13.252 – Farmacologia – Brasileiros criam nanoantibióticos contra infecções resistentes


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Da Folha para o ☻Mega

Pesquisadores brasileiros criaram um método que combina minúsculas partículas de prata com um antibiótico para tentar vencer a crescente resistência das bactérias aos medicamentos convencionais.
Em testes preliminares de laboratório, a abordagem mostrou bom potencial para enfrentar formas resistentes do micróbio Escherichia coli, que às vezes causa sérios problemas no sistema digestivo humano.
“Alguns sistemas podem até funcionar melhor no que diz respeito à capacidade de matar as células bacterianas, mas o ponto-chave é que as nossas partículas combinam um efeito grande contra as bactérias com o fato de que elas são inofensivas para células de mamíferos como nós”, explica um dos responsáveis pelo desenvolvimento da estratégia, Mateus Borba Cardoso, do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas (SP).
Cardoso e seus colegas assinam estudo recente na revista especializada “Scientific Reports”, no qual descrevem o processo de produção da arma antibacteriana e seu efeito sobre os micróbios.
Esse mesmo grupo já utilizou nanopartículas para inativar o HIV e atacar somente as células tumorais, em caso de câncer de próstata, poupando as células saudáveis.
O aumento da resistência das bactérias causadoras de doenças aos antibióticos tradicionais é um caso clássico de seleção natural em ação que tem preocupado os médicos do mundo todo.
Em síntese, o que ocorre é que é quase impossível eliminar todos os micróbios durante o tratamento. Uma ou outra bactéria sempre escapa, e seus descendentes paulatinamente vão dominando a população da espécie e espalhando a resistência, já que os micro-organismos suscetíveis morreram sem deixar herdeiros.
Para piorar ainda mais o cenário, tais criaturas costumam trocar material genético entre si com grande promiscuidade, numa forma primitiva de “sexo”. Assim, os genes ligados à resistência diante dos remédios se disseminam ainda mais.
Já se sabe, porém, que as nanopartículas de prata (ou seja, partículas feitas a partir desse metal com dimensão de bilionésimos de metro) têm bom potencial para vencer as barreiras bacterianas e, de quebra, parecem induzir muito pouco o surgimento de variedades resistentes.
Por outro lado, essas nanopartículas, sozinhas, podem ter efeitos indesejáveis no organismo.
A solução bolada pelos cientistas brasileiros envolveu “vestir” as partículas de prata com diferentes camadas à base de sílica, o mesmo composto que está presente em grandes quantidades no quartzo ou na areia.
Testes feitos pela equipe mostraram que o conjunto afeta de forma específica as células da bactéria E. coli, tanto as de uma cepa de ação mais amena quanto a de uma variedade resistente a antibióticos, sem ter o mesmo efeito sobre células humanas –provavelmente porque a ampicilina se conecta apenas à parede celular das bactérias.
É claro que ainda é preciso muito trabalho antes que a abordagem dê origem a medicamentos comerciais.
Segundo Cardoso, o primeiro passo seria o uso de sistemas semelhantes em casos muitos graves, nos quais pacientes com infecções hospitalares já não respondem a nenhum antibiótico.
Para um emprego mais generalizado, provavelmente será necessário substituir o “recheio” de nanopartículas de prata por outras moléculas, mais compatíveis com o organismo.
O trabalho teve financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

resistencia bacteriana

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10.322 – Farmacologia – Governo amplia incentivo fiscal para remédio


O governo federal publicou no Diário Oficial da União um decreto que amplia a lista de substâncias usadas na fabricação de medicamentos que poderão ser beneficiadas com o regime especial de utilização do crédito presumido de PIS/Pasep e Cofins. A atualização da lista, que não acontecia desde 2007, ocorre a cerca de três meses das eleições.
O incentivo fiscal contempla cerca de 170 substâncias relacionadas a remédios de tarja vermelha ou preta — até então, cerca de 1.500 substâncias constavam na lista de isenção. Oito delas são utilizadas em medicamentos para nutrição parenteral e hemodiálise, por exemplo. Também há itens usados no combate de diabetes, como cloridrato de metformina; no combate de infecções, como amoxicilina; no controle do câncer de mama, como o pertuzumabe, e no de leucemia, como o nilotinibe; o antidepressivo imipramina; e vacinas, como a que protege contra gripe, tétano e meningite.
Segundo as regras do regime especial, cabe à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos o monitoramento das empresas contempladas com o benefício para “assegurar a efetiva repercussão da redução da carga tributária nos preços e a manutenção dos preços dos medicamentos por períodos de, no mínimo, doze meses”.

