12.973 – Música – DJs no rádio


julinho-mazzei
Vamos falar aqui só de FM, embora um programa famoso da rádio
Mundial do RJ, o Ritmo de Boate, tenha também se destacado.

O primeiro programa que me vem a lembrança, foi o Jovem Pan Disco Dance, na Jovem Pan 2, apresentado por Mike Nelson (na realidade Tutinha, o “Boss” da rádio) e Jackie Costeau (Alaor Coutinho).
Este programa estreou em fevereiro de 1978 e tinha como base os lançamentos internacionais, mixagens, excelentes vinhetas e muito, mas muito humor, característica herdada da Jovem Pan AM com seu famoso “Show de Rádio”.
As mixagens e a plástica do programa ficavam a cargo de Tuta Aquino e também do Dj Grego , já consagrado DJ, que sempre estava por lá fazendo suas edições clássicas.
Mike Nelson comandou também por algum tempo, o programa “Super-Quente”, que chegou até ter o nome inicial de “Cidade Quente”, mas que por razões óbvias teve que ser trocado.

Era o típico programa de “as melhores do dia”, sempre às 6 da tarde. Este programa evoluiu depois para o Hit Parade da Pan. Mas não vem ao caso.

Entre 1977 e 79, a febre “Disco” era fortíssima, embalada pelo filme Saturday Night Fever e pela Novela Dancing Day´s, com isto praticamente todas as emissoras mantinham programas especializados na Dance Music.

Começava uma super safra de deejays no dial paulistano.

Um exemplo era a Excelsior FM (90,5), que todos os dias tinha programas de discotecagem.

Com os deejays de discotecas famosas de Sampa. Ali estavam os DJ´s : Newton e Sergio Luiz do Banana Power,
DJ Robertinho do Papagaio´s,
Mister Sam (aquele mesmo da Gretchen !!),
DJ Toni da FM Disco Show,
Super-Zé e o DJ Grego, que chegou a ter dois programas na semana, um deles nas madrugadas de sábado da Excelsior FM 90,5, o “Disco Mix”.

DJ Grego e Greguinho eram os reis da edição e sempre eram convidados a participar de diversos outros programas em outras emissoras.

Na FM Record o programa era o Disco Mix, homônimo do programa do DJ Grego. As características mais marcantes do programa da FM Record era a “Reverberação” (Aliás, toda a programação era com eco, chegava a irritar) e a abertura com o “apito de trem” da música Disco Moscow do Telex.

A Transamérica Quadri-Stereo tinha o programa “Discoteque” apresentado por Carlos Townsend e também por Elói De Carlo, aos sábados à noite.

Carlos Townsend, foi o cara que mudou o conceito do FM no Brasil criando a Rádio Cidade, primeiro no Rio, depois em Sampa.

Ele comandava este programa que era mixado por um jovem DJ carioca, Giancarlo Secci, que fazia muitas montagens e medleys no programa e acabou sendo o deejay da boate mais famosa de São Paulo, The Gallery.
Com o fim do “Discoteque”, Giancarlo Secci comandou um programa próprio, que era transmitido pela Rede Transamérica e para outras emissoras no Brasil inteiro, o “Dancing Nights”.

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Este programa fez muito sucesso nas noites de sexta-feira, como uma avant-premiere do final de semana.
Para ser transmitido por todas filiadas da Rede, Giancarlo Secci gravava uma fita de rolo Master e na filial de São Paulo, replicava em, pelo menos , mais 23 fitas que eram enviadas as outras emissoras. Um trabalho e tanto para nos presentear com os últimos lançamentos.

Outro grande programa, em caráter nacional, foi o “The Big Apple Show” com Julinho Mazzei.

Início da carreira no rádio, deste que é até hoje um ícone do FM, um apaixonado por música que vivia em Nova York na época.
Julinho Mazzei começou a produzir os primeiros TBAS para a antiga Rádio Difusora de São Paulo, o programa, começou na emissora de AM e depois passou para a Difusora FM 98,5 , período que comecei a ouvir e gravar (1978).
Julinho mandava a gravação do programa, em Fita de Rolo, por qualquer pessoa, que encontrasse, no Aeroporto de Nova York e que estivesse embarcando para São Paulo. Um ritual semanal, que só mesmo um apaixonado pelo que faz, teria todo este trabalho.
Para ter a falsa impressão que o programa era transmitido, ao vivo, via-satélite (algo inviável, financeiramente, naqueles tempos), a Rádio Difusora estragava o material, adicionando um efeito, que parecia que tinha sido feito dentro de um balde. Era muito esquisito, mas as músicas e a apresentação, nota 10, eram totalmente diferentes do padrão que existia e compensavam esperar até às 11 da noite para ouvir este programa.
No final de 82, aparece a Nova Bandeirantes FM, com uma linha “Black Music” e trazendo de volta os deejays, que haviam sumido temporariamente do dial, para sua programação.

