13.245 – Audiotecnologia – A invenção do k7


Depois do vinil, derivado do gramofone, foi a tecnologia de gravação que mais tempo demorou no mercado.
A fita cassete (também conhecida como K7 ou compact cassette) reproduz áudios. É formada por dois carretéis e uma fita magnética coberta por substância à base de ferro ou de cromo. Nela, há milhões de imãs bem pequenos que formam um campo magnético. Ao gravar uma música, as partículas se ordenam de modo que conseguem captar o som.
Todo esse mecanismo é revestido por plástico para facilitar o manuseio e a utilização. Diferentemente do CD e MP3, se quiser escutar a mesma música é preciso rebobinar, ou seja, apertar o botão que faz a fita voltar e dar stop no ponto que deseja ouvir.
O K7 foi lançado oficialmente em 1963 pela empresa holandesa Philips. Tinha cerca de 10 cm e caixa plástica que permitia maior economia de espaço e excelente manuseio comparado às fitas tradicionais da época, que eram de rolo (uma forma ainda mais antiga de gravar áudios).
No início, era possível gravar apenas 30 minutos em cada lado da fita, totalizando uma hora de gravação. Se usasse mais tempo, a qualidade do som ficava ruim. Ao longo do tempo, foram acrescentados recursos tecnológicos e as fitas passaram a armazenar conteúdo por 45, 60, 90 e até 120 minutos. A invenção representava uma revolução na época, pois ampliava as possibilidades de reproduzir música.
Lógico que há muito mais pra se falar dessa tecnologia, pois surgiram depois as fitas de cromo e metal para alta fidelidade, mas isso pode ser visto em outro artigo do ☻ Mega.

O walkman, primeiro leitor de áudio portátil, ajudou a aumentar o número de usuários das fitas. Assim como o MP3, fez muito sucesso entre pessoas que adoravam ouvir música em todo lugar. No entanto, era bem maior do que os aparelhos que temos hoje e precisava de pilhas.

Do vinil ao CD player
Atualmente é difícil ver alguém usar fita cassete para ouvir a música preferida ou para gravar um som. Há anos esse mecanismo não é mais utilizado. O mercado de cassetes entrou em decadência no fim da década de 1980 devido ao aparecimento do CD player, que tem maior espaço para armazenamento de dados e músicas e qualidade de áudio superior. Também permite mudar as faixas rapidamente e pode durar por mais tempo. Afinal, as fitas magnéticas são facilmente danificadas pelo calor.
Desde os anos 2000, a forma de armanezar músicas e dados é feita por meio da mídia digital. Chamada MP3, a nova tecnologia pode vir em um CD, cartão de memória ou DVD. Tem qualidade de som superior e maior duração.

MAIS ANTIGO
O CD é a versão moderna do disco de vinil, que toca na vitrola. É feito de resina plástica derivada do petróleo, chamada policloreto de vinila ou PVC (mesmo material dos tubos e conexões usados em construções). O vinil surgiu em 1948, mas só começou a ser produzido em grandes quantidades na década de 1970. Ele era chamado de Long-Play (LP).

 

