13.917 – Meio Ambiente – As cidades mais poluídas do mundo


poluição
Porto Príncipe (Haiti)
Dakar (Bangladesh)
Baku (Azerbaijão)
Kolkata (Índia)
Antananarivo (Madasgascar)
Cidade do México (México)
Mumbai (Índia)
Bagdá (Iraque)
Nova Deli (Índia)
Lagos (Nigéria)
Os critérios utilizados nessa pesquisa são oferta de água doce presente nas cidades pesquisadas, volume de água potável, medidas adotadas para a remoção de resíduos, condição dos esgotos, poluição do ar e até o nível dos congestionamentos é levado em conta.
Em fevereiro de 2012, Lifen, na China, foi considerada a cidade mais poluída do mundo, não sendo considerados todos os aspectos supra citados, mas pelo nível de contaminação por carvão mineral presente na cidade.
Outros locais espalhados por diversas áreas do mundo e estudados pela organização ambientalista internacional, possuem altas taxas de poluição e contaminação por agentes específicos.
Na República Dominicana, na Cidade de HAINA, o ar é bastante poluído por partículas de chumbo. Tal contaminação pode causar sérios danos como problemas oculares, neurológicos, deformidades no nascimento e morte.
Em KABWE, na Zâmbia, a fundição pesada e a mineração espalharam resíduos de chumbo e de outros metais em uma área que atinge aproximadamente 255.00 habitantes. Um rio utilizado para destino do material poluente também é usado por populares para atividades como banho, dentre outras.
Em SUKINDA, na Índia, mais de 30 toneladas de resíduos de cromo e outros metais são lançados em zonas vizinhas e às margens do Rio Brahmani, que é a única fonte de água potável dos moradores da região. Sangramento gastrointestinal, tuberculose, asma, infertilidade, defeitos congênitos e abortos são alguns dos malefícios causados por esse tipo de poluição.
Segundo a consultoria Mercer, as cidades brasileiras mais limpas são Brasília e Rio de Janeiro. Enquanto São Paulo foi considerada a mais poluída. E a cidade do mundo mais livre da poluição, foi, ainda segundo a pesquisa, Calgary, no Canadá.

13.059 – Meio Ambiente – Mata Atlântica perde 184 km² em um ano por desmatamento


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A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.
O estudo aponta desmatamento de 18.433 hectares (ha), ou 184 Km², de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica no período de 2014 a 2015, um aumento de apenas 1% em relação ao período anterior (2013-2014), que registrou 18.267 ha.
Minas Gerais, que vinha de dois anos de queda nos níveis de desmatamento, voltou a liderar o desmatamento no país, com alta de 37% na perda da floresta. A mineração foi a principal responsável pela baixa no estado.
O rompimento da barragem da Samarco, em novembro passado, respondeu por 65% do desmatamento de 258 hectares na cidade de Mariana. Porém, a maior parte do total de desmatamento no estado aconteceu na região de Jequitinhonha, no noroeste do estado, denominado Triângulo do desmatamento.
A vice-liderança fica com a Bahia, com 3.997 ha desmatados, 14% a menos do que o período anterior. Já o Piauí, campeão de desmatamento entre 2013 e 2014, ocupa agora o terceiro lugar, após reduzir o desmatamento em 48%, caindo de 5.626 ha para 2.926 ha. Os três estados se destacam no ranking por conta do desmatamento identificado nos limites do Cerrado.
Além de Minas Gerais, Piauí e Bahia, o Paraná também se encontra em estado de atenção. Enquanto os três primeiros lideram a lista geral, o Paraná foi o que apresentou o aumento mais brusco, saltando 116%, de 921 ha de florestas nativas entre 2013-2014 para 1.988 ha no último período.
O retorno do desmatamento nas florestas com araucária é o principal ponto de alerta, responsável por 89% (1.777 ha) do total de desflorestamento no estado paranaense no período. Restam somente 3% das florestas que abrigam a Araucaria angustifolia, espécie ameaçada de extinção conhecida também como pinheiro brasileiro.
Nesta edição, todos os 17 Estados apresentaram desmatamento. Enquanto o período anterior trouxe 9 estados no nível do desmatamento zero, ou seja, com menos de 100 hectares de desflorestamento, nesta edição há apenas 7 nesta situação: São Paulo (45 ha), Goiás (34 ha), Paraíba (11 ha), Alagoas (4 ha), Rio de Janeiro (27 ha), Ceará (3 ha) e Rio Grande do Norte (23 ha).

13.047 – Aquecimento Global – Iceberg gigante ameaça se desprender da Antártida e gera preocupação


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Um gigantesco iceberg –que seria um dos dez maiores do mundo– pode se desprender a qualquer momento da Antártida, dizem cientistas.
Uma imensa rachadura na plataforma de gelo Larsen C cresceu de tal forma em dezembro que agora apenas 20 km de gelo impedem o imenso bloco de 5 mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol ou à área do Distrito Federal) de se soltar.
A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as porções da Antártida onde a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre a terra.
Cientistas do País de Gales afirmam que o desprendimento do iceberg pode deixar toda a plataforma Larsen C vulnerável a uma ruptura futura.
A plataforma tem espessura de 350 m e está localizada na ponta do oeste da Antártida, impedindo a dissipação do gelo.

