13.655 – Metrô de São Paulo vai usar reconhecimento facial em anúncios


via4
A ViaQuatro, concessionária que opera a linha 4-Amarela dos trens metropolitanos de São Paulo, anunciou nesta semana que vai começar a usar um sistema de reconhecimento facial para medir a reação de usuários às propagandas exibidas nas estações.
A novidade faz parte da implementação de novas telas interativas que serão colocadas nas portas que separam a plataforma de embarque dos trens da linha 4-Amarela. Essas telas servirão para exibir informações e também propaganda.
Segundo a ViaQuatro, será possível medir o impacto dos anúncios instantaneamente através de uma câmera com reconhecimento facial que vai ser capaz de ler e interpretar as expressões faciais das pessoas enquanto elas veem as propagandas.
Assim, será possível medir se a publicidade em questão está agradando ou não ao público, a julgar por suas expressões faciais. Ou, pelo menos, é o que a ViaQuatro promete aos anunciantes. A concessionária não diz se estes rostos serão registrados e armazenados ou não.
Além de tudo isso, as câmeras serão capazes de contabilizar quantas pessoas são impactadas pelos anúncios. Graças ao sistema de reconhecimento facial, elas conseguem diferenciar até mesmo quem passa em frente à tela mais de uma vez.
As novas portas começarão a ser instaladas no dia 18 de abril. A princípio, elas só funcionarão nas estações Luz, Paulista e Pinheiros.

12.953 – Comércio – Black Friday ou Black Fraude?


black-friday
Comprar produtos eletrônicos na Black Friday nem sempre pode ser a melhor coisa a ser feita se o intuito é economizar algum dinheiro. Principalmente por algumas lojas ainda insistirem em uma prática que pode ser considerada bastante desonesta com o consumidor: aumentar o preço de seus produtos antes da sexta-feira para oferecer “descontos altos” no tal dia.
Em um levantamento realizado com alguns produtos, foi possível observar que o preço mais baixo encontrado na internet variou durante as últimas duas semanas, principalmente no produtos eletrônicos bastante procurados pelos internautas.
Para realizar a comparação dos preços, foi utilizada a ferramenta de histórico de valores do site Já Cotei. Para ela fosse justa, alguns critérios foram adotados como a data limite do dia 13/11, há dez dias da data de publicação desta reportagem, para considerar o aumento. Em alguns casos isso não foi possível já que não havia registros no site, então foi considerado o preço da data posterior.
É preciso destacar também que os preços abaixo são decididos pelas próprias lojas usando como base o preço oficial indicado pelas fabricantes. Os valores quebrados geralmente significam descontos por pagamentos à vista no boleto bancário.

Alguns Exemplos:
Notebook Samsung Expert X22 – alta de 35,5% desde o dia 16/11

Preço em 16/11: R$ 1.759,99
Preço atual: R$ 2.384,99
Maior preço: R$ 2.799,99 em 11/06
Menor preço: R$ 1.759,99 em 16/11
Observação: Esse é o maior preço registrado para o produto desde o dia 20/08 quando ele estava custando a partir de R$ 2.399,00
Notebook Lenovo Ideapad 310 – alta de 20,6% desde o dia 14/11

Preço em 14/11: R$ 1.495,12
Preço atual: R$ 1.804,05
Maior preço: R$ 1.804,05 em 23/11
Menor preço: R$ 1.495,12 em 14/11
Observação: Esse é o maior preço já registrado pelo produto
Notebook HP 14-AP020 – alta de 17,6% desde o dia 13/11

Preço em 13/11: R$ 1.399,99
Preço atual: R$ 1.699,99
Maior preço: R$ 2.279,05 em 28/05
Menor preço: R$ 1.399,99 em 13/11
Observação: Esse é o preço inicial mais alto desde 20/08 quando o aparelho estava R$ 1.899,05

12.935 – Marketing – O Outdoor


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É a designação popular de um painel de mídia exterior, de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas cidades.
A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard ou hoarding (hoarding é billboard em ingles britânico) são as palavras inglesas para qualquer propaganda (painel, letreiro luminoso, letreiro em parede, muro etc.) exposta ao ar livre ou à margem das vias públicas. Contudo é importante ressaltar que existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor.
Pode-se dizer que antigamente, pela falta de tecnologia, o outdoor foi um dos primeiros modos de divulgação de produtos, idéias e serviços. Por exemplo, na Mesopotâmia os comerciantes de vinho anunciavam em axones pedras talhadas em relevo. Já os gregos gravavam suas mensagens em rolos de madeira.
Na Roma Antiga, a propaganda já era mais próxima do nosso atual cartaz mural: retângulos divididos por tiras de metal eram instalados sobre muros e pintados de cores claras, onde qualquer interessado poderia escrever – com carvão – mensagens de venda, compra ou troca de mercadorias.
O padrão do outdoor de hoje: tipo de mídia exterior constituído por uma placa de madeira ou metal, cuja medida mais comum são de 9 X 3 metros, que fica colocado na horizontal em áreas de grande circulação de carros e/ou transeuntes.
A impressão é feita por impressoras especiais, que dividem a imagem do outdoor em trinta e duas, dezesseis, oito partes ou seis, conhecido como L32, L16, L8 e L6 respectivamente, na qual cada uma constitui uma folha diferente a ser impressa e colada. A colagem se dá por meio de uma mistura de cola, fixador e água, em que profissionais treinados colam com cuidado as folhas de forma que não haja erro e o conteúdo fique bem definido, não aparentando emendas. Existe ainda a possibilidade de aplicação de lona, com o mesmo padrão de tamanho. Diferentemente do papel sua fixação é feita através de abraçadeiras plasticas em ilhoses aplicados na lona, e não cola.
O outdoor limitava-se no interior da área de 9 x 3 m mas a partir de 1980 com a DPZ e o produto Chancy da Nestlé, surgiu o primeiro outdoor brasileiro usando aplique (colagem de elemento fora do retangulo de 3×9) feito em madeira, ou PVC. (fonte: Grandes Nomes da Brasileira)
O período de veiculação de um outdoor também é padronizado são 14 dias chamados de “Bi-Semanas”, com data inicial e final já estabelecidas seguindo um calendário anual. Este calendário pode ser encontrado em diversos sites de veiculadoras, e a entidade que rege e organiza esse calendário é a “Central de Outdoor” (www.outdoor.org.br).
Embora seja muito utilizado, o outdoor gera críticas de muitos analistas por contribuir com uma parcela da chamada poluição visual, que aflige principalmente cidades grandes.
Os outdoors também podem contar com apêndices, chamados apliques, cujo valor se dá em metros quadrados. Esses apliques constituem imagens, objetos e outros elementos gráficos que exteriorizem a imagem do outdoor, que faça o trabalho sair de suas limitações espaciais e ganhar inclusive volume.
Há diversos prêmios no mundo que levam em consideração a mídia outdoor.
Hoje já são comuns nas grandes cidades os outdoors revestidos em lona, que são chamados “lonados ou envelopados” e podem ou não ter iluminação.
Fora do formato 9 x 3, o outdoor se chama frontlight, se tiver iluminação dianteira, e quando a luz vem de sua parte traseira, usando principalmente da transparência do material utilizado, se chama backlight. O formato do frontlight e do backlight é variado, mas o mais comum é o de 12 x 4. Também existe o top sight, cujo visual é mais sintético e limpo, com o formato de 3,5 x 5.
Em Janeiro de 2007 a prefeitura da cidade de São Paulo criou uma lei proibindo qualquer tipo de outdoor. A lei começou a valer em Março de 2007, mas judicialmente várias empresas publicitárias foram autorizadas a prorrogar o prazo de retirada até Abril de 2007.