Fita Gradiente

som3fitas

10.699 – Mega Memória – Mini Disc Sony


Tecnologia é no ☻Mega
Tecnologia é no ☻Mega

Não Colou…Normalmente a Sony vai na contramão dos outros fabricantes, talvez seja esse o motivo
Tratava-se um disco baseado em armazenamento de dados. Armazenando, então, algum tipo de informações, normalmente audio. A tecnologia foi anunciada pela Sony em 1991 e introduzida em 12 de Janeiro de 1992. Com o tempo, a Philips e a Matsushita, mais conhecida como Panasonic, também aderiram a tecnologia Digital Compact Cassette (DCC) system. O MiniDisc tinha como objetivo repassar o áudio de analógico, como é armazenado num cassete (tape) para o sistema digital de alta fidelidade.
MD Data, uma versão para armazenar dados de computador foi anunciada pela Sony em 1993, mas isso nunca obteve um grande significado, então, hoje os MDs são usados primariamente para armazenar áudio.
Com a necessidade de se impor no mercado e devido ao fracasso do formato DAT, a Sony lançou o Mini Disk (MD), que não é mais que um mini CD regravável, dentro de uma caixa protectora.
Embora o MiniDisc tenha tido certo sucesso, ele não surpreendeu muito nos EUA e na Europa como a Sony esperava, porém, no Japão era um sucesso absoluto, sendo muito popular. O pouco sucesso também era devido ao alto custo na produção de álbuns em MD, alguns álbuns foram realizados pela própria Sony, mas com o tempo houve uma descontinuidade do processo. O produto (MD) foi licenciado para outras companhias produzirem também, como: JVC, Sharp, Pioneer, Panasonic entre outras.
O disco é permanentemente guardado em um cartucho de 68×72×5 mm com um clip deslizante que só abre quando o disco é inserido no aparelho, sendo similar a um disquete 3″½. O disco é regravável; quando está sendo gravado algo no MD, é usada à forma magnética-óptica. O laser queima um lado do disco para fazê-lo suscetível a forma magnética para então gravar os dados. Uma cabeça magnética do outro lado do MD altera a polaridade da área “queimada”, gravando os dados digitalmente no MD. Quando for feita a leitura dos dados armazenados, a luz do laser identifica o local alterado magneticamente e assim interpreta os dados como 1 ou 0 na linguagem digital. De acordo com a Sony, MDs regraváveis podem ser regravados até 1 milhão de vezes. A partir de Maio de 2005, são lançados MDs de 74 minutos e 80 minutos. Os MDs de 60 minutos, até então populares, tiveram a produção interrompida, tornando-se raro encontrar algum. Os MDs possuem um processo de leitura óptica do qual a qualidade se aproxima aos CDs, sendo o MD fisicamente diferente.
MiniDiscs usam sistema regravável por meio de magnetismo-optico para armazenar os dados. Diferente de Cassete ou analógico Compact Audio Cassette, o MD é acessível aleatoriamente, tornando o acesso às músicas muito rápido. No começo do MD é gravada uma faixa que contém todas as informações sobre as posições de todas as tracks (faixas), pois quando somente algumas músicas são apagadas e outras são gravadas no lugar, será gravado nessa faixa inicial a posição dessas novas músicas, mesmo que tenham sido armazenadas em grupos diferentes.
É importante dizer também que já existe o Hi-MD da Sony, ele pode armazenar até 45 horas de músicas no formato ATRACplus3 em 1 Gb de espaço para armazenamento.
O audio num MD é comprimido no formato ATRAC (Adaptive Transform Acoustic Coding). Um CD tem uma descompressão de 16 bits stereo linear PCM audio. A descompressão do codec ATRAC não terá a mesma qualidade que a música tinha antes de ser comprimida, mesmo que ao ouvir a música pareça igual. A última versão da Sony é o ATRAC3plus, Sharp, Panasonic, Sanyo e Pioneer tem seus próprios formatos, porém eles são interpolados, diferente do princípio do Codec da Sony. Atualmente não são mais fabricados,muitas radios usam para suas gravação de propaganda.

Sony_Hi-MD_back

10.194 – Museu do Som – O Walkman


O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso...!
O obsoleto walkman um dia já foi um grande sucesso…!