Os pesquisadores vêm acompanhando a rachadura na Larsen C por muitos anos. Recentemente, porém, eles passaram a observá-la mais atentamente por causa de colapsos das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002.
No ano passado, cientistas britânicos afirmaram que a rachadura na Larsen C estava aumentando rapidamente.
Mas, em dezembro, o ritmo avançou a patamares nunca antes vistos, avançando 18 km em duas semanas.
Dessa forma, segundo os pesquisadores, o que se tornará um gigantesco iceberg está por um triz de se soltar –apenas 20 km o prendem à plataforma.
“Se o iceberg não se desprender nos próximos meses, ficarei espantado”, diz à BBC Adrian Luckman, da Universidade de Swansea, no País de Gales, responsável pela pesquisa.
“As imagens não são completamente visíveis, mas conseguimos usar um sistema para verificar a extensão do problema. O iceberg está a tal ponto de se soltar que considero que isso seja inevitável”, acrescenta ele.
Luckman afirma que a área que deve se romper possui 5 mil km², o que resultaria num dos dez maiores icebergs já registrados no mundo.

AQUECIMENTO GLOBAL
Os cientistas dizem, no entanto, que o fenômeno é geográfico e não climático. A rachadura existe por décadas, mas cresceu durante um período específico.
Eles acreditam que o aquecimento global tenha antecipado a provável ruptura do iceberg, mas não têm evidências suficientes para embasar essa teoria.
No entanto, permanecem preocupados sobre o impacto do desprendimento desse iceberg do restante da plataforma de gelo, já que a ruptura da Larsen B em 2002 aconteceu de forma muito semelhante.
“Estamos convencidos, ao contrário de outros, de que o restante da plataforma de gelo ficará menos estável do que a atual”, diz Luckman.

12.310 – Ambiente – Bactéria que come garrafa PET


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Pesquisadores no Japão descobriram uma bactéria que é capaz de comer o plástico PET, largamente utilizado em embalagens, especialmente em garrafas.
Além do potencial uso para resolver os sérios problemas ambientais causados pelo acúmulo desse plástico na natureza, a pesquisa pode ajudar a entender a evolução natural das bactérias.
A equipe de dez cientistas, liderada por Kohei Oda, do Instituto de Tecnologia de Kyoto, coletou, em uma usina de reciclagem em Osaka, 250 amostras de sedimentos, águas residuais ou solo contaminadas por PET.
Eles então fizeram uma triagem para descobrir microrganismos capazes de usar o plástico como uma fonte de carbono para crescimento.
Uma das amostras de sedimento, a “número 46”, continha um “consórcio microbiano” –de vários tipos de germes, como bactérias, protozoários, células semelhantes a leveduras– capaz de se fixar em um filme fino de PET e degradá-lo, literalmente esburacando o filme.
Usando diluições dessa amostra, foi possível isolar a responsável pelo buraco, a Ideonella sakaiensis –a primeira bactéria sabidamente capaz disso. Os resultados estão na revista “Science”.
A bactéria age de modo bem simples, empregando apenas duas enzimas: uma que age na superfície do PET e outra que termina a “digestão” dentro do micróbio. Enzimas são substâncias orgânicas capazes de acelerar reações químicas, convertendo uma substância, o chamado substrato, em uma outra, o produto.
Segundo Oda e seus colegas, “Por acharem que a capacidade de digerir enzimaticamente o PET estava limitada a algumas espécies de fungos, a biodegradação ainda não era uma estratégia ambiental viável”.
A descoberta da bactéria, portanto, abre a possibilidade de uma nova estratégia para lidar com o problema, ainda mais porque ela mostrou atividade mais eficaz do que os poucos fungos conhecidos com ação semelhante.
O PET leva centenas de anos para ser degradado naturalmente. Cerca de 56 milhões de toneladas de PET foram produzidas só em 2013, o que resultou na acumulação de PET em ecossistemas de todo o mundo.

PESQUISA
Uma equipe de pesquisadores no Japão descobriu uma rara bactéria capaz de consumir PET, pra isso usando apenas duas enzimas

REAÇÃO
Enzimas são substâncias orgânicas capazes de catalisar reações químicas, convertendo uma substância, o substrato, em outra, o produto

VORACIDADE
A bactéria foi batizada Ideonella sakaiensis 201-F6. A uma temperatura de 30 graus, ela quase terminou de consumir um pedaço de PET em 6 semanas

‘PETASE’
Ela age grudando na superfície de PET e liberando uma enzima, a PETase. O produto é um ácido, conhecido pela sigla MHET, que a bactéria captura

CARBONO
Dentro da bactéria, outra enzima, a MHET hidrolase, transforma o ácido em dois subprodutos, que servem de fonte de carbono para seu crescimento

OCEANOS
Embalagens e garrafas de plástico feitas de PET (sigla para polietileno tereftalato) são amplamente usadas pela sua praticidade, mas tornaram-se um problema ambiental sério em todo o planeta, especialmente nos oceanos. O PET leva centenas de anos para ser degradado na natureza