9732 – Anvisa aponta que preço de remédio para ansiedade varia em até 680%


Um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra uma diferença de até 680% no preço de uma classe de medicamentos usada para tratamento de transtornos de ansiedade, os benzodiazepínicos. O trabalho avaliou os valores cobrados em 2013 por 14 remédios, de sete diferentes tipos ativos. Na análise, os preços variavam de R$ 5,92 a R$ 34,62.
Os benzodiazepínicos são considerados como medicamentos de segunda escolha para o tratamento transtornos de ansiedade. “Há ainda incerteza sobre sua eficácia a longo prazo. Eles também trazem risco de dependência”, afirmou Sybele Oliveira Lima, especialista da gerência de avaliação de economia da Anvisa.
Apesar das restrições na indicação, os benzodiazepínicos lideram a lista dos medicamentos controlados mais vendidos no Brasil. Uma das marcas (clonazepam), está em 9.ª posição na lista dos 100 remédios mais comercializados no país. Sybele afirma não haver estudos que indiquem superioridade entre os princípios ativos analisados. “Justamente por isso, o levantamento pode ser usado como um instrumento para que médicos e pacientes decidam qual a melhor estratégia a ser utilizada.”
Na comparação entre produtos com o mesmo princípio ativo, o Clozapan apresentou a menor variação de preços: 20%. A maior diferença foi constatada entre os medicamentos com Alprazolam: 348%.
Os principais transtornos de ansiedade são o de pânico, de ansiedade social, de ansiedade generalizada (TAG) e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). De acordo com o boletim da Anvisa, são considerados como medicamentos de primeira escolha os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.

9576 – Farmacologia – De milagrosos a malditos (e vice versa)


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Mais e mais a medicina nos dá mostras de que a cautela é o melhor remédio. Diversos medicamentos antes considerados seguros e eficazes têm revelado efeitos nocivos à saúde. Alguns até se mostraram potencialmente letais. Veja a história da infame talidomida. Nos anos 60, era um remédio muito usado contra o enjoo. Milhares de mulheres grávidas tomaram o medicamento no mundo todo. Resultado: 10 000 crianças nasceram malformadas, sem um braço ou uma perna. A talidomida foi banida, virou substância maldita, sinônimo de veneno. Hoje descobriu-se que, tomada com o devido cuidado e evitada por gestantes, ela é um remédio fantástico, que auxilia até no tratamento de câncer.
Outro exemplo das reviravoltas da medicina são as recentes decisões do Ministério da Saúde, que baniu várias substâncias que até outro dia pareciam mais inofensivas que caldo de galinha. Quem poderia imaginar que o velho e bom mercurocromo é capaz de causar danos ao sistema nervoso? Ou que famosos antigripais podem levar a um derrame cerebral?
“Não existem verdades definitivas ou prolongadas no universo dos medicamentos”, diz Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Nenhum remédio é todo bom ou inteiro ruim (um motivo a mais para você nunca, em hipótese nenhuma, se automedicar). Veja, abaixo, alguns exemplos recentes de drogas amaldiçoadas e reabilitadas.

Remédios tidos como eficientes que se revelaram nocivos
Substância – Fenilpropanolamina
Encontrada em – Antigripais e remédios para emagrecer
Proibida porque – Aumenta o risco de derrames
Substância – Ácido bórico
Encontrada em – Alguns talcos, pomadas, colírios e água boricada
Proibida porque – Pode provocar intoxicações, insuficiência renal, alterações gastrointestinais e neurológicas e até matar

Substância – Astemizol
Encontrada em – Antialérgicos contra rinite, conjuntivite e urticária
Proibida porque – Pode aumentar o risco de arritmias cardíacas

Substância – Terfenadina
Encontrada em – Antialérgicos
Proibida porque – Há risco de arritmia cardíaca quando o paciente é hepático. Junto com certos remédios pode até matar

Substância – Tiomersal (sal de mercúrio)
Encontrada em – Anti-sépticos como mercurocromo
e Merthiolate
Proibida porque – A alta exposição ao mercúrio presente nesses produtos pode causar danos ao sistema nervoso e às vísceras

