação estimulante e energética que as pessoas têm ao comer chocolate.
No entanto, o excesso de teobromina no organismo humano pode causar náuseas e até mesmo anorexia, segundo relato da National Hazardous Substances Database (Base de Dados Nacional de Substâncias Perigosas): “Afirma-se que ‘em grandes doses’ a teobromina pode causar náuseas e anorexia, e que a ingestão diária de 50-100 gramas de cacau (0,8-1,5 gramas de teobromina) por seres humanos tem sido associada à sudorese, tremor e dor de cabeça”.
Em termos da toxicologia, a dose letal mediana (DL50 ou LD50, do inglês Lethal Dose) é a dose necessária de uma dada substância ou tipo de radiação para matar 50% de uma população em teste. Normalmente, o cálculo é feito a partir dos miligramas da substância por quilograma de massa corporal dos indivíduos testados. O DL50 é usado frequentemente como um indicador da toxicidade aguda de uma substância, e quanto maior a dose que será letal, menos tóxica ela é considerada.
No caso da teobromina, a DL50 é cerca de 1000 mg/kg em humanos. Em gatos é de 200 mg/kg, e em cães é de 300 mg/kg, o que significa que estas duas espécies possuem maior risco. Apesar, dos gatos correrem mais perigo, são os cães os animais mais propensos a ingerir doces. É claro que esse risco varia conforme o tamanho, forma e raça do animal.
Outro dado importante, é que a teobromina concentra-se mais nos chocolates escuros do que naqueles classificados “ao leite” e “branco”. Os efeitos do chocolate escuro para os caninos são agudos, o que indica alta periculosidade.
Foi comprovado que os efeitos da teobromina pode ser clinicamente útil, em pequenas quantidades, pois favorece o aumento da frequência cardíaca, dilata os vasos sanguíneos reduzindo a pressão arterial. Abre as vias aéreas e estimula a produção de urina, considerado assim, um diurético. Tais efeitos em uma pessoa são considerados positivos, se utilizados em um tratamento clínico.
Entretanto, em um cão, todos esses efeitos são adicionados à náusea aguda, convulsões e hemorragia interna. E, em muitos casos, letal para o animal.
Vimos que a teobromina faz mal aos cachorros, e em excesso nos humanos também pode ser perigoso. Mas, calma, nem tudo está perdido. Há um estudo que comprova que o chocolate, consumido com moderação, é claro, pode fazer bem ao coração humano.

Chocolate na prevenção de doenças cardíacas e derrames
De acordo com uma pesquisa feita na Alemanha, o chocolate pode ser bom para o coração, para a grande felicidade dos amantes desse “manjar dos deuses”. O estudo levou oito anos para ser concluído, e a equipe de pesquisa acompanhou a saúde de quase 20.000 pessoas que mantêm o hábito de comer essa guloseima. Os pesquisadores compararam a quantidade de chocolate composta na dieta para o número de ataques cardíacos e derrames que as pessoas tinham. Segundo o pesquisador Brian Buijsse: “A boa notícia é que o chocolate não é tão mau como se costumava pensar, e pode até reduzir o risco de doenças cardíacas e derrame”.
Ainda de acordo com o pesquisador, a equipe descobriu que o chocolate escuro era o tipo mais saudável para comer: “o chocolate escuro apresenta efeitos fantásticos, já o chocolate ao leite apresenta menos, e o chocolate branco não possui efeitos”, disse ele.
O estudo alemão revelou que as pessoas que comiam chocolate (em barra, e uma por semana), reduziam o risco de ter um ataque cardíaco em 27%. O risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) foi reduzido em até 48%. Os especialistas em nutrição acreditam que o que faz bem ao coração são os flavonoides compostos no chocolate.
Flavonoides ou bioflavonoides é a designação dada a um grande grupo de metabólitos secundários da classe dos polifenóis, componentes de baixo peso molecular, e que são encontrados em várias espécies vegetais. Os diferentes tipos de flavonoides são encontrados em frutas, flores e vegetais em geral, bem como em alimentos processados como vinho e chá.
Os flavonoides são encontrados nas sementes de cacau, por isso o chocolate escuro tem mais efeito, pois possui mais cacau. O chocolate ao leite, por sua vez, tem mais gordura do que cacau.
A pesquisa também mostrou que esses flavonoides presentes no chocolate também ajudam na redução da pressão arterial (mesmo efeito produzido pela teobromina). Entretanto, Buijsse alerta quanto ao consumo excessivo de chocolate: “Comer quantidades elevadas de chocolate mais contribuem para um provável ganho de peso que qualquer outra coisa. O ideal seria que as pessoas começassem a comer chocolate em pequenas quantidades substituindo, de preferência, outros alimentos de alto teor calórico como lanches ou outros tipos de doce”.
Qual é a conclusão que podemos tirar disso? Primeiro, não dê chocolate aos cães. A teobromina contida nesse doce faz mal a eles, e, além disso, existem inúmeros alimentos nutritivos e incrivelmente saborosos que farão a alegria de seus mascotes.
Segundo, o chocolate possui pontos positivos e negativos pautados em pesquisas feitas em laboratório, que mostram que você não precisa cortar o chocolate radicalmente da sua vida, mas também não deve cometer o erro de comê-lo aos montes. O excesso é prejudicial em qualquer aspecto, e isso não é segredo para ninguém.