12.182 – Meio Ambiente – Estudo revela potencial ruptura de novas barragens em Mariana


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Um estudo feito pela mineradora Samarco a pedido da Justiça considera a possibilidade de rompimento das barragens de Santarém e Germano, as únicas que ficaram de pé em Mariana (MG), após a tragédia em 5 de novembro que aniquilou o distrito de Bento Rodrigues. Segundo o jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o levantamento estima que seriam liberados 105 bilhões de litros de rejeitos em caso de novos rompimentos.
Quando a barragem de Fundão se rompeu, avalia-se que 40 bilhões de litros de rejeitos de minério foram despejados da estrutura. O volume foi suficiente para riscar do mapa Bento Rodrigues e devastar a fauna e a flora da Bacia do Rio Doce – a quinta maior bacia hidrográfica brasileira. O “mar de lama” chegou ao Oceano Atlântico, ameaçando ainda o recife de corais de Abrolhos, que possui a maior biodiversidade do Brasil.
As estruturas de Germano e Santarém foram danificadas após o rompimento da barragem de Fundão, mas a mineradora afirma que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”. A empresa diz ainda que trabalha para reforçá-los até o fim de fevereiro.
No documento obtido pela Folha, cinco possibilidades foram avaliadas, mas todas levam em conta que a barragem de Santarém, que armazena água para a produção mineral e fica mais próxima de Bento Rodrigues, transborde ou se rompa. O pior cenário supõe que isso aconteceria após a ruptura da barragem de Germano, que fica atrás de Santarém.
Também são exibidos cenários que chagariam, ao menos, até a hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), a 109 quilômetros das barragens. Além do assoreamento e da mudança do curso de rios, foram levados em consideração também a destruição de áreas de preservação ambiental, o que acabaria com a vida animal, interromperia os fornecimentos de água e luz e inundaria propriedades urbanas e rurais.
As previsões indicam que a lama chegaria em dez minutos ao local onde antes morava o povoado de Bento Rodrigues, que hoje está completamente submerso pela lama de Fundão. O município de Barra Longa, a 77 quilômetros de distância, seria atingido após 11 horas, intervalo próximo ao do dia da tragédia.
A consultoria Pimenta de Ávila, que fez o estudo, pede que a Samarco cadastre as habitações que podem ser atingidas, a fim de facilitar a evacuação. Ela pede também que a mineradora elabore um novo plano de emergência para as barragens. O Ministério Público de Minas Gerais vai solicitar que a Justiça determine as medidas. Conforme a mineradora informou ao jornal, o plano já está em “fase de elaboração de escopo para a contratação de empresa especializada”.

12.024 – Desastre Ambiental – Lama avança no mar e deve superar 9 quilômetros da costa


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Um Mar de Lama

A onda de lama vinda das barragens da mineradora Samarco, que chegou ao oceano, pode avançar por uma extensão superior a nove quilômetros prevista inicialmente pelo Ministério de Meio Ambiente. No primeiro momento, a lama formou uma pluma de água barrenta. Em seguida, no entanto, uma mancha marrom e mais densa já se projetava por quilômetros da costa do Espírito Santo. Segundo o coordenador nacional do Centro Tamar-ICMBio, Joca Thome, a área afetada pode ser muito maior do que a calculada pelo governo.

O espaço atingido faz parte da Reserva Biológica de Comboios, uma área de proteção costeira usada para a desova de tartarugas-marinhas, incluindo a tartaruga-de-couro, uma espécie ameaçada de extinção. Thome sobrevoou a mancha ontem à tarde e voltou para terra visivelmente emocionado. “Nem sei o que falar. É terrível; uma calamidade”, disse, após sair do helicóptero. “Parece uma gelatina marrom se esparramando mar adentro.”
A onda de lama percorreu 650 quilômetros de rio desde o rompimento da barragem em Mariana, no interior de Minas Gerais, no dia 5 de novembro. O desastre deixou ao menos 12 mortos e 11 pessoas ainda seguem desaparecidas.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou neste domingo que o desastre ambiental ainda não acabou. Apesar de a dimensão dos estragos ainda não estar definida, a ministra garantiu que a Bacia do Rio Doce, seriamente afetada pelo mar de lama, será recuperada. “Devolveremos a bacia”, prometeu Izabella, ao dizer que ela poderá ficar “em melhores condições”. A ministra disse estar diante do pior desastre ambiental enfrentado pelo Brasil. Mas afirma que o episódio pode ser considerado como um “aprendizado.” “Todas as vezes que problemas como esses ocorrem, há uma tendência de se rever parâmetros. Vamos discutir todo aperfeiçoamento necessário”, argumentou.
A onda chegou à costa capixaba no pico da época de desova das tartarugas. Equipes do Tamar vinham retirando diariamente da praia de Regência, distrito de Linhares (ES), os ovos colocados pelas tartarugas, numa média de 40 ninhos por noite. O local continuará sendo monitorado, para ver como as tartarugas reagem à presença da lama. Pesquisadores alertam que os sedimentos, independentemente de serem tóxicos, vão afetar profundamente os ecossistemas fluviais, terrestres e oceânicos da Bacia do Rio Doce.
No domingo, pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já recolhiam peixes mortos na desembocadura do rio. Analisando os animais manualmente era possível ver claramente que suas guelras estavam impregnadas de lama. Mesmo com os níveis de oxigênio da água dentro do normal, esse “entupimento” das brânquias impede os peixes de respirar e eles morrem asfixiados.
A mortandade de peixes, porém, é apenas “uma pontinha do iceberg”, segundo o biólogo Paulo Ceccarelli, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), do ICMBio. O problema maior, e de mais longo prazo, é a extinção do plâncton e de outros pequenos organismos que formam a base da cadeia alimentar, que terá um efeito cascata sobre todo o ecossistema, impactando desde os herbívoros aquáticos até o carnívoros terrestres.
Para piorar a situação, é época de desova no Rio Doce, o que significa que, para cada peixe ovado que morrer, outras dezenas ou até centenas de peixinhos deixarão de nascer. E mesmo que nasçam, diz Ceccarelli, não haverá plâncton, algas ou pequenos crustáceos na água para eles se alimentarem. Sem peixes, faltará alimento para outros animais, como garças e lontras, e assim por diante. “Cada vida que é extinta do ecossistema leva muitas outras junto”, sentencia o pesquisador.
“Isso aqui vai virar uma camada fóssil”, diz o biólogo Dante Pavan, do Grupo Independente de Análise de Impacto Ambiental (Giaia), um consórcio de cientistas que se juntaram para responder ao desastre do derramamento de lama.

