10.667 – Alpinismo – Um cemitério no Everest


Alpinismo é uma atividade desportiva de alta montanha, acima dos 2500 m, que exige uma muito boa condição física, um equipamento de montanha apropriado, uma técnica de progressão que lhe é própria, e geralmente necessita a presença de um guia de alta montanha com uma formação específica, para escolher o percurso e assegurar a cordada.
O alpinismo não deve confundido com o montanhismo que além de um termo genérico relacionado com a montanha, também se pode referir à prática da marcha em condições de baixa ou média montanha.
A palavra alpinismo deriva da atividade desportiva de alto nível realizada na cordilheira centro Europeia conhecida por Alpes. Este termo é no entanto atualmente utilizado como um termo genérico, para definir qualquer ascensão em qualquer zona montanhosa do globo. Prática com um risco elevado, que exige consideráveis conhecimentos, técnicos, físicos, psicológicos, de material e equipamento, e do conhecimento das características destas regiões.
Até recentemente, a escalada e o alpinismo eram entendidos como variantes do montanhismo. Atualmente, porém, considerando o grau de especificidade que estas modalidades atingiram, o montanhismo passou a designar apenas as atividades de marcha em condições de média montanha (até 2 500 aproximadamente), que não requerem materiais e técnicas típicas do alpinismo e da escalada, embora na realização de um percurso de média montanha também possa ser necessário o recurso a pequenas manobras de corda para ultrapassar pequenos obstáculos de rocha ou eventualmente ultrapassar zonas de neve e gelo.
As montanhas sempre fizeram parte da história humana por se tratarem de obstáculos a serem transpostos em viagens, explorações ou migrações, mas antigamente, até á Idade Média, os homens evitavam os cumes aos quais levantavam rumores e lendas, e em 1387 os magistrados de Lucerna fecharam o monge Niklaus Bruder e cinco outros religiosos que haviam tentado subir o Monte Pilatus da região.
Em 1492, Antoine de Ville escalou o Monte Aiguille, na França, apesar das inúmeras superstições existentes a respeito de seu cume. Em 1744 ocorre a chegada ao cume (chamada pelos montanhistas de “conquista”), do Monte Titlis, nos Alpes berneses; em 1770, a do Monte Buet, no Maciço do Giffre, Alpes Ocidentais, e em 1779 o Monte Vélan, nos Alpes Peninos, também é conquistado.
O alpinismo moderno, porém, nasceu em 8 de agosto de 1786, quando dois franceses, o médico Michel Paccard e o cristaleiro Jacques Balmat, motivados por um prémio oferecido por Horace-Bénédict de Saussure (considerado o fundador do alpinismo), venceram os 4 810 metros do Monte Branco, na fronteira entre França e Itália. O alpinismo toma um impulsão importante com os grandes nomes do alpinismo inglês como Edward Whymper , Albert F. Mummery, Frederick Gardiner, naquilo que ficou conhecido como a idade de ouro do alpinismo, no fim do século XIX e início do século XX quando se verifica uma verdadeira corrida à conquista de montanhas até então inexploradas.

E aí, vai encarar?

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10.117 – Avalanche no Everest mata pelo menos 12 pessoas


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Pelo menos doze sherpas nepaleses morreram e três ficaram gravemente feridos em (18-Abr-2014) ao serem soterrados por uma avalanche quando se dirigiam para um dos acampamentos base no Everest. O deslizamento ocorreu no início da manhã a cerca de 6 mil metros de altitude, quando aproximadamente 50 alpinistas se deslocavam do acampamento base I para o II, afirmou um alto funcionário do corpo de montanhista, Tilak Ram Pandey.
O número de mortos pode aumentar, pois os operadores de turismo não confirmaram se há mais montanhistas desaparecidos. Os sherpas, que ajudam a escalada dos alpinistas, dirigiam-se para um acampamento base mais alto e alguns escaladores estrangeiros tinha se unido ao grupo para se aclimatarem com a altitude, como é habitual.
A temporada de escalada de primavera começou oficialmente em março, mas os primeiros alpinistas só iniciaram em abril a subir o Everest, a montanha mais alta do mundo, com 8.848 metros de altura.
Em setembro de 2012, em uma das piores avalanches dos últimos anos, na montanha Manaslu, no Himalaia, 11 alpinistas morreram, entre eles oito franceses e um espanhol. Em novembro de 1995, um deslizamento no Everest deixou 26 montanhistas mortos, dos quais 12 eram japoneses e o restante nepaleses.