12.934 – Mega Sampa – O dirigível da Goodyear não vai mais voar sobre São Paulo


dirigivel
Depois de 4 anos sobrevoando São Paulo, o dirigível da Goodyear vai para novo destino, provavelmente nos EUA.
A assessoria da empresa nega que a mudança de endereço esteja relacionada à nova legislação sobre publicidade exterior, que entra em vigor em janeiro, mas segundo a Prefeitura: “tudo que voa terá que se enquadrar ao novo texto” – o que obrigaria o dirigível a perder a marca.
Mais sobre o dirigível
Trata-se de uma aeronave com fins publicitários, atuando também como substituta dos helicópteros nas transmissões de grandes eventos pela TV.
Esse dirigível inflado com hélio é uma das maiores aeronaves de sua categoria atualmente em operação no mundo. Possui pintura prateada, estampando um gigantesco logotipo da Goodyear nas cores azul e amarelo. Mede 55 metros de comprimento e 18 metros de altura. Sendo impulsionado por dois motores de 180 hp, o Ventura pode transportar até seis pessoas voando a uma altitude de 3 mil metros, atingindo velocidade máxima de 80 km/h. Por possuir hélices reversíveis pode pousar em áreas relativamente pequenas.
Possui os mesmos instrumentos e recursos de navegação que os mais modernos aviões comerciais. Possui também uma câmera filmadora com giroscópio e antenas para realizar transmissões de eventos ao vivo em todo o Brasil.
Sua característica mais marcante é a presença de um enorme painel luminoso em seu lado esquerdo, que pode ser utilizado para transmitir propagandas ou notícias. Formado por 82626 LEDs de alta intensidade, esse painel pode reproduzir até 32 mil cores.

10.377 – Política – Truques do marketing politico


politicotruques

Todo mundo sabe que a linguagem corporal influi nas relações humanas. Mas pouca gente conhece a real força dela. Numa experiência feita pela Universidade Tufts, nos EUA, um grupo de voluntários julgou a competência de alguns professores. Como? Assistindo a um vídeo que mostrava apenas dois segundos de cada mestre dando aula. É pouquíssimo tempo, insuficiente para fazer qualquer análise racional. Mas adivinhe só o que aconteceu. Os professores julgados mais competentes foram os mesmos que, após um semestre inteiro de aulas, eram os preferidos dos alunos da universidade. Isso não significa que os tais professores fossem de fato bons (para saber isso, seria preciso fazer uma análise do conteúdo das aulas). Mas demonstra o poder avassalador da aparência física e da linguagem corporal – que nosso cérebro julga, de forma inconsciente e em poucos segundos, assim que olhamos para alguém.
Um dos exercícios recomendados é fazer a chamada posição de super-homem: mãos na cintura, peito estufado, barriga para dentro e pernas abertas bem plantadas no chão, mantendo os pés paralelos. Se mantida por dois minutos, essa postura faz o cérebro aumentar os níveis de testosterona no organismo – o que eleva o grau de energia e confiança do candidato (ou candidata).
Na hora de cumprimentar alguém, o aperto de mão é calculado: o ideal é dar seis balançadas na mão da outra pessoa. É que isso torna o aperto discretamente mais longo que o normal, passando a sensação de que o candidato se importa com a pessoa. Ao dar a mão ao eleitor, tem que ser de lado. Se o candidato colocar a mão por cima, passa a impressão de autoritário; por baixo, transmite fraqueza. A roupa também é escolhida com cuidado. Durante sua campanha, Barack Obama alternou gravatas vermelhas e azuis. É que, segundo estudos, essas cores geram efeitos bem específicos: vermelho dá a impressão de força e energia; azul, controle e tranquilidade.
Mesmo com todas essas precauções, a imagem dos candidatos é rotineiramente alterada no Photoshop. E a mudança vai além de corrigir imperfeições.
Não é conhecido? Pode copiar o nome de alguém que é. Nas eleições de 2012, houve nada menos do que 106 “Lulas”, 69 “Dilmas” e 48 “Tiriricas” candidatos. Essa clonagem nem sempre dá certo. No final de 2012, 78% dos brasileiros aprovavam a presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa CNI/Ibope. Mas, das 69 candidatas a vereadora que usaram o nome “Dilma” nas urnas, apenas duas se elegeram. Uma foi Dilma (do PMDB), que recebeu 176 votos na cidade sergipana de Pedra Mole. A outra foi Dilma (do PRB), eleita em Mirangaba, na Bahia.
Jingles, pura enganação
Os jingles políticos podem parecer instrumentos vulgares, sem conteúdo, para tentar mexer com as emoções dos eleitores. E eles são exatamente isso. Mas também cumprem uma função importante: martelar o número do candidato na sua cabeça. “Em geral, as pessoas sabem bem o seu voto para presidente, governador, prefeito. Mas para deputado ou vereador, às vezes o eleitor não se lembra de ninguém e acaba escolhendo na hora, pela música que está na cabeça dele”, diz Nando Pinheiro, proprietário de uma empresa que produz jingles para vários partidos em São Paulo. Segundo Pinheiro, a escolha do ritmo depende da região do País. No Nordeste, por exemplo, quase todos os jingles são feitos em ritmo de forró, xote ou baião.

