6833 – Anestésicos – A Xilocaína


A lidocaína ou xilocaína®, 2-(dietilamino)-N-(2,6dimetilfenil) acetamido, é um fármaco do grupo dos antiarritmicos da classe I (subgrupo 1B), e dos anestésicos locais que é usado no tratamento da arritmia cardíaca e da dor local (como em operações cirúrgicas). É pouco tóxica.
Usos clínicos
Taquicardia ventricular, especialmente pós Infarto agudo do miocárdio (IAM), é a primeira escolha.
Fibrilação ventricular, primeira escolha.
Anestésico local em pequenas operações cirúrgicas (como as dentárias).
Enquanto ambos antiarritmico e anestésico local, é um bloqueador rápido dos canais de sódio, activados ou inativados, existentes nos miócitos especializados do sistema de condução (coração) ou nervos periféricos.
Para efeito antiarrítmico, seu uso intravenoso é o de escolha. Podendo ser utilizada por via endotraqueal em casos de emergência, quando o acesso venoso ainda não foi estabelecido.
Utiliza-se também a aplicação em spray para anestesia tópica de mucosas, a exemplo de seu uso na endoscopia digestiva e técnicas de intubação com o paciente acordado.
Para bloqueios anestésicos loco-regionais, infiltra-se com agulha o anestésico na pele, ou na proximidade de troncos nervosos.
Também é utilizada em raquianestesia e anestesia peridural.
Encurta o potencial de ação e prolonga a diástole. Diminui a taxa de contração cardiaca, eliminando especialmente os batimentos ectópicos.
Impede a condução de potencial de ação nos axónios dos nervos periféricos, quando usada tópicamente.
São raros os efeitos tóxicos da lidocaína. Em geral só aparecem em decorrência de sobredose ou injeção intravascular inadvertida.
Dentre as manifestações, podemos citar:
Hipotensão arterial
Sensação de cabeça leve
Tinitus (zumbido no ouvido)
Parestesias – Sensação de formigamento na língua e lábios
Como manifestações mais graves podemos observar:
Convulsões
Colapso cardiovascular

Informação química
Fórmula molecular C14H22N2O
Massa molar 234.33
SMILES CCN(CC)CC(=O)Nc1c(C)cccc1C
Sinónimos 2-(Diethy​lamino)-N​-(2,6-dim​ethylphen​yl)acetam​id, 2-Diethyl​amino-2′,​6′-acetox​ylidide, Lidothesin

6715 – Anatomia – Onde fica as emoções?


Cientistas da Universidade de New York, recentemente derrubaram a teoria de que as emoções são percebidas exclusivamente na área cerebral do hipocampo. Amor e ódio seriam disparados por outra região, a amígdala, que fica nas proximidades do tálamo, a área que coleta os sinais sensoriais. Quando se reconhece o rosto de alguém, a amígdala pode adicionar o registro de que você decididamente não gosta daquela pessoa. Tal acréscimo não passaria pelo córtex, ou seja, não se toma consciência da emoção, a repulsa pelo outro, no caso é instintiva, se tratando de um atalho neurológico: de acordo com os cientistas, que analisaram os dados do encefalograma de voluntários com a ajuda de um computador, a reação emocional da amígdala economizava 40 milissegundos em relação a reação do hipocampo.

Outra universidade norte-americana, a de Washingnton, criou a neurografia, uma técnica capaz de revelar a imagens dos nervos a partir da ressonância magnética. Ao captar os sinais existentes nas moléculas de água do organismo a ressonância produz a imagem precisa dos tecidos, porém, a camada de gordura que reveste, mascara os sinais das moléculas de água. Contudo, os pesquisadores notaram que a água e a gordura emitem sinais diferentes. Testaram um equipamento que calcula esta diferença e corrige as distorções. O resultado foi uma figura nítida das vias nervosas, que ajudará os médicos a realizarem cirurgias mais precisas, pois qualquer esbarrão do bisturi nos filamentos nervosos pode levar a dor e até mesmo a paralisia.

5205 – O Mecanismo do Sono


As pálpebras pesam. Os reflexos ficam lentos. Você não consegue mais se concentrar. Esses são sinais do corpo de que o sono está chegando. A moleza acontece porque um grupo de neurônios passa a funcionar de forma diferente quando o corpo precisa de descanso. O início do sono é comandado por células do tronco cerebral. Elas mandam impulsos inibidores para o córtex, a região do sistema nervoso responsável pela consciência. Você fica lerdo. Um outro grupo de células do tronco leva os nervos cranianos a relaxar os músculos da face. O queixo cai. A cabeça despenca. De boca aberta, você começa a babar. Melhor ir para a cama.