Uma rádio que começou a incomodar a concorrência, que torcia o nariz para aquela linha musical.
Todas as noites havia o programa “Meia hora para você gravar” que com o sucesso evoluiu para “Uma hora…”.

Muitos devem se lembrar de programas com os deejays Carmo da Contra-Mão, Iraí da Toco, Grande Master Ney da Chic Show, entre outros.

Uma curiosidade: Emílio Surita do Pânico, foi o locutor do horário da noite em 1983, (antes de ir para a Jovem Pan 2), e apresentava os set´s desses DJ´s.

A verdadeira Rádio DJ, foi sem dúvida, a 89 Pool FM, que tinha deejays mixando o tempo todo quase que integralmente. Se não fosse em programas específicos, era em remixes veiculados na programação normal.

A Rádio era uma verdadeira festa. Foi na 89 Pool que ficamos conhecendo novos pilotos das pick-up´s : DJ Cuca, Sílvio Muller, Dynamic Duo, Ricardo Guedes e outros já consagrados, como, Julinho Mazzei, Grego, Iraí Campos. Cabelo.

Mas como o que é bom sempre dura pouco, menos de um ano depois a rádio já estava esvaziada e ao completar 13 meses, foi substituída.

Depois da fase da 89 Pool FM, ocorreu uma entresafra de rádios dance e consequentemente os programas de mixagens tinham sumido do dial paulistano.

Um período de 2 anos que parecia uma eternidade, até que em 1987, a Bandeirantes FM (96,1), agora somente Band FM, coordenada pelo locutor João Carlos, o Joca, apostou em um estilo musical recente : A House Music.

Voltam os DJ´s e pela primeira vez acontece, programas de mixagens, “ao vivo”, no rádio, com o programa “Band Dance” com Iraí Campos, às sextas-feiras.
A Band FM, comprou um par de Technics SL-1200MKII e os deejays poderiam ali brincar.
Foi também na Band que surgiu os programas de mixagens ao meio-dia.
Com apresentação do jovem locutor Hamilton “Banana”, o Fresh Music, conquistou os amantes das pistas, neste novo horário.
Cada dia da semana uma casa noturna enviava seu deejay residente para apresentar 30 minutos do estilo musical da casa.

Já nos referimos em outra matéria aos programas Discotheque e Dancing Nights, ambos da Transamérica que também marcaram época e mereceram um capítulo a parte.

Em 1989, uma nova opção, aparece, com a proposta de realmente ser nova.
A Nova FM Record. Uma rádio que marcou. Com o slogan ” A Radio Dance”, a Nova FM Record e posteriormente Nova FM, acredito que foi a rádio mais marcante (junto com a Pool 1), com presença e influência na cena Dance de São Paulo.
Muito se deve , é claro, a boa fase musical internacional, que a rádio atravessou no final dos anos 80 e começo dos 90, com a fase de ouro da House, passando por novas tendências, como o Tecno e o Jungle, o Rap, Reggae até o Grunge.
Novamente o programa , mais famoso era na hora do almoço, nada mais sugestivo, que “Lunch Break”.
Outros programas também tiveram seu sucesso e não poderia ficar de fora : Megamix, DJ 40, Rap Attack, Seis e Dance e até o Grafite.
Junto com os DJ´s, os locutores também marcaram a Nova FM : Beto Keller, Bob Fernandes, Alexandre Medeiros, Hamilton Banana, Edu Mello, entre outros.
Nesta fase, a Nova FM, só teve mesmo um pouco de concorrência, com a Manchete FM, que tocava mais o estilo Hip-House, Miami Bass, influência da matriz da rádio. Destaco o programa “Drive Time”, nos finais de tarde, com apresentação de Ritchie (nada a ver com o cantor).

A partir dos anos 90, as rádios de público jovem, sofreram uma “pasteurização” e praticamente todas tocavam de tudo, para agradar gregos e troianos.
Mas uma Phoenix ressurgiria das cinzas, numa nova frequência (95,3), de concessão do mesmo grupo da frequência 89,1, a 95 Pool FM viria a dar as cartas novamente, tirando do marasmo em que se encontrava, o FM.
Com a coordenação do DJ Ricardo Guedes, a proposta desta rádio era resgatar as boas músicas, sem muito blá,blá,blá. O negócio era música boa e o estilo “Zero Talk”. Aí nem precisava de programas especiais, a programação era um verdadeiro oásis no deserto FM.
Mas novamente o oásis secou e junto foram as nossas esperanças de uma rádio com qualidade adulta, mas na linha Dance.
Até chegarmos na Energia 97, que mantém o mesmo estilo há mais de 10 anos, sem concorrência e sem o impacto daqueles tempos de ouro.

DJ Robertinho do Gallery

 

DJ Iraí Campos

 

 

12.888 – Música Dance – O vocalista do Black Box era um Travesti?