Quando Akio Morita e Masaru Ibuka, fundadores da empresa Sony, tiveram a idéia de um aparelho portátil de cassetes, ninguém acreditou que fosse funcionar: quem poderia sair pelas ruas, com umas orelhas em cima das outras o dia inteiro? questionaram os responsáveis de marketing?
Entretanto, cinco anos mais tarde, a marca japonesa tinha vendido mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, dando um dos primeiros passos em direção da revolução multimedia do século XXI.
Tudo começou com o lançamento do Sony Walkman TPS-L2, no Japão, em 1 de Julho de 1979, quando a música virou portátil de uma vez e para sempre. Além de seu tamanho, o aparelho possuía várias características inovadoras para a época, incluindo saída dupla de audífonos, controles de volume independentes para os canais esquerdo e direito e um diferente botão laranja, na parte superior, que baixava o volume da fita e ativava um microfone, para que o usuário pudesse falar com alguém próximo, sem ter que pausar a música ou tirar o headfone.
O desenho e grande parte da mecânica do primeiro Walkman foi o resultado de uma adaptação realizada num modelo anterior de gravador- cassete, desenhado para jornalistas e repórteres, que tinha no entanto pouca qualidade de áudio na reprodução, já que seu foco era muito mais a função de gravar.
Como estratégia publicitária, o próprio Morita encarregou-se de enviar de presente um Walkman a cada estrela de cinema e televisão, tanto americana como japonesa. No momento do lançamento, o Walkman era vendido em torno de 150.00 dólares e os modelos que se seguiram foram melhorando tanto em estilo como utilização: em 1983 surgiu uma versão esportiva, amarela, a prova d’água e tombos e outra do tamanho de uma fita cassete, que cabia em qualquer bolso.
Em 1984, aparece no mercado o primeiro aparelho de discos compactos, o CD-Walkman, modelo D-50. E a partir de 1992, surge um modelo capaz de reproduzir minidiscos e, posteriormente, versões que podiam reproduzir diferentes formatos de arquivos.
Com a origem da era multimedia digital, o Walkman começou sua saída definitiva do mercado, dando lugar aos dispositivos do tipo Ipod e similares, que centralizam a possibilidade de reproduzir todo e qualquer tipo de arquivo de som, vídeo e inclusive aplicativos de software.
A Sony dedicou o nome Walkman a uma linha de celulares e em 2010 anunciou o término da venda e produção do Walkman de cassete, com 200.020.000 unidades vendidas ao longo de sua existência.

6843 – Museu do Som – O Micro System da Aiko


A Evadin Indústrias Amazônia S/A é uma das empresas do grupo empresarial Evadin.
Há mais de trinta anos no mercado, iniciou suas operações em 1.967 como importadora e distribuidora exclusiva dos produtos da empresa japonesa Mitsubishi Electric no Brasil.
Foi pioneira na Zona Franca de Manaus, onde inaugurou sua indústria em 1.972, produzindo eletrônicos com a marca própria Aiko. À partir de 1979, passou a fabricar, distribuir e garantir em todo o território nacional, Televisores e Videocassetes com a marca e tecnologia Mitsubishi.
Em 1994, a Evadin começou a montar os telefones celulares Motorola e, no ano seguinte, recarregadores de baterias.
No ano 2.000 a Evadin ingressou no segmento de informática, passando a desenvolver, industrializar, distribuir e garantir microcomputadores e monitores de vídeo com a marca PCI, bem como monitores de vídeo para a AOC.
Em 2.003 a Evadin reiniciou a fabricação e distribuição de telefones celulares, agora com sua marca Aiko.
Hoje a Evadin ocupa um lugar de destaque entre as empresas do ramo eletrônico, resultado de seu contínuo aperfeiçoamento de tecnologia, vocação para produtos de alta qualidade e dedicação ao mercado brasileiro.
Sua fábrica, uma das mais modernas da Zona Franca de Manaus, localiza-se em uma área construída de 50.000 m², e seus produtos estão presentes em cerca de 6.000 pontos de vendas em todo o Brasil, sendo 2.500 só em São Paulo.
A administração central, estrutura de apoio e central de atendimento ao consumidor e ao revendedor estão na capital de São Paulo, em um prédio próprio com 25.000m² de área construída.

Veja ele aqui com o equalizador da Tarkus

O Micro System da Aiko foi lançado em 1982, era um sistema compacto de alta potência e qualidade e que competia com sistemas residenciais modulados bem maiores. O produto foi um sucesso de vendas. Consistia em um amplificador, um tuner digital e um tape deck, todos independentes, que eram conectados entre si atraves de um plug dim ou Philips, ao contrário dos demais que usavam plug RCA.
Um dos melhores equipamentos portáteis já fabricados no Brasil.
A tarkus desenvolveu um equalizador de tamanho reduzido que podia ser adaptado ao conjunto.