Debates Manipulados
Com a popularização da televisão, nos anos 60, os políticos passaram a entrar na casa de milhões de pessoas ao mesmo tempo. Nos EUA, a primeira eleição presidencial com debate ao vivo na TV foi entre John Kennedy e Richard Nixon, em 1960. E ele já teve seus truques. Como Nixon suava facilmente, seus assessores pediram à emissora CBS que aumentasse o ar-condicionado. Mas os assessores de Kennedy, que também sabiam disso, pediram para diminuir o ar assim que o debate começou. Nixon começou a suar muito, passando uma imagem de nervosismo e desespero. Pesquisas apontaram que Kennedy ganhou o debate, visto por 70 milhões de pessoas. Ele venceu a eleição por uma vantagem pequena, de apenas 100 mil votos. O suor do rival pode ter feito toda a diferença.
No Brasil, a manipulação seguiu o caminho inverso. Aqui, suor é considerado uma coisa positiva. Pelo menos em um debate realizado na TV Globo. Em 1989, nas primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar, o segundo turno era disputado por Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva. Durante um debate entre os dois, Collor teve um tratamento especial por parte de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então diretor da
Globo. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, revelou o próprio Boni numa entrevista concedida em 2011.
Primeiro, ele modificou a aparência de um dos candidatos. “Nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor”, conta. Segundo Boni, a produção da Globo passou um pouco de glicerina no rosto do candidato para fazer parecer que ele estava suando. E, com isso, atenuar seu jeito de almofadinha, aproximando-o do povo.
Boni entregou a Collor uma pasta onde supostamente havia documentos que poderiam incriminar Lula – e disse isso aos assessores do candidato petista. Só que era tudo mentira. “As pastas estavam inteiramente vazias, ou com papéis em branco”, disse Boni na fatídica entrevista, que foi concedida ao canal Globonews e pode ser vista no YouTube.

Jogam lama nos rivais
Foi o que fez, literalmente, o republicano Carl Paladino, candidato ao governo de Nova York. Em 2010, mandou uma carta a 200 mil eleitores. Dentro, uma foto dos candidatos adversários e um papel – que havia sido aromatizado com cheiro de lixo e trazia a frase: “Há algo fedendo aqui”. Paladino perdeu. Fazer ataques muito duros pode repercutir mal com o eleitorado. Mas há estratégias para não se expor na hora de pegar pesado. Em 1998, o candidato a presidente George Bush estava atrás do democrata Michael Dukakis. Quando foi governador, Dukakis criou um programa que permitia a alguns presos sair da cadeia nos fins de semana. Um deles acabou praticando estupro. Os marqueteiros de Bush fizeram anúncios que culpavam Dukakis pelo crime. Para não assumir a autoria do golpe baixo, montaram uma ONG de fachada, que dizia ser a autora dos vídeos. Bush venceu a eleição.

Fingem ser humildes
Há políticos que fazem de tudo para parecer gente comum em 1960, o advogado Jânio Quadros tinha o hábito de deixar caspa nas próprias roupas. em 1994, o acadêmico Fernando Henrique Cardoso comeu buchada de bode e andou de jegue. em ambos os casos, funcionou – venceram a eleição presidencial. Mas esses truques nem chegam perto do que o americano Neel Kashkari, candidato do partido republicano ao governo da Califórnia, fez neste ano. Kashkari é um milionário do setor financeiro. Mas viveu uma semana como mendigo em Fresno (a 300 km de são Francisco). Chegou lá de ônibus, com apenas us$ 40 no bolso. Se ofereceu para lavar louças, limpar chão, carregar caixas e cozinhar, mas não conseguiu emprego. Dormiu na rua. A experiência foi filmada e transformada em vídeo de campanha. Mas não colou. Até a conclusão desta edição, as pesquisas mostravam Kashkari 16 pontos atrás do rival, o democrata Jerry Brown.

10.241 – Marketing Terrorista – Oportunistas marketeitos fazem campanhas difundindo falsas ideias


Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros....
Se você não lê, fica desinformado e cai na conversa dos marketeiros….

É verdade que os problemas sociais no Brasil e no mundo não foram resolvidos, e talvez jamais o sejam. Mas houveram avanços e hoje o grupo de indivíduos que passam fome no Brasil já é minoritário. Se limitam a casos de regiões distantes do norte e nordeste ou de pedintes marginalizados nas áreas metropolitanas, em geral usuários de crack, esses sim estão se expandindo de forma alarmante, mesmo apesar de diversas tentativas das autoridades locais de minimizar o problema.
Mas vejamos qual é o verdadeiro problema relacionado a alimentação:

Obesidade já mata mais gente do que fome
Um trabalho gigantesco, produzido por 500 cientistas de 300 instituições – que analisaram 187 países ao longo das últimas quatro décadas. É o Global Burden of Disease (“Peso Global das Doenças”), que acaba de ser publicado e é o maior estudo já realizado sobre a saúde da humanidade. Ele traz duas grandes conclusões. A boa é que a expectativa de vida aumentou em praticamente todo o mundo, e as mortes relacionadas à subnutrição caíram de 3,4 milhões, em 1990, para 1,4 milhão em 2010, último ano analisado pelo estudo. Em 1990, a subnutrição era a doença com maior “peso”, ou seja, aquela que mais tirava anos de vida saudável da humanidade. Agora, ela despencou para oitavo lugar. Mas a obesidade, eis a má notícia, subiu de décimo para sexto – e a má alimentação, com uma dieta pobre em nutrientes, aparece em quinto (os quatro maiores fatores de risco são pressão alta, tabagismo, uso de álcool e poluição). “As dietas pobres em frutas, verduras e grãos integrais têm impacto surpreendente”, escrevem os autores do estudo.
A pesquisa constatou que, entre 1990 e 2010, a expectativa de vida global dos homens subiu de 62,8 para 67,5 anos, e a das mulheres subiu de 68,1 para 73,3. Ou seja: as mulheres ampliaram em seis meses a vantagem que levam sobre os homens.
Mas nem todos os países evoluíram. Na Bielorússia, os homens perderam 1,4 ano por causa do aumento no consumo de álcool. E Lesoto, na África, viu sua expectativa de vida desabar – regrediu 12,2 anos entre os homens e 14,7 entre as mulheres – devido à epidemia de Aids.

