13.980 – Oceanografia – As Fossas Marianas


É o local mais profundo dos oceanos, atingindo uma profundidade de 11 034 metros.
Localiza-se no oceano Pacífico, a leste das ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
O ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo “Trieste”, da marinha Americana tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11 000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmaras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativos da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano pela primeira vez em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10 916 metros de profundidade, levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão. Por esse motivo, não existem registos visuais do evento.
Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.
Em 1985 o oceanógrafo Robert Ballard, que tornou-se famoso pela descoberta do Titanic, utilizou um ROV (Remotely operated underwater vehicle) e seu minisubmarino Alvin para fazer mais uma descoberta histórica em conjunto com o pesquisador Dedley Foster, comprovando que, ao contrário do que se supunha, abaixo da camada batipelágico situada entre 1000 e 4000 metros, volta a existir vida. Antes da descoberta, as pesquisas eram realizadas de maneira empírica, com redes de alta profundidade. Até então era tido como certo que abaixo do batipelágico não existia mais nada no oceano. Pelas imagens de Ballard e Foster, comprovou-se que graças aos componentes químicos e ao calor exalado pelos vulcões por delicadas “chaminés” encontrados nas Fossas Marianas (a mais de 10 000 metros de profundidade) há vida exuberante nas profundezas. Pela análise das amostras coletadas pelo robô submarino comprovou-se a existência de vida marinha milhões de anos antes da vida na superfície terrestre. Na fossa das Marianas há um incalculável número de espécimes vivos altamente desenvolvidos e adaptados à colossal pressão encontrada nessas profundidades. As filmagens do ROV de Ballard e Foster mudaram para sempre parte da história da evolução da vida no planeta e abriram um campo imenso para novas pesquisas.
Em 25 de março de 2012, o cineasta James Cameron desceu sozinho até ao fundo da fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição Deep Sea Challenge[4]. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida aos 10 998 metros de profundidade. A fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio, menos conhecido pela ciência do que a superfície do planeta Marte.
A placa do Pacífico é sub duzida sob a Placa Mariana, criando a Fossa das Marianas e (mais adiante) o arco das ilhas Mariana, à medida que a água está presa na placa é lançada e explode para cima para formar vulcões da ilha. A Fossa das Marianas faz parte do sistema Izu-Bonin-Mariana subdução que forma o limite de fronteira convergente entre duas chapas tectônicas. Neste sistema, a borda ocidental de um prato, a Placa do Pacífico, é subduzida (isto é, impulso) abaixo da menor Mariana Plate que fica a oeste. O material crustal na borda ocidental da placa do Pacífico é uma das crosta oceânica mais antiga da Terra (até 170 milhões de anos) e, portanto, é mais frio e mais denso; Daí a sua grande diferença de altura em relação à Placa Mariana de alto escalão (e mais jovem). A área mais profunda do limite da placa é a Fossa Mariana propriamente dita.
O movimento das placas do Pacífico e Mariana também é indiretamente responsável pela formação das Ilhas Marianas. Estas ilhas vulcânicas são causadas pelo fluxo fundido do manto superior devido à libertação de água que está presa em minerais da porção subduzida da Placa do Pacífico.

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12 929 – Cientistas tentam descobrir se elevou frequência de ressacas no Brasil