O conjunto original

Amplificador PA-3000

Potência de saída por canal
20W RMS (? Ohms, 1% THD, 20Hz – 20kHz)
40W RMS (? Ohms, ? THD, ? Hz – ? kHz)
Resposta de Freqüência
20Hz – 20kHz (+/-0,2dB)
Relação Sinal/Ruído
46dB (Phono)

71dB (Line)
Sensibilidade e Impedâncias
0,6mV / 47k ohms (Phono)

35mV (Tuner/Auxiliar)

64mV (Tape)
Phono Overload
150mV (1kHz) / 47k Ohms
Equalização Phono (curva RIAA)
20Hz – 20kHz (+/-0,5dB)
Controle de tonalidade
-9dB / +8dB a 100Hz (Graves)

-9dB / +8dB a 10kHz (Agudos)
Loudness
+5dB a 100Hz, +5dB a 10kHz
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo
100W (máx. sinal)
Dimensões
210 x 67 x 173 mm

Tuner DT-3000 (digital)
Especificações Técnicas

Faixa de sintonia FM
88 – 108mHz
Sensibilidade útil
3,16uV (15dBf)
Faixa de sintonia AM
525 – 1650kHz
Sensibilidade útil
398uV/m
Resposta de Freqüência
30Hz – 15kHz (-0,5dB)
Relação Sinal/Ruído
60dB
Separação entre canais
40dB (1kHz)
Saídas de Audio
560mV (FM), 250mV (AM)
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo

Dimensões
210 x 67 x 173 mm (LxAxP)
Peso
2,1 Kg

Tapr Deck TD-3000
Especificações Técnicas

Fitas compatíveis
Norm / FeCr / CrO2
Velocidade da Fita
4,75 cm/s
Resposta de Freqüência
40Hz – 12,5kHz (Norm) -3dB

40Hz – 14kHz (CrO2) -3dB
Distorção Harmônica Total (THD)
1,5%
Relação Sinal/Ruído
50dB (NR off)
Wow & Flutter
0,2% (wRMS)
Separação entre canais
45dB (1 kHz)
Nível de entrada
60mV
Impedância de entrada
47 k Ohms
Nível de saída
500mV
impedância de saída
2k2 Ohms
Alimentação
117/220V (60Hz)
Consumo
10W
Dimensões
210 x 138 x 173 mm (LxAxP)
Peso
2,5 Kg

5848 – Museu do Som – O Conjunto 3X1


Conjunto da National

O conceito de conjunto de som 3X1 surgiu no Brasil no início da década de 1970 com o advento dos transístores, que acabou permitindo uma miniaturização dos aparelhos, possibilitando uma compactação. Tal sistema empregado para uso doméstico viria a desbancar as rádio-vitrolas à válvula, grandes e frágeis e com alto consumo de energia elétrica. Mas eles tinham um forte concorrente, os equipamentos de som modulado, geralmente com muito mais recursos e com projetos importados eram considerados semi-profissionais, como o System One da Gradiente, do qual já falamos em um outro capítulo. Destinados a um público mais exigente e com maior poder aquisitivo, sendo um mero sonho de consumo para os mais pobres.
Alguns fabricantes de 3X1 eram a National, a Philips, a Sony, CCE, Semp Toshiba, Telefunken, Sharp, Sanyo, Evadin, entre outros.