Black Box foi um projeto musical formado no final da década de 1980, na Itália, pelos produtores Daniele Davoli, Mirko Limoni, Valerio Semplici, firmando-se como um dos principais projetos de Italo House, ou Italo Disco. Os produtores também usavam diversos monikers, ou nomes diferentes, como: Starlight e Groove Groove Melody.
O primeiro single “Ride on Time” foi o seu maior sucesso, não só na Itália, mas no mundo inteiro. Foi o single mais vendido na Grâ-Bretanha em 1989. Por seis semanas seguidas ficou no número 1. Ainda hoje, figura entre os Top 100 singles mais vendidos na Europa.
Uma das maiores particularidades do Black Box foi o fato dos produtores usarem uma modelo para aparições em programas de TV e videoclipes. A modelo era a belga Katrin Quinol que dublava os vocais sampleados da música “Love Sensation” de (1979), sucesso da era disco na voz de Loleatta Holloway e produzido por Dan Hartman. Mesmo com o sucesso do single, o Black Box acabou perdendo muito dinheiro, pois foi processado por Loleatta Holloway por usar seus vocais sem a devida autorização.
Em 1990, o Black Box lançou o álbum “Dreamland”, que continha outros grandes sucessos, como “Everybody, Everybody” e “Strike it up”, que também usavam vocais sampleados, dessa vez de Martha Wash, outra diva da era Disco, essa sim, recebeu os devidos créditos.
O Álbum contava ainda com uma versão de “Fantasy” da banda funk Earth, Wind and Fire.
O Blackbox foi um dos poucos grupos da italo disco a chegar ao sucesso mundialmente. “Dreamland” ganhou disco de ouro nos EUA e Grã-Bretanha. Conseguindo emplacar seis hits, tanto nos charts comerciais, como no de clubs.

Marta Whash nos vocais
O clip da música Strike it up mostrava uma outra cantora dublando a voz da Diva Wash, a cantora em questão era a bela modelo negra Katrin Quinol vocalista do Blackbox que na verdade não cantava apenas dublava , com o escândalo veio a tona outra polémica que Katrin Quinol possivelmente seria um travesti. O escândalo em torno da verdadeira voz por trás da música do Blackbox só foi possível, porque Martha Wash indignada com a situação moveu um processo contra o grupo(fato que na época se tornou um marco, pois era comum usar vozes de outros cantores sem pagar direitos autorais devidos) e ganhou a causa com uma boa quantia em dinheiro e reconhecimentos do público.

10.341 – Mundo dos DJs – Conhecendo a parafernália


Por Master DJ Carlos

Master DJ Carlos
Master DJ Carlos

O equipamento básico de um disc jockey, mais conhecido como DJ, é composto de dois toca-discos e um mixer – aparelho que permite que duas músicas toquem sincronizadas. O trabalho do DJ é misturar os sons das músicas nas caixas de som, passando de uma para outra sem interromper o batidão e controlando a vibe da festa. Instrumento típico das pistas de dança, foi a pickup que tirou os DJs dos estúdios de gravação e de rádio para roubar a cena das discotecas no final da década de 1970. Com o crescimento da música eletrônica, os DJs fizeram a festa misturando estilos e pedaços de canções para criar composições próprias. Até os anos 80, a discotecagem era feita apenas com discos de vinil, mas hoje já dá para fazer barulho com CDs e até arquivos MP3.

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CDJ
Nesse aparelho, o DJ toca CDs. Como faz com o vinil, ele pode rotacionar para frente e para trás rapidamente, mandando efeitos de scratch. Além de poupar o DJ de carregar um monte de vinis – um CD pode conter MP3s com músicas de vários discos -, alguns CDJs têm entrada USB para pendrives.

Pick-up
Os aparelhos mais tradicionais da discotecagem tocam os bolachões de vinil e são ligados diretamente no mixer. Além do prato para o vinil, a pickup tem o pitch: botão deslizante que regula a velocidade do disco e permite sincronizar a música que está tocando com a que vem na sequência.

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MIXER

Serve para unir os canais de som dos toca-discos e direcionar a música para as caixas de som. O DJ escolhe o que vai tocar deslizando os botões de volume de cada canal. Para abrir o som de um ou outro aparelho – ou manter os dois sons saindo juntos -, o DJ desliza o crossfader.