ressaca
Morar pertinho da praia pode ter inconvenientes bem piores do que a ferrugem nos móveis e eletrodomésticos, efeito da maresia. Volta e meia o mar se revolta e invade quiosques e avenidas com suas ondas, causando estragos consideráveis como os vistos recentemente no litoral do Sul e do Sudeste.
Ainda faltam métodos confiáveis de previsão das ressacas e dados que confirmem se elas estão ocorrendo com maior frequência. Por isso mesmo, o fenômeno oceano-meteorológico tem ganhado mais atenção e protagonismo nas discussões e pesquisas climáticas, numa tentativa de compreendê-lo melhor.
O problema é que não há um registro histórico detalhado nem muita informação a respeito das ressacas no litoral brasileiro, segundo Roberto Fontes, professor da Unesp de São Vicente. Daí a dificuldade em dizer se os fenômenos aumentaram em número e intensidade nos últimos anos –seja por causa do aquecimento global ou outras mudanças climáticas.
Uma estatística curiosa é o registro de que, entre eventos chamados de popularmente de “maré alta” e ressacas, 73% dos fenômenos se concentram na década de 2000, de acordo com uma pesquisa de 2008 baseada em acervos de jornais e em bancos de dados de desastres da cidade de Santos, no litoral de São Paulo. em 88 anos observados
Apesar de não existir uma capacidade observacional tão detalhada do clima para saber exatamente o que está acontecendo, para o estudioso do clima e professor da USP Paulo Artaxo o risco é claro. “Todos os modelos climáticos apontam claramente para um aumento contínuo nas ressacas e no nível do mar, que subiu 25 cm nos últimos cem anos.”
Para o físico e professor da USP Belmiro Castro, porém, é prematuro dizer que as mudanças climáticas estão causando um aumento na ressaca. Dentro do complexo sistema climático, o aquecimento global poderia até arrefecer as ressacas, caso reduzisse a intensidade das frentes frias, por exemplo.
A aparente indisciplina oceânica é produto da combinação de dois fatores: a presença de ventos fortes e da altura da maré –fenômeno determinado astronomicamente pelas posições relativas do Sol, da Lua e da Terra.
Os maiores efeitos (ou seja, maiores amplitudes de marés altas) acontecem quando os três astros formam uma linha reta, maximizando a ação da força gravitacional, que move as águas. Isso acontece nas fases de lua nova e de lua cheia.
Descontando os efeitos meteorológicos, a variação da altura do nível do mar é o que o cientistas chamam de um fenômeno determinístico, ou seja, é possível saber com certeza qual será a altura da maré a cada instante.
A preamar (pico da maré alta) e a baixamar (menor nível da maré baixa) se alternam em intervalos de um pouco mais de seis horas. A pior ressaca possível aparece principalmente quando há coincidência de ventos fortes, causados por frentes frias, com as marés cheias.
Para prever as ressacas, o difícil é saber quando a ventania virá. As massas geladas de ar que vão provar ressacas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil se formam na Antártida, ao sul. Ao passarem próximos à costa com grande intensidade –fenômeno que recebe o nome de ciclone extratropical–, os ventos provocam a ressaca.
(Quando os ventos vêm do norte, o efeito geralmente é oposto, diminuindo o nível do mar na costa, explica Castro.)
Não dá para afirmar ao certo quando um ciclone desses passará próximo à nossa costa e quão intensa será a força desses ventos. O que se sabe é que o período de maior incidência é em torno do inverno.
A previsão só funciona bem quando o evento já está bem perto de acontecer, relata Castro, que coordena um laboratório que estuda o tema. Um dos resultados da pesquisa é um mapa de risco que consegue prever, com confiabilidade maior que 80%, uma ressaca com até dois dias de antecedência.