Conjunto da Sharp

5360 – Museu do Som – A Cygnus


Tuner TU 800 foi um dos primeiros digitais

Uma marca brasileira de primeiríssima linha, desing futurístico e moderno e que conquistou o público especializado há 3 décadas.
A empresa foi fundada em 1972, originalmente em Buenos Aires – Argentina, e transferida para São Paulo em 1976.
Cygnus Eletrônica do Brasil Comercial e Industrial Ltda.
Rua Bahia, 897 – Higienópolis – São Paulo – SP
Cygnus Eletrônica Ltda.
Rua Antônio Vera Cruz, 199 – Casa Verde Alta – São Paulo – SP
Vejamos aqui alguns de seus equipamentos:
Cygnus – Linha Profissional
* Remote Control Processoir RC800
* Digital AM/FM Stereo Tuner TU800
* Full Control Stereo Preamplifier CP1800
* Stereo Graphic Equalizer GE1800
* Dynamic Noise Reduction Processor NR800
* Four Way Stereo Eletronic Programable Crossover EC400
Após alguns anos de sucesso a marca deixou de existir, alguns ex funcionários abriram uma fábrica com outro nome (UNIC), com projetos parecidos, mas que não durou muito tempo.
Veja a apresentação da empresa:
Unic Audio
Formada por profissionais com amplo knowhow em projeto de equipamentos de som profissional e larga experiência adquirida em conceituadas empresas do ramo.
Os equipamentos com a marca UNIC oferecem alta qualidade, excelente performance e fino acabamento. São amplificadores de potência, mixers, pré-amplificadores, equalizadores, mesas de som, amplificadores integrados com mixer de microfones para uso em karaokê, e ainda, amplificadores de linha de 70 ou 100 Volts, transformadores, gongo e sintonizador de AM/ FM, destinados à sonorização ambiente de aeroportos, magazines, auditórios, hotéis, escolas, academias de ginástica, igrejas, supermercados, cinemas, etc.E sempre que necessário com o suporte ao projeto do pessoal técnico da UNIC.
veja, ouça e compare:

Outro UNIC, quem conheceu ambas as marcas notou a incrível semelhança!

5266 – Museu do Som – A Gradiente


Gradiente é uma empresa brasileira de eletroeletrônicos. A empresa, fundada em 1964 no bairro Pinheiros em São Paulo, cresceu fortemente durante a década de 1970 devido principalmente a três fatores:
a proibição da importação de equipamentos eletrônicos; (protecionismo)
o crescimento econômico brasileiro conhecido como milagre econômico;
a implantação do polo manufatureiro da Zona Franca de Manaus.
De uma uma fábrica de pequeno porte, a Gradiente transformou-se em um poderoso grupo do setor de eletroeletrônicos.
A Gradiente encontrou em problemas financeiros de 2007 até 2008. Além da concorrência mais acirrada, o que derrubou a empresa, segundo o próprio Eugênio Staub, foram dois outros fatores: a primeira foi a compra da Philco em 2005 por 60 milhões de reais. Dois anos depois, a empresa foi vendida por 22 milhões de reais, a fim de reduzir o rombo financeiro. Outro problema foram falhas administrativas que, em 2007, praticamente paralisaram a companhia.
Boa notícia:
Desde 2007 a empresa entrou em processo de recuperação e voltará ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2012.

O projeto da linha compo era da inglesa Garrard

O Nome Gradiente
No cálculo vectorial o gradiente é a alteração no valor de uma quantidade por unidade de espaço.
Por exemplo, o gradiente do potencial eléctrico é o campo eléctrico. O gradiente da energia de campo é a força de campo.
Os gradientes de tensão em redes elétricas são, depois dos transientes, os maiores causadores de danos em circuitos eletro-eletrônicos.
O retorno da energia elétrica numa linha de transmissão longa, após uma interrupção da mesma, faz-se acompanhar por transientes de tensão elevada até à estabilização do circuito. Simultaneamente, manifesta-se na rede um movimento oscilatório de baixa frequência, composto por gradientes positivos e negativos, denominados harmônicos, que fazem elevar e reduzir a tensão, acima e abaixo do seu valor nominal.

Amplificadores compo, a famosa linha de amplificadores dos anos 80

4567 – Museu do Som – As Rádio-Vitrolas


Por Carlos Rossi Exclusivo para o ☻ Mega

Equipamento de 1951

Eram um misto de rádio AM (na ocasião ainda não existiam emissoras de FM, e as primeiras eram como as TVs por assinatura de hoje) e um modelo de toca-discos de vinil, com cápsulas de cerâmica, moderno para a década de 1950 e 1960, mas já obsoleto na década de 1970. Foram desbancadas pelos aparelhos 3X1 transistorizados.
O amplificador das rádio-vitrolas era valvulado e o gabinete de madeira, onde ficavam também os alto-falantes formava uma peça em monobloco.
A qualidade do som dos amplificadores á válvula era imbatível, mas havia defeitos.
Peso, tamanho do circuito e consumo de energia eram problemas. Com as viagens espaciais, a NASA desenvolveria sistemas de miniaturização de circuitos eletrônicos e que iria resultar em avanços também na área de audiotecnologia.
Os radinhos de pilha “solid state”, ou transistorizados foram a sensação do início da década de 1970.