Pré mixer antigo, o AP2 da Tarkus
Pré mixer antigo, o AP2 da Tarkus

DECODIFICADOR

Esta placa de som, ligada a um computador, faz o DJ tocar com arquivos digitais usando uma pickup analógica. O truque acontece com o DJ manipulando um “disco branco” – sem música gravada. As “manobras” do DJ no disco interferem no jeito como o som digital é reproduzido

CONTROLADOR

Também ligado diretamente ao computador, reproduz sons padronizados ou trechinhos de música, ou samples. Para disparar esses retalhos de som, o DJ programa um aparelho chamado pad. Cada tecla do pad dispara um sample, que é reproduzido ao vivo enquanto rola a música principal.

controladora Hércules

FONE DE OUVIDO

Para controlar a música que vai entrar, o DJ usa um fone plugado numa saída separada das que vão para as caixas. Um bom fone isola o som do ambiente e tem articulações para o DJ adaptá-lo ao ouvido

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Discotecagem deu origem a vários estilos musicais

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TECHNO (anos 70)

Nascido em Detroit, o techno foi criado por DJs e produtores influenciados pelo som das bandas alemãs Kraftwerk e Tangerine Dream

HIP-HOP (anos 70)
A mistura do hip-hop com outros gêneros criou bandas como Beastie Boys e Prodigy

HOUSE (final dos anos 80)
Surgido nos EUA, o house tem várias vertentes e atualmente tem forte presença francesa, representada por artistas como Daft Punk e Mr. Oizo

Garage
Garage

DRUM & BASS (anos 90)
Popularizado na Inglaterra e tocado por nomes ainda hoje de peso, como Marky e Rony Size

TRANCE (anos 90)
Som típico das raves, é representado por nomes como Paul van Dyk, Tiësto e Armin van Buuren

10.250 – DJs do Século 21 – Tecnologia digital invade mundo dos DJs


Mix Vibe é um dos melhores softwares em matéria de qualidade de som
Mix Vibe é um dos melhores softwares em matéria de qualidade de som

A influência da música digital sobre o trabalho dos DJs, tem mudado o pensamento dos mais antigos e estabelecidos formadores de opinião no setor de música. Seria possível imaginar que os DJs, obcecados por vinil, resistiriam a substituir suas velhas bolachas por arquivos digitais. Mas a música digital não só conquistou esse espaço como se tornou parte essencial do trabalho deles.
“Todo mundo está no reino digital, agora”, disse Marlon Williams, mais conhecido no mercado como DJ Marley Marl. Williams é um artista e produtor de hip-hop que apresenta um programa semanal de rap na rádio WWPR, de Nova York, dirige a rádio online futureflavasonline.com e mantém agenda ocupada em casas noturnas.
“Assim que você baixa um MP3, pode transferí-lo ao laptop e tocá-lo na mesma noite”, diz. “Na verdade, você pode até baixar uma faixa nova lá mesmo, no clube, enquanto trabalha, e assim lançar os sons mais novos antes da concorrência.”
Mas DJs como Marl não estão apenas baixando canções como os consumidores fazem. Eles aproveitam produtos e serviços criados especialmente para aproximar DJs e a música digital.
Simplesmente baixar arquivos digitais para um laptop não ajudaria muito um DJ que não fosse capaz de manipulá-los como discos de vinil em um toca-discos. É aí que entram produtos como o Serato Scratch Live.
O Scratch Live, que chegou ao mercado em abril de 2004, abriu quase sozinho as portas do mundo digital à comunidade dos DJs, ao provar que era capaz de executar arquivos em MP3 por um disco “de vinil” especial. O disco pode servir como anfitrião para qualquer arquivo digital transferido a ele, permitindo que os DJs trabalhem com mixagens, cortes, scratches e reinícios do arquivo por meio da manipulação física do vinil.
Dizer que a mídia digital substituirá o vinil entre os DJs pode ser exagerado, pelo menos por enquanto. O vinil continua a ser a alma do trabalho deles, sua marca distintiva. Mas para DJs que viajam para tocar em outros locais do país a perspectiva de substituir suas pesadas caixas de disco por um hard drive ou até mesmo um pen drive é um argumento de vendas atraente.