11.804 – Mais dias tórridos pela frente – Próximos dois anos podem ser os mais quentes já registrados


terra quente
Os próximos dois anos podem bater o recorde mundial como os mais quentes já registrados no mundo, segundo pesquisa da agência meteorológica do Reino Unido.
O Met Office alerta que grandes mudanças no sistema climático podem estar a caminho por causa dos gases do efeito estufa, que aumentam o impacto de tendências naturais.
A pesquisa mostra que os efeitos do El Niño no Pacífico podem gerar um aquecimento do mundo inteiro.
O estudo revela também que o verão na Europa pode ficar temporariamente mais frio, enquanto o resto do mundo viveria os reflexos do aquecimento.
Os cientistas confirmam que em 2015, a temperatura média da superfície da Terra está se aproximando de níveis recordes: 0,68°C acima da média registrada entre 1961-1990.
O diretor da agência meteorológica britânica, Stephen Belcher, afirmou que as altas temperaturas registradas no mundo todo neste ano mostram a dimensão do impacto dos gases do efeito estufa.
“Sabemos que tendências naturais afetam as temperaturas globais todos os anos, mas as temperaturas muito quentes deste ano indicam o impacto contínuo dos gases do efeito estufa (produzidos pelo homem).”
“Com o potencial de que o próximo ano seja tão quente quanto este, fica claro que nosso clima continua mudando”, completou.

Rowan Sutton, da Universidade de Reading, confirmou os resultados do estudo. “Parece que mundialmente, 2014, 2015 e 2016 estarão entre os anos mais quentes da história. Isso não é um acaso. Vemos os efeitos da energia acumulados de forma constante nos oceanos e na atmosfera, e eles são causados pelos gases do efeito estufa.”
Os efeitos do aumento da emissão de CO2, combinado a tendências naturais de longo prazo nos oceanos, deixam o sistema climático “muito interessante”.
Duas tendências que afetam os “padrões” climáticos a médio e longo prazo estão no oceano Pacífico. O fenômeno do El Niño acontece quando uma corrente do Pacífico se inverte –algo que ocorre a cada três, quatro ou cinco anos–, trazendo chuvas onde normalmente há secas, e secas onde normalmente há chuvas. O El Niño tende a empurrar as temperaturas mundiais para cima.
Esse fenômeno está agora parecido com o El Niño de 1998, que provocou estragos no sistema climático mundial. O de agora pode aumentar o risco de secas na África do Sul, no leste da Ásia e nas Filipinas –e pode trazer enchentes ao sul da América do Sul.
Um efeito positivo disso poderia ser o fim dos quatro anos de seca que afligem a Califórnia.
A segunda mudança natural ocorre nos padrões de temperatura do Pacífico Norte. Houve uma fase fria, que a agência meteorológica afirma ter contribuído para a pausa no aumento das temperaturas médias da atmosfera na última década. Agora entra-se em uma fase quente, que também fará o mundo ser mais quente.
Mas existe um outro fator em jogo. Esses dois eventos de aquecimento serão parcialmente compensados pelo padrão de temperatura do Atlântico Norte, que está mudando para uma fase fria.
Os cientistas dizem que têm aprendido mais sobre como esses padrões grandes de temperatura no oceano podem amenizar ou acelerar os efeitos do aquecimento global provocado pelo homem.

“A parte que não entendemos é a competição entre os fatores –é o que estamos estudando agora”, diz Sutton.