10.058 – Psicologia – A Persuasão


Trata-se de um ardil muito utilizado no campo da comunicação; os profissionais desta área, principalmente da Publicidade, se valem de recursos, legais ou ilegais, para convencer as pessoas a incorporar determinadas normas de comportamento, teses ou convicções.
Para alcançar esse objetivo é viável recorrer à lógica, à racionalidade ou a símbolos que instiguem outrem a acatar uma concepção, certa conduta ou até a praticar um ato, lícito ou não. Portanto, essa persuasão pode acontecer de forma tranquila, por meio de palavras, ou através de atos repressores, traduzidos por sérias intimidações e pelo exercício da força física.
Por outro lado, convencer alguém de algo não está o tempo todo relacionado com a submissão de uma psique fraca a outra considerada mais elevada. A persuasão pode ocorrer sem que os envolvidos percebam, para propósitos inofensivos. No universo do Direito, todavia, considera-se que seu exercício pode muitas vezes acarretar a transgressão das leis.
Neste sentido, se alguém convence outra pessoa a cometer um crime, o indivíduo persuadido pode ser responsabilizado pelo delito arquitetado por aquele que o coagiu a violar as regras. Isto está previsto no artigo 29 do Código Penal Brasileiro, datado de 1940. Mas também é visto como uma prática criminosa constranger uma pessoa a transgredir as normas.
Alguns seres têm um talento especial para persuadir os outros sem ter que fazer muita força. Eles obtêm vantagens, realizam negociações ou arrecadam recursos com a maior naturalidade. Já os que são convencidos por eles vêem esse dom como algo quase sobrenatural, um carisma inerente a esses indivíduos.
Os mecanismos de domínio e persuasão são analisados e debatidos desde o apogeu da Civilização Grega, na Antiguidade. Nesta época o discípulo de Platão, Aristóteles, desenvolveu a arte da Retórica, a qual tem o poder de revelar, em cada contexto específico, que recursos persuasivos então acessíveis foram utilizados nos bastidores.
Esta teoria aristotélica estava naquele momento no mais alto grau de evidência. Porém ainda hoje ela encanta e seduz os pesquisadores que atuam no campo das Ciências Sociais, principalmente no universo da Psicologia Social. Vários estudiosos têm se dedicado a compreender os elementos que concorrem para que determinadas pessoas estejam mais aptas a persuadir, e outras sejam convencidas por estas.
Suas teorias derrubam alguns mitos, como a crença de que a persuasão é um ofício dominado por uma elite. Eles elevam a persuasão a um nível de destaque na Ciência, e a consideram uma atividade acessível a qualquer um.

9545 – Marketing – Cuidado com a publicidade falsa


Em 2011, uma propaganda de cosméticos causou estranheza no Reino Unido, ao mostrar a atriz Julia Roberts, 45, com uma pele que parecia boa demais para ser verdade. O fabricante admitiu que as imagens da campanha foram retocadas para “clarear a pele, tirar maquiagem, reduzir olheiras, suavizar os lábios e escurecer as sobrancelhas”, mas que tudo isso refletia “os resultados proporcionados pelo produto”. O argumento não convenceu a agência reguladora da publicidade britânica, que baniu o anúncio. Não seria nada mal se esse tipo de propaganda enganosa fosse sempre controlado com mais rigor.
Muitas vezes, a manipulação de imagem que impressiona o consumidor começa na própria fotografia. “O leite, por exemplo, é aguado, translúcido, feio para fotografar. Então existem vários truques, como usar cola escolar para deixá-lo mais opaco e bonito”, diz o fotógrafo de produtos Daniel Alexandre. Sanduíches de redes fast-food são meticulosamente montados para as fotos – o ketchup é aplicado com seringa e o queijo derretido com secador – e retocados digitalmente no final. “Quanto mais maquiado o produto, mais atrativo”, diz o publicitário Itamar Taver, criador do site Coma com os Olhos, um dos que se dedicam a comparar as fotos de produtos na publicidade e na vida real – como as do sanduíche ali em cima.
Antes do caso de Julia Roberts, os ingleses já tinham criado uma lei, em 2010, que obriga a publicidade a informar se uma imagem foi alterada digitalmente. A ideia pintou depois de uma polêmica sobre o “emagrecimento” exagerado de uma modelo numa revista. Em 2001, foi a vez da França fazer o mesmo e, ano passado, Israel passou sua lei sobre o tema.
Por aqui, os fabricantes usam à vontade a “imagem meramente ilustrativa”. Na prática, isso é a liberdade para usar imagens que não são do produto vendido, de fato. Em 2012, o deputado Francisco Araújo (PSD-RR) propôs proibir o uso da expressão e imagens falsas, mas a ideia não foi para frente. Uma lei semelhante à britânica também foi proposta, em 2010, e tampouco saiu do papel.

Arredondar preços
Algarismos ímpares no fim dos números, de modo geral, dificultam a comparação. Mas um estudo do Massachusetts Institute of Technology, de 2003, comprovou o que todo mundo sabe: preços com o 9 no final nos enganam.Três vestidos iguais foram oferecidos por 34, 39 e 44 dólares. O de 39 vendeu mais até do que o de 34, mais barato.

Menos propaganda para crianças
Um projeto de lei em São Paulo propôs banir a publicidade e o uso de brindes na venda de alimentos pobres em nutrientes para o público infantil. A lei foi vetada, sob alegação de inconstitucionalidade. Mas na Inglaterra é proibido o anúncio na TV de alimentos com alto teor de gordura e sal para menores de 16 anos. Um estudo do governo americano estimou que se os anúncios de fast food fossem eliminados, haveria 20% menos crianças obesas.