11.350 – Quer emagrecer? Esqueça exercícios: a solução é comer bem, dizem médicos


Não adianta cometer excessos na dieta pensando que vai ser possível compensá-los na academia.
Esse é o apelo publicado por médicos e especialistas no periódico “British Journal of Sports Medicine”, na última quinta-feira. Para eles, quem quer emagrecer deve se preocupar muito mais com a quantidade de calorias ingeridas do que com a qualidade de calorias gastas.
Isso fica evidente, por exemplo, quando pensamos nas mais de mil kcal calorias ingeridas em uma modesta ida ao cinema, com o consumo de um balde de pipoca e um copo de refrigerante.
Para gastar tal energia, seriam necessárias mais de duas horas de caminhada em velocidade moderada, a uma velocidade entre 5 km/h e 6 km/h, para uma pessoa que pesa 80 kg. Se a pessoa estiver correndo, precisará de cerca de uma hora e meia de atividade.
“Minha maior preocupação é que a mensagem que está sendo transmitida ao público sugere que você pode comer o quanto quiser, desde que se exercite”, afirmou à BBC o cardiologista britânico Aseem Malhotra, um dos autores do artigo.
Segundo ele, muitos pacientes são injustamente levados a acreditar que não conseguem perder peso porque não se mexem o suficiente. Seria muito melhor, afirma, que elas simplesmente parassem de ingerir alimentos calóricos e especialmente bebidas açucaradas, como refrigerantes ou sucos de caixinha.
Nabil Ghorayeb, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, concorda com o artigo, em partes. “Se você tem uma alimentação desregrada, aí não tem muito o que fazer, mas mesmo quem tem uma dieta controlada e não pratica exercícios perde os benefícios que eles trazem.”
Os pesquisadores que escreveram o artigo não questionam que, embora os exercícios físicos “não promovam perda de peso”, eles têm outros benefícios muito importantes para a saúde.
“O sedentarismo é um fator de risco para doenças cardiovasculares”, lembra Nabil Ghorayeb. A prática de atividade física aumenta a produção de moléculas que evitam a deposição de gordura nas artérias.
Além disso, a atividade física ajuda no controle da pressão arterial e aumenta os níveis de colesterol “bom”, o HDL –embora os exercícios tenham pouca influência sobre os níveis de colesterol “ruim”, o LDL, ligado ao consumo de gordura saturada.

exercicios

controvérsias
Susan Jebb, professora da Universidade Oxford, apontou vários estudos que comparam grupos de pacientes que só mudaram de hábitos alimentares com aqueles que fizeram isso e também passaram a fazer exercícios. Segundo ela, quem combina as duas iniciativas perde mais peso tanto no curto prazo, nos primeiros seis meses, quanto no longo prazo.
É a opinião também de Ricardo Nahas, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho de São Paulo. “Até dá para controlar a obesidade só mudando a dieta, mas o exercício facilita muito.”