Venenos que estão se revelando ótimos medicamentos
Substância – Talidomida
Malvista por – Causar problemas no sistema nervoso
Reabilitada porque – Revelou-se um coadjuvante eficaz no tratamento de hanseníase, e má-formação de fetos. O uso durante
lúpus, mieloma múltiplo e artrite reumatoide. Combate efeitos a gestação continua desaconselhado
colaterais da quimioterapia e do tratamento da Aids

Substância – Dipirona
Malvista por – Trazer risco de agranulocitose, doença caracterizada pela diminuição dos glóbulos brancos. Encontrada na Novalgina e no Doril

Reabilitada porque – Seus efeitos hematológicos foram reavaliados e percebeu-se que ela é mais segura do que se imaginava

Substância – Arsênico
Malvista por – Ser um veneno perigosíssimo. Napoleão morreu envenenado pela substância
Reabilitada porque – Médicos chineses descobriram que ele ajuda no tratamento de leucemia. Há estudos para usá-lo contra outros tipos de câncer
Substância – Ácido acetilsalicílico
Malvista por – Causar convulsões em crianças com gripe e catapora. É o princípio ativo de antigripais
como o AAS e a Aspirina
Reabilitada porque – Descobriu-se que é eficaz no tratamento da doença de Kawasaki, um mal raro e grave. Protege contra enfartes.

8664 – Como funcionam as drogas contra disfunção erétil?


Atualmente, existem quatro drogas que prometem combater o problema da disfunção erétil. Três delas, cujos princípios ativos são o sildenafil, o vardenafil e o tadalafil, agem de forma semelhante no organismo: ao barrar a atividade de uma enzima que inibe a ereção, chamada PDE5, elas fazem com que o pênis permaneça ereto por mais tempo.
Os medicamentos começam a agir cerca de 30 minutos após serem ingeridos e continuam eficazes por um tempo que varia entre cada medicamento. O vardenafil, por exemplo, pode ser tomado de 25 a 60 minutos antes da relação sexual, e ela pode ser iniciada até cinco horas após a ingestão da pílula. O sildenafil tem efeito semelhante. Já o tadalafil age no organismo por mais tempo: até 36 horas.
A quarta droga, com o princípio ativo apomorfina, age diretamente no cérebro, estimulando a produção mais elevada do neurotransmissor dopamina, com o objetivo de aumentar o desejo sexual no momento da relação e, dessa forma, estimular a ereção. A droga, dissolvida embaixo da língua, age após cerca de 20 minutos.
No entanto, os medicamentos não fazem o trabalho sozinhos. Para que entrem em ação, é preciso que a pessoa tenha um estímulo inicial, físico ou psicológico. Portanto, ninguém corre o risco de ter uma ereção de surpresa, no meio do trabalho.
No Brasil, estima-se que 12 milhões de brasileiros tenham problemas de disfunção erétil. Desses, apenas 300 mil procuram algum tipo de tratamento. Mas isso pode mudar. De acordo com especialistas, após o lançamento desses medicamentos, a procura pelos médicos aumentou. As pessoas passaram a encarar a disfunção erétil como uma doença que pode ser tratada.