7947 – Barnum, o rei dos trambiqueiros


Amado por uns, odiado por outros, P.T. Barnum foi uma lenda em seu tempo. Empresário multimídia muito antes de existirem tantas mídias, Barnum chocou, entreteu e enganou o público por boa parte do século 19.
Phineas Taylor Barnum nasceu em 1810 no interior de Connecticut. Aos 25 anos foi tentar a vida em Nova York. Aceitava qualquer trabalho até descobrir que podia ganhar muito fazendo o que mais gostava: pregar peças nos outros.
A primeira grande falcatrua foi Joice Heth, uma escrava que dizia ter 161 anos. Barnum lançou-se como seu empresário e saiu em turnê exibindo “a mulher mais velha do mundo”, “ex-babá do presidente George Washington”. Sucesso total!
Quando o interesse pela escrava começou a diminuir, Barnum enviou uma carta anônima a um jornal dizendo que a velha era uma fraude. Aliás, não era humana, e sim uma máquina feita de osso de baleia e couro velho. A mentira atraiu milhares que queriam ver de perto a mulher-robô. Barnum ficou rico e aprendeu uma lição: o público gosta de ser enganado.
Barnum viajou com aberrações até 1841, quando abriu um museu de curiosidades em Nova York. Uma das peças mais famosas eram os restos mortais da “Sereia de Fiji” – na verdade um torso de macaco costurado num rabo de peixe. A fama do museu fez de Barnum uma das figuras públicas mais conhecidas da época. Um de seus personagens, o anão “General” Tom Thumb, que dançava, cantava e fazia piadas, viajou o mundo e ganhou fãs como Abraham Lincoln e a rainha Vitória, da Inglaterra.
P.T. Barnum também é conhecido como o criador do circo moderno. Em 1867 ele montou sob uma tenda um show itinerante chamado de “O Maior Espetáculo da Terra”, que sobrevive até hoje no “Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus”. Sua principal atração era o elefante Jumbo, apresentado como o maior do mundo. Quando o animal morreu atropelado, Barnum mandou empalhar o bicho e continuou a apresentá-lo como se nada tivesse acontecido. A moda do elefante passou, mas seu nome tornou-se sinônimo de “grande” em inglês.
Quando outros falsários se apresentaram, Barnum ultrapassou-os. George Hull, um arqueólogo que forjou a descoberta do gigante de Cardiff – supostamente um fóssil humano, na verdade uma escultura de gesso corroída por ácido – teve sua obra superada por um similar apresentado como “o verdadeiro” gigante. Ao ver as filas na porta do museu de Barnum para visitar a falsificação da falsificação, Hull disse a frase que entraria para a história como sendo de Barnum: “Nasce um trouxa a cada minuto”.
No final da vida Barnum foi prefeito de Bridgeport, Connecticut. Continuou ativo até morrer, em 1891.
O gigante de Cardiff ainda é exibido em Nova York, a 9 dólares por cabeça, enquanto a réplica de Barnum está num museu em Michigan. Algumas coisas não mudam: o público ainda gosta de ser enganado.

7858 – Marketing – Nada se cria e propaganda se copia


http://www.ad-rag.com
Esse site é especialista em dedurar publicitários preguiçosos e sem criatividade que copiam outros publicitários preguiçosos e sem criatividade. Isso mesmo, não basta fazer um comercial ruim, que sempre vem alguém e copia. O melhor do AdLand só está disponível para quem paga uma mensalidade, mas vale a pena. É diversão garantida ver como um slogan para vender relógio na França serve para alertar os jovens para a necessidade do sexo seguro na Irlanda. Infelizmente não há material nacional (olha aí uma boa ideia. Ou será que eu copiei isso de algum lugar?).

7375 – Publicidade vende Ilusão


Usar medo e punição para vender é uma arma poderosa, que se enraíza em nossos instintos de sobrevivência e controle do ambiente. Ninguém quer passar por dificuldades por causa de uma decisão errada na hora de gastar. Tocar o terror lembra você disso. E a razão está em um mecanismo do seu cérebro – os chamados “marcadores somáticos”, descritos pela primeira vez pelo neurocientista português António Damásio. Esses marcadores são atalhos que nos ajudam a fazer escolhas com base naquilo que já vivemos ou sabemos, tornando automáticas nossas ações do dia a dia. Por exemplo, não colocamos a mão no fogo porque o cérebro aprendeu que isso provoca dor. O marcador para “fogo” é associado ao marcador “dor”, e isso nos livra de ter que raciocinar toda vez que chegamos próximo a uma fogueira. A estratégia do medo usa esse mecanismo, segundo Martin Lindstrom, autor de A Lógica do Consumo.

“Pirataria é crime”
A indústria audiovisual brasileira não se atualizou na velocidade dos downloads piratas. Qual a estratégia então? Campanhas voltadas para o medo da punição e para a chantagem emocional: dar o troco para o dvd pirata em balas de fuzil ou mostrar o pai de família ouvindo do filho que copiar a lição do coleguinha não tem problema.

Pertencimento ao grupo
O slogan “Eu sou brahmeiro”, da Brahma, deixa claro: quem bebe essa cerveja tem comportamento e valores próprios, que o diferenciam de outras pessoas. É algo importante para o brahmeiro, mas que pouco diz, por exemplo, sobre a bebida. A campanha “Existem razões para acreditar”, da Coca-Cola, divide o mundo entre uma maioria de pessoas boas (com as quais ela se identifica) e uma minoria má, responsável por guerras, poluição e corrupção. Aqui, o foco não é mostrar o produto, mas estar do lado do bem e inspirar otimismo. Para isso, não faltam coral infantil, cenas de aniversário e imagem do sol estourado no céu azul.
Você pode não gostar de um produto, mas basta notar que as pessoas à sua volta acham o contrário para você pensar duas vezes. Somos muito influenciáveis, e mostrar que várias pessoas já aprovam algo é uma maneira de vender sem necessariamente falar do que está à venda, segundo David H. Schaefer, professor de administração e marketing no Sacramento College. Uma das explicações é que certas áreas do nosso cérebro ativadas quando nos sentimos bonitos ou temos dor também são ativadas ao observarmos alguém na mesma situação. A campanha da Dove que mostrava mulheres fora do padrão de beleza de celebridades era um recado da Unilever: você pode usar também, como todas essas pessoas do mundo real.
“Todo mundo adora”
Mais direto que esse bordão de uma campanha recente da montadora Volkswagen, impossível. Ao apelar para a popularidade, ela espera que você se renda também, sem partir para argumentos mais racionais.