11.312 – Genética – Alimentos transgênicos: o que são? É seguro comê-los?


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Provavelmente você come alimentos transgêncios (geneticamente modificados) frequência e nem saiba disso. O advento da produção de organismos geneticamente modificados trouxe discursos sobre como esses alimentos poderiam reduzir os índices de pobreza e acabar com a fome no mundo. Duas décadas depois, os transgênicos ainda dividem a opinião pública e geram desconfiança.
Os principais questionamentos dos céticos são sobre as implicações éticas, econômicas, sociais, políticas e de saúde pública. Muita gente teme possíveis efeitos negativos para os seres humanos e para o meio-ambiente a longo prazo com a manipulação genética da natureza, já que a produção de alimentos transgênicos em larga escala é relativamente recente.
Será que podemos ficar tranquilos ao ingerir alimentos geneticamente modificados? De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), sim.
As organizações são unânimes em afirmar que os transgênicos são seguros. Elas defendem que a tecnologia de manipulação genética realizada sob o controle dos protocolos de segurança não representa maior risco do que as técnicas agrícolas convencionais de cruzamento de plantas.

A história dos alimentos geneticamente modificados

Mas afinal, o que são alimentos geneticamente modificados? Por que eles começaram a ser produzidos?
Organismos geneticamente modificados (OGM) são manipulados geneticamente para favorecer características desejadas, como a cor ou o tamanho de uma espiga de milho. Os mais famosos OGM são os transgênicos, ou seja, os organismos que recebem parte do DNA de outro organismo. Também é possível alterar um gene sem DNA externo.
Apesar da produção em larga escala dos OGM ser recente, a história da manipulação genética das plantas tem pelo menos 10 mil anos, quando os seres humanos começaram a escolher os melhores grãos de cereais para plantar, os que produziam quantidades maiores e cresciam mais rapidamente, excluindo sementes com genética desfavorável à agricultura e cruzando as melhores plantas.
Mas, mesmo que as pessoas saibam domesticar as colheitas há milhares de anos, não quer dizer que elas entendiam porque tudo acontecia. Só no século 19, com a experiência de Gregor Mendel com ervilhas, a ciência genética moderna surgiu. E foi apenas na década de 1970 que os cientistas Herbert Boyer e Stanley Cohen foram capazes de afetar diretamente a expressão do genoma de uma planta. Essa intervenção direta, conhecida como engenharia genética, envolve mutação, exclusão ou adição de material genético para alcançar o efeito desejado.
A capacidade de suportar pragas é apenas uma das características positivas que foram alcançadas com a modificação transgênica. Desde a primeira safra de OGM plantada em 1994, cientistas e empresas agrícolas conseguiram criar culturas resistentes a doenças, com melhores valores nutricionais, com validade mais longa e até produzir produtos farmacêuticos.
Atualmente, 85% das lavouras de milho do Brasil e dos Estados Unidos são variedades transgênicas. A soja brasileira – consumida pela população no óleo de cozinha, leite de soja, tofu, bebidas e outros produtos – é transgênica, na maior parte. Quase um terço das imensas plantações de soja no país são variedades geneticamente modificadas. Em 2001, a Empresa Brasileira para Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conseguiu aprovação para o cultivo comercial de uma variedade geneticamente modificada do feijão. As sementes devem ser distribuídas aos produtores brasileiros ainda em 2014. Assim, o prato do brasileiro recebe cada vez mais alimentos modificados geneticamente.