Para os pesquisadores, mudanças no Atlântico significam que a Europa pode ter verões mais frios e secos pela próxima década –mas isso só se os efeitos do Atlântico não forem superados pelos do Pacífico. Eles ainda não conseguem prever com precisão qual influência prevalecerá.
O fato de o Atlântico Norte estar se tornando mais frio pode levar à recuperação das geleiras na região do Ártico.

Terra Tórrida
A agência meteorológica tem sido extremamente cautelosa depois de ter sido punida pelo que alguns chamaram de “excesso de confiança” em previsões feitas no passado, quando as tendências naturais do oceano ainda eram pouco compreendidas.
O órgão afirma que, que sob sua perspectiva, não há pausa real no aquecimento da Terra porque os oceanos continuam a ficar mais quentes, os níveis o mar continuam a subir e as geleiras continuam derretendo.
“Não podemos ter a certeza de que será o fim dessa desaceleração, mas as taxas de aquecimento da década podem atingir os maiores níveis do século em dois anos”, disse Scaife.
“Se o aquecimento causado pelos gases do efeito estufa continuar a aumentar, os efeitos dele a longo prazo no clima global e regional podem superar aqueles de fenômenos de curto prazo, como o El Niño.”

11.436 – Mercúrio está causando homossexualidade em aves (?)


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Poluentes ambientais como o mercúrio estão causando modificações comportamentais em pássaros como o Íbis Branco (Eudocimus albus).
A substância metilmercúrio é tóxica e é facilmente absorvida por ser um poluente encontrado em rios no sul da Flórida. Um novo estudo mostra que machos desta espécie que foram expostos a esta molécula ficaram mais propensos a terem contatos sexuais com outros machos, abandonando as fêmeas.
A pesquisa foi dirigida da seguinte forma: ecologistas da Universidade da Flórida reuniram 160 filhotes do pássaro, dividindo em 4 grupos iguais, cada grupo continha 20 machos e 20 fêmeas. Os pesquisadores administraram o metilmercúrio na alimentação das aves.
Apenas um grupo não tomou o poluente, as aves foram acompanhadas por três anos e concluiu que aqueles indivíduos que foram expostos ao mercúrio modificaram o seu comportamento do ritual de acasalamento, além disso, as fêmeas também começaram a rejeitar e não aceitar muito bem o comportamento sexual destes machos expostos ao mercúrio.
As aves obtiveram comportamento homossexual e, após os casais gays formados, ocorreram tendências a não desfazer este casal nos próximos anos. Os níveis administrados aos exemplares de Íbis Branco foram os mesmos dos encontrados na natureza, sendo por tanto um indicativo concreto da culpa do mercúrio neste comportamento dos animais. A ocorrência de casais gays entre as aves foi apenas entre machos e não em fêmeas.

11.066 – Ecologia – Em Busca da Energia Limpa


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Os 195 países que passaram duas últimas semanas discutindo na Cúpula do Clima (a COP), em Lima, no Peru, o acordo que promete cortar drasticamente as emissões globais de gás carbônico (CO2) até 2050 não apostam apenas no bom-mocismo e na vontade de preservar o planeta como motores para a transformação da sociedade.
Há um esforço conjunto em defender as energias limpas não mais como mera alternativa, mas como a principal forma, econômica e viável, de abastecer a humanidade em um futuro próximo. Para isso, a manobra principal dos preservacionistas é atacar o petróleo, cuja queima, principalmente pela indústria e como combustível de carros, faz o setor de energia representar dois terços das emissões de gases de efeito estufa.
Disse a secretária executiva da COP, a costarriquenha Christiana Figueres: “Os preços do petróleo oscilam muito, e essa imprevisibilidade é um dos maiores motivos para migrarmos para as energias sustentáveis”. Enquanto a exploração do óleo encarece a cada dia, as tecnologias verdes estão gradualmente mais baratas e eficientes. Hoje, 80% da energia vem do uso de combustíveis fósseis. A aposta é que o aumento do custo desse recurso nas próximas décadas, somado a manobras políticas – consolidadas na COP – para tornar sua extração burocraticamente mais difícil, fará com que as opções limpas passem a representar 40% do consumo até 2030 e 90% até 2060.
A economia do petróleo e o incentivo às energias limpas têm relação direta. Se o combustível fóssil fica caro, intensifica-se sua substituição por alternativas renováveis; se está estável ou barateia, diminuem as verbas para outras fontes energéticas. O custo do petróleo está em baixa nos últimos dois anos, o que fez com que empresas optassem mais pelo seu uso e dessem menos atenção a opções verdes. É esse o momento no qual vivemos.
Em dezembro de 2014, o barril do tipo Brent era negociado por cerca de 65 dólares, quase a metade do que era em 2012. “A curto prazo, pode brotar um círculo vicioso, em que diminui o uso das renováveis conforme o óleo, barato, vê sua demanda aumentar”, pontuou na COP o engenheiro alemão Sven Teske, diretor da área de energias renováveis do Greenpeace. “A médio prazo, porém, é inevitável a substituição das fontes sujas. Essa é a primeira COP em que já vemos energias renováveis serem mais econômicas que algumas não renováveis”, completa Teske. Nos últimos cinco anos, o custo de produção das energias solar e eólica caiu 50%, e, com subsídios do governo, elas já saem mais em conta que o gás natural ou o carvão nos Estados Unidos.
A projeção: com o aumento da oferta e da demanda – e ainda o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e baratas de captação -, o preço das fontes limpas continuará a despencar. Estima-se que o custo vá cair ao menos 35% até 2030, em todo o mundo, e 50% até 2050. Em paralelo, o preço do petróleo só aumentará, apesar do atual instante de queda. A expectativa da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) é que chegue a 130 dólares em 2035.
“Para cumprirem com suas metas de corte de emissão de gases de efeito estufa, e de quebra regularem o clima do planeta, os países terão de manobrar para controlar o preço e diminuir subsídios para a extração de combustíveis fósseis. E ainda se mostra necessário estabelecer um valor a ser pago para o que cada nação ou empresa utiliza de carbono”. Como uma dívida assumida por causar poluição e contribuir para o aquecimento global.
A conclusão não é que faltará petróleo no planeta, e por isso teremos de nos adaptar. Mas que a oferta será tão pequena, e controlada, que as energias limpas acabarão por ser a única escolha viável.