“A marca no 1 em recomendação dos dentistas”
O slogan da Oral-B é um clássico das marcas de escovas e pastas de dente. Se os dentistas recomendam, por que nós iríamos discordar? Assim fica fácil a Maria ir com as outras. Mas quem são esses dentistas? Quantos deles recomendam? Isso não fica em primeiro plano.
HUMOR
A publicidade brasileira é craque em fazer anúncios com humor ou coisas absurdas. A intenção é criar uma boa lembrança de seus produtos. Você se lembra da piada, dá uma risada e a associa, ainda que inconscientemente, à marca. Não que você sairá comprando porque achou uma sacada engraçada. Mas a decisão de compra é influenciada por fatores irracionais como essa lembrança. Martin Lindstrom explica em A Lógica do Consumo que todo dia novos marcadores são acrescentados ao nosso cérebro e as empresas estão na disputa para entrar nesse arquivo de atalhos mentais. A estratégia, então, é criar uma situação memorável que será associada ao “marcador” do produto. O único cuidado é para não cair em campanhas em que a piada é memorável, mas a marca, não.
Quem anuncia quer atenção, certo? Nem sempre. Uma técnica importante para quem quer vender é desviar a atenção do produto. Isso acontece porque alguns deles têm algo de desagradável ou inconveniente. Em As Mentiras na Propaganda e na Publicidade, Guy Durandin, professor de psicologia social da Universidade Paris 5, diz que, no final dos anos 1970, as companhias aéreas descobriram, por meio de estudos psicológicos, que seus passageiros tinham sentimentos angustiantes de separação e perigo. Elas passaram, então, a focar em outros aspectos não relacionados ao voo, como o conforto da classe executiva e a ausência de escalas. Isso pode acontecer com qualquer produto. A ideia é diluir coisas que possam estimular sentimentos negativos.
Estilo de vida
Nos anos 1980 e 1990, as campanhas do cigarro Free incluíam frases que beiravam a filosofia de boteco e imagens de um estilo de vida bacana – pintores e músicos em seus estúdios, jovens na praia… Nisso, o lado negativo do cigarro ficava em segundo plano.

Alfredo…
A imagem de um cachorrinho comunica muito mais fofura do que qualquer descrição de papel higiênico. Mas pétalas de rosa, coelhinhos, elefantinhos e o Reynaldo Gianecchini vestido de mordomo também desviam o consumidor da, digamos, finalidade do produto.
Se você comprar, vai se sentir como as pessoas da propaganda. O mecanismo usado pelos anúncios com celebridades é o dos neurônios-espelho – aqueles que fazem refletir na gente aquilo que outros experimentam. Aqui, pouco importa o que o produto tem a oferecer em termos práticos, mas sim a capacidade do anúncio de reproduzir sentimentos. Para a publicidade, portanto, a importância de quem aparece é grande. Os garotos-propaganda têm que ser modelos não só de beleza, mas de sucesso, talento e ficha-limpa. Ídolos por definição.
A musa
Anúncios de produtos para cabelo, como este da linha Clear, mostram modelos com fios que nenhum ser humano normal é capaz de manter.

7373 – Mega Memória – Comercial da Virada “Marcas do que se foi”


Um comercial que marcou época. O ano: 1976. Num tempo onde não havia o recurso da computação gráfica, era necessário muita criatividade dos publicitários.

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar

Nossos passos pelo chão
Vão Ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

Este ano quero paz no meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa
E com ele caminhamos todos juntos
Sem parar

Nosso passos pelo chão
Vão ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer

6991 – Marketing – Os Logos Mais Famosos


Os logotipos são como as ‘caras’ das empresas. Por isso, toda vez que uma companhia decide mudar o seu logo, isso envolve muito mais do que criar apenas um novo desenho. Isso significa também que há uma ‘indústria’ que vive disso – e ganhando muito bem. Porém, algumas das marcas mais famosas não gastaram nadinha para criar suas imagens. Você sabe quais delas investiram fortunas e quais tiveram gasto zero?

Pepsi

Quanto custou?
1.000.000 de dólares.
O novo logo da Pepsi foi desenhado pelo Grupo Arnell, uma reconhecida empresa de design e criação de marcas, em 2008. O preço citado acima inclui um pacote completo de renovação da marca, embora ninguém tenha reparado muito nisso. Dinheiro jogado fora?

Coca Cola

Quanto custou?
Nada.
O famoso logo da Coca-Cola foi criado por Frank Mason Robinson, em 1885. Na época, Mason era escriturário de John Pemberton, o criador da bebida, e teve a ideia de fazer o logo com a letra cursiva. A fonte usada, conhecida como Spencerian Script, foi desenvolvida no meio do século 19 e era a forma dominante da escrita à mão nos Estados Unidos na época.

Britsh Petrol

Quanto custou?
211.000.000 de dólares.
Redesenhado também no ano 2000, o logo da British Petrol custou uma verdadeira fortuna. A companhia multinacional de petróleo e gás queria lançar um novo conceito para a marca, depois de passar anos usando o escudo com as iniciais da empresa como logotipo. O novo logo, conhecido como “Helios”, o deus do Sol na Grécia Antiga, representaria a energia dinâmica em todas as suas formas. No preço acima, estão incluídos os custos de redesenhar o logo e também de substituir o símbolo em todos os veículos e locais da empresa.

Google

Quanto custou?
Nada.
O logo da empresa foi desenhado em 1998 por Sergey Brin, um dos próprios fundadores da companhia. Depois disso, sofreu algumas pequenas alterações, mas o conceito original se manteve intacto. O logotipo também ganha versões divertidas em datas especiais, que são chamadas de doodles. Na imagem acima, dá para ver o primeiro logo do Google e o seu logo atual.