Riscos dos alimentos transgênicos

Todos os dias, os seres humanos consomem entre 0,1 e 1 grama de DNA em sua dieta. Portanto, os transgenes de plantas geneticamente modificadas não são um material novo para os sistemas digestivos, além de estarem presentes em quantidades ínfimas. No milho transgênico, os transgenes representam cerca de 0,0001% do DNA total.
Décadas de pesquisa indicam que o DNA não tem toxidade direta na alimentação. Pelo contrário, uma pesquisa de 1999 mostrou que nucleotídeos exógenos desempenham papeis importantes do intestino e sistema imunológico.
Apesar da enorme desconfiança da população europeia com alimentos geneticamente modificados, a União Europeia, como parte da iniciativa Europa 2020, gastou uma década (e centenas de milhões de euros) investigando a segurança e a eficiência dos OGM, e descobriu que eles não representam riscos à saúde dos cidadãos.
O maior perigo dos OGM é que uma nova cultura em ascensão leve agricultores a produzirem apenas a nova variedade de um alimento, e cultivá-la em excesso. Assim, se surgir uma praga inesperada da qual a planta não esteja protegida, ela poderia ser devastada e até mesmo entrar em extinção. Os efeitos econômicos seriam devastadores.
Outra questão é que as corporações agrícolas que desenvolvem os OGM viram proprietárias das sementes. Isso pode levar a um potencial abuso ou manipulações forçadas que obriguem os agricultores a comprar sementes apenas de uma empresa, e seus respectivos agrotóxicos.
Tudo indica que os alimentos geneticamente modificados não são uma ameaça, apenas mais uma ferramenta que deve ser utilizada de forma inteligente. Assim como a tecnologia nuclear tem sido utilizada para destruir cidades ou produzir energia, a modificação genética pode ser valiosa – ou negativa – para a sociedade, dependendo do modo como a utilizarmos.

11.300 – Saúde – Acelere o Metabolismo e Emagreça


fitness
“É possível acelerar o metabolismo com medidas como mudanças na alimentação e prática de atividade física”, diz Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Se uma pessoa tem um metabolismo lento por natureza, precisará fazer mais alterações no seu estilo de vida para ver resultados.”
O metabolismo se refere à quantidade de calorias que o organismo gasta para desempenhar suas funções, como respirar, bombear sangue e praticar atividade física. Acelerá-lo significa fazer com que o organismo use mais energia para realizar o mesmo trabalho.
Existem três tipos de metabolismo: metabolismo de repouso, termogênese alimentar e metabolismo de atividade física. O de repouso, também chamado de basal, corresponde ao gasto necessário para manter as funções básicas, como o batimento cardíaco. “A taxa metabólica de repouso equivale de 60 a 70% do gasto energético do dia. Ela depende da genética e de fatores modificáveis, como a quantidade de massa muscular do corpo”, explica o endocrinologista Marcio Mancini, membro do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Uma das principais formas de acelerar o metabolismo basal é aumentar a massa magra, pois, para se manter ativo, o músculo gasta mais energia do que outros tecidos, como a gordura.

Já a termogênese alimentar, que responde a 10% da energia gasta pelo organismo durante o dia, se refere às calorias necessárias para realizar a digestão, da mastigação à secreção de enzimas digestivas. “É por isso que comer de três em três horas é importante. Digerir, absorver e metabolizar os alimentos faz o corpo gastar energia”, diz Tarissa Petry.
Por fim, a taxa metabólica de atividade física é a mais variável: consome de 20 a 30% do gasto calórico diário. “Quanto mais atividade você faz, mais calorias pode queimar e mais acelerado fica o seu metabolismo”.

Tomar água
Ao entrar no organismo, a água precisa ser ajustada para a temperatura do corpo. O organismo gasta energia para fazer equilíbrio térmico. “Além disso, tomar água cerca de uma hora antes das refeições faz a pessoa comer menos”, diz o endocrinologista Marcio Mancini, membro do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Colocar pimenta na comida
A capsaicina, uma substância responsável pelo ardor de alimentos apimentados, como a pimenta, é capaz de acelerar o metabolismo em até 20%. Ela estimula a liberação de adrenalina e, consequentemente, aumenta os batimentos cardíacos, atividade que demanda energia.

Consumir mais proteína
Alimentos ricos em proteína, como carnes, leite e ovo, são mais difíceis de serem digeridos do que carboidratos e gorduras. Por esse motivo, a digestão de proteínas consome mais calorias, e aumenta o metabolismo. A recomendação é ingerir de 1 a 1,4 gramas de proteína por quilo de peso.

