7300 – Calendário Maia – O Mundo não Acabou


Até agora nesta sexta, 21 de dezembro de 2012, nenhum sinal de catástrofe iminente. Exceto pela devastação causada pelo homem pelas mazelas sociais que já amplamente nos referimos aqui ao longo do ☻ Mega Arquivo.

Os maias:
– levaram a precisão do calendário a seu ápice;
– produziam milho, feijão e abóbora;
– desenvolveram uma escrita própria;
– jogavam bola.
São motivos para admirar a civilização maia, embora haja também motivos para não admirar.

Um show de turismo e um prato cheio para o capitalismo selvagem
Na Guatemala, os sacerdotes de organizações indígenas maias se irritaram com a comercialização da data. “O que temos visto é que estão fazendo um show para o turismo. Para nós não é um show e não é um turismo, é algo espiritual e pessoal”, disse à agência de notícias AFP Sebastiana Mejía, integrante da Conferência de Ministros Maias.
Um repórter brasileiro informou, direto de Chichén Itzá, que, se o tempo continuasse nublado no México, ninguém poderia ver a famosa sombra do solstício de inverno alinhar-se nas pirâmides e formar a imagem da famosa serpente “emplumada”.
Em Chichén Itzá, as pessoas que esperam pelo fim do mundo se dão as mãos e giram entoando “Kukulkan”, o nome de um deus serpente tipo Quetzacoalt.
Na França, o melhor lugar para esperar o fim do mundo é Bugarach. Há quem acredite que a montanha servirá de pista de aterrissagem para uma nave-mãe extraterrestre que salvará da hecatombe alguns escolhidos.

7061 – Maias – Chuva criou e destruiu civilização


A chuva deu, a chuva –ou melhor, a falta dela– tirou. Esse parece ter sido o padrão por trás da ascensão e queda da civilização maia, indica uma pesquisa publicada na edição desta semana da revista americana “Science”.
A hipótese é resultado de uma das mais detalhadas análises climáticas do território das cidades-Estado maias, feitas por Douglas Kennett e seus colegas da Universidade Estadual da Pensilvânia.
Estudando estalagmites –as projeções do chão de cavernas– em Belize, eles conseguiram um registro de 2.000 anos de chuva na região ocupada pela civilização, com precisão próxima da de um calendário.
O resultado: o surgimento das grandes metrópoles maias, por volta do ano 450 da nossa era, coincide com uma fase especialmente chuvosa.
Por outro lado, a partir do ano 700, períodos secos com duração de décadas devem ter secado colheitas e levado à instabilidade política que acabou esfacelando as cidades-Estado.

6891 – Civilização maia tinha método sustentável para gerenciar água


O templo do caracol dos Maias

Os antigos maias construíram um sistema hidráulico sofisticado e sustentável que foi sendo aperfeiçoado por mais de mil anos para servir a uma população crescente. O colapso posterior dessa civilização da América Central tende a ofuscar sucessos anteriores como esses.
Os detalhes desse sistema de coleta e armazenamento de água foram revelados por uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala, por uma equipe internacional de pesquisadores coordenados por Vernon Scarborough, da Universidade de Cincinnati, em Ohio, e descritos em artigo recente na revista científica “PNAS”.
As descobertas incluem a maior represa antiga da área maia; a construção de uma barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a água dos reservatórios. O sistema também tinha uma estação que desviava a água para os diferentes reservatórios de acordo com a estação e incluía um segmento de canal cortado na pedra.
Também há evidências de reparos e ampliação do sistema, assim como plantio de vegetação para impedir a erosão do solo em torno dos reservatórios.

Com isso os maias, em torno do ano 700, podiam prover de água uma população estimada em 80.000 em Tikal. Há estimativas de que haveria 5 milhões de pessoas na região das planícies maias ao sul, uma população “uma ordem de grandeza da que é suportada na região hoje”, escreveram Scarborough e colegas.
Durante uma sessão de escavação, mesmo na estação seca, a água ainda percolava em um dos locais de teste, e os trabalhadores locais preferiam tomar essa água em vez daquela disponível sua vila.
A área foi abandonada no final do século 9. Os motivos do colapso maia ainda são debatidos entre os pesquisadores.

4502 – Calendário Maia Foi Mal Interpretado


O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição “A Sociedade e o Tempo Maia” inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.
O arqueólogo do Inah (Instituto Nacional de Antropologia e História do México) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros.
Eles se inspiravam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do Sol, da Lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.
“Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica”, explicou Casares, que esclareceu: “A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir.”
Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização.
“Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado ‘Haab’ que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o ‘Tzolkin’, de 260 dias, que regia a vida ritualística”, acrescentou Casares.
A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, “não podiam separar o religioso do cotidiano”.
Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia.
Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o “baktun” (período de 144 mil dias); na maioria das cidades, 13 “baktunes” constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.
Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, “propositais ou não”, de interpretação dos objetos achados desta civilização.
De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.