5561- Mar Cáspio – Um lago com jeito de mar


Mar Cáspio

Com cerca de 370 000 quilômetros quadrados, o equivalente a uma vez e meia o tamanho do Estado de São Paulo, o chamado Mar Cáspio, localizado na região centro-oeste da Ásia, é, na verdade, o maior lago do planeta. Sua largura chega, em alguns trechos, a 1 200 quilômetros, embora a média fique em torno de 350 quilômetros. Nas suas margens vive uma população de 12 milhões de pessoas, pertencentes a cinco países: Casaquistão (ao nordeste), Turcomenistão (sudeste), Irã (sul), Azerbaijão (sudoeste) e Rússia (noroeste).
O adjetivo “mar” se deve à sua água bastante salgada – embora o teor salino seja inferior ao dos oceanos de verdade. Isso porque há cinco milhões de anos suas águas tiveram uma ligação com o Mar de Azov e, por extensão, com o Mar Negro e com o Mediterrâneo. Hoje, as doces águas do Rio Volga, na Rússia, são responsáveis pela maior parte de seu volume. O Cáspio é um lago ao mesmo tempo baixo e raso. Baixo porque sua superfície está 27 metros abaixo do nível do mar; raso porque sua profundidade mal supera os 1 000 metros. Rico em gás natural e petróleo, o Mar também é a morada de um dos peixes mais cobiçados do mundo: o esturjão, com cujas ovas se produz o famoso e caríssimo caviar – principal fonte de renda da população das margens. No entanto, a exploração excessiva ameaça a sobrevivência da espécie, o que obrigou Rússia, Azerbaijão e Casaquistão a proibir a pesca do esturjão até o fim deste ano.
• O Lago Baikal, na Sibéria, é o mais profundo da Terra. Chega a 1 637 metros de profundidade, dos quais 1 181 metros abaixo do nível do mar.
• O maior oceano é o Pacífico, que ocupa um terço da superfície terrestre. O menor é o Ártico, que banha o Pólo Norte, com 9,485 milhões de quilômetros quadrados.
• A maior maré do mundo acontece na Baía de Fundy, na costa atlântica canadense. A diferença entre a maré alta e a maré baixa ali ultrapassa os 13 metros.

4776 – Amazônia Azul


Hoje, os espaços marítimos brasileiros atingem aproximadamente 3,5 milhões de km².
O Brasil está pleiteando, junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a extensão dos limites de sua Plataforma Continental, além das 200 milhas náuticas (370 km), correspondente a uma área de 963 mil km².
Após serem aceitas as recomendações da CLPC pelo Brasil, os espaços marítimos brasileiros poderão atingir aproximadamente 4,5 milhões de km².
Uma área maior do que a Amazônia verde.
Uma outra Amazônia em pleno mar, assim chamada, não por sua localização geográfica, mas pelos seus incomensuráveis recursos naturais e grandes dimensões.

3706 – Geografia – O Grande Lago Salgado


Um lago que é puro sal

(em inglês: Great Salt Lake) é um lago salgado localizado na parte setentrional do estado de Utah, nos Estados Unidos da América, cuja característica principal é uma salinidade elevada, maior do que a dos oceanos. Cobre uma área de cerca de 4400 km², sujeita a constantes variações. Salt Lake City, capital de Utah, situa-se na margem leste do lago. O primeiro homem branco a avistar o local foi Jim Bridger, em 1824.
Um lago salgado ou lago salino é um corpo isolado de água que tem uma concentração de sais (principalmente cloreto de sódio) e outros minerais significativamente maior que outros lagos (a condição de lago salgado costuma estabelecer-se em 3000 miligramas de sal por litro). Em alguns casos, os lagos salgados podem chegar a ter uma concentração de sal superior à água do mar.
Salt Lake City é a capital e a cidade mais populosa do estado norte-americano do Utah. O nome da cidade é muitas vezes abreviado para Salt Lake.
Salt Lake City situa-se nas margens do Grande Lago Salgado, de onde provém o nome da cidade (o nome do lago em inglês é Great Salt Lake). Tem cerca de 181 698 habitantes e é a 126° maior cidade do país.
A cidade foi fundada em 1847 no Great Salt Lake City por um grupo de pioneiros mórmons liderados por seu profeta, Brigham Young, que fugiu da hostilidade e violência do meio-oeste dos Estados Unidos. Eles enfrentaram a perseguição do governo americano devido à prática de poligamia, oficialmente interrompida em 1890. Hoje, Salt Lake City abriga a sede de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon. De acordo com dados do governo, atualmente 78% da população da cidade é adepta da religião mórmon, sendo 60% no estado do Utah.
O crescimentos da mineração e a construção da primeira ferrovia transcontinental, inicialmente, trouxeram crescimento econômico, e a cidade foi apelidada de “Crossroads of the West”. Salt Lake City, desde então, desenvolveu uma forte indústria do turismo ao ar livre, vinculada às estações de esqui. O crescimento constante de Salt Lake City tentando se estabelecer como uma das cidades mais importantes do mundo não foi despercebido. Em 2008, o World Cities Study Group and Network (GaWC) do Reino Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos. A cidade foi classificada na mesma categoria de outras áreas metropolitanas do mundo de grande destaque, como Ankara, Manaus, Liverpool, Baku, Lusaka e Jerusalém, sendo que a cidade ficou acima de outras como Muscat, Austin, Gaborone e Tianjin.
Sediou os Jogos Olímpicos de inverno de 2002.
Mais sobre Salt Lake City em outros capítulos do Mega