10.899 – Spray no telhado gera energia solar


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Pesquisadores da Universidade de Toronto encontraram um novo meio de colocar células solares sobre superfícies finas e flexíveis, que seriam então colocadas em telhados. E fizeram isto com o uso de um spray. Tais painéis passariam quase despercebidos.
“Meu sonho é um dia ver dois técnicos com mochilas como aquelas do filme ‘Os Caça Fantasmas’ chegando em sua casa para borrifar seu telhado”, disse o engenheiro elétrico e da computação Illan Kramer.
Além disso, películas mais flexíveis poderiam ser utilizadas para carregar aparelhos elétricos.
Kramer e colegas misturaram em uma solução minúsculas partículas de materiais sensíveis à luz, conhecidos como pontos quantum coloidais. Depois, compraram em uma loja de arte algumas unidades de air brush.
Para aplicar a solução a uma superfície flexível, usaram um método similar ao das rotativas de jornal, mas em vez de borrifar tinta em papel, usaram air brush para espalhar a solução na película.
Em experimentos, os pesquisadores mostraram que sua técnica resultou em painéis solares com a mesma eficiência de outros com películas finas e de fabricação mais cara, diz o Daily Mail.

10.730 – Lugares Exóticos – Pamukkale


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Um dos pontos turísticos mais exclusivos do mundo é, sem dúvida, o local conhecido como “as piscinas de travertino de Pamukkale”, localizado na Turquia. O travertino é um tipo de calcário encontrado em uma série de fontes termais do mundo. Quando a primavera chega, o travertino se solidifica em estruturas escalonadas que seguram a água nascente. O resultado são camadas cristalinas empilhadas em cima umas das outras.
Pamukkale era o antigo local da cidade grega de Hierapolis, e seu nome significa “Castelo de Algodão”. De fato, à distância, é absolutamente isso que parece.

10.714 – Meio Ambiente – 35 mil morsas se aglomeram em praia do Alasca por falta de gelo


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Agrupamento recorde com mais de 35 mil morsas foi avistado, esta semana, em praia próxima à aldeia esquimó Point Lay, no noroeste do Alasca, nos Estados Unidos. O registro aéreo foi feito neste sábado (27), pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), durante levantamento sobre mamíferos marinhos no Ártico.

De acordo com o órgão, os animais procuravam por mares congelados para descansar, mas se instalaram em terra firme quando não encontraram, graças ao derretimento progressivo de gelo, provocado pelas mudanças climáticas.
Além disso, cerca de 50 carcaças de morsas – consideradas ameaçadas de extinção por conta do derretimento das geleiras – foram encontradas na praia na semana passada. Segundo cientistas, é possível que tenham sido mortas durante uma debandada.
Recente relatório da NASA aponta que setembro deste ano registrou a sexta menor área de gelo desde 1978, quando começaram as medições.
A primeira vez em que um grupo grande de morsas foi avistado na praia em foi 2007, no lado norte-americano do Mar Chukchi. Em 2009 e 2011, também foram vistas aglomerações próximas a Point Lay com cerca de 30 mil indivíduos da espécie.