2605-Civilizações Antigas: Os Maias


Seca de 200 anos pode ter sido a principal causa do declínio desse povo que reinou por cerca de 2 milênios na região correspondente a Guatemala, ao sul do México. A descoberta de uma grande seca no lago Chichancanab pela observação de seus sedimentos ajudou a compor um quadro detalhado do início da derrocada daquele povo.

Como os maias sabiam tanto sobre astronomia?

Enquanto estiveram no auge, entre os anos 200 e 900, os maias, que habitaram a América Central, foram uma das civilizações mais cabeças do planeta. Seus conhecimentos matemáticos e de astronomia estavam não apenas à frente de todos os outros povos vizinhos, mas também dos chineses e dos europeus.

Eles eram craques da matemática e foram os únicos, em todas as Américas pré-descobrimento, que desenvolveram um sistema completo de escrita. No ano 325, eles já dominavam o conceito de zero, coisa que os europeus só descobriram e começaram a usar cerca de 700 anos depois.

Eles também eram excelentes observadores do céu. Em várias cidades maias, como Palenque, Sayil e Chichén Itzá, os centros astronômicos ocupavam áreas centrais. O Caracol, de Chichén Itzá (à direita), foi construído por volta do ano 1050, tinha 22,5 metros de altura e era dedicado ao deus da chuva, Chaac.

Cruzando a matemática com a observação, os maias conseguiram conhecer, com uma precisão espantosa, a duração dos ciclos lunar, solar e do planeta Vênus. Eles calcularam que Vênus passa pela Terra a cada 583,935 dias – algo espantosamente próximo do número considerado correto hoje, que fica entre 583,920 e 583,940. Também definiram que o ciclo lunar dura 29,53086 dias (atualmente os astrônomos falam em 29,54059).

Os maias registraram que o Sol completa seu ciclo em 365,2420 dias, enquanto que na atualidade esse número está definido em 365,2422. Com base nesses conhecimentos, eles criaram um conjunto de calendários complexos e interligados que, juntos, formavam um dos sistemas de contagem do tempo mais precisos de sua época.

Hoje sabemos que os maias estavam certos em seus cálculos. Mas como foi possível que eles avançassem tanto sem usar nenhum tipo de lente?

Entre os europeus, a astronomia só começou a avançar mais rápido lá pelo século 17, quando Galileu Galilei se apropriou da invenção do telescópio, registrada pelo fabricantes de lentes holandês Hans Lippershey, para olhar para o espaço. É difícil saber como os maias chegaram a essas conclusões porque, enquanto Galileu localizava manchas no Sol e identificava o planeta Júpiter, os espanhóis se empenhavam em destruir a civilização maia.

Como os maias não tinham um reino unificado, foi um processo lento, em que cada cidade-Estado caiu sozinha. A última, Tayasal, foi derrotada em 1697. Todas elas foram saqueadas e tiveram bibliotecas e templos queimados. “Não conhecemos as pesquisas deles em detalhes, porque os espanhóis destruíram tudo o que encontraram pela frente. É certo que o que sobrou é apenas um resíduo do conhecimento que eles tinham construído”, diz o antropólogo americano Marcello Canuto, professor da Universidade Yale, nos EUA.

Poucos documentos resistiram. O mais importante deles é o Código Dresden, um manuscrito que reúne praticamente tudo o quesabemos sobre os conhecimentos matemáticos e astronômicos deles. Nesse texto de 39 folhas, escritas dos dois lados, encontram-se não só a descrição de rituais religiosos mas também os cálculos para a previsão de eclipses e as conclusões a respeito do ciclo de Vênus – que funcionava como uma referência para a data das colheitas e para a escolha
da época mais favorável para guerrear.

Curosidade: Calendários marcavam datas de festas e sacrifícios

Os maias tinham uma maneira curiosa de registrar o tempo. Mais do que simplesmente contar os dias, seus calendários tinham a função de identificar as datas propícias para cada atividade. Os pesquisadores sabem que, a partir de combinações matemáticas, eles faziam uma espécie de prognóstico astrológico para prever o que iria acontecer numa determinada data. Dependendo dessa previsão, o dia podia ser reservado para o trabalho na colheita ou para rituais religiosos, quase sempre acompanhados de sacrifícios aos seus deuses.