10.237 – Dinossauros das Pick-ups – Larry Levan, mais que um DJ, uma lenda


Larry no Paradise
Larry no Paradise

20 de julho 1954 – 08 de novembro de 1992
Um DJ americano que fazia residência no Paradise Garage de NYC, realmente um monstro nas pick-ups. O que se viu ou se vê hoje por aí é fichinha!
Ele desenvolveu um culto de seguidores que se referiu a seus sets como “Saturday Mass “.
O influente DJ americano François Kevorkian credita Levan com a introdução do dub estética em música de dança.
Eles fizeram as primeiras experiências com baterias eletrônicas e sintetizadores em suas produções e sets ao vivo, dando início, um eletrônico pós-discoteca som que pressagiava a ascendência de house music na segunda metade dos anos 80.
Levan começou sua carreira ao lado de DJ Frankie Knuckles nas Termas Continental , como um substituto para o DJ da galeria, Nicky Siano .
Drogas e Aids destruíram a vida e a carreira dele.
Como a popularidade do Garage disparou em meados dos anos 1980, assim como muitos de seus amigos de longa data perderam suas batalhas para a AIDS, Levan se tornou cada vez mais dependente de PCP e heroína . Ele começou a abrigar-se dentro de uma comitiva de proteção de drag queens e acoolicos mais jovens. No Paradise Garage, Levan foi descrito como sendo “adorado, quase como um deus”.
Seu estilo variava de Evelyn “Champagne” King e Chaka Khan ao Kraftwerk , Manuel Göttsching. Apesar das críticas, se manteve-se na vanguarda.The Garage terminou seu funcionamento com uma festa de 48 hora de duração em setembro de 1987, semanas antes Brody morreu de complicações relacionadas com a AIDs.
Em 1991, ele foi trazido para o fim de semana para Londres por DJ Justin Berkmann a Londres para a Ministry of Sound boate, onde ele acabou ficando por 3 meses na remixagem, produzindo e ajudando a afinar o sistema de som do clube. Embora ele ainda fosse dependente de heroína, em 1992 a turnê de Levan do Japão rendeu elogios da imprensa local. Incentivado por Cheren, ele entrou na reabilitação e fez um retorno provisório para o estúdio. Ele informou sua mãe em junho de 1992 que ele tinha “vivido uma boa vida” e estava “pronto para morrer”.
Pouco depois de voltar para casa do Japão, Levan entrou voluntariamente o hospital. Ele morreu quatro dias depois, em 8 de novembro de insuficiência cardíaca causada por endocardite . Em setembro de 2004, Levan foi introduzido no Dance Music Hall of Fame por seu excelente desempenho como um DJ .

9129 – Vida Noturna Paulistana – A Toco Dance Club


Toco

Foi uma tradicional casa noturna paulistana. Ela abriu suas portas em 1972 e encerrou as atividades em 1997. Era localizada na zona leste de São Paulo e tinha capacidade para mais de quatro mil pessoas. Seu sistema de som e luzes era referência incontestável.
A Toco encabeça o que pode ser considerado como uma espécie de tríade de inesquecíveis danceterias paulistas ao lado de Overnight e Contra Mão. De tão queridas, várias festas em homenagem às três casas já extintas foram realizadas nos anos 2000 e continuam.
Desde o final dos anos 90, com o fechamento da casa, o imóvel de número 509 da rua Dona Matilde, no bairro de Vila Matilde, dá lugar a um bingo. Na noite do dia 23 de junho de 2007 uma festa marcou a re-inauguração da casa noturna, agora com o nome de Espaço Datoko. Segundo organizadores, com a casa lotada, mais de mil pessoas ficaram de fora da festa.

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O estilo musical predominante nas pistas de dança da Toco era a música eletrônica. No entanto, por ter existido durante 30 anos, os frequentadores puderam acompanhar diversas transformações do gênero, desde a disco music até o drum and bass. As festas, discos e programas de rádio que relembram a época denominam o estilo simplesmente como flash house.
Incontáveis DJs nacionais e internacionais passaram pelas pickups da Toco. Os residentes mais famosos foram Vadão e Ricardo Crunfli. Vale destacar a presença constante dos DJs Iraí Campos, Barney, Andy, Ricardo Guedes, Badinha e Grace Kelly Dum.
A casa noturna foi a responsável pelos shows no Brasil das bandas Information Society, A-Ha, KC and the Sunshine Band, Queen, Technotronic e muitas outras. Dada a grande demanda, certas apresentações foram realizadas em outros espaços, como estádios de futebol e praças públicas.Algum tempo depois a casa foi fechada novamente.
A partir de 2012 o prédio onde a danceteria toco que, durante muitos anos foi sucesso, passou a ser uma igreja evangélica “IGREJA VERBO DA VIDA”, liderada pelo pastor e músico Eliezer Rodrigues.
Antes de ganhar fama mundial, o DJ Marky, então chamado Marky Mark, tocava na pista alternativa da Toco – que comportava um público menor que a pista principal. Nos primeiros anos de carreira Marky tocava techno. Aos poucos, em sintonia com a vanguarda da música eletrônica, passou a tocar jungle, estilo precursor do que veio a ser conhecido como drum and bass. Assim, não é exagero dizer que os frequentadores da Toco acompanharam de perto o surgimento de um estilo totalmente novo na história da música.
Um DVD lançado em 2005 pela gravadora Fieldzz celebra as três décadas de funcionamento da casa. Nele há clássicos que marcaram época, como Move This, do Technotronic; No Limit, do 2 Unlimited e Rhythm Is a Dancer, do Snap. Um clássico da casa que não está no disco é Head Hunter, do grupo Front 242.
O DVD Toco – The History foi lançado em uma festa no dia 8 de outubro de 2005 no Espaço das Américas e contou com show do grupo Technotronic.

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8916 – Audiotecnologia – Como é feito um disco de vinil?


