10.088 – Contradições – Copa explora tatu como mascote, mas não ajuda a conservar espécie


fuleco

Desde que virou mascote da Copa de 2014, o tatu-bola estampa o material promocional da Fifa e de seus parceiros, posa ao lado de celebridades e tem sua imagem comercializada em vários produtos. Tudo isso, porém, trouxe poucos resultados – e, principalmente, recursos- para a conservação da espécie, dizem ambientalistas.
Eles reclamam que a Fifa não repassa recursos para conservar a espécie, exclusiva do Brasil e classificada como vulnerável à extinção.
Também há reclamações da falta de divulgação, nas aparições e nos produtos vinculados a Fuleco, sobre as características naturais da espécie e as ameaças a seu habitat e conservação.
O tatu-bola vive sobretudo na caatinga e tem sofrido com a destruição de seu habitat. Nos últimos dez anos, houve um declínio de 30% na população.
Por meio de sua assessoria, a Fifa informou que se engaja nas questões ambientais e que admira e respeita o trabalho da ONG. Eles informaram que um dos parceiros da entidade, a Continental Pneus, já repassa recursos para a preservação do tatu-bola na Associação Caatinga.
Segundo o secretário da associação, esse é o único apoio recebido de um patrocinador da Copa até o momento, e o suporte foi apenas para 2013.
“Estamos em contato para verificar a possibilidade e interesse de apoio para 2014”, completou Castro. Ele lembra que outras empresas envolvidas com a Copa do Mundo, assim como a Fifa, não quiseram destinar recursos para proteger o tatu-bola.

6705 – Copa do Mundo do Brasil já tem o seu Mascote


O mascote

A Copa do Mundo no Brasil já tem um mascote: o tatu-bola, único que só existe no Brasil, nas regiões de Cerrado e Caatinga. Em função da caça predatória e destruição do habitat natural, é a espécie de tatu mais ameaçada de extinção no país. Atualmente, pode ser encontrado em Unidades de Conservação como o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, e o Parque Ecológico do Jalapão, no Tocantins.
A ideia foi proposta pela ONG Associação Caatinga, que atua no Ceará e luta pela defesa do animal. Quando se sente ameaçado, ele se fecha na própria carapaça e forma uma bola – característica importante na escolha e que será aproveitada nos vídeos e animações publicitárias do evento. A Fifa também recebeu sugestões como onça, arara e jacaré.
O desenho do tatu-bola foi registrado ontem no site de patentes europeias (OHIM) e terá seu nome definido por votação na internet.