8456 – Estudo diz que geleiras da região do Everest diminuíram 13% em 50 anos


O Monte Everest, a maior montanha do mundo, já sofre impactos do aumento da temperatura global.
De acordo com o estudo, anunciado em uma conferência realizada em Cancún, no México, em 50 anos o gelo encontrado na região do Everest reduziu-se em 13% e pontos da montanha que antes ficavam totalmente cobertos já são visíveis.
Geleiras com tamanho médio de 1 km² estão desaparecendo mais rapidamente e foi detectada uma redução de 43% da presença delas na superfície da montanha desde 1960. A exposição de rochas e escombros que antes ficavam nas profundezas do gelo aumentou 17% desde 1960. Já as extremidades das geleiras recuaram, em média, 400 metros nos últimos 50 anos.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, há suspeita de que a grande quantidade de emissões de gases de efeito estufa seja a principal causa da redução do gelo e neve na região do Everest. No entanto, eles ainda não estabeleceram uma ligação entre as mudanças na montanha e as mudanças climáticas.

Ritmo crescente de degelo
Segundo o pesquisador Sudeep Thakuri, que liderou a equipe de cientistas durante o trabalho, patrocinado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), as informações foram obtidas com a ajuda de imagens de satélite do Parque Nacional Sagarmartha, além de mapas topográficos e reconstrução da história glacial da região. A análise estatística mostra ainda que a maioria das geleiras do parque recuam a ritmo crescente.
Dados hidrometeorológicos avaliados pelos cientistas apontaram também que, desde 1992, a temperatura da região do Monte Everest aumentou 0,6ºC e as chuvas diminuíram em 100 milímetros nos períodos que antecipam as monções (mudança de ventos que proporcionam chuvas intensas durante os períodos de junho a agosto) e nos meses de inverno.
A próxima etapa da pesquisa é integrar os dados sobre as geleiras, a hidrologia e o clima na região, para entender melhor o ciclo das chuvas e a futura disponibilidade de água no Himalaia. “As calotas polares e o gelo do himalaia são considerados uma fonte de água para a Ásia, para o consumo, agricultura e produção de energia”, explicou Thakuri.