Olimpíadas de Londres 2012

Quanto custou?
625.000 dólares.
Por quê?
Desenhado pela agência londrina de design de marcas Wolff Ollins, em 2007, o logo dos Jogos Olímpicos de Londres causou ~polêmica~. Teve gente que viu a suástica, pessoas em ato sexual e até a palavra “ZOR”.

Nike

Quanto custou?
35 dólares.
O logo da Nike, um dos mais fáceis de ser reconhecido, foi criado por Carolyn Davidson em 1975. O preço incluiu apenas o design do logo, que mais tarde foi sendo refinado. Mas, assim como o logotipo da Coca-Cola, ele manteve intacto o conceito original.

6881 – Celebridades mortas vendem mais?


O Coachella 2012 só seria lembrado pelos fãs desse festival de música americano, não fosse o show de encerramento, capitaneado pelo rapper Snoop Dogg. Tupac Shakur, um antigo parceiro, voltou aos palcos após 16 anos, incendiando a plateia. Nada demais, não fosse um porém: Tupac morreu em 1996. No show, ele renasceu em um holograma reproduzido em uma tela invisível no palco. A ideia, concebida pelo colega Dr. Dre, custou mais de US$ 100 mil. Tecnologia de ponta que deu certo. Foi notícia no mundo todo e as vendas do disco póstumo Greatest Hits dispararam 571%, levando Tupac à lista dos 200 mais vendidos da Billboard.
Porém, não foi a primeira vez que um holograma ressuscitou artistas em shows. Elvis Presley cantou em 2007 com Celine Dion graças à tecnologia, por exemplo. E holograma é só uma das tantas formas de explorar a imagem desses zumbis da indústria do entretenimento. Shows e discos comemorativos, biografias, exposições, filmes e aparições em programas estão aí para manter a chama deles acesa. O consumo dessas obras faz críticos torcerem o nariz por não deixarmos os mortos em paz. Mas também contribui para aproximar artistas e fãs. Aliás, anote na agenda porque alguns devem vir ao Brasil.

Michael Jackson – O deus redimido

Ao longo de quase toda a primeira década do milênio, Michael Jackson foi visto como um artista extremamente excêntrico, um esquisitão que mudou de cor e que fez enorme sucesso em um passado tão remoto quanto o walkman. Ele era mais lembrado por suas polêmicas relacionadas à pedofilia do que pela música em si. Prestes a voltar para uma turnê, morreu repentinamente, em 2009. Poucos sentirão falta desse show que não houve. Afinal, grandes hits do passado, como Thriller, Bad, Billie Jean, Black or White e ABC, de repente, dominaram as pistas no ano. “Se ele estivesse vivo, dificilmente daria a volta por cima e lançaria algo tão bom como Thriller. Sua figura era motivo de piada nos últimos anos”, diz Kid Vinil, cantor, DJ e referência quando o assunto é música dos anos 80. Só no primeiro mês após morrer, Michael vendeu 4 milhões de álbuns. Muito se deve ao “efeito da morte”, segundo Mark Roesler, empresário especialista em trabalhar com a imagem de celebridades mortas.
Mas a morte de MJ o sacralizou de uma maneira rápida pouco vista antes. Em um passo de mágica do showbizz, ele voltou a ser apenas o rei do pop – e não aquele homem de nariz bizarro que pendurou o filho bebê na janela. “No fim, o que vai contar é o legado. O movimento para trabalhar a imagem dele já começou e daqui a algumas gerações o rei ainda será lembrado – mesmo por quem não viveu no mesmo período”.
Meses após a morte, foi lançado o documentário This Is It. Em 3 anos saíram o disco póstumo Michael, o jogo Michael Jackson: The Experience, um espetáculo do Cirque du Soleil e clipes especiais. Nos primeiros 12 meses após sua morte, MJ lucrou US$ 1 bilhão, segundo um levantamento da Billboard. Em breve, se depender da vontade de sua família, ele deve voltar aos palcos, em formato de holograma, como Tupac.
Enquanto isso não acontece, seus passos se espalham com o show Thriller Live. Celebrando todas as fases de Michael Jackson, o espetáculo coloca no palco uma banda, 16 bailarinos e 5 cantores (3 homens, uma mulher e um menino) para representá-lo. Cerca de 2,2 milhões de pessoas já viram a apresentação em 24 países. O show deve vir pela primeira vez à América Latina, passando por São Paulo e Rio em 2013. Michael ainda brilha. Então não estranhe se daqui a uns anos continuar vendo gente arriscando os já mitológicos passos moonwalk em uma festa.

Elvis – O deus dos deuses

Elvis Presley tem 58 anos de carreira. Os últimos 35 começaram quando ele foi encontrado morto em sua mansão Graceland – que, a partir de então, tornou-se um marco peregrinatório do culto ao rock. Tudo bem, tem gente que leva a sério a história de que “Elvis não morreu” e jura que ele vive no interior dos Estados Unidos ou na Argentina, sob o pseudônimo John Burrows. Mas o fato é que esse ex-caminhoneiro que virou cantor e de quebra mudou a música para sempre é uma das maiores celebridades que, após morrerem, tornaram-se divindades pop.
Pense em uma música dele. Agora pense no seu visual. Possivelmente foi mais fácil lembrar-se do topete e do rebolado do que de uma canção específica. “Quando se lida com um artista morto, não há a geração constante de novos materiais e aparições públicas para reforçar a imagem. Você trabalha com o vazio da presença”, diz Galbinski. Ou seja, a morte congelou a imagem de Elvis. Seu visual está eternizado. E imagem forte pede mais merchandising, que deixa essa imagem ainda mais forte. É uma bola de neve. Mas o que também alimenta esse legado é uma legião de sósias. Graças à internet, conhecer a obra do artista e interagir com outros imitadores ficou mais fácil. Por isso há mais covers de Elvis hoje do que há 10 anos, segundo Marcelo Neves, presidente do fã-clube Elvis Triunfal. “Cerca de 70% dos associados não eram nascidos quando Elvis morreu”, diz. Mas os covers formam apenas uma camada mais visível do culto. Há 200 marcas licenciadas com a grife do cantor, fora espetáculos como Viva Elvis, do Cirque du Soleil. Suficiente para ele ter lucrado US$ 55 milhões em 2011 (muito mais que os US$ 18,9 milhões, em valores corrigidos pela inflação, no ano em que morreu). Sim, Elvis morto rende mais do que Elvis vivo. Porque Elvis morto é a representação incólume de um ícone do século. Não há escândalos, músicas ruins ou problemas de saúde que corroam essa imagem. Há somente o eterno galã e o gênio roqueiro.