Fazer treino intervalado
O treino intervalado é um método de treinamento que consiste em alternar o exercício entre intensidades muito altas (até 90% da frequência cardíaca máxima) e baixas a médias (não ultrapassando 70% da frequência cardíaca máxima), por, no máximo, 30 minutos. Esse treino faz com que o corpo continue queimando calorias por até uma hora depois da atividade, o que eleva o metabolismo e favorece o emagrecimento.
Tomar café da manhã influencia a velocidade do metabolismo ao longo do dia. De acordo com Francisco Tostes, endocrinologista da Clínica Helena Costa, no Rio de Janeiro, depois de um jejum noturno que varia de 8 a 12 horas, o corpo precisa de combustível. “Se não nos alimentamos, pode ocorrer catabolismo muscular, que é quando o organismo queima músculo para obter energia. A consequência é um metabolismo desacelerado”, diz Tostes. Um café da manhã rico em fibras, proteínas e frutas é ideal para quebrar o jejum.
O stress faz com que o corpo secrete altos níveis de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal e aumenta a fome. Não por acaso, uma recente pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, comprovou que dias estressantes desaceleram o metabolismo. Por isso, controlar os nervos ajuda a emagrecer.

Dormir bem
Uma noite mal dormida atrapalha a produção de diversos hormônios. “Não dormir no mínimo oito horas por noite afeta, por exemplo, a produção de cortisol, hormônio que favorece o acúmulo de gordura abdominal”, diz Danilo Romano, médico endocrinologista do Hospital Samaritano de São Paulo.

Praticar musculação
Trocar a gordura do corpo por músculo, por meio de musculação, por exemplo, é uma estratégia de acelerar o metabolismo. Quanto mais músculos o corpo tiver, mais calorias serão gastas, porque o músculo é o tecido que mais necessita de energia para manter-se ativo.

Comer de três em três horas estimula a termogênese alimentar, referente à quantidade de calorias que o corpo gasta para digerir, metabolizar ou armazenar os nutrientes. “Fracionar a dieta é importante tanto para evitar que a pessoa sinta muita fome e exagere na próxima refeição quanto para acelerar o metabolismo”, afirma Tarissa Petry, endocrinologista do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

11.292 – Biologia – O Cogumelo


reprodução
São fungos superiores pertencentes aos filos Ascomycota e Basidiomycota. Na verdade o nome cogumelo refere-se a uma parte do corpo do fungo, seu corpo frutífero, formada por várias hifas que crescem para o alto e produz esporos (basidiósporos). Esses esporos são invisíveis a olho nu e se espalham com o vento, com a água ou até mesmo agarrados ao corpo de animais. A frutificação pertencente nestes fungos é a estrutura de reprodução sexuada e possui variadas formas e cores.
Os cogumelos são incapazes de sintetizar matéria orgânica e são desprovidos de clorofila (aclorofilados), o que os impedem de realizar a fotossíntese. Por isso, são chamados de seres heterotróficos, ou seja, não possuem capacidade de produzir seu próprio alimento. Assim como todos os fungos, os cogumelos alimentam-se por absorção.

Possui um conjunto de filamentos de células, chamadas hifas, que podem ser ramificadas e ter comprimentos variados. O conjunto das hifas é o micélio, que desempenha importantes funções como a sustentação e absorção de nutrientes.

Os fungos se reproduzem através dos esporos. Um esporo é basicamente uma célula envolvida por um revestimento protetor (parede celular), a partir da qual se pode desenvolver um novo organismo.

Depois da fusão de hifas compatíveis, o micélio produzido pode se desenvolver de forma ligeira. Fatores como temperatura e umidade proporcionam condições adequadas para o micélio dar origem aos cogumelos, que produzem esporos.
Os fungos dependem de outros seres vivos para se alimentarem. Quando se alimenta de matérias orgânicas mortas são chamados de fungos decompositores (Saprófitos). Os fungos parasitas alimentam-se de seres vivos, como insetos, plantas e até mesmo outros cogumelos. Vivem sob as árvores e são responsáveis por muitas doenças.