8298 – Medicina – Doenças Endócrinas


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Deficiência do Hormônio do Crescimento
O que é? A deficiência do hormônio do crescimento, produzido na hipófise (glândula localizada na base do cérebro). Ela pode ser congênita ou adquirida por traumas, infecções ou tumores na região.
Incidência: 1 para 4 a 8 mil indivíduos
Sintomas: Em crianças ela causa baixa velocidade de crescimento, acúmulo de gordura no tronco e uma voz mais fina. Quando ocorre em adultos, pode causa fraqueza muscular e baixa massa óssea.
Tratamento: Reposição do hormônio deficiente. A reposição é feita através de injeções subcutâneas, como a insulina, e deve ser realizada todos os dias enquanto a criança estiver em fase de crescimento.
Existe cura? Com o tratamento, 60% das crianças se recuperam e não mantêm a deficiência na idade adulta, mas não é possível garantir a cura.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Hiperplasia adrenal congênita
O que é? Uma doença genética que causa uma deficiência enzimática, que leva a um desequilíbrio da produção hormonal. Ocorre uma redução na quantidade de cortisol (relacionado ao controle da pressão arterial e níveis de açúcar no sangue) e dos mineralocorticoides (relacionados ao controle de sódio e potássio). Já a testosterona, hormônio sexual masculino, é produzida em excesso. Por essa razão, meninas nascidas com a doença costumam apresentar ambiguidade genital, ou seja, órgãos sexuais de aparência intermediária entre a feminina e a masculina.
Incidência: 1 para 4 a 7mil indivíduos
Sintomas: Vômito, diarreia e desidratação, que causam dificuldade de ganho de peso a partir da segunda semana de vida.
Tratamento: Reposição de um ou ambos os hormônio deficientes. O hormônios em excesso tendem a ser regulados automaticamente com o tratamento.
Existe cura? Não. O tratamento deve ser mantido durante toda a vida do paciente.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Hipotireoidismo congênito
O que é? Trata-se de uma doença na qual, ao nascer, a glândula tireoide não funciona corretamente. Ela é responsável pela produção de hormônios essenciais para o desenvolvimento do cérebro e que controlam todo o funcionamento do organismo.
Incidência: 1 para 4 mil pessoas
Sintomas: Apenas 5% dos recém-nascidos com a doença apresentam sintomas, que podem ser choro fraco, língua aumentada, frequência cardíaca mais baixa, pele ressecada e feições características. É importante detectar a doença antes da segunda semana de vida para que o tratamento possa ser iniciado e assim evitar sequelas neurológicas.
Tratamento: Reposição hormonal por meio de comprimidos.
Existe cura? O paciente pode levar uma vida normal, mas precisa tomar os remédios a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Fenilcetonúria
O que é? Uma doença genética caracterizada por um defeito na enzima que transforma a fenilalanina em tirosina (componente das proteínas, envolvida em várias funções do organismo), o que gera um acúmulo de fenilalanina.
Incidência: 1 para 10 mil indivíduos
Sintomas: A doença é assintomática e, caso não seja tratada, a doença pode causa atraso no desenvolvimento mental, convulsões, tamanho de crânio reduzido e QI abaixo do normal. Como a tirosina está envolvida na formação da melanina, as crianças tendem a ser albinas ou ter a pele bem clara.
Tratamento: Os portadores da doença precisam receber uma dieta pobre em fenilalanina, para evitar o acúmulo. Como essa substância está presente em diversos alimentos, como carnes, leguminosas, leite, ovos e cereais, a dieta a ser realizada é muito restritiva. Existem fórmulas especiais com baixa fenilalanina para que os pacientes obtenham todos os nutrientes necessários.
Existe cura? Não, o paciente precisa realizar a dieta a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Doença falciforme
O que é? Doença genética na qual há um defeito da hemoglobina, proteína encontrada dentro dos glóbulos vermelhos do sangue (hemácias). Em 85% dos casos a doença de manifesta como anemia falciforme. As hemácias apresentam formato alterado e ‘vivem’ menos (ao invés do 110 a 120 dias normais, ela duram apenas 10 a 15 dias).
Incidência: 1 para mil crianças nascidas vivas
Sintomas: A partir dos 6 a 8 meses de idade a anemia já se manifesta, com o amarelado no branco dos olhos e na pele. As hemácias tendem a se aglutinar, causando obstrução dos vasos sanguíneos, o que pode causar dor e até morte de tecidos.
Tratamento: Até por volta dos 5 anos as crianças são tratadas com penicilina para diminuir o risco de infecções. Dos 5 aos 10 anos de idade ocorre um risco maior de acidente vascular cerebral (AVC). Quando a criança tem um derrame, ou é diagnosticada com tendência a ter um, ela passa a receber transfusões de sangue regularmente, para evitar que isso ocorra. Depois dos 10 anos o maior risco é a síndrome torácica aguda, uma espécie de embolia pulmonar que pode causar complicações e até levar à morte.
Existe cura? Sim. A doença pode ser curada com a realização do transplante de medula óssea. No entanto, o procedimento só é indicado para casos mais graves da doença e também existe a dificuldade de encontrar um doador de medula compatível. Na família, a chance de encontrar um doador é de 25 a 30%. Quando o transplante é realizado, a chance de cura é de mais de 80%.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Doença de Wilson
O que é? Doença genética relacionada ao metabolismo do cobre, que faz com que ele se acumule nos tecidos, principalmente no fígado e no sistema nervoso central.
Incidência: 1 para 30 mil indivíduos
Sintomas: Os pacientes podem apresentar movimentos involuntários e sintomas parkinsonianos, além de sintomas hepáticos, como a pele amarelada. Com a evolução da doença, o paciente pode sofrer alteração de memória e do comportamento.
Tratamento: Medicamentos que ajudam a eliminar o cobre do organismo.
Existe cura? Não, o paciente deve tomar o remédio a vida toda.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Síndrome de Turner
O que é? Doença genética que acomete apenas mulheres e é causada pela ausência de um dos cromossomos sexuais X. Normalmente, as mulheres apresentam dois X, mas os pacientes com Síndrome de Turner têm apenas um.
Incidência: 1 pra 2 mil nascimentos
Sintomas: A ausência de um dos cromossomos sexuais pode causar má formação das estruturas cardíacas, baixa estatura, pescoço largo, deficiência intelectual e alterações na diferenciação sexual. A mulher não desenvolve mamas e possui o útero atrofiado. Uma das maiores preocupações é a cardiopatia, que afeta cerca de 40% das pacientes.
Tratamento: Reposição hormonal (com estrogênio, hormônio feminino).
Existe cura? Não, mas os tratamentos melhoram os sintomas, inclusive do ponto de vista estético.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Osteogênese Imperfeita
O que é? Doença genética em que ocorre uma produção anormal de colágeno, substância que participa da formação de tecidos, ossos, ligamentos e tendões.
Incidência: 1 para 15 a 20 mil nascimentos
Sintomas: Fragilidade dos ossos e elasticidade aumentada dos tecidos. Essas alterações podem ser graves, incompatíveis com a vida, até leves, com ossos praticamente normais. Outros sintomas comuns são aspecto azulado na parte branca dos olhos e dentes frágeis, com aspecto opaco.
Tratamento: Não existem ainda tratamentos para evitar a doença, mas a qualidade do osso pode ser melhorada por meio de atividades físicas específicas e medicamentos.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Fibrose cística
O que é? Doença genética com manifestações pulmonares, digestivas e nas glândulas do suor.
Incidência: 1 para cada 10 mil crianças nascidas vivas, no Brasil.
Sintomas: A primeira manifestação pode ser a obstrução do intestino no recém-nascido pelo mecônio (as primeiras fezes) e as manifestações iniciais respiratórias se assemelham a uma bronquite ou pneumonia. A criança produz muco excessivo, que vai fechando os alvéolos pulmonares e reduzindo a capacidade respiratória. Na parte digestiva, o pâncreas não produz a enzima que faz digestão das gorduras, por isso caso não reponha as enzimas, o paciente pode ter diarreia após se alimentar e apresentar desnutrição. Um dos principais sintomas é o ‘beijo salgado’, um acúmulo de cristais de sal na testa da criança, conferindo um sabor salgado ao beijo que as mães costumam dar nos filhos. É causado pela perda excessiva de sal no suor.
Tratamento: O paciente precisa fazer reposição de enzimas digestivas por toda a vida, a cada refeição. Além disso, ele pode ser tratado com antibióticos para tratar infecções no pulmão causadas pelo muco acumulado.
Existe cura? Não, mas o início precoce do tratamento pode fazer com que o paciente chegue à idade adulta completamente integrado à sociedade.
O SUS fornece medicamentos? Sim