3705 – Mar Cáspio, o maior lago do mundo


O Mar Cáspio no globo terrestre

Tem 371 mil km2 e situa-se entre o extremo leste da Europa e o extremo oeste da Ásia. Banha a Rússia, o Azerbaijão, o Turquemenistão, o Cazaquistão e o Irã, com as estepes da Ásia Central ao norte e a leste. Na Antiguidade, era conhecido como oceano Hircaniano e também é actualmente denominado como mar Khazar e mar Khvalissian.
Com sua superfície e seus 1.200km de comprimento e 450km de largura, o Cáspio é o mais importante lago do mundo. A sua profundidade média é de 180m, com a cota máxima de 1025m, e a sua extensão costeira é de quase 7000km.
Os rios Volga e Ural desaguam no mar Cáspio, que está ligado ao Mar de Azov pelo canal Manych. O Volga é responsável pela maior parte do fluxo de água que chega ao mar. Assim sendo, esta via fluvial é fundamental para que seja mantidos o equilíbrio aquático, a constituição biológica e química e a oscilação do nível da água. Desta forma, o que acontece em torno do vale do Volga resulta em repercussões sobre o mar Cáspio.
Mas o mar Cáspio não recebe somente água da bacia do Volga. A poluição resultante de quase metade da população russa e de um terço da produção industrial e agrícola de áreas do rio Volga explica os elevados níveis de poluição em quase toda a bacia hidrográfica. A falta de preocupação ambiental no período soviético foi um dos fatores para a degradação do mar Cáspio.
O nível do mar Cáspio subiu e desceu ao longo dos séculos. Alguns historiadores apóiam a teoria segundo a qual, durante a Idade Média, um aumento do nível das águas teria provocado a inundação de cidades litorâneas da região de Khazaria, como a cidade de Atil. No século XX ocorreram pelo três grandes períodos de mudança no nível geral da superfície do Cáspio. Entre os anos de 1900 e 1929, praticamente não ocorreram variações significativas de nível. Porém, entre 1930 e 1978, o nível das águas apresentou uma diminuição contínua, principalmente entre 1930 e 1941. A causa principal desse fenômeno foi a diminuição do fluxo de água vinda dos rios que ali têm sua foz.
A partir de 1978, o nível médio do Cáspio subiu cerca de 2,5 metros. As oscilações de nível, típicas em lagos ou mares fechados, causam impactos tanto do ponto de vista ambiental como na economia das áreas ribeirinhas. Tal cenário aconteceu no mar Cáspio durante a prolongada queda do nível das águas (1930/1977), sendo que especialistas acreditavam que essa era uma tendência irreversível. Assim, o governo soviético realizou a planificação do futuro da economia do local, considerando a contínua baixa do nível do mar. Quando o nível subiu, parte considerável do que foi construído, como estradas e assentamentos agrícolas, ficou submerso. Os danos do aumento do nível aquático acabaram sendo maiores nos territórios planos da costa norte e nordeste, áreas pertencentes à Rússia. Especialistas ainda não têm explicações para o recente aumento do nível do mar, nem uma previsão do que poderá ocorrer num futuro próximo
Outro aspecto importante são suas variações de nível e seu balanço hídrico, se comparado o primeiro aspecto com o que vem acontecendo no Mar de Aral, cuja superfície líquida ficou reduzida dramaticamente nas últimas décadas.
O Cáspio é uma das zonas de maior produção de petróleo no mundo, em particular nas águas territoriais do Azerbaijão. Recentes pesquisas anunciaram a presença de grandes reservas de petróleo nas profundezas do lago.
O Cáspio é também conhecido por conter uma população de esturjão, que fornecem as ovas que são transformadas em caviar. Mas como consequência das atividades pesqueiras ilegais a população tem hoje seu volume muito abaixo do que era antes.