7617 – Geografia – Everest, O Monte


Everest, ainda é o topo do mundo
Everest, ainda é o topo do mundo

Desde que o neozelandês Edmund Hillary chegou aopico da montanha mais alta da Terra, milhares de expedicionários tentaram imitá-lo. Poucos conseguiram e quase todos contribuíram para transformar a legendária montanha num depósito de lixo.
Edmund Percival Hillary e seu guia sherpa, o nepalês Tenzing Norgay, tornaram-se os primeiros homens a atingir o pico do Monte Everest, a mais alta montanha da Terra, com 8 848 metros, na Cordilheira do Himalaia, na fronteira do Nepal com o Tibete (China). Desde então, algumas centenas de alpinistas sucederam-se na tentativa de atingir o pico mais alto do mundo, utilizando diferentes caminhos. Em 1978, Reinhold Messner e Peter Habeler foram os primeiros a chegar lá sem auxílio de bombas de oxigênio; em 1980, o mesmo Messner tornou-se o primeiro a subir sozinho. Mas pelo menos 130 montanhistas e 41 guias sherpas morreram em outras tentativas de domar a Rainha Mãe do Mundo — tradução literal do nome sherpa da montanha, Chomolungma.
A luta para chegar ao topo do Everest começou em 1920. Sete expedições subiram pelo lado noroeste, entre 1921 e 1938; outras três foram pelo lado sudeste. Todas fracassaram por causa do ar gelado e rarefeito, dos ventos fortes e das dificuldades do terreno. Em 1953, finalmente, uma expedição patrocinada pela Sociedade Geográfica Real e pelo Comitê Himalaio do Clube Alpino, duas entidades inglesas, chegou ao alto, graças ao uso de roupas e botas aquecidas, sistemas portáteis de oxigênio e aparelhos de rádio para comunicação. A expedição demarcou oito campos em sua rota, subindo até o Desfiladeiro do Sul, um enorme parapeito de pedra a 8 646 metros de altura. Dali, no dia 29 de maio, o neozelandês Edmund (dois meses mais tarde Sir Edmund) Percival Hillary e o sherpa Tenzing Norgay escalaram o Cume do Sudeste, passaram pelo Pico do Sul e chegaram ao alto do Everest .
Aos 33 anos, Hillary estava no auge de uma exemplar vida de aventureiro. Começou a praticar o montanhismo em seu próprio país, mas logo estava envolvido em expedições para levantamento da Cordilheira do Himalaia. Ajudou no reconhecimento do lado sul do Everest, antes de empreender a sua conquista, dois anos mais tarde. Tornou-se, a partir daí, um benemérito da região, onde ajudou a construir escolas, hospitais e aeroportos. Em 1955 transferiu seu interesse para a Antártida, tendo chegado ao Pólo Sul em 4 de janeiro de 1958. Em outra expedição, esta em 1967, praticou seu esporte predileto — o montanhismo — escalando pela primeira vez o gelado Monte Herschel, de modestos 3 600 metros. Tudo isso ficou elegantemente registrado em vários livros, o último dos quais uma autobiografia de 1975, que parecia ser o discreto anúncio da aposentadoria de um herói. Mas ainda haveria uma aventura final: em 1977, Hillary subiu o Rio Ganges, na Índia, até atingir suas nascentes na Cordilheira do Himalaia.
A cordilheira formou-se durante o período Miocênico, entre 26 e 7 milhões de anos atrás, pela compressão de suas bases sedimentárias, com a convergência do subcontinente indiano e o planalto tibetano. O Monte Everest apareceu bem mais tarde, durante o Pleistoceno, há 2,5 milhões de anos. A subida até o seu cume significa atravessar dois terços da atmosfera terrestre, chegando a uma altitude onde o ar é extremamente rarefeito, com muito pouco oxigênio. Isso torna ainda mais admirável o feito dos que conseguem fazer a subida sem o auxílio de equipamentos especiais: o guia sherpa Ang Rita, ainda em atividade — serviu até a uma expedição brasileira —, já praticou essa proeza sete vezes.
Mas outras dificuldades devem ser vencidas pelos montanhistas, entre elas os ventos fortíssimos e a temperatura muito baixa, sobretudo nas partes mais altas, onde não sobrevivem nem plantas, nem animais. A identificação dessa montanha como o ponto mais alto da Terra foi feita em 1852, pelo governo da Índia. Chamava-se Pico XV até 1865, quando o governador geral do país, o imodesto oficial inglês Sir George Everest rebatizou-o com o próprio nome. Sua altura exata foi objeto de muita discussão até 1955, quando se estabeleceu definitivamente que ela é de 8 848 metros.
Em média, 100 expedições aventuram-se todos os anos à conquista das 110 montanhas do Himalaia, na tentativa de chegar ao ponto culminante. Levam com elas, anualmente, de 3 a 5 toneladas de materiais diversos, que ficam pelo caminho, abandonados. A rota costuma estar tão congestionada que, em maio do ano passado, 55 montanhistas ficaram pacientemente estacionados no campo base uma semana inteira, à espera de sua vez de começar a subida. Estima-se que o caminho na montanha esteja coberto por 17 toneladas de lixo, acumuladas ano após ano.
Um inoportuno problema ecológico que o governo do Nepal enfrentou corajosamente: a partir de maio de 1993, somente 24 expedições serão autorizadas, cada ano, a tentar a escalada. Podem ter no máximo sete pessoas e deverão pagar 50 000 dólares pelo privilégio. O objetivo é espantar os amadores e, para piorar as regras, os expedicionários devem trazer de volta para Kathmandu todo o seu lixo — sacos plásticos, latas, garrafas de oxigênio etc. O único lixo que pode ser jogado no solo da montanha é o degradável: papel higiênico, comida e, conforme especifica a portaria ministerial, não sem uma ponta de humor negro, corpos humanos.

5034 – É possível ferver a água sem aquecê-la?


Não é só o calor que determina o estado físico das substâncias. A pressão também tem um papel importante. Se ela for muito baixa, um copo d’água vira vapor mesmo a uma temperatura de 25 graus Celsius, pois as moléculas perdem parte da força que as mantém unidas. “Com espaço para se movimentar, elas podem até evaporar”, explica um físico da Universidade Estadual Paulista. Ao nível do mar, é preciso esquentar a água a 100 graus Celsius para fervê-la. Em São Paulo, com altitude média de 690 metros, o ponto de ebulição cai para 98 graus Celsius. A uma altura de, 25 000 metros, três vezes maior do que a do Monte Everest, um copo d’água viraria vapor a 25 graus Celsius. A experiência só é possível em laboratório pois o frio lá em cima é de 70 graus Celsius negativos. Nessa temperatura, em vez de virar gás, a água congela.
1. A 25 graus Celsius, sob a pressão equivalente a 1 atmosfera (nível do mar), as moléculas da água ficam compactadas e ela permanece no estado líquido.
2. Retirando-se o ar do tubo com uma bomba de vácuo, a pressão é reduzida para 0,03 atmosfera. Aí, as moléculas da água desgrudam e ela vira vapor mesmo a 25 graus Celsius.