7874 – Fundador da Amazon encontra motores de foguete Saturn V


O fundador da Amazon, Jeff Bezos, financiou uma pesquisa que encontrou no oceano, a mais de 3,3 mil metros de profundidade, dois motores usados em um foguete do tipo Saturn V. Esse tipo de tecnologia era usada pela Nasa entre 1967 e 1973 para impulsionar missões para o espaço. Dentre elas, a missão Apollo 11, que levou o homem à Lua pela primeira vez.
Apesar de existir a possibilidade desses motores pertencerem ao foguete que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin ao satélite, até agora não foi possível fazer uma identificação positiva já que os números de série das peças estão desgastados.
Além de ser fundador da Amazon, Bezos também fundou a Blue Origin, uma empresa que pretende realizar vôos espaciais “com mais segurança e a custos baixos”.

6727 – Astronáutica – Cinzas de Neil Armstrong são jogadas no mar


Marinha dos EUA jogam no mar as cinzas do herói nacional

As cinzas de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, morto em 25 de agosto, foram jogadas no oceano Atlântico durante uma cerimônia no navio da Marinha americana Philippine Sea.
As informações são da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos).
Armstrong foi piloto de caça antes de fazer parte do programa espacial. Ele morreu no mês passado em Ohio aos 82 anos. Antes do sepultamento, houve uma cerimônia na Catedral de Washington na quinta-feira.
A Nasa não divulgou o local exato da cerimônia.

6634 – China é maior esperança de retorno à Lua


Mais de quatro décadas após a primeira chegada do homem à Lua, protagonizada por Neil Armstrong –morto no sábado (25 de agosto), aos 82 anos–, as perspectivas de um retorno nos próximos anos nunca foram tão baixas. Um forte contraste com o que se imaginava apenas três anos atrás.
Durante o governo Bush, a Nasa trabalhou para reconstruir os passos do Projeto Apollo e retomar a exploração tripulada da Lua. Entretanto, diante de dificuldades orçamentárias, Barack Obama decidiu cancelar o plano e voltar a agência espacial americana para uma estratégia de incentivo à exploração comercial do espaço.
A ideia é acelerar o desenvolvimento de um substituto dos ônibus espaciais por meio de concorrência entre empresas e, com isso, baratear o custo de manutenção dos atuais programas.
Em tese, se o esforço prosperar, sobra mais dinheiro para tentar algo que vá além de visitas à Estação Espacial Internacional, nas imediações da Terra.
No entanto, no atual clima financeiro é mais provável que a redução nos custos se transforme em novos cortes ao orçamento da Nasa nos próximos anos, em vez de alimentar projetos ousados de exploração.
As empresas que agora disputam recursos da Nasa para desenvolver novas cápsulas espaciais naturalmente sonham com o retorno à Lua –e o dinheiro que poderão ganhar com ela. A companhia SpaceX, por exemplo, tem até mesmo uma família de foguetes em fase de projeto que poderia fazer o serviço. Falta quem pague a conta.

China, a bola da vez
Diante disso, no momento, só uma nação fala sério a respeito de missões tripuladas à Lua: China.
O programa espacial chinês é planejado majoritariamente longe dos olhos da mídia, mas sabe-se que há planos para a construção de um superfoguete com capacidade para impulsionar uma espaçonave tripulada na direção da Lua –um equivalente do antigo Saturn V americano.
No momento, a China trabalha com precursores não-tripulados, mas não seria surpreendente se o país oriental anunciasse nos próximos anos uma data concreta para o envio de taikonautas ao solo lunar. Contudo, essa futura visita não deve acontecer em menos de uma década.