3511 – Biologia Marinha – Novas Espécies


A principal novidade é o peixe descoberto no litoral de Santa Catarina e do Rio de Janeiro. Trata-se de uma espécie nunca antes observada de quimera, peixe cartilaginoso aparentado dos tubarões e raias. Batizada com o nome de Hydrolagus sp., a espécie só é encontrada por aqui e, de tão antiga, pode ser considerada fóssil vivo: deve ter surgido entre 150 milhões e 180 milhões de anos atrás e pouco mudou desde então. “São animais contemporâneos dos dinossauros”, diz Jules Soto, da Universidade do Vale do Itajaí, de Santa Catarina, que descobriu o animal junto com pesquisadores da Fundação Universidade Federal do Rio Grande, do Rio Grande do Sul.
O bicho é peculiar. Ele tem um espinho venenoso, chamado acúleo, usado para se defender dos predadores, e olhos que brilham na escuridão do oceano profundo, tão sensíveis que podem enxergar com um mínimo de luminosidade. Também tem terminações nervosas expostas que detectam o mais leve movimento de predadores ou presas. Mas não se preocupe: as chances de você topar com um na praia são mínimas. A quimera foi encontrada a 370 quilômetros da costa e não é tão hábil assim se chegar perto da superfície. “Ela vive entre 350 e 700 metros de profundidade. Por isso, assim que chega próximo a águas mais rasas, o aumento de luz faz o animal ficar cego”, diz Jules. Acompanhe agora aí ao lado o que rola de novo nas águas do país.

Peixe do interior
Até em Minas Gerais, que não tem praia, os cientistas descobriram um novo peixe. Ele vive em cavernas e grutas e já havia sido descrito há 40 anos. Só que de forma errada, quando dois cientistas americanos acharam que era um lambari. Em abril, cientistas do Instituto de Biociências e do Museu de Zoologia da USP capturaram 25 exemplares do peixe, que mede 5 centímetros de comprimento, em poços artesianos em Jaíba, no norte do estado, onde eles são conhecidos como “piabinhas cegas”. Os biólogos garantem que, apesar da semelhança, os peixinhos não têm parentesco com os lambaris. E já sabem que eles, além de viver em um lugar com pouco alimento, têm características de espécies exclusivamente subterrâneas, como ausência de olhos e de cor.
Onde nascem os tubarões
Um berçário de cinco espécies de tubarão existe a 1 quilômetro de Itanhaém, em São Paulo. Não se preocupe: são espécies que atacam pouco os humanos, mas divertem os biólogos. “É a primeira área como essa que encontramos no Brasil”, diz Otto Gadig, do Projeto Cação, da Universidade Estadual Paulista, responsável pela pesquisa. A região, de 50 quilômetros quadrados, é próxima à foz de vários rios – um paraíso, se visto por um tubarão-filhote. “Esses lugares oferecem alimento e proteção contra os predadores que vivem em mar aberto, o que reduz a taxa de mortalidade dos filhotes”.