Os fungos simbióticos estabelecem uma relação de reciprocidade com as plantas. Extraem a sua nutrição (hidrato de carbono) das plantas verdes e em troca, fornece água, vitaminas, hormonios e outras substâncias. A maioria dos cogumelos como o Boletus edulis, vivem em simbiose com árvores.

Os cogumelos são formados pelas seguintes partes, de acordo com a figura:

cogumelo

Existem muitas espécies de cogumelos que são comestíveis e apreciadas no mundo todo, por serem ricos em conteúdo protéico. A mais conhecida é o champignon que é bastante nutritivo contendo muitas proteínas, cálcio, cobre, ferro, folato, vitamina C e dezoito aminoácidos. Os cogumelos shiitake, hiratake, shimeji também são muito consumidos.

O mercado de cogumelos comestíveis está em constante crescimento. No Brasil consome-se em média 10.000 toneladas anuais do cogumelo Champignon. Para o cultivo de cogumelos comestíveis existem variadas técnicas que dependem da região (condições climáticas e econômicas) e também, da espécie de cogumelo a ser cultivada.

Muitos cogumelos existentes são venenosos e causam diversas reações no organismo. Muitas pessoas acreditam que as toxinas dos cogumelos são perdidas durante o cozimento, congelamento ou outro processamento. Estas espécies venenosas não perdem seu efeito tóxico em nenhum destes processos e se consumidas causa intoxicações e podem levar a um óbito. Os sintomas causados pela intoxicação por cogumelos são variados e dependem da quantidade ingerida. Portanto, é de fundamental importância antes de consumir qualquer espécie de cogumelo desconhecida, saber se esta é venenosa ou inofensiva.

11.254 – Cientistas desenvolvem chocolate mais saboroso e que previne câncer


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Nesta época de Páscoa é praticamente impossível não passar da medida no chocolate e depois escapar daquele sentimento de culpa pode ter caído na tentação. Mas… quem nunca, né? Porém, não se preocupe: seus dias de peso na consciência podem acabar. Uma equipe internacional de pesquisadores alega ter descoberto uma maneira de produzir um chocolate mais saudável e que pode servir como alimento que previne o câncer e faz bem ao coração. O trabalho foi apresentado recentemente na conferência da Sociedade Americana de Química.
A grande boa notícia está no aumento da presença de polifenóis no chocolate, um composto com propriedades antioxidantes que atua na prevenção de doenças. O estudo indica que um processo extra na produção do cacau pode resultar em um chocolate bem mais saudável.

Tradicionalmente, as vagens de cacau são retiradas da árvore, e as sementes amargas são extraídas do interior dessas vagens, fermentadas e secas ao sol. Depois são adicionados açúcar, leite e outros ingredientes para que o chocolate industrializado chegue aos supermercados. De acordo com o estudo, se as sementes forem mantidas nas vagens por mais sete dias do que o normal, elas mantêm mais antioxidantes do que as sementes retiradas antes desse período. Os pesquisadores acreditam que os grãos armazenados tiveram mais tempo para absorver mais nutrientes a partir de suas cascas externas, mas não tempo suficiente para que elas quebrem.
Os pesquisadores também avaliaram o efeito da torrefação, que poderia diminuir o valor nutricional do chocolate. Eles descobriram que sementes obtêm mais antioxidantes quando são torradas a uma temperatura ligeiramente mais baixa durante por mais tempo, e as sementes das vagens que tinham sido armazenadas durante sete dias tiveram um melhor desempenho ainda. Não somente o chocolote ficou mais nutritivo como também mais saboroso, pois as semente amargas passaram mais tempo em contato com a polpa doce da vagem. Os pesquisadores planejam continuar o trabalho para afinar o processo de torra no futuro.