Angioedema hereditário
O que é? Doença genética causada pela mutação de um gene, que provoca alterações no sistema de coagulação, entre outros.
Incidência: 1 para 50 mil indivíduos
Sintomas: Inchaço de mucosas, como lábios e laringe, que pode ser acompanhado de sintomas gastrintestinais, como cólicas, diarreia e vômito. Casos mais graves podem levar à morte por asfixia.
Tratamento: profilaxia. São utilizados medicamentos para evitar problemas de coagulação.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim.

Ictioses
O que são? Doenças genéticas que provocam alterações na pele e descamação abundante. Existem diversos tipos de ictioses, com gravidade variável.
Incidência: A forma mais branda da doença, conhecida como ictiose vulgar, tem incidência estimada de 1 para 250 indivíduos, mas as variações mais graves são mais raras.
Sintomas: Coceira e ressecamento da pele. Alguns casos mais graves podem levar a alterações neurológicas.
Tratamento: Podem ser utilizados umectantes, substâncias que mantêm a pele umedecida. Existe também um medicamento à base de retinoide que pode controlar a descamação da pele. Ele deve ser tomado continuamente, mas pode causar efeitos colaterais, sendo o principal a fá formação do feto, durante a gravidez.
Existe cura? Não.
O SUS fornece medicamentos? Sim.