2684-Geografia: O Mar Morto não tá pra peixe


Mar Morto, Tietê é fichinha

É o ponto mais baixo da superfície do globo, 400 metros abaixo do nível dos mares e oceanos; seu fundo fica a uns 790 metros abaixo do nível do mar. Esse mar amargo é apenas um grande lago. Desde tempos imemoriais, as águas do rio Jordão e de outros rios menores correm para esse mar, que não tem saída, exceto para cima , pela evaporação , numa média aproximadamente de 7 toneladas por dia. Somente a água doce escapa dessa forma, deixando atrás todos os sais minerais. No decorrer dos séculos, as águas foram se tornando cada vez mais densas. Atualmente contém 27% de sal, mais de 5 vezes a proporção média contida nas demais águas salgadas e são tão pesadas que 1 litro pesa 1.170 gramas, enquanto um litro de água doce pesa 990 gramas. Costuma-se dizer que nenhuma vida pode existir nessas águas acres, daí o nome de Mar Morto, usado pela primeira vez por S. Jerônimo, há cerca de 1500 anos. Recentemente descobriu-se a existência de algumas bactérias e algas minúsculas, mas é só. Todos os anos, a enchente do Rio Jordão lança á morte nessa salmoura milhares de peixes de água doce. Um ou dos copos dessa água amarga podem provocar enjôos violentos e ate a morte. Raramente verifica-se barcos de passeio nesse mar. Repulsivo ou não o mar é lucrativo. Estima-se que contenha 45 bilhões de toneladas de valiosas substâncias químicas. Há uma substância para adubos suficiente para as necessidades do mundo inteiro por maios de 200 anos.

2490-O Oceano Índico


Ilha paradisíaca do Oceano Índico

É o 3° maior em área. Estendeu-se desde a África até a Austrália, a leste está limitado pela Ásia ao norte e prolonga-se até o pólo sul. Uma elevação no meio do oceano dá origem a algumas pequenas ilhas; Madagascar, Sri Lanka e Sumatra são extensões estruturais da África e da Ásia. Seu braço norte: Mar vermelho, Golfo Pérsico, Mar da Arábia, Baía de Bengala. Apresentam em geral pouca profundidade.
Há uma teoria de que ha muitos milhões de anos atrás só havia um único oceano e um único continente, a Pangéia.
O oceano Índico, que se distingue por suas dimensões relativamente reduzidas em comparação com as do oceano Pacífico ou do oceano Atlântico, estende-se em sua maior parte em hemisfério Austral e é fechado ao norte pela Ásia. Largamente aberto ao sul, sob influência da monção asiática, tem a forma de um triângulo, cujas linhas medianas são formadas por dorsais oceânicas, dispostas em Y invertido. A sua profundidade média é de 3.897 m e a máxima, de 7.455 m (fossa de Java).
A dinâmica das águas do oceano Índico é mais complexa que nos outros oceanos. O sistema austral (ao S de 10º de latitude S) é caracterizado pela distribuição regularmente zonal dos ventos, das temperaturas (do ar e da água), da salinidade e das correntes superficiais. O sistema de monções ocupa a porção norte do Índico. Seu motor é a inversão sazonal dos ventos de monção. No inverno, os alísios sopram do NE em direção à zona de convergência intertropical, criando uma circulação superficial comparável à dos outros oceanos. No verão, os ventos quentes e úmidos e instáveis (ciclones), atraídos pelas baixas pressões asiáticas, provocam um reaquecimento e uma dessalinização parcial das águas, bem como uma aceleração das correntes que se dirigem predominantemente para leste
Para a ONU, o oceano Índico engloba o canal de Moçambique, o mar Vermelho, o golfo Pérsico, o mar da Arábia, o golfo de Bengala, o mar das Ilhas Andamão e a Grande Baía Australiana; ao sul, seu limite é o paralelo 60, entre os meridianos do cabo das Agulhas (África do Sul) e da Tasmânia (Austrália). Trinta e seis países litorâneos fornecem acesso marítimo a outros onze países sem saída para o mar.
O Oceano Índico e seus mares banham todos os países litorâneos do leste e do nordeste da África, as nações do litoral sul da Ásia desde a Península Arábica até o oeste do Sudeste Asiático, a Indonésia, mais o noroeste, oeste e sul da Austrália.
Designa-se por Pangeia o continente que, segundo a teoria da deriva continental, existiu até há 200 milhões de anos, durante a era Mesozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de anos. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do grego, pâs, pâsa, pân, todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um único bloco de terra (gea) ou Géia, Gaia ou Ge como a Deusa que personificava a terra com todos os seus elementos
Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se fragmentou, dando origem a dois mega-continentes. Separação esta que ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto.
A parte correspondente à América do Sul, África, Austrália e Índia, denomina-se Gondwana (região da Índia). O resto do continente, onde estava a América do Norte, Europa, Ásia e o Ártico se denomina Laurásia.
Foi inicialmente sugerida a hipótese no início do século XX pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, criando uma grande polêmica entre a classe científica da época. Wegener teve como ponto de partida de sua teoria os contornos semelhantes da costa da América com a da África, os quais formariam um encaixe quase perfeito. Entretanto, não foi utilizado este fato na sua fundamentação científica, mas a comparação dos fósseis encontrados nas regiões brasileira e africana. Como estes animais não seriam capazes de atravessar o oceano na época, então concluiu-se que eles teriam vivido em mesmos ambientes em tempos remotos.
Esta teoria não foi aceita, sendo até ridicularizada pela classe científica. Foi confirmada somente em 1940, após 15 anos da morte de Wegener.