10.706 – Botânica – Superplanta faz mais fotossíntese


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A fotossíntese é uma das invenções mais fascinantes da natureza. A vida na Terra só existe graças a esse processo, que transforma luz e CO2 em oxigênio e glicose. Mas, agora, a engenhosidade humana pode ter descoberto um jeito de turbiná-lo: com a criação de uma planta que faz 30% mais fotossíntese. O supervegetal foi desenvolvido no Instituto de Tecnologia de Massachusetts*, e é uma versão modificada de plantas do gênero Arabidopsis. Ela absorve mais luz e CO2, libera mais oxigênio e produz mais energia que as plantas comuns. Tudo graças à nanotecnologia. Os cientistas injetaram nanopartículas de dióxido de cério (um metal raro) nos cloroplastos – as estruturas da planta que fazem a fotossíntese. Essas partículas de metal facilitaram o fluxo de elétrons dentro do vegetal, acelerando a fotossíntese. Aparentemente, a injeção não provocou efeitos nocivos às plantas.
A ideia, para o futuro, é criar grandes usinas só com superplantas. Elas sugariam muito CO2 do ar, o que ajudaria a brecar o aquecimento global. E também usariam a energia do Sol para produzir glicose (que depois poderia ser convertida em eletricidade para uso humano). “Essa técnica tem potencial para melhorar muito a coleta de energia solar”, afirma o engenheiro químico Michael Strano, líder do estudo. O trabalho tem gerado polêmica na comunidade científica, pois não revela todos os detalhes envolvidos no processo (talvez porque o MIT pretenda patenteá-lo). Mas pode ser o início de algo revolucionário.

10.691 – Escultura inspirada em árvore africana produz água potável para comunidades carentes


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A Warka é uma frondosa figueira, nativa da Etiópia. Tradicionalmente conhecida como símbolo de fertilidade e generosidade, a árvore também se tornou local de encontro para moradores de muitos vilarejos africanos.
Inspirado pela forma exuberante da Warka, o artista italiano Arturo Vittori criou uma imensa estrutura que produz água através da condensação do vapor. A WarkaWater Tower é feita com hastes de bambu e junco entrelaçadas, que formam a base da torre. No interior, uma malha de plástico de fibras de nylon e polipropileno funciona como microtúneis ou poros para a condensação.
A medida que as gotas de água se formam, elas fluem através da malha e se depositam no recipiente na base da torre. A WarkaWater Tower consegue fornecer quase 100 litros de água potável por dia.
A ideia de Vittori é que pelo menos duas torres sejam instaladas em vilarejos da Etiópia em 2015. Segundo estudo das Nações Unidas, o país é o que tem a menor disponibilidade de água no mundo e a de pior qualidade.
Geralmente são as mulheres, que caminham longas distâncias e muitas horas, para conseguir água para o consumo da família. Crianças também participam destas viagens diárias – difíceis e perigosas. Muitas vezes a água encontrada é contaminada e insalubre.
O artista italiano acredita que as torres possam ser feitas pelas próprias comunidades, com material disponível localmente, tornando este um projeto sustentável e de longo prazo. A WarkaWater Tower leva em média uma semana para ser construída por um grupo de quatro pessoas.

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10.686 – Poluição Ambiental – Cidade chinesa entra em alerta laranja, contra ar irrespirável


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Pela primeira vez neste ano a qualidade do ar atingiu “níveis perigosos” por 50 horas seguidas. É o período mais longo em que este fenômeno acontece. A visibilidade é de 500 metros.
Imagens de satélite mostram que uma espessa nuvem de poluição veio de áreas do sul da capital chinesa, incluindo a parte sul da província de Hebei, onde se concentram siderúrgicas e outras indústrias pesadas. E as condições do tempo estão exacerbando o problema.
A Organização Mundial de Saúde estabeleceu um limite de PM2.5 (a chamada matéria fina particulada, que penetra mais fundo nos pulmões) de 25 microgramas por metro cúbico em um período de 24 horas. Depois de 50 horas seguidas, verificadas ontem, a conta passou de 250 microgramas.
Com o alerta de poluição passando do amarelo para o laranja, as fábricas mais sujas foram obrigadas a cortar 30% de suas emissões. A nuvem cobriu outras cidades próximas – principalmente nas províncias de Hebei e Xangai, incluindo Xingtai , Shijiazhuang , Dingzhou e Yangquan, e dezoito estradas da região tiveram de ser fechadas, de acordo com a Administração Metereológica da China.
Beijing se encontra sob enorme pressão para enfrentar o problema. Além do aumento dos protestos públicos, a cidade irá hospedar em duas semanas a conferência de cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.
Grupos ambientais criticaram as autoridades chinesas por não usarem um alerta vermelho, o mais alto, para proteger as crianças vulneráveis à poluição. Ela deverá continuar até amanhã, quando será dispersada por uma frente fria, informa o South China Morning Post.