As lendárias Techinics SL 1800
As lendárias Techinics SL 1800

As faixas de música são cortadas, com furos microscópicos, em um disco mole de acetato de celulose, uma substância parecida com esmalte. Depois, o disco é metalizado e usado para prensar várias cópias em vinil derretido. A música está dentro daquelas faixas onde a agulha do toca-discos entra. Essas faixas têm irregularidades microscópicas, que fazem a agulha vibrar ao passar sobre elas. Essa vibração é captada e amplificada pelo toca-discos e, voilà: som na caixa! O LP de vinil como conhecemos hoje apareceu em 1948. O vinil dominou a segunda metade do século 20, até ser desbancado pelo CD, em 1982. Hoje, ele é mais usado por alguns DJs teimosos e colecionadores, que juram de pés juntos que a qualidade do som dos bolachões dá de dez em qualquer CD ou arquivo de MP3!
(Eu não apostaria nisso).

Tudo começa com um disco de alumínio lisinho de 35 cm de diâmetro e 2 mm de espessura. Esse disco de alumínio passa por uma esteira e recebe um banho de acetato de celulose, uma substância mole parecida com um esmalte preto. O resultado é um disco de alumínio revestido de acetato
O disco revestido é colocado no torno de gravação. Enquanto ele roda, uma agulha minúscula de diamante vai cortando as faixas em espiral na superfície. O movimento do braço da agulha é dado pelos impulsos elétricos da música já gravada no estúdio em fitas magnéticas ou arquivos digitais, o que o faz vibrar levemente e deixar irregularidades microscópicas no disco
O produto é chamado de disco master de acetato, que já contém as faixas com as músicas gravadas, mas é muito frágil para ser lido por uma agulha normal de toca-discos. Então, o master de acetato é metalizado
O heavy metal começa a rolar quando o disco leva um esguicho de cloreto de estanho, que o torna grudento para outros metais. Em seguida vem um esguicho de prata líquida, depois um mergulho em um banho de níquel, que se funde com a prata e forma uma camada de metal duro. Essa camada é separada do master de acetato, que é descartado
O master de metal formado no processo, como “nasceu” do molde de acetato, contém a música em suas faixas. A diferença é que as faixas estão em alto-relevo, e não na forma de sulcos. Mas ainda não é o produto final: a peça de metal é, em seguida, colocada em um prensa
Embaixo dela, entra a gosma de vinil derretido. A prensa aperta o disco de metal contra o vinil derretido com cerca de 100 toneladas de força e a 193ºC. As faixas em alto-relevo do disco de metal são transpostas para o vinil, que, depois de achatado, seca e vira um disco! Cada peça de metal prensa milhares de cópias. O excesso de vinil das bordas é cortado e a bolacha está pronta.

8479 – Música – Champangne para a sua Festa!


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Evelyn “Champagne” King (nascida em 01 de julho de 1960) é uma cantora norte-americana de R & B , Disco e pós-disco. Algumas de suas canções mais conhecidas são ” Shame “,” Love Come Down ” e I’m Love.
Nasceu no Bronx , Nova Iorque , e cresceu na Filadélfia , Pensilvânia.

Ela foi descoberta ainda jovem, enquanto trabalhava com sua mãe na Philadelphia International Registros como um produto de limpeza de escritório. Produtor Theodore T. Live a ouviu cantando em um banheiro e começou a treinar-la.
King lançou seu álbum de estréia, Liso Talk, em 1977. O álbum incluía a música ” Shame “, que é o seu único top ten no Billboard Hot 100 , alcançando a posição # 9. A canção também alcançou a posição # 7 R & B e # 8 na parada dance.
Em 1982, ela lançou o álbum, Get Loose. Ele rendeu um top vinte pop e # 1 R & B hit com o single, ” Love Come Down “. A canção também alcançou a posição # 1 nas paradas de dança e chegou a UK Singles Chart top ten, atingindo um máximo de sete por três semanas.

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Em 14 de agosto de 2007, King lançou o seu primeiro álbum de estúdio em 12 anos. Ele contou com o single “The Dance”, que alcançou a posição # 12 no Hot Dance Club Play Chart.
Em 2011, ela também colaborou com deep house DJ Miguel Migs , na faixa “Everybody”, que foi incluído no seu álbum Fora do Skyline.

Um nome forte da Disco Music, não poderia estar ausente aqui.

Por Master DJ Carlos

8391 – Mundo dos DJs – Festa eletrônica Skol Sensation reúne 40 mil baladeiros neste sábado em SP


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O Skol Sensation, festa de música eletrônica que fará sua quinta edição neste sábado (15-06-2013), no Anhembi, volta com duas novidades: um line-up maior e uma cenografia mais pomposa do que aquela mostrada em 2012.
Pano de fundo para atrair mauricinhos fãs de baladas megalomaníacas, a estrutura foi trazida da Holanda (país natal da balada) e cobrirá uma área de 80 mil metros quadrados. Terá um palco com dez metros de altura e elementos móveis como bolas gigantes que descem do teto até a altura do público. Fogos de artifício e performances de bailarinos deixam a cara da festa ainda mais circense.
Os nove DJs (três a mais do que no ano passado) vão tocar em formato “back to back”, ou seja, montando os sets em duplas.
Os brasileiros Anderson Noise e Do Santos mandam tecno, o duo holandês Sunnery James e Ryan Marciano tocam house progressivo e os britânicos Funkagenda e Michael Woods passeiam do tecno ao trance, por exemplo.
Diante dessa “salada eletrônica”, difícil é saber se existe algum “headliner”, já que não há nenhum nome internacional de grande expressão -para a tristeza dos órfãos do Skol Beats, extinto festival da mesma marca de cerveja que trouxe, no passado, lendários grupos, como Prodigy, Justice e Digitalism.
Em tempo: o “dress code”continua o mesmo. Todo mundo tem que estar vestido de branco.