O Caracol dos Maias


Construído em 850, ajudava a determinar o início das estações do ano.
A Astronomia desenvolveu-se entre os maias por ser um dos elementos fundamentais na prática dos rituais religiosos que, na maioria das vezes, se realizavam à noite. Uma prova disso está numa das gravuras que aparecem em seus manuscritos (chamados Código de Mendoza), na qual um sacerdote toca um instrumento enquanto outro observa as estrelas para determinar a hora do início das cerimônias. Os elevados monumentos piramidais maias eram, na verdade, observatórios ideais para a pesquisa noturna e diurna do céu. As construções orientavam-se nesse sentido e delas podiam ser estimadas com precisão a passagem do Sol pelo zênite – o ponto do céu que está diretamente acima da cabeça do observador – e as épocas em que se iniciavam as estações do ano.
Em suas observações, os maias usavam alguns instrumentos primitivos semelhantes às balestilhas – duas hastes cruzadas -, com as quais os astrônomos-navegantes do século XVI observavam a altura dos astros. Um exemplo típico de construção maia com fins de observação astronômica é o chamado Caracol de Chichén-Itzá, cidade situada nas planícies do Yucatán, próximo à Mérida, no México.
Essa edificação está intimamente ligada às civilizações maia e tolteca – esta última, contemporânea da primeira. O monumento foi chamado de El Caracol pelos espanhóis, porque sua escada interior, em espiral, lembra a concha de um caramujo. Nesse edifício circular encontram-se aberturas orientadas de modo a permitir a determinação dos solstícíos de inverno e verão (dias que marcam o início dessas estações) e da mesma forma dos equinócios de primavera e outono.
O Caracol, cujo início da construção data de 850, tem uma torre de 12 metros de altura, erguida sobre uma dupla plataforma retangular de 9 metros. A plataforma inferior parece ter sido situada e orientada astronomicamente: sua parte anterior era dirigida para Vênus, que alcança seus maiores afastamentos norte e sul no horizonte em intervalos regulares, ao longo do calendário maia. Na plataforma superior, a parede frontal tem como perpendicular a direção que corresponde àquela do nascer do Sol no dia de sua passagem zenital em Chichén-Itzá no ano 1000.
Construída pelos toltecas, a torre tem dois andares. Com 11 metros de diâmetro e paredes muito grossas, dispõe de quatro portas muito, estreitas. No centro, uma grossa coluna sustenta a rampa – a célebre escada em caracol – por meio da qual se chega à câmara retangular do andar superior. Trata-se de uma tarefa difícil, já que a escada não começa no nível do solo e sim no princípio da abóbada. A câmara é pequena e grande parte de seu piso está destruído. Mas do que restou é possível deduzir que ela também tinha paredes espessas, uma porta e sete aberturas retangulares muito estreitas que serviram – pelo que se concluí de sua orientação – para determinar os solstícíos e equinócios.
Para isso, os maias deviam observar o horizonte por uma linha de visada tangente – que sai do olho e tangencia o lado interior direito e exterior esquerdo de cada uma das aberturas. Desse modo conheciam a direção do pôr-do-sol no solstício de verão (o dia mais longo do ano) e a dos equinócios da primavera e do outono (quando dia e noite têm a mesma duração). Algumas dessas aberturas davam as direções do ocaso de Vênus em suas máximas declinações norte e sul. Da mesma forma que os astecas, os maias também tinham sua atenção voltada para as estrelas e costumavam levantar-se durante a noite para observar o céu. Eles acreditavam que o firmamento noturno reunia dois dos seus grandes deuses: Tezcatlipoca, que simbolizava o céu à noite, e a serpente Quetzalcóatl, que representava o zodíaco, o criador do calendário. Além da cobra zodiacal da noite, criou-se mais tarde a figura de Xíucoatl, a cobra azul – zodíaco imaginário do dia e que se encontra lindamente esculpido no calendário asteca.

Civilizações Antigas -Maias e a Cidade do México


Maias
Arqueólogos americanos acabam de descobrir vestígios de mais de 4500 anos da civilização Maia em Belize na América Central. Até então, as marcas mais antigas desse povo eram da Penísula de Yucatan, no México com 3 mil anos de idade. Eles eram fazendeiros e mestres da porcelana, mas não se encontrou nenhuma peça desse material, sinal que os primeiros não dominavam a arte da cerâmica como aqueles que viveram no México.
Cidade do México » Com uma população de cerca de 18 milhões de habitantes é uma das maiores cidades do mundo. Foi originalmente fundada por volta de 1325, como Tenochititlan, e tornou-se a capital do império asteca. Estes começaram a construir a cidade quando se fixaram numa ilha do lago Texcoco. Com o decorrer do tempo eles encheram o lago de terra de modo a expandir a cidade, mas era uma cidade de canais e sempre cercada de água. Quando os espanhóis chegaram em 1519, eles ficaram atônitos com a grandeza e organização, na época com cerca de 300 mil habitantes.
Como a maioria das grandes cidades possui o lado negro da pobreza e crime em contraste com luxuosas mansões, condomínios e shoppings, convivem lado a lado com a pobreza das favelas escuras e sombrias. A superpopulação, junto com os problemas resultantes, poluição, escassez de moradias e grande deficiência de recursos essenciais á vida, bem como uma taxa de criminalidade sempre crescente. Grandes famílias são herança cultural do México, encarada como prova de virilidade masculina.
Na década de 1960 existia uma ára chamada de transparente, mas ficou na saudade. De acordo com a revista Time, 3 milhões de carros e 7 mil ônibus diesel, velhos e em péssimo estado contaminam o ar, o mesmo fazem 130 mil fábricas que representam, mais de 50% da indústria mexicana. São 11 mil toneladas de poluentes por dia. Calcula-se que simplesmente respirar possa equivaler a fumar 2 maços de cigarro por dia.