10.675 – Mega de ☻lho no Mundo – Poluição na China


"Arpocalipse" na China
“Arpocalipse” na China

Como se já não bastasse trabalhar quase de graça, comer insetos e carne de cachorro, que tal respirar um arzinho lá da China?
Difícil de enxergar. Difícil de respirar. Nos últimos dias, os níveis de poluição em várias cidades chinesas, incluindo a capital Pequim, superaram em 20 vezes o limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As cenas do “arpocalipse” se repetem há pelo menos três dias. Na megalópole, pessoas caminham com máscaras de proteção em meio aos prédios, ruas, praças e monumentos engolidos pela espessa mistura de fumaça e poeira, que tampa o sol e faz o dia parecer noite.
O principal vilão do ar são as chamadas PM2,5, partículas finas e inaláveis de poeira com diâmetro inferior a 2,5μm resultantes da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e das usinas a carvão (a China é o país mais faminto por carvão para suprir suas necessidades energéticas, seguida pelos EUA).
Devido ao pequeno diâmetro, essas partículas ficam em suspensão no ar e penetram profundamente no aparelho respiratório, instalando-se nos alvéolos pulmonares e bronquíolos, podendo causar sérios danos à saúde.
No dia 10/10/2014, véspera do jogo Brasil X Argentina pelo troféu Clássico das Américas, em algumas regiões, a concentração de PM 2,5 no ar chegou a 445 microgramas por metro cúbicos. Segundo da OMS, é nociva a exposição ao longo de 24 horas a concentrações superiores a 25.
Um estudo publicado em 2013 indicou que a poluição reduzirá em 5,5 anos a expectativa de vida de quem mora no Norte do pais, em comparação aos vizinhos do Sul. Combinados, os 500 milhões de habitantes da região deverão perder mais de de 2,5 bilhões de anos de vida pela exposição à poluição.

10.670 – Meio Ambiente – Misteriosas bolinhas verdes infestam praia na Austrália


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Pequenas bolas verdes infestam a praia de Dee Why, que fica perto de Sydney, na Austrália. O fenômeno intrigou o mundo da ciência e moradores do local.
De acordo com o site Smithsonian Mag, as esferas são do tamanho de bolas de golfe. Acredita-se que elas seriam exemplares de uma rara forma de alga existente nos oceanos, chamada pelos japoneses de marimo.
Os marimos foram descobertos por volta de 1820. Segundo cientistas, eles já infestaram praias na Escócia, Estônia, Islândia e Japão.
No caso australiano, o mais provável é que a combinação de muito sol e fortes correntes marítimas nas últimas semanas tenha gerado a invasão de marimos.

10.618 – Mega Sampa – Srur ocupa margens e pontes do Rio Pinheiros contra poluição da água


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Famoso pelas intervenções artísticas e críticas que já espalhou pela cidade de São Paulo, Eduardo Srur volta ao Rio Pinheiros para protestar contra a poluição de suas águas e pedir que todos se mobilizem por sua recuperação. Com bonecos em trampolins instalados em quatro pontes, inaugura, hoje, a exposição ″Às Margens do Rio Pinheiros″, que ainda terá portais pop em dois córregos e onças espalhadas pelas margens. A mostra – que tem o apoio da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros – não tem data para terminar e celebra o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (20/09).

10.610 – Quanta poluição é evitada com o Dia Mundial sem Carro?


22 DE SETEMBRO DIA MUNDIAL SEM CARRO

SE TODO MUNDO ADERISSE…
Só em São Paulo, seriam “economizadas” 712 toneladas de poluentes*. Entre elas:

– 11,9 toneladas de dióxido de enxofre
O SO2 contribui com o aumento de casos de asma e outros problemas respiratórios, além de também causar chuva ácida.
– 535,4 toneladas de monóxido de carbono
Diminui a chegada de oxigênio a diversas partes do corpo, causando fadiga, dor de cabeça e, em casos extremos, a morte. Na atmosfera, pode formar dióxido de carbono, um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa.
– 97,4 toneladas de hidrocarbonetos não metano
Essa mistura de carbono e hidrogênio também está entre as principais causas do efeito estufa. E ajuda na formação do ozônio troposférico, que causa danos a várias espécies vegetais e problemas respiratórios.

– 64,6 toneladas de óxido de nitrogênio
Também colabora com o ozônio troposférico e, em altas concentrações, leva ao aumento de problemas respiratórios, pulmonares e de alergia. É um dos componentes das chuvas ácidas.

– 3,4 toneladas de aldeídos
São compostos resultantes da oxidação parcial dos álcoois em carros movidos a etanol. Causam irritação em mucosas, olhos, nariz, vias respiratórias e até câncer.

(*) Cálculo feito a partir de emissões de 2012, segundo dados da Cetesb.

10.522 – Urna biodegradável: a transformação dos cemitérios em florestas


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As árvores germinam das sementes, crescem e um dia morrem. Exatamente como os seres humanos. Nascemos, crescemos e em algum momento, vamos partir.
E que tal se ao morrermos nos tranformarmos em uma árvore? A ideia é da empresa espanhola Bios Urn. Ela criou uma urna biodegradável, que pode ser plantada em qualquer lugar e dar origem a uma nova vida.

A urna tem dois compartimentos diferentes. O inferior é onde serão depositadas as cinzas do corpo após a cremação. No superior, ficam as sementes que irão germinar. A partir do momento que a urma começa a se decompor, as raízes das sementes estarão fortes o suficiente para romper a parte inferior. Com o processo de biodegradação, toda a estrutura se mistura ao solo. É possível escolher qual tipo de semente brotará dela.
Gerard e Roger Moliné, idealizadores da Bios Urn, são fundadores do Estudiomoline, um estúdio de design em Barcelona. Eles acreditam que design e natureza podem mudar o mundo. A urna biodegradável seria uma maneira inteligente, sustentável e ecologicamente correta de lidar com o que, segundo eles, é um dos momentos mais importantes da nossa existência: ao transformar a morte em vida e num retorno à natureza.