Mucopolissacaridoses
O que são? Doenças genéticas nas quais deficiências na produção de algumas enzimas provocam acúmulo de açúcares no tecido conjuntivo, presente na maioria dos órgãos, com função de servir de suporte e manter unida a estrutura corporal.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: Esse acúmulo pode causar diversos sintomas no coração, pulmões, músculos e articulações, além de problemas de visão e audição. As crianças ainda têm dificuldades de crescimento, deformidades em ossos e articulações e alterações faciais características. A doença pode afetar o sistema nervoso central e gerar deficiências mentais.
Tratamento: Terapia de reposição enzimática, feita em infusão com soro.
Existe cura? Não, o tratamento deve ser realizado durante toda a vida do paciente, mas a doença deixa de progredir e, se o tratamento for iniciado cedo, é possível conseguir uma reversão total da doença.
O SUS fornece medicamentos? Não

Doença de Fabry
O que é? Doença genética causada pela deficiência na produção de uma enzima, que leva ao acúmulo de gordura no revestimento interno dos vasos sanguíneos.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: A doença afeta progressivamente a circulação, e o quadro clínico pode levar anos para se manifestar. Os sintomas costumam aparecer durante a puberdade. O paciente tem intolerância a frio e calor e podem aparecer pequenas marcas vermelhas na pele, na região pélvica. Se não diagnosticada, a doença pode causar insuficiência real e cardíaca e derrame cerebral.
Tratamento: Reposição da enzima deficiente.
O SUS fornece medicamentos? Não

Doença de Pompe
O que é? Doença genética que leva à deficiência da enzima que quebra o glicogênio, forma sob a qual o organismo armazena açúcar.
Incidência: 1 para 40 mil nascidos vivos
Sintomas: O organismo do paciente não consegue quebrar o glicogênio para utilizá-lo como fonte de energia, o que causa fraqueza muscular progressiva, podendo chegar à paralisia. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de traqueostomia para que o paciente consiga respirar.
Tratamento: Reposição da enzima deficiente.
Existe cura? Não, o tratamento deve ser realizado a vida toda. Porém, quando iniciado cedo, é possível reverter os sintomas.
O SUS fornece medicamentos? Não

7667 – Medicina – Mortes por overdose de analgésicos crescem nos EUA


Mortes por overdose de drogas subiram pelo 11º ano consecutivo, segundo dados do governo americano. A maioria delas foram acidentes envolvendo analgésicos que causam dependência, apesar da atenção crescente para os riscos desses medicamentos.
Em 2010, segundo Frieden, houve 38.329 mortes por overdose de drogas em todo o país. Medicamentos, em sua maioria drogas prescritas, estavam envolvidos em quase 60% de mortes por overdose deste ano, ofuscando as mortes por drogas ilícitas.
O relatório foi publicado recentemente na revista científica “Journal of the American Medical Association”.
Ele detalha quais drogas estavam envolvidas na maior parte das fatalidades. Como em anos anteriores recentes, as drogas opioides –que incluem OxyContin e Vicodin– foram o maior problema, contribuindo para 3 de cada 4 mortes por overdose de medicamentos.
Frieden disse que muitos médicos e pacientes não percebem o quão viciante essas drogas podem ser, e que elas estão muitas vezes sendo prescritas para casos de dores que podem ser controladas com medicamentos menos arriscados.
Os remédios são úteis para casos de câncer, “mas, se você tem dores agudas nas costas ou enxaquecas terríveis, usar essas drogas que causam dependência pode ser perigoso”, segundo os especialistas.
Foram contabilizadas 22.134 mortes por overdose por medicamentos em 2010. Ansiolíticos, incluindo Valium, estavam entre as causas mais comuns de mortes relacionadas com medicação, envolvidos em quase 30% dos casos. Entre os óbitos relacionados com o medicamento, 17% foram suicídios.
Os dados do relatório vieram de certidões de óbito, que nem sempre são claras sobre se a morte foi um suicídio ou uma tentativa trágica de uso recreativo. Mas parece que a maioria das overdoses por analgésico foi acidental, disse Rich Zane, professor de emergência médica da Escola de Medicina da Universidade de Colorado.
Um conjunto de especialistas federais em segurança de medicamentos recomendou que o remédio Vicodin e dezenas de outros medicamentos sejam submetidos às mesmas restrições que os outros entorpecentes como oxicodona e morfina têm. Enquanto isso, cada vez mais hospitais têm estabelecido restrições mais duras em prescrições de analgésicos.
Um exemplo: o hospital da Universidade de Colorado em Aurora, EUA, está considerando uma regra que proíbe os médicos de emergência de prescrever medicamentos aos pacientes que afirmarem que perderam seus remédios para dor.