Rádio Nissei transistorizado, já com FM, da segunda metade da década de 70, excelente qualidade de som e baixo consumo

Na segunda metade da década de 70, surgiu um novo conceito de alta fidelidade com os conjuntos de som modulado e já nessa época, rádio-vitrolas já não eram mais fabricadas. Mas o som dos amplificadores valvulados ficou na saudade, com seus graves cheios e incomparáveis, mesmo aos mais modernos subwoofers que temos hoje.

Rádio vitrola valvulada da década de 1960

4338 – Museu do Som – A Greynolds


Uma marca nacional de qualidade

Linha da Greynolds

Greynolds: Histórico da Empresa
Fundadores/Proprietários:
Ademar Larinni (Administração)
José da Rocha Paes (Administração)
João Eduardo Ferreira (Projetos)
Curiosidades:
Pouco tempo antes da fundação da Greynolds, João Eduardo Ferreira e Bruno Nerici já haviam fundado outra empresa de equipamentos de áudio, a Unimack.
A maioria das cotas societárias da empresa Greynolds (Lambda) foram adquiridas pela Bravox. Logo após, a Greynolds encerrou suas atividades.
Caixa Acústica LC-50
Especificações Técnicas

Sistema
Bass Reflex / Duto Sintonizado
Potência Máxima Admissível
50W IHF (potência musical)
Impedância – 8 Ohms
Resposta de freqüência: 30Hz – 23kHz
Sensibilidade – 98dB (1W/1m)
Número de vias – 3
Freqüência de transição – 800Hz / 5kHz
Atenuação do divisor – 6dB/oitava
Woofer:1 falante de 10″ Mid range -1 falante de 4″ Tweeter 1 falante de 3″
Dimensões – 362 x 540 x 281 mm (LxAxP)
Peso 13 Kg
Ano 1976

O digital era o top de linha

Receiver LR-4000
Foi o 1° receiver digital nacional, depois viria do da Gradiente, que mostraremos em um outro capítulo
Especificações Técnicas
Potência de saída por canal – 50W RMS (8 Ohms)
Potência efetiva – 72W RMS (4 Ohms)
Potência efetiva -140W IHF (4 Ohms) Potência musical
Impedância de saída – 4 a 16 Ohms
Resposta de Freqüência -10Hz – 30kHz (-1dB) e 20Hz – 20kHz (-0,5dB)
Distorção Harmônica Total (THD) 0,2%
Fator de Amortecimento (Damping)
50 (1kHz, 8 Ohms)
Relação Sinal/Ruído 50dB (Phono)
70dB (Line)
Sensibilidade e Impedância – 3 mV (Phono)
170mV (Line)
Controle de tonalidade +/-10dB a 100Hz (Graves)
+/-8,5dB a 1kHz (Médios)
+/-10dB a 10kHz (Agudos)
Loudness (reforço para graves e agudos)
+6dB a 100Hz, +5dB a 10kHz
Hi-Cut-6dB a 10kHz (Filtro)
Lo-Cut-7dB a 100Hz (Filtro)
Alimentação
115/220V (50/60Hz)
Consumo -35W (sem sinal) / 300W (máx. sinal)
Dimensões
470 x 158 x 383 mm (LxAxP)
Peso
12,6 Kg (líquido) / 14,2 Kg (bruto)
Ano – 1979

Anúncio da Mesbla, bons tempos...

4235 – Audiotecnologia – Som Automotivo – A Motorádio


Cronologia dos rádios automotivos:

1930 – Invenção e comercialização do rádio automotivo modelo Motorola 5T71 por Paul Galvin nos Estados Unidos.

1932 – A fábrica Blaupunkt na Alemanha produz o primeiro rádio para um carro Studebaker.

1938 – A Pioneer é fundada em Tokyo, Japão

1952 – A Blaupunkt produz os primeiros receptores de FM.