11.216 – A Vitamina B12


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Deficiência de vitamina B12 é causa de anemia acompanhada ou não por dificuldade para andar e parestesias ou formigamentos de distribuição simétrica, principalmente nas pernas, pés e mãos.
Pode haver ainda palidez, inchaço, hiperpigmentação da pele, icterícia e fraqueza muscular. Inflamações na língua, má absorção de nutrientes, infertilidade e tromboses são menos frequentes.
A vitamina B12 é essencial para a formação, integridade e maturação das hemácias. Em sua ausência, elas aumentam de volume e o tamanho do núcleo fica desproporcional ao do citoplasma. Na medula óssea — local em que são produzidas — o número de células chega a aumentar tanto que o aspecto simula o das leucemias.
É uma vitamina necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Sem ela, a mielina que recobre os nervos (como a capa de proteção faz com os fios elétricos) sofre um desgaste que recebe o nome de desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro.
A principal fonte de B12 está nos alimentos de origem animal. Mas, para absorvê-la, o tubo digestivo depende de fatores intrínsecos presentes num grupo especial de células do estômago (células parietais) e de receptores localizados no íleo.
A causa mais frequente da deficiência de B12 é a perda desse fator intrínseco produzido pelas células parietais, associada a um tipo de gastrite (gastrite atrófica). A anemia resultante é denominada anemia perniciosa, nome inadequado, porque não leva em consideração as manifestações neurológicas.
A anemia perniciosa resulta de um mecanismo autoimune em que a própria resposta imunológica destrói as células parietais do estômago. Como consequência, ocorre perda do fator intrínseco necessário para a ligação com a vitamina B12 ingerida.
A prevalência é de 50 a 4.000 casos em cada cem mil habitantes. É mais comum em descendentes de africanos e europeus do que em asiáticos. É preciso estar atento às formas leves de gastrite atrófica que ocorrem em até 20% das pessoas mais velhas.
A reposição de B12 provoca regressão rápida do quadro. Quanto mais prolongada a deficiência, mais lenta e incompleta a recuperação.

Outras causas da deficiência:

1) Cirurgias que reduzem as dimensões do estômago, como as gastrectomias totais ou parciais e as cirurgias bariátricas;

2) Doenças inflamatórias do intestino e as que provocam má absorção;

3) Uso crônico de medicamentos para reduzir a concentração de ácido no suco gástrico (omeprazol, ranitidina, etc.);
Embora níveis sanguíneos de B12 muito baixos estejam associados à deficiência, é raro encontrá-los. Resultados na faixa de normalidade não excluem a possibilidade de haver déficit. Exames falso-negativos e falso-positivos são frequentes.
O diagnóstico é feito com base nas dosagens sanguíneas de ácido metilmalônico e homocisteína, que se encontram elevadas em 98% dos casos. Como a reposição vitamínica provoca diminuição progressiva dessas concentrações, a primeira dosagem deve ser pedida antes de iniciar o tratamento.
A reposição começa com uma dose de ataque de oito a dez ampolas de 1.000 microgramas, por via intramuscular; seguidas de uma ampola por mês. A dose por via oral é de 1.000 a 2.000 microgramas diárias.
A anemia geralmente é corrigida em dois meses. O quadro neurológico regride parcial ou completamente em seis meses. O tratamento é mantido por períodos longos ou pela vida toda.

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11.164 – Santo Cafézinho – Tomar 3 ou 4 xícaras de café por dia pode prevenir infarto


Café

Diminui o risco de infarto por obstrução arterial. A revelação é de um estudo publicado no periódico Heart.
A pesquisa foi feita com mais de 25.000 homens e mulheres sul-coreanos, com idade média de 41 anos e sem sintomas de doenças cardiovasculares. Seu objetivo era investigar a relação entre consumo de café e a presença de cálcio nas artérias, um indicador de aterosclerose. Essa doença é caracterizada pelo depósito de placas de gordura nas paredes das artérias, o que causa o entupimento dos vasos ou a redução do fluxo sanguíneo.
Segundo o estudo, a média de cálcio nas artérias das pessoas que ingerem três ou quatro xícaras de café por dia é 10% menor em relação àquelas que tomam de uma a três xícaras, e quase 20% menor se comparada aos indivíduos que bebem menos de uma.
“As evidências sugerem que o consumo de café poderia manter uma relação inversa ao risco de doenças cardiovasculares”, de acordo com o estudo feito por cientistas do hospital Kangbuk Samsung, na Coreia do Sul. Os pesquisadores advertiram, no entanto, que são necessárias novas pesquisas para confirmar o resultado e encontrar uma explicação biológica dos efeitos do café na prevenção do infarto.