6898 – Farmacologia – Indústria vê demora do governo para aprovar drogas


Um levantamento feito pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) indica que um remédio pode levar até dois anos para conseguir começar a ser vendido no país.
Representantes da indústria farmacêutica reúnem-se hoje com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para abordar esses e outros assuntos que podem estar causando um gargalo no mercado.
A burocracia e a quantidade insuficiente de pessoal da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que concede as autorizações, são apontadas como as principais razões para a espera, segundo o monitoramento, feito com base no sistema da própria agência, o Datavisa.
Por meio de sua assessoria, a Anvisa afirmou que esses números não são oficiais. O órgão informou não poder fornecer o tempo de espera dos medicamentos porque usa uma outra maneira de agrupar esses dados.
Antônio Britto, presidente da Interfarma, que reúne fabricantes de 80% dos medicamentos de referência no país, criticou a burocracia.
“A Anvisa toma decisões muito importantes para a saúde pública, mas há outras que simplesmente não passam de burocracia”, disse.
“A quantidade de funcionários não consegue dar conta de todas as demandas. Mas não basta simplesmente contratar mais gente. Isso precisa de uma mudança de processos, de separar o que é saúde pública da burocracia pura e simples”, completou.
Para Antonio Barbosa, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, a Anvisa deveria estabelecer critérios de prioridade no registro.

“Drogas realmente inovadoras, que vão fazer a diferença para os pacientes, deveriam ter mais prioridade.”
Apelidado de demorômetro, o levantamento da Interfarma foi feito entre agosto de 2011 e de 2012. O tempo médio de espera variou bastante ao longo do período, mas há uma tendência consolidada do aumento da demora.
O problema considerado mais grave foi no caso de novos remédios, em que o tempo de espera passou de sete meses para um ano e quatro meses. Como eles ainda não têm opção de genéricos ou similares, haveria mais chance de deixar pacientes “órfãos”.
Mesmo os medicamentos genéricos, que já têm o princípio ativo em uso, também amargam a lista de espera. Segundo o levantamento, nos últimos 12 meses, o tempo médio não foi em nenhuma ocasião inferior a um ano. Medicamentos similares vão pelo mesmo caminho.
O diretor-presidente da Anvisa disse que a agência está trabalhando com afinco para reduzir os prazos, mas que o rigor é fundamental. “É o preço que se paga pelo rigor sanitário. Para proteger a população”.
A lentidão nas autorizações também prejudica os estudos clínicos –pesquisas que avaliam a eficácia de novas drogas– no país. Várias entidades do setor têm levantamentos semelhantes sobre a situação e, não raro, estudos podem levar mais de oito meses para sair do papel.

6347 – Outra Rasteira no HIV


Este micro vilão mutante pode estar com os dias contados

Arsenal de remédios poderá ajudar a acabar com a Aids, diz OMS
Trinta anos depois da epidemia de Aids, ainda não foi encontrada uma cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Gottfried Hirnschall.
Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
Esses medicamentos salvaram cerca de 700 mil vidas em todo o mundo só em 2010, algo extraordinário segundo os especialistas.
As conquistas nas pesquisas e o progresso em alguns países “demonstram que é possível avançar muito significativamente na ampliação da resposta e inclui começar a pensar na eliminação das novas infecções”, disse Hirnschall.
O mundo tem agora 26 antirretrovirais (conhecidos como ARV) no mercado e mais em desenvolvimento para o tratamento de pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que infectou 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões desde o início da epidemia.
Os efeitos colaterais continuam sendo uma preocupação e as autoridades estão vigiando cuidadosamente o surgimento de resistências. A OMS se prepara para lançar esta semana seu primeiro relatório global sobre resistência aos medicamentos em países de renda baixa e média.
Estudos recentes demonstraram os benefícios potenciais de iniciar o tratamento mais cedo, antes que a carga viral seja muito alta, como uma forma de proteger a saúde de uma pessoa infetada e diminuir o risco de transmitir a enfermidade ao parceiro.