1956 – Inovações tecnológicas permitem o aparecimento dos primeiros toca-discos nos carros Chryslers.

1964 – Phillips lança os primeiros toca-fitas, que iriam se popularizar na década seguinte.

1978 – Rockford Fosgate lança no mercado amplificadores para rádios de carro.

1980 – Aparecem as primeiras competições de som automotivo. A disputa é para saber quem possui as maiores potências e as melhores instalações dos rádios.

O pioneirismo da Motoradio
Hiroshi Urushima, 63 anos, chegou ao Brasil em 1936 com os pais e sete irmãos. “Meu pai era comerciante e não agüentou o trabalho na enxada, morreu logo no início”, recorda Urushima. “Eu e meus irmãos também não gostávamos de lavoura e fomos arranjando empregos na cidade. Com 14 anos, em 1938, eu comecei a trabalhar como auxiliar de um alemão que consertava rádios no bairro de Pinheiros, em São Paulo”, resume o fundador e presidente da Motorádio, empresa de 2 500 empregados, com três fábricas no Brasil.Coroada no ano passado com a Ordem do Mérito do Trabalho (”Sempre fui operário, nunca tirei férias”, diz ele com orgulho), a carreira industrial de Urushima no setor eletroeletrônico foi construída a partir de seu próprio empenho em aprender.Durante a guerra, Urushima ganhou dinheiro fabricando transformadores para empresas e potentes receptores de rádio encomendados por imigrantes que só se preocupavam em ouvir notícias diretas do Japão. Sua obsessão por fabricar auto-rádios, motivo de zombaria na década de 40, permitiu-lhe ser o primeiro fabricante brasileiro desse produto. Antes mesmo da implantação da indústria automobilística no país, por volta de 1954, Urushima começou a fornecer rádios em série para a Mesbla, que os revendia como opcionais dos veículos Chevrolet importados dos Estados Unidos. Mesmo depois da organização da Motorádio, em 1963, Urushima ainda continuou por vários anos funcionando como o cérebro da empresa. Alguns anos mais tarde, quando a concorrência se tornou mais acirrada no mercado, ele transferiu de casa para a fábrica uma estante com 440 livros japoneses –
De 1970 a 1978, com a mesma intenção, Urushima manteve com a poderosa Sony uma associação (Sony-Motorádio), por meio da qual a empresa brasileira fabricava radiogravadores, aparelhos de som e televisores vendidos pela Sony. Para não ser engolido pelo sócio, Urushima desfez a associação ao sentir que já tinha absorvido um grau de conhecimento tecnológico suficiente para andar sozinho.
Nem por isso ele perdeu a amizade e a admiração do fundador e presidente da Sony, Akio Morita. Durante uma visita às instalações da Motorádio em São Paulo, há vários anos, Morita disse a Urushima: “Se você tivesse ficado no Japão, teria construído uma empresa maior do que a minha”. Foi um dos maiores elogios já recebidos pelo fundador da Motorádio.
Apesar do pioneirismo e da luta selvagem para não perder o passo na corrida tecnológica, a Motorádio foi amplamente ultrapassada no mercado da linha automotiva pela alemã Bosch e pela norte-americana Philco. Mas o estilo de seu fundador não permitiu que a empresa sucumbisse ante seus poderosos concorrentes multinacionais. Urushima lançou-se de tal forma à verticalização e à diversificação que, embora mantenha o nome, já não são os rádios para carros que respondem pela maior parte do faturamento da Motorádio (1,7 bilhão de cruzados em 1987).
Fôlego de Gato
Apesar de grandes empresas tradicinais como a Gradiente terem sucumbido, a Motorádio se mantém de pé.
Tendo reduzido seu pessoal de 4 000 para 2 000 entre 1982 e 1985, a empresa fabrica hoje 23 produtos diferentes, fornece 5 milhões de peças mensais para terceiros e até se firmou no setor de móveis, a partir de uma marcenaria implantada para produzir caixas de alto-falantes. Com capital do BNDES e ações nas Bolsas de Valores, a Motorádio se prepara para lançar não só novos rádios mas também fornos de microondas e aparelhos fac-símile.