Mais Benefícios
Uma pesquisa feita na Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que aumentar a ingestão diária de café ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2.
Por outro lado, reduzir esse consumo parece elevar essa chance.
Tal doença acontece quando o organismo de uma pessoa se torna resistente à ação da insulina, hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue. A doença pode surgir devido a fatores genéticos ou ambientais – incluindo obesidade, sedentarismo e má alimentação. Um levantamento divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde mostrou que o número de brasileiros com diabetes aumentou nos últimos cinco anos – de 5,5% da população em 2006 para 6,9% em 2013.

11.157 – Por Que as Dietas Não Funcionam?


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O cérebro humano foi moldado numa época de extrema penúria. Ao longo de toda a história da evolução, a humanidade nunca obteve alimentos com facilidade. Para consegui-los, havia que correr atrás deles e gastar muita energia. Depois, diante da presa abatida, era preciso comer o máximo possível para acumular reservas e enfrentar os períodos de jejum que se seguiriam.
Hoje, os tempos são outros. Para parte expressiva da humanidade, são tempos de fartura e comodidade. Alimentos de alto valor energético e grande conteúdo calórico estão aí, em abundância, e podem ser conseguidos com mínimo esforço.
Pegar um indivíduo criado em época de penúria e colocá-lo diante da geladeira cheia, do disque-pizza, da churrascaria rodízio, de sanduíches transbordando recheios, é expô-lo a uma tentação que não está preparado para resistir. Por isso, a obesidade está se transformando uma doença que acomete homens, mulheres e crianças num verdadeiro problema de saúde pública.
Atualmente está demonstrado que existem pessoas que nasceram programadas para serem gordas. Descendem de ancestrais que sobreviveram numa época de penúria, de falta de alimento, de vida dura, porque tinham um sistema genético aparelhado para estocar energia a fim de usá-la nos períodos de escassez. Quem são essas pessoas? Somos nós, é a grande maioria. Indivíduos que não engordam, os que chamo de “magros de ruindade”, são cada vez mais uma exceção no mundo de hoje.
No Brasil, 40% das pessoas estão com excesso de peso e, se continuar nesse ritmo, daqui a 20 anos, vai existir mais gente gorda do que gente magra, porque pelo menos 60% da população estará acima do peso.
Na minha opinião, a única dieta que funciona é aquela em que o indivíduo come o que gosta, observando, porém, certa contenção. Aí, ele faz dieta a vida inteira e não engorda mais. Já regimes e dietas milagrosas trazem resultados temporários. O que há de comum entre eles? Em primeiro lugar, a esmagadora maioria busca sucesso comercial. Seus autores sabem que é vasto o campo de pessoas interessadas em emagrecer e dispostas a fazer qualquer coisa para alcançar esse propósito. Segundo, são dietas sem nenhuma base científica e que não surtem efeito a longo prazo.
A pessoa pode comer de tudo. Simplesmente, são atribuídos pontos aos alimentos para poder medir, contar o conteúdo energético daquilo que é ingerido.
Parece que o ser humano resiste menos à fome do que à dor. Muita gente com dor na coluna toca a vida normalmente. Com fome, a impressão é que fica difícil fazer alguma coisa.

Alfredo Halpern responde: – O grande problema é que, se não comer, a pessoa morre, o que na maioria das vezes não acontece quando ela sentir dor. Comparar, por exemplo, comer com fumar é outro erro. Não existe necessidade biológica para fumar, mas para comer existe. Se a pessoa consegue deixar de fumar, sua vida melhora muito. Se parar de comer, definha e morre. A alimentação é indispensável para sobrevivência de todos nós.
Além disso, estamos cada vez mais aparelhados para engordar não só pela fartura de comida como pela fartura de conforto. Hoje, tudo é projetado para moderar o gasto de energia. Os carros têm direção hidráulica, são hidramáticos e os vidros sobem e descem com um simples apertar de botões. Já foi calculado, por exemplo, que uma única extensão telefônica numa residência representa um ganho de peso de 1,100 kg por ano.