Medicamentos que evitam o HIV
A pesquisa sobre o uso dos ARV como uma maneira de prevenir o HIV nas pessoas sãs –também conhecido como ‘profilaxia pré-exposição’ (PrEP)– mostrou resultados contraditórios.
Foram promissores em casais heterossexuais e gays que tomaram as pílulas com diligência. Contudo, um importante estudo em mulheres africanas não mostrou nenhum tipo de proteção dos ARV em comparação com um placebo.
“Isso, provavelmente, será o centro do debate na conferência: quando é apropriado iniciar o tratamento e como aproveitar ao máximo as vantagens dos antirretrovirais para a prevenção em um sentido mais amplo”, disse Hirnschall.
A FDA (agência federal de alimentos e medicamentos dos EUA) anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.
“O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação”, afirmou a FDA.
O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.
Muitas pessoas estão preocupadas com a ética da prescrição de medicamentos contra o HIV a pessoas saudáveis, quando um grande número de pessoas infectadas em todo o mundo ainda não tem acesso a tratamentos que salvam vidas.
A OMS também prepara diretrizes para a administração de antirretrovirais como prevenção para as pessoas saudáveis, que devem ser divulgadas na conferência.
A profilaxia pré-exposição “é um enfoque promissor. Acreditamos que, provavelmente, se transforme em um nicho de intervenção de certos indivíduos nos quais outras prevenções podem não ser acessíveis ou difíceis de implementar”.

5933 – Farmacologia – Cuidado com os anti-inflamatórios


A automedicação é um veneno. A Anvisa proibiu a venda do anti-inflamatório Prexige no Brasil, na versão de 100 ml uso contínuo. Entre julho de 2005 e abril de 2008, foram notificados em vários países 3585 casos de efeitos adversos relacionados ao remédio. Desses, 35% dos casos aconteceram no Brasil. A maior parte das ocorrências foram problemas hepáticos graves, como inflamações no fígado (hepatite). Outros danos estão sendo analisados.tais como hemorragias, inflamação no pâncreas, insuficiência renal e infarto. O Prexige, lançado no Brasil em julho de 2005, jamais conseguiu ser aprovado nos EUA. O órgão americano que controla medicamentos (FDA) não se convenceu da segurança da droga. O Vioxx, outra droga da mesma classe, fora retirado do mercado em 2004 por aumentar o risco de infarto e derrame.

5700 – Mega Notícias – Medicina – Cuidado com os efeitos colaterais


Um estudo da Universidade da Pensilvânia sugeriu que medicamentos contra o Mal de Parkinson incitam o vício em jogos e sexo, pois as drogas estimulam os receptores de dopamina no cérebro.
Estresse engorda – Foi a conclusão de israelenses. Segundo eles, a proteína Ucn3 é produzida no cérebro e afeta o coração, músculos, fígado e pâncreas. Além de aumentar o apetite, interfere no processamento da insulina, que controla o açúcar e tudo isso é desencadeado com o stress.
Nutrição – Barrinhas de cereais não são tão saudáveis. Muitos produtos tem até 69% de açúcar em sua composição. Sorvetes tem menos de 20%. Os fabricantes argumentam que é frutose, o açúcar das frutas, mas admitem a adição de açúcar na consistência do produto. É melhor não arriscar.

5464 – Se as florestas acabassem o que aconteceria?


Isso produziria impactos climáticos e ecológicos locais. Aumentaria a temperatura do ar e a evaporação se reduziria. A exposição do solo às chuvas provocaria erosão acelerada e assoreamento dos rios, além de mudanças na qualidade da água e da vida aquática local. O efeito estufa se intensificaria.
Se destruídas por queimadas, as florestas lançariam mais gás carbônico na atmosfera. As florestas dizimadas deixariam de reter esse gás por meio da fotossíntese. Mais co² = a mais calor. Com o aumento da temperatura o nível dos mares subiria, atingindo as populações costeiras onde se concentra 60% da humanidade.
Outra grande perda seria a redução da biodiversidade. As florestas tropicais e particularmente a Amazônia, concentram milhares de plantas, insetos e microrganismos que sequer foram catalogados. A importância da biodiversidade pode ser avaliada pelo fato de que 85% dos medicamentos usados hoje vem de plantas.