7311 – Mega Divas – Barbara Tucker


By Master DJ Carlos

A Diva da House Music
A Diva da House Music

(nascida em 19 de março de 1967) é uma cantora afro-americana de house, R&B e Soul. Seu impacto na cena musical foi sentido mais na Europa, do que em seu país de origem.
Tucker criou e se formou dentro do ambiente gospel. Se destaca por suas atuações em shows ao vivo pela sua espetacular, energía, talento e originalidade fazendo com que cada um seja um verdadeiro acontecimento com novos sons, movimentos e descobrimentos.
É co-fundadora do “The Underground Network”, uma discoteca noturna com mais história de Nova Iorque, reconhecido como símbolo da cena musical, que abriu as portas da fama ao redor do mundo. Constatemente se dedica a promover e melhorar o “Underground Network” através de passeios, eventos e produções de novos artistas, de Tóquio, Sydney, Chicago a Londres.
Barbara fez turnê e gravou com vocal de artistas como Moby, Cerrone, Pet Shop Boys, Dave Steward, Deee-Lite, Wyclef Jean, George Clinton, Reel 2 Real e Janet Jackson. Também coreografou para Shannon, C+C Music Factory, Jay Williams, Sabel, BWP, Johnny O, Jovann, Butch Quick, Soul System e Too Nice.
A cantora marcou seis canções na primeira posição na parada americana da Billboard Hot Dance Club Songs na década de 1990 e 2000, bem como vários hits na parada britânica UK Singles Chart.
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7080 – Esquentando os Pratos – O Ministry Of Sound


É uma discoteca de renome internacional localizada em Southwark, no sul de Londres. A discoteca foi fundada por Jamie Palumbo (filho de Peter Palumbo), Humphrey Waterhouse e o DJ Justin Berkmann. A Ministry of Sound edita também música electrônica tendo sido uma peça fundamental no desenvolvimento da house music, um sub-gênero de música electrônica no princípio dos anos 1990.

Sub-selos
Hed Kandi
Euphoria
Hard2Beat Records
A Ministry of Sound é a marca de música eletrônica mais famosa do mundo. Seus clubs, CDs e festas temáticas estão presentes em todos os continentes. A label é conhecida mundialmente por realizar as mais alucinantes festas e por ditar novas tendências no cenário eletrônico, sendo considerada há anos o principal pontos de referência da House Music. Em 2011 a Ministry Of Sound completa 20 anos de existência e inicia turnê mundial.

6515 – Mega Memória Música – Os Dinossauros das Pick-ups


DJ Grego (1956-2010)
Esse tocava muito. Também conhecido como “O Mago das Mixagens” era muito conhecido do público paulista por ter trabalhado em várias emissoras de FM famosas. Foi o responsável pela fase de ouro da Antena 1 de São Paulo no início dos anos 80. Em 1980 fazia sucesso na extinta Excelcior FM 90,5; hoje CBN com o programa Classe Especial, um programa de megamixers. Estourou também na Bandeirantes FM e em seguida na Pool, onde participava do Studio 89 todas as 5°s feiras.
Mans era o seu bordão.


2010 nos tirou alguns mestres das pick-ups, Ricardo Guedes, Dom Lula e Grego. Havíamos perdido Michael Jackson em 2009, e neste ano de 2012, já perdemos a Diva Whitney Houston e a Rainha Donna Summer.
Tocou nas principais casas de São Paulo nos anos 70. Lançou um dos primeiros vinis mixados do país. Se chamava Maestro Mecânico e trazia umas dez faixas (metade de cada lado) sem interrupções. Na contracapa, fotos dele muito jovem (nem 20 anos tinha) no seu habitat natural: a cabine de som, que naquela época, significava um paredão com luzes, gravador de rolo e móvel de aço escovado.

