11.314 – Em busca do super-humano: neuroprótese testada em ratos cegos poderá criar senso extra de localização nas pessoas


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Acima o Olho Biônico, outra matéria do ☻Mega
Um experimento realizado na Universidade de Tóquio poderá ajudar no tratamento da cegueira ou até mesmo dar um poder extra às pessoas no que diz respeito à noção de localização. Trata-se de uma neuroprótese, que cria uma espécie de mapa mental no cérebro, que foi implantada em ratos cegos durante experimentos em um labirinto. Os resultados demonstram que os ratos poderiam rapidamente aprender um sentido completamente antinatural por meio de sinais geomagnéticos enviados aos seus cérebros. Isso levanta a possibilidade de que os seres humanos poderiam fazer o mesmo.
“Acredito que os seres humanos poderão expandir seus sentidos através de sensores artificiais para ondas geomagnéticas, ultravioletas, ondas de rádio, ultrassônicas, etc.”, afirma Yoju Ikegaya, o líder do projeto. E a pergunta que se torna inevitável é: será que no futuro a tecnologia permitirá ao ser humano perceber toda a gama de energia que naturalmente não pode ver nem escutar? Será que passaremos a nos comunicar de outra forma por conta disso?
A prótese utilizada no caso dos ratos é formada por uma bússola geomagnética – similar ao chip encontrado em muitos dispositivos móveis – e dois eletrodos conectados ao córtex visual, que é a área do cérebro que processa a informação visual recebida. O estímulo do cérebro permite aos ratos compor um mapa mental de seus arredores sem a necessidade de sinais visuais. Após dois dias e 60 testes em labirintos, os ratos cegos já podiam resolver o labirinto tão rapidamente quanto os com visão normal.

10.458 – Neurociência – As Neuropróteses


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O avanço das tecnologias de interface cérebro-máquina foi um dos destaques escolhidos pela revista Science para 2012, em função, principalmente, de um trabalho publicado há apenas alguns dias na revista médica Lancet.
Nele, pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descrevem os resultados preliminares de um experimento clínico em que uma mulher tetraplégica de 52 anos foi capaz de controlar os movimentos de um braço robótico avançado apenas com o cérebro.
Não fora a primeira vez que se demonstrou isso. O diferencial do trabalho está na destreza com que a mulher foi capaz de comandar o braço robótico e na velocidade com que ela aprendeu a fazer isso. Assim como na tecnologia robótica da prótese, que imita as articulações reais humanas com grande afinidade.
Ao longo de 13 semanas de treinamento, a mulher aprendeu a executar uma série de movimentos complexos e refinados o suficiente para segurar e movimentar objetos próximos a ela com o braço robótico. Vítima de uma doença chamada degeneração espinocerebelar, ela não consegue mover o corpo abaixo do pescoço.
O controle do braço robótico é feito por meio de eletrodos implantados no seu cérebro e conectados a um computador, que traduz seus comandos cerebrais em comandos digitais e os transmite para a prótese.
São resultados experimentais, com um único paciente, mas que, segundo a Science, colocam a tecnologia de interface cérebro-máquina mais próxima de uma aplicação clínica. A ideia é que, no futuro, pessoas paralisadas por lesões ou doenças poderão usar aparatos robóticos controlados pelo cérebro para se movimentar ou executar tarefas simples do dia a dia.
O texto da revista menciona também o trabalho do neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, que em 2011 publicou um trabalho na Nature mostrando que é possível, também, enviar informações sensoriais dos robôs de volta para o cérebro. Por exemplo, sobre a textura de um objeto tocado pela prótese. O trabalho, neste caso, foi feito com macacos, tocando objetos virtuais.