Ela usava channel

Marilyn – A deusa da beleza
O vestido rodado branco de frente única. O cabelo loiro cacheado. O vento. A boca. Você talvez nunca tenha assistido a um filme estrelado por ela, mas provavelmente reconhece essa imagem (que, aliás, está no final do clássico O Pecado Mora ao Lado, de 1955). Afinal, nesse meio século, desde que ela morreu aos 36 anos por overdose de barbitúricos e foi alçada a uma espécie de Afrodite pop, Marilyn Monroe jamais foi esquecida. “Criou-se um modelo de mulher perfeita, desejada por muitos e imitada por muitas, transformando-se em um ícone”, diz Galbinski. Morreu jovem e linda, e assim permaneceu. Quer dizer, melhorou com o tempo, graças à construção do mito. “Ela ficou mais bonita e moderna com os anos. As últimas fotos dela viva mostravam Marilyn mais jovem do que quando era moça”, diz o crítico de cinema Rubens Ewald Filho. “Quem cuidava da imagem dela era o fotógrafo Milton Greene, que fez as fotos dela nua [publicadas na primeira edição da revista Playboy]. Era um dom. Têm rostos que envelhecem, outros ficam modernos”.
Órfã, Marilyn não deixou herdeiros. Sua fortuna é controlada pela filha do ator Lee Strasberg, mentor da carreira da artista. A Marilyn Monroe LLC está por trás, por exemplo, da campanha de celebração dos 50 anos da morte da atriz, do cartaz do festival de cinema de Cannes de 2012, de uma nova linha de maquiagem e de uma mostra que passou pelo Brasil.
Os 50 anos de morte aqueceram o fenômeno, mas ela está sempre em evidência. Se Marilyn atuou em 33 filmes em vida, depois que morreu apareceu em mais de 190. Foi eternizada nas artes plásticas por Andy Warhol. Madonna usou sua imagem em 3 clipes. A diva continua aí. No filme Sete Dias com Marilyn, ela faz um pedido com chances de se concretizar: “Quero ter essa imagem com 400 anos”.

Quando Lennon foi assassinado em frente ao prédio em que morava em Nova York, ele já era, havia muito tempo, um ícone consolidado. Mas, a partir de então, Strawberry Fields, um jardim no Central Park próximo ao local do crime, virou ponto de peregrinação roqueiro. E qualquer coisa que ele tenha tocado virou ouro. Um dente molar do artista, amarelado e cariado, foi comprado por R$ 54 mil. Hoje, o Cirque du Soleil (sempre ele) explora sua mística no show Love. E ainda tem o licenciamento de produtos para a marca Mont Blanc, a chegada dos Beatles ao catálogo da iTunes Store e o jogo Beatles Rock Band, entre outros. São coisas assim que o fazem ser uma das figuras sempre presentes na lista de mortos mais ricos da revista Forbes (além dele, só Elvis e Charles Schulz, o pai do Snoopy, estão sempre no ranking). Quando morreu, ele deixou para a mulher Yoko Ono uma fortuna avaliada em US$ 250 milhões. Hoje, Lennon tem US$ 800 milhões. Sua influência está dissolvida e espalhada mundo afora. Artistas de mais de 30 países já fizeram versões diferentes de músicas dos Beatles ou da carreira solo de Lennon. Um exemplo do Brasil: um dos maiores legados dele no País está na voz da cantora Simone. A música Então, É Natal, que, desde que foi lançada, em 1995, toca todo fim de ano no rádio e na TV, é uma versão para Happy Xmas (War is Over), de 1971. John está por perto e muitas vezes não nos damos conta. Gostem os fãs ou não.

4583 – Mega Marcas – Havaianas, mudança radical


Top Havaianas

No ano de 1993, as vendas das sandálias havaianas despencaram e o faturamento da Alpargatas caiu muito. Com seu até então único modelo,o bicolor de 1962, a sandália de dedo perdeu mercado na classe média. Alguns adolescentes viravam a solo do avesso e tal faísca de criatividade chamou a atenção dos profissionais de marketing da empresa. A Alpargatas resolveu fazer uma mudança geral: modelos, embalagens, canais de distribuição, divulgação, comerciais e etc. Em 2002 apareceu em um desfile da coleção verão do estilista francês Jean Paul Gaultier. Uma espetacular transformação de um produto até então popular em fashion. Uma grande sacada de marketing.
A Alpargatas é uma empresa do Grupo Camargo Corrêa. Havaianas possui participação de 80% no mercado brasileiro de chinelos de borracha, comercializa cerca de 162 milhões de sandálias anualmente, dos quais 10% para mais de 80 países dos cinco continentes, podendo ser encontrada em mais de 200 mil pontos de venda. As exportações chegam a 22 milhões de pares (somente nos Estados Unidos está presente em 1.700 pontos de venda). A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de “Havaianas” por ano.
O grande público das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram conhecidas como “chinelo de pobre”. Tentando mudar esta idéia, a companhia lança em 1991 o modelo Havaianas Sky, com cores fortes e calcanhar mais alto, dando a idéia de que pertencia a um público de classe mais alta. Seu preço também é mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lançamento ao público alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em seguida a distribuição foi organizado de acordo com o público alvo. Também foi criado um display vertical para facilitar a escolha do produto e do número. Este display substituiu as antigas bancadas com pares espalhados.
Após o sucesso da Sky, foram criados novos modelos como, por exemplo, a Havaianas Olimpic, lançada durante as Olimpíadas de Atlanta. Desde a seu aparecimento, as Havaianas evoluíram dos modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designs mais elaborados com aplicações e formatos variados. Recentemente foi lançado um modelo que inclui um salto alto.