13.589 – Submarino afundado na 1ª Guerra é descoberto após 103 anos


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Foram descobertos os restos do submarino HMAS AE1, na costa das Ilhas do Duque de York, em Papua-Nova Guiné. A embarcação que desapareceu em 14 de setembro de 1914, com 35 tripulantes a bordo, ainda na Primeira Guerra Mundial, teve sua localização encontrada no início do mês mas a informação só foi divulgada agora.
De acordo com a publicação do ‘O Globo’, o submarino teria sido a primeira perda da marinha da Austrália no combate. Ele foi encontrado com o uso de drones aéreos e sonares e estava a 300 metros de profundidade.
“Foi uma tragédia significativa sentida pela nossa nação e nossos aliados”, afirmou o Departamento de Defesa da Austrália, em comunicado.
A missão de buscas foi realizada pelo governo da Austrália, em parceria com o Museu Marítimo Nacional da Austrália, a Fundação Silentworld e a empresa Find AE1, criada especificamente para este fim
O HMAS AE1 era um submarino de classe E, com 55,2 metros de comprimento e 760 toneladas. Ele foi projetado para submergir a até 30 metros de profundidade, com autonomia de 5,6 mil quilômetros. Ele foi construído na Inglaterra, entrando em serviço em maio de 1913.

11.015 – Arma de Guerra – O super canhão eletromagnético da Marinha dos EUA


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A Marinha dos Estados Unidos vai mostrar publicamente o seu canhão eletromagnético na Naval Future Force Science and Technology Expo, uma exposição em Washington DC, no próximo 4 de fevereiro.
O canhão lança projéteis sólidos por mais de 100 milhas náuticas (cerca de 185 quilômetros) a mais de seis vezes a velocidade do som.
No futuro, em 2016, ele será testado a bordo deste navio de alta velocidade (e aparência assustadora). Salve-se quem puder!

6042 – São Paulo ganha novo navio de pesquisa oceanográfica


Navio por dentro

Após quatro anos, a pesquisa oceanográfica de São Paulo volta a ter um navio para chamar de seu. Batizado de Alpha Crucis –a estrela da constelação do Cruzeiro do Sul que representa o Estado na bandeira do Brasil-, ele foi apresentado ontem no porto de Santos.
A embarcação foi comprada em uma ação conjunta da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e levou 15 meses para ser reformada e equipada. Todo o processo custou US$ 11 milhões.
Com 64 m de comprimento, 11 m de de largura e média de 40 dias de autonomia no mar, a embarcação retoma as pesquisas interrompidas com a aposentadoria do navio Professor W. Besnard, em 2008.
Mesmo antes de encerrar suas operações, o Besnard já oferecia limitações. Por questões de segurança, não podia ir além de 370 km de distância da costa brasileira.
O navio tem sistema de estabilização que permite que ele fique parado ou siga uma linha reta sem interrupções. Isso é útil em estudos que requerem obedecer uma rota extremamente precisa.
Além disso, o navio tem ainda scanners e outros equipamentos que possibilitam uma varredura do fundo do mar, ajudando trabalhos sobre relevo, biodiversidade, petróleo e outros temas.
O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí. “Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”, avaliou Nonato.
Antes de bater o martelo, a equipe visitou 18 outros navios. “Precisava ser um equipamento funcional e em condições de ser reformado para fazer pesquisa de ponta, mas ainda com um preço acessível”, explica Michel Mahiques, diretor do IO-USP.
O Alpha Crucis deve zarpar para sua primeira missão (um projeto da USP sobre fluxos de carbono na costa brasileira) no segundo semestre. Outras duas saídas estão programadas para 2012.
O navio também estará aberto a receber cientistas de outras instituições, que deverão submeter suas propostas a uma comissão científica.
Além do novo navio, um barco de porte menor, novinho em folha, também entrará em operação em breve. Com 27 metros, o Alpha Delphini está sendo construído em um estaleiro do Ceará e deve ficar pronto em setembro.
Primeira embarcação do gênero totalmente construída no Brasil, ela custou R$ 4,75 milhões. Os recursos são da Fapesp e da USP.
O Alpha Delplhini pode transportar até 12 pesquisadores e seis tripulantes, com autonomia de dez a 15 dias, dependendo do número de pessoas. Ele será usado em pesquisas mais próximas da costa.

2517-São Paulo – Um porta-aviões brasileiro


O brasileiro São Paulo

Sua reforma foi toda realizada no arsenal da marinha no RJ. As maiores mudanças foram no equipamento eletrônico. Sua principal tarefa é coordenar a defesa da costa brasileira. Vai receber ainda, mísseis antiaéreos Mistral Simbad, da empresa francesa Matra. Modernizado, tornou-se uma poderosa arma de guerra. Este porta-aviões brasileiro não tem muito em comum com os enormes americanos, como o Nimitz, que operam até 90 aeronaves e tem poder de fogo capaz de fazer bombardeios nucleares. Tem mais parentesco com navios de controle de área italianos e espanhóis. Dentro dele funciona uma pequena cidade. Áreas de lazer e refeição são separadas de acordo com a graduação, com 2 sessões de cinema todas as noites
Construído na França entre 1950 e 1953, serviu à Marinha da França como porta-aviões da Classe Clemenceau sob o nome “FS Foch”, uma homenagem a Ferdinand Foch, comandante das tropas aliadas durante a Primeira Guerra Mundial.
Adquirido pelo equivalente a 12 milhões de dólares norte-americanos em setembro de 2000, foi recebido operacional pela Marinha do Brasil a 15 de Novembro desse mesmo ano, no porto de Brest, na França, quando teve passada a sua “Mostra de Armamento”.
Com 50% mais velocidade e podendo transportar o dobro de aeronaves que o antigo NAeL Minas Gerais (A-11), o NAe São Paulo (A-12) opera aviões de ataque AF-1 e helicópteros, sendo hoje a capitânia da Armada.
NAe é o acrônimo para Navio Aeródromo.