Se nos anos 70, Grego virou rei em São Paulo, nos anos 80 seu reinado se estendeu pelo Brasil. Fazendo a transição, naquele tempo ainda rara, da cabine para o estúdio, Grego abraçou a arte da edição e do remix. Não era para os fracos: em tempos onde não existia software, os trabalhos eram fruto de pacientes horas e horas cortando e emendando pedaços de fita com gilete e fita adesiva. Logo, também passou a usar acessórios como bateria eletrônica e synths.
Seus edits viraram uma série de vinis chamados Montagens Exclusivas. Rapidamente, ele virou O cara no Brasil para reconfigurar músicas para a pista de dança.
Ippocratis Bourneli, o Gregão, começou sua carreira de DJ em 1973, e fez histórias com seus sets cheios de energia e seus projetos inovadores – foi ele o responsável pelo lançamento do primeiro disco mixado por um DJ no Brasil, Maestro Mecânico, de 77.
Se nas cabines ele era conhecidíssimo por não deixar a pista esfriar, em estúdio Gregão também era pioneiro. Se hoje é fácil fazer edits de músicas a partir de programas avançados de edição, na época o trabalho era manual, usando só gilete, fita adesiva e muito cuidado para não estragar o material.
Grego coleciona em sua longa carreira mais de 200 remixes para artistas como Mariah Carey, Fatboy Slim, Gilberto Gil, Wyclef Jean, Kid Abelha, Titãs, RPM e Jorge Ben Jor.
Assista parte de sua entrevista algum tempo antes de morrer, ele cita Big Boy e o programa Ritmos de Boate.

DJ Big Boy
Nome completo Newton Alvarenga Duarte
Nascimento 1 de junho de 1943
País Brasil
Data de morte 7 de março de 1977 (33 anos)
Ocupação disc jockey

Big Boy, pseudônimo de Newton Alvarenga Duarte (1 de junho de 1943 – São Paulo, 7 de março de 1977), foi o mais importante disc jockey de sua época, responsável por uma verdadeira revolução no rádio brasileiro.
Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia. Seu “hello crazy people!”, a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído, diferente da voz empostada dos locutores de então. Como programador, demonstrou extrema sensibilidade ao captar o gosto do público, observando as tendências musicais ao redor do mundo e inovando a partir de idéias que modificariam todo um sistema de programação estabelecido. Uma de suas grandes influências foi o grande DJ americano Wolfman Jack.
Apaixonado por música desde a infância, iniciou uma coleção que chegou a 20 mil discos ainda adolescente, manifestando preferência pelo rock, o então novo ritmo americano que conquistou os jovens no mundo todo. Também costumava “peregrinar” na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro – a rádio que apresentava a programação mais atualizada na época – procurando manter contato com os programadores e outros aficionados por rock em busca de informações e de uma oportunidade profissional – seu sonho desde então que procurou alcançar com obstinação. A oportunidade finalmente surgiu quando foi convidado para substituir um programador que entrara em férias. Assim, não hesitou em interromper a carreira de professor de geografia para tornar-se radialista.
Mais tarde foi convidado para participar de uma bem-sucedida tentativa de reformulação da Rádio Mundial AM, que se tornaria a rádio de maior audiência entre o público jovem do Rio de Janeiro. Foi ali que iniciou sua atuação como DJ, ganhou o apelido de Big Boy e criou o estilo inconfundível que continua até hoje influenciando locutores – inclusive das modernas rádios FM, cujas programações muitas vezes ainda seguem os moldes de seus programas. Com sua voz alegre e postura informal, complementava as músicas que tocava com informações “quentes” sobre o mundo do disco, impondo uma dinâmica irresistível ao programa; tudo isso sem perder o jeito de fã dos artistas, o que o aproximava ainda mais dos ouvintes.
Big Boy também pode ser considerado o primeiro “profissional multimídia” do show business brasileiro. Programador e radialista eclético, diversificava sua atuação mantendo a ligação da paixão pela música contemporânea nos seus diversos segmentos e movimentos. Além de manter dois programas diários na Rádio Mundial, Big Boy Show e Ritmos de Boite, um na Rádio Excelsior de São Paulo e um semanal especializado em Beatles, o Cavern Club, também na Mundial, atuava como programador, colunista em diversos jornais e revistas, produtor de discos e DJ dos Bailes da Pesada, onde mantinha um contato direto com o público que gostava especialmente de soul e black music, principalmente na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em televisão, inovou ao apresentar em sua participação diária no Jornal Hoje da TV Globo, pela primeira vez, film clips com músicas de sucesso do momento.
Ao longo de toda sua vida profissional, Big Boy continuou ampliando sua coleção. Em diversas viagens a outros países apurou seu acervo, buscando raridades como “discos piratas” de tiragens limitadíssimas. Ao morrer havia juntado cerca de 20 mil títulos, entre LPs e compactos, na maioria importados, que abrangem diversos gêneros musicais como rock, jazz, soul music, rock progressivo, música francesa, trilhas sonoras de filmes, orquestrais, etc. Como um todo, a discoteca Big Boy constitui-se num acervo cultural importantíssimo, pois retrata vários períodos do cenário discográfico mundial e, mais do que uma coleção, trata-se da síntese do trabalho de um profissional que ousou inovar.
Morreu sufocado por um ataque de asma, num quarto de hotel em São Paulo.