6633 – O Último Pouso de Armstrong


O grande salto da humanidade

Morreu neste sábado (25) o astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, de complicações após uma operação para desobstruir quatro artérias coronárias.
Comandante da missão Apollo 11, Armstrong morreu em um hospital em Columbus, no Estado de Ohio, às 14h45 do horário local (15h45 do horário de Brasília).
Família diz estar de coração partido com morte de Armstrong
Ele se submeteu à cirurgia para desobstruir as artérias no dia 8 de agosto, apenas dois dias após seu aniversário.
Seu colega de missão Edwin “Buzz Aldrin” desejou rápida recuperação a Armstrong pelo Twitter. “Combinamos de fazer o 50º aniversário da Apollo em 2019”.
Armstrong nasceu em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta, no Estado de Ohio, Estados Unidos.
A Apollo 11 foi lançada do Cabo Canaveral, no Estado da Flórida, no dia 16 de julho de 1969. Ele pisou na Lua em 20 de julho, quando a missão espaçonave pousou na superfície lunar.
Dos 12 americanos que chegaram ao satélite terrestre até hoje, apenas oito estão vivos –e o mais jovem já está com 76 anos.
“SALTO PARA A HUMANIDADE”
O astrounauta é conhecido por ter dito a célebre frase “Uma pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” ao pisar na Lua.
Ele passou aproximadamente três horas andando em solo lunar com seu companheiro de missão, o astronauta Edwin “Buzz” Aldrin.
Em solo lunar, os dois coletaram pedras, hastearam a bandeira dos Estados Unidos, tiraram fotos e conversaram com o presidente Richard Nixon pelo telefone.
A missão que o levou à Lua foi seu último voo espacial.
Um ano depois, ele se tornou professor de engenharia da Universidade de Cincinnati.
Neil era um pouco recluso e morava em Indian Hills, na periferia de Cincinatti, com sua esposa Carol. Eles se casaram em 1999.
A Nasa divulgou nota lamentando a morte do astronauta Neil Armstrong na tarde deste sábado (25 de agosto). Para a agência espacial americana, ele foi um “verdadeiro herói americano”.

“Em nome de toda a família da Nasa, eu gostaria de expressar minhas profundas condolências para Carol e para o restante da família Armstrong. Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará incluído neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo em um mundo além do nosso.

“Além de ter sido um dos maiores exploradores da América, Neil possuía uma graça e uma humildade que era um exemplo para todos nós. Quando o presidente Kennedy desafiou a nação a mandar um homem para a Lua, Neil Armstrong o aceitou sem reservas.

A medida que entramos nesta nova era de exploração espacial, nós o fazemos nos apoiando sobre os ombros de Neil Armstrong. Nós velamos o falecimento de um amigo, de um colega astronauta e de um verdadeiro herói americano.

Charles Bolden, administrador da Nasa”

6452 – Astronáutica – Telepatia no vôo da Apolo 14


Os pioneiros do programa espacial, estavam tateando os limites da resistência humana. Mesmo no histórico projeto Apolo, cada missão vinha cheia de riscos.
O presidente Richard Nixon tinha no bolso um discurso pronto caso os primeiros homens a andarem na superfície da Lua – Neil Armstrong e Buzz Adrin – não conseguissem voltar.
O maior risco era de que o módulo lunar não conseguisse decolar da Lua depois das 22 horas que os astronautas teriam passado no Mar da Tranquilidade.
O segundo homem na Lua, Buzz Aldrin, disse que, graças ao treinamento e à concentração, não teve medo.
A criatividade humana e a curiosidade não têm limite.

O homem vai buscar sempre novas fronteiras espaço afora, cérebro adentro.
Ed Mitchell, astronauta da Apolo 14, diz que fez algumas experiências de telepatia no tempo livre, antes de dormir.
Eram 15 minutos por dia. Esses exercícios já eram feitos em laboratório. Ele queria ver se a distância de 300 mil quilômetros da Terra faria alguma diferença.
Ele usou cartas com símbolos e números.

Ele se concentrava e tentava adivinhar que carta era. Ao voltar, discutiu a experiência com matemáticos para checar a probabilidade de acerto.

Ed Mitchell disse que até que conseguiu bons resultados. Ele acertou algumas cartas cuja chance de acertar era uma em cada 3 mil.
Cada cientista, cada sonhador, desenvolve dentro da cabeça os projetos do futuro.
O avanço é coletivo. Para uma mente criativa e um espírito determinado, nenhum obstáculo dura muito tempo.