2453-Geografia – Fossas Marianas, um abismo submerso


Fossas Marianas no Oceano Pacífico

As Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11.034 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas. Geologicamente, a fossa das Marianas é resultado geomorfológico de uma zona de subducção. ponto mais profundo da fossa foi sondado pelos navios Challenger e Challenger II, da Marinha Real. O local foi batizado, então, de Challenger Deep. O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960 pelo batiscafo Trieste, da marinha estadunidense tripulado pelo tenente Don Walsh e o cientista suíço Jacques Piccard, que passaram 20 minutos no fundo do oceano, numa expedição que durou ao todo 9 horas.[2]
Pesquisadores do Woods Hole Oceanographic Institution (Estados Unidos) estão construindo um novo robô-submarino que será capaz de explorar as partes mais profundas do oceano, atingindo 11.000 metros de profundidade. O robô será alimentado por energia elétrica de baterias, podendo operar continuamente por até 36 horas.
O novo robô-explorador será controlado remotamente, podendo ser operado em dois modos: autonomamente, sendo capaz de vasculhar de forma independente vastas áreas do oceano, ou preso, ligado a um cabo, com o objetivo de recolher amostras em locais específicos e bem definidos. No modo autônomo, o robô permanecerá ligado ao navio de controle, mas utilizando apenas uma fibra ótica, que será utilizada para envio de comandos e recepção de imagens.
Para lidar com as altíssimas pressões do fundo do mar, o robô-submarino terá suas câmeras acondicionadas em compartimentos feitos de cerâmicas estruturais sintéticas de última geração.
Além de pesquisa biológica, o robô permitirá acesso às zonas de terremotos e vulcões mais ativas da Terra, que consistem em falhas geológicas localizadas nas fossas oceânicas.
O homem chegou à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano, apenas uma vez, em 23 de janeiro de 1960, quando o batiscafo Trieste atingiu a Depressão Challenger, a 10.916 metros de profundidade[3], levando os mergulhadores Don Walsh e Jacques Piccard. Em 1995, o mesmo ponto foi atingido pelo submarino-robô japonês Kaikō, que recentemente foi perdido durante uma tempestade. Na única ocasião em que seres humanos estiveram no ponto mais profundo do globo, não havia como tirar fotografias, uma vez que as janelas do batiscafo foram diminuídas a tamanhos de moedas, para melhor resistir à pressão, e não existem registros visuais do evento. Segundo o escritor norte-americano Bill Bryson, em seu livro Breve História de Quase Tudo, a aventura nunca mais foi repetida em parte porque a Marinha dos Estados Unidos se negou a financiar novas missões e em parte porque “a nação estava prestes a se voltar para as viagens espaciais e a missão de enviar um homem à Lua, que fizeram com que as investigações do mar profundo parecessem sem importância e um tanto antiquadas. Mas o fator decisivo foi a escassez de resultados do mergulho do Trieste”.

1822-Mares e Oceanos



O volume total de água do mar corresponde à cerca de 1,4 bilhão de km cúbicos. A evaporação retira anualmente 320 mil km cúbicos, retornando sobre a forma de chuvas que caem diretamente no mar ou nos continentes. Na água do mar estão dissolvidos substâncias minerais com predomínio do cloreto de sódio (80%), havendo também o cloreto de magnésio e o bicarbonato de cálcio, utilizado pelos moluscos e corais para construírem seus próprios esqueletos. A salinidade média é de 30 a 40 grs por 1000, ou seja, se colocarmos 1 litro de água do mar num recipiente e a fizermos evaporar, restarão no fundo desse recipiente da 30 a 40 gramas de substâncias minerais sólidas. Com traços de ouro, prata, urânio, chumbo, ferro e zinco. Quanto maior a evaporação, maior a salinidade. A cor é o reflexo do céu (azul), ou a cor dos sedimentos depositados no fundo. O mar vermelho é assim chamado porque nele proliferam algas vermelhas em grande número que atingem a água em certos trechos. O responsável pelas ondas é o vento. Uma brisa que sopre a menos de 1 km por hora já é suficiente para desencadear oscilações que logo se transformam em marolas. Quando tal brisa atinge 3 km/h as marolas se convertem em ondas. O fundo do mar apresenta uma cadeia de montanhas e fossas ou depressões oceânicas. Existem barreiras rochosas submersas, é o caso da soleira dec Gibraltar, que separa o Atlântico do Mar Mediterrâneo. Nas costas da Namíbia (África), extrai-se inclusive diamantes dos fundos arenosos, outro recurso bem explorado é o petróleo. Agricultura e indústria exigem um volume de água cada vez maior e o mar é uma reserva praticamente inesgotável, a água, porém é salgada. A água do mar pode ser dessalinizada por evaporação, ,mas em grande quantidade é necessário usinas: complexas, gigantescas, caríssimas e que gastam muita energia, não estando ao alcance de todos os países. Outra alternativa seria rebocar icebergs.

1433-Terra – Planeta Água


A água representa 3/4 da superfície do planeta e é essencial á vida. É o resultado da combinação de 2 gases e constitui 70% do nosso organismo, sua perda leva á desidratação. A máquina á vapor foi uma das primeiras grandes invenções dos tempos modernos, sem falar das usinas hidroelétricas. A água do mar possui algo em torno de 34 gramas de sal por litro. Se pussésemos o Monte Everest no mais profundo abismo marinho, no Oceno Pacífico, ele ficaria ainda com mais de 2 km de água acima do pico. Próximos das área de terra do globo, nunca encontramos grandes abismos, pois são orladas pelas plataformas continentais. Nas regiões árticas e antárticas temos os icebergs, que são blocos de gelo desprendidos das geleiras polares, flutuando ao sabor das águas oceânicas e cosntituem sério perigo á navegação, principalmente no Atlântico Norte, onde são muito comuns. Possuindo enormes dimensões, não raro é mais alto que um edifício de 10 andares e possui uma área maior que um pequeno quarteirão.. Visto a luz do sol parece um monstro branco e luminoso, a noite é uma enorme massa escura e sombria e anualmente são produzidos cerca de 16 mil.
Correntes Marinhas
Existem rios dentro do oceano. São as correntes marinhas. O Golf Stream nasce sob o calor do Golfo do México e suas águas vão desembocar no Oceano Glacial Ártico, aí começa a corrente do Labrador, que desce para o sul, em direção a Terra Nova. A corrente de Humboldt, se encontra no Pacífico Sul, surgindo em plena região Antártica, sobe costeando o litoral do Chile e do Peru e na altura do Equador se desvia para o oeste. Ela transporta sais que vão fazer proliferar o plancton, um fino caldo verde de minúsculos animais e plantas que habitam as camadas superiores da água atingida pelo sol e vão servir de alimento a bilhões de peixes, que vivem em pleno oceano equatorial. Das 16 mil variedades de peixes marinhos conhecidos, apenas uns 200 são usados na alimentação do homem, mas a pesca em larga escala e o aumento populacional estão deixando os ecologistas apreensivos.